A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, junho 05, 2008
BRASIL/COFINS [In:] "COM O FIM" PARCIAL DA POBREZA
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O levantamento, obtido com exclusividade pela Folha Online, mostra que uma transferência dos tributos chamados indiretos --embutidos nos bens de consumo, como o ICMS-- para a cobrança direta --como o Imposto de Renda-- reduziria a pobreza. "O combate a desigualdade passa pela Justiça tributária. É uma experiência internacional. Todos os países que reduziram a pobreza ajustaram sua tributação", afirma o economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea. De acordo com o estudo, 32,5% dos brasileiros estão abaixo da linha da pobreza e têm renda de até meio salário mínimo per capita por mês --R$ 207,50. Sem a cobrança da Cofins, embutida em bens de consumo, a porcentagem desse grupo cairia para 29%, o que resultaria em 6,4 milhões de brasileiros superando a linha da pobreza. Nesta faixa dos mais pobres estão incluídos os considerados abaixo da linha da miséria, com rendimento mensal de um quarto de salário mínimo per capita (R$ 103,75). Neste caso, a participação cairia de 12,8% para 10,3%. A explicação para a diferença entre o peso dos impostos está na forma de cobrança. A base da arrecadação no Brasil é mais forte na chamada tributação indireta, ou seja, embutida em alimentos ou bens de consumo. Como o brasileiro mais pobre gasta a maior parte de sua renda nesses itens, paga mais impostos proporcionalmente. Portanto, a extinção da Cofins tornaria o consumo mais barato. O levantamento do Ipea avança da discussão sobre a necessidade da reforma tributária somo forma de combater as desigualdades. O primeiro estudo do instituto, apresentado no mês passado, mostrou que os 10% mais pobres pagam 44,5% mais impostos, proporcionalmente, do que os 10% mais ricos e que 75% da riqueza do país está concentrada com os 10% mais ricos. "Estamos oferecendo elementos de uma hipótese que permitiria ao Brasil avançar no combate a pobreza e na redução da desigualdade, criando um novo padrão de tributação", afirma Pochmann. De acordo com o levantamento, a compensação com a perda de receita provocada pelo fim da Cofins se daria com uma mudança na cobrança do IR pessoa física, que passaria das atuais duas faixas tributadas (15% e 27,5%) para 12, podendo chegar a 60%, além de um imposto extra sobre grandes patrimônios, de 1% ao ano. Segundo a Receita Federal, a Cofins somou arrecadação de R$ 104,563 bilhões em 2007 --a preço de dezembro, deflacionado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)--, e representou 17% da receita tributária federal. De acordo com Pochmann, a Cofins é o segundo maior tributo indireto, perdendo apenas para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Para ele, além de mudanças na tributação, também é preciso discutir a distribuição de renda. "A política tributária atua como um instrumento importante, mas o Ipea apenas aponta alternativas, as propostas têm de ser feitas pelo Executivo e pelo Legislativo." O levantamento do Ipea também mostra que o fim da Cofins teria efeito na redução da desigualdade até três vezes maior do o Bolsa-Família. Com a eliminação o Brasil passaria dos atuais 0,56 para 0,53 no Índice de Gini, indicador de desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, mais desigual o país). O Bolsa-Família produziu redução de 0,01.
ESTADOS UNIDOS: DEMOCRATAS ou REPUBLICANOS? [OBAMA ou McCAIN?]
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Os dois devem se reunir em breve para discutir a campanha eleitoral e o papel que será desempenhado pela ex-primeira-dama. Os dois conversaram no início da quarta-feira, e Obama disse a Hillary que gostaria de "sentar quando fizer sentido para você", Mas nenhuma reunião foi marcada.
COPOM/BC/TAXA DE JUROS: "SOBE!!!"
Copom eleva Selic pela 2ª vez e taxa vai a 12,25%

Renée Pereira, Fernando Nakagawa e Gustavo Porto. Estadão, 0506. Figura/gráfico, via blog do Josias-Folha.
GOVERNO LULA [In:] "CSS" [COFRES $UBSTANCIALMENTE $OCORRIDOS]

Em público, Lula e seus ministros dizem que nada têm a ver com a recriação da CPMF. É coisa do Congresso, afirmam.
Em privado, o Planalto tenta amolecer resistências mostrando aos congressistas o caminho do cofre.
Negocia-se a liberação de emendas levadas ao orçamento de 2008 por deputados e senadores. Corre-se contra o tempo. A lei eleitoral proíbe que a União libere verbas quatro meses antes de uma eleição.
