A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, março 31, 2009
PF
PF omitiu PT de investigação sobre doações |
O Globo - 31/03/2009 |
A Polícia Federal omitiu do relatório final da Operação Castelo de Areia as siglas de três partidos — PT, PTB e PV — citados em uma conversa por-email entre Fernando Dias Gomes, diretor da Camargo Corrêa, e Luiz Henrique Maia Bezerra, segundo reportagem do “Jornal Nacional”, da Rede Globo.
De acordo com a própria polícia, Bezerra é um dos intermediários de doações da construtora para políticos.
Na correspondência eletrônica de novembro do ano passado, o diretor cobra de Bezerra os recibos pendentes das seguintes doações: PSDB, comitê financeiro de São José dos Campos, 50 mil; PSDB, 50 mil; PT, diretório regional, 25 mil; PTB, comitê financeiro municipal, 25 mil; e PV, comitê financeiro municipal, 25 mil.
No entanto, o documento da PF que embasou os pedidos de prisão decretados pelo juiz da 6aVara Criminal Federal, Fausto De Sanctis, não cita PT, PTB e PV como possíveis beneficiários do esquema descoberto na operação.
Ao justificar a omissão, a Polícia Federal alegou que esses três partidos foram citados num contexto em que se fala sobre recibos de doações, o que teria levado ao entendimento de que seriam repasses dentro da lei. “É impossível afirmar só com os dados atuais a ilegalidade dessas operações”, escreveu o delegado Otávio Russo, que assina o relatório final.
Relatório cita sete partidos com doações suspeitas O documento da Polícia Federal citava apenas sete partidos com supostos beneficiados pelas operações ilegais: PSDB, DEM, PPS, PP, PSB, PDT e PMDB. As direções de todos os partidos, porém, negam ter recebido doações ilícitas. Os senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), citados no relatório da PF, divulgaram recibos comprovando doações legais feitas pela Camargo Corrêa.
Apontado como um dos intermediários do esquema que fazia chegar dinheiro “ao povo de Brasília”, Luiz Henrique Bezerra Maia — representante da Federação das Indústrias d o E s t a d o d e S ã o P a u l o (Fiesp) na capital federal — é filho de Valmir Campelo Bezerra, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O diretor da Fiesp se casou no sábado, em Brasília, numa festa repleta de convidados ilustres, como o vice-presidente da República José Alencar, um dos padrinhos.
O PV e o PTB informaram ao “Jornal Nacional” que as doações da Camargo Corrêa foram devidamente registradas; já a direção nacional do PT declarou que não responde pelos diretórios regionais, como o que apareceu na reportagem, sem identificação do estado.
O partido tem 27 diretórios regionais.
Ainda segundo o “Jornal Nacional”, um relatório de 2 a 16 de outubro de 2008 cita doações para dois políticos tucanos. Um dos telefonemas gravados se refere a uma doação para o deputado Arnaldo Madeira (SP), no valor de R$ 25 mil. Outro deputado do PSDB, Mendes Thame (SP), teria recebido R$ 50 mil. Os dois foram eleitos deputados federais pelo PSDB em 2006, dois anos antes do diálogo gravado. Os deputados disseram que não receberam doações da Camargo Corrêa.
Transcrição de conversa omite verbo A polícia também omitiu uma palavra na transcrição de um diálogo de dois diretores da empreiteira interceptado pela Justiça. A transcrição informa: “Tem aquela pasta de eleições, a relação inclusive...a colaboração oficial”.
Um verbo não foi transcrito na frase: “a colaboração foi oficial”. Segundo a PF, essa omissão não foi intencional e não modifica o sentido da conversa, “que deixa dúvida sobre a legalidade das doações”.
Ontem, o senador Agripino Maia mostrou recibos de doações da Camargo Corrêa para o partido. Segundo ele, os recibos serão entregues esta semana à Justiça Eleitoral.
