A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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sexta-feira, abril 11, 2008
CENTRAIS SINDICAIS: "NA NOSSA FESTA, VALE TUDO..."

Ao sancionar o projeto, convertendo-o em lei, o presidente vetou artigo que submetia à fiscalização do TCU a aplicação do imposto sindical, dinheiro subtraído do bolso de todos os trabalhadores com carteira assinada, sindicalizados ou não. A festa foi, em si mesma, prova do equívoco de Lula. O rega-bofe das centrais, do qual a CUT diz não ter participado, foi embalado à base de saborosos espumantes, vinhos de boa cepa, e escoceses longevos –12 anos. “Aqui é que vota e nós precisamos ganhar também a opinião no Congresso Nacional e nada melhor do que homenagear com bebida e comida", disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1104. Foto matéria.
PETRÓLEO: O FIEL DA BALANÇA (COMERCIAL)
Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o resultado negativo do ano passado, de US$ 5,68 bilhões, já foi 80% maior do que em 2006. Em 2007, o país importou US$ 3,5 bilhões em gás natural e hulha. O Brasil praticamente não exporta esses combustíveis. Entre 2003 e 2007, as exportações de petróleo e derivados subiram impressionantes 180%, de US$ 5,7 bilhões para US$ 16 bilhões, conforme a Secex. Só que as importações ganharam fôlego com o crescimento da economia e triplicaram. Em 2003, o Brasil importava US$ 7,4 bilhões em petróleo, derivados, gás natural e hulha. Em 2006, esse valor saltou para US$ 21,8 bilhões. "O petróleo ainda representa quase 20% das importações", diz Fábio Silveira, economista da RC. Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), avalia que a conta petróleo está "muito deficitária", porque "a produção brasileira praticamente não cresceu" em 2007, após um período de forte expansão. Ele explica que o atraso na entrega de novas plataformas e paradas de manutenção prejudicaram os planos da Petrobras. Segundo a ANP, a produção brasileira de petróleo aumentou só 1,3% entre 2006 e 2007, para 1,832 milhão de barris/dia. Os números da Petrobras - maiores que os da ANP - indicam que a produção ficou abaixo da meta prevista pela estatal. No primeiro bimestre, a produção ficou em 1,944 milhão de barris/dia, 5% abaixo da meta para o período, segundo dados da empresa compiladas pelo CBIE. Para o departamento de economia do Bradesco, o déficit chegou a US$ 8 bilhões nos 12 meses encerrados em março. Só no primeiro trimestre foi de US$ 3,1 bilhões. Se este desempenho se mantiver, a previsão do banco para o superávit comercial do país em 2008 cairá de US$ 27,5 bilhões para US$ 25,5 bilhões. (VALOR ECONÔMICO. págs. 1 e C3).
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Epidemia de dengue começa a ceder no Rio
-As autoridades falam com cautela para que a população não se desmobilize, mas acreditam que a epidemia de dengue no município do Rio começa a perder força apesar dos 47 mortes registradas. O governador Sérgio Cabral é taxativo: "Conseguimos mudar a curva dramática da situação. Mas ainda estamos na crise". Já o prefeito César Maia diz que a proporção de atingidos na capital caiu de 79% para 60%. Maia ainda quer esperar para ver se a tendência é consistente.
A média diária de notificações, que em março foi de 651,74 casos, nos nove primeiros dias de abril caiu para 108,66. Enquanto o quadro na capital muda, a doença avança para a Baixada. A Secretaria Estadual de Saúde estuda a transferência para lá de algumas das tendas de hidratação a fim de reforçar o atendimento aos pacientes. Além disso, 12 municípios da região farão um mutirão contra a dengue amanhã. (págs. 1 e A10). 11abril.
Alta nos preços de alimentos preocupa líderes mundiais
- Líderes mundiais colocaram a disparada no preço dos alimentos no centro das prioridades globais. A alta, de 83% nos últimos três anos, vem reduzindo os estoques alimentares no mundo ao menor nível em mais de duas décadas e meia. Segundo as Nações Unidas, esse aumento ameaça ganhos obtidos no combate à fome. Gordon Brown propôs um pacote dos países do G8 contra a inflação dos alimentos (pág.1).
-O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), decidiu aumentar o valor da verba a que cada deputado tem direito para pagar os salários de assessores. Hoje os deputados podem gastar até R$ 50,8 mil por mês com essa finalidade - o que custa para a Câmara mais de R$ 338 milhões anuais. O índice de correção não foi definido, mas será superior a 17%, o equivalente à inflação acumulada desde o último reajuste. (pág.1).
Pressão de estudantes força a saída de reitor
-Pressionado por estudantes que ocupam a reitoria há uma semana, e sem apoio de professores e servidores, que também passaram a pedir sua saída, o reitor da Universidade de Brasília (UnB) se afastou do cargo por 60 dias. Ele é acusado de improbidade administrativa por usar recursos de um fundo de pesquisas para mobiliar seu apartamento funcional, ao custo de R$ 470 mil. Alunos e docentes querem a destituição de Mulholand, de seu vice e dos cinco decanos. Em pouco mais de um ano e meio, o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) gastou R$ 75,5 mil com o seu cartão corporativo em 12 viagens ao exterior.(págs. 1 e 3).
BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
-O discurso duro do Banco Central nas últimas atas da reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) deu resultado. Além de conduzir a expectativa do mercado para a certeza de ajuste na taxa de básica de juros - 17de 19 instituições ouvidas pela Gazeta Mercantil crêem na alta de 0,25 ponto percentual da Selic para 11,5% na próxima semana-, elevou os juros ao consumidor. É um efeito da antecipação da alta pelos bancos. A taxa média sobe há três meses e está em 7,28% ao mês. Boa parte dos analistas acredita que a Selic subirá mais por conta do discurso do BC que por necessidades do quadro econômico. Alex Agostini, economista da Austin Rating, é voz dissonante. "O discurso do BC já deu resultado. Ele vai evitar o ônus de elevar a Selic, até porque tecnicamente não é necessário." A Selic não sobe há quase três anos e, caso suba, se distanciará ainda mais dos padrões internacionais. Ontem,o BC europeu manteve o juro em 4% ao ano.(págs. 1 e B1).
Máfia agiu para mais 27 prefeituras
-Documentos apreendidos em Vespasiano, na Grande BH, mostram que, além das 15 prefeituras mineiras envolvidas no desvio de R$ 200 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mais 27 tiveram assessoria jurídica do advogado Valzemir José Duarte, acusado de intermediar sentenças judiciais de liberação de recursos bloqueados. A Polícia Federal informou que continua investigando e que o número de prefeituras envolvidas nas fraudes deve aumentar. Os 19 vereadores de Juiz de Fora, na Zona da Mata, assinaram requerimento conjunto para criação de uma CPI, para investigar a participação do prefeito Carlos Alberto Bejani (PTB) no esquema de desvio de recursos do FPM. Ele foi preso na Operação Pasárgada. (págs. 1, 4 a 7).
ELEIÇÕES 2010: DE NOVO [O VELHO] O CASUÍSMO?
CPI DOS CARTÕES CORPORATIVO/DOSSIÊ [In:] "BODE EXPIATÓRIO OU CABRA-DA-PESTE?"
A guerra está centrada em grupos que, no bastidor, são chamados de "turma do Dirceu" e "turma da Dilma". Referem-se a funcionários do ex-ministro José Dirceu (2003-2005), substituído na Casa Civil por Dilma, a preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua própria sucessão, em 2010. Nesta semana, por motivos diversos, o foco das suspeitas concentrou-se sobre subordinados do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU), que chegou ao governo Lula no primeiro mandato, em 2003, levado por Dirceu. A secretária-executiva de Dilma, Erenice Guerra, continua na berlinda por ter coordenado a coleta de dados para o dossiê e por ser a segunda no comando da Casa Civil. Mas, no Planalto, há um esforço para jogar a crise no colo da "turma do Dirceu". O ex-ministro diz, em seu blog, que "o chamado dossiê foi retirado ilegalmente da Casa Civil por tucanos" e defende Dilma.
'Agente secreto'
À procura do "agente secreto com crachá" - expressão usada por Dilma, quando levantou a hipótese de invasão dos computadores no Planalto -, o governo refaz os passos de dois assessores da Secretaria de Controle Interno (Ciset) que trabalham com Aparecido: Humberto de Mendonça Gomes Jr. e Paulo Roberto Loureiro de Alencar. Aparecido já fez dobradinha com Waldomiro Diniz na assessoria do PT em investigações promovidas por CPIs do Congresso. Waldomiro, que como Aparecido foi levado para o Planalto por Dirceu, caiu em 2004 no escândalo da divulgação de um vídeo em que, segundo as investigações da época, cobrava propina. Mesmo sem provas, auxiliares de Dilma afirmam, em conversas reservadas, que funcionários de Aparecido podem ter divulgado informações do dossiê - chamado pelo governo de "banco de dados". A dúvida é se a papelada foi direto para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ou fez uma escala no PT, para ajudar os aliados na disputa política da CPI dos Cartões, e de lá foi objeto de arapongagem. "Não empurrem para mim o que fizeram de mal", reagiu Dias. Em fevereiro, após reunião em que foi desenhada a estratégia para o levantamento das despesas com cartões corporativos e contas tipo B - feitas com cheque ou dinheiro vivo -, Aparecido cedeu dois funcionários que trabalharam sob seu comando para vasculhar o arquivo morto do Planalto. O trabalho incluía a busca de prestações de contas antigas e notas de despesas de Fernando Henrique, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ministros do governo tucano, desde 1998. A ordem para bisbilhotar e comparar os gastos do ex-presidente com os de Lula foi dada depois de pelo menos duas reuniões no Planalto. Uma delas, convocada para discutir como seria organizado o material, ocorreu em 8 de fevereiro, quando Erenice se reuniu com Aparecido, Norberto Temóteo Queiroz (Administração), Maria de La Soledad Castrillo (chefe de gabinete da Casa Civil) e Gilton Saback Maltez (Orçamento e Finanças). No dia 11, uma reunião da coordenação política, com a presença de Dilma e dos ministros Franklin Martins (Comunicação Social), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) tratou do tema. Lula estava de férias no Guarujá, mas foi informado da pressão da oposição, que teimava em abrir a CPI. Horas depois da reunião com a cúpula do governo, as informações secretas da gestão tucana começaram a ser lançadas em planilhas, nos computadores da Casa Civil. Só um mês depois foi aberta a primeira CPI. O Planalto resistiu o quanto pôde a acionar a Polícia Federal para investigar o caso, mas foi obrigado a recorrer à corporação, após ser informado de que outras autoridades tomariam a iniciativa. Sob pressão, Dilma resolveu convocar a PF. Mas o governo só quer saber quem divulgou, não quem montou o dossiê. Vera Rosa, Sônia Filgueiras e Expedito Filho, de O Estado de S. Paulo. 1104.