A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sexta-feira, julho 05, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] ''PORQUE ÉS O AVESSO DO AVESSO DO AVESSO DO AVESSO..." (Caetano Veloso)
''COM QUE ROUPA EU VOU?'' (Noel Rosa)

Professor veste a mesma roupa
há 40 anos
Conheça este curioso personagem que em 1973 decidiu não mudar mais o estilo de suas roupas.

Há pouco tempo, para relembrar os anos de trabalho, já que agora se aposentou, aos 63 anos de idade, decidiu postas as fotos na internet. E não passou despercebido.
Não está claro, no entanto, se em todos estes 40 anos ele vestiu exatamente a mesma roupa de 1973, quando a primeira fotografia foi tirada, ou se vem renovando a vestimenta comprando peças idênticas.
''NADA A TEMER/ SENÃO O CORRER DA LUTA..." (Milton Nascimento)
''SÓ CAROLINA NÃO VIU!'' (Chico Buarque, dos velhos tempos)
...
Os Jovens do Restelo
- Como estar mais junto de movimentos sociais espontâneos, sem lideranças nem manadas domesticadas, que não podem ser cooptados com verbas e cargos?
Há dois meses, a presidente Dilma comparava os que criticavam o governo ao Velho do Restelo, de Camões, como símbolo do derrotista agourento. Hoje a rainha está nua. E ninguém ousa lhe contar.
http://oglobo.globo.com/opiniao/os-jovens-do-restelo-8921665#ixzz2YBE8QCLB
''(...) -- FALA GAROTO!!''
Filho de Garotinho aceita ingressos da CBF, entidade que está na mira do pai
- Wladimir foi descoberto entre convidados da confederação que viram a final da Copa das Confederações no Maracanã
BRASÍLIA — O pai, na Câmara, quer criar a CPI da CBF. Mas o filho não se furta a assistir o jogo do Brasil no Maracanã na área destinada aos convidados da confederação. É assim a família Garotinho. O deputado Anthony Garotinho é um dos maiores críticos da entidade e tentou no início de seu mandato instalar em Brasília uma CPI para investigar supostas irregularidades cometidas pela confederação — em discurso recente disse que a sigla CBF poderia significar “Confederação Brasileira de Falcatruas”. Perguntado nesta quinta-feira pelo Globo, o deputado disse que não pediu ingresso para ninguém, e que a reportagem falasse com o próprio filho Wladimir. Este, por sua vez, disse que não sabia que era ingresso da CBF, e que ganhou duas entradas do deputado Paulo Feijó, aliado da família em Campos.
http://oglobo.globo.com/pais/filho-de-garotinho-aceita-ingressos-da-cbf-entidade-que-esta-na-mira-do-pai-8922445#ixzz2YB9igBeU
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''A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA/ A GENTE QUER SAÍDA..." * (MAS NÃO PEDIMOS PLEBISCITO!)
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![]() | 05/07/2013 |
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''VOAR VOAR/ SUBIR SUBIR'' * (De BRAS-ilha para onde quiseres...)
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''DÁ NADA, NÃO!!!'' (expressão popular e/ou ''Vox populi'')
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Cade investiga cartel em licitação de trem e metrô
A Polícia Federal e o Cade estão investigando 13 empresas pela suspeita de formação de cartel nas concorrências para manutenção do Metrô de Brasília e em ao menos cinco licitações em São Paulo, entre Metrô e CPTM. Até as 21h30 de ontem, o Metrô não tinha se manifestado
Cade e PF investigam formação de cartel em licitações de Metrô e CPTM
Bruno Ribeiro
Eduardo Rodrigues / Brasília
A Polícia Federal (PF) e a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigam suposta formação decote! em concorrências para manutenção do metrô de Brasília e em. ao menos cinco licitações em São Paulo, entre Companhia do Metropolitano (Metrô) e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A suspeita é que empresas se reuniam para combinar previamente o resultado das licitações e, assim, faturar de 1o% a 20% além do preço correto,
Como parte das investigações, a PF cumpriu ontem mandados de busca e apreensão em 13 empresas. As ações foram em Brasília, São Paulo, Hortolândia, no interior paulista, e em Diadema, no ABC. De acordo com o Cade, as buscas foram autorizadas judicialmente por existirem indícios consistentes cia prática do crime de conluio.
