A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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terça-feira, janeiro 29, 2013
`MARINA, MORENA MARINA...`
Petista diz que se filiará à sigla de Marina
Autor(es): Por Cristian Klein | De São Paulo |
Valor Econômico - 29/01/2013 |
Prestes a fundar um partido, pelo qual deverá concorrer pela segunda vez à Presidência da República, em 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva tem tudo para contar com a primeira adesão declarada à nova sigla na Câmara. É o deputado Domingos Dutra (PT-MA), parlamentar cuja luta política é contra a hegemonia do clã liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP), no Maranhão.
Revoltado com a subordinação do PT local aos interesses de Sarney, Dutra já fez greve de fome por dez dias, em 2010, e diz que não quer repetir o episódio. Prefere sair do partido que ajudou a fundar.
"Não é fácil sair do PT, estou há 33 anos no partido, nunca coloquei o PT em situação vexatória, mas não dá para continuar. Em 2014, não vou fazer outra greve de fome", afirma.
Diferentemente de políticos na mesma situação, que evitam declarações mais contundentes sobre a mudança de legenda, Dutra é enfático. Vai sair, a não ser que o PT termine com a aliança com Sarney, o que sabe ser improvável. "Apesar de fazer alguns movimentos para que o partido rompa com o PMDB, sei que este assunto vai além daqui, é nacional, porque o senador Sarney vai direto na fonte [no presidente Lula e na presidente Dilma Rousseff]. Permanecer nesta situação é covardia de nossa parte", afirma.
Dutra afirma que o partido no Estado está "aos frangalhos" e dividido em dois grupos, numa situação que vem piorando desde o traumático processo de intervenção nacional em 2010. Naquela eleição, o grupo mais à esquerda, que queria apoiar o candidato Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Estado, ganhou a disputa interna no diretório estadual, mas a direção nacional do PT interveio e impôs a aliança com a governadora Roseana Sarney (PMDB). Em protesto, Dutra e outro fundador do PT, Manoel da Conceição, entraram em greve de fome. O deputado perdeu cinco quilos com o jejum, mas a decisão não foi anulada.
O petista critica colegas do partido que estão ao lado do clã Sarney e seriam alvo de um processo de desmoralização. Dutra refere-se ao vice-governador Washington Luiz de Oliveira, que concorreu à Prefeitura de São Luís, no ano passado, e aos secretários de Assuntos Institucionais, Rodrigo Comerciário, e do Trabalho, José Antônio Heluy.
"O vice disputou três eleições a deputado federal e nunca se elegeu a nada. Ele é vice por conta da intervenção. O Sarney para terminar de desmoralizá-lo - mas para prender o partido nas relações nacionais - o colocou como candidato a prefeito. Teve a maior coligação, com 14 partidos, e o maior tempo de TV, com 14 minutos, e ficou em quarto lugar. O Sarney nunca fez uma aparição pública para ele. A Roseana também não foi a nenhuma atividade política dele", afirma.
O deputado lembra que Washington Oliveira perdeu até para a candidata do PPS, a deputada estadual Eliziane Gama, que ficou em terceiro lugar, e "tinha 20 filiados fazendo campanha de rua". O segundo turno foi travado entre o então prefeito João Castelo (PSDB) e Edivaldo Holanda Jr. (PTC), que venceu a disputa.
Outra reclamação é que 7 dos 11 prefeitos eleitos pelo PT no Maranhão, em 2008, foram derrotados justamente por candidatos de Roseana Sarney, quando tentavam a recondução ao mandato no ano passado.
Domingos Dutra diz que enquanto os petistas aliados de Sarney estão desmoralizados, o seu grupo está disperso. Fazem parte dos insatisfeitos o deputado estadual Bira do Pindaré, o ex-prefeito de Imperatriz (segunda maior cidade do Estado) Jomar Fernandes, a mulher dele, a ex-deputada federal Terezinha Fernandes, e Manoel da Conceição, que também discute a transferência para o partido de Marina.
"Do jeito que está aqui, o PT é uma cobra de duas cabeças. Tem uma cabeça lambendo a cara, o curral do Sarney, e outro grupo, outra cabeça, querendo destruir o curral do Sarney. Quando a gente está balançando o mourão (estaca que segura a cerca), o Sarney vai ao presidente Lula e à presidente Dilma e coloca mais três ou quatro mourões. A situação é escandalosa, porque a entrega do PT do Maranhão à família Sarney é a anulação de toda a história do partido", critica o deputado.
