A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
quinta-feira, dezembro 06, 2012
XÔ! ESTRESSE [in:] '¿HAY GOBIERNO? YO PROYECTO !' (ou, dinheiro não tem ideologia)
''... QUEM ESSE IBGEzinho PENSA QUE É?''
A dúvida do ministro sobre o trabalho do IBGE
O Estado de S. Paulo - 06/12/2012 |
Parece-nos muito grave que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, duvide dos dados do IBGE, que desde 1936 reúne estatísticas sobre o Brasil. Se se pode discutir a respeito de incluir ou não a taxa Selic nas Contas Nacionais, como fizeram alguns poucos economistas, não se pode levantar dúvidas sobre a qualidade do trabalho do IBGE, principal base das análises demográficas e econômicas do País.
O IBGE, salvo por um número muito restrito de dados, no período do regime militar, sempre resistiu às tentativas dos governos de falsear suas estatísticas, e algum "erro encomendado" sempre foi corrigido no prazo mais curto possível, a fim de preservar as séries apresentadas.
Seguramente, são os dados relativos às Contas Nacionais - que durante anos foram deixados a cargo da Fundação Getúlio Vargas - os mais importantes nas informações do IBGE. Ora, são estas as contas que o ministro da Fazenda põe em dúvida no momento.
Cabe informar que as Contas Nacionais são o resultado de uma série de estatísticas que fornecem as bases para as avaliações dos economistas - produção industrial, vendas no varejo, evolução de diversos índices de preços -, além daquelas vinculadas à atividade governamental - resultado do Tesouro Nacional, contas do setor público, comércio exterior - e das fornecidas por outras entidades.
O IBGE, ao montar seus dados, leva em conta quase todas as outras fontes de informação, o que permite que se avalie a credibilidade das suas estatísticas. E, ao longo da sua existência, procurou ampliar seu leque de informações, desenvolvendo desse modo um material precioso sobre a distribuição de renda no País.
É difícil imaginar como se poderia conduzir a política econômica sem o substrato que o IBGE oferece para acompanhar o desempenho da indústria, do comércio, dos serviços, do emprego. O que parece grave na dúvida manifestada em público pelo ministro da Fazenda é que ela afeta a todos que se utilizam dos dados do IBGE, que sempre tem a preocupação de corrigi-los assim que disponha de números definitivos.
O Brasil é, certamente, um dos países que dispõem de maior volume de dados socioeconômicos para fundamentar suas decisões de políticas. Os erros cometidos por seus dirigentes não podem ser atribuídos à falta de informação, mas apenas ao mau uso dela, como se vê atualmente na ação do governo e do ministro, fiéis ao princípio equivocado de que o crescimento da demanda, por si só, é capaz de atrair investimentos.
------------
|
OS ''BRUTUS'' NO PODER...
Quando o réu é padrinho
Autor(es): Demetrio Magnoli |
O Estado de S. Paulo - 06/12/2012 |
Luiz Fux é o centro do mundo de Luiz Fux. Na momentosa entrevista que concedeu a Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo, 2/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) revela suas peripécias rumo à meta obsessiva de ocupar uma das 11 cadeiras da mais alta Corte. Fux procurou fidalgos da nossa pobre República, como Delfim Netto, um signatário do AI-5, Antônio Palocci, o ministro que violou o sigilo bancário de uma testemunha, e João Pedro Stédile, líder de um movimento social pendurado no cabide do poder, além de "empresários" que prezam tanto o acesso aos palácios quanto o conforto do anonimato. O juiz não diz, apenas, que fez política, como sempre fazem os candidatos ao Supremo. Confessa - é essa a palavra! - que procurou padrinhos entre os poderosos réus do caso mais importante que julgaria, caso sua empreitada fosse bem-sucedida. José Dirceu e João Paulo Cunha apadrinharam a candidatura de Fux - o magistrado que, no ano seguinte, ajudaria a condená-los a penas de prisão em regime fechado.
Não é uma confissão espontânea, longe disso. "Querem me sacanear", disse Fux a uma repórter na cerimônia de posse de Joaquim Barbosa. Dias depois procurou o jornal para conceder a entrevista. A iniciativa é uma reação à ofensiva da quadrilha incrustada no PT que, desde a proclamação de seus votos sobre o núcleo político do mensalão, começou a vazar uma mistura de informações e lendas sobre a heterodoxa campanha do juiz pela indicação presidencial. "O pau vai cantar!", avisou Fux à repórter, ajustando sua linguagem aos costumes do meio político em que habitualmente circula.
