A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, setembro 24, 2012
''RED STAR'' NÃO DÁ ASAS...
Sem manutenção, avião antitráfico não voa desde janeiro
DE SÃO PAULO
REVOADA
Lula não é 'o dono do povo', diz Sérgio Guerra, presidente do PSDB
DE BRASÍLIA
Leia a íntegra da entrevista de Sérgio Guerra à Folha e ao UOL
Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, participou doPoder e Política, projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação ocorreu em 21.set.2012 no estúdio do UOL em Brasília.
Trechos da entrevista com Sérgio Guerra - 12 vídeos

Sérgio Guerra: Não. A gente tem clareza sobre o que quer. A gente quer as eleições esse ano, as eleições daqui a dois anos, as eleições sempre, em clima de normalidade e respeito aos partidos. Quer o judiciário trabalhando e quer a justiça sendo feita e a punição acontecendo.
Sérgio Guerra: Alguns setores defenderam o impeachment do presidente. Nós nunca subscrevermos essa ideia, nem a subscrevemos em nenhum momento. A gente acha que o Brasil está num bom quadro de normalidade e que esse momento agora é de absoluta normalidade.
Sérgio Guerra: Inclusive, teve um momento no Supremo Tribunal Federal... Não cabia fazer impeachment do presidente contra a vontade da sociedade, contra a vontade do povo e não cabe nada agora que não seja o respeito das leis e a valorização do Judiciário.
Sérgio Guerra: Não tenho a menor dúvida. O que nós tínhamos para fazer, nós fizemos.
Sérgio Guerra: Não. Cabia à oposição fazer o que ela fez. Insistir em que o julgamento do mensalão fosse feito o quanto antes.
Sérgio Guerra: A presidente Dilma assumiu e demitiu cinco, seis, sete ministros. A presidente Dilma fez uma lavagem da roupa suja na Petrobrás. A presidente Dilma tem agido, em vários aspectos, no sentido da austeridade. Agora, o que eu acho é que há um conflito entre a presidente e a base dela. Há uma contradição muito séria entre o que a presidente quer e o que base deseja. Entre o que a presidente termina fazendo e o governo também.
Sérgio Guerra: Acho que, num primeiro momento, talvez não. Mas, seguramente, sim [será afetada], porque ela é presidente [da República] do PT e, por mais que ela discorde do julgamento do mensalão ou de situações que atinjam o seu governo e que afetaram, por exemplo, a Petrobrás, ela não pode deixar de reconhecer que ela está dentro disso tudo. Que os ministros foram nomeados por ela. Num primeiro instante ela cria um ambiente, em grande parte, favorável a ela. Mas não vai seguir com o passar do tempo. As contradições são vivas demais. Então, eu já vejo, eu já percebo um certo cansaço da sociedade com a diferenças entre o discurso da presidente e a prática do governo dela.
Sérgio Guerra: Alguém da oposição pode ter feito críticas. No geral, a oposição votou a favor da nomeação de todos os ministros que estão no Supremo. Não confere a ideia de que a gente tenha criado dificuldade à nomeação desses ministros. A gente, aliás, defendeu e acho que eles estão cumprindo os seus papéis. Essa é a regra. Inclusive os que, normalmente, não tem um ponto de vista parecido com o nosso.
Sérgio Guerra: Há uma Comissão Parlamentar de Inquérito em curso [a CPI do Cachoeira]. Investigação, teoricamente, sendo feita. A gente vai aguardar pelas suas conclusões.
Sérgio Guerra: A gente tem que dar todos os direitos de defesa. Tem, já que a gente assinou a CPI, que a gente entrou na CPI e faz parte dela, a gente tem que deixar que ela siga seu curso. Ela deve ser concluída daqui a pouco. Tão logos as conclusões sejam claras, a gente vai trabalhar no assunto do Leréia. É isso que a gente vai fazer porque, do nosso lado, a gente não quer defender ninguém que tenha culpa e não quer punir ninguém sem o direito de defesa.
Sérgio Guerra: Para vê-lo, caso observem, do ponto de vista da comissão de ética do partido, já que ele tem relações pessoais mais do que claras com Carlos Cachoeira.
