A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, dezembro 09, 2009
Peter Moon

Bueno de Mesquita, em Palo Alto, Califórnia. Ele não usa bola de cristal. Diz que o futuro “é uma ciência”
"Quer saber qual será o resultado da conferência das mudanças climáticas? Você acha que os líderes mundiais reunidos na cúpula de Copenhague, em dezembro, chegarão a um acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em quantidade suficiente para deter o aquecimento global?”, pergunta o americano Bruce Bueno de Mesquita, de 62 anos. “Não sou nenhum climatologista, mas fiz meus cálculos e posso dizer: provavelmente não. Copenhague será um fracasso.” Ele é cientista político na Universidade Nova York e membro do Instituto Hoover, um centro de pesquisa da Universidade Stanford, na Califórnia.
Apesar da aparente boa vontade dos governos e da população mundial para chegar a um acordo climático, os cálculos de Bueno de Mesquita são categóricos. Não haverá acordo em Copenhague em 2009, nem na cúpula da Jamaica em 2010, nem na reunião seguinte em 2012 (talvez no Rio de Janeiro). E no longo prazo? “Perca as esperanças”, me diz, por telefone. “Não haverá acordo pelo menos até 2130, o limite das previsões do meu programa de computador.”
Bueno de Mesquita não é astrólogo, muito menos vidente. Ele não lê o tarô, não tem bola de cristal, não lê as linhas da mão nem vasculha o futuro nas folhas de uma xícara de chá. Sobretudo, não é um charlatão. O segredo do sucesso das previsões desse filho de judeus-holandeses que emigraram para a América antes da Segunda Guerra Mundial (seu sobrenome português remonta aos judeus de Portugal, expulsos pela Inquisição no século XVII) é o poderoso programa de computador que ele criou em 1979. O programa é baseado na Teoria dos Jogos – o ramo da matemática que procura prever de que forma as escolhas das pessoas, empresas e dos governos podem afetar o futuro (leia o quadro). Bueno de Mesquita aplica um questionário aos diversos “jogadores” envolvidos no problema que quer resolver e submete as respostas ao computador.
No caso da questão climática, um acordo para garantir reduções na emissão dos gases do efeito estufa depende da harmonização dos interesses de uma dúzia de jogadores mundiais. Segundo Bueno de Mesquita, quem é realmente favorável ao acordo são as organizações não governamentais e a florescente indústria de produtos ambientalmente corretos. Por outro lado, a indústria petrolífera e as empresas poluidoras e ineficientes são contrárias a qualquer acordo, bem como uma pequena parcela da opinião pública.
RELATÓRIO DA CIA, de 1993
Entre esses dois polos está a maioria da população mundial. Em tese ela defenderia um acordo, contanto que não lhe imponha sacrifícios. “O ser humano só pensa no curto prazo”, diz. “Somos incapazes de fazer concessões que reduzam nosso conforto em nome do benefício das gerações futuras”, escreveu no livro The predictioneer’s game (O jogo do vidente), lançado há um mês nos Estados Unidos, a ser publicado no Brasil em julho de 2010 pela Ediouro.
Nas democracias, a satisfação dos interesses imediatos da população é a precondição para a reeleição dos governantes, “e o objetivo número um de todo político é a sobrevivência política”. Daí, a pouca disposição dos eleitores dos países ricos em alterar seu estilo de vida gastador de energia (e poluidor) se reflete diretamente na posição de seus representantes em Copenhague. Os acenos, os sorrisos e as palavras de esperança dos líderes dos Estados Unidos, da União Europeia, do Japão, do Canadá e da Austrália escondem a impossibilidade de assumir compromissos duros na redução de poluentes. “Um acordo restritivo impõe custos econômicos pouco toleráveis num mercado em expansão e intoleráveis com as economias em crise.”
Por fim, há Brasil, Rússia, China e Índia. “As grandes economias emergentes estão entre os maiores emissores de gases do efeito estufa. Elas defendem seu direito ao desenvolvimento econômico e não vão apoiar cortes sérios nas emissões.”
Quando todas as condições são levadas ao programa de Bueno de Mesquita, o resultado é um impasse. A ausência de acordo não implica o aumento desenfreado nas emissões de gases. Ao longo das décadas, as posições de cada jogador mudam. Cada um faz concessões aqui para obter vantagens acolá. No longo prazo, a importância de um acordo para a redução das emissões vai diminuindo, até tornar-se irrelevante. Como isso se explica?
“Sou otimista com relação a isso”, diz Bueno de Mesquita. A crescente irrelevância de um acordo decorre do desenvolvimento de novas tecnologias limpas. “Ao longo do século XXI, haverá um aumento progressivo na participação das fontes renováveis não poluentes na matriz energética, como as energias solar, eólica e hidrelétrica. Novas tecnologias surgirão. Todas elas vão substituir os combustíveis fósseis, não renováveis e poluentes.”
