A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, fevereiro 20, 2013
EUTANÁSIA. MEDICINA E ÉTICA NO TRABALHO
Médica de UTI é presa por suspeita de ajudar pacientes terminais a morrer
Investigada há um ano, Virgínia Soares de Souza trabalha no Hospital Evangélico, em Curitiba (PR), e polícia analisa prontuário de 18 pacientes mortos no período


PIB 2012 e a ''INSUSTENTÁVEL'' PROMESSA DE CAMPANHA
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Banco Central calcula crescimento do PIB de 1,64% em 2012
Em dezembro do ano passado, o IBC-Br subiu 0,26%, resultado abaixo do crescimento de novembro
QUEM TEM MEDO DE YOANI SÁNCHEZ ? *
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Blogueira cubana aceita convite do PSDB e vai a Brasília visitar Congresso
RETROSPECTIVA: QUASE SE CONSEGUIU
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O dossiê da vergonha
O PT, o governo cubano e até um funcionário do Palácio do Planalto estão envolvidos numa conspiração para espionar e tentar desqualificar Yoani Sánchez — a blogueira conhecida por denunciar a ditadura dos irmãos Castro —, que chega ao Brasil nesta semana.
Robson Bonin
A blogueira Yoani Sánchez desembarca no Brasil nesta semana para divulgar o livro De Cuba, com Carinho, uma coletânea de seus textos sobre o triste cotidiano do povo cubano sob a ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
O trabalho rendeu à dissidente uma perseguição implacável.
Ela foi sequestrada, torturada e, durante anos, impedida de deixar o país. É rotulada de mercenária pelos comunistas da ilha e acusada de trair os princípios revolucionários.
O que Yoani não sabe é que, apesar da distância que separa o Brasil de Cuba — 5 000 quilômetros —, ela não estará livre dos olhos e muito menos dos tentáculos do regime autoritário.
Para os sete dias em que permanecerá no Brasil, o governo cubano escalou um grupo de agentes para vigiá-la e recrutou outro com a missão de desqualificá-la a partir de um patético dossiê. Uma conspirata oficial em território estrangeiro contra quem quer que seja é uma monumental afronta à soberania de qualquer nação. Esse caso. porém, envolve uma inquietante parceria. O plano para espionar e constranger Yoani Sánchez foi elaborado pelo governo cubano, mas será executado com o conhecimento e o apoio do PT, de militantes do partido e de pelo menos um funcionário da Presidência da República.
Veja apurou os detalhes da operação clandestina deflagrada pelo regime cubano para perseguir Yoani Sánchez em território brasileiro.
No último dia 6 de fevereiro, um grupo de militantes de esquerda, em sua maioria ligados ao PT — na lista estavam também integrantes do PCdoB e da CUT —, foi chamado ao prédio da Embaixada de Cuba em Brasília para uma reunião com o embaixador Carlos Zamora Rodríguez.
Organizado pelo conselheiro político da embaixada, Rafael Hidalgo, o encontro, já no início, intrigou os convidados pela ausência dos protocolos oficiais: os participantes foram convocados de última hora, por telefone, e orientados a não dizer os nomes, mas apenas as entidades e os partidos que representavam, durante a reunião. Quando todos já estavam acomodados nas velhas cadeiras da embaixada - uma das poucas coisas em perfeito estado no prédio é o quadro de Fidel Castro pendurado na recepção —, a figura grisalha de Rodríguez, em um terno azul-turquesa-escuro, apareceu no hall principal, falando ao celular. Já com o aparelho desligado, foi direto ao assunto. Os militantes de esquerda estavam ali, segundo ele, para ajudar o regime cubano a colocar nas ruas uma ofensiva de "contrainformação" para desmascarar" Yoani Sánchez — "uma mercenária, financiada pelo governo dos Estados Unidos para trabalhar contra a levolução Cubana, contra o povo, contra os trabalhadores".
As palavras do embaixador foram ouvidas em respeitoso silêncio. Rodríguez explicou que a ação precisava ser rápida e só seria bem-sucedida se contasse com o apoio ostensivo das redes veiais ligadas aos partidos e dos blogs comandados pelos petistas e jornalistas amigos do regime. Ainda em silêncio, o diplomata passou a distribuir um dossiê com as informações que deveriam subdiar a campanha difamatória contra Yoani Sánchez. Cada um dos presentes recebeu um CD com capa diferente, provavelmente para identificar um eventual vazamento.
O documento que "incrimina" Yoani Sánchez, ao qual VEJA também teve acesso, é uma produção típica de ditaduras comunistas e acaba jogando mais luz sobre a miséria do regime cubano. Comida, bebida e diversão são transformados em artigos de luxo da "vida mercenária" da blogueira, que usaria sua luta pelas liberdades individuais em Cuba para ganhar dinheiro e, assim, desfrutar mordomias impensáveis para a maioria dos moradores da ilha, como comprar uma lata de cerveja, um cacho de banana ou ir à praia com amigos. Dividido em duas panes, o dossiê tem 235 páginas, reúne fotos pessoais de Yoani Sánchez, montagens e uma lista de seus prêmios internacionais — entre eles o Ortega y Gasset, da Espanha, e o Príncipe Claus, da Holanda, comendas concedidas apenas a destacados defensores da liberdade de expressão.
