A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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terça-feira, julho 17, 2012
PIBINHO, PENSÃOZINHA, MACUMBINHA, BASEZINHA, ''CORRUPÇÃO-ZÃO''
DÁ-LHES, SCHUMPETER !
Inovação é chave na competitividade
O Globo - 17/07/2012 |
O câmbio está em patamar mais favorável à produção nacional diante da competição de bens importados, as taxas de juros têm caído e alguns segmentos foram beneficiados com a desoneração de tributos e encargos sobre a folha salarial. Mesmo assim, o conjunto da indústria brasileira continua se ressentindo da falta de competitividade. Portanto, o problema não está relacionado apenas a questões macroeconômicas.
Vários especialistas relacionam essa perda de competitividade ao fato de o conjunto da indústria ser pouco inovador. Em recente artigo publicado no GLOBO, o presidente e dois diretores da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), respectivamente, Glauco Arbix, João Alberto de Negri e Roberto Vermulm, chamam a atenção para a necessidade de o país mudar o atual sistema de investimento e financiamento à tecnologia e à inovação. Falam com conhecimento de causa, pois estão à frente do órgão federal dedicado exclusivamente a esse tipo de financiamento.
A antiga tese de que a evolução tecnológica seria subproduto do crescimento econômico não tem se comprovado, na prática, no Brasil. Os especialistas reconhecem que há um esforço de um certo número de empresas em prol da inovação. Cerca de 800 companhias no país têm hoje departamentos de pesquisa e desenvolvimento que contam com mestres ou doutores, contratados em regime de tempo integral. Essas empresas cobrem com recursos próprios 90% do investimento em pesquisa e desenvolvimento, quando era de se esperar mais apoio de programas governamentais, como já acontece em outros países.
O Brasil investe o correspondente a 1,2% do Produto Interno Bruto em pesquisa e desenvolvimento, e, de acordo com os mesmos especialistas, seria necessário, no curto prazo, elevar esse percentual para 1,8% do PIB, para que seja possível recuperar competitividade. Isso exigiria um esforço adicional tanto do setor privado quanto do setor público.
A sociedade brasileira despertou tarde para a importância na educação no processo de desenvolvimento do país, e agora começa a se esforçar para eliminar o hiato criado nas últimas décadas. Esforço idêntico, a partir da valorização do conhecimento, terá de ser feito no campo da pesquisa e da inovação, envolvendo empresas, mundo acadêmico e governos.
As dificuldades conjunturais da economia brasileira, muitas e grandes, costumam absorver todas as atenções das políticas governamentais e o tempo disponível dos empresários. Não há como se ignorar esses problemas, pois, se eles não forem enfrentados, não será possível dar passos adiante. No entanto, o desafio não se resume à solução das dificuldades conjunturais. Sem uma visão de médio e longo prazos, acabaremos andando em círculo. Como resposta à perda de competitividade do conjunto da indústria, corremos o risco de cair na tentação do protecionismo. Trata-se do caminho errado. A alternativa está no estímulo à inovação e no aumento sugerido nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
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A ESCOLHA DE SOFIA
Na crise, uns choram, outros vendem lenços
Autor(es): Roberto Luis Troster |
Valor Econômico - 17/07/2012 |
A preocupação com os rumos da economia brasileira aflige cada vez mais. O desempenho do país está piorando, é o lanterna da América Latina, bem atrás dos demais, quando, em razão de seu potencial produtivo e vantagens que tem, deveria ser o carro-chefe. Mais que a deterioração, surpreende a reação.
Abundam lamentos culpando a crise na Europa, a guerra cambial, o pessimismo da indústria e a má vontade dos banqueiros. É arriscado acreditar em relatos que colocam a responsabilidade do freio da economia brasileira no exterior e em empresários em vez de analisar a adequação da condução econômica à realidade. Deve-se evitar um diagnóstico equivocado.
