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quinta-feira, novembro 01, 2012
MÃO NA BOTIJA; BOCA NO TROMBONE
Valério cita Lula e Palocci
em novo depoimento ao MPF sobre o mensalão

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO e PIB
Analistas projetam recuo na produção
Autor(es): Por Tainara Machado e Francine De Lorenzo | De São Paulo |
Valor Econômico - 01/11/2012 |
Sem o forte impulso da produção de automóveis em setembro - as montadoras anteciparam a fabricação de carros em agosto - a expectativa dos economistas é que a indústria como um todo devolva parte da alta de 1,5% da produção observada no mês anterior e encerre setembro com queda.
A média das projeções de 11 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data é de recuo de 0,7% da produção física, na comparação com agosto, feitos ajustes sazonais. As estimativas variam entre estabilidade e retração de 1,6%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje o resultado.
Apesar da queda esperada para o mês, a indústria irá encerrar o trimestre em campo positivo, o que não acontece desde o segundo trimestre de 2011. A parada em setembro, dizem os economistas, é uma acomodação após o forte avanço do mês anterior, permanecendo a expectativa de recuperação gradual nos próximos meses.
Para a economista Fernanda Consorte, do Santander, a cadeia automotiva antecipou a produção em julho e agosto para atender à demanda esperada no período, influenciada pela possibilidade de término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros - renovado no fim daquele mês, primeiramente até outubro e agora até dezembro.
Em setembro, as montadoras reduziram o ritmo e produziram 1,3% a menos do que no mês anterior, de acordo com dados da Anfavea, entidade que reúne as montadoras instaladas no país. Fernanda prevê recuo de 0,9% da produção industrial em setembro.
Marcelo Arnosti, da BB-DTVM, vê um quadro mais favorável e estima estabilidade da atividade nas fábricas no período. O economista lembra que o setor de bens intermediários, que representa a maior parte da produção da indústria doméstica, cresceu 2% em agosto. Para Arnosti, esse é um indicador que antecipa a produção no futuro, já que a demanda por esses itens depende de encomendas das fábricas de bens finais.
Outro fator que prejudicou o comportamento da indústria no mês, segundo Robson Pereira, economista do Bradesco, foi a menor quantidade de dias úteis. Setembro teve apenas 19 dias úteis, quatro a menos que agosto, ficando abaixo também da média histórica para o mês, que é de 21 dias úteis. Pereira projeta queda de 0,3% na produção no período.
"Até o momento, os indicadores da indústria sugerem que o setor está em recuperação", diz Pereira. Ele cita como exemplo a Sondagem da Indústria da Fundação Getulio Vargas (FGV) de outubro, que mostra que a produção de bens de capital aumentou.
Fernanda, do Santander, ressalta que, se confirmada a queda de 0,9% na produção da indústria em setembro, o setor manufatureiro encerrará o terceiro trimestre com alta de 1,1%, interrompendo sequência de quatro trimestres consecutivos de retração Para Arnosti, da BB-DTVM, essa alta será um pouco maior, de 1,2%.
Para o Itaú, a indústria crescerá a um ritmo anualizado de 4,5% no terceiro trimestre. "A retomada da atividade no setor é fator-chave para a perspectiva de que o crescimento da economia no trimestre seja mais forte, de 1,2% na comparação com o segundo trimestre ou um pouco inferior a 5% em termos anualizados", afirmam os economistas do banco em nota.
Arnosti avalia que o setor manufatureiro manterá ritmo de crescimento superior a 1% por trimestre até meados do próximo ano, citando o consumo em patamar ainda elevado e a expectativa de recuperação dos investimentos.
Para o economista, esse quadro não será substancialmente alterado pelo fim dos incentivos fiscais para a venda de automóveis e itens da linha branca, porque é esperado que o investimento avance mais rápido no primeiro trimestre de 2013, compensando a perda de impulso esperada para o consumo.
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''LARANJA MADURA, NA BEIRA DA ESTRADA... " *
Crise da laranja deve perdurar em 2013
Autor(es): Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo |
Valor Econômico - 01/11/2012 |
Ainda não há luz no fim do túnel. Às voltas com um dos maiores estoques de suco de laranja de todos os tempos e uma demanda global pelo produto em queda há mais de uma década, a citricultura paulista, que abastece as exportações brasileiras da bebida, terá em 2013 outro ano azedo e, provavelmente, marcado por preços ainda baixos. O quadro é reforçado pelas primeiras perspectivas para a próxima safra da fruta, a 2013/14, que promete ser a terceira grande colheita consecutiva.
