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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, março 20, 2013
PRESIDENCIÁVEIS/2014 [In:] ... A ALÇAR VÔOS
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Aécio já admite se candidatar à presidência do PSDB
O senador Aécio Neves (MG) disse que pretende se candidatar a presidente do PSDB e afirmou que seu nome ganhou "consistência" nos últimos dias. A afirmação ocorreu um dia após encontro com o ex-governador José Serra, cujo nome também foi colocado na disputa pela direção do partido.
Aécio vê "consistência" em assumir PSDB após se encontrar com Serra e Alckmin
O senador Aécio Neves (PSDB- MG) afirmou ontem, pela primeira vez, que pretende se candidatar a presidente do PSDB e declarou que sua indicação ganhou "consistência" nos últimos dias. A afirmação foi feita horas depois de ele se encontrar com o ex-governador José Serra, cujo nome também foi colocado na disputa para o comando do partido.
O anúncio de Aécio foi feito logo depois de um encontro de cerca de 30 minutos com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ontem, no Senado, quando os dois já se haviam despedido. "Essa questão começou com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com o deputado Sérgio Guerra, que lançaram meu nome. De lá para cá, ganhou consistência. Estou muito animado", disse Aécio, em referência ao lançamento feito pelos dois tucanos em dezembro.
A candidatura à presidência do PSDB, confirmada ontem por Aécio, é o primeiro passo do mineiro na construção de sua candidatura a presidente. O senador resistia, inicialmente, a embarcar no projeto, alegando que poderia causar desgaste desnecessário mais de um ano antes da eleição. Por pressão do partido, assumiu a missão, como forma de demonstrar comprometimento com o projeto presidencial.
No final da semana passada, parlamentares ligados a Serra afirmaram a integrantes da direção do PSDB que o ex-governador deveria ser o presidente da legenda para comandar o partido na eleição de 2014. Disseram que essa seria a única forma de evitar a saída do tucano do partido rumo ao PPS, Serra disse não ter autorizado ninguém a falar por ele e declarou que não pleiteava cargo no partido. A movimentação nos bastidores criou um mal-estar no partido.
Conversa.. Aécio conversou por três horas com Serrana segunda- feira, conforme informou a coluna Direto da Fonte. "Foi uma conversa de convergência. Não houve nenhum tipo de exigência, embora Serra tenha credenciais para ocupar qualquer espaço no partido", disse o senador. Para alguns tucanos, o ex-governador poderia ocupar a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), centro de estudos do partido. Procurado, Serra não respondeu às ligações. "As coisas estão caminhando muito bem. São Paulo terá papel de destaque no projeto de tornar o PSDB competitivo, com propostas renovadoras para o Brasil", disse Aécio.
Segundo o senador, Serra disse que está retomando sua vida pessoal e profissional, após a derrota na eleição municipal em São Paulo no ano passado. No encontro, Serra teria descartado a possibilidade de sair do PSDB. "Isso não existe. Serra continua forte no PSDB", afirmou.
Ontem, Alckmin disse que Aécio era "um grande nome" para presidir o PSDB. Em encontro com a bancada de deputados federais do partido, na segunda-feira, o governador tinha dito que a presidência poderia não ser boa ideia para o senador. Alckmin teme que um racha no partido, em razão de eventual descontentamento de Serra, fragilize a sigla em São Paulo e coloque em risco sua candidatura à reeleição.
Seminário. Aécio disse que . Alckmin o convidou para um seminário no diretório paulista do PSDB, na segunda-feira. "O Alckmin pediu para eu ir direto ao Palácio dos Bandeirantes, onde ; vou encontrá-lo. De lá, vamos juntos para o seminário, para mostrar o quanto estamos unidos", contou. Alckmin emendou: "O café estará no bule, aguardando-o. Vamos saborear : a sabedoria mineira do Aécio".
Na semana passada, Alckmin chegou a sugerir que a apresentação de Aécio fosse adiada, em razão do mal-estar entre o mineiro e parte do PSDB de São Paulo. Temia que o evento parecesse provocação. Após a visita de Aécio a Serra, concordou com a realização do seminário por avaliar que algumas arestas foram aparadas.