Um exame dos indicadores conjunturais mostra que o quadro interno está se deteriorando mais que o externo. O preço das exportações brasileiras tem apresentado pouca variação, o custo de recursos externos continua num patamar histórico de baixa e os fluxos externos continuam volumosos. Não justificam a desaceleração interna da economia. Há outra explicação possível.
Medidas adotadas até o momento para superar a crise visam o curto prazo e não medem os impactos no futuro
A causa é a política reacionária do governo, refém de um paradigma ultrapassado. Seu receituário teve sua razão de ser nas décadas de 1930 a 1950; atualmente é inconsistente e é a razão das dificuldades. Querendo ficar bem na foto defendendo um crescimento do PIB o mais alto possível em 2012, adotam medidas no tripé finanças públicas, crédito e incentivos ao setor produtivo no curto prazo, sem medir o impacto futuro. Esquecem que a realidade é um filme que começou no passado e que continua no ano que vem e nos próximos.
Nas finanças públicas, no lado da receita, são dezenas de impostos, taxas e contribuições com centenas de alíquotas diferentes que dão emprego a milhares de contadores, advogados e despachantes, mas encarecem o custo da produção nacional. Do lado dos gastos do governo, sua serventia para o desenvolvimento é discutível; o pacote anunciado há duas semanas ilustra o ponto: compras no valor de R$ 8 bilhões, o que no lado da demanda, aumenta o Produto Interno Bruto (PIB) nesse montante para este ano, mas deixa dúvidas de quem são seus beneficiários, suas vantagens para a economia e seus impactos nos anos vindouros.
No crédito, apesar dos anúncios, a demanda continua fraca e a inadimplência aumentando. Os números mostram de forma contundente que a contribuição da intermediação financeira ao crescimento está bem aquém de seu potencial. O atual modelo é inconsistente intertemporalmente; uma análise dos custos e retornos mostra isso. Todavia, insiste-se numa alquimia que não funciona, não vai dar certo e terá consequências adversas no futuro.
O sistema bancário brasileiro é sofisticado, mas, por um lado, está focado nos resultados de curto prazo e por outro preso a um sistema vultoso de regulamentações, depósitos compulsórios absurdamente elevados, uma tributação bizantina, direcionamentos anacrônicos e mecanismos de transmissão emperrados. Tem a capacidade de ser um propulsor da economia na próxima década, mas sem ajustes certamente não será.
A política de autarquia produtiva, com protecionismo e subsídios, não tem como dar certo num mundo que se globaliza cada vez mais. Está se vivenciando a terceira revolução industrial e aplicam-se aqui as políticas de substituição de importações do pós segunda guerra mundial, uma insensatez. Os incentivos concedidos recentemente beneficiam mais os industriais do que as indústrias, e comprometem o futuro do setor, que fica menos competitivo no resto do mundo.
É fato que o investimento é influenciado pelo estado de espírito dos empresários, mas mais importante que isso é sua análise custo e benefício, onde pesam os tributos, as contingências e a burocracia. Nos rankings de competitividade que avaliam a facilidade de empreender, o Brasil está mal colocado e, o que é pior, perdendo posições. Com isso, investimentos que poderiam ancorar aqui são destinados a outros países onde é mais simples e barato investir.
Uma justificativa dada para insistir na atual política econômica é anunciar uma recuperação no segundo semestre e um crescimento maior em 2013, é o mais provável, mas não é certo. Há sinais claros do esgotamento dos incentivos à demanda agregada com gastos públicos e consumo sem a contrapartida de estímulos adequados à produção nacional. Além disso, o cenário apresenta alguns riscos no horizonte como um possível agravamento da economia argentina, queda no crescimento chinês e demoras na retomada europeia.
A bem da verdade, o quadro internacional, se bem aproveitado, também oferece oportunidades ao Brasil, como um crescimento mundial da demanda de alimentos e de energia superior à expansão da oferta e a existência de recursos e empresários do mundo inteiro atrás de um porto seguro para investimentos. A chave para aproveitar esse cenário está na gestão do tripé finanças públicas, crédito e setor produtivo, mas de forma sustentável.