Se o cenário se confirmar, o segmento terá ainda mais dificuldades para avançar nas intrincadas negociações em torno do Conselho dos Produtores de Laranja e das Indústrias de Suco de Laranja (Consecitrus), criado para ordenar as relações entre citricultores e as grandes indústrias de suco - Citrosuco /Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus Commodities, que dominam as exportações do país.
Fontes da indústria já admitem que a colheita de laranja no próximo ciclo em São Paulo, que reúne o maior parque citrícola do planeta, e no Triângulo Mineiro, que complementa o abastecimento das empresas, pode seguir em patamares superiores à média verificada na última década, agravando o cenário de superoferta. "Tinha que cair uma chuva de granizo para mudar a situação", disse uma fonte do segmento. As indústrias tiveram que lidar com a produção recorde de 2011/12, de 428 milhões de caixas de 40,8 quilos, e a da atual temporada, que deverá somar mais 364 milhões de caixas.
Com a superprodução dos últimos dois anos, os estoques de suco de laranja das três indústrias totalizavam 662,5 mil toneladas no fim de junho, conforme dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Citrícolas (CitrusBR), o triplo do verificado um ano antes e suficiente para abastecer quase oito meses de vendas das três processadoras de suco.
O cenário pode contaminar as negociações do Consecitrus. Criado em abril pela CitrusBR, que representa as três indústrias, e pela parcela dos produtores ligados à Sociedade Rural Brasileira (SRB), a entidade fez ontem o primeiro encontro com citricultores para discutir o modelo que servirá de referência para definir os preços da fruta. Esses encontros são considerados fundamentais para o sucesso da entidade, já que seu funcionamento, cujo modelo de preço balizará os contratos de fornecimento de laranja para a indústria e dividirá riscos e lucros da atividade, depende da adesão do maior número possível de produtores.
A questão é que os 12 mil produtores de laranja da região são dispersos politicamente e não têm uma única entidade que os represente. Um exemplo disso foi a negativa da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) e da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), que discordaram do andamento das discussões da nova entidade e questionaram a criação dela no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em maio.
Agora, uma das tarefas do Consecitrus, dirigido por João Sampaio, ex-secretário da Agricultura de São Paulo, é atrair essas entidades. "Com a troca de ofensas, não vamos avançar e entender o que é ser um moderno produtor de laranja", disse ele durante a apresentação do "Modelo Consecitrus", evento que reuniu cerca de 80 produtores ontem na capital paulista. Sampaio conclamou os citricultores a seguirem o exemplo da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), que representa produtores de cana no Consecana, que serviu de inspiração para o Consecitrus.
Os clamores por uma entidade que unifique os produtores em torno das discussões da Consecitrus foi reforçado pelo presidente da CitrusBR, Cristian Lohbauer. "Se a indústria quiser falar com o produtor, para quem eu ligo? Não dá para falar com 12 mil pessoas. O quadro do suco de laranja é muito grave. Ou começamos um processo novo ou vamos morrer juntos".
Responsável pela elaboração do Modelo Consecitrus, o economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, disse que a criação de uma entidade que represente "tecnicamente" os produtores permitirá que o conselho seja o fórum para as discussões como a produtividade mínima para a manutenção do citricultor na atividade - já que ele é constantemente pressionado a arrendar terras para a cana - e os próprios parâmetros para a divisão dos lucros e prejuízos do segmento. Segundo o documento apresentado aos produtores ontem, a divisão do ganho - ou da perda - será na proporção do capital investido na cadeia, calculada em 64% para a indústria e 36% para o produtor.
Os citricultores questionados pelo Valor durante a apresentação reconheceram que a dispersão atrapalha o segmento. Para fazer frente à indústria e ter uma representação de peso nas discussões da nova entidade, o citricultor Roberto Jank, lançou a proposta de contratar um executivo de mercado para a tarefa, cargo que poderia até mesmo ser ocupado por seu irmão, o agrônomo e ex-presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank. A ideia será avaliada pelos citricultores, mas a contratação de um executivo com esse perfil depende do orçamento disponível.
Daí a importância de um maior número de adesões. Um dos principais opositores da nova entidade, o presidente da Associtrus, Flávio Viegas, disse que vai "tentar participar das discussões, mas mantenho a posição da Associtrus". Segundo ele, o modelo proposto por Mendonça de Barros exige uma produtividade incompatível com o país, dando mostras do quão difíceis serão as negociações.
