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quarta-feira, junho 11, 2008
SENADO & SENADORES: DILMA & VARILOG
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A convite do ministro José Múcio, coordenador político de Lula, um grupo de senadores foi ao Planalto nesta terça-feira (10). Grupo seleto. A nata do governismo.
Ao chegar, os senadores deram de cara com a toda-poderosa ministra-chefe da Casa Civil. Dilma Rousseff instruiu-os sobre como deveriam defender Dilma Rousseff. Noves fora o falatório da ministra, os senadores receberam um “roteiro”. Traz detalhes do processo que resultou na venda da Varig. Tem sete páginas, obtidas pelo blog. O documento de Dilma foi concebido como peça de defesa. Mas contém informações que podem fornir o paiol da oposição.
Por exemplo: quem lê o “roteiro” de Dilma, escrito na forma de tópicos, verifica que a venda da Varig foi autorizada no intervalo relâmpago de quato dias. A descrição da ministra começa em 19 de junho de 2006. Dia em que, segundo o texto, o juiz que conduzia o processo de falência da Varig comunicou-se com a Anac. O magistrado Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, informou à agência reguladora da aviação civil que a Varig iria à breca dali a quatro dias, em 23 de junho. O TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), que adquirira a empresa havia 11 dias, não tinha caixa para prover os recursos necessários ao funcionamento da companhia. “A Anac comunica ao governo e é organizado um plano de contingência”, diz o texto de Dilma. “Cria-se uma sala de gestão da crise no Ministério da Defesa.” Reunida em 23 de junho, data que o juiz Ayub previra como fatal para a falência da Varig, a diretoria da Anac aprovou a transferência da Cia. aérea para o grupo Volo. O Volo era representado por três cidadãos brasileiros –à frente Marco Antônio Audi— e pelo fundo norte-americano Matlin Patterson, gerido pelo chinês Lap Chan. Segundo a ex-diretora da Anac Denise Abreu, Dilma a teria pressionado para abrir mão de exigências que comprometiam o fechamento do negócio. De viva voz, a ministra assegurou aos senadores que jamais tratou do assunto em conversa direta com Denise Abreu. Por escrito, o roteiro entregue por Dilma aos senadores exclui completamente a Casa Civil da jogada. Tudo teria se processado numa triangulação cujos vértices foram: o juiz Ayub; a pasta da Defesa, gerida à época por Waldir Pires; e a Anac. Pela lei, empresas aéreas devem ter 80% de suas ações controladas por brasileiros. Denise Abreu insinua que o grupo do patrício Marco Audi não tinha bala para tanto. Os brasileiros seriam laranjas do fundo do Matlin Patterson, dos EUA. Exigiu a exibição do Imposto de Renda dos brasileiros. E Dilma teria pedido que esquecesse o assunto. Lorota, informa o roteiro da ministra. A Volo alegara que a entrega do IR feria o sigilo fiscal. E a procuradoria-geral da Anac, em parecer de 23 de junho de 2006, dera razão à empresa. Ainda de acordo com o texto de Dilma, os comproadores da Varig entregaram documentos, aceitos pela Anac, demonstrando que os brasileiros controlavam 80% da sociedade. Mais: entregaram à Anac, documento assinado assegurando o seguinte: “Não existem contratos privados [de gaveta] que modifiquem essa situação.” A situação atual contrasta com o quadro esboçado no texto da ministra. O fundo norte-americano Matlin Patterson detém o controle absoluto da Varig. Depois das denúncias de Denise Abreu, a Anac expediu ordem para que o chinês Lap Chan, gestor do fundo, providencie, em 30 dias, a reformulação da composição acionária. A determinação foi reforçada, nesta terça, pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). Além de se auto-excluir da transação, Dilma esquivou-se de mencionar em seu texto o advogado Roberto Teixeira –compadre de Lula, amigo de três deécada do presidente. Segundo Denise Abreu, a banca advocatícia de Teixeira atuou no caso como facilitador da compra da Varig. Disse ter sido pressionada por uma filha do advogado. A foto estampada lá no alto, veiculada na última edição da revista Veja, mostra que, de fato, Teixeira tinha livre acesso à maçaneta do gabinete de Lula. Captada depois da efetivação da venda da Varig, a foto estampa, da esqueda