No Senado, Alckmin foi indagado se era candidato a cuidar de um tratado de paz entre o PSDB de São Paulo e de Minas. "Sou candidatíssimo, mas a presidente do Santos (time do qual é torce- dor)", respondeu. Mais uma vez, Alckmin tentou manter distância da polêmica sobre a disputa pela presidência do partido em maio. "Temos dois meses pa; ra ter uma boa conversa e eleger uma boa diretoria partidária", disse./ João domingos, Débora Álvares, Julia Dualibi, Bruno Boghossian e Sonia Racy
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PEQUENAS EMPRESAS; GRANDES NEGÓCIOS...
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Mulher de Renan lucra 72% em 4 meses
Verônica aplicou R$ 290 mil em empresa criada pelo senador após eleições de 2010 e ganhou R$ 498 mil quando Tarumã foi encerrada
ALANA RIZZO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Novo documento obtido pelo Estado revela que a Tarumã Empreendimentos Imobiliários Ltda., a "empresa relâmpago" do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), distribuiu mais de R$ 200 mil de lucro para Maria Verônica Calheiros, mulher do senador, quatro meses após a artista plástica injetar R$ 290 mil na empresa. Um lucro de 72% - na época, a taxa básica de juros era de 12,5% ao ano.
Sem nenhuma operação registrada, a Tarumã encerrou suas atividades em 16 de novembro de 2011, nove meses após ser inscrita na Junta Comercial do Distrito Federal. Com o fim da Tarumã, Verônica recebeu R$ 498.284 em lucro e na restituição do investimento. Dois filhos do casal, Rodolfo e Rodrigo, também sócios na empresa, receberam R$ 833 cada.
Considerado alto por especialistas em lavagem de dinheiro, o lucro líquido obtido em tão pouco tempo coloca sob suspeita as operações financeiras e contábeis da empresa - que, em menos de um ano, movimentou ao menos R$ 500 mil. Aberta depois das eleições de 2010, a Tarumã teria funcionado em uma sala no Lago Sul de Brasília.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está desde a semana passada mergulhado na análise das atividades da empresa. Às vésperas da eleição para o Senado, Gurgel denunciou Renan Calheiros ao Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
O inquérito está, atualmente, no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski.
Renan, que prega a transparência desde que assumiu a Casa pela segunda vez, se nega a esclarecer as atividades da Tarumã, alegando sempre que se trata de atividade privada.
Nada registrado. O contrato social da empresa registrado na Junta Comercial do Distrito Federal prevê a exploração de empreendimentos imobiliários, como locação, compra e venda de imóveis próprios e participações societárias. No entanto, não foram localizados imóveis ou corretores registrados em nome da empresa ou de nenhum de seus sócios.
Como revelou o Estado, a empresa foi registrada em 22 de fevereiro de 2011 em nome do senador e de seus dois filhos. Cinco meses após a constituição, Renan deixou a sociedade e deu lugar à esposa, que turbinou o capital da empresa de R$ 10 mil para R$ 300 mil.
Sem renda fixa e casada em comunhão parcial de bens, Verônica Calheiros integralizou em "moeda corrente" o valor de R$ 290 mil no capital da empresa em 21 de julho de 2011. Quatro meses mais tarde, a Tarumã encerrou suas atividades. A extinção foi registrada na Junta Comercial do Distrito Federal em 16 de novembro de 2011.
A última declaração de bens pública apresentada pelo senador informa que ele tem um patrimônio de R$ 2,1 milhões. Na declaração ele menciona um apartamento em Maceió, uma casa em Barra de São Miguel e R$ 3 mil em contas bancárias.
A operação foi assistida por Bruno Mendes, advogado e assessor comissionado de Renan no Senado. Mendes tornou-se figura conhecida em 2007, depois de aparecer associado ao escândalo de empreiteiras que, a pedido do parlamentar, bancavam despesas da jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha. Bruno se negou a esclarecer as atividades da Tarumã.
Evolução de renda.