Sérgio Guerra: Não tenho opinião formada sobre Leréia e sobre o Cachoeira. Eu acho que o deputado Lereia é uma pessoa de qualidade, boa gente. Tinha uma amizade lá, com o Cachoeira, como quase todo mundo de Goiás tinha. Por enquanto, nada o envolve de fato.
Sérgio Guerra: Não. É Bobagem, bobagem. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nunca houve mensalão em Minas Gerais, nunca houve pagamentos a parlamentares. Nunca houve maiorias formadas com recursos públicos. Não tem mensalão. Tem métodos, processos de eleição. A gente tem que ver isso com calma num ambiente que deve ser visto.
Sérgio Guerra: Eu sei que foi. Com votação até bastante diferente, não é? Se eu não me engano, cinco a quatro, uma coisa assim.
Sérgio Guerra: Toda vez que o PT tem problemas desse tipo, ele adota uma posição semelhante. No primeiro momento ele diz que: "Esse problema não é meu, é de todo mundo". Segundo: "Vocês também fizeram". Terceiro: "Vocês fizeram isso e aquilo". Tudo, menos a investigação. Tudo, menos a punição. A gente vai, no caso de Eduardo Azeredo... Primeiro, quero dizer que a gente confia nele muito, não é pouco não. Segundo: que, se alguém tinha responsabilidade nisso, não é ele. Terceiro: não há mensalão. E, quarto, ele vai sair bem dessa história.
Sérgio Guerra: A vinculação da candidatura do PT ao mensalão, dos candidatos do PT ao mensalão, não fomos nós que fizemos. A sociedade que o faz já. Porque, efetivamente, há uma concentração de parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores...
Sérgio Guerra: Pois é, em São Paulo, há uma vinculação muito forte de petistas ao esquema do mensalão, primeiro. E, segundo: o nosso conjunto de alianças não pode ser homogêneo, não pode ser tranquilo, nem pode ser, como não é no Brasil de uma maneira geral, ortodoxo. O Valdemar Costa Neto, no que couber e no que for preciso, deverá ser julgado. Mas o PP, verdadeiramente ou coisa parecida, o PR, não foi quem liderou o mensalão. Quem liderou o mensalão foi o PT, quem o fundou e quem o sustenta.
Sérgio Guerra: O PSDB não, rigorosamente, ele disputa as eleições com candidatos limpos e projetos limpos. E governa com absoluta limpeza. Por isso é que a gente está no poder em São Paulo por tantos anos. E eu acho que nós vamos continuar lá, do mesmo jeito. Nosso problema sem São Paulo não é esse. Não é a aliança que a gente tem com um partido ou outro. Nosso problema em São Paulo é, rigorosamente, o tempo que já governamos o estado.
Sérgio Guerra: Não fosse o Cachoeira e outras coisas que nos atingiram de alguma fora, A gente teria em torno de 1000 prefeitos eleitos. Eu acho que agente vai eleger 900 ou mais de 900. Na outra eleição, a gente elegeu 780. Vamos crescer. Principalmente nos centros de mais de 200 mil eleitores, os que têm de 150 mil a 200 mil eleitores. Nos quais a gente vai crescer, o PT vai diminuir.
Sérgio Guerra: Significa que a gente está ganhando opinião pública e eles estão perdendo.
Sérgio Guerra: O PT se empurra. Ele próprio se movimenta nas direções dos grotões.
Sérgio Guerra: Espero, 900 é um número bem plausível.
Sérgio Guerra: São vários fatores que colaboraram. Um fator relevante do nosso desvio eleitoral é o fato de não termos valorizado o nosso legado. A cerca de dois anos, um ano e meio, a gente fez uma pesquisa pela qual ficou claro que alguns atributos são do PSDB. Do tipo capacidade gerencial, capacidade administrativa, relativa austeridade. Agora, outros não são. Benefícios sociais, no geral. E muito do que foi feito no governo Fernando Henrique, foi esquecido ao longo dos últimos oito anos. Nós não valorizamos a nossa trajetória. Acho que a gente pagou um preço por isso, agora não pagamos mais.
