A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, julho 25, 2012
PRIMEIRO A NAÇÃO, DEPOIS AS ''CHUTEIRAS'' (Ideologia à parte)
Organização comete gafe e mostra atletas da Coreia do Norte com bandeira sul-coreana
James Crossan/Associated Press | ||
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Imagem de jogadora da Coreia do Norte aparece ao lado da bandeira sul-coreana no telão do estádio em Glasgow, na Escócia |
''... É POR DEBAIXO DOS PANOS..." **
Visão do Correio :: A fortuna nacional no exterior
Correio Braziliense - 25/07/2012 |
Não é de hoje que a malandragem de esconder grandes somas de dinheiro no exterior para escapar dos impostos é a prática mais refinada, mas não menos ilícita do que o contrabando que faz sucesso entre certo tipo de gente enriquecida no Brasil.
Pela própria natureza da operação, não se conhecia o tamanho do tesouro arrancado irregularmente da contabilidade de empresas e do patrimônio de pessoas físicas brasileiras para habitar cofres secretos em paraísos fiscais. Agora se sabe: em 2010, são nada menos do que R$ 1,05 trilhão
(US$ 520 bilhões).
Com esse saldo, o Brasil é o quarto país em recursos depositados no exterior sem que tenham sido declarados à Receita Federal. Ficamos atrás somente dos chineses, russos e coreanos, conforme o estudo The price of offshore revisited, encomendado pela organização Tax Justice Network, com sede em Londres, a especialistas internacionais.
É compreensível o esforço profissional dos tributaristas que buscam saídas para as pessoas muito ricas que, com o auxílio de espertalhões e até mesmo de instituições financeiras acreditadas pela autoridade monetária, deram um jeitinho de se tornarem diferentes dos demais brasileiros naquilo que nos torna um dos povos mais sacrificados do mundo: a carga tributária. Nem por isso as eventuais soluções encontradas são aceitáveis. A verdade é que, ao praticarem esse tipo de sonegação, negaram à sociedade o tributo que financiaria escolas, hospitais e polícias, para dizer o mínimo. Não passaram a perna só na Receita, no verdadeiro dono do dinheiro que seria arrecadado. Tiraram, sim, do povo.
Se os recursos são mal geridos pelos governantes ou desviados pela corrupção, não será contrariando a lei que essas mazelas serão corrigidas, mas pela democracia que permite a troca de executivos e parlamentares, aos quais cabe a probidade e zelo com a coisa pública, o que inclui a severa punição dos que agem em favor do próprio bolso.
Como o país é carente de recursos para financiar o desenvolvimento social e econômico, a cintilante quantia depositada em esconderijos mundo afora turbina a tentação de facilitar seu repatriamento. Não faltam projetos no Congresso nesse sentido. Mas é preciso separar as coisas. Ao dinheiro depositado legalmente no exterior, cabe abrir tapete vermelho para incentivá-lo a voltar a ser aplicado na economia local, ajudando a gerar emprego e renda. Porém, quanto ao enviado por baixo do pano, nem a abusiva carga tributária da qual fugiram nem a demanda por recursos que resultarão em endividamento justificam complacência, muito menos remissão do imposto devido.
O que será dito ao contribuinte honesto, senão que ele não passa de um otário? Como explicar ao trabalhador que, indefeso, leva mordidas todos os meses em seu contracheque? Que essa gente que se acovardou quando o país enfrentou dias difíceis possa ser estimulada a repatriar seu capital é algo a discutir. Mas premiá-la com isenção ou tributação mais branda, nem pensar.
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(**) POR DEBAIXO DOS PANOS. Ney Matogrosso.
''... É debaixo dos pano
Que a gente esconde tudo E não se fica mudo E tudo quer fazer É debaixo dos pano Que a gente comete um engano Sem ninguém saber...'' ----- |
OPERAÇÃO ''MORTE'' CARLO
Testemunha liga morte de agente a caso Cachoeira
PMs de Goiás abordaram policial morto no cemitério |
Autor(es): JOSIE JERONIMO, SAULO ARAÚJO e KELLY ALMEIDA |
Correio Braziliense - 25/07/2012 |
Wilton Tapajós foi executado com dois tiros na cabeça, uma semana atrás, em Brasília. Ele teve atuação destacada na operação que levou à prisão de Cachoeira. Em Luziânia (GO), contou um agente da PF ao depor ontem, em Goiânia, Wilton chegou a ser abordado por PMs quando investigava o aliciamento de soldados pelo esquema do bicheiro.
