A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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terça-feira, abril 19, 2011
SENADOR AÉCIO NEVES [In:] SE FOR DIRIGIR ... (2)
PSDB, DEM e até petistas minimizam infração de Aécio
Autor(es): Cristiane Agostine | De São Paulo |
Valor Econômico - 19/04/2011 |
Dirigentes do PSDB e do DEM temem que a polêmica envolvendo o senador Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, possa desgastar a imagem do parlamentar, potencial candidato à Presidência em 2014. O tucano foi multado na madrugada de domingo por ter se negado a fazer o teste do bafômetro e por estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. Lideranças dos partidos da oposição tentaram minimizar o problema e evitaram comentar o caso. Na internet, a defesa a Aécio veio do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que passou a ser alvo de críticas. Aécio passou o dia de ontem em telefonemas a aliados, para contar sua versão. O senador tucano negou que tenha se recusado a fazer o teste do bafômetro ao ser abordado por uma blitz policial, no Rio de Janeiro, para a fiscalização da chamada lei seca. No microblog Twitter, o parlamentar reconheceu o erro. "Foi um descuido não ter visto que minha carteira estava vencida. Porém, eu como qualquer ser humano também erro", publicou em sua página. Os aliados do tucano foram lacônicos. "Aécio não sabia que a carteira estava vencida. Já explicou isso", comentou o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), reforçou a blindagem ao tucano. "Ele terá argumento convincente para esclarecer o ocorrido", disse. José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB derrotado à Presidência, nem citou o caso. "Hoje, duas horas na cadeira do dentista. O tratamento não acaba nunca. Fica sempre algo provisório", escreveu ontem Serra, entre comentários sobre futebol, reforma política e críticas ao governo. Aécio foi multado em R$ 191,54 por dirigir com a habilitação vencida e em R$ 957, 69 pela recusa em fazer o teste do bafômetro. Entre os parlamentares, a defesa mais contundente veio do PT. No Twitter, Lindbergh Farias criticou a manifestação de internautas por usarem o caso contra o tucano. "Acho baixaria vocês ficarem falando do Aécio. Podia acontecer com qualquer um. Façam criticas políticas. Tenho vergonha disso!", reclamou, referindo-se a comentários publicados em um perfil identificado como PT nacional, mas que não é oficial do partido. "Não me agrada utilizarmos constrangimentos pessoais na luta política", publicou. Os comentários geraram críticas e, em resposta, Lindbergh disse que estava "apanhando" porque defender Aécio. "Vamos mudar de assunto!!! Pelo amor de Deus! Que tal falarmos sobre a reunião do Copom?". Na internet, ganhou destaque um vídeo em que Aécio aparece defendendo a Lei Seca. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu Aécio e disse ter recebido uma ligação do tucano para lhe parabenizar "pela educação dos servidores da Operação Lei Seca". |
SENADOR AÉCIO NEVES [In:] SE FOR DIRIGIR ...
Aécio Neves tem carteira de habilitação apreendida em blitz no Rio
Senador se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma CNH vencida
O senador e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida em uma blitz da Lei Seca, na madrugada deste domingo, na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na zona sul do Rio. De acordo com o Governo do Rio, o político mineiro se recusou soprar no aparelho que determina a concentração de bebida alcoólica no organismo, por meio da análise do ar exalado dos pulmões da pessoa. Em seguida, ele apresentou a CNH vencida e o documento foi apreendido. O político mineiro foi multado em R$ 957,70 por recusar o bafômetro e em R$ 191,54 pela habilitação vencida.
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De acordo com a assessoria do senador, ele pagou um taxista para dirigir sua Land Rover até o prédio onde mora no Rio, localizado a poucos quarteirões da blitz e evitou a apreensão do carro, que, segundo sua assessoria, é seu há anos. Segundo os agentes, o senador foi liberado, pois não apresentava sinais de embriaguez. O ex-governador terá que se dirigir ao Detran-RJ para pagar a multa e renovar a CNH antes de voltar a dirigir. Em nota, a assessoria de imprensa do senador disse que o bafômetro não foi realizado "uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo".
Ainda segundo a assessoria, o senador não sabia que a habilitação estava vencida, pois dirige apenas aos finais de semana. A nota informa que o político tucano tinha saído da casa de amigos e voltava com a namorada para sua residência no Rio, no Leblon, quando o carro do casal foi parado em uma blitz. Ele foi reconhecido desde o início pelos agentes que o trataram educadamente, segundo assessores do político. A assessoria encerra nota afirmando que "o senador cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz". Aécio passou o dia deste domingo no Rio, mas não quis falar com a imprensa.
