A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, abril 09, 2013
-- TOMA-TE! A INFLAÇÃO É TUA !!!
TELEFONIA CELULAR/CHIP: O ENGODO
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A batalha para ser o chip número 1
Por De São Paulo
As operadoras de serviços móveis entraram em uma batalha para conquistar a posição do chip número 1 no celular do consumidor.
"Queremos, se possível, ser a primeira e única opção do cliente que tem dois chips", diz Marcio Fabbris, diretor de marketing da Vivo. Mas Fabbris não é o único com esse sonho. "O cliente vai usar primeiro o chip que for mais barato para ligações intrarrede. Mas, se não tiver uma comunidade dentro daquela operadora, não adianta. Por isso, tem uma guerra de tarifas", afirma o diretor de fidelização e inteligência da Claro, Fábio Croitor. "Damos uma mãozinha para o cliente formar sua comunidade."
A "mãozinha" se traduz em bônus, tarifas reduzidas, falar ilimitado na área do DDD 11, cadastro de número favorito para ligações gratuitas e outros incentivos. Segundo Croitor, 10 milhões de clientes já se cadastraram e têm um favorito, o que representa um quinto da base pré-paga da empresa. A participação da operadora no mercado pré-pago cresceu um ponto percentual de maio de 2012 a janeiro de 2013, disse o executivo, o que ele considera significativo, pois "nesse mercado se luta por casas decimais".
A tarifa da Claro é de R$ 0,16 ou R$ 0,21 por chamada, dependendo da região. Do fim de 2011 a dezembro de 2012, quando a tarifa caiu de R$ 0,25 para R$ 0,21, o volume médio de minutos por cliente dentro da rede cresceu 36%, disse Croitor.
Dona do maior "clube de usuário", a Telefônica/Vivo quer atrair mais pessoas para sua comunidade. "Nossa rede 3G está presente em 2,1 mil municípios, o que ninguém mais tem", afirma o diretor-executivo de mercado individual nacional, Christian Gebara. Há vários planos de promoções para tráfego dentro da rede fixa e móvel, com opções para clientes pré e pós-pagos. A estratégia tenta envolver também clientes dos concorrentes, que podem entrar na lista de favoritos de usuários da Vivo, por uma promoção de fidelidade.
Quando o cliente do pós-pago vê a conta, sabe se está ligando muito para clientes de outras operadoras e procura atraí-los para sua rede, diz Gebara: "Convencendo mais pessoas a serem Vivo, nosso clube está aumentando."
O tráfego de voz da Vivo cresceu 19,7% no quarto trimestre do ano passado, para 29,4 bilhões de minutos, impulsionado pelo aumento do tráfego intrarrede local e de longa distância, segundo a empresa.
Na Oi, ter um mix de serviços na mesma empresa favorece o modelo convergente, segundo Eduardo Aspesi, diretor de segmentos de varejo. O executivo diz que 70% do tráfego é dentro da rede. Do total das ligações, 70% são entre celulares da Oi e 13% para um número fixo da tele em sua área de atuação nacional, fora São Paulo. No pós-pago, 50% das chamadas são para outro número na rede, 25% para outro fixo da Oi e 25% para teles concorrentes.
Por meio de nota, a TIM informou que tem mais de 70 milhões de clientes que falam de forma ilimitada entre si, pagando valor fixo por chamada ou por mês. A empresa informou ter alcançado um volume recorde de 150 minutos por usuário no fim de 2012, 14,5% a mais que em 2011.
A receita por usuário caiu para a maioria das teles, mas Aspesi diz que na Oi foi possível compensar as cifras, equilibrando os itens da cesta de serviços. "Tem clube que só tem cadeira para sentar. O nosso tem colchão de água e balanço. É mais um parque de diversões", brinca. (IS)
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APAGÃO ELÉTRICO (''... quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?''; canção infantil)
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Lobão descarta risco de racionamento
Cúpula do setor elétrico alega que modelo do ONS está defasado e não leva em conta o uso das térmicas
Danilo Fariello
Cúpula. A partir da esquerda: Rufino (Aneel), Tolmasquim (EPE), Zimmermann (MME), ministro Lobão, Grüdtner (MME) e Chipp (ONS)
Givaldo Barbosa
BRASÍLIA e RIO
A cúpula do setor elétrico no governo federal convocou a imprensa para negar a possibilidade de racionamento de energia durante a Copa das Confederações, neste ano, e a Copa do Mundo, no ano que vem.
