A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, julho 21, 2008
REPORTAGEM ESPECIAL ``VEJA``. O BRASIL QUE CAMINHA SOZINHO...
Comprar para não ser comprado: esse é o desafio das megaempresas brasileiras que atuam globalmente em setores nos quais só haverá lugar para duas ou três gigantes. Desde 2002, algumas delas, na disputa pela liderança, se lançaram em operações ousadas que lhes deram musculatura para enfrentar o ímpeto concentrador do mercado. Abaixo, os negócios bilionários que precederam a criação da maior cervejaria do planeta.
A BUDWSEIR é nossa
No domingo 13, sete meses depois dos primeiros movimentos, os conselheiros da Anheuser-Busch finalmente capitularam e venderam por 52 bilhões de dólares a cervejaria fundada em Saint Louis há quase 150 anos. Foi o maior negócio de que brasileiros já participaram como protagonistas, uma transação superlativa sob qualquer aspecto. E a segunda maior aquisição de uma empresa de bens de consumo da história dos EUA – só perde para a venda da Gillette para a Procter & Gamble, três anos atrás, por 57 bilhões de dólares. O que se criou com a união de forças da Anheuser-Busch com a InBev é um colosso de 37 bilhões de dólares em vendas anuais, dono de 300 marcas em cinco continentes e líder de vendas nos EUA, na América do Sul e na China (veja quadro). A Anheuser-Busch InBev – esse é o nome oficial da nova companhia – subiu ao topo: ao lado da Procter & Gamble, Nestlé e Coca-Cola, é uma das quatro maiores empresas de consumo do mundo.

[Foto:Pedro Rubens. Marcel Telles: depois do vazamento da estratégia da InBev, viagem a Saint Louis com Lemann para oficializar uma proposta aos donos da Anheuser-Busch].
Os sete meses que se passaram desde as discussões no escritório de Jim Collins até o triunfo final foram divididos entre a estruturação financeira da operação e a penosa luta política para que ela se concretizasse. Na linha de frente ficaram Brito e seus auxiliares mais diretos, Felipe Dutra, diretor financeiro, e David Almeida, vice-presidente externo da InBev. A estratégia e algumas negociações especiais ficavam por conta do trio de empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, os maiores acionistas individuais da InBev, integrantes do conselho da empresa e criadores de uma cultura de gestão baseada em meritocracia, agressividade e foco nos lucros única no Brasil. Lemann, Telles e Sicupira são os primeiros e mais bem-sucedidos empreendedores globais produzidos pelo capitalismo brasileiro. São ícones de vanguarda de um período glorioso da economia do Brasil – como mostra a reportagem especial das próximas páginas.
Não é exatamente fácil conseguir a confiança da banca para um empréstimo de 45 bilhões de dólares. Não bastasse o montante, o momento é de crise bancária e de dúvidas sobre a economia dos EUA. Isso sem falar da inflação dos alimentos, como o trigo, que impacta diretamente os insumos de uma cervejaria. O responsável por convencer um grupo de nove bancos, capitaneados pelo JP Morgan e pelo Santander, a topar financiar de modo compartilhado a operação foi Felipe Dutra, 42 anos. Assim como Brito e Almeida, Dutra trabalha com o trio Lemann, Telles e Sicupira desde os tempos da Brahma no início dos anos 90 (veja quadro).
Quase no fim da negociação do empréstimo, emergiu a batalha política. Motivo: o sigilo da operação voou pelos ares antes da hora prevista. No dia 23 de maio, o diário inglês Financial Times revelava em detalhes o plano de ataque da InBev. Como não dava para desmentir a notícia, era preciso agir rápido. Imediatamente, Marcel Telles e Lemann voaram para Saint Louis. Foram conversar com August Busch IV, presidente e trineto do fundador da empresa, e com o seu tio Adolphus, integrante do conselho da cervejaria. Os quatro não são propriamente amigos, mas são velhos conhecidos. Nos últimos quinze anos, em várias ocasiões Telles e Lemann propuseram que se iniciassem conversas para uma associação. Até porque a dupla sempre achou que não existe uma empresa verdadeiramente global sem ser forte nos EUA. Nessas abordagens, os Busch diziam que concordavam com a idéia, mas empurravam com a barriga qualquer tentativa mais firme de avançar numa negociação. No encontro do fim de maio, tio e sobrinho repetiram amavelmente o script. Mas seus interlocutores haviam se cansado da velha conversa para boi dormir. Os Busch, então, ouviram de Lemann: "Nós vamos enviar uma proposta formal de compra para o conselho da companhia".
