A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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sexta-feira, julho 13, 2012
''VOA CANARINHO, VOA" *
Políticos europeus cobram Blatter sobre subornos a Havelange e Teixeira
Lideranças políticas condenam presidente da Fifa por tentar acobertar caso de corrupção




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(*) Júnior (jogador).
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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DA ''ESCOL'' **
Ação de MP contra Maluf não afeta aliança, diz Haddad
Ministério Público moveu ação contra empreiteiras ligadas ao ex-prefeito, por suspeita de desvio de dinheiro público para contas no exterior
13 de julho de 2012 | 13h 50


''EMPOÇADO''
De surpresa, Wilder Morais toma posse na vaga de Demóstenes
Em cerimônia de cinco minutos e diante de três parlamentares, suplente assumiu mandato e deixou o Senado sem falar com os jornalistas




NUNCA ANTES NA ESCÓRIA ...


Voo curto
''REMAKE'' [In:] NUNCA ANTES NA ''ESTÓRIA''...
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Dilma imita Lula: 'País vive uma realidade nunca antes vista'
Ela citou medidas do governo, como redução de juros, uma taxa de câmbio que impede que a indústria seja sucateada e apontou para a perspectiva de redução de impostos
REI MORTO! (A retórica do conveniente)
"Não estou preocupada em eleger prefeitos e vereadores", diz Marina
Autor(es): Por Raphael di Cunto | De São Paulo |
Valor Econômico - 13/07/2012 |
A ex-ministra de Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva (sem partido), candidata que obteve 20 milhões de votos na eleição para a Presidência em 2010 pelo PV, confirmou que ficará fora das campanhas majoritárias nas maiores cidades do país. "Não estou preocupada em terminar essas eleições e fazer a conta de quantos prefeitos e vereadores elegi", afirmou ontem em São Paulo.
Marina disse que fará campanha para poucos porque acha que contribuirá mais para a política assim. "Nesse momento em que muita gente vai ficar em cima do palanque, é preciso que alguém fique embaixo do palanque, do lado do eleitor", afirmou.
Para a candidata do PV, os votos conquistados em 2010 não são um "capital político" que possa ser transferido. "É um legado, que não pode ser apropriado por uma só pessoa. Os votos não eram meus, eram dos eleitores", disse a ex-senadora.
A ex-ministra reiterou que não pensa, pelo menos por enquanto, em formar um partido político e que está focada em fortalecer a plataforma Cidades Sustentáveis, da Rede Nossa São Paulo, com projetos e compromissos para os candidatos a prefeito.
Marina disse, porém, que não basta se comprometer com a agenda ambiental na época da eleição e depois não cumpri-la. "Mais do que uma adesão à plataforma, [apoiarei os candidatos que] têm um testemunho de vida, que fazem da vida a sua plataforma", afirmou.
Marina citou como possíveis candidatos que apoiará o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB), o ex-deputado Marcio Santilli (PPS), defensor dos direitos dos povos indígenas que concorre em Assis (SP), e o médico veterinário Dr Rogério Carvalho (PSOL), em Cajamar (SP).
Segundo Marina, há ainda discussões com dois candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro: o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) ou a deputada estadual Aspásia Camargo (PV). "Tenho muito respeito pela deputada Aspásia, mas ela faz campanha com a chancela do grupo que de certa forma expurgou o legado que fomos capazes de produzir nas eleições de 2010, então há dificuldades", disse.
Em São Paulo, Marina negou apoio a todos os candidatos que tentam atrair seus eleitores. "Meu candidato em São Paulo é o Ricardo Young", afirmou a ex-ministra, que participou na noite de ontem do lançamento da candidatura de Young à Câmara Municipal de São Paulo pelo PPS. Young concorreu ao Senado em 2010 pelo PV.
A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, foi ao evento em busca de apoio, que Marina não parecia propensa a dar. "Não vou deixar de ter o apoio por falta de ter pedido", disse Soninha.
Entretanto nem Young, que tem posição de destaque na chapa de vereadores do partido, dá destaque a Soninha em seu material - a única referência é um pequeno selo, na última página do caderno que distribuiu no evento com suas propostas.