Para capitalizar essa oportunidade torna-se necessário mudar paradigmas: de mercado interno para estrutura produtiva interna; de crédito de consumo para crédito responsável; da geração de empregos para a criação e sobrevivência de empresas; de desvalorização para internacionalização do real; de redução da Selic para melhora do mecanismo de transmissão; de gastos públicos para eficiência do setor público; de proteção às cadeias produtivas locais para inserção conveniente nas cadeias produtivas globais; e de crescimento do PIB em 2012 para crescimento até 2022. Urge.
Apelos emocionais e culpas a terceiros têm um uso político, mas não resolvem problemas; lamentar e não mudar quando tudo indica que é o que deve ser feito é perigoso. A atual equipe econômica tem méritos, mas é necessário que troque seus paradigmas para fazer acontecer. Está na hora de começar a vender lenços.
Roberto Luis Troster é consultor e doutor em economia pela USP e foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP e PUC-SP.
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TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
Dilma busca base aliada menor e mais fiel
Dilma planeja uma base menor e mais fiel para depois das eleições |
Autor(es): Por Caio Junqueira | De Brasília |
Valor Econômico - 17/07/2012 |
O governo Dilma planeja recompor as forças na base aliada da Câmara dos Deputados após as eleições municipais. Isso passa por fortalecimento do PMDB, reequilíbrio de força dos grupos internos do PT, inclusão oficial do PSD e enfraquecimento ou até exclusão de PR, PSC e PTB. O objetivo é trabalhar com uma base menor e mais fiel, já que desde o início do atual governo aumentou o desalinhamento de boa parte das bancadas em relação à orientação do Planalto.
Segundo dados do Cebrap, partidos como PR, PSC e PTB passaram a apoiar menos o governo na Câmara. Ao mesmo tempo, partidos da oposição votaram menos contra o governo, embora com taxas de apoio globais baixas.
O governo planeja uma recomposição de forças na base aliada da Câmara dos Deputados após as eleições municipais. Ela passa pelo fortalecimento do PMDB, reequilíbrio de força dos grupos internos do PT, inclusão oficial do PSD e enfraquecimento ou até mesmo exclusão do PR, PSC e PTB. O objetivo é trabalhar com uma base menor e mais fiel, já que, desde o início de seu governo, o desalinhamento de boa parte das bancadas em relação à orientação do Palácio do Planalto aumentou.
Segundo dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), partidos como PR, PSC e PTB apresentaram neste período grande queda nos seus índices de governismo na Câmara. Isso ocorreu ao mesmo tempo em que partidos da oposição, embora com taxas de apoio globais baixas, tenham diminuído o caráter oposicionista nas votações. (veja quadro nesta página).
Por essa razão, o Palácio do Planalto pretende fazer algumas alterações. O primeiro passo de um novo modelo deve ser sinalizado em agosto, quando, em um ato público, PT e PMDB reafirmarão o acordo realizado no final de 2010 para apoiar a eleição do líder pemedebista na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), à Presidência da Câmara em fevereiro de 2013.
O ato foi um pedido da própria presidente Dilma Rousseff para assegurar o partido do vice-presidente Michel Temer como principal aliado em 2014. Mas tem também um efeito colateral previamente calculado: o de se precaver contra o esperado salto no número de prefeituras petistas nas eleições municipais de outubro.
O aumento é dado como certo por todos os aliados e apontado como maior prova do tratamento diferenciado que os petistas têm pelo Palácio do Planalto, seja pela predominância da legenda nos cargos da administração, seja pelo atendimento preferencial de suas emendas parlamentares. Por isso, a confirmação desse crescimento petista nas urnas é tido como um possível fator de instabilidade na base após as eleições. Já se precavendo disso, o governo quer se antecipar e mostrar que apoia um não-petista para presidir a Casa.