— A tentativa foi de denegrir minha imagem com falsidade — disse ele. |
SENADO [In;] "ALÔ, ALÔ! RESPONDA, RESPONDA COM TODA SINCERIDADE..."
Alô, som, testando... | ||||||||
Autor(es): Leandro Colon | ||||||||
Correio Braziliense - 31/03/2009 | ||||||||
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
31 de março de 2009
O Globo
Manchete: Orçamento sofre corte maior e IPI da construção é reduzido
Obama avisa: Chrysler e GM podem quebrar
General Motors e Chrysler receberam ontem um ultimato do presidente Barack Obama: elas terão que se reestruturar rapidamente ou vão quebrar porque a ajuda federal é limitada. Ontem mesmo a Chrysler fechou acordo preliminar para se associar à Flat e terá 30 dias para concluí-lo. A GM, que desde ontem tem novo diretor-executivo, ganhou, 60 dias para apresentar um novo plano. Rick Wagoner, que saiu da GM no domingo, embolsará US$ 23 milhões. (págs. 1 e 22)
Doações: PF omitiu PT, PTB e PV do relatório
Funcionário tem 8 parentes no Senado
Caminhões de lixo farão menos barulho
Doha: árabes apoiam ditador do Sudão
Apac e PEU não impedem demolições
Editorial: Abrir as portas
O fato de o Supremo ter decidido julgar as duas ações no mesmo dia reflete a atenção dos ministros com os limites legais que devem reger não apenas o resultado final do trabalho dos meios de comunicação — a notícia e o comentário divulgados por qualquer tipo de meio —, mas também com as regras seguidas na contratação de profissionais que irão atuar numa atividade-chave como o jornalismo. (pág. 6)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo reduz tributo de carro, moto e construção
o governo federal anunciou novo pacote, que prevê redução de impostos no valor de R$ 1,675 bilhão para estimular a economia e atenuar os efeitos da crise.
As principais medidas dizem respeito ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A diminuição da taxa incidente sobre veículos, instituída em dezembro, foi prorrogada por três meses, e 30 itens básicos de material de construção tiveram as alíquotas cortadas para beneficiar o setor. (págs. 1 e Dinheiro)
Corte de gastos feito por Lula atinge R$ 25 bi; Tarso protesta
O corte, o maior do governo Lula, atingiu áreas consideradas prioritárias, como educação, segurança e defesa. Em nota, o Ministério da Justiça protestou, dizendo que a medida pode "imobilizar" a Polícia Federal. (págs. 1 e A4)
Obama nega socorro e pede novo plano a GM e Chrysler
A GM terá mais 60 dias e a Chrysler, mais 30 dias para refazer seus planos. Desde dezembro, a primeira montadora recebeu US$ 13,4 bilhões e a segunda, US$ 4 bilhões do governo. (págs. 1 e B10)
Foto legenda: Crise nas ruas
BC prevê crescimento menor e inflação abaixo do centro da meta
Editorial: Lula no Chile
Não é sempre que uma cúpula com chefes de Estado produz um atrito do porte do "Por qué no te callas", desferido pelo rei da Espanha contra o presidente da Venezuela no fim de 2007. No mais das vezes, o clima desses encontros transcorre entre o previsível e o soporífero.
Não fugiu do padrão a reunião entre líderes da chamada "governança progressista" -políticos de centro-esquerda que repaginaram o termo original, Terceira Via-, ocorrida neste fim de semana em Viña del Mar, no Chile. O modo de pregações para convertidos só foi ameaçado por um leve incômodo envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice dos EUA, Joe Biden. (págs. 1 e A2)
Editorial: Congresso Pressionado
Temer utilizou uma manobra interpretativa. Pela regra em vigor desde 2001, as deliberações legislativas ficam bloqueadas se medidas provisórias não forem votadas até 45 dias após seu envio pelo Executivo. Com o abuso de MPs editadas pelo presidente Lula, a agenda do Congresso permanece virtualmente paralisada.