Wilton Tapajós despistou militares ao investigar ex-funcionária de Luziânia suspeita de aliciar soldados para a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Segundo testemunha, bicheiro atuava contra agentes que contrariavam os interesses do grupo criminoso.
Goiânia e Brasília — Durante as investigações da Operação Monte Carlo, Wilton Tapajós de Macêdo, 54 anos, foi abordado por um grupo de policiais militares goianos, em Luziânia (GO). O agente federal assassinado há uma semana, no Cemitério Campo da Esperança, no fim da Asa Sul, tentava descobrir detalhes de como agia uma ex-funcionária da prefeitura da cidade acusada de recrutar servidores públicos para integrar a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. A revelação foi feita ontem, na 11ª Vara Federal, em Goiânia, pelo também policial federal Fábio Alvarez, a primeira testemunha ouvida durante a audiência de instrução que julga os supostos crimes cometidos por grupos ligados ao contraventor.
De acordo com Alvarez, que, como Tapajós, também trabalhou na Operação Monte Carlo, o colega fazia campana nas proximidades da casa da ex-servidora Sônia Regina Melo quando policiais estranharam sua presença e o abordaram. O agente federal teria usado estratégias para despistar os soldados e não revelar a identidade policial, o que poderia prejudicar a apuração. "Ele estava parado em um veículo e foi abordado. Tapajós, para preservar a investigação e não colocar em risco a integridade dele, disse que estava esperando o chefe dele ligar. Por coincidência, houve uma ligação da nossa base, que deu um ar de veracidade à história inventada", relatou.
A testemunha, porém, não soube dizer se o episódio teve ligação com o assassinato do colega. Alvarez não se recorda da data da abordagem, mas afirmou que o colega de corporação atuou na linha de frente das investigações que resultaram na criação da CPI do Cachoeira no Congresso. Durante as diligências, Tapajós teria desvendado, por exemplo, o funcionamento da cadeia de corrupção montada por Cachoeira, que incluía o pagamento de propina a delegados, coronéis e outras autoridades da área de segurança pública de Goiás. O dinheiro sujo comprava o silêncio dos agentes, que faziam vista grossa para os esquemas mantidos pelo contraventor, principalmente as casas clandestinas de jogos de azar espalhadas por quase todos os 19 municípios do Entorno do Distrito Federal.
Alvarez também informou que, durante as investigações da Monte Carlo, outra equipe da Polícia Federal foi abordada por policiais supostamente cooptados pela organização criminosa de Cachoeira. Os federais à paisana tiveram o carro monitorado. Além disso, a placa do veículo descaracterizado chegou a ser consultada pela Secretaria de Segurança do Estado. Segundo o agente da PF, o próprio Tapajós relatou o episódio, mas os policiais militares envolvidos na abordagem não foram, à época, identificados entre os PMs suspeitos que constam na denúncia do Ministério Público.
A advogada do bicheiro, Dora Cavalcanti, pediu que Alvarez detalhasse as circunstâncias da abordagem de Tapajós em frente à casa de Regina. A defensora tentou desqualificar a informação com base na ausência de provas que envolva os militares citados. "Os policiais em questão não foram identificados no âmbito da Monte Carlo e poderiam ser apenas agentes públicos zelando pela ordem", argumentou. O procurador da República Daniel Resende Salgado, no entanto, não descartou que os policiais militares citados pelo agente da PF fizessem parte da rede de segurança das casas de bingo sob comando de Cachoeira.
