A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, maio 08, 2008
CONAB/SAFRA DE GRÃOS-2008: RECORDE
Conforme os técnicos da estatal, as boas condições climáticas registradas nos últimos meses, com melhor distribuição das chuvas em todo o País, além de mais investimentos e melhor tecnologia no campo, continuam elevando a produção nacional.
O maior destaque continua com a soja, que participa com 41,89% do total (59,50 milhões de t) e 1,9% superior à produção passada, de 58,39 milhões de t. Em seguida vem o milho, com 40,69% da safra (57,80 milhões de t). Isso representa 6,43 milhões de t a mais que o do período anterior. Juntas, essas culturas são responsáveis por 82,59% da produção nacional.
Para realizar este levantamento, os técnicos da Conab consultaram, no período de 22 a 25 de abril, 1.053 representantes de cooperativas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais, de 350 municípios de todo o País.
FHC/CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS/LULA: "GOOD TIMES, OLD TIMES" *
O diabo é que a CPI saiu por pressão das legendas oposicionistas, à frente o PSDB de FHC. Autor do pedido que deu origem à comissão, o deputado tucano Carlos Sampaio (SP) faz o que pode para salvar a “investigação.” Exceto pelo auxílio de outro deputado, Índio da Costa (DEM-RJ), Sampaio tornou-se uma espécie de soldado sem exército.
FHC também alfinetou o PAC. O programa transformou-se, na opinião dele, em pela de campanha eleitoral. "O PAC virou um plano de aceleração da comunicação. Só vejo Lula nas obras do PAC. O PAC virou plano de aceleração da comunicação. Se não é eleitoral, é o que?"
O ex-presidente esquivou-se de dizer que o PAC é mera recauchutagem de outro programa, o “Brasil em Ação”, lançado na era tucana. Foi à história como exemplo de “inação”. Ao contrário de Lula, que tira leite até de pedras fundamentais inexistentes, FHC nem propaganda pôde fazer.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0805.

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(*) Foto: Lula & FHC. Arquivo/Folha Imagem.
CPI DOS CARTÕES CORPORATIVO/DOSSIÊ [In:] "SER OU NÃO SER?"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Lula vai divulgar seus gastos pessoais no fim do mandato
- Blindada pelos aliados, favorecida pela oposição e mantendo equilíbrio emocional, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, driblou ontem as raras perguntas embaraçosas sobre o dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique e concentrou-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foram mais de nove horas de depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, das quais Dilma saiu elogiada. Pregou o fim do sigilo das despesas de ex-presidentes com cartões corporativos e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu abrir seus gastos assim que deixar o governo. A ministra garantiu que o trem-bala ligando o Rio a Campinas deve estar pronto para a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, em 2014. (págs. 1, A2 e A3)
FOLHA DE SÃO PAULO
- A segunda política industrial do governo Lula, a ser lançada pelo presidente no dia 12, terá uma proposta de desoneração tributária que envolverá ao menos R$ 7 bilhões. O objetivo do Planalto com o corte de tributos é estimular exportações e investimentos produtivos. (págs. 1 e B5)
- O ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a Fazenda Depósito, na reserva Raposa Serra do Sol (RR), não é propriedade privada. Seu dono, o prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, está preso. Índios fizeram barreiras às fazendas dos produtores de arroz. (págs. 1 e A8)
O ESTADO DE SÃO PAULO
Brasil volta a lançar títulos no exterior
- O Brasil voltou a emitir títulos no mercado internacional. Uma semana após o País ter obtido o grau de investimento da agência de classificação Standard & Poor's, o Tesouro Nacional vendeu nos Estados Unidos e na Europa US$ 500 milhões em papéis. Títulos brasileiros não eram lançados no exterior desde abril de 2007, antes da onda de turbulência provocada nos mercados financeiros pela crise das hipotecas nos EUA. Apesar do sucesso da emissão, o governo está preocupado com os efeitos da desvalorização do dólar ante o real. O presidente Lula reuniu-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do BC, Henrique Meirelles, para discutir a situação. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo participaram do encontro. A avaliação é de que não dá mais para segurar a inflação com a ajuda do câmbio, que facilita a importação de mercadorias. (págs. 1, B1, B3 e B4)
O GLOBO
STF e governo reagem à absolvição de fazendeiro
- O governo federal e o STF reagiram com duras críticas à absolvição de fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang. O ministro Celso de Mello, do STF, disse que a decisão pode manchar a imagem da Justiça brasileira. O secretário especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pedirá investigação sobre Rayfran Sales, assassino confesso que mudou seu depoimento no segundo julgamento, isentando o fazendeiro Vitalmiro Moura,o Bida. A notícia foi destaque na imprensa internacional. (págs. 1, 3 e 4)
- A PF encontrou um arsenal de guerra, inclusive material para fabricação de bomba, na fazenda do arrozeiro Paulo Quartiero, dentro da Reserva Raposa Serra do Sol. Ele foi transferido para prisão em Brasília. (págs. 1 e 5)
GAZETA MERCANTIL
IGP-DI supera dois dígitos pela primeira vez desde 2005
-A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGPDI) rompeu a casa dos dois dígitos pela primeira vez em 12 meses desde abril de 2005. O IGP-DI fechado em abril ficou em 1,12%. Com este resultado, o indicador, muito influenciado pelo atacado e que é divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou alta de 10,24% nos últimos doze meses. Os preços no atacado subiram 1,3% no mês passado, ante uma alta de 0,8% em março.