No mundo de Fux, jornais devem ser instrumentos a serviço dos interesses de Fux. Ele sabe escolher. A imprensa independente serve-lhe, hoje, para apresentar sua versão das conversas perigosas que manteve com os réus. A imprensa chapa-branca serviu-lhe, anteontem, para cristalizar relações com os padrinhos, que já eram réus. O jornal Brasil Econômico pertence à Ejesa/Ongoing, que tem Evanise Santos, namorada de José Dirceu, como diretora de marketing institucional. Em 2010, o juiz em campanha combinou com Evanise uma entrevista "de cinco páginas" à publicação. Comenta-se no mercado de mídia que a entrada do grupo português Ongoing no Brasil teria sido intermediada por Dirceu e obedeceria à estratégia de montagem de uma rede de veículos de comunicação alinhados ao governo.
O enigma de Capitu pertence ao domínio da grande arte; o de Fux, ao da baixa política. Mas, assim como nunca saberemos se Capitu traiu Bentinho, em Dom Casmurro, não se esclarecerá jamais se o magistrado traiu os padrinhos quando proferiu suas sentenças no caso do mensalão. Naturalmente, Fux nega ter discutido o processo nas conversas de apadrinhamento, mas admite a hipótese do intercâmbio de frases de duplo sentido num encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Sobre o fato incontroverso de que se reuniu com o réu José Dirceu para solicitar apoio, suas explicações oscilam, contraditoriamente, entre os excessos da implausibilidade ("naquele momento, eu não me lembrei" da situação jurídica do interlocutor) e os da candura ("a pessoa, até ser julgada, é inocente").
Durante o julgamento do mensalão, o Planalto e a cúpula petista fizeram chegar à imprensa os sinais de sua fúria com os votos de ministros que, na tóxica visão do governo, seriam devedores do favor da indicação. No caso de Joaquim Barbosa, insinuou-se que haveria favor associado à cor da pele, uma sugestão asquerosa que emana da natureza das políticas de preferências raciais consagradas pelo mesmo Barbosa. No caso de Fux, que o juiz-candidato assumira um compromisso informal de "matar no peito" o espectro da condenação do núcleo político da quadrilha. Agora, pela boca de Cândido Vaccarezza, ex-líder do governo na Câmara, interlocutor do juiz e de João Paulo, segundo suas palavras, numa "reunião que me parecia fechada", a insinuação contra Fux roça a fronteira da acusação.
Combinam-se, na operação difamatória, o impulso cego da vingança e um cálculo político racional. A quadrilha e sua esfera de influência pretendem manchar a reputação do juiz, mas também contestar a legitimidade do Supremo na arena da opinião pública. Os condenados e seus porta-bandeiras estão seguros de que o vício é idêntico à virtude. Por isso não se preocupam com os estilhaços lógicos desprendidos por seu bombardeio: segundo a versão que semeiam, o governo Dilma Rousseff trocou a indicação de Fux pela promessa de um voto favorável a réus do alto círculo do lulopetismo, algo que configuraria crime de responsabilidade.
No Antropologia, Immanuel Kant define a virtude como "a força moral da determinação de um ser humano no cumprimento de seu dever" e o vício, como transgressão dos princípios da lei moral. A trajetória de Fux, das reuniões com os padrinhos que eram réus às sessões de julgamento do mensalão, esclarece os dois conceitos kantianos. Na campanha promíscua de candidato ao Supremo, o juiz pode até não ter violado nenhuma lei, mas transgrediu a "lei moral" que manda separar os interesses privados do poder associado a uma posição pública ocupada ou almejada. Nos votos sobre o núcleo político da quadrilha, os melhores proferidos no STF, o magistrado não se limitou a aplicar a lei com competência e brilhantismo: ele revelou, juntamente com a maioria de seus pares, a "força moral" incomum de cumprir o dever fundamental dos juízes, que é o de submeter os poderosos à ordem jurídica geral.
A ofensiva difamatória da quadrilha é uma nova, repetitiva, descarga do lixo produzido por figuras deploráveis que, sem corar, se exibem como arautos de sacrossantas causas políticas e sociais. A reação de Fux tem suas utilidades. Serve como vacina contra a crença ingênua nos discursos líricos do próprio Fux e como exposição involuntária do arcaísmo do Brasil oficial, que ainda não sabe o significado de "coisa pública".
|
GOVERNO DILMA - BANCO CENTRAL [IN:] ... QUE CÂMBIO É ESSE ???