O artigo 277 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que a recusa do motorista em fazer o teste do bafômetro é considerada uma infração gravíssima. As punições administrativas são recolhimento da CNH e perda de sete pontos, retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado, além da multa de R$ 957,70. O prazo mínimo para a retirada da CNH é de 5 dias. No entanto, Aécio Neves deve demorar mais para voltar ao volante, pois antes terá que renovar a habilitação vencida.
Em fevereiro, o jogador de futebol Adriano se recusou a fazer o bafômetro em uma blitz e teve a carteira apreendida. Ele também chamou um amigo para conduzir o veículo e evitou a apreensão do carro. No ano passado, o ex- jogador de futebol e deputado federal Romário usou o mesmo expediente para evitar que o carro fosse rebocado depois que se recusou a soprar no bafômetro. O cantor Toni Garrido, o ator Eri Johnson e as atrizes Priscila Fantin e Camila Rodrigues fizeram após recusar o teste.
A Operação Lei Seca é uma campanha educativa e de fiscalização, de caráter permanente, que abrange os bairros da capital fluminense, Região Metropolitana, e Baixada Fluminense. Lançada em 19 de março de 2009, a ação visa coibir o consumo de álcool no trânsito. Deste então, 455.215 motoristas foram abordados, 77.111 foram multados, 20.816 veículos foram rebocados e 32.576 motoristas tiveram a CNH apreendida. Os agentes realizaram 428.712 testes com o bafômetro. Desse total, 4.168 condutores sofreram sanções administrativas e 1.501, criminais.
Texto atualizado às 17h28
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GOVERNOS E GOVERNANTES [In:] AS MESURAS COM CHAPÉU ALHEIO...
As "bondades" do governo passado e as consequências
Autor(es): Jarbas Passarinho |
Correio Braziliense - 19/04/2011 |
Os Estados Unidos estavam atolados no Vietnã quando o presidente Nixon recebeu a visita do presidente Médici. Disse-lhe publicamente: “Para onde o Brasil for a América Latina se inclinará por ir”. A frase levou os países andinos a nos apelidar de subimperialistas, lacaios dos americanos. Nos oito anos passados, o Brasil cresceu no panorama mundial. Não diria que pelo crescimento econômico que o fez membro do G-20, as 20 maiores economias do mundo, e daí ao Bric. Nesse período, o Brasil ficou abaixo do crescimento da média mundial. Como aconselha o embaixador Rubens Ricupero, “o governo (anterior) exagera ao ressaltar a importância que o Brasil está adquirindo no cenário internacional. Um pouco de sobriedade não faz mal”. As “bondades”, insisto, foram investimentos na escalada do Brasil para a conquista do ambicionado assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. No fundo significam, paralelamente, uma confissão do apelidado subimperialismo do período militar que teria motivado o acordo com a construção do gasoduto partilhado com a Bolívia e o Tratado de Itaipu, com o Paraguai, no período militar. Ainda que em ambos os casos não tenha deles participado diretamente, acompanhei-os de perto — o tratado, quando ministro da Educação; e o gasoduto, senador que era. Nos dois o Brasil observou a equanimidade e foi generoso. No acordo sobre o gasoduto, aceitamos financiar jazidas de gás como garantia da produção contratada e, principalmente, uma cláusula onerosa. Pagamos o princípio do “leve ou pague”. Pagamos, ainda que não necessitando do volume máximo contratado. A diferença resulta de aumento da produção e gás nos campos brasileiros, mas continuamos pagando pelo todo. O presidente Evo Morales veio ao Brasil, conversou com o presidente Lula e ainda obteve a “bondade” do aumento do preço do gás contratado. Pagam, por isso, os consumidores de gás de cozinha, aumentado seu preço. Pior ainda foi a expropriação de duas refinarias da Petrobras na Bolívia. Antes eram bolivianas, mas não produziam os derivados necessários ao consumo boliviano. Compradas e pagas pela Petrobras, a empresa brasileira modernizou-as e produziu o suficiente para satisfazer à demanda total da Bolívia. Expropriadas, foram militarmente ocupadas pelo poderoso Exército boliviano, arrogantemente. Recolhemo-nos ao silêncio, passivamente, para ajudar a próxima eleição que Morales ia enfrentar. Colaboração do “imperialismo” brasileiro do período militar, assim reconhecido pelo governante brasileiro como a exploração do mais fraco. Evo é amigo ideológico do nosso ex-presidente, não porém do Brasil que, segundo ele, “comprou o Acre por dois cavalos”. O barão do Rio Branco não merecia a galhofa. O caso da usina binacional de Itaipu é mais escandaloso. A obra foi estimada em US$ 18 bilhões, inicialmente. A metade cabia ao Paraguai. Falto de crédito, o Brasil avalizou o título. Exigiu a mudança de ciclagem diferente da brasileira, de 50 para 60 ciclos, a fim de atender a indústria paraguaia, serva da indústria argentina quanto ao ciclo. O preço do kw ficou mais alto para nós. Afinal, tudo acertado entre as partes, surgiu um problema. Eu estava despachando com o presidente Médici, quando o ajudante de ordens entrou na sala a pedido do ministro das Relações Exteriores, embaixador Mario Gibson Barbosa. Desculpou-se, mas precisava, em caráter de emergência, consultar o presidente. Disse que o presidente do Paraguai, esperado em visita oficial ao Brasil, viria postular a revisão dos cálculos, considerando as águas do Rio Paraguai, como