A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, agosto 13, 2007
13 DE AGOSTO: "DIA DO ECONOMISTA"

RENAN CALHEIROS ["RENANGATE"]: "ETERNO ENQUANTO DURE" III

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PS.: Note que há um link associado ao nome de cada um dos membros do Conselho de Ética. Ele conduz aos e-mails dos senadores. Se quiser, exerça a sua pressão democrática, seja para recomendar a condenação, seja para pedir a absolvição. A título de bônus, o repórter acomodou um link também sobre o nome de Renan Calheiros. Pode ser que você queira endereçar meia dúzia de palavras de conforto ao presidente do Senado.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto Leonardo Wein/Folha.
RENAN CALHEIROS: "ETERNO ENQUANTO DURE" II
Mesmo com o tom mais conciliador assumido no plenário no fim da semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), continua fazendo ameaças veladas aos colegas para intimidá-los e tentar derrubar eventual pedido de cassação de seu mandato. Em conversas reservadas, Renan revela aos poucos supostos fatos depreciativos contra senadores que defendem as investigações contra ele. Um deles é o senador Jefferson Péres (PDT-AM), o primeiro a pedir seu afastamento do cargo. Nos bastidores o presidente do Senado se refere a Peres como "flor do lodo" e diz que ele foi acusado de gestão fraudulenta de uma empresa na década de 50. A lógica de Renan seria mostrar que os senadores que o atacam de forma mais veemente têm telhado de vidro. "Eu fui diretor de uma siderúrgica no Amazonas, e a empresa faliu. Como não pôde recolher o Imposto de Renda e os encargos sociais dos empregados, toda a diretoria foi denunciada por apropriação indébita. O juiz federal absolveu todos os diretores porque a União devia à siderúrgica mais do que o imposto que a empresa deixou de recolher", afirmou Péres. Ele reagiu aos ataques do presidente do Senado. "Isso só piora a situação do senador Renan Calheiros e mostra o lado feio de seu caráter", afirmou Péres. "Se o senador Renan Calheiros levantar isso, eu posso processá-lo por calúnia", disse. Em relação ao líder do DEM, senador José Agripino (RN), Renan passou da ameaça velada à tentativa pública de intimidação no plenário do Senado na semana passada. Da tribuna, fez referência a concessões de rádio e TV de Agripino e a uma dívida com o Banco do Nordeste. "Meu pai recebeu há 20 anos a concessão da TV Tropical, que é retransmissora da Record, e de cinco rádios. Ele morreu e isso foi deixado para a família. Não há nada de errado nisso. Parlamentar não pode ser dirigente de empresa de comunicação, mas pode ser sócio", declarou Agripino. O presidente do Senado recuou apenas do tom explícito de ameaça que adotou no início da semana e afirmou na quinta que não pretende ser "algoz" de ninguém. Avaliou que criar um clima aberto de terror na Casa não vai ajudá-lo a se salvar. Apesar disso, o recado dado a Agripino na terça-feira surtiu efeito e serviu de exemplo para os demais. Senadores dizem que Renan teria na cabeça um dossiê contra vários deles. Como presidente da Casa, ele tem acesso à prestação de contas dos R$ 15 mil mensais da verba indenizatória, que serve para reembolsar despesas dos senadores com gastos nos Estados, como combustível e divulgação do mandato, e autoriza viagens em missões oficiais, que são custeadas com dinheiro público. Essa seria outra forma de constranger os colegas. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) já foi um dos alvos de Renan. Ele reconhece que viajou no ano passado com uma assessora para os EUA, com passagens e diárias pagas pelo Senado, para participar de reunião da ONU, mas nega que a funcionária seja sua namorada e disse que é praxe da Casa levar assessores em viagens. Fernanda Krakovics, Silvio Navarro, da Folha de S.Paulo .