Sérgio Guerra: Acho que o Lula, o Lula tem um papel na história brasileira muito forte. No passado principalmente. Ele é um cara lá de baixo, saiu do povo, do Nordeste do Brasil. Veio aqui para cima. Veio para São Paulo, para o ABC. Virou líder sindical. De alguma forma, fundou o melhor movimento sindical brasileiro. Adiante, fundou um grande partido. Adiante, disputou várias eleições de presidente e outras eleições. Perdeu muitas, ganhou algumas. No final, é uma bela lição de saúde democrática do país.
Sérgio Guerra: O Lula tem muito a ver com as vitórias do PT. Só não tem nessa. Até porque não tem vitória.
Sérgio Guerra: Não tem grande não. A gente já estudou isso várias vezes. O que tem relação direta são as eleições de prefeitos com as eleições de bancada federal. E a bancada federal é quem determina, rigorosamente, dois aspectos que são fundamentais: o tempo partidário, o tempo na televisão [de propaganda], primeiro, e, segundo, o fundo partidário. Então, a relação mais objetiva das eleições municipais é com isso.
Sérgio Guerra: O esvaziamento do PT como legenda de oposição do país, não apenas em São Paulo.
Sérgio Guerra: o PT não sei. Pode ganhar muitas eleições do tipo... nos grotões. Agora, no geral, vai perder sim. O PT já não disputa a primeira colocação em várias capitais e sim a segunda.
Sérgio Guerra: Acho que alguns desvios de conduta se deram. A gente tinha que ter uma campanha mais incisiva, mais política, menos administrativa. Mas o Serra é, reconhecidamente, o candidato que tem... Reconhecidamente por nós e por muita gente... O candidato que tem mais atributos para ser prefeito.
Sérgio Guerra: PRB, que apoia lá o Russomanno.
Sérgio Guerra: Há um certo cansaço com o conflito de sempre. PSDB, PT... Há uma necessidade grande de mudança que nós devemos saber interpretar, ler e nos apropriarmos dela. Se fizermos isso, vamos para frente. Se não fizermos, não vamos.
Sérgio Guerra: Eu não trabalho coma hipótese de o Celso Russomanno governar a cidade de São Paulo. Acho que, se não me engano, é o terceiro orçamento do Brasil. Russomanno não tem experiência nem proposta para governar uma cidade daquelas. Além disso não tem base política e partidária. Eu acho que a gente vai ganhar a eleição lá e que o Serra é, de longe, o melhor candidato.
Sérgio Guerra: Não necessariamente. Agora, é explicável.
Sérgio Guerra: Porque as forças que estão atuando em torno da Igreja e de algumas igrejas têm conteúdo eleitoral forte. Então não há porque, nem democraticamente... É impossível impedir que elas se expressem como sendo forças eleitorais ativas. Então elas passam a ter em cenários importantes, como o São Paulo, um papel também.
Sérgio Guerra: Claro. A discussão tem que ser mais ampla, mais complexa. A gente tem um candidato que, na nossa opinião, representa não somente uma mudança em São Paulo, uma mudança na capital. [Representa] uma mudança em São Paulo, um discurso forte para o Brasil e até para o Brasil no mundo. Tanto que foi nosso candidato, por duas vezes, a presidente da República. A gente acha que a dimensãoo dele é muito mais que religiosa.
Sérgio Guerra: Eu acredito que ele vá ficar todos os anos.
Sérgio Guerra: Meu documento não vale quase nada. Mas, se fosse possível assiná-lo, eu o assinaria dez vezes. Eu acho que o Serra vai governar São Paulo e vai governar muito bem. E que, governar São Paulo, ele próprio já me disse uma vez, que é uma das melhores experiências que ele teve na vida.
Sérgio Guerra: Neste momento, sim. Neste momento, ele não tem nenhuma viabilidade como candidato a presidente da República.
Sérgio Guerra: Tem toda viabilidade como candidato a prefeito. Agora, ele é uma pessoa de uma grande energia, de uma forte liderança, pode pretender ser qualquer coisa. Mas o que ele pretende mesmo é ser prefeito de São Paulo e reeleito prefeito de São Paulo.