Contra esse bloqueio, Temer anunciou no dia 17 que apenas as sessões ordinárias -que deliberam sobre leis que podem ser objeto de MPs- seriam paralisadas. As sessões extraordinárias, que tratam de emendas constitucionais, por exemplo, não seriam trancadas. A interpretação foi contestada no STF por oposicionistas, que argumentaram não terem sido consultados e temiam não poder mais usar as MPs para barrar votações e pressionar o governo. Ao rejeitar tal mandado de segurança, o STF referendou a conduta de Temer. (pág. 2)
Opinião: Marcos Nobre: Investigação na Camargo Corrêa é o fato político mais importante do ano
A investigação é o fato político mais importante do ano. Não é necessário crer em teorias conspiratórias para enxergar suas muitas dimensões e consequências. Só um conchavo político de amplo espectro pode impedir que venham à tona. (págs. 1 e A2)
Opinião: Vinicius Torres Freire: Acordo não deve impedir demissões
O imposto sobre fumos não vai cobrir o refresco tributário. Mas não há de onde tirar muito mais dinheiro sem cortar emendas parlamentares e conter gastos extras com servidores. (págs. 1 e B4)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Imposto do cigarro compensa parte do pacote de isenções
O governo anunciou um aumento dos impostos sobre o cigarro, para ajudar a bancar a renúncia fiscal dos incentivos às montadoras de veículos e à construção civil. Com isso, os cigarros vão encarecer até 25%. A medida deverá gerar cerca de R$ 975 milhões, contra perda de R$l,68 bilhão prevista com a desoneração. "É bom para a saúde daqueles que fumam, pois é melhor que sintam no bolso do que no pulmão", disse o ministro Guido Mantega (Fazenda). "A medida desarruma o setor. Os fumantes passarão a consumir produtos do mercado informal", disse Fernando Pinheiro, da Souza Cruz. O pacote prorroga até 30 de junho a redução do IPI para carros e caminhões. O vice-presidente José Alencar, que assinou as medidas, disse que o objetivo é salvar empregos: "O Brasil será um dos únicos que não terão queda do mercado de trabalho neste ano".
O PACOTE DE ESTÍMULO
Caminhões e carros: prorrogação, até 30 de junho, da redução do IPI, que venceria hoje. Desde dezembro, a medida ajudou o setor a manter as vendas em níveis até superiores aos do primeiro trimestre de 2008.
Motocicletas: o governo reduziu a Cofins de 3% para zero. Em troca, o setor se compromete a não demitir por três meses. Fabricantes calculam queda de 3% no preço das motos com até 150 cilindradas, as mais vendidas.
Material de construção: o pacote prevê a redução, por três meses, do IPI para 30 itens. A maioria deles, sobre os quais incide imposto de 4% ou 5%, terá a alíquota cortada para zero, casos do cimento e da tinta.