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070813/not_imp33602,0.php
Plano Bresser será julgado em mutirão. Cerca de 1 mil ações de poupadores contra bancos com pedido de pagamento da diferença de 8,08% que deixou de ser creditada nas cadernetas de poupança no Plano Bresser, na primeira quinzena de junho de 1987, serão julgadas em 14 de setembro, no mutirão exclusivo do Fórum João Mendes, da Capital, para homologar acordos entre clientes e bancos.''''Nesse dia, as 100 salas do prédio do Fórum serão destinadas a audiências de conciliação sobre o Plano Bresser'''', explica a juíza coordenadora do setor de Conciliações do Fórum João Mendes, Maria Lúcia Pizzotti. Rosângela Dolis.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070813/not_imp33672,0.php
CPI DO APAGÃO AÉREO: DENISE ABREU (USOS & ABUSOS)
BRASÍLIA - Depois de derrubarem a convocação de dois diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na semana passada, os governistas da CPI do Apagão Aéreo da Câmara terão atitude oposta em relação à diretora da agência Denise Abreu. Os deputados vão aprovar, na próxima quarta-feira, a convocação da diretora. Denise já está convocada para depor na CPI do Senado, na quinta-feira. O mais provável é que preste dois depoimentos no mesmo dia. O motivo para a convocação de Denise na CPI da Câmara é a suspeita de uso inadequado do cargo de comando na agência reguladora do setor aéreo. Na edição deste domingo, o Estado publicou reportagem mostrando que Denise incentivou as companhias aéreas a reagirem ao pacote de medidas do Conselho de Aviação Civil (Conac) para desafogar o Aeroporto de Congonhas. A diretora nega que tenha orientado ou estimulado a reação das empresas e divulgou nota. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse neste domingo por meio da Assessoria de Imprensa que examina o caso nesta Segunda-feira. "O melhor é que ela vá à CPI, onde terá oportunidade de defender suas posições. Acho que ela deveria se colocar à disposição até para defender o trabalho da diretoria da Anac e sua própria atuação", disse neste domingo o relator da CPI na Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). "O requerimento de convocação de Denise Abreu será aprovado na quarta-feira e vamos agendar para quinta-feira o depoimento. Não se pode ficar sob suspeição dessa maneira. O melhor é que se explique logo", disse o presidente interino da CPI, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha e Maia ajudaram a evitar, na semana passada, a convocação dos diretores Josef Barat e Leur Lomanto. Foi aprovada só a convocação do único técnico da diretoria, o coronel aviador Jorge Luiz Velozo, que falará aos deputados na quinta-feira. Presidente interino e relator ajudarão a aprovar a convocação de Denise, mas evitarão a votação do requerimento para quebra do sigilo telefônico da diretora. Outros requerimentos, de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos diretores e do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, devem ser retirados pelo autor dos pedidos, deputado Miguel Martini (PHS-MG). A convocação de Denise no Senado foi motivada pela acusação do brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, de que a diretora tentou favorecer um amigo, Carlos Ernesto Campos, da Tead Terminais Aduaneiros, em uma tentativa para transferir o serviço de transporte de cargas dos aeroportos de Congonhas e Viracopos, em Campinas, para o de Ribeirão Preto. Agora, com a denúncia de que Denise teria estimulado a reação das empresas aéreas, os senadores cobrarão explicações. O relator da CPI do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), quer saber os nomes dos outros participantes da reunião do dia 26 para convocar pelo menos um deles à CPI. "Temos que ouvir alguém que confirme isso. Se for confirmado, fica estabelecido que a Anac, em vez de regular, fiscalizar e primar pela segurança, privilegia as empresas aéreas em troca de alguma vantagem", afirmou Demóstenes. Os depoimentos de Denise ocorrerão no momento em que a Anac está em xeque. A oposição acusa a diretoria de ineficiência e omissão diante do caos aéreo, além de investigar, nas CPIs, o suposto favorecimento às companhias aéreas. Já o ministro Nelson Jobim quer definir melhor as atribuições da Anac, do Conac e da Infraero, estatal que administra os aeroportos. Um projeto de lei será encaminhado pelo Executivo ao Congresso. Pela proposta, as diretrizes para a aviação civil serão definidas só pelo Conac. À Anac caberá fiscalizar o cumprimento das regras. A agência não traçaria a política do setor, ainda que implique o enfraquecimento da Anac. O ministro, que está mudando a direção da Infraero, quer soluções para evitar a superposição de atribuições entre os órgãos federais do setor. Luciana Nunes Leal, Estadão.