Foi a senha para o início de uma batalha. No dia 11 de junho, a InBev anunciou oficialmente que fizera uma proposta de 46 bilhões de dólares pela empresa. Duas semanas depois, os americanos recusaram a oferta. Consideraram-na baixa. Em Saint Louis, a confirmação da proposta soou como uma declaração de guerra da tropa estrangeira. Políticos e sindicalistas americanos começaram a levantar suas vozes contra a venda de um patrimônio tão caro aos americanos. É um filme que já se viu muitas vezes por aqui: o da empresa estrangeira ultracompetitiva que compra um símbolo nacional cheio de gorduras. Mas, desta vez, com sinais trocados. Neste filme eram os americanos que faziam o papel dos nacionalistas ofendidos. O tema atravessou até a campanha presidencial americana. "Será uma vergonha se os estrangeiros se tornarem donos da Bud", disse Barack Obama dias antes da conclusão do negócio. Sites foram criados para tentar barrar a "invasão estrangeira".
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[Fotos Célia Thowe/AE e Regis Filho. Sicupira (à esq.) e Lemann: mais uma vitória do modelo de gestão baseado em meritocracia, agressividade e foco no lucro].
Como o conselho de administração se mostrava arredio, a InBev começou a preparar a chamada oferta hostil – ou seja, faria a proposta diretamente aos acionistas e não mais ao conselho. No meio de tudo isso, os dois lados foram à Justiça. Os americanos, porque duvidavam de que a InBev tivesse realmente o comprometimento dos bancos para o empréstimo. Acusavam os proponentes de divulgar falsas ofertas. A InBev também subiu o tom: entrou com uma ação para que os diretores fossem destituídos, o que a lei americana prevê, e propôs uma nova diretoria, formada por ex-altos executivos de grandes empresas americanas. Antes que qualquer uma dessas ações fosse julgada, a InBev subiu o valor da oferta: agora, eram 52 bilhões de dólares na mesa. Para surpresa de Telles, Lemann, Sicupira e Brito, que contavam com uma batalha jurídica de uns quatro meses, um telefonema deu a senha de que a vitória estava próxima. Na semana passada, Busch IV, que em abril dissera que enquanto ele fosse presidente da empresa ela nunca seria vendida, ligou para Lemann. Era a rendição.
Durante todo esse processo, o carioca Carlos Brito, 48 anos, arregaçou as mangas. Agressivo nos negócios, mas avesso à exposição pública, Brito mandou às favas o horror aos holofotes. Dava entrevistas quase todos os dias explicando por que o negócio seria bom para os americanos também e se reunia com políticos, sindicalistas americanos – além de falar diretamente para os formadores de opinião de Saint Louis, escrevendo até artigos para o jornal local. Brito começou sua carreira na Brahma em 1989 e não parou de subir. É focado em lucros e não é carismático – o que, na opinião de Jim Collins, o oráculo de Boulder, é uma vantagem. Para Collins, os líderes carismáticos pensam mais em si mesmos do que nas empresas que comandam.
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Os americanos chiaram, mas a realidade é que a Anheuser-Busch virou uma presa fácil para empresas fortes e globalizadas. Eis um dos erros da companhia: acomodou-se no confortável mercado americano, no qual detém 50% de participação. Era uma empresa de um país só, ainda que fosse o país com o maior e mais lucrativo mercado de cervejas do mundo. Nos últimos dois anos, a Anheuser-Busch teve de enfrentar uma guerra de preços com a britânica SABMiller, que até a semana passada era a maior cervejaria do planeta. Isso aguou os lucros da americana. A fragilidade do dólar e uma gestão ultrapassada criaram as condições para o bote da InBev.