Delação
A investigação teve início com um acordo de leniência, uma espécie de "delação premiada", por meio do qual um dos participantes do suposto cartel denunciou a prática. Em troca, receberia imunidade administrativa e criminal "Temos indícios de uma série de serviços em que as empresas combinavam quem seria o vencedor. Essas empresas definiam quem ia ganhar a licitação e dividiam a subcontratação. Um exemplo: a licitação tinha vários objetos, como implementação da linha, manutenção do pátio de manobras e fornecimento de trens. Cada uma ficava com um serviço", disse o superintendente-geral do Cade, Carlos Ragazzo. "Era a ideia de fazer um "mercado de compensação" (todos ganhavam). O objeto do cartel* nesses casos, é você frustrar o valor menor, cobrar um preço mais caro e o Estado pagar."
No metrô paulista, uma das suspeitas é na Linha 2-Verde. Os indícios de fraude estão em contratos para implementação de sistemas operacionais entre as Estações Ana Rosa e Alto do Ipiranga, além de instalação de sistemas complementares entre Ana Rosa e Vila Madalena.
Desde 2010, o Estado promete trocar o sistema de sinaliza- cão dos trens por um mais moderno, chamado CBTC, que deve diminuir os intervalos entre as composições e reduzir a superlotação, A instalação do serviço ainda não tem prazo para ser concluída,
Linha 5-
Há suspeitas também em relação à Linha 5-Lilás, obra que já foi paralisada pela Justiça por causa da suspeita de conluio: em outubro de 2010, o resultado da licitação foi revelado pela Folha de S.Paulo antes de o processo ser concluído, "Agora, há a implementação de praticamente 10 quilômetros de linha, mais fornecimento de trens e instalação de novas estações sendo investigadas", observa Ragazzo.
A investigação também apura indícios de fraude em três licitações para modernização da CPTM, que incluem, além da compra de trens, modernização de carros e fornecimento de serviços. O Estado prevê, só para este ano, gasto de R$ 2,9 bilhões na empresa - a maior parte em obras de modernização das linhas.
O governo do Estado foi procurado no fim da tarde de ontem para comentar as denúncias contra os fornecedores do Metrô e da CPTM. Entretanto, até as 21 horas de ontem, a assessoria do Palácio dos Bandeirantes não se manifestou. O superintendente-geral do Cade tem a atribuição de investigar apenas a conduta das empresas. Por isso não pôde informar se havia suspeita de participação de integrantes do governo do Estado nas eventuais fraudes. "Eu não teria competência para avaliar qualquer elemento nessa direção."
Agora, a investigação deve mirar nos documentos apreendidos nas buscas de ontem. Além de confirmar as suspeitas já levantadas, um dos objetivos é tentar encontrar indícios de ações do cartel em outras licitações. A lista completa das empresas investigadas foi mantida em sigilo pelo Cade.
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... E O NOSSO DINHEIRO (BNDES) COLOCADO NO GRUPO? ESSE É O ''X'' (XIS) DA QUESTÃO !!!
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Empresas 'X': Reestruturação puxa ações do grupo de Eike
A confirmação de que a empresa MPX, de energia, ganhará aporte de R$ 800 milhões, iniciando uma reestruturação que deve atingir outras companhias "X”, animou investidores e puxou a Bolsa, em dia de feriado nos EUA, com os mercados lá fechados. As ações da MPX subiram 10,2% e influenciaram outras companhias do grupo: a OGX subiu 20,5% e a MMX, 8,5%
Novo fôlego
Ações do grupo EBX sobem após início da reestruturação, com saída de Eike do conselho da MPX
Daniel Haidar, João Sorima Neto
e Danielle Nogueira
MUDANÇA NAS "X"
RIO E SÃO PAULO
O início do processo de reestruturação do grupo EBX deu novo fôlego aos papéis das companhias negociadas na Bovespa. As ações da petroleira OGX registraram a maior valorização, com alta de 20,51% a R$ 0,47.
Outros papéis acompanharam o movimento, como a MMX, de mineração, que subiu 8,52%, a R$ 1,40, e a MPX, de energia, com alta de 10,23%, a R$ 7,13. O mercado reagiu bem ao anúncio de que a empresa de energia receberá um aumento de capital de R$ 800 milhões - que significará a ampliação da fatia da sócia alemã E.ON na empresa. Além disso, a companhia informou ao mercado que Eike Batista não fará mais parte do conselho e que a MPX adotará um novo nome, que deve ser definido até outubro. Já se sabe que a empresa excluirá o "X", letra símbolo dos empreendimentos de Eike.