Cautela
Até agora, o depoimento do agente Fábio Alvarez é o mais contundente e revelador sobre a morte de Wilton Tapajós. Desde a execução do policial, as polícias Civil e Federal tratam o assunto com cautela. Nas poucas vezes em que falaram sobre o caso, delegados das duas corporações avaliaram como pouco provável que o crime esteja relacionado ao trabalho desempenhado por Tapajós dentro da corporação. Durante o enterro do policial, na quinta-feira passada, a superintendente da PF no Distrito Federal, Silvana Helena Vieira Borges, disse não acreditar em queima de arquivo. "Por enquanto, não relacionamos o assassinato com as operações que Wilton participou", declarou.
Ontem, após a repercussão da oitiva do policial Fábio Alvarez, ninguém da PF quis se pronunciar. O diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Xavier, preferiu não comentar as declarações de Alvarez e apenas reforçou que as investigações serão mantidas em sigilo. "Para não atrapalhar o trabalho dos policiais, não vamos falar sobre isso até termos algo concreto", resumiu Xavier.
O comandante da Polícia Militar de Goiás, coronel Edson Costa, não foi localizado para comentar as denúncias de que seus subordinados teriam abordado o agente federal durante as investigações que resultaram na Operação Monte Carlo.
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DISSE-ME-DISSE
Defesa do Rural no mensalão vai contradizer PT
Mensalão: Rural ataca versão do PT |
Autor(es): Evandro Éboli, Francisco Leali e Sergio Fadul |
O Globo - 25/07/2012 |
Em sua defesa, banco sustenta que houve uso de recursos públicos no esquema criminoso
Na tentativa de se livrar da acusação de lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão, o Banco Rural vai pôr em xeque um dos principais pontos das defesas de Marcos Valério, o operador do esquema, e do PT. As alegações enviadas pelos dirigentes do banco ao Supremo Tribunal Federal (STF), que serão reforçadas no início do julgamento, em agosto, sustentam que recursos públicos abasteceram as contas da empresa SMP&B, de Valério. Essas contas foram usadas para pagar o mensalão a políticos aliados do governo Lula.
Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares alegam que não houve desvio de recursos públicos, e que o dinheiro repassado aos políticos tem origem em empréstimos legais contraídos junto aos bancos Rural e BMG. Mas o banco não confirma essa versão e diz que os recursos públicos passaram pelas contas da empresa de Valério.
A divergência entre as duas defesas tem um motivo: o Rural argumenta que só pode ser acusado de lavar dinheiro quem opera recursos de origem ilícita. E, para o banco, o que entrou nas contas da SMP&B tinha origem declarada. Os recursos, segundo o banco, vinham por transferências de outros bancos, a partir de recursos que a agência de publicidade recebia de clientes, boa parte deles instituições públicas. Na lista dos réus no processo do mensalão, a dirigente do Rural Kátia Rabello diz que não tinha como saber se as agências de Valério, até então renomadas, desviavam recursos dos contratos.
Já a defesa de Valério e Delúbio insiste na tese de que o mensalão não foi contaminado por recursos públicos. Sustenta que todos os valores são oriundos de empréstimos legais de bancos privados, e, portanto, os dois não podem ser acusados de formar uma quadrilha para desviar dinheiro do governo e repassar a parlamentares.
BB seria origem de várias transferências à SMP&B
O Banco Rural afirma que boa parte das transferências bancárias que abasteceram as contas de Valério teve como origem o Banco do Brasil (BB). "A movimentação financeira da empresa (SMP&B) decorria de significativos contratos de publicidade com as mais variadas empresas e órgãos públicos, o que se presumia lícito a tudo e a todos, mormente porque, até onde se sabe, todos os pagamentos eram efetuados mediante emissão de nota fiscal. Seria inimaginável que se pudesse desconfiar da origem lícita de pagamentos efetuados por uma empresa do porte da Cosipa, por exemplo", diz a defesa do Banco Rural, citando uma das empresas com as quais a agência de publicidade se relacionava profissionalmente. A defesa cita ainda contratos da SMP&B com o Ministério do Esporte.