Como ele sabe disso? “É porque, em 1979, aprendi a prever o futuro”, diz, sem falsa modéstia. Há 30 anos, ele era um jovem cientista político interessado em programas de computador e nas aplicações da Teoria dos Jogos. Foi quando criou seu primeiro programa para fazer previsões – e começou a acertar na mosca. “As previsões dele são iguais às de nossos analistas, apenas mais precisas”, diz um relatório de 1993 da CIA, a agência de informações do governo americano.
Bueno de Mesquita é o melhor do mundo no que faz. Em 30 anos de carreira e centenas de previsões, seu índice de acerto jamais ficou abaixo dos 90%. Na comunidade de informações, ele é visto como um oráculo. Seus principais clientes são o governo americano, as grandes corporações e a CIA.
Em 2008, Bueno de Mesquita tentou prever se o Irã se tornará uma potência nuclear. Com a ajuda de seus alunos da Universidade Nova York, coletou informações sobre mais de 90 atores do conflito no Oriente Médio e as incluiu no programa. O resultado saiu em minutos. Em 2010, o Irã estará a ponto de construir sua primeira bomba. Mas não vai fazê-lo. Apesar do endurecimento do regime fundamentalista islâmico, que reprimiu a oposição após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o programa diz que os iranianos moderados prevalecerão – ainda que esse movimento seja hoje imperceptível.
Bueno de Mesquita nunca veio ao Brasil. Mas já estudou o país. “No início dos anos 1980, o Brasil ainda estava no regime militar. “Pediram-me para saber se os militares entregariam o poder aos civis. O programa previu que sim, os militares sairiam de cena, e a nascente democracia brasileira seria sólida e duradoura. Felizmente, eu estava certo.”
Pergunto a ele se algum de seus clientes já lhe encomendou uma previsão sobre as eleições presidenciais de 2010. “Ainda não pediram essa previsão. Mas, por conta própria, já comecei a estudar o caso.” Bueno de Mesquita conhece as qualidades do presidente Lula, que considera um político extremamente hábil. E quanto a José Serra, o governador de São Paulo, líder nas pesquisas? “Dele não posso falar nada. Ainda não fiz nenhuma previsão. Mas da Dilma, sim.” A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, “não tem nem de perto a habilidade política do presidente”, afirma. “É estranho. Dilma escolhe repetidamente as opções políticas que pior impacto podem ter sobre sua campanha.” O que quer dizer isso? Como são as previsões do programa sobre sua campanha presidencial? “As perspectivas não são nada boas.”

Humoristas com máscaras dos líderes mundiais ironizam a cúpula na Dinamarca. Bueno de Mesquita lhes dá razão.
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GOVERNO LULA/LULA/CINEMA: ''PIPOCA COM GUARANÁ''
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
09 de dezembro de 2009
O Globo
Chuva mata 6 e leva caos a São Paulo
Conferência começa a esquentar
Foto-legenda: Urso derretido: Criada pelo WWF para simbolizar o aquecimento global, a escultura de gelo instalada sábado em Copenhague já mostra o esqueleto. Ontem, a ONU disse que esta é a década mais quente registrada, e que a temperatura da Terra está, sem qualquer dúvida, em elevação.
DEM quer sessão secreta para Arruda
Porcos na web
Cresceu 192% o volume de spams enviados por servidores localizados no Brasil este ano. Com isto, o país tornou- se o primeiro no ranking de envio de mensagens indesejadas, segundo relatório de segurança da empresa Cisco. O crescimento foi de 2,7% no ano passado para 7,7%. Os EUA ficaram em segundo lugar. A previsão dos especialistas é a de que o tráfego das mensagens - não solicitadas ou infectadas deve subir até 40% em 2010. (págs. 1 e 27)
Enem: MEC sabia de erro há um mês (págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Chuva alaga marginais e isola SP
A chuva na Grande São Paulo da noite de segunda à manhã de ontem provocou seis mortes e alagou 105 pontos, vários deles nas marginais Tietê e Pinheiros. A Ceagesp ficou inundada.
Às 9h, o congestionamento na capital era de 127 km, muito acima da média das terças-feiras (80 km no segundo semestre de 2008). Bairros nas zonas norte e oeste ficaram sem energia.
Houve cerca de mil desabrigados. Em 20 horas, caíram sobre São Paulo 75,8 mm de água, um terço da chuva esperada para dezembro. Em oito dias, choveu 70% do previsto para o mês.