para a direita, os seguintes personagens: Larissa, filha de Roberto Teixeira; Cristiano Martins, genro de Teixeira; o chinês Lap Chan, do fundo Matlin Patterson... ...Valeska, filha de Teixeira que esteve com Denise Abreu; Marco Audi, da VarigLog; Lula; Guilherme Laager, então presidente da Varig; Eduardo Gallo, da VarigLog... ...Santiago Born, do Matlin Patterson; e o primeiro-amigo Roberto Teixeira. No rodapé, escrita a mão, uma dedicatória: "Para o amigo Marco Audi, um abraço do Lula." A última das sete páginas que compõem o roteiro de Dilma tem o seguinte título: “A venda da Varig – Reunião da Anac”. O texto anota que, em ata datada de 23 de junho de 2006, a Anac “aprova o pedido de autorização prévia pra a transferência das ações da empresa Varig [...]” para a Volo, que tinha como sócios os três brasileiros e o fundo norte-americano. Antes, na página de número quatro, Dilma informara que a reunião da Anac ocorrera no Ministério da Defesa, não na Casa Civil. E a compra da Varig fora aprovada por “quatro a zero”. Decisão unânime, portanto. Supostamente com o voto favorável da agora denunciante Denise Abreu. A ex-diretora da agência desembarcou em Brasília nesta terça (10). Denise Abreu chegou à Capital com caixas apinhadas de documentos. Requesitara “segurança” à Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Fora atendida. Dirigiu-se do aeroporto de Brasília para um hotel escoltada por três agentes da Polícia do Senado. Na audiência marcada para as 10h desta quarta-feira, vai-se descobrir se a ex-diretora da Anac dispõe, de fato, de documentos capazes de fazer ruir a versão de Dilma.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 1106.
Foto matéria: VejaVarig.
SENADO/DENISE ABREU/DILMA ROUSSEFF: ''TURBINANDO'' O [CON]TEXTO

BRASÍLIA - Em meio a um clima de tensão e de confronto entre governo e oposição, a Comissão de Infra-Estrutura do Senado começou a ouvir às 10h45 desta quarta-feira, 11, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, que acusou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de favorecer o fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros na venda da Varig. A expectativa da oposição é de que Denise apresente ao Senado documentos e provas que dêem sustentação às denúncias. Já os governistas esperam dar um ponto final ao caso com os documentos fornecidos pelo Planalto.
A pedido de Denise e do ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi, a reunião foi cercada de forte esquema de segurança do Senado. E também não tem hora para terminar. Para atender à ex-diretora da Anac, o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), pediu à segurança do Senado que acompanhasse o seu desembarque na última terça em Brasília. O tucano conversou também ao telefone com o presidente da TAM, David Barioni, que prometeu segurança no embarque, para evitar o extravio de documentos. Mesmo não tendo poderes de investigação, a sessão promete os tumultos habituais de CPIs. Denise Abreu foi a primeira a confirmar presença. Já a participação de Zuanazzi foi cercada de mistério. Primeiro, ele comunicou à assessoria de Perillo que não iria. Na última terça, porém, mudou de idéia. Além de proteção pessoal, o ex-dirigente da Anac pediu, por meio de líderes do PT, para não ficar na mesma sala com Denise. A idéia de Perillo é ouvir individualmente cada convidado. Enquanto o Planalto abastecia seus aliados para defender Dilma das acusações, o PSDB e o DEM preparavam suas indagações. O alvo do debate será a ministra Dilma, mas os oposicionistas querem saber sobre a sucessão da dívida da Varig e a participação ilegal de empresa estrangeira na transação. Os oposicionistas vão reagir a eventuais tentativas da base aliada de desqualificar Denise ou desviar o foco da audiência. Perillo afirmou que ela terá total liberdade na exposição. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a oposição não deixará que a sessão se transforme em teatro. "Os fatos falam por si só e são altamente comprometedores para a Casa Civil. Mas não vamos colaborar com nenhuma manobra para desqualificar os depoentes." Já o líder do DEM, senador José Agripino (RN), espera que Denise apresente provas e circunstâncias do processo de negociação.
