A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, junho 27, 2012
... E DÁ-LHE KEYNES !!! (II)
Hoje é dia de novo pacote de estímulo
Autor(es): Mariana Mainenti e Rosana Hessel |
Correio Braziliense - 27/06/2012 |
Governo anuncia recursos para diversas áreas na tentativa de vencer o pessimismo
A corrida para estimular o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fez com que o governo orquestrasse, de última hora, um pacote de compras governamentais. O conjunto de medidas foi coordenado, na segunda-feira, diretamente pela presidente Dilma Rousseff, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Fernando Pimentel. O que seria apenas a assinatura de contratos com prefeitos na área de Educação transformou-se na divulgação de aquisições também nas áreas da Saúde, da Agricultura e da Defesa. Mais uma tentativa para frear as críticas do mercado, que vem reduzindo as projeções de crescimento para este ano e o próximo. O anúncio do programa será feito de manhã, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Palácio do Planalto.
As medidas visam fortalecer a indústria nacional que perdem competitividade em meio ao agravamento da crise europeia. "Estamos atravessando uma conjuntura externa adversa, mas o país está tomando as providências e reagindo a isso. As intervenções no câmbio, a queda dos juros e as desonerações dentro de uma responsabilidade fiscal darão impulso à economia e, por conta disso, essa melhora será vista no segundo semestre", afirmou o ministro Fernando Pimentel.
Em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento, o pacote está sendo chamado de PAC Equipamentos — Programa de Compras Governamentais. Em meio a aquisições de interesse dos ministérios, o governo encontrou todas as brechas possíveis para fomentar a produção no país. Em alguns casos, como o investimento de R$ 1,3 bilhão em máquinas agrícolas, ele irá se valer do mecanismo de margem preferencial, pela qual pode pagar até 25% a mais para o produto nacional. Na área da Saúde, o governo deverá anunciar compra de ambulâncias.
Na Defesa, as aquisições serão concentradas em duas frentes. A primeira delas é a aquisição de quase 4 mil caminhões que serão utilizados pelas três Forças Armadas. Ao mesmo tempo, as compras irão beneficiar projetos importantes para o Exército. Um deles é o de fabricação do blindado Guarani, um veículo sobre rodas que é o pioneiro de uma família que está sendo desenvolvida pelo Exército. Produzido pela Iveco (do grupo Fiat), ele terá o número de aquisições praticamente dobrada, de 21 para 40 unidades.
O Exército poderá também triplicar o número de unidades adquiridas do Astros 2020, sistema de lançamento de mísseis e foguetes fabricado pela Avibras, de São José dos Campos (SP). O sistema prevê o lançamento de projéteis da carroceria de caminhões e já foi, inclusive, comercializado pelo Brasil para a Malásia. Inicialmente, o governo iria adquirir 10 unidades e agora pretende obter outras 20. Nas compras adicionais dentro dos dois projetos, o Executivo irá desembolsar R$ 330 milhões além do que já estava previsto.
Em Educação, os esforços para ampliar as compras governamentais serão concentrados na construção de quadras esportivas, na aquisição de ônibus para transporte escolar e de mobiliário. O ministro titular da pasta, Aloizio Mercadante, irá assinar convênios com prefeitos de diversas regiões no país às 11h, no Palácio do Planalto. A meta do governo é construir, até 2014, pelo menos 6,1 mil novas quadras escolares cobertas, além de 4 mil coberturas para quadras já existentes, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Em 2012, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prevê desembolsar R$ 381 milhões pelo projeto.
Os programas Caminho da Escola e Educação no Campo (Pronacampo) preveem a doação às prefeituras de 6,3 mil ônibus, que serão usados por cerca de 378 mil alunos da rede pública. Serão dados também mais de 2 milhões de conjuntos mobiliários escolares, como carteiras, mesas e cadeiras. (Colaboraram Leandro Kleber e Silvio Ribas)
» Prorrogação do IPI
Na cerimônia de hoje, o governo poderá ainda divulgar a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na linha branca de eletrodomésticos, como fogões e geladeiras, além de móveis, luminárias, lustres e papel de parede. A medida, adotada há três meses para estimular o consumo, deixaria de vigorar no próximo sábado. Na semana passada, representantes do setor fizeram uma nova rodada de conversas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
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... E DÁ-LHE KEYNES !!!
À espera do pacote
''FLASH-BACK''
Lista dos réus no processo do mensalão