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''FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL..." * (A retórica do conveniente...)
Para Dilma, nação não deve ser medida pelo PIB
Autor(es): Por Bruno Peres | De Brasília |
Valor Econômico - 13/07/2012 |
A presidente Dilma Rousseff declarou ontem que a grandeza de uma nação deve ser medida por meio das políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes e não pelo Produto Interno Bruto (PIB).
Dilma avaliou a política de creches do governo federal como uma de suas prioridades e disse que a educação de qualidade é o que viabilizará ao país um padrão de primeiro mundo.
"Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz com as suas crianças e adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto (PIB), é a capacidade do país, do governo e da sociedade de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e adolescentes", disse a presidente.
Em 2012, o PIB do Brasil deve crescer abaixo dos 2,7% registrados no ano passado. Nas projeções do mercado financeiro o PIB deste ano ficará, no máximo, em 2%. O Banco Central reestimou sua previsão para 2,5%, enquanto a estimativa oficial do Ministério da Fazenda permanece em 4%.
A declaração foi feita durante a 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. A finalidade da conferência é debater a Política Nacional e o Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente.
Dilma citou programas do governo como o "Brasil Carinhoso", "Crack é possível vencer" e "Viver sem limites", por meio dos quais, de acordo com a presidente o governo tem destinado mais recursos a Estados e municípios para a implementação de políticas voltadas para crianças e adolescentes, sobretudo na chamada primeira infância.
"Nós temos de ter um país com jovens, adultos e crianças com grande nível de escolaridade porque nós vamos disputar o que é a economia moderna, que é a economia do conhecimento", afirmou. Ela disse ainda que o seu governo tem compromisso com a educação de qualidade para todos os níveis de escolaridade.
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(*) Jota Quest.
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PIB, ''PIBINHO'', ''PIBÃO'' (A retórica do conveniente...)
Dois modelos retóricos de crescimento
Autor(es): Por Alberto Carlos Almeida | Para o Valor, de São Paulo |
Valor Econômico - 13/07/2012 |
Como leigo em economia e observador atento do cenário político e econômico brasileiro, confesso que os últimos dois meses foram de muito aprendizado. Aprendi que existem dois grandes modelos de crescimento econômico. Um é baseado no consumo e outro é baseado no investimento. No modelo baseado no consumo, há um aumento real de renda, muitas vezes contínuo em determinado período - algo como um, dois ou três anos -, as famílias aumentam seu poder de compra, passam a consumir mais e a economia cresce. No modelo baseado no investimento, são os empresários os atores principais.
Como leigo em economia e observador atento do cenário político e econômico brasileiro, confesso que os últimos dois meses foram de muito aprendizado. Aprendi que existem dois grandes modelos de crescimento econômico. Um é baseado no consumo e outro é baseado no investimento. No modelo baseado no consumo, há um aumento real de renda, muitas vezes contínuo em determinado período - algo como um, dois ou três anos -, as famílias aumentam seu poder de compra, passam a consumir mais e a economia cresce. No modelo baseado no investimento, são os empresários os atores principais. Eles ficam mais confiantes nas perspectivas econômicas e passam a investir mais. Adquirem bens de capital, colocam recursos em novas fábricas, em centros de distribuição, enfim, tomam uma série de iniciativas que demandam investimentos. Graças a isso, a economia cresce.
Foi interessante ver que, nestes últimos meses, todas as análises que separaram analiticamente crescimento puxado pelo consumo de crescimento liderado pelo investimento não responderam a algumas perguntas singelas. A primeira diz respeito ao atendimento da crescente demanda da população. Cabe indagar sobre o que fazem os empresários quando percebem que a renda real das famílias aumenta constantemente e elas vão ao supermercado com mais frequência, compram bens e utilizam serviços pela primeira vez na vida, trocam bens antigos, utilizam com mais frequência serviços que utilizavam muito raramente no passado etc. Não creio que os empresários fiquem observando passivamente o que ocorre. Minha suspeita é que eles consideram isso uma oportunidade de aumentar o seu negócio e passem a investir mais para atender à demanda crescente.