BC CORRIGE O RUMO DO CÂMBIO
PARA EX-BCS, PIB PESOU NA LIBERAÇÃO DO CAPITAL EXTERNO |
Autor(es): Por José de Castro, Silvia Rosa e José Sérgio Osse | De São Paulo |
Valor Econômico - 06/12/2012 |
A taxa de câmbio na casa de R$ 2,10 não agrada o governo e está fora do que o Banco Central considera uma cotação compatível com os fundamentos da economia brasileira. Não há, portanto, intenção de sancionar um novo patamar de câmbio. Na visão de fontes oficiais, o dólar muito acima do que estava há duas semanas - em torno de R$ 2,04 - não traz benefícios para a economia e compromete o controle da inflação.
Para prover liquidez ao mercado o governo começou a desmontar nos últimos dias as medidas de restrição ao ingresso de moeda estrangeira. Ontem, reduziu de dois para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à cobrança de 6% de IOF. Na terça-feira, ampliou de um para cinco anos o prazo para antecipação de receitas de exportação, operações que não são sujeitas a tributação do IOF.
A necessidade de fazer o crédito externo fluir, num cenário em que a oferta de recursos a empresas por parte dos bancos privados locais patina (ver texto na página C5), e, assim, garantir o crescimento da economia levou o governo a começar a desmontar medidas de restrição de capital adotadas anteriormente para evitar a valorização do real. Essa é a visão de ex-diretores do Banco Central e de especialistas do mercado. O desmonte dessas restrições foi deflagrado pela decepção com os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada, que evidenciaram a fraqueza do investimento e acenderam a luz amarela para os próximos trimestres.
Ontem, o governo anunciou a redução, de dois para um ano, do prazo dos empréstimos externos sujeitos à alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na terça, o BC já havia comunicado a ampliação para cinco anos do prazo para que exportadores antecipem suas receitas, atendendo a uma demanda das empresas, que têm nesse instrumento uma importante fonte de financiamento.
Na avaliação do ex-diretor do BC Luis Eduardo Assis, está muito claro que o governo tem "absoluta" prioridade em garantir o crescimento e virá com uma "saraivada" de medidas para alcançar esse objetivo. O afrouxamento dos controles de capitais é uma delas. Para ele, o governo decidiu aliviar as restrições a entradas de recursos também porque percebeu que o "calendário para o crescimento está mais curto", referindo-se às eleições presidenciais de 2014. "O governo decidiu agir porque sabe que, mais cedo ou mais tarde, esse marasmo na economia vai impactar o emprego e a renda. Isso, sim, seria uma ameaça à popularidade do governo, que poderia ver escapar das mãos a reeleição", avalia.
Um outro ex-dirigente do BC diz que as medidas macroprudenciais revertidas agora foram adotadas para evitar a apreciação do real, mas acabaram atingindo o crédito, que estava crescendo forte na época. "Ao zerar o IOF [para empréstimos superiores a um ano], a informação que estão passando é que agora veem mais necessidade de crédito externo para melhorar o crédito em toda a economia", considera o profissional, prevendo que o risco de uma enxurrada de dólares a partir de agora é "negligenciável". "O Brasil não está mais na moda como já esteve e a situação lá fora não é uma maravilha. No cenário atual, vale usar o câmbio como instrumento para dar mais alternativas de captação para o mercado nacional."
Para esse ex-dirigente do BC, o governo vai continuar retirando restrições a entradas de capitais se notar nova tendência de alta do dólar que possa atrapalhar a atividade. "Subsidiariamente, mas não menos importante, é atuar na expansão do crédito, ou aumentar as alternativas de crescimento do crédito, pois, com exceção dos bancos públicos, isso está se contraindo."
O problema, diz Luis Eduardo Assis, é que o efeito colateral da maior oferta de crédito é uma inflação mais salgada. "Se a prioridade é crescer, então as outras metas vão ficar de lado. Por isso, não deve demorar para o governo, por exemplo, aceitar um aumento dos combustíveis, visando ampliar o caixa da Petrobras. E a inflação? Bom, vai ficar mais alta", afirma.
O ex-diretor do BC e atual economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas, não descarta que o governo reveja as taxações sobre derivativos cambiais, se houver uma pressão maior de valorização da moeda americana. As medidas, segundo Freitas, não devem ter grande efeito na pressão para a valorização do real. "A demanda por crédito não está tão forte e não vejo incentivo para os bancos tomarem recursos no exterior", afirma.