Outros depoimentos
(com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo). 1106. Foto Dida Sampaio, AE.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
- Milícia faz chantagem em Botafogo
- Na Rua Martins Ferreira, em Botafogo, Zona Sul do Rio, a parte com seguranças particulares é tranqüila. A outra, onde ninguém quis pagar, registrou incidentes violentos, como assaltos a mão armada, apesar de estar perto do 2º BPM. Na mesma época, síndicos dos prédios dessa área receberam oferta da milícia, cujo chefe seria um sargento PM, convocando-os para uma reunião, com data, horário e local pré-determinados, para debater "a segurança". O grupo diz atuar há 10 anos e ameaça: "Agora vamos ser mais objetivos nesta futura decisão".(págs. 1, Cidade e A10)
- A economia brasileira cresceu 5,8% no primeiro trimestre, um ligeiro declínio em relação ao mesmo período do ano passado (6,2%). A declaração foi considerada até "desejável" pelo governo, pois reduz o risco de inflação. (págs. 1, Economia e A18)
- A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio aprovou ontem o pedido de cassação do ex-chefe da Polícia Civil e deputado Álvaro Lins. Na tribuna, Lins defendeu-se: "Não só sou inocente como vítima de adversários políticos. (págs. 1, Cidade e A11)
- Relatório do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas indica que a quantidade de alimentos distribuída em operações humanitárias no ano passado atingiu o nível mais baixo dos últimos 50 anos. Motivo: a alta generalizada dos preços dos grãos.(págs. 1, Internacional e A23)
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
CPMF foi extinta por "ódio e vontade de que coisas não dessem certo", diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ao inaugurar um hospital em Campinas (95 km de São Paulo), que a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi extinta no Congresso "por ódio e por vontade que as coisas não dessem certo".
"A gente não pode perder de vista que, em dezembro do ano passado, por ódio e por vontade de que as coisas não dessem certo, tiraram do governo R$ 40 bilhões por ano com o fim da CPMF", disse, em discurso para cerca de 3.500 pessoas, segundo estimativa da prefeitura.
"Eu duvido que vocês tenham encontrado um produto em Campinas que o preço tenha sido reduzido em 0,38%", afirmou Lula, que estava acompanhado do ministro José Gomes Temporão (Saúde) e do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT).
No discurso, o presidente brincou várias vezes com as pessoas que acompanhavam a inauguração do Complexo Hospitalar Ouro Verde. Ele deu dicas de saúde, entre elas a de que "nada substitui o toque", em uma referência ao exame da próstata.
"É preciso ter coragem de fazer o exame na hora certa e se cuidar. Não há nada mais triste que ver as pessoas morrerem por causa de câncer na próstata aos 50 anos."
O Complexo Hospitalar Ouro Verde, que é uma unidade municipal, recebeu investimentos de R$ 60 milhões, sendo R$ 42 milhões do Ministério da Saúde e o resto da prefeitura. No início, o local oferecerá 32 leitos, mas em oito meses a previsão é que sejam disponibilizados 220 leitos. O hospital oferecerá especialidades como ortopedia e captação de órgãos.
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas - 1106.
INFLAÇÃO: ALIMENTOS QUE ''ALIMENTAM'' OS ÍNDICES
Inflação medida pelo IPCA acelera para 0,79% em maio, diz IBGE
A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), taxa oficial usada pelo governo, registrou alta de 0,79% em maio, o que representa aceleração frente aos 0,55% verificados em abril, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a maior alta mensal desde abril de 2005, quando a inflação chegara a 0,87%, e da maior variação verificada para um mês de maio desde 1996. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,58%, acima dos 5,04% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, a inflação acumula alta de 2,88%, ante 1,79% no mesmo período do ano passado. Em maio de 2007, a inflação pelo IPCA subira 0,28%.
Entenda a diferença entre os principais índices de inflação
Mais uma vez, os alimentos pressionaram o índice e tiveram alta de 1,95%, acima dos 1,23% constatados no mês anterior. A contribuição deste grupo representou 0,43 ponto percentual do IPCA, o equivalente a 54% do índice. Trata-se da maior alta do grupo desde o início do Plano Real, em 1994. Entre os alimentos, o destaque entre as altas foi o arroz, que subiu 19,75% na comparação com abril, representando 0,11 p.p. do resultado geral. O pão francês teve alta de 4,74% e as carnes, 3,45%. No ano, os alimentos acumulam alta de 6,40%, acima dos 2,81% verificados de janeiro a maio de 2007. Já os produtos não-alimentícios tiveram alta de 0,46%, ante 0,34% em abril. No ano, acumulam elevação de 1,91%.
Mais pobres
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, ficou em 0,96% em maio, ante 0,64% de março. Nos 12 meses encerrados em abril, o indicador acumula elevação de 6,64%, acima dos 5,90% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio. 1106.