No que diz respeito ao modelo de preços proposto, Almir de Andrade Ferreira, que comanda a fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi e teve grandes dificuldades para renovar seu contrato de fornecimento de laranja, disse que o modelo deveria contemplar o custo de oportunidade para o arrendamento para o plantio de cana. "O modelo considera o capital investido pela indústria, mas não a terra que poderia ser arrendada pelo produtor", disse. Perguntado sobre o tema, Mendonça de Barros disse que ele pode entrar em pauta com a viabilização de uma entidade que represente os produtores, mas sua compatibilização é difícil. "Não podemos atrelar a cadeia de suco ao açúcar".
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(*) MPB. Ataulfo Alfes. (Noite Ilustrada).
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O QUE ''QUIA'' BAHIA TEM ?
Brasil tem maior produção de cacau em 18 anos
Autor(es): Por Carine Ferreira | De São Paulo |
Valor Econômico - 01/11/2012 |
A produção brasileira de cacau na safra 2011/12 é a maior dos últimos 18 anos, de acordo com levantamento da TH Consultoria e Estudos de Mercado. A colheita atingiu 220 mil toneladas na temporada entre outubro de 2011 e setembro de 2012 (calendário internacional), conforme dados apurados recentemente pela consultoria. Trata-se de um volume 10,11% maior do que as 199,8 mil toneladas produzidas em 2010/11.
Somente a Bahia, maior produtor nacional da amêndoa, não registrava uma safra tão abundante há 14 anos. A TH estima que o Estado tenha colhido neste ciclo 155,6 mil toneladas de cacau, 3,6% acima das 150,2 mil toneladas da temporada 2010/11.
O Pará, que vem investindo em novos plantios e corresponde à maior parte da colheita fora da Bahia, também se destacou na safra. O volume colhido praticamente dobrou em cinco anos, de 32,5 mil toneladas em 2006/07, para 64,4 mil toneladas em 2011/12.
A safra intermediária (mais conhecida como "temporão"), que vai de maio a setembro, totalizou na Bahia 1,627 milhão de sacas (97,654 mil toneladas). Somando-se as entradas de outros Estados - de 673,4 mil sacas, o total produzido no Brasil foi de 2,3 milhões de sacas (138,05 mil toneladas), ante 1,692 milhão de sacas (101,5 mil toneladas) de 2011.
O resultado da safra temporã não contabiliza as cerca de 100 mil toneladas retidas em armazéns de comerciantes intermediários de cacau por problemas de recebimento e estocagem. Esse volume será contabilizado na safra principal (iniciada neste mês).
O aumento da produção é creditado ao clima favorável e a adequados tratos culturais. Thomas Hartmann, sócio-diretor da TH Consultoria, diz que nos últimos três anos o preço pago pelo cacau foi remunerador, o que estimulou a recuperação da atividade na Bahia. Mas desde o início do ano, os preços recuaram e atualmente o valor pago ao produtor é inferior ao custo.
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GERDAU. AÇO & CIA. (''joint ventures'')
Gerdau investe R$ 450 mi em expansão de aciaria
Gerdau vai ampliar usina Riograndense |
Autor(es): Por Sérgio Ruck Bueno e Ivo Ribeiro | De Porto Alegre e São Paulo |
Valor Econômico - 01/11/2012 |
O grupo Gerdau vai anunciar hoje, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, um investimento de R$ 450 milhões na expansão da aciaria da siderúrgica Riograndense, em Sapucaia do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre. A Riograndense - primeira unidade siderúrgica do grupo, adquirida em 1948 - produz aços longos para construção civil e indústria. O investimento vai ampliar sua capacidade em 50%, de 450 mil para 650 mil toneladas por ano até 2015.
O empreendimento na siderúrgica de Sapucaia do Sul não integra o pacote de R$ 10,3 bilhões já anunciado pelo grupo, envolvendo expansões e novas instalações no país (cinco), América do Norte (três), América Latina (seis) e aços especiais (seis). Neste último segmento, em que é líder mundial no fornecimento para a indústria automotiva, o grupo tem operações no Brasil, Estados Unidos, Europa e Índia.
O grupo Gerdau vai anunciar hoje investimento de R$ 450 milhões na expansão da aciaria da siderúrgica Riograndense, no município de Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. A divulgação será feita durante a manhã no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, logo após a divulgação dos resultados financeiros da companhia relativos ao terceiro trimestre.