Sérgio Guerra: Não. Não é plausível. Acho que a gente deve ter como candidato a presidente alguém que possa falar de coisas novas no país.
Sérgio Guerra: Neste momento, não.
Sérgio Guerra: Não trabalho com a hipótese de o Serra ser candidato a presidente.
Sérgio Guerra: Eu não trabalho com a hipótese de o Serra vir a ser candidato a presidente. Eu trabalho com a hipótese de ele governar São Paulo.
Sérgio Guerra: Dois já se colocaram. Um é o nome do ex-governador de Minas, Aécio Neves. Outro é do senador, líder [do PSDB] no Senado, Álvaro Dias. E o partido está vivendo uma ebulição, uma mudança forte. E nesse cenário, eu espero que novos argumentos e novas lideranças surjam e se coloquem.
Sérgio Guerra: Não tem reserva de mercado para ninguém.
Sérgio Guerra: Nesse assunto eleitoral, tem que trabalhar com a hipótese... "Esses eleitores são meus, são do PSDB, são do PT, são de não sei quem mais". Esse pessoal está dizendo bobagem. Tem que interpretar melhor. O que aconteceu nas últimas eleições? A Marina, sem partido, sem coisa alguma, de repente ganhou em grandes capitais, no Brasil ela teve 20% dos votos. A população quer mudanças. Quem representá-las, vai ganhar.
Sérgio Guerra: Eu acho que Eduardo participa desse movimento de renovação da vida política do Brasil. E é um quadro de muita qualidade. Então, na medida em que o nome dele é especulado, é um nome positivo e ajuda a democracia.
Sérgio Guerra: Eu gostaria dessa ideia. Mas não acredito nela.
Sérgio Guerra: Porque sou de Pernambuco, eu conheço Eduardo. Conheço o PSB.
Sérgio Guerra: Eu acho que não há... a tendência é essas forças se diferenciarem na campanha. Eu não vejo um cenário de Eduardo candidato, Aécio candidato, por exemplo, eu não trabalho com essa ideia.
Sérgio Guerra: Os dois separados, eu não trabalho.
Sérgio Guerra: Nem Eduardo, nem Aécio querem ser candidatos a vice-presidente, nem projetam isso. Aliás, ninguém deve ser candidato a vice.
Sérgio Guerra: Não trabalho com isso [essa hipótese].
Sérgio Guerra: Também não trabalho com essa ideia.
Sérgio Guerra: Porque os dois trabalham, basicamente, o mesmo espaço geral do país. Então não vão disputar, conheço bem um e conheço bem o outro.
Sérgio Guerra: Por uma razão óbvia, não será pela economia. Será, principalmente, por ela ter feito um discurso de austeridade e, em grande parte, o discurso da oposição.
Sérgio Guerra: Agora, entre o discurso e a prática, vai uma imensa distância.
Sérgio Guerra: Não, claro que não.
Sérgio Guerra: Acho que a economia não vai eleger, nem vai derrotar ninguém na próxima eleição. Os candidatos terão que pensar no Brasil que está surgindo, que ninguém controla mais. Essa eleição municipal agora é uma boa demonstração de que cenários imprevistos estão se formando. Um certo esgotamento do pensamento convencional.
Sérgio Guerra: Ser contemporânea. Fernando Henrique escreveu sobre isso. Um ajuste com as novas classes sociais que estão se formando no Brasil, ou que se formaram já. Uma conduta da área política que tem a ver com o país. Não pode a política fazer um discurso e a sociedade pensar de outro jeito.
Sérgio Guerra: Há um bloco claramente governista...
Sérgio Guerra: Não... claramente oposicionista e, no meio do campo, muita gente que vai ao sabor do vento ou que é influenciado pelo vento. A ventania, eu estou simplificando as coisas, mas o ambiente eleitoral vai influenciar isso.
Sérgio Guerra: Eu não enxergo que o Brasil dispute a eleição com o ambiente que prevalece hoje. O Brasil não tem saúde para disputar a eleição com esse ambiente que hoje prevalece. Vamos ter que mudar muita coisa. Muita gente do governo pensa assim também e nós pensamos também.