Para o economista, o governo errou ao tentar estabelecer uma banda cambial para o dólar entre R$ 2,00 e R$ 2,10, o que criou expectativas nos investidores que passaram a testar o Banco Central, trazendo mais volatilidade para o câmbio. "O governo está tentando remar contra a maré internacional." Para Freitas, o dólar deve continuar apresentando pressões de alta no curto prazo em função das incertezas no cenário internacional, mas a tendência é de desvalorização no médio prazo. "Com a dissipação do chamado risco de cauda (ruptura do euro) na Europa, houve um aumento da busca dos investidores por ativos de maior risco, o que deve impulsionar as moedas cíclicas, atreladas a commodities como o real."
O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, acredita que "ainda existem muitos controles" cambiais, mas considera que as medidas tomadas nesta semana para melhorar a liquidez são um passo na direção correta. Mas ele pondera que, para ratificar esse raciocínio, seria necessário vermos o desmonte das taxações em derivativos cambiais e nas posições vendidas dos bancos.
No entanto, para alguns profissionais, essa intensa mudança de regras no "jogo" corre o risco de azedar ainda mais a avaliação dos estrangeiros com relação ao país. Ou seja, todos os efeitos positivos das medidas de estímulo tomadas até agora podem ser sufocados pela crescente desconfiança com a instabilidade regulatória no Brasil, o que tenderia a reduzir ainda mais os investimentos.
O ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman é taxativo e afirma que, com essa postura, o governo está "matando o investimento". "É muita instabilidade nas regras. Hoje é uma coisa, amanhã é outra. Muda regras para operação de câmbio, muda as regras para o setor elétrico. Essa brincadeira já está saindo cara e o preço pode ficar ainda mais alto", afirma.
---------
|
GOVERNO DILMA [In:] 'FIAT LUX'
DILMA DEVE USAR TESOURO PARA BAIXAR CONTA DE LUZ
TESOURO PODE BANCAR REDUÇÃO |
Autor(es): Vivian Oswald, Gabriela Valente, Demétrio Weber e Danilo Fariello |
O Globo - 06/12/2012 |
Dilma diz que, apesar de recusa de empresas, governo vai chegar a 20% de queda nas tarifas
BRASÍLIA e SÃO PAULO
A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em discurso para empresários e estudantes, que o governo federal não recuará e deve manter seu compromisso de uma redução média de 20,2% nas tarifas de energia, no ano que vem, mesmo com a recusa das concessionárias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina em aderir integralmente às regras da medida provisória (MP) 579. Em discurso dirigido aos governos estaduais nas mãos do PSDB, Dilma disse que a "insensibilidade" daqueles que não viram a importância da medida para o crescimento vai onerar o governo. Sem a adesão integral das empresas, a queda nos preços não passaria de 16,7%. Para chegar a 20,2%, o governo terá de arcar com a diferença via recursos do Tesouro ou redução de encargos.
- Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar profundamente a imensa insensibilidade daqueles que não percebem a importância disso agora para garantir que o nosso país cresça de forma sustentável. Isso vai onerar bastante o governo federal, e, quando perguntarem para onde vão os recursos orçamentários do governo, uma parte irá suprir, para a indústria brasileira e a população brasileira, aquilo que outros não tiveram a sensibilidade de fazer - disse a presidente, arrancando aplausos da plateia em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria.
O governo está estudando tudo o que pode ser feito para chegar aos 20% de redução média na tarifa de energia elétrica, mas, segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, ainda não está claro como isso será feito. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a fórmula não está fechada, e o espaço do orçamento para bondades está cada vez mais apertado.
- Reitero aqui meu compromisso de, a partir do início de 2013, buscar o máximo esforço do governo federal para reduzir essas tarifas de energia. O preço da energia é algo que era fundamental no Brasil que todos soubessem, é tão importante quanto a redução da taxa de juros, da taxa de câmbio, com a melhoria das condições de investimento, da estabilidade e do respeito aos contratos, para melhorar a competitividade no nosso país - disse Dilma.
Se o governo conseguir derrubar a tarifa da energia, é esperada queda de 1,5 ponto percentual no Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso daria espaço para os diretores do Banco Central manterem os juros em 7,25% ao ano em 2013. A tendência é que o governo arque com o desconto, via recursos do Tesouro Nacional. Mas, para minimizar os efeitos sobre os cofres públicos, uma alternativa é reduzir os tributos que incidem sobre a energia.