O gesto também é um sinal claro à ala petista comandada pelo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de que Henrique Alves não deve ser alvo das articulações petistas desse grupo que, desde o cumprimento do acordo, trama pelo o rompimento desse acordo.
Há ainda a avaliação de que esse grupo se fortaleceu muito durante os dois primeiros anos de legislatura e que é preciso reequilibrar as forças internas da bancada petista. Nesse sentido, a articulação política do governo também defende o cumprimento de outro acordo que vive sob ameaça desse mesmo grupo: o rodízio na liderança da bancada entre Jilmar Tatto (SP), ligado a Marco Maia e Chinaglia, e José Guimarães (CE), que integra o grupo do ex-líder do governo Cândido Vaccarezza (SP).
O próprio calendário político colabora para esse reequilíbrio de forças, na medida em que Marco Maia deixa o posto em fevereiro. Além disso, o relator do Orçamento de 2014 será egresso do grupo de Vaccarezza, que trabalha ainda para que a terceira-secretaria da Mesa fique com o outro aliado seu: o deputado André Vargas (PT-PR), secretário de Comunicação do PT.
O contrapeso viria com a Vice-Presidência da Câmara, que, no desenho atual, seria ocupada pelo deputado Paulo Teixeira (SP) e com a liderança do governo, que pode vir a ser trocada se Chinaglia não se recompor a tempo. Apesar de o governo não ter perdido nenhuma votação relevante no plenário, sob sua gestão acumulam-se derrotas nas comissões, como convocações de ministros muito próximos a Dilma - Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) - e a aprovação do projeto que destina 10% do PIB para a educação. Interlocutores de Dilma prometem que ela cumprirá a promessa de rodízio no cargo. Paulo Teixeira também é cotado para o posto, assim como o deputado Ricardo Berzoini (SP). Apesar de ligado ao grupo petista da bancada hoje majoritário, não concorda com todas algumas de suas posições mais "autônomas" em relação ao governo.
Em outra frente, a presidente cogita colocar o PSD oficialmente na base, concedendo-lhe um ministério. O partido é o que teve maior mudança no comportamento em relação ao governo na Câmara. Passou de 21,7% de alinhamento em 2011 (contando-se a partir de outubro, quando foi criado), para 62,1% neste ano. A entrada do PSD obedece ainda a outra estratégia: desestabilizar o ânimo do partido em se aliar ao PSB e ao PCdoB para lançar uma candidatura alternativa à Presidência da Câmara, com os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) ou Márcio França (PSB-SP).
Os movimentos da presidente nas últimas semanas já colaboraram para isso. Ela interferiu na eleição de Belo Horizonte para juntar PT, PSD e PMDB contra o PSB e o PSDB. Reafirmou, assim, o PMDB como principal aliado e forçou o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a incorporar a seu projeto político a eleição de Henrique Alves para a Presidência da Câmara.
A bancada do PSB sentiu o golpe e agora afirma que uma candidatura em seu campo só sairia com o aval de Campos e do presidente do PSD e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que, com um ministério na mão, dificilmente jogaria contra o governo.
Assim, a chance da candidatura alternativa poderia vir de partidos cada vez mais alijados do processo político governista, como o PR, PSC e PTB e até mesmo o PDT. O nível de infidelidade neles é muito alto. Com a entrada do PSD na base, a tendência é que eles fiquem escanteados de vez.
Entretanto, a se manter a insatisfação generalizada na base com o tratamento recebido pelo Palácio do Planalto, pode vir daí a tentativa de galvanizar esse sentimento e ganhar votos de rebeldes de todas as bancadas. Pré-campanha já existe: Inocêncio Oliveira (PR-PE), ex-presidente da Casa e deputado há nove mandatos (Henrique Alves está no décimo-primeiro mandato), promete se lançar oficialmente no final do ano.