JOÃO PAULO CUNHA

JOSÉ DIRCEU

JOSÉ GENOINO

SÍLVIO PEREIRA

ROBERTO JEFFERSON

LUIZ GUSHIKEN

KÁTIA RABELLO

BISPO RODRIGUES

DUDA MENDONÇA

MARCOS VALÉRIO

VALDEMAR COSTA NETO

DELÚBIO SOARES

EMERSON PALMIERI

ZILMAR FERNANDES

CRISTIANO PAZ

RAMON HOLLERBACH

HENRIQUE PIZZOLATO

ROMEU QUEIROZ

JOSÉ BORBA

JOSÉ ROBERTO SALGADO

VINÍCIUS SAMARAME

GEIZA DIAS DOS SANTOS

SIMONE VASCONCELOS

AYANNA TENÓRIO

ROGÉRIO TOLENTINO

ANDERSON ADAUTO

PAULO ROCHA

PROFESSOR LUIZINHO

ANITA LEOCÁDIA

JOSÉ LUIZ ALVES

PEDRO HENRY

JOSÉ JANENE

PEDRO CORRÊA

JOÃO CLÁUDIO GENU

ENIVALDO QUADRADO

BRENO FISCHBERG

CARLOS ALBERTO QUAGLIA

ANTONIO JACINTO LAMA

JACINTO LAMAS
XÔ! AMNÉSIA
http://olharcristao.blogspot.com.br/2012/06/lista-dos-38-reus-do-mensalao-stf-ap.html
Quarta-feira, Junho 06, 2012
Lista alfabética dos 38 réus do mensalão - Processo STF 184241 AP 470
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Foto dos Ministros em sessão histórica do STF |
''EU NEM ME LEMBRO MAIS...'' *
O MENSALÃO NA ORDEM DO DIA
STF JULGA MENSALÃO A PARTIR DE 2 DE AGOSTO |
Autor(es): DIEGO ABREU |
Correio Braziliense - 27/06/2012 |
Em 36 dias, a mais alta corte de Justiça do país começa a julgar o mais importante processo de sua história. No banco dos réus, estarão 38 acusados. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu, apontado pelo procurador-geral da República como o chefe do esquema de corrupção que abalou o então governo Lula, em 2005. "Finalmente está definido o cronograma de julgamento da ação, embora com um dia de atraso" disse o presidente do STF, Ayres Britto, pouco depois de o ministro revisor do caso, Ricardo Lewandowski, anunciar que havia concluído seu voto no processo
Ministro Ricardo Lewandowski conclui a revisão do processo e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, marca a data para analisar a ação penal
Em meio a um impasse acerca do cronograma do mensalão, o ministro Ricardo Lewandowski concluiu a revisão do processo. Poucas horas depois, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, decidiu adiar em um dia o começo do julgamento. O calendário aprovado no começo do mês por nove dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) previa o início da análise do processo em 1º de agosto. No entanto, diante da decisão de Ayres Britto de não publicar ontem uma edição extra do Diário da Justiça Eletrônico, a ação penal começará a ser julgada em 2 de agosto, uma quinta-feira.
Antes da definição do calendário do julgamento, a terça-feira foi de incertezas em relação às datas. A manutenção do cronograma estava condicionada ao término do trabalho de revisão do processo por Lewandowski. Pouco antes das 15h, ele comunicou que havia concluído o voto-revisar, mas só incluiu o pedido de pauta para a ação penal do mensalão por volta das 17h30.
O presidente do STF, no entanto, optou por não publicar uma edição extra do Diário da Justiça, sob o argumento de que tal medida poderia caracterizar um tratamento diferenciado ao processo. "Com essa liberação, finalmente está definido o cronograma de julgamento da ação, embora com um dia de atraso. Consultados, vários ministros, a partir do relator, Joaquim Barbosa, avaliaram que a edição extra do Diário da Justiça não seria conveniente para não ensejar alegações de casuísmo e, por consequência, de nulidade processual em matéria penal", frisou Britto.
Ele acrescentou que edições extras são uma excepcionalidade, sendo que, neste ano, nenhuma foi publicada para agilizar o trâmite de matérias penais. Neste primeiro semestre, houve quatro versões extraordinárias, mas para processos de outra natureza. Já em 2010, algumas marcações de pauta para ações penais chegaram a ser publicadas em caráter excepcional, inclusive uma relativa a um despacho do mensalão. Na ocasião, porém, Ayres Britto não presidia o STF.
Trâmite
A pauta do julgamento do mensalão será publicada hoje, no Diário da Justiça. Conforme estabelece o regimento do Supremo, o ato terá validade 24 horas após a divulgação, ou seja, na quinta. Como é necessário respeitar o prazo de mais 48 horas para que o processo esteja habilitado para julgamento, não haverá tempo hábil de o período ser cumprido neste semestre, uma vez que o recesso do Judiciário se inicia após a sessão plenária de sexta-feira. Assim, o último dia do prazo correrá em 1º de agosto e o julgamento será iniciado no dia seguinte.