"O Banco Rural, obviamente, não tomava parte de negociações da empresa SMP&B com seus clientes, de modo a poder ter ciência de que em algum contrato pudesse haver superfaturamento e, consequentemente, proveito indevido. Seria inimaginável exigir de um banco tamanha prevenção junto ao cliente. A fiscalização sobre regularidade de contratos públicos compete a órgãos da administração pública, não às instituições financeiras", argumenta o banco em sua defesa.
O advogado Marcelo Leonardo, que atua na defesa de Valério, refuta a versão do Banco Rural e diz que a instituição quer "misturar as coisas para confundir as pessoas":
- Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O dinheiro distribuído foi dos empréstimos. Quanto a depósitos de outras empresas, é lógico e natural que aconteciam. Ninguém está negando que a empresa (SMP&B) estava funcionando e tinha clientes públicos e privados. Estava a todo vapor. Repito: o dinheiro distribuído foi originário dos empréstimos - disse Marcelo Leonardo.
A defesa do banco cita ainda um relatório do Ministério Público Federal que aponta que os recursos que vinham da conta da SMP&B no Banco do Brasil para o Rural eram originários de depositantes, além do Ministério do Esporte, como o governo de Minas, Usiminas, Cosipa, BMG, Amazônia Celular, Telemig Celular, prefeitura de Contagem (MG) e Assembleia Legislativa de Minas.
A divergência entre as defesas vai ser exposta pelos advogados do Rural na fase de sustentação oral, na segunda semana do julgamento marcado para começar em 2 de agosto no STF. Além de Kátia, outros dirigentes do Rural na época do escândalo, em 2005, estão entre os réus: José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Ayanna Tenório. Os argumentos que o banco sustentará no STF não convenceram a esfera administrativa do governo. Recentemente, ao julgar um recurso da instituição, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve a responsabilização imputada ao banco por ter facilitado os saques de terceiros, como políticos e seus assessores. O banco ainda responde a investigação administrativa sobre a gestão dos empréstimos que concedeu a Valério e ao PT. Os dirigentes da instituição foram condenados em primeira instância pelo Banco Central e recorreram. O assunto ainda está sendo examinado pelo Conselho do Sistema Financeiro Nacional.
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ESCÁRNIO (à Nação) !!! [... Se bem que somos apenas a Pátria das chuteiras]
DELÚBIO FAZ PIADA A DEZ DIAS DE O STF JULGAR O MENSALÃO
DELÚBIO HOMENAGEADO NA CUT
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Autor(es): LEANDRO KLEBER |
Correio Braziliense - 25/07/2012 |
Sorridente e bem-humorado, Delúbio Soares chegou a fazer piada ontem à noite no auditório da CUT, no Conic, em Brasília, ao ser homenageado pela juventude do PT. Na hora em que foi chamado ao palco, os petistas o ovacionaram: "Delúbio, guerreiro, do povo brasileiro". Enquanto isso, militantes distribuíam a revista de 78 páginas intitulada Defesa de Delúbio no STF. Um dos 38 réus no processo do mensalão, ele é acusado de corrupção e formação de quadrilha. O Supremo começa a julgar o caso na quinta-feira da semana que vem.
"O Supremo julga e tema última palavra"
O ministro Marco Aurélio Mello reagiu à declaração da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, de que o STF será julgado pela opinião pública conforme o resultado do julgamento. "Não estamos preocupados em formar a maioria ou a minoria", disse.
Bem-humorado, ex-tesoureiro do PT recebe apoio de militantes no DF às vésperas de ser julgado por corrupção e formação de quadrilha
"No fim tudo dá certo, e se não der certo é porque ainda não chegou ao fim". Com essa frase em uma faixa, a juventude do PT no Distrito Federal recebeu Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido e um dos 38 réus no processo do mensalão, na noite de ontem.
Delúbio chegou ao auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Conic, às 19h20 e cumprimentou os presentes, um a um. Percebendo que o ambiente não estava cheio, saiu por uma porta lateral. Enquanto isso, militantes entregavam a Defesa de Delúbio Soares no STF, uma publicação na forma de revista com 78 páginas. Delúbio retornou ao auditório às 19h45 e se sentou na primeira cadeira até ser chamado pela mesa. Cinco minutos depois, ao ser convidado, foi aplaudido e ouviu os presentes gritarem: "Delúbio, guerreiro, do povo brasileiro".