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MEU ''PIBINHO'' AMARELINHO/ CABE AQUI NA MINHA MÃO/ (NA MINHA MÃO)... **
A crise europeia e o Pibinho do Brasil
Mercado vê Pibinho de 1,9% em 2012 |
Autor(es): VICTOR MARTINS ROSANA HESSEL VERA BATISTA |
Correio Braziliense - 17/07/2012 |
Enquanto espanhóis saem às ruas e chamam de "assalto" o corte de benefícios pelo governo de Rajoy, no Brasil analistas de mercado refazem as contas e reduzem de 2,01% para 1,9% a previsão de crescimento do país. No dia a dia, brasileiros começam a sentir no bolso os efeitos da crise global: medo de calote leva concessionárias a exigir entrada de 60% no financiamento de veículos.
Pela 10ª semana seguida, analistas cortam projeção para o avanço do Produto Interno Bruto. Se confirmado, será o pior resultado desde 2009. Apesar do fraco ritmo da atividade, inflação continuará corroendo o poder de compra das famílias.
O pessimismo está cada vez maior. Para desespero do governo, o mercado financeiro refez as contas e cortou, pela 10ª semana seguida, a projeção de crescimento da economia para 2012, de 2,01% para 1,9%. Foi a primeira vez que as previsões para 2012 ficaram abaixo de 2%. Mais do que nunca, segundo especialistas, está claro que o efeito da crise mundial será maior do que o estimado pelo Banco Central, que, até três meses atrás, acreditava que o impacto das turbulências internacionais na economia brasileira seria de um quarto do observado em 2008. Será muito maior. E, pior: já compromete o ano de 2013. Tanto que as estimativas de avanço da atividade também recuaram, de 4,5% em agosto do ano passado para 4,1% ontem.
"Infelizmente, a realidade está falando mais alto. A falta de confiança dos consumidores e, sobretudo, dos empresários, está minando a economia brasileira. Teremos, em 2012, o pior resultado desde 2009, quando o Brasil afundou na recessão", admitiu um técnico da equipe econômica. O BC constatou, porém, que nem tudo está perdido. Em maio último, a queda de 0,02% na prévia do PIB calculado pela instituição só não foi maior graças à reação esboçada no Centro-Oeste e no Nordeste, regiões que cresceram, respectivamente, 1,2% e 0,3% no período. Essas economias estão sendo puxadas pelo aumento da massa salarial, pelo consumo de serviços e de bens duráveis e pela ligeira recuperação do agronegócio.
"A economia do Centro-Oeste está sendo impulsionada pelo setor agroindustrial, que predomina em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e em Goiás. A região ainda tem peso grande do setor público por conta do Distrito Federal", explicou Júlio Myragaia, coordenador da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia. Ele lembro ainda que Brasília, por ter 55% do seu PIB determinado pelo funcionalismo público, é menos afetada pela crise. "Quem está sofrendo mais com a desaceleração mundial é a indústria, e isso é uma coisa favorável para o DF e para o Centro-Oeste. O setor tem peso de apenas 2% no PIB da região", observou.
ProblemasNewton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos, endossou: "A alta dos preços da soja e do milho deram sustentação à renda no interior do país". Na sua avaliação, a crise é mais visível na indústria porque o setor está mais exposto ao comércio exterior. "Mas isso não quer dizer que os problemas estão restritos às fábricas. Outros segmentos da economia começam a dar sinais de fraqueza", disse. Nos cálculos dele, o PIB brasileiro, diante do quadro de desaceleração, deve terminar o ano com crescimento de 1,5%. Para Mauro Schneider, economista-chefe do Banco Banif, o avanço será de, no máximo, 1,7%.
Pelos números do BC, a maior economia do Brasil, São Paulo, amargou, em maio, retração de 0,66%, mês em que a indústria nacional — concentrada majoritariamente no estado — demitiu 1,7% dos funcionários e diminuiu a produção em 4,3% na comparação com igual período do ano passado. Apenas as fábricas paulistas encolheram 6,9% nessa mesma base de comparação. Minas Gerais também sofreu os efeitos da crise e teve seu PIB dilapidado em 2,43% devido, principalmente, à menor produção de carros da Fiat e à diminuição do ritmo dos fornos da Usiminas.