Reportagem publicada ontem no GLOBO, com base em dados do Plano Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) repassados aos agentes do mercado, informa que o risco de um racionamento de energia no próximo ano subiu para 9%, acima da média histórica de 5%. E que obras de geração e transmissão de energia previstas para o 2014 estão atrasadas.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que não faltará energia em nenhuma hipótese nos estádios e cidades onde esses eventos ocorrerão e chegou a dizer que "nunca mais" haverá racionamento no Brasil. O ministro estava acompanhado dos principais nomes de Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e ONS.
- Quero dizer, definitivamente, que atrasos em nossas obras não comprometem a segurança do abastecimento nacional. Lamento profundamente o tom alarmista com que esse assunto vem sendo tratado. Não quero crer que haja nisso qualquer motivação política. Mas desassossega-se o país e gera-se incertezas econômicas - disse Lobão.
Na entrevista, Lobão comparou os órgãos de imprensa e especialistas que apontam os riscos de fornecimento ao velho do Restelo, personagem de "Os Lusíadas", de Camões, que apresentava um pessimismo exagerado em relação à epopeia do povo português no mar.
- Temos de ter segurança de que não faltará oferta de energia, desabastecimento. Se a matriz é hidrotérmica, temos que lançar mão dela. As térmicas não existem para enfeitar o sistema - disse Lobão.
O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que o risco de desabastecimento de 9% apontado pelo GLOBO, na realidade, é menor, porque o cálculo não levaria em conta o uso das termelétricas - que estão ligadas atualmente para fazer frente ao baixo nível dos reservatórios.
- Se fala em risco sem considerar o despacho de térmicas. Esse despacho é exatamente para garantir a segurança e o abastecimento no ano seguinte. Sem essas térmicas complementares, não se pode fazer esse cálculo de risco. O importante é que o sistema considera as térmicas para que o risco fique próximo a zero. Ninguém quer passar o que passamos em 2001 - disse Chipp.
O risco de déficit de 9% consta do Plano Mensal de Operação do ONS deste mês. O indicador de confiabilidade de suprimento calculado pelo ONS é indicado pelo termo "risco de qualquer déficit". A cada mês, o ONS se reúne com os agentes do mercado, como geradoras e transmissoras de energia, para preparar os dados do PMO, indicando como deve funcionar o sistema no mês.
Cada agente tem acesso a uma cópia dos dados do PMO e pode rodar o programa "Newave" com esses informações para traçar cenários próprios. No PMO de abril de 2013, o indicador "risco de qualquer déficit" para a região Sudeste, em 2014, é de 9,35%, o que corresponde ao risco de 9% mencionado na reportagem.
Segundo Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, o modelo "Newave" está defasado, porque não leva em conta o uso das usinas térmicas ligadas por motivos de segurança. Só daqui a alguns meses o programa será atualizado para levar em conta os novos critérios em vigor desde 2008, para se considerar o risco real do sistema.
- No momento em que se está operando quantidade grande de térmicas, não tem sentido olhar para esse número. Hoje, o risco é praticamente zero por uma razão determinística, porque você vai chegar a novembro com um nível que permite enfrentar a pior hidrologia dos últimos 40 anos. Só teria problema se não tivéssemos térmicas suficientes - disse Tolmasquim.
"Atrasos não comeram folga do setor"
O presidente da EPE afirmou que o cálculo do equilíbrio estrutural do sistema elétrico, que leva em conta as perspectivas de oferta e demanda projetadas, considera um nível de risco de 2% de falta de oferta, o que hoje é confortável por conta de um excedente de geração de 1.773 Megawatts médios em relação à demanda prevista.
- Contrata-se mais do que o necessário, e os atrasos não comeram a gordura, a folga que temos no setor - disse Tolmasquim, alegando que a lista de obras da Aneel apontada na reportagem não se refere àquelas consideradas para assegurar as necessidades de oferta do mercado.
Tolmasquim e Chipp destacaram que, apesar do baixo nível dos reservatórios hoje, termelétricas estão sendo usadas para que as represas cheguem ao fim do período de chuvas com um nível de água que assegure a oferta de energia elétrica necessária para os próximos anos.