A medida é o primeiro passo do processo de reestruturação orquestrado pelo BTG Pactual, que consiste basicamente na venda das empresas mais rentáveis e no fatiamento do grupo. A estimativa é que poucos ativos permaneçam sob o guarda-chuva da holding EBX no fim da operação. Caso o processo seja bem-sucedido, significa uma mudança radical no grupo, que cresceu com a perspectiva de operações interligadas entre as companhias.
Fontes que acompanham a operação afirmam que Eike pode vender integralmente suas participações na MPX e na MMX. Após o aporte de capital, a fatia de Eike na empresa de energia deve ser reduzida de 29% para cerca de 24% (caso realmente não compre novas ações).
Estas duas empresas já têm projetos em operação e são consideradas as mais atraentes pelo mercado. A MPX é a companhia com maior valor de mercado no grupo, avaliada em R$ 4,11 bilhões, segundo a Bloomberg, e conta com cinco usinas térmicas em funcionamento. Já a MMX tem como um de seus principais ativos o Porto do Sudeste.
Procurada pelo GLOBO para falar da perspectiva de venda, informou que "está avaliando oportunidades de negócios, incluindo, mas não se limitando, à venda de ações detidas pelo acionista controlador da companhia, assim como de seus ativos". A solução para empresas em fase pré-operacional é considerada mais complexa, de acordo com fontes envolvidas na reestruturação.
Até o momento, a avaliação é que o empresário deve permanecer com companhias como a AUX, de ouro, a REX, de investimentos no setor imobiliário, a IMX, de entretenimento, a CCX, de carvão, e uma participação minoritária na LLX, de logística. Os recursos obtidos com esta estratégia de venda de participações deverão ser usados para quitar dívidas e obrigações da holding EBX.
O processo resultaria no saneamento de dívidas do grupo, e deixaria Eike, ao final, com um patrimônio da ordem de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões. O BTG cancelou recentemente uma linha de empréstimo de US$ 1 bilhão para o grupo, mas nada havia sido desembolsado no período.
envolvimento dos alemães
As negociações para a reestruturação da MPX foram acompanhadas de perto pelo alemão Jorgen Kildahl, que assumiu a presidência do conselho de administração da MPX ontem. Ele era o membro da E.ON. no Conselho, no qual exercia a função de vice-presidente. Kildahl passou os últimos dias no Brasil diretamente envolvido nas negociações com o BTG e embarcou para a Alemanha ontem, no fim da tarde. Após o aumento de capital, a alemã elevará sua participação de 36,2% para 38%, com uma injeção de R$ 366,7 milhões ao preço de R$ 6,45 para cada ação. O executivo deixou claro que sua opção de entrar na MPX tinha como pano de fundo a aposta nos fundamentos da economia brasileira, apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos no país) e da alta da inflação. A interlocutores, ele repetia que "nenhum lugar do mundo está 100%".
A multinacional também vai buscar um brasileiro para assumir o conselho. Kildahl demonstrou confiança no corpo técnico da MPX. Dizia que era uma empresa "saudável" e deixou claro durante as negociações que "é preciso separar a empresa do resto do grupo EBX". A ideia é que a empresa tenha um nome próprio e não simplesmente reproduza o nome E.ON.
"A E.ON agradece a grande contribuição de Eike Batista na MPX, tornando-a uma das mais atrativas empresas de energia do Brasil, desde sua fundação em 2001", disse Kildahl, em comunicado.
- É muito importante no processo de tornar a empresa totalmente independente - reforçou o diretor-presidente da MPX, Eduardo Karrer, que será mantido no cargo, segundo o comunicado da empresa, que foi procurada pelo GLOBO, mas evitou se pronunciar a respeito das mudanças.
Minoritária na MPX, a Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, evitou comentar se compraria novas ações para evitar uma diluição de sua participação na empresa.
- A MPX já passou da fase pré-operacional. Pode ter sido contaminada pelos problemas de outras empresas do grupo - disse Arminio.
Para o analista Gabriel Ribeiro, da Um Investimentos, a reestruturação das empresas e a transformação de Eike Batista em acionista minoritário já era esperada desde que foi firmada parceria estratégica com o banco BTG Pactual para aconselhamento. O analista avalia que os potenciais compradores de outras empresas, como a MMX, de mineração, esperam obter um preço menor pelos ativos.
- Foi o primeiro passo. Além da MPX, a MMX é um bom ativo, que pode ser vendido. A LLX que tem o Porto do Açu, é vista com bons olhos pelo mercado, mas ainda precisa de um volume de investimentos significativo - afirma Ribeiro.
