A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sexta-feira, junho 15, 2012
RIO +20. "MAIS 20'' ANOS DE ESPERA ?
Mundo sustentável para quem?
Autor(es): Por Vera Saavedra Durão |
Valor Econômico - 15/06/2012 |
Em tempos de Rio+20, quando está em discussão o futuro do planeta - tendo como pano de fundo a crise que assola os países da União Europeia -, o ambiente é propicio a debates e questionamentos diversos sobre o modelo atual de capitalismo que regula o modus vivendi dos 7 bilhões de terráqueos. A diversificada agenda de debates dos participantes do megaevento, que reúne desde chefes de Estado até ONGs, busca alternativas ou salvaguardas a um modelo industrial, consumista e predatório, dominado pelos mercados, e que tem dado sinais claros de esgotamento. Mas a conversa pouco anda, por falta de vontade política dos governos para buscar alternativas concretas. Nessa busca por mudanças para novos valores civilizatórios, grupos de origens diversas começam a questionar o culto ao Produto Interno Bruto (PIB), o indicador macroeconômico mais conhecido e tradicional para medir o crescimento das nações. O debate não é novo, mas volta com força quando começa a ser posta em cheque a noção de desenvolvimento vinculada à ideia de progresso e de crescimento econômico tal como é hoje. PIB é um indicador insuficiente para medir desenvolvimento O primeiro alerta no âmbito da Rio+20 veio de Sheng Fulai, chefe da unidade de pesquisa e parcerias econômicas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Em encontro de estatísticos promovido esta semana pela ONU, no IBGE, para discutir PIB Verde, ele saudou a iniciativa das agências de desenvolvimento sustentável, que decidiram agregar a questão ambiental ao produto bruto, mas criticou a atual metodologia do indicador, por considerar incompleta a forma de medir a riqueza e o desenvolvimento de um país. "O PIB não é completo", acusou Fulai. E citou três problemas que, a seu ver, o limitam como parâmetro de medida de desenvolvimento: não considera os aspectos sociais e ambientais, não é preciso e nem mede o desenvolvimento lato sensu de um país. Para Fulai, só é usado para medir o progresso material, comparando o produto bruto a um painel de um carro que não apresenta as informações corretas. "Isso pode causar problemas", advertiu. O que fica evidente nesse discurso crítico é que o PIB, que computa produção e serviços, é insuficiente para dar conta de todo o processo de desenvolvimento dos países no século XXI, como destacou em relatório sobre globalização o prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz. "Para a maior parte do mundo, a globalização, como tem sido conduzida, assemelha-se a um pacto com o demônio. Algumas pessoas nos países ficam mais ricas, as estatísticas do PIB - pelo valor que possam ter - aparentam melhoras, mas o modo de vida e os valores básicos da sociedade ficam ameaçados. Isso não é como deveria ser", disse Stiglitz. Cândido Grzybowski, sociólogo e diretor do Ibase, chama a atenção para o fato de que o indicador tem lados absurdos, pois não separa as atividades econômicas que aumentam a riqueza dos países, daquelas que as destroem. Os custos devastadores de fenômenos naturais nem sempre são considerados nessa contabilidade. "Um tsunami pode levar a um avanço do PIB." Participante da Cúpula dos Povos, reunião paralela da sociedade civil na Rio + 20, Grzybowski destaca a importância de se apoiar propostas