A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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segunda-feira, abril 26, 2010
ELEIÇÕES 2010 [In:] NORMA ROUSSEFF ou DILMA BENGELL. QUEM É QUEM ?
O DIA EM QUE O PT TRANSFORMOU NORMA BENGELL EM DILMA ROUSSEFF.
OU: LOBO PERDE O PÊLO, MAS NÃO O VÍCIO
A rede já desvendou a tramóia. Não se fala em outra coisa!
O lobo perde o pêlo (aqui, ainda com acento), diz o ditado popular, mas não perde o vício. E, como sua especialidade é fingir, apresenta-se, às vezes, como se fosse cordeiro. Os petistas retomam uma prática antiga da tirania stalinista para tentar bombar a biografia da “criatura eleitoral” de Lula. Vejam esta imagem publicada no blog oficial de Dilma Rousseff:
Ela ilustra uma biografia da pré-candidata cujo objetivo é demonstrar a sua participação em momentos importantes da história brasileira — e sempre ao lado da democracia, ora essa! Trata-se de uma montagem com supostas três imagens de Dilma: quando criança, numa passeata contra a ditadura e nos dias atuais. Tudo estaria certo não tivesse aquela imagem do meio sido retirada desta foto:
A personagem apresentada como Dilma Rousseff é, na verdade, a atriz Normal Bengel, participando da chamada Passeata dos Cem Mil, realizada no Rio, no dia 26 de junho de 1968. Da esquerda para a direita, aparecem na fila as atrizes Tonia Carrero, Eva Wilma, Odette Lara, Norma Bengel e Ruth Escobar.
Isto mesmo: o BLOG OFICIAL DE DILMA — não se trata de coisa da molecada da rede, não; isso foi criado por profissionais — fraudou a história para tentar emprestar alguma relevância à biografia da candidata.
A situação é tão vexaminosa, que a empresa contratada para fazer a campanha, a tal Pepper Interativa, divulgou uma nota. Vejam que primor:
O blog Dilmanaweb lamenta profundamente a interpretação equivocada da foto que traz a atriz Norma Bengell participando de uma passeata contra a ditadura.
Jamais houve a intenção de confundir a sua imagem com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública. O que se busca, ali, é ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente. Outras fotos do blog fazem referência a esse momento em que os brasileiros foram às ruas pedir o fim da ditadura.
Dilma participou de todas essas lutas. Elas fazem parte de sua vida e da vida de milhões de brasileiros. Lamentamos eventuais mal-entendidos que possam ter ocorrido e tomaremos providências para evitá-los.
Pepper Interativa
Atenção!
Entenderam? Roubam a imagem de Norma Bengell, apresentam-na como se fosse de Dilma, mas a responsabilidade, obviamente, é de quem entendeu “errado” a mensagem… A Pepper é a agência que emprega o tal Marcelo Branco, aquele cabeludo que está revolucionando a língua portuguesa em suas mensagens na Internet.
Dilma militou em três organizações terroristas stalinistas, isto é, inspiradas moral, intelectual e politicamente no tirano soviético Josef Stálin, um dos maiores carniceiros da história. A prática de fraudar fotos vem daquele tempo.
A exemplo dos petistas, Stálin também recontava a história segundo os seus interesses, apagando, literalmente, os seus inimigos e se atribuindo uma importância que não tivera. Vejam estas fotos e suas respectivas legendas. Volto em seguida.

Em 1920, Lênin discursa em frente ao teatro Bolshoi, em Moscou. Fala aos soldados que vão lutar contra a Polônia. Ao lado do balcão, à sua esquerda (à direita da foto), de quepe, está Trotsky. Agora vejam...

... o que aconteceu depois que Trotsky foi banido da União Soviética. Stálin mandou apagar a sua imagem. No arquivo oficial e nos livros escolares, essa passou a ser a foto "verdadeira". Vejam outro exemplo abaixo.

Ato comemora o segundo ano do golpe bolchevique na Rússia, chamado de "revolução". Na foto da esquerda, sempre de quepe, Trotsky aparece ao lado de Lênin. Depois que Stálin "corrigiu" o passado, como fazem os petistas, seu inimigo desapareceu da história
Encerro
Os tempos são outros, mas a alma tirana é a mesma. A mitologia esquerdopata só se sustenta porque não reconhece a superioridade moral da verdade. Não fosse assim, não seria o próprio Lula a assaltar o passado e a biografia de seus adversários. Transformar Norma Bengell em Dilma Rousseff faz parte do PAM — o Programa de Aceleração da Mistificação. Trata-se apenas de um emblema de uma prática metódica.