- Não pode ficar tudo nas costas do governo federal. O governo tem limite para a redução de tributos. É difícil. Teria sido muito melhor que as empresas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina tivessem assegurado (a redução). Teoricamente, o Tesouro pode entrar, mas não há definição - afirmou Mantega.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, disse que os estados poderiam esforçar-se para reduzir o ICMS das tarifas de energia para completar o que não foi possível reduzir da conta com a recusa das elétricas em prorrogar as concessões:
- É fácil falar, tira um impostozinho aqui, ali; eu acho que aplaudiremos qualquer iniciativa dessa que caiba aos estados, porque o maior peso de imposto na conta de energia é ICMS.
Hubner destacou que o Tesouro já põe R$ 3,3 bilhões por ano no sistema para conseguir a queda da energia. A discussão política sobre as decisões de Cemig e Cesp, que não renovaram os contratos, arrastou-se ontem no Congresso:
- Os estados não aceitaram porque têm de salvaguardar patrimônio público e de seus investidores - disse Duarte Nogueira (PSDB-SP).
Weliton Prado (PT-MG) rebateu:
- Não tem justificativa, é terrorismo, uma chantagem que os governos dos estados estão fazendo.
SÃO PAULO irá à Justiça, diz JOSÉ Aníbal
Já o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, afirmou que o governo paulista irá à Justiça caso o Ministério de Minas e Energia leve a leilão no próximo ano a hidrelétrica de Três Irmãos, como anunciou o secretário-executivo da pasta, Márcio Zimmermann.
A concessão de Três Irmãos, que pertence à estatal Cesp, expirou em março de 2011, mas, segundo Aníbal, antes dessa data o governo paulista já havia pedido ao Ministério sua prorrogação. O pedido teria sido refeito outras vezes e ignorado. Nesse meio tempo, porém, Aníbal diz que o Ministério concordara com a prorrogação de uma usina de Furnas, o que abriria brecha para a ação na Justiça.
- É lógico que São Paulo vai se defender na Justiça. A diferença (entre o que o estado pede pelos ativos da usina e o que a Aneel oferece) não é do governo, mas do povo de São Paulo.
Segundo ele, o governo federal prometera conversar com as empresas, mas adotou "padrão autocrático" para empurrar "goela abaixo" suas condições. E agora tentaria atribuir às empresas que não aderiram ao pacote a culpa pelo corte menor de tarifa a partir de 2013:
- Estão tumultuando e tentando vender a ilusão de que os tucanos não querem a redução da conta de luz.
Durante o evento da CNI, num rápido balanço da economia, Dilma garantiu que as medidas de estímulo à produção tomadas este ano devem ter impacto nos próximos meses. Ela mencionou um "crescimento precário" da indústria este ano e disse que o foco do governo é a competitividade. Dilma pediu investimentos aos empresários, mas admitiu que eles esbarram na burocracia. Prometeu medidas para reduzir o tempo de análise e liberação de financiamentos. (Colaboraram Junia Gama e Ronaldo D"Ercole)
|
GOVERNO DILMA/MANTEGA: PIB ... PIBINHO
APÓS PIB FRACO, GOVERNO ANUNCIA PLANO DE R$ 100 BI
GOVERNO REPETE FÓRMULA PARA ESTIMULAR INVESTIMENTO E VAI LIBERAR R$ 100 BI |
O Estado de S. Paulo - 06/12/2012 |
Recursos vão para compra de máquinas; presidente Dilma reconheceu o "desempenho precário da indústria"
O governo lançou novas medidas para conter o fraco desempenho do PIB no ano e ampliou em R$ 100 bilhões a linha de crédito para estímulo ao investimento do BNDES. A ação ainda baixa para 5% ao ano a Taxa de Juros de Longo Prazo, usada como referência em empréstimos pela instituição. O governo espera elevar em 8% os investimentos, após cinco trimestres de queda. A medida ajudaria o País a crescer 4% no ano que vem, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A presidente Dilma Rousseff reconheceu o "desempenho precário da indústria", mas disse "ter certeza" de que as medidas "vão se difundir pelo sistema econômico e sinalizar novo estágio de desenvolvimento". Hoje, será anunciada reforma nas regras do setor de portos.
Após PIB fraco, ministro anuncia mais recursos para o programa de compra subsidiada de máquinas e reduz taxa de juros do BNDES
O governo ampliou em R$ 100 bilhões a linha de crédito para estímulo ao investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e baixou, de 5,5% para 5% ao ano, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência nos demais empréstimos. É a segunda rodada de medidas para criar uma agenda positiva, depois da divulgação do fraco desempenho da economia no terceiro trimestre.