Cigarros: aumento do PIS, da Cofins e do IPI para os cigarros. Com a medida, as marcas mais baratas deverão ficar 20% mais caras, e as sofisticadas, 25%. (págs. 1, B1, B3 e B4)
Obama rejeita plano das montadoras
O presidente dos EUA, Barack Obama, rejeitou os planos de reestruturação apresentados por General Motors e Chrysler, que pedem ajuda adicional de US$ 21,6 bilhões. Obama disse que as montadoras não podem depender de "um fluxo interminável de dólares" do contribuinte. Mesmo assim, não afastou totalmente a hipótese de ajudá-las. A GM ganhou prazo de dois meses para refazer seus planos de ajuste, prevendo redução drástica no total de marcas e na rede de concessionárias. Já a Chrysler terá um mês para consumar fusão com a italiana Fiat. A situação das montadoras provocou queda das bolsas pelo mundo. (págs. 1 e B8)
Planalto tem 67 diretores e mais de 100 chefes
Ministros do STF apontam excessos na operação da PF
Lei da coleta de espécies para estudo está travada
Mais jovens iniciam vício pela cocaína, diz pesquisa
Paquistão: terror, caos e 12 mortes
Notas e informações: Lição de direito do TRF
Em despacho de 67 páginas, a desembargadora afirma expressamente que De Sanctis agiu com base somente em "meras conjecturas" e que foi conivente com "arbitrariedades, caprichos e humilhações gratuitas" a réus que "são primários, possuem famílias constituídas, residência fixa e ocupação lícita", desprezando o princípio constitucional da presunção de inocência. "A decisão se revelou repetitiva, não distinguindo excesso de fundamentação com fundamentação idônea (...) Observo que as palavras mais referidas no despacho revelam meras conjecturas. (págs. 1 e A3)
Opinião: Arnaldo Jabor: Vergonha pode nos trazer sabedoria
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Jornal do Brasil
Manchete: Para fugir do desemprego
Renúncia tributária é condicionada ao emprego
Obama cria incentivos fiscais para as montadoras
Os governos do Brasil e dos EUA anunciaram novas medidas para conter a sangria de empregos. No Brasil, o Ministério da Fazenda divulgou um pacote que deverá resultar na renúncia de R$ 1,5 bilhão: além de prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos, o plano prevê o mesmo para materiais de construção. A contrapartida é a manutenção dos empregos nas fábricas. Nos EUA, o presidente Barack Obama anunciou incentivos fiscais para as montadoras e induziu a fusão da Chrysler com a Fiat. (págs. 1, Economia A16 a A18)
31 de março, há 54 anos... Golpe de 64 - O dia em que o país mudou de rumo
Os gastos do SUS com a violência
E a Câmera?
Editorial: Montadoras em busca de fôlego
Sociedade Aberta
Historiador
Após 45, não se fez justiça às vítimas da ditadura. (págs. 1 e A5)
Jarbas Passarinho
Ex-ministro
O Brasil fio salvo de virar uma imensa Cuba. (págs. 1 e A3)
Renato Simões
Deputado estadual (PT-SP)
Neste aniversário, vence o direito à memória ou à mentira? (págs. 1 e A9)
Cláudio Cenz
Empresário
A redução do IPI para a construção traz efeitos imediatos. (págs. 1 e A17)
EUA: reputação está na lama
The New York Times
Os EUA, há dez anos, era o país que sabia cuidar das finanças, todos pensavam. Uma das perdas da crise atual é a reputação da América, com capital que perdemos quando, nós e o mundo, mas precisamos. (págs. 1 e Economia A18)
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Correio Braziliense
Manchete: Lula manda conta da crise para fumantes
Enquanto isso, nos EUA: Obama intervém na GM e na Chrysler
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, interveio ontem na indústria automobilística do país. Num único dia, forçou a saída do presidente-executivo da General Motors (GM), Rick Wagoner, determinou que a Chrysler aceite a associação proposta pela Fiat e fixou prazos para que as duas montadoras norte-americanas apresentem um plano factível de restruturação dos negócios. Só assim, o governo voltará a injetar recursos públicos nas companhias. Ao mesmo tempo, o presidente não descartou a simples falência delas. Ao proteger as operações da cobrança dos credores, prometer a injeção de mais dinheiro e tomar decisões administrativas, Obama decretou uma espécie de concordata informal das duas empresas. (págs. 1 e 18)
R$ 1 mil diários por estes microfones
E Fraga despediu a empregada…
A Câmara anunciou ontem a exoneração da empregada doméstica que era lotada no gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), mas prestava serviços na casa do deputado licenciado e atual secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga. A denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, levou o secretário a diversas contradições ao tentar explicar a função exercida por Izolda da Silva. “Ela faz serviços de mandados. Vai ao banco, faz limpeza. São serviços domésticos. Aliás, serviços externos”, disse. Fraga afirmou ainda que a empregada dormia em sua casa porque morava na zona rural. (págs. 1 e 5)
Reforço na segurança
Violência doméstica
O córrego da prostituição
Visão do Correio :: Distorções na máquina
A notícia é boa, mas não torna o Estado menos perdulário. Estão aí, a comprovar a assertiva, os escândalos recentes do Congresso Nacional, com a descoberta de 181 diretores no Senado Federal e 104 na Câmara dos Deputados. (págs. 1 e Opinião 20)
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Valor Econômico
Manchete: Quatro grupos avaliam a compra do Ponto Frio
Ao menos quatro grupos estão avaliando a possibilidade de compra da rede Ponto Frio, a segunda maior varejista do setor de eletroeletrônicos do país: Lojas Americanas, Magazine Luiza, Pão de Açúcar e um consórcio formado pela empresa nordestina Insinuante e pela BTG, do ex-banqueiro André Esteves. Além disso, há informações no mercado de que a GP Investimentos e o Wal-Mart também teriam interesse na empresa, que é controlada por Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, e seu filho, Carlos Monteverde.