Stálin, o fraudador-símbolo da história, metido a estudar lingüística (!), teria dito certa feita: “Fizemos a revolução, mas preservamos a bela língua russa”. Em tempos de Lula, Dilma e Marcelo Branco, caso a revolução petista seja consumada, nem isso se poderá afirmar sobre a “inculta & bela”.
(texto originalmente publicado às 16h33 de ontem)http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/
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GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA JUSTIÇA [In:] A VIDA IMITA A ARTE
GOVERNO PLANEJA SOLTAR 20% DOS PRESOS DO PAÍS
VIGILÂNCIA ELETRÔNICA PARA DESAFOGAR PRESÍDIOS |
Autor(es): Agência O Globo/Jailton de Carvalho e Fábio Fabrini |
O Globo - 26/04/2010 |
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HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE ''by'' MARINA SILVA
MARINA SILVA: Belo Monte é um projeto ruim, caro e de alto risco
Represa de erros |
Folha de S. Paulo - 26/04/2010 |
ESTÃO MAIS do que evidentes a complexidade e os riscos envolvidos na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, no Pará. |
LULA [In:] DILMA E A PERFORMANCE NA ''TELINHA''
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Lula chama Dilma e se queixa de seu desempenho na TV
Lula chama Dilma e pede mudança de discurso na TV | ||
Autor(es): VALDO CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA | ||
Folha de S. Paulo - 26/04/2010 | ||
Presidente aconselha petista a viajar menos e treinar para encarar entrevistas
O presidente Lula decidiu intervir e pedir ajustes na campanha de Dilma Rousseff. Chamada para uma conversa na sexta-feira, Lula reclamou que a pré-candidata do PT está sendo muito "técnica", precisa ser "direta e simples" nas entrevistas para a TV e falar frases mais sintéticas, evitando deixar raciocínios sem conclusão. Dois dias antes, Dilma havia participado do "Brasil Urgente", na TV Bandeirantes. Lula não viu o programa, mas foi informado que Dilma estava muito nervosa e, em vários momentos, deu respostas longas, sem concluir seu raciocínio. Em sua avaliação, nada grave nessa fase, mas um tipo de erro que não pode se repetir durante a campanha, principalmente nos debates eleitorais. A conversa entre Lula e Dilma ocorreu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, na sexta pela manhã. O presidente segue confiante de que vai eleger Dilma sua sucessora, mas confidenciou a aliados que ela precisa melhorar seu desempenho nas entrevistas a TV e rádio. Lula orientou sua ex-ministra a, nesse período da campanha, dedicar mais tempo a treinamentos para entrevistas como a concedida na semana passada ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. O presidente defende que, se for preciso, Dilma reduza suas agendas regionais e dê preferência aos treinamentos com sua equipe de campanha. Na avaliação de Lula, nesse momento, as entrevistas têm muito mais eficácia do que as viagens a Estados, principalmente naqueles em que ainda não há definições sobre os candidatos aliados a governador. Apesar dos reparos feitos por Lula na fala de Dilma no programa da Band, o presidente foi informado de que pesquisa feita pela equipe de campanha com grupos de mulheres apontou que o desempenho da petista foi considerado mais positivo do que negativo. Nessas pesquisas, a avaliação das mulheres foi que Dilma passou uma imagem de "humildade", "simpatia", "capaz de se emocionar", em contraste com sua fama de "autoritária" e "durona" citada diversas vezes pelo jornalista da Band. Experiência Acertar o tom de suas entrevistas e discursos é considerado, por seus assessores, essencial também para que Dilma demonstre algo que ela tem: segurança. E, com isso, demonstrar que tem experiência administrativa e está preparada para ocupar o lugar de Lula. Aliados da ex-ministra dizem que, nessa fase de pré-campanha, é preciso fazer não só ajuste no tom, mas também no conteúdo. Na avaliação de governistas, nesse período quem está se saindo melhor é o pré-candidato tucano, José Serra. Nas palavras de um aliado da ministra, que não quis ser identificado, "a experiência de Serra em campanhas está fazendo a diferença, ele está deixando a impressão de que é mais experiente, falando serenamente, fazendo uma campanha mais governista do que a Dilma". Do outro lado, a petista tem se desgastado mais, entrando em mais polêmicas, batendo demais na tecla da comparação entre os governos FHC e Lula e deixando em segundo plano a apresentação de propostas que possam entusiasmar o eleitor. Diante dessa avaliação, a equipe de campanha está preparando agendas e material para que Dilma desenvolva temas relacionados a mulheres, crianças e juventude, com propostas que seriam implementadas em um eventual governo seu.