Por outro lado, cabe perguntar o que motiva os empresários a investir. Certamente, é a confiança deles no crescimento da economia. Também é preciso ter disponibilidade financeira para tal. A suposição básica é que buscam otimizar a aplicação de seus recursos e, consequentemente, de seus investimentos. A decisão de direcionar recursos para ampliar a produção ou para aumentar a oferta de serviços tem a ver, em grande medida, com a percepção de que isso dará retorno, tem a ver com a percepção de que haverá alguém disposto a adquirir mais, alguém que comprará a oferta crescente resultante do investimento.
Os grandes disciplinadores do pensamento são os dados, as evidências empíricas. Na ausência delas, podemos fazer qualquer tipo de afirmação. Quando, porém, nos são apresentados dados, é preciso lidar com eles, é preciso explicar porque são do jeito que são, por que se comportam de determinada maneira. Quando tomamos os dados do IBGE relativos ao crescimento do PIB desde 1996, notamos que o consumo e o investimento aumentam ou diminuem de maneira conjunta. Descobrimos a pólvora: os empresários investem quando acreditam que haverá aumento de consumo. Na medida em que há um longo ciclo de aumento de consumo, os empresários passam a acreditar que vale a pena investir. A série de dados de mais de uma década mostra algo relativamente óbvio: consumo e investimento tendem, na média, a caminhar juntos. Quando um cresce, o outro também cresce. Quando um diminui, o outro também diminui.
Aprende-se nas aulas de microeconomia que o recurso nas mãos de um indivíduo pode ser utilizado de duas maneiras, ou para consumir ou para poupar e, consequentemente, mais adiante, investir. Assim, se uma família decide realizar uma dispendiosa viagem de férias, ela está consumindo. O recurso gasto na viagem não poderá ser economizado e, consequentemente, investido mais adiante na compra de um imóvel ou na abertura de um negócio próprio. Toma-se a renda desta família como fixa no curto prazo. Ou ela consome ou investe. A visão de que há dois modelos de crescimento econômico parece mais estar baseada nas regras da microeconomia do que nos fatores que regem o aumento de riqueza de uma sociedade.
Igualmente interessante é que o atual debate que gravita em torno desses dois modelos de desenvolvimento econômico inexistia há alguns meses. É como se repentinamente tivesse sido estabelecido um modismo, um modismo de mídia. Muitos analistas que antes viam a economia brasileira caminhando bem passaram a vislumbrar, logo após a piora da situação da economia europeia, um cenário de crise. Foi preciso explicar a crise. Toda vez que há alguém disposto a acreditar em algo, haverá alguém igualmente disposto a defender e propalar essa crença. Existe um mercado de pessoas dispostas a consumir a ideia de que estávamos mergulhados em um modelo de crescimento baseado no consumo, e que ele se exauriu. Haverá, portanto, pessoas dispostas a investir em dar forma a essa ideia. Até mesmo no mundo dos articulistas e de seus leitores o consumo de ideias e o investimento nelas caminham juntos.
Não há economia sem problemas, e eles podem revelar sua face mais cruel, a crise e a desaceleração, hoje ou depois de muitos anos. Em vários aspectos, o Brasil não faz o seu dever de casa. Por exemplo, estamos vivendo o bônus demográfico e isso abre uma boa oportunidade para que seja feita uma profunda reforma da previdência, que tenha um impacto bastante positivo nas finanças públicas, no médio prazo. Não há no horizonte perspectiva de que essa reforma seja feita. Há um amplo rol de mudanças que seriam de grande importância para impulsionar o desenvolvimento do Brasil, todas elas, ou certamente a maioria, relacionadas à desoneração da atividade econômica. Entra aqui a grande diferença entre governos de centro-esquerda e de centro-direita.
Quando a centro-esquerda governa, tende a dar prioridade ao aumento da igualdade e coloca em segundo plano o aumento da eficiência. Estamos vendo isso no Brasil desde que o PT assumiu o governo federal, em 2003. Duas políticas públicas se destacaram quando pensamos em aumento da igualdade: o Bolsa Família e o aumento real e contínuo do salário mínimo. O principal indicador que mede a desigualdade de renda, o índice de Gini, mostra que em todo esse período houve de fato uma sensível redução na desigualdade. A prioridade conferida ao aumento da igualdade tem como outra face da moeda a perda de eficiência. As principais energias do governo são direcionadas ou para uma coisa ou para outra. A sustentação política do governo também. É evidente que são tomadas medidas para aumentar a eficiência, mas não são a ênfase do governo, não são aquilo que move a aliança e seus principais líderes.