um todo paraguaio, e não meio a meio com o Brasil. Era demais. O presidente Médici foi taxativo, em linguagem nada diplomática: “Comunique ao presidente que não venha. Construiremos a usina na Amazônia”. A absurda pretensão não foi apresentada. O Paraguai não consome a quota de energia que lhe cabe desde a inauguração da usina de Itaipu. Pelo tratado, o excedente é vendido ao Brasil. Agora, depois de entrevista com a possível concordância do então presidente Lula, o Paraguai pretende liberdade de negociar a expressiva sobra com quem lhe aprouver e pleiteia o aumento do preço do que nos vende. Uma vez aceito, terá acréscimo de cerca de R$ 1,5 bilhão para mais de R$ 3 bilhões. Nossos honrados deputados da base multipartidária que apoia o governo, ainda sensível ao do passado, já aprovaram o pleito. Dependemos do Senado. A “bondade”, além de sugerir haver sido um tratado imposto pelo “Brasil imperialista”, deverá pesar no bolso dos brasileiros. |
CONGRESSO NACIONAL/SENADO [In:} O ''COMEQUIETO'' DA VEZ *
Nova liderança no Senado
Autor(es): Alberto Pinto Coelho |
Correio Braziliense - 19/04/2011 |
De início, conforme diagnosticou Aécio Neves, o Brasil necessita hoje de um “choque de realidade”. Ele se impõe em razão de cruciais desafios que o país enfrenta e que foram descurados. Com alto senso de responsabilidade, o senador Aécio Neves apontou o dedo para algumas dessas chagas, que precisam ser urgentemente tratadas. Uma delas, a do “desarranjo fiscal”, obrigará, agora, a um ajuste de grande envergadura, que colocará em quarentena programas e projetos de governo anunciados antes com bumbos e tambores. Outras chagas têm origem no aparelhamento da máquina pública e nos excessos de gastos da União, que agora pressionam fortemente os índices inflacionários. O controle da inflação é a melhor herança do Plano Real, criado, em 1994, pelo presidente Itamar Franco. O real tem sido, nesses 17 anos, a pedra angular do crescimento econômico com estabilidade monetária. Outro ponto de estrangulamento, também indicado pelo senador Aécio Neves, se apresenta no horizonte próximo do desenvolvimento brasileiro: relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial mostra que o Brasil, entre 20 países concorrentes, coloca-se em 17º lugar na qualidade geral de infraestrutura, empatado com a Colômbia, situando-se em 19º no quadro da malha rodoviária e ocupando o último lugar na infraestrutura portuária. Outro ponto nevrálgico, por ele apontado, consiste no grave risco de desindustrialização de importantes setores econômicos. Lembrou, a propósito, que nossa pauta exportadora apresentava em 2000 um índice de 61% de produtos manufaturados, reduzido para 40% em 2010. Com lealdade e isenção, Aécio Neves recuperou a memória das heranças benditas dos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Iniciadas com o Plano Real, passaram pelo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro (Proer), pela aprovação da importante Lei de Responsabilidade Fiscal, pelos avanços das privatizações e deslancharam em programas sociais pioneiros, como os da Bolsa Escola, Bolsa-Alimentação e o Auxílio-Gás. Unificados e ampliados, eles deram origem ao programa Bolsa Família no governo Lula. A nova agenda de gestão pública proposta pelo senador Aécio Neves aporta uma visão de futuro com selo de estadista. Ela começa pelo efetivo compromisso com a restauração da Federação brasileira, considerando insustentável a atual concentração de impostos, fruto da elevada carga tributária que já alcança 35% do PIB, de recursos e de poder de decisão na esfera da União. Aponta a visão do compromisso federativo, propondo que 70% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário, sempre contingenciados, sejam compulsoriamente repassados em duodécimos. Foram por ele também propostos mecanismos para a recomposição gradual da participação de estados e municípios no bolo tributário do FPE e do FPM, que era de 27% em 2002 e recuou para 19,4% em 2010. Queda causada principalmente pela danosa hipertrofia da União, agravada pela criação de contribuições sem destinação própria e sem a sua devida partição entre os entes federados. Pertinentemente, o senador Aécio Neves propôs, ainda, a transferência gradual dos recursos e da gestão das rodovias federais para a competência dos estados, pois as “contas abertas” demonstram que nos últimos oito anos o Ministério dos Transportes não executou parte expressiva do orçamento de que dispunha para investir. Homem público sempre aberto ao diálogo, Aécio Neves alinhou propostas encampadas pela presidente Dilma Rousseff, como a da redução de alíquotas para setores estratégicos da economia brasileira. Defendeu, então, a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins para empresas da área de saneamento, indicando a extensão dessa medida ao setor elétrico. Questões centrais e permanentes, como as da saúde pública, da educação, da habitação, do meio ambiente, do incentivo ao empreendedorismo das micro e pequenas empresas — e muitos outros temas relevantes — constam da densa e programática agenda de gestão pública sustentada pelo senador Aécio Neves. Ela lança bases e abre perspectivas para caminharmos na direção do desenvolvimento pleno do país, com responsabilidade administrativa e crescentes conquistas sociais. |
(*) Mineirinho; o comequieto. Ziraldo.