Com o dinheiro, que virá do orçamento do BNDES, o governo espera elevar em 8% os investimentos, após cinco trimestres de queda. Essa expansão ajudaria o País a crescer 4% no ano que vem, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos serão liberados pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em 2009 por causa da crise internacional.
O governo tenta repetir a fórmula. Depois de bater em 7,5% em 2010, o crescimento do PIB caiu a 2,7% no ano passado e neste ano pode ficar abaixo de 1%. Anteontem, Mantega anunciou corte de R$ 3,4 bilhões em impostos e uma linha de R$ 2 bilhões da Caixa para a construção civil.
"É óbvio que emprestar dinheiro barato gera algum efeito. Mas se fosse uma fórmula mais poderosa, o investimento já teria deslanchado", diz Armando Castelar Pinheiro, coordenador de economia aplicada do Ibre/FGV. Ele afirma que outros fatores estão prejudicando o investimento, como a incerteza regulatória gerada pelas seguidas interferências do governo na economia.
Na prática, os empréstimos do PSI vão oferecer juros "negativos", abaixo da inflação. No primeiro semestre, o financiamento custará até 3% ao ano, indo para 3,5% em julho. O índice vale para compra de bens de capital, além de peças e componentes. Para empreendimentos de energia elétrica e prevenção de desastres naturais, a taxa será de 5,5%.
Hoje, a menor taxa do PSI é de 2,5%, valor definido em agosto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Porém, esse patamar tem impedido que pequenas empresas usufruam do programa, pois os bancos lucram pouco com as operações e tendem a não emprestar, segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Daí a decisão do governo de elevar um pouco os juros, para ampliar os beneficiados.
Tesouro. O governo também vai bancar a diferença entre a taxa de juros do BNDES e o custo de captação, que em geral ronda o nível da Selic, hoje em 7,25% ao ano. Desde o início da crise, o Tesouro tem optado por vender papéis da dívida para levantar o dinheiro e "equalizar" a taxa, no jargão econômico. Questionado sobre quanto o BNDES vai precisar em 2013, Mantega disse que isso "não é um problema". Mas admitiu que ainda não fez a conta.
Dos R$ 100 bilhões do PSI, R$ 85 bilhões virão do orçamento do BNDES. Os R$ 15 bilhões restantes serão de depósitos compulsórios dos bancos privados no Banco Central. As empresas poderão usar o dinheiro para desenvolver projetos de inovação, aumentar capacidade tecnológica e exportar equipamentos.
Segundo Coutinho, o volume mensal de empréstimos do PSI ultrapassou a média de R$ 5,5 bilhões em oito meses depois da redução da TJLP no fim de agosto. Em outubro foram R$ 6,4 bilhões, no mês passado chegou a R$ 7,4 bilhões e deve fechar este mês em R$ 8 bilhões. Essa variação indicaria, para o economista, a retomada do investimento.
O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Júlio Sérgio Gomes de Almeida diz que o incentivo de juro, embora positivo, não é o mais eficaz neste momento para promover o investimento. "O investimento está baixo não é porque falta um bom financiamento, e sim porque os empresários estão receosos com o futuro, seja pela situação internacional complicada, seja pela situação aqui dentro." / IURI DANTAS, ADRIANA FERNANDES, CÉLIA FROUFE, RENATA VERÍSSIMO, GUILHERME WALTENBERG E MARCELO REHDER
|
OPERAÇÃO PORTO SEGURO (3): ''... E MALANDRO É MALANDRO, MANÉ É MANÉ...'' *
Deputados da oposição querem criar CPI da Rosemary
05/12/2012 - 11:58
''Malandro é o cara
Que tá com dinheiro
E não se compara
Com um Zé Mané
Malandro de fato
É um cara maneiro
Que não se amarra
Em uma só mulher...''
-----------
OPERAÇÃO PORTO SEGURO (2): ''EU FUI FAZER UM SAMBA EM HOMENAGEM A NATA DA MALANDRAGEM...'' *
Reproduções dos jornais Diário de Notícias e Expresso, e do site Portugal Digital |
Os principais jornais e sites de Portugal noticiaram ontem a denúncia que o nosso blog fez sobre o escândalo da Rosemary. Vale até destacar que o jornal Diário de Notícias (reprodução do alto), o maior de Portugal, não tem nenhuma ligação com o Globo daqui. Globo é como eles chamam a editoria internacional, é no sentido de globo terrestre. Aliás, se tivesse ligação com o Globo daqui certamente não daria a notícia.