Apesar da fraca atividade do país e das perspectivas ruins, a inflação, mesmo em nível tolerável, se mantém resistente. Mauro Schneider explicou que o custo de vida no país é elevado por causa da enorme quantidade de contratos corrigidos pela inflação passada. Em média, 30% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência pelo governo, vêm desses contratos, incluindo as tarifas públicas. "Outro problema é a redução da oferta. Enquanto a indústria se retrai, o consumo continua forte, mesmo que em bases menores que a observada recentemente", assinalou. Para 2012, o mercado estima um IPCA de 4,87%. Em 2013, a estimativa é de alta de 5,50%.
Essa resistência da inflação, num quadro de baixo crescimento, está ressuscitando entre os especialistas o debate sobre a possibilidade de o Brasil enfrentar o que chamam de estagflação. Ou seja, a combinação de fraco avanço do PIB com elevados índices de preços. "Esse temor tende a aumentar nos próximos meses, principalmente devido à quebra na safra de soja e de milho dos Estados Unidos, que já está forçando a alta dos preços desses produtos, base da cadeia alimentar", destacou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal.
Ele ressaltou que esse risco se potencializa quando o crescimento dos países emergentes perde fôlego, como agora. "Ainda vamos ouvir falar muito nessa palavra, estagflação. Os preços das commodities agrícolas (produtos com cotação internacional) vinham caindo, mas, com a quebra da safra dos EUA, ocorreu uma inversão, o que é bastante preocupante, pois a economia global, principalmente a europeia, está à beira de uma recessão", completou Leal. "Os alimentos vão ficar mais caros, pois ninguém deixa de comer. Agora, a produção industrial continuará desacelerando se a crise na Europa perdurar."
Desânimo
Com a enxurrada de notícias ruins, o Brasil caiu da segunda para a oitava posição no ranking mundial de otimismo entre os empresários. Segundo a pesquisa International Report (IBR) 2012, da Consultoria Grant Thornton , 61% dos executivos brasileiros têm boas expectativas para os próximos 12 meses contra os 86% registrados no primeiro trimestre do ano. Situação contrária ocorreu com o otimismo global, que subiu quatro pontos percentuais, de 19% para 23%.
Segundo Fábio Luís de Souza, da Grant Thornton, com a continuidade da crise internacional, o empresariado brasileiro começa a sentir os efeitos dos cortes de investimentos e da fragilidade do consumo, já que as famílias estão muito endividadas e o governo não consegue executar seus projetos a contento. "As perspectivas não são mais animadoras, com a confirmação de um crescimento modesto do PIB e as políticas de incentivo do governo focadas no consumo e não no investimento produtivo", afirmou.
Na América Latina, o nível de otimismo caiu 20 pontos percentuais, de 73% para 53%. Na América do Norte, subiu de 47% para 52%. E, no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), manteve-se em 41%. Na Zona do Euro, melhorou dois pontos, mas continuou negativo (-2%). Espanha é o país com maior grau de pessimismo: -66%, seguida de Grécia (-58%), Holanda (-46%) e Japão (-41%). Segundo o estudo, entre os mais otimistas estão os empresários do Peru (96%), do Chile (90%) e do Canadá (70%).
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(*) Parafraseando ''Pintinho amarelinho". (G. Liberato).
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ASAS DE ÍCARO
Tragédia da TAM completa cinco anos e acusados ainda não foram ouvidos
Memorial em homenagem às vítimas é inaugurado nesta terça-feira; acidente em Congonhas matou 199 pessoas



Os três respondem por "atentado contra a segurança no transporte aéreo". A acusação é de negligência e imprudência na operação dos voos da empresa e do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, que não apresentava boas condições naquela noite chuvosa de 17 de julho de 2007. Com a pista principal molhada, o avião que fazia a rota Porto Alegre-São Paulo não conseguiu frear, saiu da pista e explodiu ao colidir com o prédio da TAM. Autor da denúncia, apresentada há cerca de um ano, o procurador da República Rodrigo de Grandis aguarda a continuidade do processo para marcar depoimentos dos réus e das testemunhas.