Entre as empresas interessadas, Lojas Americanas e Pão de Açúcar tenderiam a fazer propostas envolvendo troca de ações. No caso do Magazine Luiza e da Insinuante, as ofertas devem envolver pagamento em dinheiro, uma vez que são empresas de capital fechado e os controladores buscam uma porta de saída. (págs. 1 e D1)
Saem novas isenções de impostos
De São Paulo
O governo anunciou, ontem, medidas adicionais que elevam em R$ 1,5 bilhão a renúncia fiscal prevista para este ano: confirmou a extensão por três meses da redução do IPI dos automóveis, eliminou esse imposto para vários materiais de construção e a Cofins das motocicletas e ampliou a lista dos setores considerados prioritários na área da Sudam.
Para compensar a perda de receita, haverá aumento do IPI e do PIS/Cofins sobre cigarros. A tributação maior pode causar alta de até 0,26 ponto percentual na inflação. Mas isso não preocupa os analistas, porque o cenário para a inflação é extremamente benigno. O IGP-M de março teve deflação de 0,74%. (págs. 1, A4 e A10)
Lula mostrará vantagens do etanol ao G-20
De Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva leva em sua bagagem para as conversas com dirigentes dos 20 países mais influentes do mundo, amanhã, em Londres, uma pesquisa inédita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrando como a produção de etanol pode reduzir de forma drástica as emissões de gases causadores do efeito estufa. O levantamento da unidade Embrapa Agrobiologia, de Seropédica (RJ), mostra que, considerando todo o processo de produção da cana-de-açúcar, fabricação do álcool, transporte, distribuição e comercialização, o etanol brasileiro reduz em 73% a emissão total de CO2, do óxido nitroso e do gás metano. Se toda a frota brasileira fosse movida a etanol, haveria economia de 53,3 milhões de toneladas em um ano. (págs. 1 e B16)
GM ruma para recuperação judicial e cisão
The Wall Street Journal
O principal plano do governo dos Estados Unidos para consertar a General Motors e a Chrysler - salvo alguma surpresa de última hora - é de usar pedidos de recuperação judicial para livrar as montadoras de seus maiores problemas, uma indicação da profundidade com que o governo está mergulhando na indústria automobilística americana.