Dutra afirma que sairá seja para o partido de Marina Silva ou outro já existente, o que neste caso poderia levá-lo à perda de mandato por infidelidade partidária.
O parlamentar sabe dos riscos, mas rebate. "Em 2006, o PT aqui apoiou oficialmente o Jackson Lago (PDT), morto em 2011, e o presidente Lula veio e apoiou a Roseana! Infidelidade é o PT estar aliado à oligarquia Sarney, o resto tudo é atenuante", diz.
O petista conta que participou de reunião, em São Paulo, na quarta-feira, dia 23, na qual Marina reuniu colaboradores para a construção do partido. Entre os presentes estava o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP). Alessandro Molon (PT-RJ) e Reguffe (PDT-DF), afirma Dutra, justificaram a ausência.
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`FOI SEM QUERER, QUERENDO`
Reformas à vista na Venezuela
Valor Econômico - 29/01/2013 |
O presidente da estatal venezuelana PDVSA, Rafael Ramirez (foto), anunciou ontem mudanças num imposto petroleiro que permitirão à empresa repassar mais dólares oriundos da exportação de petróleo ao Banco Central, em detrimento do Fonden, um polêmico fundo de desenvolvimento. Analistas viram na medida o início de aguardadas reformas econômicas, que incluiriam um ajuste fiscal e a desvalorização. Ainda ontem, o vice-presidente, Nicolás Maduro, leu uma carta supostamente escrita pelo presidente Hugo Chávez, que se trata um câncer em Cuba, aos líderes reunidos no Chile para a cúpula da Comunidade de Estados Latino- Americanos e Caribenhos (Celac). A carta pede unidade dos países da região: "Ponho toda a minha convicção ao reiterar: ou fazemos uma pátria grande, ou não teremos pátria".
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O LIMITE TÊNUE ENTRE O V.I.P. (camarote) e o R.I.P.
Imprensa estrangeira lembra Copa e Olimpíadas
O Globo - 29/01/2013 |
Jornais citam preocupação com a segurança durante os dois grandes eventos esportivos
A imprensa internacional destacou ontem a tragédia na boate Kiss, com destaque para a dor dos familiares das vítimas e uma preocupação: as condições de segurança e logística para a Copa do Mundo em 2014 e para os Jogos Olímpicos em 2016. Em sua página na internet, o "Financial Times" lembra que o Brasil já está sob crescente vigilância mundial em relação aos preparativos de segurança para receber os dois maiores eventos do esporte. Outro artigo num blog do jornal inglês afirma que os erros e falhas que levaram ao incêndio em Santa Maria são o pior tipo de propaganda para o Brasil.
O texto ressalta que o respeito às normas básicas de segurança poderia ter evitado o ocorrido. "Até então, o Brasil não havia tido uma tragédia dessa dimensão por mais de meio século. Se os eventos assustadores do final de semana resultarem na aplicação mais rigorosa das leis, o Brasil terá feito mais progresso", destaca o artigo.
Ao noticiar o incêndio, o jornal "El Universal", do México, afirma que o Brasil "tenta melhorar suas deficiências de segurança e logística tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016".
Também chamou a atenção dos principais jornais do mundo a comoção da presidente Dilma Rousseff, que deixou a cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia, no Chile, para se juntar aos afetados pelo incidente. O jornal mexicano "Reforma" estampou na capa uma foto da presidente chorando, ao chegar em Santa Maria.
A tragédia fez a imprensa argentina lembrar um acontecimento similar, que chocou o país em 2004, quando 194 jovens morreram em um incêndio numa boate em Buenos Aires. Tanto o "La Nación" como o "Clarín" citaram o caso como "o Cromagnon do Brasil", referência ao nome da boate argentina.
Nos Estados Unidos, o "New York Times" estampou na capa uma foto do resgate de feridos da discoteca e lembrou um caso semelhante que ocorreu em Rhode Island há dez anos, quando um incêndio durante um show pirotécnico de uma banda de rock numa casa noturna causou cem mortes.