Nas investigações feitas pelo Conselho de Ética do Senado, laudos da Polícia Federal e dados da Receita Federal atestavam a incapacidade financeira do senador e de seus familiares diante da evolução patrimonial registrada nas declarações de imposto de renda. Os sinais, segundos os investigadores, eram de patrimônio descoberto. As contas sugeriam que, com os recursos que alegava possuir, o senador não teria como pagar despesas pessoais e mais os valores repassados à jornalista Mônica Veloso.
Em nota divulgada no dia 12 de março, após a publicação da reportagem pelo Estado, o presidente do Senado informou que "todos os aspectos fiscais e empresarias dos contribuintes Renan, sua esposa e seus filhos estão devidamente registrados perante os órgãos oficiais de controle." Sobre a denúncia do procurador-geral da República, o presidente do Senado afirma ser o maior interessado no "desenlace" da questão.
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''ROYALTIES'' [In:] ''COELHINHO DA PÁSCOA/ QUE TRAZES PRÁ MIM?''
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Royalties: decisão pós-Páscoa
Liminar que suspende a lei dos royalties será analisada após a Páscoa.
Royalties no STF: Renan reclama, mas para Alves não há mal-estar
Liminar da ministra Cármen Lúcia deve ir a plenário após a Páscoa
Fernanda Krakovics, Jailton de Carvalho e Eliane Oliveira
BRASÍLIA E RIO
Um dia após a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder liminar suspendendo os efeitos da lei que mudou as regras de distribuição dos royalties, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e parlamentares de estados não produtores reclamaram de suposta interferência indevida do Judiciário no Legislativo e da judicialização da política. Já o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi mais cauteloso. Indagado se a decisão da ministra causava mal-estar no Congresso, ele disse que não:
- Não gera. Ela fez de maneira respeitosa. No seu voto, manifesta a prerrogativa do Parlamento de votar as leis. Vamos aguardar a palavra final do Supremo, de maneira cautelosa.
Apesar de reconhecer que é competência do STF conceder liminar suspendendo os efeitos da lei, Renan afirmou que é prerrogativa do Congresso derrubar vetos presidenciais e que, dentro do princípio de independência dos poderes, não cabe ao Judiciário julgar se uma decisão do Legislativo é justa. Ele disse que trabalhará para que a decisão da maioria prevaleça:
- Dentro dos princípios de separação dos poderes, não convém levar em conta se é justo, injusto, indefensável ou não.
Líder do DEM, o deputado Ronaldo Caiado (GO) afirmou que, se o plenário do STF derrubar a lei, ele apresentará Proposta de Emenda Constitucional para restabelecer a partilha dos recursos, inclusive para contratos em vigor.
- Se o Supremo julgar que a Constituição não respalda isso, vamos votar essa PEC.
Parlamentares de estados não produtores manifestaram preocupação.
- Não se está discutindo o mérito da decisão monocrática da ministra, o que se está discutindo é que é preciso deixar claro para o país que a Câmara pensa diferente. A Câmara tomou uma decisão democrática e aí a Câmara não se impõe, fica diminuída perante os desafios do presente - disse o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), cobrando uma reação institucional da Casa.
A ministra Cármen Lúcia, relatora das Adins contra a lei dos royalties, disse que decidiu conceder a liminar e suspender as novas regras para evitar problemas financeiros iminentes aos estados produtores. A ministra negou que tenha sofrido pressão do governo do Rio ou de qualquer outro segmento político para agir rapidamente. A liminar terá ainda que ainda ser submetida ao plenário do STF. Segundo Cármen Lúcia, isso só deve acontecer depois do feriado da Páscoa.
- Os royalties são distribuídos mensalmente. Então, na virada do mês, eles (Agência Nacional de Petróleo) têm que saber qual a regra que vale. Essa é a razão (para decisão imediata). A urgência qualificada era essa. Só isso - afirmou.
A decisão de conceder liminar em uma Adin surpreendeu colegas da Corte. Não é uma medida comum. A própria ministra disse que, em sete anos no STF, só recorreu ao expediente uma vez. Antes de decidir, ela telefonou para o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e disse que iria deliberar sobre o assunto. Barbosa perguntou se não levaria o pedido ao plenário. A ministra explicou, então, que não poderia esperar, porque, sem a imediata decisão, a ANP faria os cálculos da partilha com base nas novas regras.