"É bastante improvável a absolvição sumária em um caso como esse", disse. O procurador não arrisca estipular uma data para o julgamento, mas, pelo andamento processual, não deve ocorrer antes de dois anos.
Se condenados, Denise, Fajerman e Castro podem pegar de 1 a 3 anos de detenção, caso o juiz entenda que o crime foi culposo - sem intenção. Mas se a Justiça levar em consideração a destruição completa da aeronave - e o número de mortos -, a pena pode variar entre 4 e 12 anos.
Defensor de Denise Abreu, o advogado Roberto Podval afirma que ela está servindo de "bode expiatório". "O trabalho na Anac era puramente jurídico. Mesmo na Anac, havia responsáveis pela segurança", afirma. Já Alberto Fajerman diz que ter seu nome entre os réus foi uma surpresa. "Minha expectativa é que o juiz entenda que não tive nenhuma participação nesse acidente." A reportagem não localizou a defesa de Marco Aurélio Castro.
'Exemplo'. A Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) defende a condenação máxima, para servir de exemplo e ajudar a evitar outras tragédias.
Eles também cobram capacitação do setor de aviação. "Esse acidente poderia ter sido evitado", afirmou a administradora Silvia Masseran, de 56 anos, mãe de Paula Xavier, que morreu na tragédia aos 23 anos.
Memorial. Hoje, às 18h45, será inaugurado o Memorial 17 de Julho, em homenagem às vítimas. A área, de 8.318 m², tem 199 luzes de LED simbolizando as vítimas. A construção da praça, no local do acidente, custou R$ 3,6 milhões.
ABERTA A TEMPORADA DE CAÇAS (Bode expiatório e Boi de piranha)
Delúbio diz ter agido sozinho e nega mensalão
Ex-tesoureiro atribui repasses a dívida eleitoral e chama de ‘falácia’ a compra de apoio político





NAS ASAS DA DELTA ("... É prá ´cabá co´pequi de Goiás...)
Dados sugerem que Delta pagou por casa em Goiás
Extratos indicam série de repasses da construtora a empresas de Cachoeira que culminaram em pagamento de imóvel





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MERLIN (-- Marilyn? -- Não! O Mago!!!)
Uhu! Rosane Collor é a Carminha!

Mera jesuscidência!

Como se muito mais ridícula não fosse a máxima evangélica preferida de Rosane: “Eu não acredito em coincidência, eu acredito em jesuscidência.”
ANALFABETOS DE PAI E MEC
No ensino superior, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Pela primeira vez, os analistas do mercado já preveem que a economia brasileira vai crescer menos do que 2% este ano. O Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central junto a esses especialistas, mostra que a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 recuou de 2,01% para 1,9%. Foi a décima semana seguida de redução as estimativas. O cenário aponta desemprego em alta, renda em baixa e queda do consumo. Também ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção para as economias no mundo e estimou que o Brasil deve crescer 2,5%. Antes, apostava em 3,1%. Para 2013, o FMI subiu a previsão de 4,1% para 4,6%. (Págs. 1 e 17)
O governo americano aprovou, pela primeira vez, que um medicamento seja usado com o objetivo de impedir a infecção de humanos pelo HIV, vírus da Aids.