O resultado de abril mostra que a inflação não está concentrada apenas nos alimentos. A pressão das altas de minério de ferro, adubos e fertilizantes, carvão mineral e petroquímica também demonstram força. As maiores influências positivas em abril foram o arroz, com aumento de 27,78%, o minério de ferro, com 13,48%, e adubos e fertilizantes, com 10,71%. "Há uma pressão de preços internacionais e estamos com a demanda aquecida, propícia para repasses", diz o economista da Concórdia Corretora, Elson Teles. (págs. 1 e A4)
CORREIO BRAZILIENSE
Isabella dois crimes, três presos Isabela
- Um dia decisivo para dois assassinatos que comoveram o país. Em São Paulo, juiz aceitou denúncia do promotor do caso e decretou a prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella Nardoni. Os dois são acusados de matar a menina de 5 anos, jogada do 6º andar de um prédio em 29 de março. Alexandre Nardoni e Anna Jatobá negam o crime. Advogado do casal vai entrar na justiça com pedido de Habeas Corpus. (págs.1, 14 e 15)
- Durante buscas na casa de suspeito de integrar esquema de fraudes no BNDES, Polícia Federal encontrou comprovante de depósito de R$ 37,5 mil na conta de entidade assistencial presidida por Elza de Fátima Pereira, mulher do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). (págs. 1 e 7)
- Absolvição do suposto mandante do assassinato da missionária norte-americana revolta o país. Acusação sustenta que pistoleiro foi pago para mudar depoimento. (págs.1 e 16)
VALOR ECONÔMICO
Mantega sugere mais tolerância com inflação
- O Brasil passa por um choque de oferta, com os aumentos dos preços internacionais do petróleo e commodities agrícolas e metálicas. O regime de metas de inflação prevê que a margem de tolerância é para ser usada exatamente em situações como esta. Essa é, em síntese, a avaliação que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez ontem ao Valor sobre as pressões inflacionárias que levaram os preços industriais, antes comportados, a subir 1,77% em abril, segundo a FGV.
O ministro considera que a política antiinflacionária do governo, cuja meta é de 4,5% com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, deveria, nessa conjuntura, levar em conta o intervalo superior, um IPCA de até 6,5% no ano. Ele não disse, mas por trás desse raciocínio está a recomendação para que o Banco Central use essa margem de manobra e contenha o aumento da taxa básica de juros. Em 2001, quando houve o apagão, e em 2003, quando trabalhou com meta ajustada, o BC recorreu a esse expediente.
Mantega diz que o problema da inflação não é doméstico, e sim mundial. Com uma tabela nas mãos, ele mostra a evolução dos preços em vários países. "Você sabe que a Suíça está com 2,5% de inflação? Que a União Européia está com 3,5%? Ela deveria estar em 2% e ninguém lá está arrancando os cabelos por isso. A Rússia está com inflação de 13,3%, deveria estar com 8% e também não estão arrancando os cabelos". O ministro observa que a China deveria estar com 4,8% de inflação e está com 8,7%. Indonésia, Filipinas, Tailândia, todos estão acima da meta.
O ministro admite que a "demanda interna está aquecida", mas indica que isso leva os empresários a aumentar investimentos. "Não gostaria que a demanda ultrapassasse certos limites", diz, sem estabelecer quais são esses limites. Ele faz um acompanhamento setor por setor para ver onde há capacidade de produção. Mostra que a indústria automobilística, por exemplo, está equipada para atender a toda a demanda: vai produzir 3,8 milhões de unidades este ano, sendo 3,4 milhões para o mercado interno, e planeja investimentos de R$ 5 bilhões. Na siderurgia, afirma, ainda há capacidade ociosa: o país produz hoje 34 milhões de toneladas de aço e a produção cresce 10% ao ano. Admite que a situação é mais delicada no caso do trigo, com o consumo de 10 milhões de toneladas e importações de 7 milhões. (págs. 1 e A4)
- A bordo do "Aerolula", durante vôo para Manaus, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele está tão forte politicamente que elegerá o sucessor e regressará facilmente ao poder na eleição seguinte. Lula o interrompeu e assegurou: "Eu não voltarei em 2014, Alfredo". Quem assumir em 2011, observou, vai querer governar por oito anos. "Não quero fazer do meu sucessor um inimigo", comentou, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que assistiu a tudo calada.
Com a ministra e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) numa chapa encabeçada por quem estiver melhor situado, Lula acredita poder enfrentar o candidato da oposição, que, segundo expectativa do Planalto, deverá ser o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O projeto de volta ao poder em 2014 só será retomado se ele não conseguir fazer seu sucessor em 2010. Sua aspiração, ao deixar o governo, é fazer palestras pelo mundo. Lula acha que pode ser, segundo um auxiliar, um misto de Bill Clinton com Nelson Mandela: ganhar dinheiro com conferências e ao mesmo tempo participar de iniciativas internacionais, como as promovidas pela ONU. (págs. 1 e A9).