Apesar do clima de camaradagem entre brasileiros e cubanos, houve protestos. Incomodados com uma das condições do plano — ao difundir as acusações contra a blogueira na internet, ninguém poderia revelar a origem das informações —, alguns militantes preferiram abandonar a reunião ainda no começo. Os que ficaram ouviram um longo relato do embaixador sobre a "verdadeira história de Yoani". Foram quase três horas de explanação, ao longo das quais foi servido café preto e três tipos de biscoito. Por iniciativa de um dos participantes. chegou-se a discutir uma saída alternativa à conspiração arquitetada pela diplomacia cubana. Os movimentos sociais preparariam um manifesto contra a blogueira para ser divulgado durante a visita. A proposta, no entanto, foi descartada por Rodríguez. Na avaliação dele, as entidades demorariam muito para formar um consenso e, a menos de duas semanas da chegada de Yoani Sánchez, "o negócio precisaria ser rápido". "É melhor cada um fazer a sua pane", orientou o embaixador, segundo relato de um dos participantes do encontro.
A ação conta com ingredientes ainda mais ousados. Além de distribuírem o dossiê e montarem a estratégia para assassinar a reputação de Yoani Sánchez, os cubanos se encarregarão de outra investida: seguir os passos da blogueira desde o instante em que ela pisar em território brasileiro, 24 horas todos os dias. A revelação foi feita pelo próprio Carlos Zamora Rodríguez. Segundo ele, o governo dos irmãos Castro ainda não sabe ao ceno o que está por trás da visita de Yoani ao Brasil, mas pretende descobrir. Para isso, entrará em ação o G2. o serviço secreto cubano, que vai monitorar cada passo da blogueira e de seus colaboradores durante a viagem. O embaixador não explicou como isso será feito, já que a presença de espiões de Cuba seria inconcebível, um atentado à soberania do Brasil, por mais simpáticas e próximas que sejam as relações entre os dois países. Relações, aliás, que ficam mais explícitas quando se descobre a identidade de alguns dos presentes à reunião.
Um dos mais ativos e entusiasmados participantes do encontro clandestino na embaixada cubana chama-se Ricardo Poppi Martins. Ele passaria despercebido entre os militantes, não fosse sua proximidade com um dos ministros mais poderosos do governo da presidente Dilma Rousseff. Subordinado ao chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, Poppi, além de militante do PT, é coordenador-geral de Novas Mídias do ministério. Ele participou da reunião do começo ao fim, ouviu os planos de espionagem e conspiração do embaixador cubano e também levou embora o CD com o dossiê contra a blogueira. Poppi Martins trabalha com o ministro Gilberto Carvalho desde o início do governo Dilma e recebe cerca de 6 800 reais por mês. Estava em pleno horário de expediente quando foi chamado a participar da conspiração na embaixada cubana. Suas relações com o regime castrista são bastante intensas. Um dia após a reunião, ele viajou para Havana com todas as despesas pagas pelo governo brasileiro. Foi participar de um encontro promovido pela ditadura cubana sobre técnicas de "ciberguerra" e "novas formas de comunicação de rede e batalhas políticas".
A viagem do representante do governo brasileiro só termina nesta segunda-feira, mas o manifesto produzido no encontro já estava disponível nos sites cubanos na semana passada. Entre as resoluções finais aprovadas, constam "o apoio às reivindicações de Cuba contra as restrições para acessar serviços de computador e internet, junto a autoridades e empresas nos Estados Unidos", e "a solidariedade de todos com a Revolução Bolivariana e o presidente Hugo Chávez, diante das
campanhas de mídia e da ação desestabilizadora dos inimigos do processo revolucionário na Venezuela". Poppi, portanto, foi a Cuba em missão oficial, com as despesas pagas pelo contribuinte, para, segundo a pauta disponibilizada pelos próprios organizadores do evento, apoiar ditaduras e aprender a usar a internet para destruir reputações de quem não pensa como ele, exatamente como planejam fazer com a blogueira Yoani Sánchez.
O servidor do Palácio do Planalto não foi localizado. A Secretaria-Geral da Presidência informou que desconhece a sua participação na reunião com o embaixador e confirma que Poppi realmente esteve na representação diplomática cubana em 6 de fevereiro, mas para "trocar informações" sobre a viagem que faria uma semana depois. Em relação à expedição a Havana, a secretaria entendeu ser de interesse da administração pública enviar um representante para "conhecer as experiências trocadas no seminário e aportar a experiência brasileira na área". Já o conselheiro político da embaixada cubana, Rafael Hidalgo, também se apressou em negar o encontro: "Não, não, não. Não aconteceu nenhuma reunião nesse sentido (Yoani)". O embaixador Carlos Rodriguez não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem. Procurado, o PT preferiu manter silêncio sobre o caso. Como nas ditaduras, a transparência é apenas um detalhe.