O "El País", da Espanha, estampou a manchete "Brasil vive uma de suas piores tragédias". O texto ressalta o depoimento de sobreviventes e a informação de que seguranças tentaram impedir a saída. O incidente foi destaque ainda nos britânicos "Guardian" e "The Times", além do jornal francês "Le Monde", que, em sua página na internet, divulgou vídeo do processo de reconhecimento dos corpos e do velório coletivo em um ginásio em Santa Maria.
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OS EMBALOS DE SÁBADO A NOITE... (`trash`)
Burocracia e corrupção marcam setor
Valor Econômico - 29/01/2013 |
Apesar de atualmente haver três projetos de lei no Congresso relacionados aos procedimentos para a retirada de um alvará no país, empresários da noite reclamam sobre como a burocracia afeta seus negócios em São Paulo. As queixas vão desde morosidade e complexidade dos processos até os custos com a regularização da papelada, e a atuação de fiscais corruptos.
Alessandro Padovano, consultor para casas noturnas, diz que "é muito fácil" lacrar um bar ou boate em São Paulo por causa de irregularidades. "Você faz tudo o que acha que está certo, consulta várias pessoas, mas sempre falta alguma coisa que você não sabe. Aí o poder público faz blitz e multa um monte de gente."
Por outro lado, um empresário que prefere não ter seu nome identificado diz que há alguns anos pagou propina na subprefeitura da Sé: entregou R$ 1.500 dentro de um envelope para "passar o pedido de alvará na frente dos outros, porque eram muitos".
Outro empresário paulistano, que também preferiu não se identificar, disse que gastou cerca de R$ 5 mil para tirar o alvará de uma casa de shows. "Isso que eu fiz tudo sozinho, não usei despachante. Um novato na área paga mais."
Para inaugurar um restaurante, também na zona sul da capital, ele diz que ficou um ano parado pagando R$ 10 mil por mês de aluguel enquanto esperava uma licença. "Todo mês aparecia um fiscal dizendo que poderia agilizar a emissão do documento."
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DRACONIANO
Projeção para inflação em 2013 segue em alta
Autor(es): Por Ana Conceição | De São Paulo |
Valor Econômico - 29/01/2013 |
A projeção do mercado para a inflação em 2013 subiu pela quarta semana consecutiva, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central, que apura estimativas junto a cerca de cem analistas. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de 5,65% para 5,67%. Há um mês, a projeção era de 5,47%.
As apostas para a inflação em 2014 foram mantidas em 5,50%. A mediana do IPCA em 12 meses, contudo, teve ligeira queda, de 5,56% para 5,53%.
Na semana passada e ontem, índices de inflação ao consumidor mostraram deterioração em janeiro. A Fipe informou que o IPC registrou aceleração de 0,96% para 1,04% na passagem da segunda para a terceira quadrissemana do mês. O indicador, que mede a inflação na cidade de São Paulo, foi puxado principalmente por educação e alimentação.
De acordo com economistas consultados pelo Valor, a inflação em janeiro ficaria até 0,12 ponto percentual mais baixa devido ao desconto da energia que vigora desde a quinta-feira.
A projeção para a atividade segue caindo. A mediana para o PIB em 2013 caiu (pela quarta semana) de 3,19% para 3,10%, acompanhando o recuo da previsão para a expansão industrial, de 3,24% para 3,10%.
Para 2014, a mediana do PIB foi na direção contrária, ao subir de 3,60% para 3,65%, enquanto a da produção da indústria cedeu de 3,90% para 3,70%.
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CÂMBIO. UMA CAIXA DE PANDORA
Por inflação, BC volta a agir no câmbio
BC rola swaps e derruba dólar para conter inflação |
Autor(es): Por José Sergio Osse e José de Castro | De São Paulo |
Valor Econômico - 29/01/2013 |
A preocupação com a inflação trouxe o Banco Central de volta ao mercado de câmbio, um mês após sua última intervenção, por meio de um leilão de rolagem antecipada de US$ 1,85 bilhão em swaps cambiais tradicionais. O impacto da atuação do BC derrubou a moeda americana ao menor patamar desde 2 de julho do ano passado e a cotação chegou a R$ 2,001, queda de 1,33%.