- Estamos aqui para, com todas as razões e todas as forças, dizer que não há risco nenhum de desabastecimento, de racionamento de energia A margem de risco é mínima, mas estamos a todo momento valorizando o risco, e não a segurança, que é de mais de 98%. O Brasil aprendeu com aquela dificuldade (de 2001) e nunca mais haverá racionamento no país - disse Lobão.
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MENSALÃO (sem palavras)
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Mensalão: acórdão sai nos próximos dias
Celso de Mello conclui voto; após publicação, prazo de recurso é de 5 dias
BRASÍLIA
O ministro Celso de Mello, do STF, entregou ontem o voto escrito que proferiu no processo do mensalão. Os outros dez ministros que participaram do julgamento já haviam liberado seus votos. Com as anotações do ministro, o tribunal vai precisar de dois a três dias úteis para encaminhar o acórdão para publicação no Diário de Justiça.
Portanto, isso deverá acontecer até o fim da semana.
O acórdão é um documento com o resumo das decisões tomadas ao longo dos quatro meses e meio de julgamento.
A assessoria do STF informou que Celso de Mello precisou de mais tempo para revisar seu voto porque o número de intervenções orais dele era maior que a de outros ministros. O tribunal vai precisar de dias extras para publicar o material completo, porque precisa montar a ordem de fala de cada ministro. Também será necessário inserir nos votos os apartes dos colegas.
Após a publicação do acórdão, os advogados dos réus terão prazo de cinco dias úteis para recorrer das condenações. O Ministério Público Federal poderá recorrer das absolvições. Depois de julgados os recursos, os réus condenados começarão a cumprir pena. Não há prazo para o STF julgar os recursos.
O prazo previsto no Regimento Interno do STF para a publicação do acórdão é de 60 dias depois de terminado o julgamento, descontados o período de férias e os feriados. A data limite era 1º de abril. O presidente da Corte e relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, poderia, a partir das notas taquigráficas, publicar o acórdão. Mas ele preferiu aguardar os votos escritos e revisados de todos os colegas. É comum o descumprimento do prazo para publicação do acórdão. Segundo o regimento, pode haver desobediência do limite "salvo motivo justificado".
Dos 37 réus, 25 foram condenados e 12, absolvidos.
Vários condenados pediram ao tribunal prazo maior do que os cinco dias previstos pelo regimento para apresentar recursos após a publicação do acórdão. Barbosa negou o pedido. Os réus recorreram ao plenário, mas a decisão não foi tomada.
Há dois tipos de recursos previstos: os embargos de declaração e os embargos infringentes. O primeiro tipo serve para apontar contradições ou omissões no acórdão. No segundo tipo, réus condenados com ao menos quatro votos pela absolvição podem tentar reverter a decisão em nova votação. Há esperança de mudança do placar, já que dois ministros se aposentaram ao longo do julgamento.
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SPA's: CUSTO BRASIL
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Barbosa tem reunião ríspida com juízes
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, teve ontem um encontro tenso com os presidentes das três principais entidades representativas da magistratura. Ele criticou as formas de promoção na carreira, pediu o fim da politização da Justiça e entrou em debates ásperos em diversos momentos.
"O que avilta o juiz são dois fatores: sair com pires na mão para ser promovido e a promoção por merecimento que beneficia aqueles que têm canais políticos", disse Barbosa. "Os senhores não representam a nação. São representantes de classe", afirmou.
"Os senhores não representam a nação", diz Barbosa ao receber juízes no STF
Por Juliano Basile | De Brasília
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, teve ontem um encontro tenso com os presidentes das três principais entidades representativas da magistratura - a Ajufe, a AMB e a Anamatra. Ele criticou as formas de promoção na carreira, pediu o fim da politização da Justiça e entrou em debates ríspidos com os magistrados em diversos momentos.
"O que avilta o juiz são dois fatores: sair com pires na mão para ser promovido e a promoção por merecimento que beneficia os que têm canais políticos", disse Barbosa. "Justiça dependente de pires na mão a políticos é Justiça falha", completou.
O presidente da Ajufe, Nino Toldo, defendeu a promoção dos juízes pelos atuais critérios e foi chamado de "líder sindical" por Barbosa. O vice-presidente da Ajufe, Ivanir Cesar Ireno, argumentou que o projeto que autorizou a criação de quatro novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) no país não foi aprovado de maneira açodada, como o presidente do STF havia dito, e foi advertido que abaixasse o tom de voz, pois sequer havia sido convidado para o encontro. "Sei que todos são magistrados, mas só concedi audiência a três", disse Barbosa.