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
[por Tutty Vasques].
"Uma coisa ficou muito clara no primeiro round do depoimento de Dilma Roussef em comissão do Senado: Não tem homem no Congresso para encarar a ministra".
PAULINHO/BNDES: UMA FORÇA P´RÁ 'ONG'
A Polícia Federal apreendeu na residência do lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, comprovante de um depósito bancário no valor de R$ 37,5 mil em favor da ONG Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, presidida por Elza de Fátima Costa Pereira, mulher do parlamentar e tesoureira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Moura é apontado pela Procuradoria da República e pela PF como mentor e principal articulador do esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que há três semanas caiu na malha da Operação Santa Tereza. Ex-conselheiro do BNDES, Moura foi apanhado pela interceptação telefônica da PF negociando partilha de recursos liberados para prefeituras. A Procuradoria da República considera ter "provas cabais" de irregularidades em três contratos de financiamento do banco, que somam R$ 400 milhões. O depósito na conta da ONG Meu Guri foi realizado no dia 1º de abril, segundo o registro bancário número 202.020. Para a PF, o documento reforça a suspeita de que parte do dinheiro do BNDES que transitou pela organização pode ter sido repassada a um núcleo de ONGs. A polícia decidiu pedir à Justiça Federal a quebra do sigilo bancário da Meu Guri para verificar a movimentação financeira da entidade e a origem dos recursos que a mantêm. A PF passou a suspeitar que o esquema BNDES ia bater de frente com entidades assistenciais quando pegou no grampo o coronel da Polícia Militar Wilson Consani. Na véspera da Santa Tereza, noite de 23 de abril, o oficial tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical sobre a operação. Numa ligação, ele soltou: "É o negócio das ONGs". A Meu Guri se declara uma associação civil, sem fins lucrativos, que atua na área de assistência social. Abriga crianças e adolescentes "em situação de risco social e trabalha pela reestruturação das famílias". Foi fundada em 1997, por iniciativa de Elza e Paulinho, na época presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. O projeto é desenvolvido "em parceria com empresários e trabalhadores, que contribuem financeiramente". Segundo a entidade, Paulinho e Elza, "indignados pelo crescimento do caos social e, principalmente, com o grande número de crianças que habitavam as ruas próximas à antiga sede do sindicato, na Praça da Sé, decidiram implantar um projeto que possibilitasse a essas crianças ter um atendimento diferenciado". Na terça-feira, Paulinho defendeu-se na Câmara e repeliu a acusação de que estaria envolvido com o desvio de verbas do BNDES. Como prova de isenção, abriu mão do sigilo bancário. A busca da PF ocorreu na manhã de 24 de abril, quando a Santa Tereza foi deflagrada.
Fausto Macedo, Estadão, 0805.
PAULINHO/FORÇA SINDICAL: COM OU SEM FORÇA?
"Acho que os esclarecimentos feitos por ele na tribuna do plenário foram insuficientes porque foram acusações graves. Como prova, o que tem nos jornais até agora é pouco, mas acho que existem mais coisas. Se o procurador [procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza] está acompanhando, é porque tem alguma coisa grave aí", afirmou. Como corregedor, Inocêncio arquivou todos os processos que apurou em sua gestão.
Inocêncio disse considerar especialmente grave o telefonema feito pelo advogado Ricardo Tosto, preso pela Polícia Federal e também suspeito de envolvimento na fraude do BNDES, a Paulinho duas horas após deixar a carceragem, na semana passada. "O episódio do telefonema foi um momento de muita infelicidade", disse.
Na ligação, interceptada pela PF com autorização judicial, Paulinho disse que iria "mexer os pauzinhos" no Congresso para convocar o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o então superintendente da PF em São Paulo, Jaber Saadi, para explicar por que Tosto foi preso.
O corregedor recebeu os autos do processo no fim da manhã de ontem. A Folha apurou que Inocêncio deverá abrir uma sindicância para ouvir Paulinho e outras pessoas citadas no relatório da PF.
O deputado foi notificado no fim da tarde de que a corregedoria está analisando o processo. Ele tem até quarta-feira para prestar os esclarecimentos que achar necessários.
Depois de receber a defesa de Paulinho, caberá ao corregedor sugerir abertura de inquérito administrativo ou sindicância ou então o arquivamento.
Depois de receber o apoio do PDT na noite de terça, Paulinho voltou às suas atividades habituais na Câmara. Esteve numa comissão e participou do plenário. "Estou tranqüilo. Depois da reunião do partido, fui para casa, joguei baralho até tarde e hoje [ontem] de manhã levei minha mulher ao aeroporto. Os trabalhadores sabem quem está por trás disso", afirmou, sem citar nomes.
Ele tentou agendar uma reunião com Antonio Fernando de Souza, mas não conseguiu.
O deputado afirmou acreditar que o envolvimento de seu nome nas investigações não trará prejuízos eleitorais.