Pagamentos do RIO
Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda do Rio, estão liberados os pagamentos de março que estavam suspensos desde o dia 7 (por causa da perda anunciada com os royalties). A Associação das Empresas Prestadoras de Serviços do estado do Rio (Aeps-RJ), no entanto, diz que não foram liberados todos os pagamentos.
(Colaboraram Isabel Braga e Daniel Heidar)
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PETRÓPOLIS/RJ: DESCASOS. (FOCO: OBRA$ DO MARACANÃ)
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Tragédia na Serra: Número de mortos em Petrópolis sobe para 27
De R$ 112,8 milhões orçados para reassentamento na cidade, só 1,9% foi gasto.
Entre as vítimas, doze são crianças. Sem teto chegam a 1.463 pessoas.
O número de mortos na tragédia provocada pelo temporal em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, subiu para 27, desde a noite de domingo. Desse total, 12 são crianças. A chuva deixou outras 18 pessoas feridas e 1.463 desalojadas.
Dados do Sistema de Acompanhamento Financeiro do Estado obtidos pelo GLOBO mostram que, no ano passado, de uma previsão orçamentária de R$ 112,8 milhões para o programa de reassentamento da população instalada em áreas de risco, só R$ 2,2 milhões foram gastos.
Mortos chegam a 27
Do total de vítimas em Petrópolis, 12 são menores. Cidade já tem 1.463 sem teto
Diego Barreto, Sérgio Ramalho e
Selma Schmidt
Desorientado e envolto em cerca de 30 metros de corda, o jardineiro José Ventura Fernandes, de 42 anos, caminhava ontem pela manhã numa busca incessante para tentar localizar os corpos dos sobrinhos Nicolás e Letícia, de 8 e 4, de seu irmão Pedro, de 45, e da mulher dele, Cristina Malter. A família desaparecida vivia às margens do rio que corta a Favela Boca do Mato, no bairro Quitandinha, em Petrópolis. No último levantamento divulgado à noite pela prefeitura, dos 27 mortos na enxurrada que atingiu a cidade na noite de domingo e na madrugada de segunda-feira, dez eram crianças e dois eram adolescentes. Somente ontem, dos dez mortos encontrados, seis eram menores. A estimativa do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, é que ainda haja entre quatro e oito desaparecidos. E a prefeitura de Petrópolis contabiliza 1.463 desabrigados e desalojados.
José tinha os olhos vermelhos. Estava sem dormir desde segunda-feira, quando soube que a casa onde Pedro vivia com a família fora arrastada por um deslizamento de terra. Ele não conseguia lembrar os sobrinhos sem chorar.
- O menino era muito apegado à gente - disse David, outro irmão de Ventura, que também ajudava nas buscas. - Foi uma desgraça.
O 27º corpo foi encontrado ontem à noite. Simões contou que um homem parou o carro para socorrer vítimas na localidade de Lopes Trovão e foi soterrado.
Já a aposentada Ilceli Alves Freitas, de 65 anos, conseguiu ser retirada de casa na noite de domingo pelo filho, o ambulante Paulo Roberto Alves Freitas. No entanto, foi a última vez em que o viu com vida. No meio do temporal, Paulo Roberto, de 42 anos, pegou uma enxada e partiu para ajudar os vizinhos. Acabou soterrado por um desmoronamento que arrastou pelo menos quatro casas na Boca do Mato.
- O meu filho morreu como herói, tentando salvar vidas - disse Ilceli.
Paulo Roberto vivia com a mulher, Francisca, e quatro filhas num imóvel ao lado da casa da mãe. As residências da família escaparam da enxurrada, mas foram interditadas pela Defesa Civil. Desalojados, os moradores estão abrigados numa igreja evangélica.
- Não posso nem entrar na minha casa para retirar o pouco que tenho - lamentou a aposentada, que não desgruda da bolsa preta, suja de barro, onde estão algumas roupas e seus documentos.