de mudanças no atual modelo capitalista, como a de alterar a medida de valor da riqueza comumente usada, ou seja, o PIB. "Trata-se de uma medida apenas do que se ganha, e não do que a humanidade perde. No PIB está embutida muito da destruição ambiental e da injustiça social que vemos." O que pode ser melhorado e acrescentado à atual metodologia do PIB? Na questão social, o cálculo do PIB per capita deveria ser alterado, pois não leva em conta a concentração de renda. A conta atual divide, grosso modo, o número de habitantes pelo valor do PIB. O PIB per capita alimenta um ranking internacional disputado pelos países. O dado, porém, pouco ou nada revela sobre as desigualdades sociais das nações. Computar atividades ligadas ao bem-estar, aí incluídas saúde e educação, por exemplo, é importante para se medir a qualidade de vida das nações. Isso é feito hoje por outro indicador, o Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), da ONU. A discussão mais atual sobre reformas no PIB está centrada nas noções de bem-estar e felicidade. Em 2011, uma resolução da ONU, baseada em proposta feita pelo Butão, foi baixada para estimular os países-membros a adotar indicadores de felicidade. O Brasil foi um dos signatários. O problema da reforma do PIB é muito complexo. Uma ampliação do indicador foi anunciada na Rio + 20. Trata-se da criação do PIB Verde, uma contabilidade para medir o patrimônio ambiental dos países, padronizada internacionalmente, aprovada pela ONU em fevereiro. O Banco Mundial busca amealhar recursos para implantá-la em países em desenvolvimento pobres. Até agora já foram recolhidos US$ 15 milhões, distribuidos para seis países. A ideia do Bird é implementar o PIB Verde em pelo menos 50 países mais pobres ligados à ONU. Ao todo, são 193 países. Os da União Europeia já calculam o PIB Verde. O Brasil vai começar após a Rio + 20, a partir do levantamento dos recursos hídricos. Ativistas ambientais são críticos severos do PIB Verde, por encará-lo como parte do que chamam de "economia verde". Para eles, o PIB Verde será uma nova frente de expansão do capitalismo. O mais importante nesse debate, reativado na Rio+20, é estimular os governos e economistas a repensar o culto ao PIB como indicador de progresso. Isto alimenta o dogma do crescimento economico de produção e consumo como meta ideal a ser perseguida pelos países, principalmente os emergentes. Não basta crescer. A economia tem que medir as necessidades humanas a partir do uso correto e não predatório dos recursos naturais. Esses devem estar ao alcance de todos, como o ar e a água (esta já nem tanto), uma mudança radical para preservar o planeta e construir uma sociedade realmente sustentável. --- |
MEIO AMBIENTE. UMA ''GRIFFE'' SUSPEITA.
Desafios à Rio+20
Autor(es): Frei Betto |
Correio Braziliense - 15/06/2012 |
Dentro de poucos dias, a Rio+20 abrigará chefes de Estado, e ambientalistas e movimentos sociais na Cúpula dos Povos. O evento corre o risco de frustrar expectativas caso não tenha, como ponto de partida, compromissos assumidos na Agenda 21 e acordos firmados na Eco-92 e reiterados na Conferência de Johannesburgo, em 2010.
Há verdadeira conspiração de bastidores para, na Rio+20, escantear
os princípios do desenvolvimento sustentável e os Objetivos do Milênio,
e impor as novas teses da "economia verde", sofisma para encobrir a
privatização dos recursos naturais, como a água, e a mercantilização da
natureza.