A medida dividiria, em essência, as empresas em partes "boas" e "ruins". A Casa Branca gostaria que a GM "boa" fosse uma empresa independente. A Chrysler "boa" seria vendida à Fiat. Com a ação dura do governo, as bolsas americanas levaram um tombo e puxaram outros mercados ao redor do mundo. O Dow Jones caiu 3,3% e o Índice Bovespa, 2,99%. (págs. 1 e C4)
Pernambuco dá largada à corrida eleitoral
De Itapetim (PE)
É noite de domingo e poucos moradores de Itapetim, a 414 quilômetros do Recife, estão à frente da TV. Numa praça com pista de corrida, quadras e aparelhos, os moradores acorrem à inauguração da terceira academia de ginástica da cidade. Ao contrário das outras, esta não cobra pelas aulas nem pela consulta com o nutricionista. Batizada de Academia das Cidades, transformou-se na coqueluche da caravana pelo sertão do governador Eduardo Campos (PSB), que deu partida à campanha pela reeleição, numa disputa em que pode vir a enfrentar o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), cujos aliados iniciaram ontem, no Recife, outra caravana, para fiscalizar as obras do PAC. (págs. 1 e Al8)
Brasil agora atrai bancos chineses
De Genebra e Buenos Aires
O Banco da China, um dos maiores do mundo em capitalização, deve abrir este ano, em São Paulo, sua primeira agência na América do Sul, ao mesmo tempo em que Pequim prepara linhas de financiamento acima de US$ 11 bilhões para o Brasil Estudo do Deutsehe Bank aponta, em meio à crise global, urna segunda onda de investimentos chineses no exterior, puxada por bancos e seguradoras - e o Brasil está na mira. Também o Banco de Desenvolvimento da China, outro peso-pesado estatal, planeja se instalar no país, mas ainda precisará obter autorização para isso.
Em outra iniciativa na região, o Banco Popular da China fez um pré-acordo com o Banco Central da Argentina para realizar um swap de reservas no valor equivalente a US$ 10 bilhões. A operação tem prazo de três anos e o modelo é o mesmo da linha de US$ 30 bilhões oferecida ao Brasil pelo Fed. (págs. 1 e Cl)
Código ambiental de Santa Catarina desrespeita legislação federal
De Florianópolis
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina decide hoje a aprovação de um novo código ambiental para o Estado. A proposta, que tem apoio da maior parte dos partidos políticos, prevê entre os seus pontos mais polêmicos a redução da distância da produção no campo em relação às matas ciliares, consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP). (págs. 1 e A10)
Citi ainda liderou ranking de captações no ano passado
De São Paulo
Com atuação forte no ainda movimentado primeiro semestre do ano passado, o Citigroup conseguiu assumir posição de grande destaque no "Ranking Valor de Captações Externas" de 2008. Ficou em primeiro lugar no ranking principal, posição que havia conquistado também em outros anos difíceis do mercado, em 2001 e em 2004. O banco assim tornou-se tricampeão por esse levantamento. (págs. 1 e Captações externas)
Crise carioca
Reflexos da "marolinha"
Pubs ameaçados
Sob medida
Colombo revê estratégia
Expansão da Vilebrequin
Negócios "offshore"
Investimento em álcool
Editorial: Há boas chances de avanço na reunião londrina do G-20
Ideias
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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segunda-feira, março 30, 2009
MST & ONGs: FAZENDO ESCOLA...
Um grupo de 43 entidades ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) já recebeu pelo R$ 152 milhões em repasses federais, informa Marta Salomon, em reportagem que será publicada na edição deste domingo da Folha.
Segundo a reportagem, algumas dessas entidades foram criadas depois que os principais braços jurídicos do movimento dos sem-terra se tornaram alvo de investigações do TCU (Tribunal de Contas da União), por supostos desvios de recursos.
Algumas dessas investigações já resultaram no bloqueio dos bens de entidades, como o caso da Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), suspeita de repassar ilegalmente recursos federais para o MST e que foi alvo de decisão da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo no início deste mês.
A polêmica em torno do assunto voltou à tona depois do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, chamar de ilegal o repasse verbas públicas para o MST.
Criado em 1984, o MST não tem CNPJ e não pode receber recursos públicos diretamente, o que o levou a criar entidades para isso, como Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola) e Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária).
GOVERNO LULA & LULISMO [In:] "... DEU NO JORNAL": BIZARRO!!!