O ex-tesoureiro estava sorridente e bem-humorado, como de hábito, e chegou a fazer piada ao ser avisado de que teria 20 minutos para falar. "Militantes antigos do PT costumam fazer discursos longos. O que eu gosto é de ouvir militantes mais jovens, que não costumam demorar", brincou, provocando gargalhadas. Ele pediu que os militantes não entrem em discussões agressivas com ninguém por conta do mensalão.
O ato em defesa de Delúbio, acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do mensalão, acabou enchendo o auditório da CUT com pouco mais de 70 lugares. Estava marcado inicialmente para ocorrer na sede do PT. Segundo Andreza Xavier, da Juventude do partido, a preferência pelo auditório da CUT ocorreu porque ali foi possível instalar um telão e caixas de som na área externa.
Dois secretários da juventude do partido anunciados no começo da cerimônia não estavam presentes. Mas compareceram secretário de Administração do Distrito Federal, Vilmar Lacerda, o presidente do PT no DF, Policarpo, e o deputado distrital Chico Vigilante (PT), líder do governo na Câmara Legislativa. Policarpo ficou na mesa, com Delúbio.
Delúbio falou das acusações a que responde: "Não é caixa dois clássico. Era dinheiro com origem para pagamento de dívidas identificadas", assumiu. Disse também que os empréstimos teriam ocorrido via DNA, empresa do publicitário Marcos Valério, porque o PT "não tinha lastro financeiro para fazer o aporte". Ele disse acreditar que a prática de caixa dois acontece com frequência porque o sistema eleitoral é falho e deve ser reformado.
A defesa de Delúbio está sendo paga pelo PT. Expulso do partido em 2005, ele voltou no começo de 2011. "Testemunhas foram ouvidas sem o acusado presente. Isso é uma arbitrariedade", disse o advogado Pedro Paulo sobre o processo que corre no STF. A defesa argumenta que o crime de caixa dois praticado está prescrito.
Policarpo, do PT, disse no evento que as acusações se referem a algo que todos os partidos fazem, pois precisam contrair dívidas para as campanhas. O secretário de Administração Pública do GDF, Vilmar Lacerda, falou das dificuldades que teve para quitar as dívidas do PT em 2003 e que o dito mensalão fez muitos petistas, incluindo o Genoino, ficarem com vergonha de sair às ruas. "Mas o PT deu a volta por cima".O deputado Chico Vigilante defendeu a organização do evento em entrevista. "Não é um ato de afronta ao Supremo. Os jovens têm o direito de ouvir a versão do Delúbio. É um ato importante para que ele explique a situação. Eu o conheço desde a fundação do PT. Percorri, durante 15 dias, o estado de Goiás inteiro divulgando a CUT."
O evento acabou às 22h30. Delúbio tirou muitas fotos com militantes, mas não falou com jornalistas.
Salários seguem abertos na internet
A 16ª Vara Federal do Distrito Federal negou ontem pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindlegis) para que o TCU suspendesse a divulgação do salário de seus servidores, de forma nominal, na internet. A decisão foi tomada pela juíza Ana Paula Martini. Cabe recurso. Enquanto isso, os tribunais seguem publicando os salários dos seus funcionários. Na segunda-feira à noite, foi a vez do Superior Tribunal Militar (STM) disponibilizar as remunerações dos servidores na internet. O STM foi o último dos cinco tribunais superiores a cumprir a determinação do Conselho Nacional de Justiça. |
FOGO AMIGO
Ministros do STF reagem a corregedora
Ministros reagem à corregedora e dizem que pressão do mensalão não é diferente |
Autor(es): Fausto Macedo, |
O Estado de S. Paulo - 25/07/2012 |
Marco Aurélio Mello reclama de Eliana Calmon, que disse que o STF será "julgado" pela opinião pública durante a avaliação do processo
Três ministros do Supremo Tribunal Federal reagiram na terça-feira, 24, às declarações da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, segundo as quais a Corte será julgada pela opinião pública durante a avaliação do processo do mensalão.