Não é a primeira vez que as relações umbilicais do PT com o regime dos irmãos Castro produzem uma situação ilegal ou vergonhosa.
Em novembro de 2005, VEJA revelou que dólares do regime cubano, acondicionados em caixas de bebida, haviam circulado por Brasília e Campinas até chegar ao comitê eleitoral de Lula em São Paulo. Na ocasião, dois ex-auxiliares do então ministro Antonio Palocci confirmaram a existência de uma operação para levar ao comitê eleitoral de Lula 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Anos mais tarde, em 2007, o governo de Lula, recusando-se a ajudar refugiados, devolveu ao regime dos irmãos Castro os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que haviam se desligado da delegação durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Os atletas tentavam escapar da ditadura cubana, mas o governo brasileiro não lhes deu a mínima chance. A decisão foi servil, desumana, mas legal — ao contrário da situação que se passou em Brasília. A Convenção de Viena estabelece que um embaixador pode atuar livremente em um país estrangeiro desde que não realize atos políticos para defender seus interesses nem interfira em assuntos internos. Diz o embaixador Rubens Barbosa: "Um diplomata pode receber quem quer que seja, mas não pode ter atuação política, não pode promover reuniões públicas para defender isto ou aquilo, não pode participar de reuniões partidárias". Cabe ao governo brasileiro avaliar se esses princípios valem também para os representantes de Cuba.
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BNDES: CARTÃO DE CRÉDITO ILIMITADO
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| 20/02/2013 | ||
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BNDES é pressionado a dar crédito para as distribuidoras de energia
As empresas argumentam que seus custos aumentaram com o uso de energia térmica e ameaçam repassar as despesas aos consumidores. A alternativa apresentada ao governo é o reforço do capital de giro com financiamento do banco estatal.
BNDES pode criar linha de crédito para distribuidoras
Aumento dos custos da energia, pelo acionamento de térmicas, compromete equilíbrio financeiro de empresas.
Ruy Barata Neto
As distribuidoras de energia elétrica tentarão negociar com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) possíveis soluções para aliviar o aumento dos custos da energia causado pelo acionamento de termelétricas. A principal alternativa é a liberação de crédito subsidiado, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para dar equilíbrio de caixa para as empresas.
Ligadas desde o final do ano passado para compensar o baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, a energia das térmicas tem um custo mais alto que está afetando o fluxo de caixa das distribuidoras.
Algumas companhias reclamam que não terão capacidade de arcar com os valores. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que representa o setor, terá reunião amanhã na sede da agência reguladora, em Brasília, para discutir o assunto.
Segundo apurou o BRASIL ECONÔMICO, as empresas estão algum tempo fazendo pressão no Ministério da Fazenda e no Ministério de Minas e Energia (MME) para solucionar o impasse. O BNDES já tomou conhecimento da demanda e não descarta atender ao pedido, mas ainda não iniciou os estudos técnicos necessários para abertura da linha de crédito. O programa exigiria uma avaliação setorial, uma vez que não são todas as distribuidoras que possuem apenas problemas de fluxo de caixa.
Pelas regras atuais, as distribuidoras precisam antecipar os pagamentos às geradoras para somente, meses depois, consigam recuperar os valores por meio da venda de energia aos consumidores. O repasse do custo mais elevado de acionamento das térmicas só pode ser feito uma vez por ano, emépoca de reajuste tarifário — data que varia de acordo com cada distribuidora. Por isso, as empresas do setor irão negociar maneiras para diminuir o rombo no fluxo de caixa até o período dos reajustes tarifários.
"Já temos um diagnóstico de que essa situação precisa receber nossa atenção e iremos analisar todas as alternativas possíveis para resolver o problema", afirma o diretor da Aneel, Romeu Rufino.
Para Rufino, por conta das realidades diferentes de cada empresa do setor, apenas uma solução não será possível. "Será preciso de medidas complementares", afirma. Na mesa de debates estão propostas que possam dividir entre diferentes agentes do setor o custo do acionamento de térmicas.
Uma das propostas em discussão seria repassar o aumento dos custos das distribuidoras mensalmente para o consumidor alterando a regra que repassa anualmente a elevação do preço da energia. Essa solução estaria praticamente descartada porque pode ameaçar o controle da inflação.
Independente da solução que seja dada para as empresas, o governo quer evitar que o consumidor arque sozinho pelo acionamento das térmicas. Rufino confirmou estudos que deverão ser analisados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com medidas que possam evitar que as distribuidoras repassem integralmente o aumento do custo de energia para o consumidor final, mas se absteve de comentar o tema. "Decisões sobre quem irá pagar a conta do acionamento das térmicas é uma discussão que cabe ao CNPE", afirma Rufino.
