A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, março 17, 2009
CAIXAS ELETRÔNICOS: "POLÍCIA PARA QUEM PRECISA..." *
Josmar Jozino,
Marcelo Godoy e
José Dacauaziliquá
Assim, os bandidos inventaram duas formas de agir. A primeira é levar o caixa inteiro. Para tanto, eles demoram cerca de 40 minutos só para retirar o caixa do lugar - alguns deles são chumbados no chão e pesam cerca de 1 tonelada. Outra tática é perfurar o caixa com furadeiras até abri-lo, sem o uso de maçarico. Quase sempre os caixas recolhidos pelos bandidos estão em agências bancárias ou dentro de empresas, onde normalmente existe mais dinheiro do que nos caixas em postos de gasolina e lojas de conveniência.
O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) não sabe quantificar quantos furtos de caixas eletrônicos ocorreram em 2007 e 2008, mas sabe que eles foram tantos a ponto de o departamento ter organizado uma operação específica durante os meses de junho e setembro de 2008 contra as quadrilhas que praticavam esse crime. Outra forma de combater essa ação foi o aumento na segurança dos bancos, que passaram a deixar responsáveis em suas agências também à noite.
FOGO
Ontem de madrugada, criminosos atearam fogo em um caixa eletrônico do Itaú, na Avenida Rebouças, no Jardim Paulista, zona oeste da capital. Os policiais militares foram avisados e chamaram o Corpo de Bombeiros, que apagou o incêndio. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, em Pinheiros, na zona oeste. O local foi periciado. Ninguém foi preso e a polícia não soube informar se os bandidos chegaram a levar dinheiro do caixa do banco.
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(*) Polícia/ Titãs
Composição: Tony Bellotto
Dizem que ela existe/Prá ajudar!/Dizem que ela existe/Prá proteger!/Eu sei que ela pode/Te parar!/Eu sei que ela pode/Te prender!.../Polícia!/Para quem precisa/Polícia!/Para quem precisa/De polícia...(2x)/
Dizem prá você/Obedecer!/Dizem prá você/Responder!/Dizem prá você/Cooperar!/Dizem prá você/Respeitar!.../
Polícia!/Para quem precisa/Polícia!/Para quem precisa/De polícia...(2x)/
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http://letras.terra.com.br/titas/48993/
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APOSENTADORIA: BUROCRACIA E "MARKETING"
Autor(es): Lúcia Stela de Moura Gonçalves |
O Globo - 17/03/2009 |
Trabalho desde os 17 anos. Após quatro idas ao posto de Copacabana - RJ, na expectativa de aposentadoria proporcional, desisti desta fase do processo - por tantos entraves inexplicáveis - e optei pela aposentadoria por idade, pós 60 anos. Na quinta ida ao posto, dia 2 de março de 2009, decidi doar ao INSS as minhas mais de 160 contribuições, conforme meus documentos que comprovam pagamentos. |
FUSÕES & INCORPORAÇÕES: VÔO DE GALINHA
Autor(es): Graziella Valenti e Mauro Zanatta | |||
Valor Econômico - 17/03/2009 | |||
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EMPRÉSTIMO CONSIGNADO: UM LIMITE AO ENDIVIDAMENTO
Desconto com limite de 30% | ||||
Autor(es): Edna Simão | ||||
Correio Braziliense - 17/03/2009 | ||||
Uma das beneficiadas foi a servidora pública aposentada Maria de Fátima Lima. Há vários anos ela utiliza várias modalidades de créditos para conseguir pagar as despesas de casa. Mesmo com um comprometimento da renda acima dos 30%, percentual recomendado pelos órgãos de defesa do consumidor, Maria de Fátima não tinha dificuldades para pegar dinheiro emprestado. A dívida, no entanto, virou uma bola de neve. Isso porque, toda a aposentadoria que recebe era automaticamente retida, no caso pelo Banco de Brasília (BRB), para abatimento do débito. “Minha dívida era impagável. Não estava conseguindo sobreviver. Não tinha dinheiro nem para alimentação. Por isso, decidi entrar com uma ação na Justiça”, afirmou a aposentada, de 52 anos e moradora do Gama. Maria de Fátima estava há cinco meses sem receber o salário, pois o crédito era integralmente retido para abatimento de saldo devedor com o BRB. O alívio veio com a sentença da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF, que limitou em 30% o desconto na renda da aposentada. Descontrole O presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin, informou que muitas pessoas estão pegando empréstimo novo para cobrir o antigo e acabam entrando num caminho sem saída, acumulando juros e multas de uma dívida sobre outra. Na avaliação dele, as instituições financeiras têm parcela de culpa, pois oferecem crédito sem verificar a capacidade de pagamento do cliente. “Os bancos são os maiores culpados do superendividamento. Se concede mais crédito do que o consumidor tem capacidade de