Como haverá eleições municipais em outubro, o empenho das verbas que os parlamentares destinaram, em 2008, aos seus Estados e municípios precisa ser feito até o final de junho. Como sinal de boa vontade, o Planalto levou o pé ao acelerador. Em maio, empenharam-se R$ 236,6 milhões em emendas de deputados e senadores. Para ser exato: R$ 236.646.409,80. Desse total, R$ 98 milhões foram empenhados na última semana de maio. Cifra que supera em mais de três vezes o montante do "Bolsa Emenda" de abril: R$ 70,2 milhões. Na ponta do lápis: R$ 70.249.015,06. A nota de empenho amarra o dinheiro a uma determinada despesa. Representa o compromisso formal do pagamento futuro. E a expectativa dos votos presentes, nos plenários da Câmara e do Senado. Além de negociar no varejo, o governo dialoga no atacado. Foi ao balcão o ministro José Múcio, coordenador político de Lula. Em conversas com dirigentes da Comissão de Orçamento do Congresso e com líderes partidários, Múcio comprometeu-se obter a revisão vetos que Lula impusera a duas rubricas inseridas no PPA.
Coisa de R$ 6 bilhões. Emendas coletivas (endossadas por bancadas estaduais multipartidárias) e individuais (assinadas isoladamente por deputados e senadores). PPA é a sigla que identifica o Plano Plurianual. A versão modificada pelos vetos do presidente refere-se ao período de 2008 a 2011. Espremido, o Planalto remeteu ao Congresso, no mês passado, dois projetos que ressuscitam, em rubricas análogas às que haviam sido vetadas, as emendas mandadas ao lixo.
Porém, ao correr a lupa pelo texto dos projetos, integrantes da Comissão de Orçamento se deram conta de que cerca de 180 emendas (R$ 4 bilhões) haviam sido desfiguradas no processo de ressurreição. Dera-se coisa assim: verbas que os parlamentares haviam destinado à abertura de estradas novas terminaram reacomodadas em projetos de manutenção de rodovias já existentes. Ou assim: emendas que endereçavam dinheiro para os currais eleitorais dos seus autores ressurgiram sem o carimbo regional. O governo as aplicaria onde bem entendesse. Os líderes governistas foram, de novo, a Múcio. Lero vai, lero vem o ministro comprometeu-se a aparar as últimas arestas por meio de um decreto. Múcio chegou mesmo a fixar uma data. Disse que o tal decreto sairia até 25 de junho. Em tempo para que as verbas pudessem ser empenhadas ainda em junho. Oficialmente, o Planalto diz que a negociação das emendas nada tem a ver com o debate em torno da nova CSS, a nova sigla da velha CPMF. Afirma-se que as tratativas seguem a critérios técnicos. Diz-se, de resto, que a emissão dos empenhos não se guia por uma lógica partidária. Então, tá!
PS.: Ilustração via blog do Orlandeli.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 0506.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
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Dilma volta á berlinda
A oposição quer convocar a chefe da Casa Civil, Dilma Rosseff, para depor sobre suposta negociação suspeita da Varing e a Varinglog, que envolve fraude e trafico de influencia. A denuncia foi feita por Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil. No caso, aparece como lobista o Advogado Roberto Texeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (págs. 1 e A2 e A3)
- Os ex-dirigentes da Anac Denise Abreu e Josef Barat acusam Dilma Rousseff (Casa Civil) de ter pressionado a agência para beneficiar os compradores da Varig. Os então interessados em adquirir a companhia aérea eram clientes do advogado Roberto Teixeira, amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Denise Abreu, quando a Varig entrou em crise, o primeiro passo tomado pelos gestores foi vender a VarigLog - que depois acabou comprando a Varig. Ela e Barat dizem que Dilma pressionou a agência a não exigir provas da origem do capital dos sócios brasileiros da VarigLog. A ministra nega as acusações. (págs 1 e B1)
ANAC CONSIDERA ILEGAL CONTROLE DE ESTRANGEIROS NA VARIGLOG
- A presidente da Agência nacional de Aviação (Anac), Solange Vieira, informou, em depoimento na Câmara, ter advertido a Variglog de que seu controle acionário não poderá permanecer nas mãos do fundo de investimento americano Matlin Patterson. Em entrevista publicada ontem pelo Estado, a ex-diretora da Anac Denise Abreu afirmou ter sido pressionada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar a venda da Variglog - subsidiária dedicada ao transporte de cargas. A lei brasileira impede que companhias aéreas sejam controladas por estrangeiros, mas no final de 2005 a Variglog foi comprada pelo fundo americano e três sócios brasileiros. Em 2006, a Anac, sem exigir a comprovação da origem do capital, autorizou a Variglog a comprar a própria Varig. Em 2007, a Variglog revendeu a Varig para a Gol. Solange não pertencia à Anac no tempo dessas negociações. Hoje o fundo Matlin Patterson briga na Justiça contra sócios brasileiros e tem seus interesses defendidos pelo advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Lula. (págs.1,B1,B2 a B5)
- Dois ex-diretores da Anac, Leur Lomanto e Jorge Velozo, confirmaram ontem a acusação de Denise Abreu de que a Casa Civil atuava para acelerar a tramitação de assuntos ligados à venda da Varig. "A ministra (Dilma Rousseff) e a Erenice Guerra,( secretária-executiva da Casa Civil) diziam que a gente estava criando dificuldades", afirmou Lomanto. Veloso, militar aposentado, disse acreditar "que o Planalto tenha se mobilizado para acelerar o caso Varig". (págs.1 e B4)
Rio Avança em Olimpíadas; falta agora o dever de casa
- Após duas tentativas, o Rio chegou ontem mais próximo do que nunca de sediar uma edição dos Jogos Olímpicos: a de 2016. A cidade está entre as quatro finalistas e tem até fevereiro de 2009 para entregar um dossiê detalhado do projeto, que será julgado em outubro do mesmo ano. O relatório apresentado pelo Comitê Olímpico Brasileiro recebeu a nota mais baixa entre os finalistas; 6,8. Em primeiro lugar, ficou Tóquio, com 8,6, seguida de Madri (8,4) e Chicago (7,4). O Rio, na verdade, foi o quinto colocado; Doha (Catar) teve 7,4 mas foi eliminada porque queria mudar a data do evento. O Rio teve notas ruins em segurança, transportes, hotéis e meio ambiente. O projeto prevê dez novas instalações, vilas residenciais e centros na Barra, a despoluição de lagoas e três corredores exclusivos de ônibus.(págs. 1 e 12 a 14)
Dólar vale hoje metade da cotação de 1999
- A expectativa de que o aperto monetário será longo, com novas altas na Selic neste ano, deve jogar o dólar ainda mais para baixo. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou o juro em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Com a decisão, o Brasil mantém o posto de maior juro real do mundo, agora em 7,12% ao ano, o que reforça as operações de arbitragem - quando investidores tomam emprestado dinheiro barato no exterior e aplicam no Brasil, valorizando o real.