Uma das soluções nesta direção seria modificar uma resolução de 2007, do CNPE, que estabelece que os aumentos de custos, causados pelo acionamento das térmicas, devem ser bancados pelo consumidor final.
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O QUE É BOM PARA O RS É BOM PARA O BRASIL [?]
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Desgaste: Declarações ampliam o atrito PT-PSB
Construção da rodovia ERS-010 expôs divisões na base aliada no Piratini. Responsável por atração de projetos ao RS é afastado.
Acusações ampliam tensão PT-PSB
Miki Breier, da base aliada de Tarso, subiu à tribuna para atacar petistas e defender gestão de Beto Albuquerque em secretaria.
Em mais um episódio de desgaste da relação entre PT e PSB, o deputado Miki Breier (PSB) subiu ontem à tribuna da Assembleia Legislativa para fazer protestos contra o governador Tarso Genro e o núcleo petista do Piratini. Com indignação, usou palavras como "deslealdade", "mentira" e "irresponsabilidade".
O PSB está irritado desde que, nos bastidores do Piratini, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), que foi secretário de Infraestrutura até novembro, passou a ser culpado pelo atraso nas definições sobre a construção da ERS-010.
– Um governo sério e transparente não pode dar guarida para esse tipo de coisa. Não vamos aceitar que se façam ilações contra o Beto. São mentiras deslavadas. Tenho convicção de que setores do PT atrapalham o governo – atacou Miki, definindo petistas que atuam no gabinete de Tarso como "burocratas sem voto".
O parlamentar também afirmou que o Piratini não dá andamento ao projeto da ERS-010 (entre Sapiranga e Porto Alegre) porque ele foi concebido no governo Yeda Crusius. A manifestação ocorreu um dia depois de Tarso ter pedido aos aliados que não deixem as questões eleitorais prejudicarem o governo.
– As restrições são políticas – avaliou Miki, resgatando o apoio de prefeitos de diversos partidos à obra, uma alternativa para desafogar o tráfego na Região Metropolitana.
Socialistas devem deixar governo até o fim do ano.
No PSB, há uma certeza: o episódio confirmaria a intenção do PT de fritar Beto, que, até então, seria o candidato ao Senado na chapa do governador em 2014. Para os socialistas, a responsabilização do correligionário pelos entraves da ERS-010 é parte de uma estratégia para intimidá-lo.
Beto é um dos articuladores da chapa do governador Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência em 2014. Como Campos deverá enfrentar a presidente Dilma Rousseff, precisa ter candidatos a governador nos Estados, o que exigirá o rompimento do PSB com Tarso.
– Estamos construindo nossa caminho de saída do governo. Poderemos sair até o final do ano. Se Tarso quiser antecipar isso, é com ele – afirmou um parlamentar da sigla.
CARLOS ROLLSING.
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''AQUELLOS OJOS VERDES'' (... negócios à parte)
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PSB promove seminários para afinar programa
Por Murillo Camarotto | Do Recife
A exemplo de PT e PSDB, que estão delineando seus projetos de poder por meio de seminários, o PSB vem promovendo reuniões com os prefeitos dos Estados governados pelo partido.
Sob a batuta do pernambucano Eduardo Campos, os governadores do PSB no Nordeste realizaram nas últimas semanas amplos encontros com os prefeitos. O objetivo, não declarado abertamente, é mostrar a face prática do discurso da revisão do pacto federativo entoado por Campos, que trabalha para se viabilizar candidato à Presidência da República em 2014.
O último Estado a realizar o encontro será justamente Pernambuco. Todos os 185 prefeitos do Estado confirmaram presença no evento, marcado para quinta-feira no município de Gravatá. Os governadores Cid Gomes (Ceará), Wilson Martins (Piauí) e Ricardo Coutinho (Paraíba) já promoveram as reuniões, bastante prestigiadas pelos prefeitos, inclusive os de oposição. Campos não tem esse problema. O único prefeito declaradamente opositor ao governo estadual é Julio Lóssio (PMDB), de Petrolina. Ele também confirmou participação.
A realização das reuniões com os prefeitos foi acertada em dezembro do ano passado, em Brasília, quando a cúpula do PSB fez um balanço do resultado obtido nas eleições municipais. O partido passou de 310 para 443 prefeitos em todo o país, melhor desempenho entre todas as legendas.
A orientação é de que os encontros sejam, acima de tudo, objetivos, para que os prefeitos, de todas as colorações partidárias, não saiam de mãos vazias. Os governadores apresentam seus planos de gestão e programas que possam viabilizar parcerias com os municípios.