Na última quinta-feira, o presidente do STF enviou um ofício ao ministro revisor do mensalão, alertando o colega sobre a necessidade de liberar o trabalho de revisão até a última segunda-feira para que o cronograma inicial fosse mantido. A pressão exercida por Britto criou um desconforto entre os ministros. Em resposta ao ofício, Lewandowski disse ter ficado surpreso com o documento e, ainda, que não atrasaria o processo.
Joaquim Barbosa liberou o relatório da ação no fim de dezembro, mas o revisor diz ter acessado o material e começado a preparar seu voto somente em fevereiro, depois que retornou do recesso de janeiro. Lewandowski disse ao Correio que cumpriu rigorosamente todos os prazos para concluir o voto a tempo de o processo ser julgado em 1º de agosto. "Publicar matérias penais em edições extras do Diário da Justiça Eletrônico é absolutamente comum e corriqueiro, mas é algo que só pode ser decidido pelo presidente do STF", enfatizou o ministro.
a revisão147
dias. Esse foi o tempo empregado pelo ministro Ricardo Lewandowski para revisar o processo do mensalão, que soma
50.119
páginas e envolve
38
réus
Microblog
O mensalão é destaque no Twitter desde o início da semana. Na segunda-feira à noite, após o ministro Ricardo Lewandowski anunciar que não atrasaria o início do julgamento — até então previsto para começar em 1º de agosto —, centenas de mensagens foram postadas por internautas que cobraram celeridade ao revisor da ação penal. A hashtag #EntregaLewandowski chegou a ser o assunto mais comentado no microblog na manhã de ontem.
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(*) Capital Inicial.
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''TUDO TOMOU SEU LUGAR DEPOIS QUE A BANDA PASSOU..." *
A previsível frustração com os resultados da Rio+20
Valor Econômico - 27/06/2012 |
Nos últimos 40 anos, apenas 4 dos 90 objetivos ambientais importantes, frutos de acordos internacionais, foram atingidos, advertiu, poucos dias antes da Rio+20, o relatório Panorama Ambiental Global da Organização das Nações Unidas. E desde que a economia global entrou em crise, os ventos contrários a iniciativas que buscam frear a destruição do ambiente ganharam intensidade. Desde o fracasso de Copenhague a agenda ecológica praticamente não avançou, enquanto uma respeitável maioria de estudos científicos apontavam na direção da urgência de ações imediatas. Nesse clima hostil, não foi surpresa que a conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU, no Rio, se movesse, desde sua preparação, de impasse em impasse até um resultado final de consenso pouco substantivo.
Se as negociações nas conferências sobre mudanças climáticas, que têm objetivos bem delineados e um acordo em vigor, o de Kyoto, são duras e sujeitas a retrocessos, dificuldades ainda maiores eram previsíveis para a Rio+20, cuja abrangência da agenda era muito maior. Desta vez, tratava-se de, além de evitar os crescentes danos ambientais, fazê-lo reorientando os padrões de produção e consumo globais e buscando extinguir a pobreza no planeta. Diante desse ponto de partida que beira o utópico, qualquer acordo resultante, que não traçasse metas e objetivos para esses fins, acabaria sendo qualificado de pouco ambicioso.
Coube ao país anfitrião, o Brasil, a ingrata tarefa de apresentar rapidamente um acordo magro de resultados, com algumas boas promessas para o futuro, aos 193 países que participaram das discussões. Já visto com desconfiança em suas credenciais pelo pouco empenho na questão ambiental e pelo retrocesso do Código Florestal, o governo de Dilma Rousseff recebeu uma saraivada de críticas de ambientalistas, Organizações Não Governamentais e representantes de governos europeus.
Apesar dos erros, o governo brasileiro apenas reconheceu o que os países mais importantes nas negociações tinham indicado - este não é um momento de grandes ambições. A ausência dos chefes de Estado dos EUA, da Alemanha, do Reino Unido e do Japão era um fato que delineava um limite para o alcance das decisões. As mesmas forças que produziram o impasse de Copenhague produziram jogo parecido, com resultado semelhante, na Rio+20.
Os EUA vieram para vetar pontos, propor nada e olhar com lupa os textos que prometiam recursos e acordos para transferência de tecnologia, instrumentos indispensáveis ao acordo global. Em mais uma dura campanha eleitoral, o presidente Barack Obama foge o quanto pode da discussão ambiental. Países desenvolvidos e emergentes voltaram a digladiar na questão que resume a vontade de ação e de assumir compromissos - o dinheiro. Envoltos em crise, desemprego e elevados déficits, os países avançados se recusaram a debater sobre os recursos necessários para a causa da sustentabilidade.