No início do encontro, Toldo afirmou que a entidade tinha um ofício com propostas para fortalecer o Judiciário e o Estado de Direito. "Os senhores acham que o Estado de Direito no Brasil está enfraquecido?", questionou Barbosa. "Nós temos, seguramente, a mais sólida democracia da América Latina. Me causa estranheza pedir o fortalecimento das instituições democráticas, mas, enfim, eu vou ler o documento."
Em seguida, o presidente da AMB, Nelson Calandra, elogiou a atuação de Barbosa ao longo do julgamento do mensalão. "Mas o STF se prestigia por si próprio", respondeu Barbosa. "Eu recebo críticas injustas, infundadas, algumas são feitas com elementos falsos. Mas esse é um tribunal aberto, que delibera em público. Nada ocorre aqui nas sombras", continuou.
Calandra disse, então, que os demais tribunais do país também não tomam decisões "nas sombras" e voltou a tentar uma aproximação com o presidente do STF, afirmando que ele "promoveu o resgate do Judiciário" no julgamento do mensalão.
"Estou no STF há dez anos e relatei milhares de processos. Esse processo foi apenas mais um, o mais retumbante. Agi nesse processo da mesma forma que em outros. Não houve nada de extraordinário nesse processo em relação aos demais", enfatizou Barbosa.
Toldo disse, em seguida, que as associações de juízes apoiam o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "O CNJ não necessita de apoio", rebateu Barbosa. "Os seus atos estão previstos na Constituição e nas leis."
O presidente do STF lembrou que entidades de juízes entraram com ações no STF contra o CNJ. Calandra alegou que a AMB entrou com ação para que a Corregedoria do CNJ só atuasse nos casos de suspeitas contra juízes, após a apuração pelos tribunais. Nessa ação, a AMB foi derrotada por um voto no STF. "Essa questão está superada", desconversou Barbosa. "O gabinete do STF não é o local para discutir essas questões. Vocês têm um documento sobre o quê?"
Os presidentes das entidades disseram que gostariam de enviar algumas reivindicações. "Quando tiverem algo a colaborar, podem se dirigir primeiro a mim e, depois, à imprensa", advertiu o presidente do STF, que sofreu críticas das entidades em notas nas últimas semanas. "Os senhores não representam o CNJ. Os senhores não representam a nação. São representantes de classe. Mas eu não vim para debater com os senhores."
Calandra afirmou que pediu essa audiência ao gabinete da presidência do STF desde o fim do ano passado, mas não obteve resposta. Barbosa alegou que tem a agenda cheia. "Recebi esse senhor há quatro meses", disse o presidente do STF, referindo-se ao presidente da Ajufe, sem citá-lo pelo nome. "É Nino Toldo", respondeu o líder da Ajufe. "Eu não tenho a obrigação de lembrar o nome do senhor. Reconheci a sua fisionomia", retrucou Barbosa.
Quando os líderes das entidades defenderam a necessidade da criação de TRFs, o presidente do STF respondeu com ironia: "Tenho certeza de que essas sedes [de tribunais] serão construídas em resorts e praias".
"Em Minas Gerais, não tem praia", rebateu Toldo. Barbosa disse, então, que a aprovação de novos TRFs foi uma irresponsabilidade, pois deve, segundo ele, triplicar o número de juízes no Brasil. "Essa é uma visão corporativa. A Justiça Federal vem se interiorizando de maneira impensada e irracional. É um movimento de irresponsabilidade. Eu gostaria de ter sido ouvido pelo Congresso, e não fui."
Ao fim do encontro, o presidente do STF advertiu os presidentes das associações que eles não deveriam ter visão meramente corporativa. "Nós não podemos raciocinar com aquilo que é apenas de nossos interesses. Temos que pensar no interesse de toda a sociedade", afirmou. "E, na próxima vez, não tragam representantes que não sejam os senhores", disse aos presidentes das associações. "Venham apenas os senhores", pediu, encerrando a reunião.
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DAMA DE FERRO: UMA RELAÇÃO INTERNACIONAL DE AMOR E ÓDIO
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Visão do Correio
:: Thatcher, a dama do mercado
A única primeira-ministra britânica recebeu, ao longo da trajetória política, aplausos calorosos ou críticas mordazes. Em três mandatos, Margaret Thatcher não conheceu a indiferença. Era-se a favor ou contra ela. Nunca neutro. Ela não buscou consensos durante 11 anos de poder.