Outras três pessoas também morreram como heróis. Paulo Roberto Filgueiras e Fernando Fernandes Lima, agentes da Defesa Civil de Petrópolis, e o jardineiro Nilton Pereira Fonseca conseguiram salvar dezenas de vidas na Boca do Mato. No entanto, acabaram soterrados durante o trabalho de resgate.
Filgueiras, de 39 anos, fundou a ONG Anjos da Serra, que atua no resgate de vítimas de tragédias. Ele havia ingressado na Defesa Civil no início do ano.
- A satisfação dele era ajudar o próximo - contou Natali Lopes, socorrista voluntária da Anjos da Serra.
- Queremos seguir com a missão da ONG, resgatando vidas. Era isso que ele gostaria de estar fazendo - disse a enfermeira Juliana Araújo, durante o velório de Filgueiras realizado ontem.
Jardineiro costumava ajudar moradores
Morador da Boca do Mato, o jardineiro Nilton estava acostumado a ajudar quando temporais obrigavam parte da população a deixar suas casas.
- Era um herói anônimo. No domingo, ele soube que havia gente em perigo, saiu da casa dele e foi ajudar. O pessoal até brincava e o chamava de tenente Fonseca - contou o irmão mais velho de Nilton, Nelson Pereira Fonseca, de 57 anos. - Agora, vai ficar uma saudade muito grande, uma dor. Ele deixou cinco filhos e a esposa.
Outro herói da tragédia é Ricardo Correia, de 46 anos. Também funcionário da Defesa Civil, ele foi atingido por um deslizamento e se encontra em estado grave no CTI do Hospital Santa Teresa, em Petrópolis.
- Somos treinados a seguir até um determinado limite. Eles foram além. Tiveram atitude de heróis - disse o comandante da Defesa Civil de Petrópolis, tenente-coronel Rafael Simão.
Com 16 anos, outra vítima do temporal, Lucas Ladislau Santos, foi enterrado ontem. Ele e a irmã, Jade Siqueira Barbosa, de 12 anos, morreram quando a casa onde estavam, no Quitadinha, foi soterrada. Pai de Lucas e padrasto de Jade, Luciano dos Santos, de 38 anos, contou que há 20 anos quase perdeu o filho mais velho:
- Isso se repete todo ano. O meu filho mais velho tem 21 anos. Quando ele tinha 1, eu o salvei de um deslizamento. Mas dessa vez não conseguimos salvar nossos meninos. O Adriano, meu outro filho, está no hospital.
Na noite de domingo, Lucas Mateus Araújo, de 18 anos, decidiu dormir na casa da namorada, Jéssica, no bairro Alto Independência. Quando começou a cair a chuva, ele ligou para o pai, Naor Araújo. O jovem estava preocupado porque chovia e ventava demais, e o local onde estava era de risco de queda de barreiras. O pai ainda tentou convencer o filho a sair do lugar, mas, no meio da conversa, às 23h30m, a ligação caiu. Nesse momento, a casa onde Lucas estava foi atingida por um deslizamento. Ontem de manhã, Naor foi ao Alto Independência acompanhar os trabalho dos bombeiros, que buscam não só por seu filho, como também por outros moradores desaparecidos.
- Ele não saiu daqui porque não sabia para onde ir - contou Naor, desolado.
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Entre as vítimas, doze são crianças. Sem teto chegam a 1.463 pessoas.