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DILMA ROUSSEFF [In:] SE JÁ NÃO BASTASSE O CURRÍCULO ''LATTES'' ...
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Sítio oficial 'usa' foto de atriz como se fosse de Dilma
Reprodução do sítio oficial de Dilma Rousseff
Repare na sequência de fotos acima. Concentre-se na imagem do meio. Converteu-se na mais nova polêmica envolvendo a presidenciável petista Dilma Rousseff.
A encrenca ganhou a web. Deu-se o seguinte: Dilma inaugurou na semana passada um sítio oficial na internet. A página de abertura traz a fatídica trinca de fotos lá do alto.
A primeira retrata Dilma em criança. A última exibe a candidata com o rosto de hoje. Entre as duas, a imagem de uma jovem numa passeata.
Ao lado das três fotografias, a expressão “Minha Vida” e um pequeno enunciado: “Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma”.
Segue-se um link para a “biografia” da candidata. Quem pressiona com o mouse chega a uma página com a linha do tempo da vida de Dilma.
Há pequenos resumos das décadas de 40, 50, 60, 70, 80, 90 e 2000. Nem sinal da foto da passeata, aquela da abertura do sítio.
Pois bem, essa foto não é de Dilma. Quem aparece na imagem é a atriz Norma Bengell.
Deve-se a revelação ao repórter Ricardo Boechat. Ele levantou a lebre em sua coluna na última edição da revista IstoÉ.
Nas pegadas de Boechat, um blog panfletário criado pelo PSDB –“Gente que Mente”— apressou-se em tirar proveito do episódio.
Em nota curta, o blog tucano adicionou à notícia de Boechat a foto original de Normal Bengel, dessa vez por inteiro, não apenas do rosto.
O tucanato recolheu a imagem em outro blog avesso a Dilma, o “Coturno Noturno” (veja a foto abaixo).
Da esquerda para a direita, aparecem as atrizes Tonia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar.
A cena seria de 1968. Teria sido veiculada num influente diário da época, o Correio da Manhã.
Presidente do PPS, partido aliado a Serra, Roberto Freire pendurou no twitter, na noite deste sábado (24), uma nota: “Dilma deve explicação”.
Fica na atmosfera uma incômoda indagação: Por que diabos Dilma, já pilhada no caso do currículo anabolizado, apresentou como sua a cara de Normal Bengell?”
Para dizer o mínimo, a prevalecer o que parece, está-se diante de um caso de flagrante amadorismo político. Coisa incomum numa campanha presidencial.
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Escrito por Josias de Souza às 03h31, Folha Online.
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ELEIÇÕES 2010 [In:] PALANQUE ELETRÔNICO ? (II)
É verdade que sites, blogs e redes sociais terão maior influência neste ano. Mas não, ainda não teremos um fenômeno como Obama no Brasil
Manual básico do candidato conectado
As ações na internet que podem fazer diferença na disputa eleitoral e aquelas que só atrapalham
O que funciona Fazer contato direto com os eleitores por meio das redes sociais Usar a internet como “termômetro” da opinião pública para eventuais correções de rumo da campanha Usar a rede para esclarecer boatos e responder a críticas Chamar a atenção da imprensa para declarações e eventos da campanha
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O que pode funcionar Usar a rede para arrecadar recursos para a campanha Mobilizar militantes para eventos de rua ou campanha virtual Distribuir material de campanha, como programa de governo e adesivos Usar redes sociais para moldar a imagem do candidato
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O que dá errado Mandar spam (as mensagens indesejadas que lotam a caixa postal do internauta) Invadir ou derrubar sites dos adversários Criar perfis falsos em redes sociais para insultar adversários, tumultuar fóruns, blogs ou sites Usar o twitter apenas para mensagens oficialescas do candidato
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ELEIÇÕES 2010 [In:] PALANQUE ELETRÔNICO ?
É verdade que sites, blogs e redes sociais terão maior influência neste ano. Mas não, ainda não teremos um fenômeno como Obama no Brasil

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.
Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.
Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.
No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.
Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.
Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.
A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”
Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.
“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.