O ministro Marco Aurélio Mello reclamou da declaração da ministra Eliana Calmon "Quem é ela para dizer que seremos julgados? O Supremo não é passível de sugestões, muito menos de pressões", disse o ministro Marco Aurélio Mello. "A toda hora estamos sendo julgados. Não é só nesse caso", afirmou o colega Gilmar Mendes. "O Supremo tem que estar acima dessas paixões passageiras", disse o também ministro Luiz Fux.
Os 11 ministros do Supremo começam a julgar o maior escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2 de agosto. Entre os 38 réus estão José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, José Genoino, presidente do PT à época, e Duda Mendonça, marqueteiro da campanha lulista de 2002.
A corregedora deu suas declarações sobre o julgamento na segunda-feira, 23, em São Paulo. "Há por parte da Nação uma expectativa muito grande e acho também que o Supremo está tendo o seu grande julgamento ao julgar o mensalão", disse Eliana. "Hoje, eles (os ministros) têm, sim, uma preocupação porque o País mudou e a população está participando."
Pressão. Marco Aurélio foi duro na crítica à Eliana. "Uma corregedora-geral chegar ao ponto de dizer que seremos julgados não contribui para o engrandecimento das instituições, evoca uma pressão", disse. "O que se espera, de fato, é que o julgamento fique exclusivamente restrito ao que os autos contêm. Manifestações desse tipo criam toda uma excitação", afirmou o ministro.
Marco Aurélio disse ainda que "a opinião (de Eliana) é amplamente dispensável". "Ela enfraquece as instituições aos olhos dos leigos. O STF será julgado pelo julgamento do mensalão? É olvidar a missão do Supremo. Esse é o estilo dela, fala o que pensa. Mas, às vezes, o que se pensa não é o desejável em termos de extravasamento", afirmou.
Gilmar Mendes disse que a as manifestações de cunho político que têm o Supremo como alvo são rotineiras. "O que interessa é o que está nos autos", afirmou o ministro, que em maio disse em entrevistas ter tido uma conversa com Lula na qual o ex-presidente teria pedido o adiamento do julgamento do mensalão para depois das eleições – a versão foi negada por Lula. Essa não foi a única polêmica envolvendo o processo.
Ainda sobre as declarações da corregedora de Justiça, Luiz Fux afirmou que os ministros estão acima da pauta proposta por Eliana. "O tribunal tem que decidir à luz da razão, é a última trincheira que o cidadão tem para poder obter um resultado judicial justo. Os ministros estão acima dessa pauta. Efetivamente, não faltará independência nem coragem para o Supremo tomar a decisão que deve tomar, adotar a solução mais justa no caso concreto."
O ministro afirmou que há, sim, questões em que a opinião pública é importante. "Há a marcha da maconha, a união homoafetiva, a cota dos afrodescendentes, questões que precisam de um apoio razoável da sociedade para que sejam analisadas", disse. "No processo criminal é diferente, não se discute uma tese jurídica, mas uma questão subjetiva sobre se efetivamente réus apontados na denúncia têm responsabilidade penal. Então, a influência social é diferente. Uma coisa é saber que a sociedade tem um consenso razoável sobre a união de gays. Outra coisa é você se deixar levar por uma opinião pública a respeito da responsabilidade criminal de A ou B."
"A ação penal não é um processo onde você define uma tese jurídica. Todo magistrado tem que ouvir as vozes sociais, evidentemente. Todo poder emana do povo, mas sem prejuízo ao juiz de julgar um processo subjetivo. Ao julgar a liberdade de uma pessoa, o juiz não pode se despojar de sua responsabilidade", concluiu.
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PIBINHO ou PIBÃO, eis a questão !!!