Sérgio Guerra: A maioria desse partido foi formada por gente dissidente. Dissidente porque... Por ambiente, por razões diferentes. Eu acho que o PSD vai se confirmar como partido, mas que vai ter que tomar uma definição. Quando tomar uma definição vai deixar de ter, sobre ele, essa curiosidade. Ou será um partido da base do governo, em grande parte, ou um partido que vai operar na oposição. Não tem esse negócio de ser mais ou menos do governo ou mais ou menos da oposição.
Sérgio Guerra: Não, a gente não reclamou. A gente apoia das decisões tomadas pelo Judiciário, que muitas vezes contrariam interesses de eventuais candidatos nossos. Então, para nós, isso é bom. Não é ruim, não.
Sérgio Guerra: Ao perceber, não tem dono. A gente não...
Sérgio Guerra: A gente não tem capacidade de mandar no partido, nem nas pessoas.
Sérgio Guerra: As pessoas que foram no PSDB são candidatos municipais em áreas mais ou menos remotas do Brasil e não são significativas.
Sérgio Guerra: Seguramente, nós vamos evoluir nessa direção.
Sérgio Guerra: Criando regulamentos internos que nos garantam isso. Fazendo a comissão de ética do partido funcionar mais. Algo que precisamos desenvolver e vamos desenvolver. A sociedade pede isso de nós.
Sérgio Guerra: Bem, é sua opinião. Primeiro, eu acho que nós não estamos fora em São Paulo. Segundo, em Belo Horizonte, a disputa, clara, é entre o Governo Federal e o que ele representa através do PT e o ex-governador Aécio Neves. Então nós vamos ganhar em São Paulo e nós vamos ganhar em Minas Gerais.
Sérgio Guerra: Não sei porque você falou "aparentemente", mas o fato é que nós vamos vencer lá. Eu estive lá ontem. O Marcio Lacerda [prefeito e candidato a reeleição] fez um grande governo. O PT rompeu uma aliança por razões paroquiais e o Aécio está liderando a campanha do Marcio. A gente vai ganhar lá. Dessa vez sem nenhuma dúvida.
Sérgio Guerra: Eu não trabalho com a hipótese de que vá evoluir, mas tem chance de evoluir. Não é impossível que evolua.
Sérgio Guerra: De vários fatos. Das eleição que estão se desenvolvendo agora. É claro que essas eleições de hoje nos colocam de outro jeito. Primeiro, lá em Minas, nós ganhamos com o PSB. Em Curitiba, nós ganhamos com PSB. Em Pernambuco, nós vamos disputar com o PSB, o PT foi lá para trás. Em Recife, né? Eu estou achando que os fatos vão prevalecer e não terá candidatura de Edurado [Campos], candidatura de Aécio, enfim. Temos uma relação construtiva com ele, mas, pelo o que eu conheço do PSB, eu o conheço bem, é provável que ele se alinhe no ambiente do governo.
Sérgio Guerra: Não, é apenas uma questão de justiça do que ela faz. Se merece elogio, a gente não vai deixar de fazê-lo.
Sérgio Guerra: Seis. Seis.
Sérgio Guerra: Ela não tem capacidade gerencial demonstrada. Ela concentra decisões. Ela é muito autoritária. Os projetos do governo, em grande parte, estão parados. Mas ela tem intenções positivas na Petrobrás... Ela mandou um bocado de ministro bandido para casa. Enfim, vamos ver os fatos, como é que eles vão se apresentando.
Sérgio Guerra: [risos] Três. Acho que o Lula fez um trabalho social importante, mas ele desorganizou o país e continua desorganizando agora... Essa nota dos partidos [criticando a oposição] é criação dele.
Sérgio Guerra: O discurso dele lá, com o Arthur Vigílio [ex-senador pelo PSDB, candidato a prefeito de Manaus] em Manaus, é um negócio sem pé nem cabeça.
Sérgio Guerra: Pessoal, rancoroso. Um ex-presidente da República não devia nem podia agir assim.
Sérgio Guerra: Claro. Nesse e noutros.
Sérgio Guerra: E um pouco sentimento de que é dono do povo. Isso não é uma boa ideia. Até se, por acaso, ele tiver, e tem, uma popularidade relevante, a melhor atitude é de ter, diante disso, humildade e não arrogância.