O enfoque dos trabalhos deverá estar centrado não nos direitos do
capital, e sim na urgência de definir instrumentos normativos
internacionais que assegurem a defesa dos direitos universais de 7
bilhões de habitantes do planeta e a preservação ambiental.Cabe aos governos reunidos no Rio priorizar os direitos de sustentabilidade, bem-estar e progresso da sociedade, entendidos como dever de garantir a todos os cidadãos serviços essenciais à melhor qualidade de vida. Faz-se necessário modificar os indicadores de desenvolvimento, de modo a levarem em conta os custos ambientais, a equidade social e o desenvolvimento humano (IDH). A humanidade não terá futuro sem que se mudem os padrões de produção, consumo e distribuição de renda. O atual paradigma capitalista, de acumulação crescente da riqueza e produção em função do mercado, e não das necessidades sociais, jamais haverá de erradicar a miséria, a desigualdade, a destruição do meio ambiente. Migrar para tecnologias não poluentes e fontes energéticas alternativas à fóssil e à nuclear é imperativo prioritário. Nada mais cínico que as propostas "limpas" dos países ricos do Hemisfério Norte. Empenham-se em culpar os países do Hemisfério Sul quanto à degradação ambiental, no esforço de ocultar sua responsabilidade histórica nas atividades de suas transnacionais em países emergentes e pobres. Há que desconfiar de todas as patentes e marcas qualificadas de "verdes". Eis aí um novo mecanismo de reafirmar a dominação globocolonialista. O momento requer uma convenção mundial para controle das novas tecnologias, baseada nos princípios da precaução e da avaliação participativa. Urge denunciar a obsolescência programada, de modo a dispormos de tecnologias que assegurem o máximo de vida útil aos produtos e beneficiem a reciclagem, tendo em vista a satisfação das necessidades humanas com o menor custo ambiental. À Rio+20 se impõe também o desafio de condenar o controle do comércio mundial pelas empresas transnacionais e o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC) na imposição de acordos que legitimam a desigualdade e a exclusão sociais, impedindo o exercício de políticas soberanas. Temos direito a um comércio internacional mais justo e em consonância com a preservação ambiental. Sem medidas concretas para frear a volatilidade dos preços dos alimentos e a especulação nos mercados de produtos básicos, não haverá erradicação da fome e da pobreza, como preveem, até 2015, os Objetivos do Milênio. Devido à crise financeira, parcela considerável do capital especulativo se dirige, agora, à compra de terras em países do Sul, fomentando projetos de exploração de recursos naturais prejudiciais ao meio ambiente e ao equilíbrio dos ecossistemas. A Rio+20 terá dado um passo importante se admitir que, hoje, as maiores ameaças à preservação da espécie humana e da natureza são as guerras, a corrida armamentista, as políticas neocolonialistas. O uso da energia nuclear para fins pacíficos ou bélicos deveria ser considerado crime de lesa-humanidade. Participarei da Cúpula dos Povos para reforçar a proposta de maior controle da publicidade comercial, da incitação ao consumismo desmedido, da criação de falsas necessidades, em especial quando dirigidas a crianças e jovens. Educação e ciência precisam estar a serviço do desenvolvimento humano e não do mercado. Uma nova ética do consumo deve rejeitar produtos decorrentes de práticas ecologicamente agressivas, trabalho escravo e outras formas de exploração. Enfim, que se faça uma reavaliação completa do sistema atual de governança ambiental, hoje incapaz de frear a catástrofe ecológica. Um novo sistema, democrático e participativo, deve atacar as causas profundas da crise e ser capaz de apresentar soluções reais que façam da Terra um lar promissor para as futuras gerações. --- |
CORRUPÇÃO = ''TERRA BRASILIS''
Corrupção: o mais hediondo dos crimes
Autor(es): Chico Leite |
Correio Braziliense - 15/06/2012 |
Recentemente, a comissão de juristas que trabalha na elaboração do novo Código Penal decidiu incluir delitos como o terrorismo e o racismo no rol dos crimes hediondos. Louvável avanço para a nossa democracia. Faltou, porém, tipificar como hedionda uma prática que, em grande parte, é responsável pela desigualdade social do país e representa entrave para o desenvolvimento nacional. Refiro-me à corrupção, que, por seis votos a quatro, não foi incluída no rol dos crimes hediondos. Com o devido respeito que merecem os ilustres juristas do colegiado, ouso discordar da decisão. Ninguém nega agravidade e a nocividade dos delitos cuja inclusão foi efetivamente proposta. Todavia, a corrupção pode ter consequências ainda mais danosas ao país. Como os demais crimes praticados contra o patrimônio público, a corrupção é um atentado contra o cidadão. Isso porque não há dinheiro do Estado, mas verbas públicas provenientes do pagamento de tributos pelos cidadãos, as quais devem ser revertidas em serviços públicos de qualidade para o povo.