O grande temor econômico dos que se opunham ao negócio eram possíveis demissões e o fechamento de algumas das doze fábricas da empresa – o medo, enfim, era do enxugamento obsessivo, que é a marca da cultura Lemann-Telles-Sicupira. Para não criar maiores atritos nesse início, contudo, Brito e companhia vão começar os trabalhos tirando da gaveta um remédio criado pela própria Anheuser-Busch, que ela nunca teve coragem de executar. É o Blue Ocean, um plano de reestruturação que vai emagrecer os custos em 1 bilhão de dólares por ano. Mas que ninguém duvide: a cultura InBev vai se infiltrar em todos os poros da cervejaria preferida dos americanos. Assim como eles terão de se acostumar com brasileiros em Saint Louis. Quando a InBev foi criada, os brasileiros eram minoria na diretoria. Hoje, eles são sete dos doze diretores. Outros 130 brasileiros estão espalhados mundo afora em cargos de direção da empresa.
Qual é o passo seguinte? Aos mais íntimos, Lemann e Telles dizem que nos próximos cinco anos não poderão pensar em aquisição. Nesse período, estarão empenhados em pagar o gigantesco empréstimo tomado. Mas e depois? "Depois, eu não sei", disse na semana passada Telles, numa conversa reservada em Nova York, deixando no ar a óbvia possibilidade de outro ataque daqui a alguns anos. Te cuida, Heineken.
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SP/MALUF: ''MA VÁ !!!"
Em campanha, Maluf discute com eleitor sobre caso Pitta
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"Ele não soube aproveitar sua chance quando prefeito", disse Maluf. Pitta ficou conhecido em 1996, quando Maluf o lançou candidato à Prefeitura de São Paulo para sucedê-lo.O candidato do PP chegou a dizer que se Pitta não fizesse um bom governo, a população não precisava mais votar nele.
A assessoria do candidato disse ao estadao.com.br que não houve um bate-boca, mas sim uma discussão. "Maluf não se incomoda com esse caso. Para ele, a história Celso Pitta é uma página virada, como ele já falou na semana passada."
Esta não é a primeira vez que Maluf é questionado sobre o caso Pitta em campanha. No dia 10 de julho, ao percorrer a rua Jose Paulino, Maluf disse "desconhecer" o ex-prefeito, que voltou à imprensa após prisão na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Em seguida, um outro eleitor se aproximou de Maluf e o defendeu sobre o caso, dizendo que Pitta foi quem cometeu erros.
O SILÊNCIO É OURO... literalmente.
O silêncio dos inocentes
As partes conhecidas do relatório do delegado Protógenes Queiroz indicam ação intensa do que chama repetidas vezes de "organização criminosa" liberada por DVD (Daniel Valente Dantas) sobre figuras centrais do lulo-petismo, de José Dirceu a Gilberto Carvalho ao filho de Lula ao compadre de Lula ao antigo advogado de Lula... Ninguém sabe onde esse fio acaba. Os boatos são intensos, frenéticos.
Mas a pequena grande oposição cala-se.
O que o governador mineiro, Aécio Neves, tem a dizer sobre o caso DVD? E o governador paulista, José Serra? Fatos tão momentosos não merecem posicionamento público dos dois principais candidatos do PSDB à sucessão de Lula?
O escândalo DVD é constrangedor porque, desde sua proeminência nas privatizações tucanas, o banqueiro passou por PFL (DEM), PSDB e PT com a mesma desenvoltura. Contratou banqueiros tanto do BNDES tucano quanto do Banco Central petista.
Se Dantas falasse... Mas não vai falar. Assim como Delúbio Soares e Marcos Valério não falaram.
Dantas parece menos propenso ainda a falar, o silêncio hoje é um de seus maiores ativos.
Como protagonista das privatizações tucanas e depois no comando da Brasil Telecom, DVD conduziu negociações complexas entre empresários italianos, fundos de pensão de estatais, banqueiros, políticos, doleiros, governantes... Ninguém sabe onde esse fio acaba.