pagar, estão agindo de má-fé e a consequência será a limitação do Judiciário das parcelas, mediante alongamento da dívida em quantas parcelas forem necessárias”, ressaltou. Para Tardin, a retenção de salários, acima da margem utilizada no crédito consignado de 30%, pode ser considerada abusiva. Até setembro do ano passado, quando explodiu a crise internacional com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, a concessão de crédito no país registrava considerável crescimento. A facilidade de acesso, associada à queda das taxas de juros, fez com que muitos brasileiros buscassem crédito para realizar os sonhos de consumo. A concessão, muitas vezes, foi superior à possibilidade de pagamento e agora esses clientes sofrem para pagar suas dívidas. Mas o endividamento desenfreado não é culpa apenas do tomador. Também cabe aos bancos fazer uma avaliação do empréstimo para evitar que esse tipo de situação provoque uma onda de calotes. |
GOVERNO LULA: POUPANÇA NA BERLINDA
MUDANÇAS À VISTA NA POUPANÇA |
Jornal do Brasil - 17/03/2009 |
Equipe econômica está preocupada com migração de recursos dos fundos de investimentos Preocupado com a já escassa oferta de crédito no mercado, o governo quer mudar a metodologia de cálculo da caderneta de poupança para evitar uma migração em massa dos recursos dos fundos de investimento. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai se reunir com ministros da área econômica, assim que voltar de Nova York, para discutir mudanças que mantenham a atratividade dos fundos. Especialistas justificam que a queda da Selic, a taxa básica de juros, tem reduzido o rendimento dos fundos de investimentos. Com isso, muitos aplicadores já têm optado por recorrer à poupança, que rende TR mais 6%. Longe de representar má notícia, no entanto, a valorização da poupança preocupa o governo devido aos possíveis efeitos sobre a oferta de crédito do país. São os fundos de investimento as principais fontes de recursos para empréstimos dos bancos. Por isso, se por um lado uma migração das aplicações para a poupança amplia a oferta de dinheiro para o setor imobiliário, por outro, reduz ainda mais para empréstimos a pessoas físicas e empresas. Outra preocupação diz respeito ao rendimento dos títulos públicos, que são remunerados pela Selic. Com a queda da taxa básica de juro para 11,25%, os principais instrumentos de rolagem da dívida pública também se tornaram menos atrativos do que a poupança. Isso porque, além do rendimento garantido pela TR mais 6%, as cadernetas também não sofrem a incidência de Imposto de Renda. Tal fenômeno poderá dificultar, no futuro próximo, a rolagem da dívida interna do país.
Gastos sociais preservados O presidente, que participou ontem de seminário para investidores em Nova York, afirmou que o Brasil ainda vai crescer neste ano – mesmo que a taxas menores que as do ano passado – apesar dos prognósticos em contrário de economistas de diferentes tendências. O crescimento, de acordo com Lula, será resultado dos investimentos públicos e de medidas do governo de estímulo à atividade econômica. O presidente se comprometeu, ainda, a manter os chamados investimentos sociais do governo, apesar do agravamento da crise. – Nós vamos crescer menos do que gostaríamos em 2009, menos do que poderíamos crescer se não houvesse crise externa, mas nós cresceremos – disse Lula. Economistas têm reduzido as estimativas para o desempenho da economia brasileira em 2009. Bancos, como o Morgan Stanley, por exemplo, apostam em contração de até 4,5%. Dilma otimista Apesar dos prognósticos, Lula anunciou que o governo vai manter o que classificou de estímulo responsável do consumo doméstico, enquanto realiza os investimentos necessários, mesmo com a queda das receitas. – Eu não vou cortar um centavo dos gastos sociais, nem dos investimentos em infraestrutura – afirmou Lula, ao acrescentar que as medidas vão assegurar a recuperação rápida da produção industrial e a manutenção dos atuais níveis de emprego. O presidente disse, ainda, que o principal desafio enfrentado pela economia mundial é manter o acesso ao crédito, apesar da crise. – Temos um problema no mundo chamado acesso ao crédito – disse Lula. – Necessitamos restaurar o fluxo de crédito para que se restabeleça o comércio mundial. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem que a economia brasileira parece ter voltado a crescer, depois de uma performance pior do que o esperado no último trimestre de 2008. – Todos os sinais apontam para recuperação do crescimento no segundo trimestre e na segunda metade do ano – disse Dilma em discurso. |
ELEIÇÕES 2010: OS MESMOS [DISCURSOS]...