No Piauí, o governador Wilson Martins levou ao encontro, realizado no dia 23 de janeiro, propostas de parcerias nas áreas de transporte escolar, micro-barragens e saúde preventiva, entre outros. Alguns termos de parceria estavam prontos para serem assinados ali mesmo pelos prefeitos interessados. De acordo com o governo, 210 dos 224 prefeitos piauienses compareceram.
A mesma objetividade marcou o discurso do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, no encontro realizado na última segunda-feira com 213 dos 223 prefeitos do Estado. "Não tem essa história de tapinha nas costas e compromissos não cumpridos. É melhor um "não" verdadeiro do que um "sim" mentiroso", disse ele no evento, batizado de "Paraíba Unida", onde também havia parcerias prontas para serem assinadas.
Menos entusiasta da candidatura do PSB ao Planalto em 2014, o governador do Ceará, Cid Gomes, se reuniu com os prefeitos no dia 20 de janeiro. Da mesma forma, apresentou projetos para intensificar o "trabalho em conjunto" com os municípios. No discurso, disse que sua gestão é "apolítica" e se colocou à disposição para ajudar prefeitos de todos os partidos, seja com parcerias ou intermediando pedidos ao governo federal.
Ontem, em Brasília, Cid Gomes disse que o cenário econômico em 2013 será fundamental para a definição do apoio do PSB à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Para Cid Gomes, se o governo obtiver bons resultados na área econômica, com um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB), aliado à geração de empregos, o apoio do PSB em 2014 "será só consequência".
"Depende da economia, a economia tem de crescer. Ela [Dilma] tem de ter essa preocupação. Neste ano, é fundamental que o país volte a crescer, sob pena de a gente ter uma queda maior, que se traduza inclusive numa elevação do índice de desemprego", declarou após participar de evento de expansão do Bolsa Família, no Palácio do Planalto. (Colaborou Yvna Sousa, de Brasília)
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''DESLULARIZAÇÃO": HÁ ALGO NO AR ALÉM DOS AVIÕES DE CARREIRA (Ops!!!)
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PT defende mais a política econômica de Dilma do que a de Lula
Por Cristiane Agostine e Raymundo Costa
| De São Paulo e Brasília
O PT comemora os dez anos no exercício da Presidência da República mais unido do que nunca em torno da defesa da política econômica do governo federal. Em documento que será distribuído hoje, na festa organizada para marcar a década no comando do país, o partido faz uma demonstração de apoio às medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff que nem mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve.
Em uma cartilha de 15 páginas, chamada de "O Decênio que Mudou o Brasil", o PT exalta a condução da política econômica e elogia a decisão do governo de reduzir a taxa de juros, "com ativação da política fiscal". O período do partido no governo é chamado de "glorioso".
O texto, elaborado pelo PT em conjunto com o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo, contrasta com os documentos oficiais divulgados pelo partido durante o governo Lula (2003-2010), que expuseram a divisão petista em torno da política econômica conduzida pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. As críticas e descontentamento de petistas marcaram sobretudo o primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006.
No primeiro ano do governo Lula, o então presidente do PT, deputado José Genoino (SP), contornou críticas à política de Palocci e, com apoio do governo, impediu que as reclamações fossem registradas nas resoluções petistas.
Nos anos seguintes, no entanto, o PT mostrou sua divisão em torno dos rumos da economia e deixou clara sua insatisfação nos textos partidários. Em 2004, a Executiva fez duras críticas à gestão de Palocci e defendeu que o partido pressionasse o governo "com afinco" por mudanças na política econômica. Sob pressão de Lula, o diretório nacional amenizou o tom, mas trouxe à tona o embate que havia no partido: ao mesmo tempo em que os petistas queriam defender o governo, ressentiam-se de medidas adotadas por Palocci, mais ortodoxas e menos afinada com teses históricas do PT.
Em 2005, com as denúncias do mensalão e mudanças no comando do PT, a divisão partidária foi aprofundada e preocupou Lula.
Quando presidiram o partido, Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul, e Ricardo Berzoini (SP), deputado federal, deram voz a petistas descontentes com os rumos da economia. Tarso fez críticas a Palocci, dizendo que o então ministro havia errado ao fixar a taxa de juros e ao definir o superávit primário. Sob comando de Berzoini, o PT aprovou um documento pedindo mudanças imediatas na política econômica. Em resolução, a sigla afirmou que o país não poderia "ficar prisioneiro" dos juros altos "como único remédio para combater a inflação".
O documento defendia a redução do superávit primário, das taxas de juros e defendia a aceleração da execução orçamentária para ampliar os investimentos em infraestrutura. Berzoini disse que as críticas à economia eram uma diretriz para a campanha de 2006, quando Lula se reelegeu. Naquele ano, as reclamações continuaram.
Passados dez anos do PT no governo federal, Berzoini disse que o balanço da política econômica é positivo. "As críticas que fizemos em 2004, 2005 e 2006 foram importantes para chegarmos na fase atual", comentou o ex-presidente do partido. "Era necessário reduzir a taxa de juros", disse. "Hoje ainda não estamos em um céu de brigadeiro, mas o cenário é positivo".