Nas Entrelinhas - Claudio de Moura Castro |
Nas Entrelinhas |
Correio Braziliense - 30/03/2009 |
Um ótimo cassino para jogar hoje em dia é o Brasil de Lula. 100% de chance de ganhar. É só pegar dólares emprestados, o que anda baratinho, trocar por reais e comprar títulos do governo brasileiro Uma das coisas mais curiosas dos últimos dias foi o presidente da República dizer que não estabeleceu prazo para a construção do um milhão de habitações do novo, e elogiável, programa federal. Daí que, segundo Luiz Inácio Lula da Silva, o governo não deva ser questionado no futuro sobre o ritmo da execução do programa. Lula parece que descobriu a fórmula para manter o monarca sempre feliz, a salvo da cobrança dos súditos. O governo vai erradicar a tuberculose. Quando? Sei lá. O governo vai acabar com o analfabetismo. Quando? Não enche. O governo vai duplicar a rodovia do litoral. Para quando vai ser? Vê se não amola. |
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA [In:] ''BRASIL, MOSTRA A TUA CARA..."
BRASIL PERDE A DIANTEIRA |
Autor(es): Bruno Rosa O Globo - 30/03/2009 |
Segundo economistas, a política de juros altos nos últimos anos, a forte desvalorização cambial e falta de uma política de comércio internacional próativa foram determinantes para o desempenho dos últimos anos. Segundo Gonçalves, os erros na política macroeconômica colocam o Brasil na lanterna do crescimento da renda per capita durante os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Por outro lado, ressalta Claudio Dedecca, do Instituto de Economia da Unicamp, as nações em desenvolvimento e da América Latina promoveram cortes de juros ao longo da última década, reduzindo os custos de investimentos e, assim, gerando emprego e renda. Com crise, queda de 1,1% este ano A situação fica mais crítica para o Brasil este ano. Gonçalves lembra que a previsão do Boletim Focus, do Banco Central (BC), é de crescimento zero no país em 2009. Com base no estudo de Gonçalves, a renda anual per capita deve cair 1,1%, para US$ 10.185. Em 2008, o ganho anual por habitante foi de US$ 10.298. Já nos países em desenvolvimento, o crescimento médio chegará a 2% este ano, elevando a renda per capita em 0,6%, para US$ 5.657. Na América Latina, com alta modesta de 1% da economia em 2009, haverá recuo de 0,6% na renda per capita, para US$ 10.665. Todos os valores são balizados pela Paridade do Poder de Compra (PPP), que permite comparar a mesma cesta de bens em todos os países, ressalta Gonçalves. — Nos países em desenvolvimento, persistem, como puxadores, China, Índia e economias mais dinâmicas, como a da Coreia do Sul. Na América Latina, nenhum país será puxador: a escola de samba latino-americana não desfilará em 2009. Brasil e México estão descarrilhando. Nos últimos anos, o Brasil ficou muito focado na Rodada de Doha, que foi um fracasso, e não fez como diversos países da região, que partiram para negociações bilaterais. E, assim, obtiveram mais avanços. Este ano, a desaceleração da grande maioria dos países da América Latina será menor que a do Brasil e do México — explica Gonçalves. Assim, em 1995, a renda do brasileiro equivalia a 2,57 vezes à do habitante dos países em desenvolvimento. Em 2008, essa diferença caiu para 1,83. Este ano, segundo projeções de Gonçalves, o número cairá para 1,8. Em relação à América Latina, a renda per capita brasileira, que correspondia a 1,02 vez à da região em 1995, passou a corresponder a apenas 0,96 ano passado. Em 2009, cairá para 0,95. O economista José Marcio Camargo, da PUC-Rio, lembra que os diferentes estágios de desenvolvimento das economias explica o fato de o Brasil estar perdendo a corrida para outras nações. O Brasil, por exemplo, que tem 80% de sua população nas grandes cidades, difere de países em desenvolvimento, como China e Índia, onde 60% das