Testes mostraram que, além de controlar infecções já existentes, o Truvada diminui, em média, em 70% o risco de alguém adquirir o vírus. A pílula já vem sendo usada para reduzir a carga viral de portadores do HIV. (Págs. 1 e Saúde C11)
O desempenho abaixo do esperado dos emergentes, principalmente China, Índia e Brasil, levou o FMI a cortar o avanço da economia global em 0,1 ponto percentual, para 3,5% neste ano. (Págs. 1 e Poder A4)
Pela primeira vez desde o início da revolta contra o governo de Assad, há 16 meses, combates intensos têm ocorrido no centro da capital, Damasco. Para a ONU, mais de 10 mil já morreram na guerra. (Págs. 1 e Mundo A10)
Em vários pontos de venda em Brasília, São Paulo e Rio, há placas, com propaganda de cigarro. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
As despesas federais praticamente dobraram no primeiro semestre em relação a 2011, mas os investimentos foram responsáveis por apenas 5% deste crescimento. As despesas correntes respondem pelo restante. Em termos nominais, o aumento é de R$ 40,6 bilhões, um pouco menos do que o total de recursos reservados para o PAC. O levantamento foi feito pelo economista Mansueto Almeida, para quem o crescimento das despesas é puxado pelas aposentadorias e pensões, em razão do reajuste de 14,1% do salário mínimo. O aumento das despesas de custeio ocorre por “causas bem intencionadas” e não por roubo, diz. O gasto com passagens aéreas diminuiu. Outro fator de aumento destas despesas são as subvenções econômicas e recursos do Minha Casa, Minha Vida. O governo, no entanto, desde o início do ano, considera investimento as despesas do programa habitacional. (Págs. 1 e Economia B1)
R$ 40,6 bilhões
foi o aumento de gastos do governo federal no primeiro semestre de 2011.
Al-Watan
Jornal Pró-Assad
‘Terroristas tentam lançar a grande batalha. Vocês nunca terão Damasco’
Cassação de Demóstenes Torres atesta infiltração do crime na política e obriga a continuidade da CPI. (Págs. 1 e Nacional A5)
Rosane Collor desmoralizou a denúncia ao acusar o ex-marido de, por exemplo, lhe pagar “só” R$ 18 mil mensais de pensão alimentícia. (Págs. 1 e Cidades C4)
Mais importante do que as previsões para o crescimento global é a mensagem aos políticos. (Págs. 1 e A3)
No pacote, além de redução de impostos federais sobre o consumo de energia - o objetivo do governo é diminuir em cerca de 10% o custo do insumo para grandes consumidores -, pode ser anunciada também uma desoneração mais horizontal, que beneficie todo o setor produtivo, com a unificação do PIS/Cofins e diminuição de alíquota na margem. Some-se a essas iniciativas o conjunto de concessões ao setor privado para portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Com isso, o governo acredita que estará dando um "choque" de competitividade importante na economia. (Págs. 1 e A2)
As tradings redirecionaram suas aquisições para o Brasil, que colhe a maior safra de sua história - 34,5 milhões de toneladas. Em duas semanas, 21 carregamentos, num total de 1,26 milhão de toneladas, foram acertados. (Págs. 1 e B12)
Ao fazer isso, o femtocell, que começou a ser usado no exterior há dois anos, ajuda a desafogar as redes móveis e dá fôlego às teles em seu trabalho para ampliar a infraestrutura. (Págs. 1 e B2)
Segundo dados do Cebrap, partidos como PR, PSC e PTB passaram a apoiar menos o governo na Câmara. Ao mesmo tempo, partidos da oposição votaram menos contra o governo, embora com taxas de apoio globais baixas. (Págs. 1 e A6)
Com o aperto na oferta de mão de obra, os salários das famílias urbanas aumentaram 13% no primeiro semestre ante um ano atrás. A média do salário mensal de trabalhadores migrantes subiu 14,9%, de acordo com dados do Órgão Nacional de Estatística da China. Uma pesquisa do Ministério do Trabalho, em 91 cidades, mostrou que no primeiro trimestre a demanda por trabalhadores excedeu a oferta num nível recorde. (Págs. 1 e A8)
Baixar a taxa de juros real no Brasil ao nível internacional é fundamental para acelerar o desenvolvimento econômico. (Págs. 1 e A2)
Wolfgang Münchau
A posição apresentada pelos eurocéticos tem sido bem mais coerente que a dos que defendem a união monetária. (Págs. 1 e A11)