Na cartilha a ser distribuída hoje, o PT exalta a política econômica dos dez anos do governo, sem qualquer crítica e sem fazer distinção entre os mandatos de Lula e de Dilma. O documento compara as gestões petista com os oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e apresenta números favoráveis ao PT: aumento da produtividade (13,2%) entre 2003 e 2010, aumento real do salário mínimo (70,7%), queda da desigualdade de renda (11,4%) e da pobreza absoluta (37,3%) e um aumento inflacionário - no período dos dez anos - de menos de 77%, o que representou uma variação média anual de 5,8% "ante a expansão de 9,2% registrada durante os governos neoliberais". A publicação, no entanto, não toca em aspectos negativos do PT no período, como as CPIs do mensalão no governo Lula e o julgamento dos envolvidos no caso.
A publicação é uma espécie de rascunho do discurso da campanha da reeleição da presidente Dilma em 2014. O texto, no entanto, não traz o que o governo pretende fazer para retomar o crescimento econômico, que foi pífio em 2012, e controlar a inflação, que ameaça ultrapassar os limites da meta, para que o país chegue, ao final década, como uma das quatro maiores economias do planeta, como diz a cartilha.
A comemoração, que será realizada em um hotel na noite de hoje, em São Paulo, também será uma espécie de pré-lançamento da campanha presidencial.
As estrelas da festa serão Dilma, Lula e também deverá ganhar destaque o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.
O evento está sendo usado pelo partido para tentar dissipar as dúvidas sobre a candidatura de Dilma à reeleição. Ainda há quem não tenha descartado a hipótese de que Lula seja o candidato do PT.
Lula deve ir a todos os outros 13 encontros partidários já programados, o que alimenta a suspeita de quem desconfia que ele pense em voltar. Mas Dilma também irá aos outros encontros, já que o partido procurou marcar parte das reuniões aos sábados.
Os eventos terão o formato de seminário. O primeiro será na próxima semana, em Fortaleza, com a presença do vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Se a saúde de Lula permitir, o PT fará um encontro em cada Estado, para que o ex-presidente mantenha acesa a chama da militância e faça contato com os líderes de partidos aliados para compor a aliança eleitoral em 2014.
Ontem, ao discursar em Brasília, Dilma aproveitou o mote da comparação dos dez anos do PT com os oito anos do PSDB e criticou os programas sociais "precários" do governo Fernando Henrique Cardoso. Ao participar de cerimônia de ampliação do Bolsa Família, a presidente adotou um tom eleitoral em seu discurso e atacou também "as forças conservadoras" que não entendem o modelo de desenvolvimento atual. (Colaboraram Leandra Peres e Yvna Sousa, de Brasília)
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ELEIÇÕES 2014: FAÇAM SUAS APOSTAS
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PT e PSDB antecipam a batalha para 2014
Hoje, enquanto a presidente Dilma Rousseff comemorará em São Paulo os 10 anos de administração petista, o senador tucano Aécio Neves apontará na tribuna equívocos com as estatais e a precariedade da saúde e da segurança pública.
A superquarta
Em frentes distintas, governo e oposição tratam hoje da disputa em 2014. Enquanto o PT, Dilma e Lula celebrarão em São Paulo os 10 anos no comando do Planalto, o senador Aécio Neves fará um discurso com 13 pontos negativos da gestão petista.
PAULO DE TARSO LYRA KARLA CORREIA
Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013. Mas pode pensar que já estamos em 2014, pois é disso que o dia de hoje vai tratar. A 19 meses e meio das eleições presidenciais, a superquarta será marcada pela festa do PT em São Paulo para comemorar 10 anos de governo petista e os 33 anos de criação da legenda. E terá, ainda, um discurso especial do pré-candidato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves (MG), na tribuna da Casa, antecipado em uma semana justamente para servir de contraponto e mostrar a Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff que os tucanos não vão ficar calados. "As correntes do pensamento conservador, que quase empurram o mundo para o abismo da crise financeira, insistem em não entender o Brasil e a originalidade do nosso modelo", exaltou Dilma, no Palácio do Planalto. "Eles têm de se lembrar de que o Brasil não foi descoberto em 2003", rebateu Aécio, ao Correio, no Senado.
Aécio rascunhou o discurso com o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissatti, e com outros próceres tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Vai elencar 13 pontos para mostrar o fracasso do governo do PT, juntando dados para provar como os equívocos de Lula e Dilma prejudicaram o país. "As decisões erradas prejudicaram a Petrobras, a Eletrobras e diversas outras estatais brasileiras", acusou o senador mineiro, destacando ainda o baixo crescimento do PIB nos dois primeiros anos da gestão Dilma.