pessoas ainda vivem no campo. Com isso, a migração para os grandes centros urbanos eleva a renda per capita, pois esses trabalhadores têm aumento de ganhos e produtividade ao irem para as cidades. — Em relação à América Latina, países como Chile e Peru têm uma estrutura regulatória mais desenvolvida, como agências reguladoras e políticas de desenvolvimento, o que acaba atraindo mais investimentos, aumentando a renda per capita. Ainda faltam muitas reformas no Brasil, como a previdenciária, trabalhista e fiscal, apesar dos avanços nas últimas décadas — afirma Camargo. Dedecca, da Unicamp, diz que o crescimento do Brasil nos últimos cinco anos foi apenas um reflexo do avanço da economia internacional e, por isso, não houve melhora substancial no mercado de trabalho e na renda per capita. Luiz Fernando de Paula, da Uerj, ressalta que a média da expansão do país ficou abaixo dos quase 11% registrados pela China, dos 8,5% da Índia e dos 7,2% da Rússia. — O Brasil ainda cresceu menos que Chile, Peru e Colômbia. A questão é que o país seguiu com rigidez as metas de inflação. O Chile, por exemplo, foi mais flexível — afirma. Já Dedecca diz que o governo já começa a fazer a sua parte, com a criação de programas de transferência de renda e de pacotes de estímulo. Porém, faltam ações inovadoras dos trabalhadores e do setor produtivo, já que todas as ações refletem melhorias apenas de curto prazo. Entre os países que compõem os Brics, grupo formado, além do Brasil, por China, Rússia e Índia, economistas reforçam que a Rússia é que deve ter mais dificuldades em 2009 e 2010. — A Rússia tem um setor produtivo sem competitividade e um setor financeiro quebrado — diz Dedecca. Apesar do crescimento recente da economia e dos programas do governo de transferência de renda, o Brasil andou para trás nos últimos 13 anos. Entre 1995 e 2008, a renda per capita (ganho anual por habitante) do brasileiro avançou 59,41%, número menor que o crescimento de 68,50% dos países da América Latina e bem inferior ao aumento de 123,31% registrado pelas nações em desenvolvimento. A conclusão é de estudo preparado pelo economista Reinaldo Gonçalves, professor titular em economia internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Este ano, com a piora do cenário internacional, o ganho individual no Brasil terá um dos maiores recuos. |
DEPUTADO ALBERTO FRAGA [In:] ''CASA, COMIDA e Roupa lavada"
Doméstica de deputado é paga pela Câmara |
Autor(es): LEONARDO SOUZA e MARIA CLARA CABRAL |
Folha de S. Paulo - 30/03/2009 |
Izolda está contratada pelo gabinete do suplente de Fraga, Osório Adriano, também do DEM. Ela confirmou à Folha que trabalha de faxineira de Fraga. Este diz que ela recebe pela Câmara, mas apenas mora em sua casa. Já Osório Adriano diz que nem a conhece. |
SENADORES E DEPUTADOS [In:] "VOAR, VOAR, SUBIR,SUBIR..." ["FILHOS" DE ÍCAROS...]
CONGRESSISTAS PODEM GASTAR ATÉ R$ 33 MIL COM PASSAGENS |
Autor(es): RANIER BRAGON e ANDREZA MATAIS |
Folha de S. Paulo - 30/03/2009 |
Em meio a muito sigilo, desvio de finalidade e suspeita de irregularidade, o Congresso Nacional destina mensalmente aos 594 deputados federais e senadores uma cota para compra de passagens aéreas que, em alguns casos, permite a aquisição todo mês de mais de 30 bilhetes de ida e volta entre Brasília e o Estado de origem. Criada originalmente para permitir ao congressista quatro deslocamentos mensais ao Estado, a cota aérea é paga conforme o Estado do parlamentar e se ele ocupa ou não posto de destaque nas duas Casas. Na atual legislatura, o valor varia de R$ 4.700 a R$ 33 mil. |
CAMARGO CORRÊA [In] "É DANDO QUE SE RECEBE..."
Camargo Corrêa também fez doação para o PT | ||||||
Autor(es): Lúcio Vaz | ||||||
Correio Braziliense - 30/03/2009 | ||||||
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