O mercado entendeu que a valorização do real frente ao dólar vai continuar. No mercado futuro, o contrato para fevereiro fechou indicando a moeda a R$ 1,997 no vencimento. O leilão de ontem, que antecipou em cinco dias o vencimento dos swaps (que têm o efeito de uma venda de dólar futuro), sinaliza que o BC vai usar a política cambial como ferramenta para o controle de preços, em detrimento de seu uso como alavanca para as exportações. Indica, também, uma mudança para baixo nos limites da banda cambial informal seguida pela autoridade monetária.
A preocupação com a deterioração do cenário de inflação no país trouxe o Banco Central de volta ao mercado de câmbio, um mês após sua última intervenção. A atuação veio na forma de um leilão de rolagem antecipada de US$ 1,85 bilhão em swaps cambiais tradicionais. O impacto foi tão forte quanto o obtido em 26 de dezembro passado, data da última ação da autoridade monetária, e derrubou a moeda americana para R$ 2,001, menor patamar desde 2 de julho. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato para fevereiro fechou indicando a moeda a R$ 1,997 no vencimento.
O leilão, que antecipou em cinco dias o vencimento desses swaps (que têm o efeito de uma venda de dólar futuro), sinaliza, para muitos profissionais do mercado, que o BC realmente vai utilizar o dólar como ferramenta de controle de preços, em detrimento de seu uso como alavanca para exportadores.
"O BC adotou um viés claro de controle da inflação. A medida está em linha com uma maior flexibilização do mercado de câmbio", disse Felipe Pianetti, estrategista de mercados emergentes do banco J.P. Morgan. "A rolagem dos swaps de fevereiro sugere uma maior tolerância com um real mais apreciado."
Para Pianetti, a medida demonstra que a inflação passou a ser a maior preocupação do BC e do governo. A autoridade monetária, diz, sabe que algo tem que ceder dentro de sua política monetária para ser usado no controle da inflação, e isso agora passa a ser o câmbio.
Pouco antes do meio dia, após o dólar bater R$ 2,037, o BC anunciou leilão de 37 mil contratos de swap, que foram todos assimilados pelo mercado. Com a rolagem, a moeda despencou e caiu 1,33%, indo à menor cotação desde os US$ 1,987 registrados há mais de sete meses.
A intervenção da autoridade monetária se deu quando a moeda ainda estava dentro do intervalo considerado como banda informal, entre R$ 2 e R$ 2,05, tido até então como preços limites para o dólar. O mesmo tinha ocorrido em 26 de dezembro, quando o BC atuou pela última vez. Na ocasião, surpreendeu o mercado com dois leilões de swap tradicional, exatamente os que foram rolados, num momento em que o dólar estava dentro do que era considerada a banda cambial na época.
A atuação do BC também indicou a mudança para baixo nos limites da banda cambial da autoridade monetária e sinaliza que esse intervalo, agora, deixa de ser fixo e passa a ser móvel, com teto e piso variando no curtíssimo prazo de acordo com indicadores e eventos econômicos relevantes. Para alguns profissionais, inclusive, o novo piso estaria abaixo de R$ 2, o que seria a primeira desde que a banda foi colocada em prática.
"Continuamos na banda, mas agora é uma banda móvel. Se há algumas semanas a percepção era que os limites eram entre R$ 2,05 e R$ 2,15, agora é que ela está entre R$ 1,95 e R$ 2,05", disse David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil. "O BC continuará atuando em faixas de cotação, e a preferência é por um câmbio mais perto de R$ 2 do que de R$ 2,10."
Segundo Beker, os limites da banda cambial móvel vão depender muito mais de fatores de curtíssimo prazo daqui para diante. Dependendo do indicador e evento, os limites serão ajustados para privilegiar o controle da inflação ou a promoção da competitividade.
"Sexta-feira, por exemplo, saem dados de produção no país, que devem vir ruins, o que deve fazer as atenções se voltarem mais para a competitividade", disse ele. "Não dá para usar o câmbio para as duas coisas [controlar a inflação e melhorar a competitividade], por isso ele fica no meio do caminho. É querer demais de um instrumento só."
Ainda que seja a primeira vez que o piso da banda cambial esteja abaixo do nível psicológico de R$ 2, não é possível precisar qual seria esse piso, disse o executivo do Bank of America. Ele acredita que seja perto de R$ 1,95, mas admite que pode ser até abaixo disso.