O PSDB decidiu subverter à lógica embutida numa das máximas cunhadas pelo avô de Aécio Neves.
Dizia Tancredo Neves: “Ninguém tira o sapato antes de chegar ao rio, mas também ninguém vai ao Rubicão para pescar”.
Depois de criticar Lula por empurrar Dilma Rousseff prematuramente para as margens de 2010, os tucanos decidiram, também eles, tirar o sapato antes da hora.
Deu-se num evento realizado na sede do PSDB do Recife. Lá estavam Aécio Neves e José Serra, os dois presidenciáveis da legenda.
Enrolados na bandeira de uma pretensa “unidade”, ambos discorreram sobre a necessidade de erigir uma mensagem que sensibilize o eleitorado.
A certa altura, Serra disse que o tucanato precisa livrar-se do “complexo de pata”.
"Mesmo pondo ovos maiores e mais nutritivos do que a galinha, a pata não faz estardalhaço. A galinha põe um ovo menor e faz barulho".
Assista abaixo a um outro trecho do discurso do governador de São Paulo, no qual ele critica a gestão da crise:
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Aécio disse que o tucanato não pode dar de barato que a eleição será fácil.
Retomando um lengalenga que persegue o PSDB desde a surra que Lula impôs a Geraldo Alckmin, em 2006, Aécio disse que o partido precisa de um novo projeto.
“Um projeto de desenvolvimento, ousado, que tenha a coragem de assumir reformas que não foram feitas por esse governo". Abaixo, um trecho da fala de Aécio:
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Coube a Sérgio Guerra, presidente do PSDB, desferir os ataques mais duros ao PT e ao governo Lula.
Começou alvejando o MST –“Faz política financiado com recursos públicos”.
Escalou em direção ao petismo –“Hoje, as campanhas do PT são as mais caras, as mais suntuosas. Todas elas em cima do aparelho público”.
E terminou na jugular de Lula –“Não se incomoda de mentir, de falsear [...]. Não faz uma semana dizia que ia construir 1 milhão de casas...”
“...Nos últimos tres, quatro anos, construiu, se não me engano, 140 mil [casas]. Não vai construir 1 milhao em uma ano. Não tem dinhjeiro, não tem orçamento”. A seguir, um trecho:
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Tasso Jeiressati (CE) não deixou dúvidas quanto à natureza do encontro: “Estamos começando a nossa marcha”.
Sem mencionar o nome de Dilma, pôs-se a ironizar a plástica facial a que se submeteu a ministra e as aulas de marketing que estaria recebendo.
“Não vai ter ninguém capaz de transformar a cara do Serra. O Aécio vai falar com sotaque mineiro porque ele é mineiro mesmo”. Veja na sequência:
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De resto, ficou boiando na atmosfera do Recife uma pergunta incômoda? Quem diabos bancou a viagem de Serra e Aécio?
O governador mineiro disse ter voado em jato alugado pelo partido. Quanto a Serra, nada foi dito.
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Escrito por Josias de Souza/Folha Online.
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CONGRESSO NACIONAL [In:] O PÃO NOSSO DE CADA DIA...