Antes que se afirme que eficiência é sinônimo de investimento e igualdade de consumo, cabe lembrar que o investimento privado ocorre tanto em governos de centro-esquerda quanto em governos de centro-direita. A questão-chave é que a eficiência do investimento é maior quando os governos tomam medidas que a favoreçam.
Governos de centro-esquerda, por darem ênfase ao aumento da igualdade, acabam se descuidando dos ganhos de eficiência. A gradativa perda de eficiência resulta, no longo prazo, na redução de capacidade de crescimento. Caso isso afete negativamente o bem-estar da população, o governo é trocado. Assume a oposição, é eleita a centro-direita. As primeiras medidas de um governo dessa natureza são uma série de iniciativas para aumentar a eficiência. Assim, caso o governo do PT, agora liderado por Dilma, adote um leque de medidas agressivas, cuja finalidade seja o aumento da eficiência, isso será má notícia para a oposição.
Nossa expectativa é que os dados levantados pelo IBGE continuem mostrando que consumo e investimento variam juntos. É possível que a perda de eficiência da economia resulte, no longo prazo, na queda simultânea de ambos. Não se pode, porém, afirmar que os governos do PT tenham sido ruins para o investimento. As evidências empíricas revelam o oposto: a taxa de crescimento do investimento tem permanecido acima do crescimento do consumo desde 2004.
Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" e "O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo". E-mail: Alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida
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''TIREM AS CRIANÇAS DA INTERNET...''
''O Wilder é um ...''
O Globo - 13/07/2012 |
Em conversa com o ex-vereador Wladimir Garcez, o bicheiro Carlinhos Cachoeira se mostra irritado por não conseguir indicar afilhados políticos para o governo de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás. Ele xinga Wilder de Morais, que conseguiu emplacar indicações:
CACHOEIRA : "Wladimir, tá uma desgraça também, hein? Puta que pariu. Eu não consegui arrumar um emprego para o irmão da Andressa, rapaz. Até o Wilder pôs esta bosta desse cara aí, e a gente não consegue pôr ninguém, caralho. (...) O Wilder é um bosta, um bosta, e consegue emplacar um cara que a gente estava boicotando.
Depois, em conversa com Demóstenes, Cachoeira diz que é preciso substituir Wilder na secretaria:
CACHOEIRA : "Doutor, o Wladimir falou pra mim hoje que acha que temos de preparar um nome para substituir o Wilder, porque logo, logo Wilder vai pedir pra sair".
DEMÓSTENES : "Tá ótimo. Seria bom demais. Vamos preparar, uai!"
CACHOEIRA : "Se tiver algum (nome), aí eu te falo."
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... A CONTA QUE NÃO FECHA
Wilder enfrenta suspeitas antes da posse
Autor(es): agência o globo:Chico de Gois |
O Globo - 13/07/2012 |
BRASÍLIA . De férias no Nordeste, fugindo dos holofotes, o suplente de Demóstenes Torres, Wilder Pedro de Morais (DEM-GO), tenta acertar com o presidente do Democratas, senador Agripino Maia (RN), detalhes de sua posse em meio a suspeitas sobre suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Diálogos interceptados pela Polícia Federal com autorização judicial durante a Operação Monte Carlo demonstram que Cachoeira tentou pressionar Wilder a atender a demandas de seu grupo, como contrapartida por ter sido indicado para a chapa vitoriosa de Demóstenes ao Senado, em 2010.
Wilder, que é secretário de Infraestrutura no governo de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás, era amigo de Cachoeira até que sua então mulher, Andressa, trocou-o pelo contraventor, em fevereiro de 2011. Integrantes da CPI do Cachoeira disseram ontem que ele pode ser chamado a depor se ficar confirmado que foi indicado suplente de Demóstenes e secretário de Goiás por Cachoeira.
Num dos diálogos, gravado em 5 de maio do ano passado, o ex-vereador Wladimir Garcez, considerado o braço político de Cachoeira, diz que irá se encontrar com Wilder e pergunta ao chefe (o contraventor) se deve dar uma dura no secretário.