Mesmo os que não acreditam na real existência de uma banda cambial, caso de Carlos Kawall, economista-chefe do Banco J. Safra, veem chances de o dólar cair abaixo de R$ 2. Para ele, porém, o benefício para a inflação não viria exatamente de um dólar mais depreciado, mas das menores oscilações da moeda em relação ao real.
"O BC deu sinal de que quer menos oscilações no câmbio, por isso podemos ter um dólar abaixo de R$ 2, até a R$ 1,95, mas num patamar sempre próximo a R$ 2", disse Kawall. "Ele vai atuar para não escapar nem para cima, nem para baixo."
Segundo ele, o BC tem indicado nas atas das últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) que acredita que os ativos financeiros serão mais "comportados" neste ano do que em 2012. Ou seja, está trabalhando com um cenário em que não haverá tanta pressão inflacionária vinda de ativos financeiros, como o dólar. Além disso, ele acredita que, para promover alívio inflacionário via câmbio, o dólar teria que cair ainda mais que o patamar atual, e ficar depreciado por tempo suficientemente longo - algo que ele não enxerga no horizonte próximo.
"O governo não vai deixar cair por terra todo o esforço do ano passado para melhorar a competitividade", disse ele. "E não dá para ser uma queda temporária do dólar, pois isso não teria efeito nenhum."
Jankiel Santos, economista-chefe do Banco Espírito Santo de Investimentos, é outro que acredita que há limites para a valorização do real, dado o impacto negativo que pode ter sobre a ainda fragilizada indústria nacional. "Com o leilão, é como se o BC dissesse: "não precisam puxar a moeda mais para cima". Não consigo ver isso como sinal claro que ele quer o dólar abaixo de R$ 2", disse o economista do BES. "Já tem um problema de competitividade que, com o dólar mais barato, poderia piorar, porque afetaria as expectativas de investimento. Para mim é mais um sinal que o BC quer essa taxa estável, para dar alguma previsibilidade à indústria."
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"ACORDA, ALICE!!!" *
PAULO GAMA-FOLHA
DE SÃO PAULO
Na 1ª fala após derrota, Serra ignora 2014 e se diz em "fase de arrumação"
Zé Carlos Barretta/Folhapress | ||
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José Serra participa de congresso do PSDB paulista |
A VOZ DO DONO e o DONO DA VOZ...
Pressionada por Lula, Dilma fará concessões a 'baixo clero'

OS LOBOS e as HIENAS DA SAVANA...
Documentos mostram lobby de Renan e Henrique Alves no governo
DE BRASÍLIA-FOLHA
editoria de Arte/Folhapress |
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`CHINATOWN` *


As chacinas de mercado
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Porto Alegre, Salvador, Manaus, Curitiba e Niterói, além dos governos do Distrito Federal e de Sergipe, anunciaram medidas para fechar estabelecimentos que não apresentarem condições mínimas de segurança
Após a tragédia de Santa Maria (RS), que resultou na morte de ao menos 231 jovens, governadores e prefeitos de várias cidades anunciaram que pretendem fazer uma varredura em todas as casas noturnas. Em Manaus, uma primeira vistoria levou ao fechamento de seis estabelecimentos. No Rio, a prefeitura admitiu que há casas noturnas em situação irregular, e o Corpo de Bombeiros disse que reforçará a fiscalização.(Págs. 1, 3 e editorial "O lado B do Brasil")
A frota de carros cresceu mais que a população. (Págs 1 e Revista Amanhã)
Os proprietários da casa noturna Kiss Elissandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e Luciano Bonilha, auxiliar do grupo, foram presos ontem. Eles são investigados pela polícia como responsáveis pela tragédia que deixou 231 mortos na boate em Santa Maria, na madrugada de domingo. Outros 75 estão internados em estado gravíssimo. Bonilha é acusado de acender o sinalizador conhecido como “sputnik” dentro da casa, o que teria provocado a tragédia. Segundo o delegado que investiga o caso, porém, ninguém assumiu o uso do artefato. A polícia suspeita que provas consideradas fundamentais para a investigação tenham sido adulteradas. Os donos da casa não forneceram as imagens do circuito interno de TV e teriam retirado os registros do caixa central antes da perícia, o que poderia mostrar se havia mais gente do que o permitido no local. O Ministério Público estudar acusar os quatro por homicídio com dolo eventual. Em encontro com prefeitos em Brasília, a presidente Dilma Rousseff pediu que a fiscalização de boates seja intensificada. (Págs. 1 e Cidades)
Câmara quer novas regras
Uma comissão será criada na Câmara dos Deputados para redigir novas regras de segurança que valham para edificações em todo o País. (Págs. 1 e C8)
Ninguém premeditou a tragédia. Mas a intenção de matar foi só o que faltou na receita. (Págs. 1 e A3)
Sempre há uma série de erros não anunciados que acabam desembocando na catástrofe de Santa Maria. (Págs. 1 e C3)
Dilma Rousseff
Presidente da República
'Eles eram jovens. Eles tinham sonhos. Poderiam ser no futuro prefeitos ou prefeitas. Poderiam ser futuros cientistas, agrônomos. Mas eles, infelizmente, não tiveram a oportunidade de realizar seus sonhos.'