José Sarney (à dir.) e Michel Temer, na abertura do ano legislativo

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
O Globo
Manchete: Em Nova York, Lula confirma que vai mexer na poupança
Entidade critica ataques de Lula à imprensa
Senado não pune diretores com parentes terceirizados
Clodovil tem AVC e entra em coma
BNDES vira sócio do homem mais rico do país (págs. 1 e 19)
Petrobras:CVM cobra explicação sobre vazamento (págs. 1 e 20)
Obama exige bloqueio de bônus da AIG (págs. 1 e 20)
Chávez ocupa militarmente primeiro porto
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Folha de S. Paulo
Manchete: Obama quer vetar bônus milionário
Usinas multadas por condições de trabalho tiveram R$1 bi dos BNDES
Após 43 dias de atividades no ano, Congresso votou 8 projetos
Sadia e Perdigão criam empresa conjunta para área operacional
EDITORIAIS : Leia “Gargalo ferroviário”, sobre expansão da rede; e “Segurança permanente”, acerca de ações em favelas. (Págs.1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Juro baixo deve forçar novo acordo das dívidas estaduais
Lula rejeita previsões e diz que País vai crescer
Ganho da poupança pode sofrer alteração
Notas e informações - O primeiro encontro
Metade dos presos por furto de caixa eletrônico é PM
Conselho ambiental veta ampliação do Porto de Santos
Artigo: Evo Morales - presidente da Bolívia
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Jornal do Brasil
Manchete: Governo qur mudar cálculo da poupança
AVC coloca Clodovil em comaO estado de saúde do deputado federal Clodovil Hernandez, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) em Brasília, era considerado gravíssimo ontem à noite. (págs. 1 e A6)
Gratificação da AIG é um 'ultraje' afirma Barack Obama
Sociedade Aberta
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Correio Braziliense
Manchete: Senado faz a fortuna dos terceirizados
Dança das cadeiras na cúpula da Polícia Civil (págs. 1 e 24)
DF lidera venda de arma de fogoBrasilienses compraram 26% do total de armas comercializadas em 2008. Número preocupa Secretaria de Segurança. (págs. 1 e 23)
Botijão de gás pelos olhos da caraO preço do gás liquefeito de petróleo, armazenado em botijões e usado na cozinha por milhares de brasileiros, está congelado na Petrobras há três anos. Mas, estranhamente, sobe sem parar no DF, onde já é vendido a R$ 45. Ontem, houve reajuste de 16%. Distribuidoras dizem ter repassado alta nos custos. (págs. 1 e 13)
Festa de arromba derruba direçãoDiretoria do Centro de Ensino Médio 3 de Ceilândia, onde alunos fizeram festa regada a álcool e drogas, é afastada. (págs. 1 e 25)
Goiânia - Um crime premeditadoÉrika Santos conta ao Correio que marido planejou em detalhes a tragédia em shopping goiano. Testemunhas ouvidas pela polícia confirmam versão. (págs. 1 e 26)
Desconto no salário agora tem limiteTribunal de Justiça do DF concede liminar a três servidores públicos impedindo o BRB de reter mais de 30% do vencimento deles para abatimento de empréstimos consignados. Uma das beneficiadas, aposentada, estava sem receber nada havia cinco meses. O dinheiro ficava todo no banco. (págs. 1 e 17)
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Valor Econômico
Manchete: Lula afirma que país supera a criseA cúpula do governo e grandes empresários brasileiros estiveram ontem em Nova York para mostrar aos investidores externos como o Brasil está mais bem preparado do que nunca para atravessar a crise internacional e que, por isso, sairá dela mais cedo que outros países. Eles encontraram uma audiência receptiva. Mas isso não significa que o capital externo voltará imediatamente a fluir como antes. Embora a principal mensagem - a de que o sistema financeiro é sólido e o governo ainda tem instrumentos para contrabalançar os efeitos da crise - tenha repercutido positivamente, o cenário econômico internacional continua a nublar as perspectivas para o país. "Hoje, é impossível prever o que vai acontecer", disse William Landers, gestor da administradora de recursos BlackRock, que tem um fundo de US$ 3 bilhões voltado para a América Latina. "Mas o que sabemos é que as empresas (brasileiras) estão baratas". As incertezas ficaram evidentes pouco antes da conferência "Brazil: Global Partner in a New Economy", organizada pelo "The Wall Street Journal" e pelo Valor. O banco americano Morgan Stanley anunciou redução significativa em suas previsões para o crescimento da economia brasileira neste ano, enquanto o Banc of America Securities Merrill Lynch também reviu, para baixo, suas projeções. As autoridades brasileiras reconheceram as dificuldades. Lula e sua cúpula econômica - estavam presentes a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles - ressaltaram a necessidade de que os paises ricos, os EUA à frente, resolvam seus problemas bancários para restaurar liquidez à economia mundial. O fato de elas terem passado o dia todo com os investidores Lula participou de todas as sete horas do evento - é um indicativo de como veem a necessidade de divulgar o Brasil à comunidade financeira. “Nas outras crises, o Brasil quebrou em poucos dias e foi obrigado a ir ao FMI", disse Lula. "Desta vez, não quebrou e não vai quebrar", A tônica foi a de que, pela primeira vez, o país tem condições de adotar medidas anticíclicas para enfrentar o cenário adverso. Nas crises anteriores, a fuga de capitais obrigou a medidas que acentuaram as dificuldades. (págs. 1, Fl a Fl4)