Implementou, com determinação e intransigência, reformas econômicas e sociais controversas. Graças a elas recebeu o apelido de dama de ferro.
Nada mais adequado. As incursões profundas pela economia abalaram estruturas sólidas que mudaram o rumo do Reino Unido e influenciaram importantes Estados. Depois delas, o mundo não seria o mesmo. A filha de pequeno comerciante formada em química pela respeitada Oxford University empenhou-se na moralização das finanças públicas e no combate à inflação.
Cortou gastos e impostos, privatizou estatais, fechou empresas improdutivas, incentivou o livre mercado. Não só.
A representante do Partido Conservador enfrentou os poderosos sindicatos, que mandavam mais que o próprio governo. Alguns, cuja organização, capilaridade e articulação os tornavam capazes de paralisar o país, tiveram a força sensivelmente reduzida. É o caso do sindicato dos mineradores, que, dizia-se, podia provocar crise energética nacional.
Tão profundas mudanças geraram respostas polarizadas. A política neoliberal possibilitou a milhares de ingleses comprarem a casa própria e ações de empresas recém-privatizadas de energia e telecomunicações.
A decadente bolsa de Londres ganhou importância, dinamismo e brilho. O país reconquistou a relevância no concerto das nações.
O outro lado da moeda mostra a face sombria. Trata-se do elevado custo social das iniciativas thatcherianas. A recessão se aprofundou. O número de desempregados, no auge das reformas, superou os 3 milhões de trabalhadores — cifra que se assemelhava à dos cruéis anos da Grande Depressão.
Em 1981, a popularidade da dama de ferro despencou para 25%, os níveis mais baixos da história. A Guerra das Malvinas, em 1982, veio em seu socorro. A vitória no conflito devolveu-lhe o prestígio, garantiu-lhe o êxito nas eleições do ano seguinte e elevou a altura da voz britânica no mundo. De braços dados com Ronald Reagan, a premiê atuou decisivamente contra a União Soviética.
Passados 34 anos do tsunami Margaret Thatcher, as opiniões continuam polarizadas. Os opositores a acusam de endeusar o livre mercado. Ao tempo em que esbanjava generosidade com o capital, cobrava alto custo do trabalho. As medidas por ela implantadas aumentaram a recessão e o desemprego. Desamparado pelos sindicatos, o trabalhador viu se esvair o Estado de bem-estar social duramente conquistado nos duros anos pós-Segunda Guerra Mundial. Mesmo depois da morte, um fato é certo. A dama de ferro continuará a provocar amor e ódio.
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SÃO PAULO: A ETERNA LOCOMOTIVA
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Sem São Paulo, queda industrial teria sido maior
Em fevereiro a produção industrial paulista caiu 0,8% em relação ao mesmo mês de I 2012, mas cresceu 2,2% entre os primeiros bimestres de 2012 e 2013, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE. Dado o peso da indústria paulista na indústria brasileira, sem São Paulo o ritmo de queda do setor no País teria sido superior aos 2,5% registrados entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013.0 que dá uma boa ideia das dimensões do recuo do setor secundário.
É elevado o grau de volatilidade da produção industrial. Além disso, a queda da indústria, em fevereiro, foi generalizada. Na comparação com janeiro, ocorreu em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. Quando a comparação é feita com fevereiro de 2012, a queda alcançou 10 regiões.
O Estado mais atingido foi Minas Gerais: o recuo, entre janeiro e fevereiro, foi de 11,1%, o maior desde dezembro de 2008 (16,4%), no auge da crise global. A queda de 9,8% em relação a fevereiro de 2012 foi determinada por veículos automotores (-19,3%), metalurgia básica (-13,6%) e indústrias extrativas (-14,3%). Automóveis, zinco, chapas grossas de aço, minérios de ferro, químicos, minerais não metálicos e fumo registraram fortes quedas. Caiu muito a produção mineira de inseticidas, de cimentos e de cigarros. Outros Estados em que a indústria sofreu quedas expressivas entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013 foram o Espírito Santo (-13,4%) e o Pará (-7,2%), com a diferença de que eles têm menor peso na economia brasileira, influenciando menos o resultado geral.