A nocividade da corrupção está no caráter insidioso, obscuro e
perene. Não exibe o sangue da vítima como no homicídio, mas se revela
no sofrimento do doente na fila do hospital público; não mostra a
vítima violentada pelo estuprador, mas expõe a mãe que vê o futuro dos
filhos minguar por falta de condições de estudos e, por essa razão, de
competir no mercado de trabalho.
Embora leve a consequências que podem não ser detectáveis à primeira
vista, a corrupção certamente é a causa da miséria de milhões de
cidadãos por conta dos valores desviados, que deveriam ser aplicados na
proteção da qualidade de vida dos que contribuem com seu dinheiro para
o progresso do país e, com maior razão, daqueles que, pela situação
social desfavorável, nem têm como contribuir. Sem exageros, é preciso
dizer com clareza: a corrupção prejudica até mesmo quem ainda nem
nasceu. Verdadeiro crime contra a humanidade.O Código Penal ainda será discutido antes de sua votação e, portanto, nosso Congresso Nacional poderá incluir a corrupção no rol de crimes hediondos. Mas o debate não pode se restringir à esfera jurídica. O Brasil precisa vencer a luta contra a cultura da corrupção. Precisamos enfrentar com franqueza nossos problemas históricos, culturais e sociológicos que levaram à banalização da corrupção em todos os atos – do "inocente" pedido ao amigo servidor para agilizar um processo ao desvio de milhões dos cofres públicos por gestores criminosos. Estamos todos cansados de ver figuras notoriamente corruptas circulando nas colunas sociais. Alguns renunciam, são cassados e até, eventualmente, devolvem parte do que desviaram, mas não conhecemos muitos casos de políticos corruptos pagando por seus delitos na cadeia. Não basta lutar contra a corrupção genericamente. Precisamos refletir, pôr em questão nossa própria cultura, levar o debate para as salas de aula, para as ruas, para dentro de casa. Nesse sentido, viria em boa hora a inclusão da corrupção no rol de crimes hediondos. O regime penal e processual penal mais rigoroso certamente pode constituir mais um importante instrumento legal na luta travada pela sociedade para prevenir e combater as ações dos corruptos. ----------- |
XEQUE (CHEQUE) MATE !!!
"TROPA DO CHEQUE" ABRE GUERRA NA CPI
MAIS UM CAPÍTULO DA BLINDAGEM NA CPI |
Autor(es): JOÃO VALADARES e DENISE ROTHENBURG |
Correio Braziliense - 15/06/2012 |
O trator governista entrou mais uma vez em ação e atropelou ontem qualquer tentativa de avanço na investigação da CPI do Cachoeira. A pedido do relator Odair Cunha (PT-MG), a comissão adiou as convocações do dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, aquele que garante comprar qualquer senador da República por R$ 6 milhões; e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) Luiz Antônio Pagot, candidato a homem-bomba da CPI. A oposição esperneou, ameaçou se retirar da sessão e decretou a morte da CPI. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), mesmo sendo da base governista, reagiu e denunciou uma "tropa do cheque", formada por deputados e senadores, alguns deles integrantes da CPI, que teriam almoçado com Cavendish, em Paris, na semana santa, após viagem em missão oficial a Uganda, na África. À noite, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que integra a comissão, informou que se encontrou com Cavendish casualmente, sem agendamento prévio, durante almoço num restaurante em Paris. Os deputados Dudu da Fonte (PP-PE) e Maurício Quintela (PR-AL), integrante da CPI, acompanhavam o senador. Eles estavam com suas mulheres e, conforme Ciro Nogueira, Cavendish estava sentado em outra mesa. O parlamentar alega apenas que o cumprimentou. "É uma molecagem o que estão dizendo agora. Miro aproveitou o momento em que eu não estava na sala para falar isso", afirmou. Ontem, quando o relator se posicionou contra a convocação de Cavendish, Ciro Nogueira foi o primeiro a se inscrever para apoiar o encaminhamento proposto pelo deputado Odair Cunha. Disse que não havia motivo, neste momento, para convocação do dono da Delta. De acordo com ele, a CPI precisava analisar os documentos relativos à quebra de sigilo da construtora para