- O Wilder ligou (...). Perguntei direitinho como ficou o negócio lá, aí ele falou: "Não, quando eu falei com o governador, os caminhos, falei que já estava tudo acertado com o Carlos e tal. Eu queria falar com você, passa aqui. Vem aqui na secretaria." Então tá, eu vou dar um pulinho aí daqui a pouco - informa Wladimir, que pergunta se deve jogar na cara do secretário a ajuda que Cachoeira deu a ele na eleição.
O bicheiro diz que, se houver oportunidade, é para falar, sim. Wilder foi o maior doador da campanha de Demóstenes, tendo contribuído com R$ 700 mil. No mesmo dia, Wladimir informa a Cachoeira que esteve com Wilder e deixou claro que ele não pode ser mal-agradecido:
- Eu disse: "Pois é, política é complicado, né? Você vê: tanto que o Carlinhos brigou para você ser o suplente do senador, Gilberto ficou com raiva, Malcon ficou com raiva, hoje você é suplente do senador, e as pessoas às vezes não agradecem, não entendem. (...) Às vezes as pessoas não têm gratidão. O cara depois começa a cuspir no prato que comeu. É estranho pra caramba".
Dias antes, Cachoeira havia se mostrado irritado com o fato de não conseguir indicar afilhados políticos no governo de Goiás e xingado Wilder (diálogo abaixo).
Em maio, numa conversa com Demóstenes, Cachoeira diz que é preciso pensar em outra pessoa para substituir Wilder na secretaria.
O GLOBO não conseguiu falar com o novo senador. No DEM, a informação é que ele só retornará do Nordeste no dia 25. Antes mesmo de chegar ao Senado, o substituto de Demóstenes estava na mira da CPI.
- Um suplente que tinha relações com Cachoeira, e não sabemos se essas relações eram de acumpliciamento, merece uma atenção especial da CPI. Eu diria que Wilder toma posse sob forte suspeição e forte necessidade de se explicar. Se eu fosse ele, assumia de manhã e à tarde estaria na tribuna me explicando - disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Em outros diálogos, publicados ontem pela "Folha de S.Paulo", Cachoeira e Wilder tratam da relação dos dois.
- Eu não vou expor você cara. Fui eu que te pus na suplência, na secretaria, fui eu, você sabe muito bem disso. Então, para que eu vou te expor? - pergunta Cachoeira.
- Carlinhos, pensa um cara que nunca teria encontrado um governo, que nunca teria sido bosta nenhuma. Você está falando com esse cara - responde Wilder.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) diz que é preciso primeiro esperar que Wilder tome posse para que a CPI decida o que fazer.
Agripino Maia minimizou as suspeitas sobre Wilder:
- Pelo que estamos ouvindo, não há nada que comprometa as atividades políticas de Wilder.
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''QUE PAÍS É ESSE?'' ou ... no ''NOVO TEMPO'' **
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Grupo Pão de Açúcar se torna o maior comprador de arroz orgânico produzido pelo MST
Serão ao todo 15 toneladas
''QUE PAÍS É ESSE?'' *
DEMÓSTENES JÁ É PROCURADOR DE NOVO, 24H APÓS CASSAÇÃO
DE INVESTIGADO A INVESTIGADOR |
Autor(es): Evandro Éboli, Fernanda |
O Globo - 13/07/2012 |
Menos de 24 horas após cassação, Demóstenes reassume cargo de procurador no MP de Goiás
Apenas um dia após ser cassado e afastado da vida política até 2027, o ex-senador Demóstenes Torres reassumiu ontem seu cargo de procurador no Ministério Público de Goiás. Com direito a sala exclusiva, dois assessores e até plaquinha com o nome na porta, instalada no mesmo dia. Mas, trabalho mesmo, só daqui a uma semana. Ele solicitou um abono funcional, um direito dele, para fazer a mudança para Goiânia e, com isso, recomeça no emprego semana que vem. Seu salário será de cerca de R$ 24 mil.