A Riograndense - primeira unidade siderúrgica do grupo, adquirida no fim dos anos 40 do século passado - produz aços longos para construção civil e indústria. A unidade marcou a entrada da Gerdau na siderurgia, que buscava na época garantir o fornecimento de arames para sua produção de pregos. O investimento vai ampliar sua capacidade em 50%, de 450 mil para 650 mil toneladas por ano até 2015.
A Gerdau não comentou o assunto, alegando estar em período de silêncio até a divulgação do balanço trimestral. O governo estadual também não se manifestou.
O projeto brasileiro em Sapucaia do Sul não integra o pacote de R$ 10,3 bilhões, envolvendo expansões e novas instalações no país (cinco), América do Norte (três), América Latina (seis) e aços especiais (seis). Na área de aço especial, o grupo tem operações no Brasil, EUA, Europa e Índia.
A decisão do grupo brasileiro, segundo maior do mundo no segmento de aços longos, atrás da ArcelorMittal, ocorre três meses depois do anúncio de retomada do projeto de construção de uma unidade nova no México, com capacidade de 1 milhão de toneladas por ano de aço bruto.
O investimento mexicano, de R$ 1,1 bilhão, é feito por meio da joint venture Gerdau Corsa e está focado na produção de perfis estruturais (700 mil toneladas de produtos laminados por ano).
Na Índia, também em joint venture com grupo local, a Gerdau iniciou em agosto à operação do alto-forno, apto a fazer 350 mil toneladas por ano. Em seguida a essa etapa estava previsto novo laminador de aços especiais com capacidade de 300 mil toneladas por ano.
Até o fim deste ano, o grupo prevê colocar em operação, a despeito do excesso de oferta e enfraquecimento da demanda de aços planos no mercado interno, um laminador de bobinas a quente na controlada Açominas, de Ouro Branco (MG). Com capacidade de 770 mil toneladas/ano, vai disputar o mercado petrolífero, naval, de construção civil e de máquinas e implementos. Assim, inicia concorrência com Usiminas, CSN e ArcelorMittal, além de aço importado.
O grupo Gerdau, com capacidade instalada global de 25,1 milhões de toneladas por ano de aço bruto, é lider nas Américas no mercado de aços longos comuns. Em aços especiais, é líder mundial no fornecimento para a indústria automotiva. Tem operações industriais em 14 países, incluindo Europa e Ásia.
No Brasil, no momento, o grupo busca um parceiro estratégico para seu projeto de exploração comercial de minério de ferro além da produção de 12 milhões de toneladas de uso cativo. A empresa detém recursos minerais em Minas Gerais, entre Belo Horizonte e a Açominas, que somam 2,9 bilhões de toneladas.
No segundo trimestre, a empresa apresentou receita líquida de R$ 9,98 bilhões, Ebitda (resultado operacional) de R$ 1,24 bilhão e lucro líquido de R$ 549 milhões. As vendas de aço somaram 4,8 milhões de toneladas.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Relatório de 1.200 páginas incrimina 80 patrulheiros, um sétimo da corporação, incluindo chefes de postos das principais rodovias
Após três anos de investigação, policiais federais do Rio, com apoio da Divisão de Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal de Brasília, identificaram uma das maiores redes de corrupção já descobertas atuando nas estradas federais do estado. A partir de escutas e agentes infiltrados, a PF concluiu que o grupo criou um “mensalão de propinas”, revela Antônio Werneck. A Justiça já quebrou o sigilo de cem acusados. (Págs. 1 e 10)
A capital paulista sofre nova onda de violência, numa disputa entre polícia e bandidos que provocou a morte de 65 civis nos últimos 10 dias na Grande São Paulo. Este ano, 86 PMs foram executados. Três favelas foram ocupadas. O Ministério da Justiça acusa o governo de São Paulo de ignorar alerta sobre um possível agravamento da situação. O governo paulista nega. Diz que pediu R$ 156 milhões de apoio a Brasília e que toda ajuda é bem-vinda, (Págs. 1, 3 a 5 e editorial “Política não pode contaminar ações contra o crime”)
Policiais que buscavam suspeitos de matar um PM da Rota acharam na favela São Remo (Butantã, zona oeste de SP) um túnel de 15 metros que ligava três casas de traficantes a uma “boca de fumo” distante 50 metros da Cidade Universitária.
Na saída do túnel, um jovem vendia drogas a alunos e frequentadores da USP. “A pessoa não precisava nem entrar na favela”, disse o coronel César Augusto Morelli.