A indústria tem sido o setor mais prejudicado pelas incertezas econômicas (houve queda em 2012 e o crescimento estimado para este ano já declinou para 2,5%, abaixo do projetado para a economia com um todo). Isso ocorre justamente quando surgem os primeiros sinais de reativação de investimentos. Até a arrecadação tributária será afetada pelas oscilações da produção industrial, cujos sinais de reação contrastam com os subsídios concedidos a um grupo de grandes empresas.
Uma retomada é esperada para os próximos meses, mas há obstáculos: um é a dificuldade de concorrer com os importados, em hora de elevada capacidade ociosa no mundo; outra, os problemas no mercado de mão de obra, demandada com mais força pela área de serviços. Embora na média os serviços remunerem menos do que a indústria, a diferença está caindo - ou seja, a indústria tem mais dificuldade de pagar os salários pedidos. O resultado é a perda de competitividade dos bens manufaturados.
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INFLAÇÃO: SOB OS ÍCONES DA ''ARENA'' E "MDB'
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Dilma chama Delfim e Beluzzo para avaliar alta dos preços
Nakano e Augustin também foram chamados para debater conjuntura
Martha Beck
sem trégua na inflação
BRASÍLIA
A presidente da República, Dilma Rousseff, reuniu ontem para um almoço o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e economistas "pesos-pesados", como o ex-ministro Delfim Netto e o ex-secretário de Política Econômica do governo Sarney, Luiz Gonzaga Beluzzo. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a ideia do encontro foi fazer uma avaliação sobre a atual conjuntura econômica com foco no crescimento e na disparada da inflação desde o início do ano.
Também participaram do almoço o secretário do Tesouro, Arno Augustin, e o professor da Escola de Economia da FGV Yoshiaki Nakano, que já foi consultor do Banco Mundial.
Embora o discurso oficial do governo seja de que a inflação está sob controle e que não fechará o ano acima do teto da meta, que é de 6,5% para este ano, Dilma está muito preocupada e tem feito questão de ouvir não apenas os integrantes de sua equipe econômica, mas também economistas que têm sido conselheiros do Planalto tanto na gestão do ex-presidente Lula quanto na de Dilma.
É justamente o caso de Delfim e Beluzzo. Delfim tem tentado tranquilizar a presidente sobre o quadro inflacionário, dizendo que o IPCA vai fechar o ano dentro da meta. Já Beluzzo, cujo perfil desenvolvimentista se afina com o da presidente, tem afirmado que é preciso equilibrar na balança a política monetária e o crescimento econômico, sem deixar que a alta de preços saia do controle.
foco no crescimento
O secretário do Tesouro foi uma figura nova no grupo. Augustin sempre foi próximo de Dilma, que conhece desde os tempos em que viviam no Rio Grande do Sul, mas vem ganhando prestígio e hoje é chamado para reuniões de avaliação, como a de ontem. O secretário tem seguido à risca a cartilha de Dilma e já deixou claro que a política fiscal vai continuar tendo como foco o crescimento da economia.
Um sinal dessa intenção é que o governo vai abater investimentos e desonerações da meta cheia de superávit primário de 2013, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), para tentar turbinar a economia.
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) montou operação para monitorar sindicatos contrários à Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos, em 15 Estados litorâneos, informa Alana Rizzo. Documento de 13 de março mostra os objetivos da ação: informar a disposição dos portuários em promover greve e apontar eventual apoio de outras categorias. O ofício desmente o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), José Elito. Ele classificou de mentirosa reportagem publicada pelo Estado no dia 4 que mostrou a existência de monitoramento no Porto de Suape (PE). O principal alvo da operação são sindicalistas ligados à Força Sindical. A central se uniu às críticas feitas pelo governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência, Eduardo Campos, contra a MP. Campos não comentou. O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (PDT- SP), criticou a ação. (Págs. 1 e Nacional A4)
'A gente monitora tudo'
O ministro-chefe do GSI, José Elito, reconheceu a existência do ofício que determina monitoramento dos portos. “A gente monitora tudo. O que a gente faz é para assessorar a presidenta”. (Págs. 1 e A4)
Durante os últimos cinco anos, o mundo teve uma pausa dos grandes conflitos. Mas ela pode estar perto de acabar. (Págs. 1 e Visão Global A12)
O índice de difusão de preços sem uma devida qualificação pode levar a enganos na análise das tendências de inflação no País. (Págs. 1 e Economia B3)
Como em um desentendimento entre meninos, Kim Jong-un só estaria esperando que alguém cuspa perto dele para começar a guerra. (Págs. 1 e Cidades C4)
Líder resistiu aos sindicatos
Quando Thatcher assumiu, qualquer decisão que desagradasse aos sindicatos era acompanhada de greves que paralisavam a economia. No fim de uma queda de braço com os mineiros, os sindicatos tiveram de ceder.