A longa disputa societária na BrT foi feia, suja e malvada. E teve final apoteótico: um acordo bilionário entre as partes precedido de forte articulação do governo para a criação de uma empresa embora a operação fosse contra a lei vigente. E dois empresários próximos do lulo-petismo ficam com o que gostam de chamar de "supertele" sem gastar quase nada no negócio.
Um caso exemplar, sem dúvida.
Seria muito bom para o país se Dantas falasse. Mas não vai falar.
CELSO AMORIM [In:] DIPLOMACIA & DIPLOMAS

Pois bem. Para surpresa generalizada, o chanceler brasileiro Celso Amorim trocou os velhos punhos de renda pelo bico do sapato.
Deixou em pele viva a canela dos representantes dos países ricos numa reunião preparatória de um debate na OMC (Organização Mundial do Comércio).
Na mesa, a velha pendenga entre ricos e emergentes. Nós aferrados à defesa da redução de subsídios dos produtos agrícolas.
Eles agarrados à tese de que já cederam o bastante e que cabe agora aos países em desenvolvimento abrir seus mercados para os produtos industrializados.
Um discurso que Amorim, acertadamente, trata como falacioso. O diabo é que o representante do Brasil entendeu de comparar a negociação para a rodada de Doha à propaganda nazista.
O chanceler de Lula citou a máxima de Joseph Goebbels. O ministro de propaganda de Hitler dizia que uma mentira, repetida à exaustão, acaba passando por verdade.
Descendente de judeus que sobreviveram ao holocausto, a chefe de comércio dos EUA, Susan Schuwab, saltou da cadeira.
Um porta-voz do governo norte-americano traduziu assim o desconforto: "Estamos todos aqui para negociar de forma efetiva. E esse tipo de comentário maldoso não tem lugar nessas negociações."
Amorim bem que tentou retomar a maciez. Mas, qual um zagueiro de time de várzea, ele voltou às canelas. Disse:
"Se ofendi alguém, eu lamento, não foi minha intenção. Mas mantenho: repetir uma distorção faz com que as pessoas acreditem que ela é a verdade."
Como se vê, o Brasil –ou o pedaço do país representado pelo Itamaraty— já se considera forte o bastante para prescindir da diplomacia. Acha-se em condições de prevalecer no grito. Ou na porrada.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, Foto: Jamil Bittar/Reuters. Charge: Novaes.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
O Globo
Acusações de Amorim enfraquecem Brasil na OMC
Caso Dantas ganha reforço de força-tarefa
Projetos mudam gestão da Previdência Social
Lula pede a libertação de reféns na Colômbia
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Folha de S. Paulo
Perícia no caso Dantas deve levar até 4 meses
Brasil envelhece rápido e atinge previsão de 2043
Amorim pede desculpas após citar frase de nazista na OMC
Presidente do Cade critica o governo na saída do cargo
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O Estado de S. Paulo
Lula abre cofre para aliados em ano eleitoral
EUA usam “deslize” contra o Brasil, diz Amorim
STF deve confirmar habeas corpus de Dantas
Remessas de trabalhadores estrangeiros crescem 78,4%
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Jornal do Brasil
Investidor aposta R$ 122 bilhões no Rio
PT quer apurar caso Dantas
MST agora luta contra empresas e agronegócio
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Correio Braziliense
R$ 35 milhões jogados fora
MP inicia hoje investigação de boicote a delegado da PF. (págs.1 e 3)
O apelo de Lula por paz
Caos aéreo maquiado
Carteiros tentam tirar o atrasoOs funcionários dos Correios que voltam a trabalhar hoje vão esticar o horário para normalizar as entregas. Processo deve levar 15 dias. (págs. 1 e 11)
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Valor Econômico
Alianças ideológicas e menos candidatos marcam eleições
Europeus querem cota para etanol
Cimenteiras vão investir R$ 5,5 bilhões
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Gazeta Mercantil
Rio de Janeiro receberá mais de R$ 100 bi de investimentos
Uma nova tentativa para salvar a Rodada Doha
Protagonistas abandonam o caso Dantas
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