se preparar melhor. O termo "tropa do cheque", que causou bate-boca e constrangimento, surgiu durante depoimento do governador Agnelo Queiroz (PT-DF), na última quarta-feira, que se confundiu e trocou as palavras. Ele queria dizer que não tinha levado nenhuma "tropa do choque" para o plenário da comissvaão. Ontem, a expressão, repetida por Miro Teixeira, foi o combustível para início de uma grande confusão. "Eu não sou da bancada do cheque. O senhor precisa ter responsabilidade. Essa CPI tem foco. Chamar o Pagot aqui é para discutir contribuições de campanha. Isso não é foco da CPI. Temos que examinar a organização criminosa do senhor Cachoeira", atacou Vaccarezza. O parlamentar carioca rebateu. "Que medo é esse? É o medo da revelação da verdade. Esta comissão fica sob suspeita, sim. Revela uma tropa do cheque. Se eu tivesse um nome, faria uma denúncia", afirmou Miro. No fim da sessão, ele encaminhou requerimento pedindo informações ao Senado e à Câmara para ter todo o detalhamento da missão oficial. "Notícia-crime" Com o adiamento dos depoimentos, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) resolveu criar uma espécie de CPI paralela para ouvir Pagot, com o apoio de outros integrantes, numa sala do Congresso. Miro ressaltou que o drible no relator não fere o regimento. "Vamos comunicar a notícia-crime e chamar um delegado da Polícia Federal para tomarmos o depoimento do Pagot por termo. Será uma sessão pública, presidida pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele já topou e vai aproveitar a próxima semana, quando não haverá sessão, para conversar com o Pagot." Deputados e senadores que se posicionaram contra o relator alegaram que a empreiteira Delta foi declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União e tem um ex-diretor ligado à Cachoeira. O adiamento do depoimento de Cavendish foi aprovado por 16 votos a 13. No caso de Pagot, o placar ficou em 17 a 13. Odair Cunha alegou que a votação não significa que o dono da Delta ficará sem ser ouvido. "Aprovamos aqui apenas o adiamento. Não estamos dizendo que a CPI rejeita o depoimento de Cavendish." Vital do Rêgo, presidente, e Odair Cunha, o relator: a CPI decidiu que não vai se reunir na semana que vem Após o resultado ser proclamado, um grupo de integrantes da CPI, grande parte da oposição, ameaçou se retirar da sala. O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder do partido na Câmara, disse que estava envergonhado. Mas pouco antes, o PSDB foi ridicularizado por ter apresentado requerimento pedindo a convocação da presidente Dilma Rousseff. A solicitação foi assinada pelos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Fernando Francischini (PSDB-PR), Domingos Sávio (PSDB-MG) e Vanderlei Macris (PSDB-SP). O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo, citando a Constituição Federal, afirmou que nem iria receber o requerimento. Na próxima semana, não haverá nenhuma sessão da CPI do Cachoeira. ---------- Colaborou Adriana Caitano e Karla Correia --------- "Que medo é esse? É o medo da revelação da verdade. Esta comissão fica sob suspeita, sim. Revela uma tropa do cheque" Miro Teixeira (PDT-RJ), deputado federal e integrante da CPI Histórico » Os requerimentos para a convocação dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT-DF), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), só foram aprovados após três reuniões administrativas e muita pressão da opinião pública. » O relator da CPI impediu, por várias vezes, votação do requerimento para quebra de sigilo da Delta em todo o Brasil. Dizia que não havia justificativa, mesmo com a empreiteira no foco do escândalo. Só depois de vários adiamentos, a comissão resolveu votar o pedido. » O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AC) esperou mais de um mês para que 28 requerimentos que solicitavam a quebra de sigilo de empresas fantasmas ligadas à Delta entrassem na ordem do dia. Apenas parte das solicitações foi votada. » Ontem, mais uma vez, o relator alegou que não era o momento de aprovar a convocação do dono da Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot. --- |
... A FAZER A CORTE !