Aécio também vai mostrar que a Saúde retrocedeu nos últimos 10 anos e que a crise de violência nas principais cidades brasileiras retrata fielmente a falta de uma política nacional de segurança pública. Ele afirmou que, daqui para frente, a intenção do PSDB — dele ou de outros representantes do partido — é ocupar a tribuna do Senado semanalmente para mostrar os resultados da década dominada pelos petistas. "Creio que nossas críticas complementarão as reflexões do PT", provocou.
Inicialmente, o senador mineiro pensava em fazer seu pronunciamento em 27 de fevereiro. Mas a análise do balanço feito pelo PT sobre os 10 anos de governo e os 33 anos de existência fez com que ele mudasse de ideia. "Faltaram generosidade e uma boa dose de autocrítica na cartilha que eles elaboraram", afirmou. Para Aécio, os avanços conquistados seriam impossíveis sem os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso, com o Plano Real e todo o processo de estabilidade econômica.
Sobre a ausência de autocrítica, Aécio diz ter sentido falta de uma revisão do passado petista. "Nenhuma menção à omissão na eleição de Tancredo Neves, à falta de apoio ao governo Itamar Franco para assegurar uma governabilidade para o país. Eles também esqueceram que, por questões eleitoreiras, foram contra o Plano Real. E que nos criticaram pelo Proer, mas, em 2009, fizeram o mesmo e apresentaram a ideia como "a salvação do Sistema Financeiro Nacional"", exemplificou.
Conquistas
Em São Paulo, só festa e loas. O discurso do presidente do PT, Rui Falcão, será centrado em um balanço das conquistas econômicas e políticas das administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. "O ponto principal que eu acho que nos distingue dos antecessores é o fortalecimento da democracia brasileira e a colocação do povo como principal protagonista dessas mudanças", disse Falcão, após solenidade no Palácio do Planalto.
Para o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, é hora de municiar as pessoas para a batalha política e o debate de ideias. "Vamos mostrar os avanços que tivemos em uma década de governo democrático popular ante oito anos de um modelo neoliberal de arrocho salarial e crescimento econômico pífio", disse Frateschi ao Correio. "Nós precisamos construir a marca dos que foram esses 10 anos desde que chegamos ao Palácio do Planalto", acrescentou.
Frateschi ironizou a decisão de Aécio de antecipar o seu discurso na tribuna do Senado. "Desde o fim do ano passado tínhamos programado este encontro de hoje. Não queremos briga, queremos mostrar os grandes projetos nacionais que temos, o aumento no número de moradias, os avanços na Saúde, na Educação, na inclusão social", enumerou ele.
Durante o primeiro semestre, serão realizados 10 seminários em diversas capitais — o primeiro será em Fortaleza, em 28 de fevereiro — para construir esse discurso. Eventos elaborados em conjunto entre o PT, o Instituto Lula e Fundação Perseu Abramo. Para o dirigente petista, os governos Dilma e Lula mostraram que a presença do Estado é importante como indutora da economia. Que é possível conciliar as exportações com a criação de um mercado interno de massas. "São dois projetos completamente antagônicos", pontuou ele.
Frateschi sente-se à vontade até mesmo com a presença de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha — todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo do mensalão — na festa de hoje à noite. "Como não têm como nos atacar no ponto de vista gerencial, querem forçar a mão com esse tema. Eles (os mensaleiros) estarão presentes, mas não será uma festa para eles", ressaltou Frateschi.
Entusiasmado com o embate político, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), insinuou que a disputa presidencial de 2014 poderá não ser polarizada. Para ele, o apoio da legenda à reeleição de Dilma em 2014 será uma consequência de 2013. "A economia tem de crescer. Ela (a presidente Dilma Rousseff) tem de ter essa preocupação." Na avaliação do governador, um eventual agravamento da situação da economia brasileira abriria portas para a candidatura de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto no ano que vem.
"As decisões erradas prejudicaram a Petrobras, a Eletrobras e diversas outras estatais brasileiras. Creio que nossas críticas complementarão as reflexões do PT"
Aécio Neves (PSDB-MG), senador
"As correntes do pensamento conservador, que quase empurram o mundo para o abismo da crise financeira, insistem em não entender o Brasil e a originalidade do nosso modelo"
Dilma Rousseff, presidente
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''BRASILÊROS e BRASILÊRAS !!!''
![]() | 20/02/2013 |
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Dilma anuncia fim da pobreza extrema e PT dá início à campanha
Presidente do partido minimiza adversários e vê reeleição "sem pedras no caminho"
A presidente Dilma Rousseff deu a largada na campanha à reeleição com o anúncio, ontem, de que 22 milhões de pessoas deixaram a situação de extrema pobreza desde que seu governo lançou o programa Brasil Sem Miséria. Essa foi uma de suas principais promessas e deve embalar a campanha presidencial. Realizada um dia antes de evento do PT, a cerimônia teve a presença de 13 ministros e dez governadores. Em seu discurso, Dilma citou pelo menos quatro vezes o ex-presidente Lula e seu legado. Na tentativa de rebater críticas de que ela estaria fazendo propaganda enganosa, fez uma ressalva. "Não estamos dizendo que não haja mais brasileiros extremamente pobres. O que estamos garantindo é que o mais difícil já foi feito", afirmou. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que Dilma "tem tudo para reeleita". Ele minimizou futuros adversários. "Não há pedras no caminho", enfatizou.