Sérgio Guerra: Acho que ele se acha o dono do povo. Acha que tudo pode ser enfrentado, inclusive a verdade.
Sérgio Guerra: Um prazer falar com vocês.
MAMÃE NOEL
Vida Pública

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Minuta do decreto de 2012 não altera tipos de crimes
NOVA CLASSE C, ACORDA (''THE DREAM IS OVER'')
Endividado, brasileiro não paga condomínio
Calote em condomínio dispara |
Autor(es): » BÁRBARA NASCIMENTO » ANA CAROLINA DINARDO |
Correio Braziliense - 24/09/2012 |
Inadimplência média chega a 20%, três vezes mais que os 7% considerados aceitáveis. Endividadas, famílias escolhem, no fim do mês, as contas que serão pagas em dia
Com 43% da renda comprometida com dívidas, muitas famílias estão sendo obrigadas a escolher as contas que serão pagas no fim do mês. E, para desespero de muitos síndicos, a fatura está sobrando para os condomínios. Como a multa por atraso é de apenas 2% mais juro de 1% mensal e as administradoras relutam em encaminhar os nomes dos inadimplentes para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a opção está sendo quitar o cartão de crédito e reduzir os débitos no cheque especial, cujas taxas de juros giram em torno de 10% ao mês. Não à toa, o calote nos condomínios disparou, girando em torno de 20% no Distrito Federal e na maior parte do país, índice três vezes maior do que os 7% considerados aceitáveis.
Na avaliação dos sindicatos da habitação de condomínio estaduais (Secovi) e da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), ainda que o atraso não tenha alcançado um nível alarmante, os números atuais mostram que os riscos de descontrole são grandes, pois a inadimplência está avançando mesmo com o forte aumento da renda dos trabalhadores — pelos cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ganho real (acima da inflação) foi de 8,3% nos últimos dois anos. A ideia dos síndicos é fazer uma ampla campanha de recuperação de crédito para estancar a sangria no caixa dos condomínios.
Bola de neveO síndico Aloísio Araújo Silva tem a exata noção do que é administrar um condomínio em dificuldades, onde os moradores simplesmente deixam de honrar seus compromissos. Em 2004, quando assumiu o comando das contas de dois prédios com 672 apartamentos do Residencial Europa, no Gama, mais da metade — exatos 53% — das residências não pagava o condomínio de R$ 100. "A situação estava caótica. As pessoas tinham esquecido que a taxa do condomínio é a divisão dos gastos dos prédios. Eu tinha menos da metade do dinheiro necessário em mãos para manter os edifícios em ordem", relembra.
Para piorar, as dívidas do Residencial Europa, segundo Aloísio, eram astronômicas: R$ 174 mil em contas de água, R$ 37 mil em energia elétrica, funcionários com até três meses de salário atrasados, R$ 315 mil com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e R$ 80 mil com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). "Nenhum síndico durava no cargo. Além de não pagarem o condomínio, muitos moradores não honravam o financiamento imobiliário. Por não ter dinheiro para investir, aqui era conhecido como favelão", conta, a contragosto.
Ciente de que tinha de reverter os problemas o mais rapidamente possível, Aloísio ajudou na renegociação das dívidas dos financiamentos imobiliários com a Caixa Econômica Federal e recorreu à Justiça para receber todas as taxas atrasadas. Deu resultado. Hoje, a inadimplência no Residencial Europa caiu para 20%, o piso dos dois prédios foi trocado; os elevadores, modernizados; a pintura, refeita; e o sistema de água, individualizado. "O índice de atraso, no entanto, ainda é alto. Muitas vezes, temos que cobrar taxas extras para fazer melhorias, o que provoca muita discussão entre os que pagam o condomínio em dia. Eles são obrigados a arcar com os custos de quem não paga", lamenta.