OPERAÇÃO PORTO SEGURO [In:] ''O QUE SERÁ, QUE SERÁ QUE ANDAM SUSPIRANDO PELAS ALCOVAS...?" *
Governistas agem para impedir depoimento de Rose na Câmara
Autor(es): Isabel Braga |
O Globo - 06/12/2012 |
Base aceita apenas que ministros sejam chamados ao Congresso
BRASÍLIA
A tropa governista derrubou ontem mais uma tentativa da oposição de ouvir na Câmara Rosemary Noronha, a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo indiciada pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. Com a presença em peso dos integrantes da base aliada, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle rejeitou, por 12 votos a 3, a emissão de convite para que Rosemary preste depoimento sobre denúncias de venda de pareceres fraudulentos por autoridades do governo federal.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) saiu em defesa do governo durante a votação na Comissão de Fiscalização. Ele disse que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Troncon, estiveram anteontem no Congresso dando todos esclarecimentos sobre o caso. E que ontem Cardozo voltou a depor no Senado, desta vez ao lado do ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams.
- Nós apoiamos a vinda dos ministros, mas quando a este resto (os denunciados pela PF) não vamos apoiar - disse Eduardo Cunha.
A estratégia da base governista é permitir a ida ao Congresso apenas dos ministros de órgãos que tiveram funcionários envolvidos no esquema. Para a oposição, o governo teme o depoimento de Rosemary Noronha, indicada pelo ex-presidente Lula para o cargo e mantida na função pela presidente Dilma Rousseff.
- Há uma tentativa de blindagem da Rosemary Noronha, principalmente porque ela sabe muito - disse o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), um dos autores do requerimento derrotado. - O governo está criando uma "áurea de blindagem" sobre os integrantes do escândalo.
Os deputados também rejeitaram, em votação simbólica, convites para ouvir o delator do esquema de corrupção Cyonil Borges, ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), e os diretores afastados da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os irmãos Paulo Vieira e Rubens Carlos Vieira.
Diante da blindagem, setores da oposição tentam criar a já chamada "CPI da Rosemary". O PPS começou a coletar assinaturas na terça-feira, mas dificilmente conseguirá o mínimo necessário para instalar a investigação - apoio de pelo menos 171 deputados - antes do recesso do fim de ano, marcado para dia 21.
-----------
(*) Chico Buarque. O QUE SERÁ - A FLOR DA PELE.
''O que será que Será? Que vive nas idéias Desses amantes...''
---
|
OPERAÇÃO PORTO SEGURO: 'FREE ON BOARD'
Lula e Rosemary conversaram depois de deflagrada Operação Porto Seguro
'QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?'
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
|
Sem citar tucanos, presidente reclama da 'insensibilidade' de quem não aderiu às novas regras para o setor elétrico
A presidente Dilma deixou claro que o governo federal não recuará e deve manter o compromisso de redução média de 20,2% na contas de luz a partir de 2013. Sem citar governadores tucanos, ela reclamou da "insensibilidade" de quem não aderiu às novas regras da medida provisória (MP) 579. Foi o caso das concessionárias de São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina. O Tesouro deverá arcar com o custo da redução de novos encargos. (Págs. 1 e 31)
Carlos A. Sardenberg e editorial “Governo é que politizou redução da tarifa de eletricidade"
A renovação das concessões das elétricas, proposta por Dilma para baixar a tarifa, traria perdas de ao menos R$ 8 bilhões às empresas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, segundo dados das empresas.
As quatro elétricas desses Estados recusaram total ou parcialmente o plano do governo. O cálculo inclui prejuízos com indenizações e receitas de tarifas. Não estão computados números da Cemig, que não revela dados.
Especialistas do setor encaminharam carta à presidente pedindo a revogação da medida provisória. Eles temem pelas consequências que podem decorrer das alterações, como apagões e contratos contestados.
Ontem, Dilma criticou quem não aderiu e sinalizou que garantirá a queda da conta de luz. “O governo não recuará, apesar de lamentar a imensa falta de sensibilidade dos que não veem a importância disso.” (Págs. 1 e Mercado B9)
Arquiteto de um “jogo inesperado de retas e curvas”, como ele mesmo se definia, e mundialmente conhecido como criador de Brasília, Niemeyer não resistiu à sua terceira internação hospitalar neste ano.
