A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
segunda-feira, julho 16, 2007
BRASIL: CUSTOS DE PRODUÇÃO vs COMPETITIVIDADE
O empresário brasileiro arca hoje com um dos maiores custos do mundo para realizar novos investimentos. Numa lista de 47 países elaborada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil aparece em terceiro lugar, em situação melhor apenas que Tailândia e Irlanda. Os custos no País são 30% maiores que os da China e até 118% superiores aos da Coréia do Sul, dois países que são concorrentes diretos das empresas brasileiras no mercado mundial. Embora o preço de máquinas, equipamentos, instalações e construções venha crescendo a taxas declinantes no País, o Iedi cita que a inflação sobre os bens finais de consumo das famílias e do governo tem sido bem mais suave. 'Assim, em um contexto de elevadas taxas de juros, desestimula-se o investimento produtivo', diz Edgard Pereira, economista-chefe da entidade. Para calcular o custo relativo do investimento fixo nas diferentes partes do mundo, o Iedi criou um índice com base em dados do Projeto Link, que é financiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e recebe informações de todos os países. Entre 1970 e 2005, o custo do investimento fixo no Brasil cresceu 31%, enquanto no Chile houve recuo de 7% e na Argentina, de 5%. O Brasil perde feio para os chamados tigres asiáticos. Em Cingapura, esse custo caiu 15% e na Malásia, 20%. Na Coréia do Sul, a redução chegou a 40%. Já na Hungria, que apresenta o custo de investimento mais baixo entre os países analisados, a queda foi de 47%. Não é por obra do acaso que o Brasil não tem conseguido atingir taxas de investimento compatíveis com um crescimento sustentado de 5% ao ano, como pretende o governo. Mesmo tendo crescido por três anos seguidos, a formação bruta de capital fixo atingiu 15,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, mas ainda assim continua entre as mais baixas desde 1947. Essa taxa só é superior à do biênio 1992-1993, além do intervalo mais recente de 2002-2005.'A taxa de investimento é muito baixa porque o custo é muito alto', diz Pereira. 'Por que correr o risco de imobilizar sua riqueza em máquinas e equipamentos se existe a opção de aplicar recursos em títulos do governo com taxas de juros que rendem lucro certo?', indaga o economista do Iedi. 'Se eu ganhasse sozinho na Mega Sena pensaria dez vezes antes de investir na produção, a menos que fosse num setor de commodities', ironiza o empresário Mário Bernardini, dono da MGM Mecânica e Máquinas. De acordo com Bernardini, para investir, 'preciso pensar que vou pagar 15% ao ano para bancos e 40% para o governo e, depois, brigar com as importações, que são subsidiadas pelo câmbio, por meio da depreciação no país de origem e da sobrevalorização aqui'. A MGM, que atua no segmento de máquinas para mármores e granitos, deixou de exportar e de investir há alguns anos. 'Nas condições macroeconômicas atuais, não há como competir lá fora', diz Bernardini. 'Já o mercado interno, que depende da construção civil e esteve muito ruim, agora dá sinais de retomada.'A pesquisa do Iedi mostra, no entanto, que o custo do investimento fixo apresentou queda de 1,5% em 2006, refletindo a desoneração tributária de bens de capital ocorrida em 2005, além da redução da taxa de juros e da desvalorização do real frente ao dólar, o que barateia a importação de máquinas e equipamentos. 'Se o custo do investimento não cair de forma mais significativa, o empresário vai optar por investir num país onde o custo seja menor', adverte o economista do Iedi. Não é de hoje que o empresário Fuad Mattar, presidente da Paramount Lansul, uma das principais indústrias do setor têxtil brasileiro, planeja investir na China. Responsável no País pela grife francesa Lacoste, a Paramount Lansul tem uma tradição de 120 anos no mercado. 'Ainda não me convenci de que devo desistir de lutar para convencer nossos governantes da necessidade de termos uma política industrial eficiente', conta o empresário. Não fosse isso, Mattar teria motivos de sobra para jogar a toalha e tentar um negócio fora do País. 'Temos um câmbio de R$ 1,87, que é ótimo para investir, mas na hora de pôr as máquinas para funcionar, esse valor sobe para R$ 2,50, por conta da carga tributária.' Além de caro, o crédito para investimento no País tem prazo muito curto, de no máximo dez anos, para empresas de primeira linha. Já nos países asiáticos, esse prazo chega a 25 anos. 'Eles (os asiáticos) também não tributam investimentos e têm um câmbio muito favorável para exportação', observa o empresário.'Enquanto estivermos com um canivete e eles com uma metralhadora, não dá para competir.' Paulo Francini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), observa que 'aquilo que chamamos de ambiente hostil à produção é o mesmo que está no cenário de quem deseja fazer investimento no País'. Para ele, entre as poucas vantagens comparativas do País nessa área estão a terra e o clima, que favorecem investimentos em cana-de-açúcar, papel e agronegócio.' Nenhuma indústria de transformação escolheria investir no Brasil só por causa da nossa ginga e jogo de corpo no carnaval e no futebol', diz, bem-humorado. 'Ninguém, está interessado nisso, e sim em ganhar dinheiro.' Estadão, Marcelo Rehder .