Os papéis de alguns dos bancos credores do grupo EBX também subiram ontem. As ações preferenciais (sem direito a voto) do Itaú Unibanco ganharam 1,26%, a R$ 27,32, enquanto os papéis do BTG Pactual subiram 5,93%, a R$ 27,13.
OSX é exceção, com queda de 8,69%
Os papéis do estaleiro OSX foram a exceção entre as ações do grupo EBX ontem. As ações recuaram 8,69%, a R$ 1,07. Fontes próximas ao projeto de reestruturação afirmam que a empresa deve ser fechada e não descartam a hipótese de uma recuperação judicial. A empresa foi afetada pelo informe ao mercado feito pela petroleira OGX na última segunda-feira. A companhia disse que seu único campo em produção, o de Tubarão Azul, pode parar no próximo ano e declarou que era inviável explorar petróleo em outros três campos. Uma das consequências na revisão de suas projeções, foi o cancelamento de algumas encomendas feitas ao estaleiro e o ressarcimento imediato de US$ 449 milhões à empresa. Com a mudança de cenário, a OGX teve seu rating rebaixado pelas principais agências de classificação de risco e analistas intensificaram as cobranças para que Eike exerça uma opção de compra de ações no valor de US$ 1 bilhão. Fontes que acompanham de perto a reestruturação dizem que, no curto prazo, esta hipótese não está em discussão.
Em comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa afirma não ser totalmente dependente das demandas da petroleira OGX. Ela citou a construção de um navio PLSV para a Sapura e a construção de alguns módulos e integração de duas plataformas FPSO para a Petrobras. A empresa esclarece que não pretende recorrer à recuperação judicial e que seu perfil de endividamento é compatível com seus projetos.
"As obras e equipes necessárias permanecem trabalhando normalmente na execução da Fase 1 do estaleiro, que quando concluída o capacitará a atuar como um dos principais canteiros offshore do Brasil", informa o fato relevante divulgado pelo estaleiro.
![]() adicionada no sistema em: 05/07/2013 04:38 |
''ENTRE TAPAS E BEIJOS/ É ÓDIO/ É DESEJO..." (putz! tenho que utilizar essa frase; além de rememorar a voz da gralha...)
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Temer derruba plebiscito e, sob pressão, volta atrás
Num dia de declarações contraditórias, o vice-presidente Michel Temer afirmou, após reunião com líderes aliados, que seria impossível realizar o plebiscito da reforma política a tempo de valer para 2014. Mas, na Bahia, a presidente Dilma reforçou a importância da medida como uma resposta às ruas e disse que o povo sabe decidir. Temer foi forçado a reafirmar o compromisso do governo com a consulta ainda este ano. Os aliados reiteram que o tempo é curto e querem que a reforma seja feita pelo Congresso — embora projetos semelhantes tenham emperrado. O PT voltou a defender a ideia de uma Assembleia Constituinte
Morto e ressuscitado
Plebiscito chega a ser descartado por Temer, que recua após manifestação de Dilma
Catarina Alencastro, Maria Lima
e Paulo Celso Pereira
Taxativo. Temer com Cardozo em reunião com ministros e líderes aliados: "Embora fosse desejável, não é possível aplicar o plebiscito em 2014"
depois dos protestos
BRASÍLIA
Em um dia marcado por recuos e mensagens contraditórias, o governo chegou a reconhecer a impossibilidade da realização de um plebiscito sobre reforma política este ano, a tempo de valer em 2014, mas depois voltou atrás, com uma nota oficial do vice-presidente Michel Temer, reafirmando o compromisso com a consulta em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições do ano que vem.
Uma reunião pela manhã no Palácio do Jaburu, entre Temer, ministros e líderes aliados, pareceu ter jogado a pá de cal na proposta do plebiscito, 48 horas depois da chegada ao Congresso da sugestão da presidente Dilma Rousseff para a consulta popular. Ao fim do encontro, o próprio vice-presidente reconheceu a inviabilidade da medida.
- Embora fosse desejável, temporalmente é impossível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muito adequadamente, fixou um prazo de 70 dias a partir de quando os temas forem apresentados ao TSE. Imagina se isso durar três semanas, com mais 70 dias já chegamos ao mês de outubro. E, a partir daí, já entra o princípio da anualidade. Não é possível aplicar em 2014 - disse Temer, na porta do Jaburu.