Nascido no Rio em 1907, formou-se em 1934 e foi estagiário de Lúcio Costa, com quem projetou a capital. “Quando cheguei lá, a terra era agreste. Tomávamos caipirinha, ríamos, todos juntos, operários, engenheiros; dava a sensação de que o mundo seria melhor”, contou à Folha em 1984.“Quando inaugurou, veio a muralha separando pobres e ricos, e Brasília virou uma cidade como as outras.”
A presidente Dilma Rousseff ofereceu à família o Palácio do Planalto para o velório e disse, em nota, que Niemeyer foi um revolucionário. “Sua história não cabe nas pranchetas.” (Págs. 1 e Caderno Especial: as obras //a vida //entrevistas)
A palavra final caberá à presidente Dilma. Parecer da Caixa Econômica Federal, gestora do fundo, não vê na adoção da medida um problema para o FGTS.
O preço do imóvel subiu nos últimos anos, principalmente nas grandes cidades, o que dificulta encontrar moradias novas no limite atual do fundo. (Págs. 1 e Mercado B1)
O governo lançou novas medidas para conter o fraco desempenho do PIB no ano e ampliou em R$ 100 bilhões a linha de crédito para estímulo ao investimento do BNDES. A ação ainda baixa para 5% ao ano a Taxa de Juros de Longo Prazo, usada como referência em empréstimos pela instituição. O governo espera elevar em 8% os investimentos, após cinco trimestres de queda. A medida ajudaria o País a crescer 4% no ano que vem, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A presidente Dilma Rousseff reconheceu o “desempenho precário da indústria”, mas disse “ter certeza” de que as medidas “vão se difundir pelo sistema econômico e sinalizar novo estágio de desenvolvimento”. Hoje, será anunciada reforma nas regras do setor de portos. (Págs. 1 e Economia B1)
A economia está longe de ser uma ciência exata. Analisar o passado, decidir no presente e prever o futuro são tarefas difíceis. (Págs. 1 e Economia B2)
Deputado condenado em 2010 está solto e no exercício do mandato. Por que os culpados do esquema do mensalão teriam tratamento diferente? (Págs. 1 e Nacional A6)
Cardozo foi à Câmara para salvar a face de Dilma Rousseff, alvejada por mais um escândalo. (Págs. 1 e A3)
Para prover liquidez ao mercado o governo começou a desmontar nos últimos dias as medidas de restrição ao ingresso de moeda estrangeira. Ontem, reduziu de dois para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à cobrança de 6% de IOF. Na terça-feira, ampliou de um para cinco anos o prazo para antecipação de receitas de exportação, operações que não são sujeitas a tributação do IOF. (Págs. 1, C1, C2, C3 e C5)
"O que aconteceu é que a inadimplência foi maior do que se previa e o crédito acabou sendo menor", diz um executivo da área de crédito corporativo que preferiu não ser identificado. Para ele, a esperança agora é 2013. "Os bancos estão mais restritivos justamente quando os varejistas precisam de crédito para a formar estoques de fim do ano. Isso afetou quem estava menos capitalizado", diz um varejista. (Págs. 1 e C5)
Reservado e modesto, Niemeyer foi autor de mais de 500 projetos no Brasil e no exterior. Não fez fortuna. Ajudou muita gente, parentes, amigos e correligionários do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ao qual se filiou em 1945. Militância que o obrigou a deixar o país na década de 60, durante o regime militar. (Pág. 1)
O segredo não está no desempenho do produto - na página da Americanas.com há diversos comentários de usuários sobre a lentidão do aparelho -, mas no preço. A DL vende seu tablet a R$ 399, enquanto os concorrentes famosos custam mais de R$ 1.000. "Nós não somos concorrentes de Apple e Samsung, somos focados nas classes C e D", afirma o chinês Paulo Xu, dono da DL. As vendas de tablets devem atingir 2,9 milhões de unidades neste ano. (Págs. 1 e B2)
A iniciativa, anunciada ontem, é o sinal mais recente da pressão sobre os grandes bancos para reagir à estagnação das receitas e da cotação de suas ações. A decisão também mostra o foco no corte de custos. Na presidência do conselho de administração, Michael O'Neill, um banqueiro veterano, tornou-se conhecido por recomendar medidas duras em trabalhos anteriores. (Págs. 1 e B10)
Número do IBGE pode passar a impressão de que a economia não está reagindo à enorme quantidade de estímulos. (Págs. 1 e A16)
Alexandre Schwartsman
Atual desaceleração da economia brasileira é resultado de um fenômeno doméstico, e não da crise internacional. (Págs. 1 e A17)