Economistas preveem baixo crescimento por anos
Autor(es): Por Sergio Lamucci | Do Rio |
Valor Econômico - 25/07/2012 |
A economia global caminha para um longo período de baixo crescimento, mesmo se não se ocorrer uma ruptura da zona do euro, um risco visto hoje como cada vez mais provável, dada a inação dos líderes políticos europeus. Nesse cenário delicado, ter um mercado interno forte e finanças públicas saudáveis serão trunfos importantes, assim como contar cada vez mais com a poupança doméstica deverá ser uma necessidade. Em linha gerais, esse foi o quadro traçado por economistas como Dani Rodrik, da Universidade de Harvard (EUA), e José Antonio Ocampo, da Universidade de Columbia (EUA), que participaram ontem e anteontem do seminário "O Brasil e o Mundo em 2022", promovido pelo BNDES em comemoração aos 60 anos do banco.
Rodrik acredita num ambiente muito negativo para a economia global nos próximos anos, o que terá como consequência derrubar o potencial de crescimento de todos os países. Na zona do euro, a possibilidade de que vários países deixem a união monetária cresceu com força; na China, existe o risco de um tombo significativo do ritmo de crescimento, talvez para a casa de 5% ao ano; e nos EUA, o quadro de impasse político nos EUA tende a prosseguir, afetando a expansão da economia.
Nesse quadro hostil, países com grandes mercados internos, como Brasil e Índia, tendem a se sair relativamente melhor que os outros, apontou ele. O colombiano José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia (EUA), destacou o mercado doméstico como um fator de dinamismo importante para a América Latina nesse cenário global, em que os preços de commodities têm perspectivas bem menos róseas.
O quadro internacional adverso reforça a importância de se mobilizar a poupança doméstica, destacou o russo Vladimir Popov, professor da Nova Escola Econômica de Moscou, para quem também é preciso tomar cuidado com fluxos de capitais voláteis.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também destacou a necessidade de se aumentar a poupança doméstica nesse mundo mais complicado, apostando na elevação do investimento no Brasil. Para ele, há grandes oportunidades nos setores de petróleo e gás, energia e infraestrutura, que levarão a uma alta da taxa de investimento como proporção do PIB.
Coutinho salientou ainda a importância hoje de fundamentos macroeconômicos sólidos, como baixos níveis de déficits externos, inflação sob controle - sem o que não se faz inclusão social, segundo ele - e de finanças públicas em ordem. Ocampo lembrou que a América Latina conseguiu enfim superar o problema do endividamento público, abrindo espaço para políticas fiscais contracíclicas.
O grande risco para o mundo, segundo consenso dos participantes do seminário, é de que a zona do euro viva uma ruptura. Rodrik e Wolfang Munchau, presidente da consultoria Eurointelligence, acham que essa possibilidade cresceu muito, o que teria consequências catastróficas para a economia global, especialmente se um país grande como a Espanha ou a Itália deixarem a zona monetária. Para Munchau, os países precisam pensar suas estratégias levando em conta que o baixo crescimento mundial deverá durar muitos anos, mesmo se a zona do euro evitar o pior.
Outro risco no radar dos analistas é a China. O país terá mais dificuldades num quadro de baixo crescimento global, em que os países desenvolvidos serão menos tolerantes com grandes exportadores que usam medidas "heterodoxas" para sustentar o crescimento, como políticas industriais amplas e agressivas e a manutenção do câmbio em nível desvalorizado, segundo Rodrik. Ele acha possível que a China caminhe para um período de crescimento significativamente mais baixo, na casa de 5% ao ano, o que poderia ter consequências graves no front político. Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), é menos pessimista. Acha que a China evita um tombo forte da economia, mas insistindo nos incentivos às exportações e ao investimento, o que tende a aumentar os desequilíbrios da economia.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Maior banco privado do país, o Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre, o que representa um recuo de 5,65% em relação ao mesmo período do ano passado. Na véspera, o Bradesco já tinha informado aumento de apenas 2,5% nos seus ganhos. O presidente da consultoria Austin Rating, Erivelto Rodrigues, diz que 2012 vai ser um ano difícil para os bancos, com queda de juros e spreads, com inadimplência em alta. “O resultado das instituições financeiras este ano ficará muito próximo do que era em 2011, se não abaixo, interrompendo um ciclo de forte crescimento dos lucros dos grandes bancos nos últimos dez anos.” Devido ao crescimento do calote, o Itaú Unibanco está reduzindo sua carteira de financiamento de veículos. (Págs. 1 e 21)
Como condição para liberar as vendas das operadoras de celular TIM, Oi e Claro, o governo exigiu que elas apresentem um plano de investimentos que leve em conta o crescimento da demanda na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016.