Probos da corte!

Aí tem!
CHOQUE, CHEQUE, CHOPP, PIZZA... (Cheque!)
Dora Kramer
Choque da tropa
Autoexplicativa, a expressão surgiu na cena política há 20 anos para definir a motivação da “tropa de choque” que atuava em defesa do então presidente Fernando Collor quando da CPI que resultou no processo de impeachment.E deixaram por qual razão? Segundo o deputado Miro Teixeira, em decorrência da movimentação da “tropa do cheque”.
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Dois integrantes da CPI do Cachoeira, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), encontraram-se num restaurante em Paris com o então presidente da Delta, Fernando Cavendish, às vésperas da instalação da comissão, na Semana Santa. Também estava o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que não é da CPI. Ontem, em sessão tumultuada, a CPI barrou a convocação de Cavendish. Ciro fez discurso e votou contra a convocação. Lessa não apareceu. Indignado, o deputado Miro Teixeira, sem citar nomes, pediu que a CPI apure se algum parlamentar esteve com Cavendish na França. Para Miro, pode haver uma “tropa do cheque” em ação. A CPI também barrou a convocação do ex-diretor do Dnit Luiz Pagot. (Págs. 1, 3 a 10, Merval Pereira e editorial “CPI libera forças difíceis de controlar”)
No segundo dia da conferência Rio+20, a Petrobras anunciou plano de negócios que aumenta os investimentos em combustível fóssil (petróleo e gás) e reduz os do setor de biocombustíveis (etanol e biodiesel).
Para o período de 2012 a 2016, a participação da energia limpa nos investimentos caiu de 2% para 1,6%. Isso mostra mudança de foco na empresa, que, no plano anterior, previa elevar de 5% para 12% a fatia no etanol. (Págs. 1 e Cotidiano C15)
Luiz Felipe Pondê
Pessoas que se julgam salvadoras do mundo são de dois tipos: autoritárias ou infantis. (Págs. 1 e C15)
A decisão, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, piorou o clima entre islamitas e apoiadores do antigo regime. Revoltados, manifestantes entraram em confronto com forças de segurança. (Págs. 1 e Mundo A19)
A prefeitura investigará a ampliação do Pátio Higienópolis, que pode ter obtido a licença sem cumprir contrapartidas. Acusada de pagar propina para legalizar o empreendimento, a empresa Brooksfield diz que a denúncia é infundada. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Os partidos da base aliada frearam a CPI do Cachoeira e impediram a convocação do empresário Fernando Cavendish, proprietário da Delta Construções. A empreiteira, declarada inidônea há dois dias pela Controladoria-Geral da União, tem grande participação no PAC, e Cavendish é amigo do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) existe uma “tropa de cheque” na CPI pronta para defender Cavendish. Os governistas também rejeitaram a convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Luiz Antônio Pagot, que diz ter informações sobre a relação entre a Delta e agentes públicos. (Págs. 1 e Nacional A4)
Análise: Dora Kramer
Choque da tropa
A CPI deu margem à suspeita de que teme os depoimentos de Pagot e de Cavendish. (Págs. 1 e Nacional A8)
Sigilo quebrado
A CPI do Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico, de mensagens de celular e de e-mail dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) desde 2002. (Págs. 1 e Nacional A8)
Fotolegenda: Globalização
Índia caiapó carrega garrafa PET de refrigerante na Aldeia Kari-Oca, na Rio+20.