Dos seis mortos, quatro eram irmãos (de 7, 9 e 20 anos) que morreram num deslizamento em Santana de Parnaíba. Na semana passada, a chuva já matara sete pessoas no Estado.
O impacto da chuva, porém, foi agravado pelo não funcionamento de uma bomba na Usina Elevatória de Traição, na marginal Pinheiros, sob responsabilidade do governo do Estado.
Para o prefeito Gilberto Kassab (DEM), obras antienchente funcionaram, o que foi "positivo". O governador José Serra (PSDB) não falou. A previsão é de mais chuva hoje. (págs. 1 e Cotidiano 2)
Para especialista, não há saída nos próximos 3 anos
Para Mario Thadeu Leme de Barros, professor da USP e especialista em drenagem urbana, não há solução para as enchentes em dois ou três anos. Ele defende, entre outras medidas, diques no Tietê, elevação das pistas das marginais e, em 20 anos, acabar com elas. (págs. 1 e Pág. Esp. C6)
Foto-legenda: Alagamento na saída da ponte da Freguesia do Ó, na zona norte, depois de o rio Tietê transbordar em razão das chuvas
Foto-legenda: Caminhão tenta passar pela marginal Tietê inundada nas proximidades da ponte Atílio Fontana, que leva à rodovia Anhanguera
Lula decide editar MP com reajuste para aposentados
Com a MP, o governo barra projeto na Câmara que prevê reajuste maior. (págs. 1 e B1)
PF vê indício de propina para secretário de Kassab
Os senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Renato Casagrande (PSB-ES) também foram citados. Advogado da Camargo Corrêa criticou vazamentos. Em férias, segundo a prefeitura, o secretário Zacarias não foi localizado. Os senadores e os políticos do PR negaram as acusações. (págs. 1 e A4)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Chuva paralisa SP e mata seis
Com a capital intransitável, rotina é alterada e ruas ficam vazias
Prefeitura nega problemas
Previsão é de mais chuva hoje
A Grande São Paulo enfrentou em 24 horas a chuva mais volumosa em dois anos-foi o equivalente a quase metade do que era esperado para todo o mês. Como resultado, houve seis mortes - o caso mais grave foi em Santana de Parnaíba, onde um deslizamento de terra matou quatro irmãos, três deles crianças. Já a capital ficou intransitável, com 105 pontos de alagamento, entre os quais as duas Marginais - e especialistas dizem que o aprofundamento da calha do Tietê já está no limite. A explicação para o fenômeno climático foi a chamada "chuva - frontal" - o encontro de uma massa de ar frio e seco com uma massa de ar quente e úmido. De intensidade mais fraca, mas de longa duração, ela atinge toda a área de forma simultânea. Para estudiosos, as chuvas persistentes em São Paulo podem já ser resultado das mudanças climáticas. (págs. 1, Cl, C3 a C10 e C12)
Foto-legenda: Desolação – Às 8h56 paulistanos caminham pela Marginal do Tiête, um dos pontos intransitáveis na cidade
Foto-legenda: Dor - Casa onde deslizamento matou 4 irmãos que dormiam no mesmo quarto, em Santana de Parnaíba
Para Kassab, dia de caos teve seu 'lado positivo'
127 morrem em série de ataques no Iraque
Polícia: Presos 6 acusados de roubar R$ 20 mi
Crise no DF: Arruda aparece em lista de empreiteira
Censura ao 'Estado' será julgada hoje no Supremo
Um terço das famílias de SP busca imóvel para comprar
Notas e Informações: O triste saldo do Enem
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Jornal do Brasil
Manchete: O país no rumo da bolha
A ampliação das importações de máquinas pela indústria e o crescimento do nível de empregos em outubro, anunciados ontem, são sinais de economia saudável. Porém, analistas consultados pelo JB alertam para o fato de que a política de incentivos - como a redução do IPI - tornou-se desnecessária e está alimentando uma espécie de bolha de consumo. A avaliação é a de que a dedução deveria ter sido suspensa no terceiro trimestre, já que a economia apresentava sinais de recuperação. Como foi mantida, agora pode estar incentivando um ambiente inflacionário cujos reflexos viriam em 2011. (págs. 1 e Economia A17)
Beltrame rebate ONG americana que critica polícia
Foto legenda: Chuvas deixam o Rio lento e causam tragédia em São Paulo
DEM sofre para expulsar Arruda
Ladrões presos por amadorismo
Terror mata mais de 100 no Iraque
Coisas da política
Informe JB
Editorial
Sociedade Aberta
Prof. de finanças do Ibmec-RJ
Há crescimento ou bolha na economia brasileira? (págs. 1 e A17)
Sociedade Aberta
Sociólogo
Lula e a política externa: sobre paz e imperialismo. (págs. 1 e A23)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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