No Residencial Rhodes, também no Gama, o síndico João José Neto chega a comemorar a taxa de inadimplência de apenas 3%. O problema é o valor das dívidas acumuladas: R$ 50 mil. Com o atraso, ele ressalta que os projetos de melhoria do prédio estão parados. A reforma do piso do estacionamento, prevista há dois anos não tem prazo para acontecer. "Só conseguiremos fazer as melhorias quando recuperarmos os débitos em atraso", diz. Motivo: o arrecadado atual só é suficiente para cobrir os gastos fixos, como água e energia, que variam de R$ 16 mil a R$ 17 mil. "Tento ao máximo evitar maiores problemas aos moradores. Mas todos precisam colaborar", afirma.
JustiçaPara o advogado do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio-DF), Délzio Oliveira, o aumento do calote nos condôminos foi estimulado depois da publicação, em 2002, do novo Código Civil, que reduziu de 20% para 2% a multa sobre o atraso. Além desse encargo, o inadimplente paga juros mensais de 1% e correção monetária. "Se atrasar o condomínio, a pessoa arcará com encargos entre 15% e 16% ao ano. No cartão de crédito, por exemplo, a taxa sobe para 238% ao ano, em média. Por isso, o brasileiro prefere ficar devendo para o condomínio", explica.
A presidente da Abadi, Deborah Mendonça, aconselha aos síndicos que, em casos graves de inadimplência, recorram à Justiça. "A associação estimula a cobrança das dívidas formalmente, pois um condomínio com alto índice de inadimplência é um condomínio falido", define. Ela explica que, geralmente, os síndicos procuram os tribunais somente depois de três meses de calote na dívida. "Primeiro há o diálogo e o envio de cartas de cobrança. Depois, a ação na Justiça", completa.
O advogado Ricardo Trotta vai além e lembra que, desde 2008, os síndicos ganharam o direito de protestar a dívida, o que permite negativar o devedor no SPC com mais agilidade. Para ele, no entanto, falta iniciativa, por parte dos administradores, na hora de recorrer à Justiça. "Por mais que o número de ações tenha crescido, ainda não é comum que os síndicos recorram aos tribunais. Eles querem evitar o desgaste dentro do condomínio. Afinal, você cruza com os devedores todos os dia no elevador", diz.
Diante da postura mais flexível dos síndicos, o advogado e especialista financeiro Luiz Felizardo Barroso aconselha aos devedores que renegociem os débitos com o condomínio, pedindo até desconto das multas se for comprovada a real incapacidade de pagamento. Não se pode esquecer que ninguém está livre do desemprego ou de doenças graves na famílias, que exigem gastos elevados e inesperados. Segundo ele, os acordos administrativos são mais comuns do que parecem e podem ser fechados em, no máximo, um mês, diferentemente das ações judiciais que podem levar mais de dois anos para serem concluídas. "É relevante que o morador tenha consciência de que a cobrança é necessária", afirma.
Barroso alerta, no entanto, aos que pagam condomínio que fiquem atentos às cobranças indevidas. "É importante conferir, por exemplo, se as taxas extras são legais. Se não, podem caracterizar improbidade administrativa por parte dos síndicos. "Nesses casos, os moradores podem e devem relatar o caso por meio de uma ação judicial", aconselha.
» No vermelho
Veja o percentual médio de inadimplência nas principais
capitais do país
Cidades Índice de atraso
Rio de Janeiro 11% a 15%
Brasília 10% a 20% São Paulo 14% a 20% Fortaleza 15% a 20% Curitiba 15% a 20%
Fontes: Condomínios, sindicatos estaduais
da habitação (Secovi) e Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) |
TESE, ANTÍTESE, SÍNTESE
Tese que permitiria condenar Dirceu é inédita no Supremo
Autor(es): Por Cristine Prestes | De São Paulo |
Valor Econômico - 24/09/2012 |
Em meio a uma reviravolta em sua jurisprudência promovida pelo julgamento do processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve debater nesta semana uma tese jurídica que, se aceita pela Corte, poderá levar à condenação de José Dirceu. Contra o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula pesa a acusação de ser o mandante de um esquema de compra de votos no Congresso Nacional. Desde o início do processo, no entanto, a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) deixou claro que as provas contra Dirceu são basicamente testemunhais, com o argumento de que chefes de quadrilha raramente deixam rastros documentais. Diante desse cenário, uma possível condenação de Dirceu teria que ser feita à luz da chamada teoria do domínio do fato - tese jurídica que até hoje nunca foi aplicada pela Corte Suprema para basear condenações criminais.