O número de mortos na tragédia provocada pelo temporal em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, subiu para 27, desde a noite de domingo. Desse total, 12 são crianças. A chuva deixou outras 18 pessoas feridas e 1.463 desalojadas. Dados do Sistema de Acompanhamento Financeiro do Estado obtidos pelo GLOBO mostram que, no ano passado, de uma previsão orçamentária de R$ 112,8 milhões para o programa de reassentamento da população instalada em áreas de risco, só R$ 2,2 milhões foram gastos. (Págs. 1 e 12 a 15)
A Petrobrás desistiu de vender a refinaria de Pasadena, nos EUA, alvo de investigação do Tribunal de Contas da União. A transação provocaria prejuízo de US$ 1 bilhão. O problema com o negócio foi revelado pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. No balanço do quarto trimestre, a companhia lançou baixa contábil de R$ 464 milhões referente a Pasadena, valor que já reconhece como perdido. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse que será preciso investir na refinaria antes de vendê-la. Ela confirmou que estão à venda ativos na Argentina. A previsão é de que a Petrobrás vá desinvestir US$ 9,9 bilhões - o plano de negócios quinquenal previa US$ 14,8 bilhões. Até 2017, a empresa prevê produzir 750 mil barris/dia de óleo a mais, com US$ 75 milhões extras/dia. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Joaquim Barbosa
Presidente do CNJ
“Há muitos (juízes) para colocar para fora. Há decisões condescendentes”
Cresce avaliação de Dilma
Apesar do empate técnico, governo Dilma já é considerado melhor que o de Lula, mostra pesquisa CNI/Ibope. (Págs. 1 e A4)
Litoral de SP tem risco de deslizamento
Juqueí, no litoral norte de SP, está em alerta depois que um deslizamento de terra atingiu uma casa. Ninguém se feriu. São Sebastião continua em estado de calamidade após enchente. (Págs. 1 e C3)
Com a rejeição do plano de salvação formulado por União Europeia, Banco Central Europeu e FMI, aumentam as incertezas na área do euro. (Págs. 1 e Economia B2)
Surgem sinais de um possível fim do impasse sobre o programa nuclear do Irã. Boa notícia, mas os EUA terão de mudar sua estratégia de negociação. (Págs. 1 e Visão Global A10)
Ninguém seria capaz de viver sem uma narrativa. Não pode haver nada pior do que ser consagrado. O prêmio é o fim. É o cemitério da criação. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
A irritação de parlamentares com a ministra Cármen Lúcia tem a ver com interesses eleitorais. (Págs. 1 e A3)
A entrevista, que precede a 5ª reunião dos Brics no fim do mês, em Durban, na África do Sul, foi carregada de simbolismo e meticulosamente planejada. Um jornal de cada país dos Brics (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul) foi convidado a participar. No Brasil, o convite foi feito ao Valor. (Págs. A14 e A15)
O ingresso de novos correntistas na Caixa se acentuou após abril, quando o banco cortou os juros dos empréstimos pessoais, financiamento a veículos, cartão de crédito, consignado e outras linhas, diz Katia Maria Loureiro Torres, superintendente de clientes da Caixa. Para ter acesso ao custo reduzido do crédito, os clientes precisam transferir suas contas-salário para a Caixa, por isso o banco foi beneficiado pela portabilidade, usada por 480 mil pessoas. (Págs. 1 e C16)
Ontem, o Senado aprovou em 1º turno a proposta que amplia os direitos dos empregados domésticos. (Págs. 1 e A8, Dl e D2)
Pelo entendimento da CVM, os fundos de pensão das estatais Previ, Funcef, Petros, além do BNDES, não deveriam indicar como representantes dos minoritários os empresários Jorge Gerdau Johannpeter, dono do grupo Gerdau, e Josué Gomes da Silva, dono da têxtil Coteminas, como ocorreu em tumultuada assembleia da Petrobras em 2012. Gerdau e Josué receberam, cada um, votos de 1,4 bilhão de ações ordinárias e preferenciais, contra 300 milhões de ações de cada espécie dos minoritários. (Págs. 1 e B6)
Na avaliação do Planalto, a liminar concedida anteontem pela ministra Cármen Lúcia não afeta a 11ª rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás, prevista para maio. A situação, porém, é ligeiramente diferente no caso das áreas do pré-sal, diretamente atingidas pela derrubada dos vetos presidenciais às novas regras de distribuição dos royalties. O receio em Brasília é que Estados como Rio e Espírito Santo criem tributos ou aumentem taxas sobre a indústria do petróleo para compensar uma eventual perda de arrecadação com os royalties. (Págs. 1 e A8)
A Marina falta partido; a Eduardo, ser conhecido; a Dilma, um discurso que vá além da propaganda; e a Aécio, tudo. (Págs. 1 e A6)
Martin Wolf
Imbróglio de Chipre deveria servir de lição sobre como não lidar com problemas financeiros e de dívidas soberanas. (Págs. 1 e A17)