Perguntado se o adiamento da reforma política seria aceito, o vice-presidente afirmou:
- O que é inexorável tem que ser aceito.
Pouco depois, em Salvador, a presidente Dilma fazia uma defesa enfática do plebiscito, forçando um recuo de Temer.
Da reunião do Jaburu participaram, além de líderes da base aliada, os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Aloizio Mercadante (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça). O ministro Cardozo também reproduziu na porta da residência oficial do vice-presidente a conclusão da reunião:
- Há a avaliação de que tecnicamente seria muito difícil fazer agora o plebiscito.
No fim da tarde, porém, Michel Temer, em nota, e o ministro Cardozo, em entrevista coletiva, reafirmaram que a posição do governo é de defesa da reforma ainda este ano. O governo já sabe que não há tempo nem vontade política dos partidos da base de votar a proposta no Congresso, mas a reforma política foi a primeira tábua de salvação encontrada pela presidente desde que seus índices de popularidade desabaram, e a orientação política é que não será o governo, nem o PT, que desistirá da ideia. As pesquisas indicando que cerca de 70% da população apoia um plebiscito ou uma constituinte exclusiva para a reforma política reforçaram a decisão.
O recuo de Michel Temer, apresentado como um esclarecimento de sua posição e não um recuo, ocorreu duas ou três horas depois do discurso da presidente em Salvador. Ele nega que tenha sido cobrado pela presidente. A nota oficial tinha o objetivo de ressaltar que a posição do governo não se alterou, ainda que, reservadamente, o vice-presidente não tenha dúvidas quanto à inviabilidade dela. "Embora reconheça as dificuldades impostas pelo calendário, reafirmo que o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014", disse o vice em seu texto, acrescentando que sua declaração anterior se referia à opinião de alguns líderes.
Em entrevista, no início da noite, o ministro da Justiça afirmou:
- O governo reitera que o ideal é que a reforma política seja realizada para as eleições de 2014. Entretanto, obviamente, será o Congresso que, avaliando as respostas do TSE, vai definir isso.
Como vem ocorrendo desde a semana passada, o vai e vem sobre o assunto acabou desaguando em mais uma crise na base no Congresso. De um lado, o PT, que mais cedo também reconhecia a dificuldade temporal para a realização da consulta, voltou a fincar pé em defesa do plebiscito. Do outro, PMDB e aliados questionavam o recuo após a reunião da manhã ter sacramentado o fim da consulta.
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ficou surpreso ao ser informado sobre o recuo de Temer. Disse que na reunião da manhã ficou combinado que esperariam um encontro com líderes do Senado, mas que o entendimento era de que o plebiscito não valeria para as eleições de 2014 pela inviabilidade de prazos. Segundo Cunha, o PMDB não arcará com gastos desnecessários de um plebiscito e a frustração do eleitor de ver mudanças eleitorais aprovadas este ano, e que não irão valer para a eleição do ano que vem.
- Foi o recuo do recuo do recuo.
Não foi isso que se combinou na reunião de líderes. Não sei se foi desautorizado pelo discurso da Dilma na Bahia. Que o plebiscito não valerá para o ano que vem, todo mundo sabe. Nós, na bancada do PMDB da Câmara, só votaremos plebiscito que seja realizado no segundo turno da eleição de 2014. E ponto! Constituinte somos contra porque cria uma insegurança jurídica no País. Não houve uma ruptura democrática para justificar uma Constituinte - disse Cunha.
Também correligionário de Temer, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) alfinetou:
- Que foi um constrangimento para o Temer foi. Agora, uma coisa é uma pessoa submeter, outra é a pessoa aceitar essa submissão. O Temer, para ser respeitado, precisa se respeitar. Se ele se submete a essa relação vertical, não pode reclamar. Essa relação baseada no poder de mando, nem no cangaço com Maria Bonita. Está um barata voa, improvisação em cima de improvisação.
De volta ao Congresso no fim da tarde, o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), tentou novamente se equilibrar na explicação:
- O governo insiste que o melhor prazo para a realização do plebiscito é 2013 e para valer em 2014. Mas há muitas dificuldades.
A opinião do PT é que o fundamental é colocar o partido e a presidente como os grandes defensores da reforma política, deixando para o Congresso e a oposição a responsabilidade caso ela não ocorra. ( colaboraram Cristiane Jungblut e Jailton de Carvalho)
![]() adicionada no sistema em: 05/07/2013 04:34 |