Assim, a sombra do fracasso rondava o Riocentro. Coube ao anfitrião dar a má notícia e receber a punição em nome de uma frustração provocada pela responsabilidade coletiva dos líderes dos países presentes (e ausentes).
Como vem se tornando praxe nas conferências que envolvem o ambiente, o objetivo minimalista de manter todos os países na discussão é visto como uma vitória. A Rio+20 deixou uma agenda para ser desenvolvida até 2015. Até lá, poderão ser encontradas novas formas de mensuração do PIB que levem em conta variáveis ambientais e sociais, que permitam estabelecer os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, reconhecidos por todos como necessários.
Avançou-se no tema da proteção dos oceanos em águas internacionais e na discussão da regulamentação da exploração de sua biodiversidade, mas qualquer decisão a respeito foi barrada na última hora e postergada para pelo menos até setembro de 2016. Da mesma forma, o acordo reconhece que a erradicação da pobreza é um grande desafio global que precisa ser vencido. Nas franjas da diplomacia, houve a participação de um batalhão de empresas nacionais e multinacionais e movimentos sociais, indicando que desde a Rio 92 a consciência e as ações para corrigir os rumos desastrosos do planeta se ampliaram em número e profundidade. É o que pode dar no futuro força a um texto meio raquítico.
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(*) Chico Buarque.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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O ministro revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, concluiu ontem seu voto e devolveu os autos do processo para o Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo assim que o julgamento possa ter início no dia 2 de agosto. Lewandowski demonstrou irritação com as pressões que sofreu para que concluísse seu voto até anteontem, para que o julgamento pudesse ter início no primeiro dia de agosto, conforme previa o calendário da Corte. “Foi o voto-revisor mais curto da história do STF. A média para um réu é de seis meses. Fiz das tripas coração para respeitar o que foi estabelecido pela Suprema Corte.” Para manter o cronograma inicial — o STF entra em recesso em julho e é preciso divulgar a pauta com três dias de antecedência —, o presidente do órgão, Carlos Ayres Britto, cogitou a publicação ontem de uma edição extra do Diário da Justiça, mas foi convencido pelos demais ministros que, mesmo sendo comum na rotina do Supremo, a atitude poderia dar aos réus motivos para pedir a nulidade do julgamento. (Págs. 1 e 3)
Merval Pereira
O voto-revisor de Lewandowski caminha no sentido de indicar que o STF deve optar por penas mais brandas.
O ministro do STF Ricardo Lewandowski, revisor da ação do mensalão, liberou ontem o processo, o que permitirá o início do julgamento em 2 de agosto, apenas um dia após o prazo inicial. Alvo de pressão por parte do presidente da corte, Lewandowski havia afirmado à Folha que poderia finalizar o trabalho até sexta-feira.
Numa demonstração de insatisfação com a cobrança, o ministro disse que essa foi a revisão “mais curta da história do Supremo”, mas negou que tenha apressado a devolução por conta das pressões. “A média para um réu é de seis meses [são 38 réus no mensalão]. Eu fiz das tripas coração para respeitar o estabelecido.” (Págs. 1 e Poder A4)
Análise
Ministro usou a liberdade de tempo que a lei lhe concede, escreve Joaquim Falcão. (Págs. 1 e Poder A6)
Haddad perdeu dois pontos e continua em terceiro, com 6% das intenções de voto. A queda está dentro da margem de erro. Nádia Campeão, do PC do B, será anunciada para a vice. (Págs. 1 e Poder A8 e A9)
O senador Fernando Collor defendeu a ação do Congresso que tirou Fernando Lugo do posto. (Págs. 1 e Mundo A16)
Sete anos após o caso vir à tona, os réus do mensalão vão a julgamento em 2 de agosto. Embora o parecer do revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, tenha sido concluído ontem, com um dia de atraso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, preferiu publicar o ato somente hoje no Diário De Justiça - e não em edição extra ontem - para evitar ações de impugnação. O tempo que Lewandowski levou para liberar o processo - seis meses - provocou mal-estar com Ayres Britto, que cobrara a entregada revisão. Veladamente, ministros alimentaram as críticas de que o presidente do Supremo estaria dando ao caso do mensalão trâmite não usual. O cronograma adotado por Lewandowski indica que ele desceu ao mérito das questões. Nos bastidores, a avaliação é de que o ministro construiu um voto que faz reparos ao voto do relator, ministro Joaquim Barbosa. (Págs. 1 e Nacional A4)