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OBESIDADE MÓRBIDA [In:] ''A MOSCA DA SOPA'' *
CORRAM, HOMENS, CORRAM
CADA VEZ MAIS FORA DE FORMA |
Autor(es): Renata Mariz |
Correio Braziliense - 19/04/2011 |
Pesquisa mostra que o brasileiro come demais, bebe demais e está de mal com a balança. No país, os brasilienses são os que se alimentam melhor e mais aproveitam o tempo livre para praticar atividades físicas. Mas ainda é pouco: 58,4% dos homens da capital federal estão acima do peso. Entre as mulheres, a taxa é de 31,2%.
Em sua quinta edição, intitulado Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doença Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o estudo apontou hábitos alimentares preocupantes — como 30% da população tomar refrigerante cinco vezes ou mais durante a semana, 80% ignorar o consumo de cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças e 56% ingerir leite com teor integral de gordura. Aliado a tudo isso, está a proporção pequena de pessoas que praticam atividade física no tempo livre, só 15%. O Distrito Federal se destacou positivamente em dois aspectos. É onde mais as pessoas se exercitam, além de comerem melhor (leia abaixo). Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa considera necessário que os brasileiros mudem a rotina para evitar doenças crônicas, com diabetes e hipertensão, associadas aos maus hábitos. “Se analisarmos que 70% das mortes no mundo estão relacionadas a esse tipo de doença, é urgente melhorar os hábitos da população, que ainda enxerga muitos desses males como algo natural, da velhice. Essa visão também precisa mudar”, diz o especialista. Barbosa destaca, ainda, que o levantamento apresentado ontem mostra uma relação direta entre os anos de estudo do grupo analisado e os costumes nutricionais. “Quantos mais pobres e menos escolarizados, piores são os hábitos”, diz. Dariosvaldo Guedes da Silva, piauiense que largou a escola depois de poucos anos de estudo, conhece pouco sobre fatores de risco para a saúde. Embora perceba que as medidas vêm aumentando, ele não se priva de comidas pesadas. “Adoro feijoada e churrasco. Rodízio, então, é a melhor coisa. De fruta e verdura, eu não gosto”, destaca o ambulante de 36 anos e quase 100 quilos. Dariosvaldo também não abre mão da lata de refrigerante todos os dias, na hora do almoço. Vez por outra, toma uma cervejinha à noite, para relaxar. Cinco doses ou mais numa mesma ocasião no último mês, dentro dos parâmetros de vigilância epidemiológica, caracterizam consumo abusivo de álcool. No Brasil, a taxa dos que bebem exageradamente é de 18%. Entre os homens, de 2006 para cá, cresceu um ponto percentual, passando de 25,5% a 26,8%. No mesmo período, a proporção de mulheres ingerindo álcool em níveis preocupantes cresceu de 8,2% para 10,6%. Elas também não largaram o cigarro. Enquanto a taxa de fumantes entre homens caiu de 20,2% para 17,9%, nos últimos cinco anos, entre as mulheres continua a mesma, de 12,7%. Jarbas Barbosa defende leis restritivas, como as que proíbem o tabaco em locais públicos, já existentes em alguns estados, bem como campanhas educativas. Esbelto? |
(*) Raul Seixas.
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''TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO" *
Doces Bárbaros
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claroinstante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas dastecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
http://youtu.be/lIn25qu14Tk
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(*) Baby do Brasil. (Jorge BenJor).
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