O túnel também era usado como rota de fuga pelos criminosos, diz a polícia.
Na favela Paraisópolis (zona sul), foram apreendidas uma carta com ordem para matar policiais e uma lista com detalhes da rotina de cerca de 40 pessoas — a corporação investiga se são PMs marcados para morrer.
Em São Carlos (SP), sete pessoas foram assassinadas, na maior chacina do Estado no ano. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Discutida com Lula e Dilma, a decisão contraria aliados de José Dirceu e José Genoino — críticos à condenação por corrupção ativa e formação de quadrilha. Rui Falcão, presidente do PT, diz que a sigla aguardará a definição das penas. (Págs. 1 e Poder A4)
O operador do mensalão, Marcos Valério, prestou depoimento ao Ministério Público Federal em setembro. Em audiência com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ele tentou mostrar que poderia, em troca da proteção, colaborar com novas informações. De acordo com investigadores, Valério mencionou nomes que não foram alvo no processo do mensalão. Citou o ex- presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci, afirmou ter feito outras remessas de recursos para o exterior, disse já ter sido ameaçado de morte e falou sobre o assassinato, em 2002, do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Ele disse que, se for incluído no programa de proteção à testemunha - o que o livraria da cadeia -, poderá dar mais detalhes das acusações. (Págs. 1 e Nacional A4)
Empresário tenta ‘blindar’ família
Marcos Valério Fernandes de Souza vive com medo e teme ser morto, informa a repórter Adriana Carranca, enviada especial a Belo Horizonte. O empresário não sai às ruas, raramente deixa o flat para onde se mudou e, quando o faz, usa um carro blindado. Para proteger a família, Valério se separou da mulher, Renilda, mas os filhos sofrem bullying na escola. (Págs. 1 e A6)
"Eles (PCC) não têm regras, então podem te pegar na covardia"
(Policial em lista de marcados para morrer)
Se o voto secreto for extinto pela Câmara, será difícil para deputados condenados no mensalão, entre eles José Genoino, preservarem o mandato. (Págs. 1 e Nacional A6)
Com o progressivo esquecimento do slogan da liberdade, igualdade e fraternidade, a Europa se tornará um lugar cada vez mais conservador. (Págs. 1 e Internacional A18)
Haddad tratou de iniciar, logo na segunda-feira, no Planalto, a construção de seu mandato. (Págs. 1 e A3)
O Estado de São Paulo estima perder R$ 1,3 bilhão, segundo o secretário da Fazenda, Andrea Calabi. Pelas contas do Paraná, a redução é de cerca de R$ 480 milhões. Ainda não há uma projeção oficial para o conjunto dos Estados, mas alguns especialistas em finanças públicas arriscam projetar algo em torno de R$ 6 bilhões. A razão é o peso da energia elétrica na receita total do ICMS. Em 2011, a arrecadação do imposto foi de R$ 302,4 bilhões e a receita com o ICMS/energia ficou em R$ 27,5 bilhões - 9,08% do total. O peso maior é no Paraná (14,58% do total), Rio de Janeiro (12,2%) e Ceará (10,77%), de acordo com dados da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe). (Págs. 1 e A2)
O empreendimento na siderúrgica de Sapucaia do Sul não integra o pacote de R$ 10,3 bilhões já anunciado pelo grupo, envolvendo expansões e novas instalações no país (cinco), América do Norte (três), América Latina (seis) e aços especiais (seis). Neste último segmento, em que é líder mundial no fornecimento para a indústria automotiva, o grupo tem operações no Brasil, Estados Unidos, Europa e Índia. (Págs. 1 e B7)
No âmbito das ferrovias, a VLI terá a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Norte-Sul. No segmento de portos, terá o Porto de Mearim, no Maranhão, em fase de implantação, e o TUF, antigo terminal da Ultrafértil no porto de Santos, que anteriormente ficaria com a Vale Fertilizantes. (Págs. 1 e B1)
As diferenças entre as propostas dos dois candidatos e as chances de cada um são objeto da reportagem principal de "EU& Fim de Semana". (Págs. 1 e A20)
Brasil tem potencial hidrelétrico e eólico para produzir de forma sustentável toda a energia que consumirá em 2050. (Págs. 1 e A18)
Alexandre Schwartsman
Foi a política brasileira de manipulação do câmbio que levou à alta dos preços domésticos das commodities agrícolas. (Págs. 1 e A19)