Em termos nominais, o dólar na faixa atual de R$ 1,63 é a menor desde janeiro de 1999, quando o governo pôs fim ao câmbio fixo. O câmbio real, deflacionado pelo IPCA de 91,79% entre 1999 e maio deste ano, é de R$ 0,8494. No curto prazo, o dólar pode cair a R$ 1,50, calculam fontes do mercado. "O real se valoriza basicamente pelas elevações na Selic, que estimulam arbitragens, e via exportações, que devem crescer por conta do preço das commodities", diz Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB. "No segundo semestre, a queda deve desacelerar, graças a uma possível elevação dos juros nos Estados Unidos, fechando o ano a R$ 1,60, queda de 9% sobre 2007." Analistas acreditam em juros ainda mais altos. "A tendência agora é manter o ritmo de ajuste na Selic. Mas é preciso estar atento ao cenário de demanda acima da oferta e do choque nos preços dos alimentos", diz Alexandre Póvoa, sócio da Modal Asset. (págs. 1 e B1)
Quedas das matérias-primas provoca estragos na bolsa
- Só nos primeiros três dias desta semana, as duas principais empresas da bolsa brasileira Petrobras e Vale, perderam R$ 54,5 Bilhões em valor de mercado. A quantia equivale a uma Gerdau, uma das maiores siderúrgicas do mundo, cujo valor em bolsa é de R$ 52,5 Bilhões. A queda fez a Petrobras perder uma posição no ranking das maiores empresas das Americas, passando para o quarto lugar, novamente atrás de Microsoft, GE e Exxon a primeira colocada.
A perda é um reflexo do recuo dos preços das commodities e dos fortalecimento do dólar no mercado internacional, que fizeram estragos nas bolsas do mundo todo. O Ibovespa caiu 5,40$ na semana, 1,91$ só ontem, voltando a ficar abaixo dos 70 mil pontos, a 68.673, o menor nível desde 30 de abril, dia em que o país recebeu o primeiro grau de investimento. Analistas avaliam que a festa das commodities não acabou, mas, mas o ritmo de valorização deve diminuir, Isso quer dizer que os tempos gloriosas da bolsa brasileira, com retornos anuais de 30% a 40%, podem estar com os dias contados, dado o peso das matérias-primas no bovespa. Não é nada para tirar o sono dos investidores com apetite para a renda variável, que ainda promete ser melhor que a renda fixa. O que os analistas esperam é que os preços das matérias-primas se acomodem em níveis elevados. Haverá, sim, Oportunidades em ações relacionadas á cadeia de produtos cotados internacionalmente, mas o risco no curto prazo aumentou.
De 31 de outubro até o fim de maio, o MSCI Brasil, índice medido pelo Morgan Stanley, tinha subido 14%, bem mais do que a média dos emergentes, com valorização de 9,5%. Do resultado brasileiro, 88% vieram de Petrobras e Vale, um indicio de que a Bovespa estava pesadamente vulnerável a mudanças nos preços das commodities.Economias desenvolvidas da América do Norte e Europa, alem de Japão, Austrália e nova Zelândia devem apresentar crescimento entre 1% e 1,5% neste ano. O PIB dos EUA tente a ter expansão ainda menor e mesmo os emergentes vão experimentar alguma desaceleração. No Brasil, o freio vem sendo induzido pelo juros e o ritmo da atividade deve ficar abaixo dos 5%. Ontem o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. (págs.1 e D1 e D2)
PAULINHO/BNDES: O ''GURI'' NO "GRAMPO"
Roberto Almeida. Estadão, 0506.