Dilma anuncia fim da pobreza extrema e PT vê reeleição ‘sem pedras no caminho’
2014. Ao anunciar que 22 milhões de brasileiros deixam a pobreza extrema, bandeira da campanha em 2010, presidente dá largada à sua reeleição num momento em que possíveis adversários, como Marina Silva e Eduardo Campos, se projetam no cenário nacional.
Tânia Monteiro
Rafael Moraes Moura
Depois de passar as últimas semanas assistindo à movimentação de possíveis adversários em 2014, a presidente Dilma Rousseff deu ontem a largada à campanha por sua reeleição. Em solenidade cuidadosamente planejada na véspera do ato político para comemorar, hoje, os 10 anos do PT à frente do governo federal, Dilma anunciou que 22 milhões de brasileiros deixaram a situação de extrema pobreza desde que seu governo lançou o programa Brasil Sem Miséria.
"Falta muito pouco para a superação da pobreza extrema", afirmou a presidente. Com esse intuito, o governo também anunciou que vai complementar a renda de 2,5 milhões de beneficiários do Bolsa Família.
A erradicação da pobreza extrema foi uma das principais promessas da campanha de Dilma e deve embalar o projeto de reeleição.
A concorrida cerimônia, com o slogan "O fim da miséria é só um começo", de autoria do marqueteiro João Santana, contou com a presença de pelo menos 13 ministros e dez governadores, além de inúmeros parlamentares e presidentes de partidos. Santana fez a campanha vitoriosa de Dilma em 2010 e também a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.
Dilma colou sua agenda à do PT e criticou antecessores, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sem citá-los nominalmente.
O presidente do PT, Rui Falcão, aproveitou a festa para dizer que Dilma "tem tudo para ser reeleita" Ele minimizou as possíveis candidaturas presidenciais do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) - hoje na base aliada - e também da ex- senadora Marina Silva, fundadora de um novo partido, intitulado "Rede Sustentabilidade". "O governo não tem pedras no caminho", enfatizou Falcão.
Criador. Em seu discurso, Dilma citou pelo menos quatro vezes o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu legado e criticou a gestão tucana na área social. "Nós começamos em 2003, no governo do presidente Lula, quando unificamos programas sociais precários que até então existiam", disse Dilma.
"Um País só pode retirar 36 milhões de pessoas da miséria com um programa como o Bolsa Família, quando além de ter a sensibilidade para a dor dos mais pobres possui também capacidade técnica, qualidade de gestão, honestidade moral e coragem política para realizar um feito dessa magnitude", gabou-se.
Depois de ressaltar que "o Brasil vira uma página decisiva na longa história de exclusão social" com esta nova etapa do programa Brasil Sem Miséria, que permitirá ao governo retirar mais 22 milhões de pessoas da miséria, a presidente classificou o seu projeto como o plano social "mais focado, mais amplo e mais moderno do mundo". "A tecnologia social mais avançada do mundo", acrescentou.
Na tentativa de rebater as críticas dos adversários, que acusam o governo Dilma de "propaganda enganosa", a presidente antecipou a resposta: "Não estamos dizendo que não haja mais brasileiros extremamente pobres. O que estamos garantindo é que o mais difícil já foi feito. Dito em outras palavras: por não termos abandonando o nosso povo, a miséria está nos abandonando".
A presidente enfatizou que o modelo de desenvolvimento construído no Brasil desafia a "lógica simplista, o disse me disse da política pequena". O modelo, segundo ela, seria incompreendido pelos "conservadores". "É por isso que as correntes do pensamento conservador, aquelas mesmas correntes que quase empurram o mundo para o abismo da crise, insistem em não entender o Brasil e a originalidade do nosso modelo."
Camponesas. No fim da tarde, Dilma reuniu-se com mulheres camponesas, no Parque da Cidade, e foi bastante aplaudida. A cerimônia transformou-se em mais um palanque eleitoral.
"Quando tomei posse como primeira mulher presidente, disse que um dos meus compromissos era honrar as mulheres. Porque honrar as mulheres do meu País é a forma que eu tenho de expressar que eu devo às mulheres camponesas, trabalhadoras, que eu devo às mulheres desse Brasil inteiro (...) Estou aqui não por um milagre (...) Estou aqui porque milhões de brasileiras, de mulheres que lutaram nesse País, construíram a possibilidade de eu estar aqui. Eu estou aqui porque vocês estão aí."
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