Ricardo Lewandowski
Ministro do STF
“Fiz das tripas coração para respeitar o que foi estabelecido pela Suprema Corte”
Federico Frango
Presidente do Paraguai
"Este é um governo constitucional”
Erundina agiu como a maioria da população, cuja intuição moral combina de forma nem sempre consciente as teorias de Kant e do contratualismo. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Plano de negócios tem metas mais realistas e consagra uma visão crítica da administração passada. (Págs. 1 e A3)
Em 36 dias, a mais alta corte de Justiça do país começa a julgar o mais importante processo de sua história. No banco dos réus, estarão 38 acusados. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu, apontado pelo procurador-geral da República como o chefe do esquema de corrupção que abalou o então governo Lula, em 2005. "Finalmente está definido o cronograma de julgamento da ação, embora com um dia de atraso” disse o presidente do STF, Ayres Britto, pouco depois de o ministro revisor do caso, Ricardo Lewandowski, anunciar que havia concluído seu voto no processo. (Págs. 1 e 2)
Com o recuo geral na taxa de crescimento da economia, a indústria, que apresenta um quadro de estagnação desde pelo menos 2011, perdeu o fôlego na criação de empregos. Nos setores desonerados, o emprego formal ainda cresceu, mas deu origem a um número de vagas 40% menor nos cinco primeiros meses do ano em relação a igual período de 2011. Foram abertos 67 mil postos no ano passado e 41 mil agora. O desempenho na indústria como um todo foi bem inferior, com a abertura de novas vagas recuando 53%. O setor de couro e calçados ficou praticamente estável, com redução de apenas 5% na criação de vagas. (Págs. 1 e A3)
A CSA, que fica no Rio, começou a operar em setembro de 2010. Em 2011, o primeiro ano completo de produção, os custos foram maiores que as vendas, de R$ 3,36 bilhões, e o prejuízo bruto foi de R$ 502,7 milhões. Mas o maior peso veio das despesas administrativas, de R$ 7,2 bilhões, porque a empresa fez uma provisão para redução ao valor recuperável ("impairment") de R$ 5,44 bilhões, principalmente relacionada a máquinas, equipamentos e instalações. Com a baixa contábil, os ativos imobilizados, avaliados antes em R$ 12,68 bilhões, agora somam R$ 7,95 bilhões. O resultado operacional antes do financeiro foi uma perda de R$ 7,75 bilhões. (Págs. 1 e B1)
O Valor ouviu empresários e representantes de associações empresariais e acompanhou suas reuniões com candidatos à Prefeitura de São Paulo. Deles, ouviu que a ação mais polêmica da atual gestão foi a restrição ao tráfego de caminhões. Dos principais candidatos, porém, apenas Celso Russomano (PRB) aceita rediscutir a medida. (Págs. 1, A8 e A9)
Nesta semana, depois de aceito o pedido de recuperação judicial da companhia pela 5ª Vara Empresarial do Rio, a Delta começa a tomar suas primeiras providências: notificará a administração pública para receber cerca de R$ 450 milhões em pagamentos atrasados e pretende recorrer da decretação de inidoneidade, que a impede de participar de novas licitações, informa Marcelo Gomes, diretor-geral da consultoria Alvarez & Marsal, que comanda o processo de reestruturação da construtora. (Págs. 1 e B8)
O que os índios pedem está muito distante do que os empresários e o governo pretendem entregar às aldeias para minimizar os impactos causados pela usina. A índia Sheyla Yakarepi Juruna, líder da aldeia Boa Vista KM 17, explica o interesse por tantas picapes: "O rio vai ficar difícil de navegar em muita parte. Claro que a gente precisa dos carros". (Págs. 1 e B7)
Depois de concluído processo de fusão com o Unibanco, o Itaú começa a dar fôlego ao projeto de internacionalização do banco na América Latina. No Chile, ainda está muito focado nos clientes de alta renda. No Uruguai, a principal atividade é o crédito para empresas. "A América Latina é uma região emergente, com grandes oportunidades de crescimento. Só perde para a Ásia, onde culturalmente é mais difícil de se entrar", diz Ricardo Villela Marino, vice-presidente responsável pela internacionalização. (Págs. 1, C1 e C3)
Se o governo mantiver a disciplina fiscal, BC poderá sustentar os juros em níveis historicamente baixos. (Págs. 1 e A2)
Rosângela Bittar
A CPI do Cachoeira é uma interminável sucessão de negações: não, nada, ninguém, nenhum. (Págs. 1 e A9)