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http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
26 de abril de 2010
O Globo
Governo planeja soltar 20% dos presos do país
Para fazer frente à superlotação das prisões brasileiras, projeto do Ministério da Justiça propõe que os detentos menos perigosos saiam das cadeias e passem a ser monitorados eletronicamente. A medida pode mandar para as ruas 80 mil presos, cerca de 20% da população carcerária do país. Teriam direito ao benefício presos que ainda aguardam julgamento por crimes que não colocaram em risco a vida e a integridade física de ninguém: em vez de mantidos nas celas, eles usariam pulseiras ou tornozeleiras que permitem localizá-los permanentemente. A proposta de vigilância eletrônica, debatida no congresso da ONU sobre prevenção ao crime, formou uma espécie de consenso no governo de que esta é praticamente a única saída diante das condições críticas das prisões brasileiras. Dados oficiais mostram que o número de detentos aumenta 7,3% ao ano e que o déficit de vagas já chega a 180 mil. (págs. 1 e 9)
Sem Ciro, PSB cobra acordos regionais do PT
Antes de leilão, Bertin levou crédito oficial
Ricardo Noblat
Charge Chico: Entreouvido em Minas
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Folha de S. Paulo
Manchete: Receita mira investidor que ganhou com ações
Contribuintes paulistas que ganharam dinheiro na Bolsa em 2009 e não pagaram imposto sobre os lucros serão autuados pela Receita Federal a partir de maio.
Com base nas declarações de Imposto de Renda entregues até o início deste mês, a estimativa é que a sonegação tenha alcançado R$ 200 milhões. Pelas regras do fisco, quem vende mais de R$ 20 mil em ações em um mês tem de pagar 15% do ganho.
A fiscalização mira 247 mil contribuintes paulistas.
Segundo José Guilherme de Vasconcelos, superintendente da Receita em SP, nunca houve tantas declarações em que não se recolheu tributo sobre os ganhos na Bolsa. "O contribuinte não tinha o hábito de investir."
Se o contribuinte corrigir a declaração antes de ser autuado, não pagará a multa, de 75% a 225% do valor do imposto não pago. (págs. 1 e B1)
Lula chama Dilma e se queixa de seu desempenho na TV
Marina Silva: Belo Monte é um projeto ruim, caro e de alto risco
O governo ignora as manifestações em contrário e se utiliza de todos os instrumentos para viabilizar um projeto estrategicamente ruim, caro e de altíssimo risco socioambiental. (págs. 1 e A2)
Brasil vai se opor aos EUA em ação contra as drogas
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Metade dos empregados já tem registro na carteira
Pela primeira vez em 16 anos, metade dos trabalhadores tem carteira assinada pelo setor privado, nas metrópoles. Dados do IBGE mostram que a fatia de empregados contratados com registro atingiu 50,3% do total de ocupados em janeiro e 50,7% em fevereiro. O resultado de março será divulgado quinta-feira. Em números absolutos, há 11 milhões de pessoas com carteira assinada nas grandes cidades e a informalidade nas metrópoles, que é de 36,7% dos ocupados, está em um de seus níveis mais baixos: 18,1% trabalham sem carteira assinada e 18,6% por conta própria. Técnicos indicam, porém, setores com distorções. Apenas 1,5 milhão das 6,6 milhões de empregadas domésticas do País trabalham com registro em carteira. (págs. 1 e Economia B1)
36,7% é a fatia de empregados que permanecem na informalidade
PSB quer tirar cargos de Ciro no governo
Brasil prega luta contra o tráfico, não contra países
Irã testa cinco mísseis em rota comercial
Por apoio, Chávez dá reajuste de 40% a militares (págs. 1 e Internacional A8)
Fábio Giambiagi: O que falta à nossa democracia?
Visão Global: Apagão político
Denis Lerrer Rosenfield Revendo Marighella
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Correio Braziliense
Manchete: Como a MPB driblou a censura
Eleições: Políticos cassados tentam a redenção nas urnas
Funcionalismo: Terceirizados acusam União (págs. 1 e 10)
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Valor Econômico
Manchete: Ranking mostra empresas que pagam mais
Na média, o peso da parcela variável no total pago é de 56% nas empresas que pagam mais, em comparação com um índice de 29% nas demais, em uma amostra com 197 companhias abertas que divulgaram seus dados seguindo as normas da CVM. (págs. 1 e D1)
Governo pode definir preço da banda larga
França ameaça acordo entre Mercosul e UE
Serra Pelada inicia seu 2º ciclo do ouro
Desta vez, a exploração será mecanizada. Os canadenses formaram uma empresa junto com a maior cooperativa de garimpeiros de Serra Pelada. A Colossus terá 75% do que for extraído e os garimpeiros, 25%. Curionópolis, cidade onde está a mina, espera o presidente Lula no dia 7 para a outorga da lavra. O Planalto ainda não confirmou a visita. (págs. 1 e A3)
Recorde do Tesouro Direto
Ideias
Ideias
Ideias
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