Manuel da Silva
Pai de Pedro e Marcelo Silva
'Eu não quero enterrar meu filho, por favor, eu não quero enterrar ele'
Primeiro, o minuto de silêncio. Depois, a cobrança aos prefeitos de todo o país. "A dor que eu presenciei é indescritível", disse a presidente Dilma. “Diante desta tragédia, temos o dever de assumir o compromisso de assegurar que ela jamais se repetirá". Responsáveis pelos alvarás das boates, eles aplaudiram. Resta saber se vão atender o apelo. (Págs. 1 e 3)
Quatro na cadeia
Integrantes da banda e donos da Kiss vão passar cinco dias presos. (Págs. 1 e 6)
Estado grave
Dos 127 feridos internados, 76 ainda têm alto risco de morte. (Págs. 1 e 7)
A operação de venda da CSA e da laminadora americana, conduzida por dois grandes bancos de investimentos, está prevista para ser fechada neste trimestre. O aporte do BNDES é a forma de viabilizar o projeto de aquisição pelo grupo do empresário Benjamin Steinbruch. A CSN, segundo informações do mercado, está disposta a desembolsar US$ 3,8 bilhões pela ThyssenKrupp Steel Americas, holding que controla os dois negócios siderúrgicos. (Págs. 1 e B1)
O mercado entendeu que a valorização do real frente ao dólar vai continuar. No mercado futuro, o contrato para fevereiro fechou indicando a moeda a RS 1,997 no vencimento. O leilão de ontem, que antecipou em cinco dias o vencimento dos swaps (que têm o efeito de uma venda de dólar futuro), sinaliza que o BC vai usar a política cambial como ferramenta para o controle de preços, em detrimento de seu uso como alavanca para as exportações. Indica, também, uma mudança para baixo nos limites da banda cambial informal seguida pela autoridade monetária. (Págs. 1 e C2)
O discurso anti-imperialista e as estatizações remetem a Hugo Chávez, mas, ao contrário da Venezuela, Evo segue uma política econômica ortodoxa, com controle das contas públicas e superávit fiscal nominal. Isso elevou a confiança externa no país e permitiu à Bolívia vender no exterior US$ 500 milhões em títulos em outubro, a primeira operação do gênero do país em cem anos. (Págs. 1 e A9)
O caso envolve uma grande indústria de calçados que recebeu benefícios fiscais do Ceará e da Bahia. A empresa foi autuada pela Receita Federal por não recolher o IR e CCSL. A companhia alegou que os recursos dos incentivos seriam utilizados em investimentos. (Págs. 1 e E1)
As empresas projetam crescimento expressivo neste ano, entre 26% e 35% em relação a 2012. 0 potencial do mercado ainda é enorme. Estima-se que só 15% das passagens aéreas sejam vendidas pela internet no país. (Págs. 1 e B4)
Câmbio relativamente desvalorizado e estável foi importante no processo de desenvolvimento da maioria dos países. (Págs. 1 e A2)
José Eli da Veiga
Se a atual crise elétrica se deve a alguma falta, é de democracia e de transparência no planejamento energético. (Págs. 1 e Ali)