A Vivo, que não foi punida, também terá de oferecer um plano para os eventos, mas poderá continuar vendendo linhas mesmo sem proposta aprovada, segundo João Rezende, presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). (Págs. 1 e Mercado B1 e B4)
Painel
PT quer que o TSE puna o uso de imagens do mensalão por adversários no horário eleitoral. (Págs. 1 e A4)
A arrecadação federal teve, em junho, a primeira queda mensal desde dezembro de 2011. O pagamento de impostos e contribuições federais somou R$ 81,1 bilhões, 6,55% a menos que em junho de 2011. A principal razão é a redução no lucro das empresas, que estão deixando de pagar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Diante desse novo cenário, a Receita reduziu a previsão de crescimento da arrecadação em 2012 para algo entre 3,5% e 4%. A estimativa anterior era de 4% a 4,5%. “O viés é de baixa. Mas o crescimento deve ser mais próximo de 4%”, disse a secretária adjunta da Receita, Zayda Manatta. Desde abril, a arrecadação vem desacelerando como reflexo do baixo desempenho econômico. (Págs. 1 e Economia B1)
Enquanto os investimentos do governo patinam e os do empresário brasileiro seguem semiparalisados, os do estrangeiro chegam aos borbotões. (Págs. 1 e Economia B2)
Tenho dupla cidadania e sou eleitora no Brasil e nos Estados Unidos. Lá eu voto em Barack Obama, e tenho boas razões para isso. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Espalhar otimismo e alegria é a nova função do Banco Central do Brasil. (Págs. 1 e A3)
“O Supremo julga e tema última palavra”
O ministro Marco Aurélio Mello reagiu à declaração da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, de que o STF será julgado pela opinião pública conforme o resultado do julgamento. “Não estamos preocupados em formar a maioria ou a minoria”, disse. (Págs. 1 e 6)
Ao assinar os contratos de refinanciamento, os Estados concordaram com o limite de pagamento do serviço da dívida, que varia de 11,5% a 15% ao ano, conforme o caso. Há anos, os governadores pedem que esse comprometimento caia para a casa dos 9%. Reivindicam também a mudança do indexador da dívida do IGP-DI para o IPCA, desde que este, mais uma taxa fixa, não seja superior à Selic. (Pág. 1)
Uma das mais antigas alianças, a operação entre Itaú e Pão de Açúcar, estruturada em 2004, perdeu fôlego em 2011 e começou 2012 com prejuízo de R$ 15,5 milhões no primeiro trimestre. A operação só saiu do vermelho em 2008. Em 2010, o lucro caiu 20%, para R$ 74,9 milhões. Em 2011, os ganhos foram de R$ 10,2 milhões. O Itaú investiu na parceria R$ 455 milhões em 2004 e R$ 600 milhões em 2009. (Págs. 1 e C1)
O que está em jogo é a inundação de uma área de 1.368 km quadrados de floresta. Com a usina de São Luiz - e também Jatobá, segunda planejada para o rio -, o Brasil adicionaria 8.471 MW à sua matriz energética. Em Belo Monte, onde o lago é de 516 km quadrados, a potência atingirá 11 mil MW. (Págs. 1 e A12)
A nascente Força Aérea afegã devia ter recebido US$ 355 milhões em aeronaves feitas sob medida para o combate à guerrilha. Equipados com metralhadoras, mísseis e bombas, esses aviões seriam turboélices robustos e mais baratos de operar. Mas os afegãos não vão receber os aviões no prazo. (Págs. 1 e B9)
Rio tem 4 anos até a Olimpíada para avançar na profissionalização, na prestação de serviços e infraestrutura de turismo. (Págs. 1 e A2)
Fernando Filgueiras
Da conjuntura do mensalão restará um debate a respeito dos valores que devem pautar a gestão da República. (Págs. 1 e A6)