A teoria do domínio do fato foi desenvolvida para que seja possível atribuir responsabilidade penal a quem pertence a um grupo criminoso, mas que, por ter uma posição hierárquica superior, não é o sujeito que pratica a ação criminosa propriamente dita. Em outras palavras, permite a punição do mandante do crime, que age na obscuridade e não deixa rastros, mas tem o chamado "domínio do fato", e não apenas do agente que o executa. "É uma teoria que procura explicar a responsabilidade penal de quem, apesar de não executar o crime, dá a ordem", diz Renato de Mello Jorge Silveira, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Bastante disseminada na Europa, a teoria do domínio do fato foi desenvolvida durante os anos 60 para fazer frente ao aumento da criminalidade econômica, cometidos por criminosos inseridos em estruturas organizadas de poder, com diferentes níveis hierárquicos. No Brasil, no entanto, começou a ser aplicada há apenas uma década, também nos casos de crimes econômicos.
De acordo com Silveira, já há algumas condenações na Justiça brasileira que se baseiam na teoria do domínio do fato. Nos tribunais superiores, no entanto, sua aparição em processos ainda é rara. O professor fez uma pesquisa na jurisprudência do Supremo e encontrou apenas quatro referências a ela em processos no tribunal - uma delas é feita em um recurso apresentado na própria Ação Penal nº 470, que trata do mensalão. Em nenhum dos processos, no entanto, a teoria serviu de base para condenações. Isso ocorre pelo fato de o Supremo, em geral, julgar apenas recursos apresentados em ações penais que tramitam nas instâncias inferiores da Justiça - o que leva os ministros a analisarem questões processuais, mas não o mérito da ação, quando a teoria pode servir de argumento para a acusação.
Já no Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a pesquisa de Silveira, a teoria do domínio do fato já permeou diversos processos - foi encontrada em 42 ações na Corte, especialmente a partir de 2007. "mas sua utilização é bastante pontual, sem ter determinante para legitimar condenações", diz o professor da USP.
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Durante o julgamento do mensalão, a teoria do domínio do fato já foi citada por alguns ministros ao longo das sessões. No dia 5 de setembro, a ministra Rosa Weber inaugurou o debate sobre o tema ao discorrer sobre a relevância das chamadas provas indiciárias - que demonstram apenas que há indícios de quem tenha sido cometido um crime - no julgamento de crimes do colarinho branco. "Nos crimes de guerra punem-se os generais estrategistas e não os simples soldados que seguem as ordens", disse a ministra. Ela citou textualmente a tese ao afirmar que "domina o fato quem tem o poder de desistir e mudar a rota da organização criminosa". Já na sessão do dia 9 de setembro, o ministro Celso de Mello, decano da Corte, saiu em defesa da aplicação da teoria. "É preciso lembrar que o crime foi realizado num concurso de pessoas", disse. "Não é necessário que cada um dos réus tenha praticado todos os atos fraudulentos. Cada coautor tem a sorte do fato total em suas mãos através do cumprimento de uma função específica na perpetuação de um projeto criminoso."
Durante a apresentação das alegações finais da acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) feita no início do julgamento, o procurador-geral Roberto Gurgel afirmou que foi José Dirceu "que criou o sistema ilícito de obtenção de apoio da base parlamentar do governo." No entanto, disse que "como quase sempre acontece com chefes de quadrilhas, José Dirceu não aparecia no esquema." Segundo Gurgel, "a prova contra chefe de quadrilha tem características diferentes" porque em geral ele "age entre quatro paredes". "O autor intelectual quase sempre não fala ao telefone, não envia e-mails e não movimenta contas bancárias para não deixar rastros - e nesse caso, a prova não é documental, mas testemunhal", afirmou Gurgel.
A antiga cúpula do PT, formada pelo ex-presidente do partido José Genoíno e pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares, além de Dirceu, é acusada de formação de quadrilha e corrupção ativa. Devido a um "refatiamento" do processo do mensalão no Supremo, eles devem começar a ser julgados nesta semana, às vésperas do primeiro turno das eleições municipais.
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