No mínimo dos mínimos, Lula teria sido alertado para o que se dizia no Congresso. (Págs. 1 e A3)
O percentual de redução dos encargos ainda não foi definido, mas, segundo uma fonte que participa das negociações, “a ideia é que as empresas não sejam descapitalizadas por causa da dívida” e, ao mesmo tempo, o governo obtenha uma receita adicional. (Págs. 1 e A3)
O índice de difusão da inflação, que mostra que 74% dos produtos que compõem os índices de preços estão contaminados por aumentos, é um problema que exige um sinal, elevando os juros, diz Belluzzo. A dosagem do aumento é a decisão do Banco Central. Na avaliação do economista, a inflação não está com tendência de aceleração, mas “com rigidez de baixa”. (Págs. 1 e A3)
“O que avilta o juiz são dois fatores: sair com pires na mão para ser promovido e a promoção por merecimento que beneficia aqueles que têm canais políticos”, disse Barbosa. “Os senhores não representam a nação. São representantes de classe”, afirmou. (Págs. 1 e A6)
O café brasileiro representou 34% do total importado pela Alemanha em 2011 e continua em alta. Em 1990, respondia por 12,9%. Os alemães ganham com a reexportação e a torrefação de café para seu mercado quase tanto quanto o Brasil, o maior produtor e exportador mundial: para importação de US$ 2,5 bilhões, faturou US$ 5,8 bilhões, enquanto a receita cambial brasileira com o produto foi de US$ 6,3 bilhões em 2012. (Págs. 1 e B16)
Criados para conquistar a fidelidade dos usuários, os “clubes de usuários” permitem economia na conta do telefone ao se falar dentro da rede da mesma operadora. (Págs. 1 e B3)
Eles calculam que cerca de RS 10 bilhões em negócios sejam gerados a partir da construção de três térmicas a carvão. Apesar de criticadas pela grande emissão de gás carbônico, as usinas têm autorização para entrar em operação. (Págs. 1 e Bll)
Enquanto estuda e negocia alternativas para melhorar a estrutura de capital de suas empresas, o grupo EBX precisa manter a confiança dos credores para rolar as dívidas de curtíssimo prazo. Da dívida bruta total de R$ 24,8 bilhões das cinco principais empresas do grupo no fim de 2012, uma parcela de R$ 1,44 bilhão vence até o fim de junho. (Págs. 1 e B6)
O governo sabe que o namoro inflacionário duradouro com a banda superior da meta é um convite à sua persistência. (Págs. 1 e A2)
Yoshiaki Nakano
Se o governo não está disposto a fazer uma contração fiscal que mereça esse nome, não resta ao BC senão elevar os juros. (Págs. 1 e A15)
Comparado nas redes sociais a joias e artigos de luxo, o tomate está na boca do povo, mas como sinônimo de coisa cara. Não é à toa. É o item que mais pesa na cesta básica de BH e seu preço subiu 26,4% no atacado de fevereiro para março. Porém, não está sozinho. Outros alimentos in natura tiveram reajustes impressionantes e até maiores no período, como vagem, beterraba, cebola e batata. Em 12 meses, a alta do tomate alcança 139,18%. Mas, também nesse caso, há outras elevações de preço tão ou mais indigestas, como a da batata (147,89%). O custo dos hortigranjeiros assusta a dona de casa e preocupa o governo, que vem tendo muito trabalho para conter a inflação. E quem opta por comer fora de casa não escapa. Pesquisa mostra que o preço médio do quilo nos self-services da capital aumentou 8,41% e o do PF disparou 19,53%, de maio de 2012 a abril de 2013, contra inflação oficial de 6,03% no ano passado. (Págs. 1, 9 e 10)
Modelo de privatização incentivou pulverização do capital das estatais.
Ex-dirigente venceu dura queda de braço com o sindicato dos mineiros. (Págs. 1 e Especial)