LULA & PAN-RIO/2007: POPULISMO FORA DO PÓDIO!
BOLSA FAMÍLIA: A QUE[M] SERVE?
CONSTRUTORAS & GOVERNO FEDERAL: A MESSE É GRANDE...
BRASIL & BRASILEIROS [In:] "APESAR DE VOCÊ..." *


PETROBRÁS/PF: OPERAÇÃO ÁGUAS PROFUNDAS
No embalo da Operação Águas Profundas da Polícia Federal (PF), que encontrou ONGs funcionando como correia de transmissão do esquema que fraudava licitações da Petrobrás, os parlamentares do DEM querem tirar da gaveta a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, logo após o recesso parlamentar, para colocar a máfia dos estaleiros como alvo do Congresso. A tática para levar a Petrobrás para a CPI é, inicialmente, pedir análise de repasses feitos pela estatal para ONGs. Segundo líderes do DEM, numa fase seguinte haveria espaço para ampliar o foco e investigar contratos da empresa suspeitos de fraudes e os vínculos com o PT. Segundo o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do requerimento que criou a CPI, será inevitável que o trabalho da comissão chegue até os contratos da estatal. Agora é a hora de abrir a caixa-preta, disse. Ao analisarmos contratos com ONGs será inevitável chegar até a Petrobrás. Na avaliação do senador, há motivos suficientes para fazer a investigação no Senado prosperar. A PF, diz ele, mostrou a existência de um esquema de corrupção envolvendo ONGs que tinham ligações com petistas e com os ex-governadores Rosinha Matheus e Anthony Garotinho, ambos do PMDB. O DEM acredita que a CPI poderá esmiuçar, ainda, denúncias mais antigas, porém relacionadas às suspeitas de irregularidades envolvendo ONGs e os negócios da Petrobrás. Na mira do DEM estão escândalos como o superfaturamento de R$ 151 milhões que o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou em contratos com a empresa GDK, a indicação de nomes ligados ao PT para a direção da estatal, a subcontratação pela estatal de uma empresa de eventos pertencente ao ex-dirigente do PT Silvio Pereira e até o processo de venda das refinarias da Petrobrás ao governo boliviano. Os opositores dizem ter pelo menos dez casos passíveis de investigação. A CPI das ONGs foi criada no Senado no início do ano, mas ainda não foi instalada. O objeto de investigação são as transferências de recursos públicos e do exterior às ONGs e às organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) no período de 2003 a 2006. Para abafar a CPI, a base governista aprovou um adendo ampliando o foco das apurações até 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso. Estadão, Isabel Sobral, Brasília.
CIRO GOMES: PRESIDENCIÁVEL PARA 2010 !
RENAN CALHEIROS: "ETERNO ENQUANTO DURE"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
LULA & PAN-RIO2007: O SANTO E OS "PÉS-DE-BARRO"
LULA & PAN-RIO2007: VAIAS vs "MEA-CULPA"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu não polemizar sobre as vaias que recebeu na festa de abertura dos Jogos Pan-Americanos, no estádio do Maracanã, na última sexta-feira (13). Em seu programa semanal de rádio ‘Café com o presidente’, nesta segunda-feira (16), Lula afirmou que “a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano”, mas confessou ter ficado triste com a recepção do público. “A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá”, afirmou Lula. O presidente disse que, depois de deixar o Maracanã, algumas pessoas afirmaram que o protesto teria sido organizado e que poderia ter acontecido por causa do sistema de distribuição dos convites para o evento. Mas Lula disse que não quer explicações: “a mim, não me interessa o que aconteceu. Já aconteceu... O que é importante é que foi uma abertura extraordinária dos Jogos Panamericanos”. Lula disse ainda que acha que a manifestação não reflete o pensamento do povo carioca sobre seu governo “Isso não muda um milímetro o meu comportamento com o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, poderíamos dizer, continua lindo, e merece que o governo federal faça o que for possível para o Rio de Janeiro”, declarou. O presidente comemorou o sucesso do evento, que recebeu R$ 2 bilhões em recursos federais, e afirmou que recebeu elogios de atletas de vários países à organização do Pan durante visita à Vila Olímpica. Segundo ele, os jogos deverão credenciar o Brasil como forte candidato a abrigar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. G1, SP, Foto: Lula não fez o discurso de abertura do Pan (Reproducão: TV Globo).