Críticas e ironias às previsões do Morgan StanleyO relatório do banco americano Morgan Stanley prevendo queda de 4,5% no PIB brasileiro em 2009 mobilizou a atenção de investidores e empresários presentes ao seminário "Brazil: Global Partner in a New Economy". A previsão soou bastante exagerada. Apesar disso, a maioria dos participantes revisou recentemente para baixo as expectativas em relação à economia brasileira neste ano. William Rhodes, chairman do Citibank, prevê um crescimento entre zero e 1 %. "O Brasil vai sair desta crise mais forte do que entrou", disse. Nicolas Aguzin, chefe do banco de investimento do JPMorgan para a América Latina, trabalha com a expectativa de recuo de 0,4% e considerou a projeção de queda de 4,5% "muito exagerada". No governo, a projeção foi recebida em tom de brincadeira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ironizou as dificuldades recentes que o banco enfrentou e disse que apostaria - caso o Morgan Stanley ainda tenha ativos que valha a pena apostar - que o Brasil vai crescer. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi irônico. "Esses bancos não acertaram nem nas situações deles, quanto mais na situação do Brasil". (págs. 1 e F2)
Para O'Neill, Brasil justificou status de BricDurante três anos, o economista do Goldman Sachs Jim O'Neill, que cunhou o termo Bric em 2001, argumentou que Rússia e Brasil só justificariam seu status de potência emergente quando passassem por um período de forte queda no preço das commodities. Em entrevista ao "The Wall Street Journal", O'Neill disse que o Brasil passou no teste nessa crise. "A moeda enfraqueceu, o mercado acionário enfraqueceu, mas diferentemente de crises passadas, não foi preciso aumentar juros para conter a salda de capital, o que é um sinal poderoso". Sobre a Rússia, O'Neill disse ainda ter dúvidas.Embora a crise esteja atingindo fortemente os Bric, o economista sustenta que o conceito continua mais válido do que nunca, embora possa ser expandido para incluir países como México ou Indonésia e excluir outros, como a Rússia. (págs. 1 e F10)
Governo quer união de Sadia e PerdigãoO governo não está disposto a colocar recursos na Sadia por meio do BNDES para tirá-la da crise, segundo informaram ao Valor duas altas fontes do Planalto. Há interesse em promover uma fusão com a Perdigão, mas desde que as famílias deixem o controle da Sadia. Ontem à noite, a Sadia informou em comunicado ao mercado ter mantido "entendimentos recentes" com a concorrente. O Valor apurou com fontes ligadas ao negócio que esses contatos ocorreram há cerca de dois meses, mas que no momento não existem conversas concretas, pois o diálogo inicial não avançou. Havia expectativa de que a Perdigão negasse, em comunicado, a existência dos entendimentos neste momento. A empresa, porém, mantém o interesse. As ações das duas companhias subiram ontem. O governo está sensibilizado com a necessidade de capital dos frigoríficos e tem discutido saídas para evitar o agravamento da crise no setor. Embora a fusão de Sadia e Perdigão não seja o foco do debate, vê com bons olhos a transação. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que participa do controle da Perdigão, tem também fatia significativa em preferenciais da Sadia. Costurar um acordo, porém, não será fácil, dada a diversidade de interesses das duas empresas. (págs. 1 e D3)
IdeiasDelfim Netto: queda do PIB no 4º trimestre mostra miopia do BC. (págs. 1 e A2)Raymundo Costa: PT julga deputados contrários ao aborto. (págs. 1 e A6) Roberto Troster: cadastro positivo não mudará a qualidade do crédito. (págs. 1 e Al2)
Estados se adaptam à queda de arrecadação e dos repasses federais (págs. 1 e A3)
Dificuldades na cerâmicaCom queda nas vendas domésticas e nas exportações, a indústria cerâmica de Santa Catarina opera com apenas 70% da capacidade instalada e se prepara para dias ainda mais difíceis. Cerca de 350 dos 5 mil funcionários do setor já perderam o emprego. (págs.1 e Bl)
Celulares 'genéricos'Com preços baixos e diversos recursos tecnológicos - recepção de TV aberta, tela sensível ao toque etc. -, os celulares "genéricos" produzidos na China e Taiwan invadem o comércio popular e driblam a fiscalização da Anatel. (págs. 1 e B3)
Crise americanaA produção industrial nos Estados Unidos caiu 1,4% em fevereiro, pelo quarto mês consecutivo. Em relação ao mesmo mês no ano passado o recuo foi de 11,2% - a maior queda desde 1975. A utilização da capacidade instalada caiu a 70,9%, o menor nível já registrado. (págs. 1 e A10)
China avança na ÁfricaA China deve injetar mais US$ 2 bilhões em seu fundo de investimentos africano para aproveitar oportunidades deixadas pela retirada apressada dos investidores ocidentais no continente. (págs. 1 e All)
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