O cenário de dificuldades não implica que sejam irrelevantes na Rio+20 as discussões da sociedade. Elas farão avançar a consciência - e as ações. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Se o Brasil fosse um país sério, o próximo passo da CPI do Cachoeira seria uma acareação entre Perillo e Agnelo para ver quem é mais honesto. (Págs. 1 e Cidades C6)
Com a quebra de sigilos, a CPI do Cachoeira terá farta travessa de informações para mastigar. (Págs. 1 e A3)
As maiores economias do G-20 estão preparadas para turbulências advindas do resultado das eleições gregas, no domingo. Segundo fontes do grupo disseram à “Reuters”, os bancos centrais estão preparando uma ação coordenada para garantir a liquidez e estabilizar os mercados. Ontem, o Banco da Inglaterra e o Tesouro do Reino Unido anunciaram plano de 100 bilhões de libras (US$ 155 bilhões) para combater os efeitos do agravamento da crise. (Págs. 1, C1, C5, C13 e C14)
O anúncio do investimento aparece nas últimas 14 linhas do balanço anual publicado no Diário Oficial do Rio, em 6 de junho. O grupo não se pronunciou sobre o assunto. Instituído por decreto do governador e aprovado na Assembleia Legislativa, o benefício está previsto no programa Rioinvest Apesar dos incentivos que as montadoras têm recebido, os poucos balanços publicados revelam um setor com boa rentabilidade. (Págs. 1 e B6)
“Tocaram os trilhos e não fizeram os pátios. Ainda que toda a linha estivesse pronta, não teria onde estacionar para receber e entregar a carga”, disse José Eduardo Castello, que há oito meses assumiu a presidência da Valec para colocar ordem na casa. Há falhas grosseiras como ausência de proteção de taludes, falta de sistemas de drenagem e aterros mal construídos. (Págs. 1 e A18)
É preciso mudar os padrões de desenvolvimento e aprender a prosperar sem crescer, defende Um Jackson, professor de sustentabilidade da Universidade de Surrey, Inglaterra. “Não é possível pensar simplesmente em crescimento econômico indefinidamente. Em algum ponto haverá limites ecológicos e parecemos estar bem perto deles”, diz. (Págs. 1, Al2 e A13)
Entre as ações recentes, uma chama a atenção: a ampliação no prazo de entrega dos produtos. A estrutura de logística e distribuição também foi reforçada nos últimos meses. Lojas on-line que não tinham centros de distribuição próprios — ou os espaços eram menores que o necessário — decidiram investir, ampliando o controle sobre o processo de venda dos sites. Algumas companhias também aumentaram o número de pessoas na retaguarda da operação. (Págs. 1 e B4)
O Índice Gerente de Compras, calculado pelo HSBC, recuou 8,6% entre abril e maio, feitos os ajustes sazonais, para 49,7 pontos, menor nível desde julho de2009. Abaixo da marca de 50 pontos, ele indica contração da atividade. A Sondagem de Serviços, levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra forte queda do índice de Confiança em maio. Com ajuste sazonal, a inflação do setor anualizada caiu de 13% na média trimestral de março de 2011 para 9,3% na de dezembro e 7,6% na de maio, segundo cálculos da LCA Consultoria. (Págs. 1 e A3)
A decisão pode demorar a ter efeitos práticos, porque diversas construtoras haviam firmado Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Ministério Público (MP) para suspender a cobrança. Para a diretora jurídica da Brookfield Incorporações, Denise Goulart, a decisão é importante porque vai fundamentar a revisão dos TACs. (Págs. 1 e E1)
A conta ficou mais salgada para o governo em pelo menos R$ 5 bilhões com as capitalizações dos bancos do Nordeste (BNB) e da Amazônia (Basa) demandadas pelos parlamentares. O montante ainda pode crescer se forem aprovadas renegociações de dívidas. (Págs. 1 e A7)
No ritmo atual, o Brasil levará décadas para alcançar o mesmo nível educacional de Shangai, na China. (Págs. 1 e A17)
Há oportunidades econômicas significativas associadas a um crescimento com baixo teor de carbono. (Págs. 1 e A17)