Demóstenes esteve pessoalmente ontem à tarde no prédio do Ministério Público de Goiás, onde protocolou o "comunicado de exercício", voltando formalmente à instituição, da qual estava licenciado há 13 anos. O ex-senador volta a ocupar as funções de procurador na área criminal da 27ª Procuradoria daquele MP, na mesma área em que atuou no passado. O cargo estava vago há algumas semanas. Seu substituto fora promovido. Os processos que ficarão sobre sua responsabilidade ainda serão distribuídos, para que ele comece a trabalhar.
Os dias que terá para realizar sua mudança são assegurados pela Lei Orgânica do Ministério Público. No MP de Goiás, Demóstenes responderá a procedimento disciplinar para apurar "eventual falta funcional". A Corregedoria-Geral do MP divulga hoje como se dará esse processo. Em nota de anteontem, a Corregedoria informou que esperaria a publicação da cassação no Senado e a confirmação do retorno de Demóstenes para adotar, de ofício, as providências para instaurar o procedimento.
Ex-colegas ironizam recurso ao STF
Demóstenes foi cassado anteontem com 56 votos a favor da perda do mandato, 19 contrários e cinco abstenções. O clima de constrangimento do Senado, após a cassação, deu lugar ontem à ironia de alguns senadores ao comentar a intenção do goiano de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar recuperar o mandato. Chance zero, diziam os senadores. O ex-senador foi abandonado até por seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, que descartou o recurso ao STF logo após a sessão de cassação.
- Não há o que fazer, o plenário (do Senado) é soberano. O julgamento foi político, mas é um direito do Senado fazê-lo - disse o advogado.
- A esta altura do campeonato, água-benta e presunção, cada um toma na quantidade que quiser - reagiu o líder do PT, senador Walter Pinheiro (BA).
Anteontem à noite, Demóstenes escreveu no Twitter: "Vou recuperar no STF o mandato que o povo de Goiás me concedeu. Os motivos são suficientes: fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebra de decoro."
Os argumentos de Demóstenes são refutados pelos senadores e pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, para quem essa é uma questão interna da Casa. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que, se o STF tomar decisão favorável ao ex-senador, será uma interferência de um Poder em outro. O que ele não acha que acontecerá.
- Esse é o jus esperneandi (direito de espernear) - disse o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR).
- Que bom que ele tem esperança - ironizou Gim Argello (PTB-DF).
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirmou que o processo por quebra de decoro obedeceu ao regimento e à Constituição, mas que Demóstenes tem direito de tentar anulá-lo.
Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), Demóstenes não tem a menor chance de recuperar o mandato:
- Como já dizia Tancredo Neves, a política ilude mais que o amor.
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(*) Cazuza.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Em menos de um dia, Demóstenes Torres passou da condição de senador cassado por ligações suspeitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira a procurador de Justiça de Goiás, onde terá a responsabilidade de conduzir inquéritos criminais. Logo de manhã, ele entregou ao Ministério Público documento reassumindo o cargo do qual estava afastado há 13 anos. À tarde, o MP já tinha até plaquinha com o nome de Demóstenes à frente da 27a Procuradoria. Ele terá direito a dois assessores e salário de R$ 24 mil. No Congresso, enquanto funcionários retiravam o nome de Demóstenes do gabinete, senadores ironizavam sua intenção de recorrer ao STF contra a cassação. (Págs. 1, 3 e Merval Pereira)
Começou ontem em Juazeiro, na Bahia, uma experiência inédita nas Américas: a liberação controlada de milhares de mosquitos geneticamente modificados para combater a dengue, doença contra a qual não há tratamento ou vacina. A iniciativa foi acompanhada com exclusividade pelo repórter César Baima, que testemunhou o voo dos primeiros transgênicos no bairro de Itaberaba. Moradores apoiaram a iniciativa e cientistas comemoraram o vanguardismo dos testes. Espera-se combater a epidemia reduzindo a população de Aedes aegypti.(Págs. 1 e 30)
A presidente Dilma Rousseff procurou ontem tirar o foco do PIB, ressaltando que ele não é o indicador mais adequado para comparar o desempenho dos países.
“Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para suas crianças e para seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto.” (Págs. 1 e Poder A4)
Nos primeiros três meses, o avanço havia sido de 8,1%. O resultado aumenta o temor de que a economia mundial seja puxada ainda mais para baixo. (Págs. 1 e Mundo A9)
Dados do Banco Central mostram que a economia do País ficou estagnada em maio. A atividade de empresas e indústrias teve contração de 0,02% ante abril. Apesar da falta de reação às medidas de incentivo ao crescimento tomadas pelo governo, a presidente Dilma Rousseff minimizou a importância do indicador. “Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para as suas crianças e adolescentes, não é o PIB”, disse. Após ligeiro crescimento registrado em abril, o índice do BC, considerado uma prévia do PIB, perdeu força. Em relatório, o Bradesco informa que “a estabilidade de maio limita, por ora, leituras menos favoráveis para o PIB do 2º trimestre”. Durante conferência dos direitos da criança e do adolescente, Dilma disse ser mais importante observar “a capacidade do País, do governo e da sociedade de proteger o seu presente e o seu futuro”. (Págs. 1 e Economia B1)
Fotolegenda: Foco
Dilma em evento com adolescentes: 'Vamos disputar o que é a economia moderna, que é a economia do conhecimento, aquela que agrega valor'.
Ex-prefeito vê ‘engano’
Segundo Paulo Maluf, as obras não foram contratadas pela Prefeitura. A Mendes Júnior disse não conhecer a acusação e a OAS não se manifestou. (Págs. 1 e A4)
Considero o ingresso da Venezuela no Mercosul um ato negativo para o bloco regional, para o Uruguai e até mesmo para a Venezuela. (Págs. 1 e Visão Global A14)
A queda de Demóstenes não privou o bicheiro Carlinhos Cachoeira de um amigo no Senado. (Págs. 1 e A3)
Só no setor ferroviário, há 27 empreendimentos da companhia em compasso de espera, que envolvem obras em 10 mil quilômetros de malha ferroviária. Entre eles, está a duplicação de 625 quilômetros da Estrada de Ferro Carajás, principal rota de escoamento de minério de ferro da empresa, entre os Estados do Pará e do Maranhão. (Págs. 1 e B1)
O decreto deve sair na próxima semana, mas pode ser adiado. As exigências sobre emissões e eficiência energética são os únicos pontos em aberto, devido à resistência das montadoras. Para elas, o limite de emissão deve ser menos rigoroso, já que os carros brasileiros usam também etanol, menos poluente. (Págs. 1 e A3)
Em junho e neste mês, surgiram sinais de melhora no investimento. Nas contas do Bradesco, o número de projetos anunciados subiu de 129 em maio para 173 no mês passado. No caso dos desembolsos do Finame no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, houve reaceleração em junho, depois de um número pior em maio. Os dados preliminares de julho sugerem um resultado mais forte. (Págs. 1 e A14)
Entre os gestores consultados, 82% informaram que os médicos de seus hospitais reagiram bem à profissionalização, mas a maioria resiste a adotar protocolos (procedimentos médicos padronizados que acabam ajudando a controlar as despesas). O motivo da aparente contradição é que os médicos acreditam que a profissionalização é voltada apenas para a esfera administrativa dos hospitais, e não para a área médica. (Págs. 1 e B5)
Trichet observa que a união monetária foi um notável sucesso. Agora, os europeus "estão aprendendo a duras penas que, para administrar uma moeda única, também é necessária uma governança eficaz da união econômica. Temos que aplicar com rigor o pacto de estabilidade e crescimento, agora reforçado. Precisamos avançar rumo a uma federação econômica e fiscal." (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Acredita-se, no governo, que o pior para a atividade econômica já passou, inclusive para a indústria. (Págs. 1 e A2)
Dani Rodrik
Brasil, Índia e Coreia do Sul estão em melhor posição para vencer os desafios de um mundo pós-crise. (Págs. 1 e A13)
Como o manifesto assinado pelo partido ajudou na aceitação do novo governo pelos investidores.
A correspondência trocada entre Mario Garnero e a Casa Branca, que abriu caminho para o encontro de Lula com George W.Bush.
Os personagens centrais que construíram o diálogo entre o PT e os empresários durante a campanha.
O que aconteceu na economia brasileira a partir da divulgação da Carta ao Povo Brasileiro.(Págs. 1 e 4)