A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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terça-feira, maio 31, 2011
ALEMANHA-ENERGIA NUCLEAR [In:] ''DAS KAPITAL''
PIONEIRA, ALEMANHA FECHARÁ TODAS AS USINAS NUCLEARES
RECUO NUCLEAR |
O Globo - 31/05/2011 |
Alemanha divide opiniões ao anunciar plano para desativar as 17 usinas do país até 2022 A manobra é ousada - transformar-se na primeira grande potência industrial a renunciar à energia nuclear - e causou divergências não só na União Europeia, como dentro da Alemanha, onde críticos a acusam de ter caráter eleitoreiro. Apesar das opiniões contrárias, o governo da chanceler federal Angela Merkel anunciou ontem que todas as 17 usinas nucleares da Alemanha - país onde foi realizada a primeira fissão do átomo em 1939 - serão desativadas até 2022. Dizendo-se movida pelo drama do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, Merkel seguiu o parecer de uma comissão de ética, prometendo investir em fontes de energia renováveis. - Respeitamos a decisão, mas isso não vai nos fazer mudar nossa política nuclear - reagiu o primeiro-ministro da França, François Fillon, cujo país depende da produção nuclear para suprir 76% de sua demanda energética. Os franceses advertiram que será impossível para a UE atingir suas metas de reduzir as emissões de gases-estufa sem o uso de "alguma energia nuclear". O ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andreas Carlgren, também criticou a iniciativa alemã, deixando escapar uma preocupação de cunho econômico. - Em vez de usinas nucleares, eles vão construir novas usinas de carvão e gás, e importar energia da França - disparou o sueco. Merkel anunciou o fim da era nuclear alemã após um encontro de mais de 13 horas que reuniu, além de integrantes do Gabinete, representantes dos partidos do governo e também da oposição - e sob forte pressão de cerca de 160 mil manifestantes que foram às ruas em 21 cidades do país no último fim de semana, exigindo que o governo acelerasse o processo de desnuclearização da Alemanha. O projeto, agora, será submetido ao Parlamento, onde deverá ser aprovado, pois Merkel conta com apoio da oposição na decisão. - Acreditamos que podemos mostrar aos países que querem abandonar a energia nuclear que é possível crescer, criar empregos e prosperidade econômica optando por fontes renováveis de energia - declarou a chanceler federal, dona de um PhD em Física. Governo diz que não há volta na decisão Apesar do discurso em defesa de energia limpa, o governo não detalhou de que maneira vai substituir a energia nuclear - apenas citou metas gerais de aumentar dos atuais 17% para 35% a participação das fontes renováveis na matriz energética nacional, além de diminuir em 10% o consumo de energia em seu território. Até março passado - quando oito das usinas mais antigas foram desligadas em caráter provisório - 23% da energia usada na Alemanha vinham dos complexos nucleares do país. Segundo o ministro alemão de Meio Ambiente, Norbert Röttgen, essas instalações tiveram as atividades suspensas logo após o acidente nuclear no complexo japonês de Fukushima e já não vão mais retomar as atividades. De acordo com o cronograma do governo, as outras centrais atômicas deverão continuar operando até 2021 - sendo que as três unidades mais modernas poderão, eventualmente, seguir produzindo energia até 2022 caso haja problemas de abastecimento elétrico durante a transição. O fim da era nuclear, no entanto, é irreversível, afirmou Röttgen. - Foi um debate político. Não houve discussão com representantes do setor econômico ou empresas fornecedoras de energia, e não haverá cláusulas de revisão - garantiu, enfático. Ele lembrou que a medida também faz parte do projeto de reduzir as emissões de gases-estufa da Alemanha em até 40%. Analistas, porém, alertam que usinas termelétricas a carvão terão de aumentar sua atividade e, provavelmente, crescerá a demanda pela energia de usinas nucleares nas vizinhas República Tcheca e França. A mudança súbita de postura ocorre apenas nove meses depois de o governo de Berlim anunciar a ampliação do prazo de funcionamento das usinas nucleares do país por pelo menos 12 anos. Mas, o acidente provocado pelo terremoto seguido de tsunami no Japão, em março, segundo Merkel, influenciou na decisão alemã de rever sua matriz energética. A decisão remete à proposta semelhante feita há 11 anos pela coalizão verde e social-democrata do então chanceler federal Gerhard Schroeder - que aprovara, à época, o fim da era nuclear até 2021. Muitos veem na mudança de Merkel, cuja popularidade vem caindo, uma manobra para conquistar votos de opositores, sobretudo no Partido Verde, que lhe impôs uma das mais duras derrotas ao vencer as eleições regionais, em março, em Baden-Wurtemberg, reduto eleitoral conservador há 50 anos. - Não acho que ela vá arrebatar muitos votos dos verdes, que vinham promovendo essa ideia há décadas. Mas com seus aliados Democratas Livres (FDP) tão fracos e Merkel procurando novos parceiros, a questão atômica era um obstáculo importante a ser removido - observa o cientista político Carsten Koschmieder, da Universidade Livre de Berlim. Ativistas comemoraram o fim da era nuclear, mas Merkel não escapou de críticas. Classificando a liderança da chanceler federal de confusa e oportunista, a revista "Die Zeit" lamentou a "falta de direção" do partido governista, a União Democrata Cristã (CDU). Já o diário "Financial Times Deutschland" destacou líderes regionais criticando a CDU por acreditarem que o partido deveria "seguir suas ideias e não pesquisas de opinião". A pressão virá, ainda, do poderoso lobby nuclear alemão, que não hesita em lembrar o fantasma de apagões, sobretudo no inverno. O presidente da Federação de Indústrias da Alemanha, Hans-Peter Keitel, foi um dos primeiros a se manifestar: pedindo ao governo que não crave a data definitiva para dar fim às usinas, mas que tenha flexibilidade para observar os problemas nos próximos anos - além, é claro, do aumento no preço da energia. |
KASSAB-PSD [IN:] OPOSIÇÃO. "brincô !!! "
PSD estará contra o PT na maioria das capitais
Autor(es): Cristian Klein | De São Paulo |
Valor Econômico - 31/05/2011 |
Eleições: Sigla de Kassab será oposição a petistas em 14 cidades Rota de fuga de políticos da oposição que querem se abrigar no governo federal, o PSD terá um comportamento distante do PT nas eleições de prefeituras-chave no ano que vem. Em apenas cinco das 26 capitais, o partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, figura num cenário mais claro de aliança com o PT ou com grupos políticos aos quais petistas estão alinhados. Todas pertencem ao Nordeste: Aracaju, Fortaleza, Maceió, Salvador e São Luís. Em sete capitais, a situação está indefinida ou é de ambiguidade, entre as quais as três maiores: São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Em mais da metade, 14 capitais, o PSD deverá marchar contra o PT. É o mesmo número de cidades em que a legenda surge com pré-candidatos. Nas 14 capitais onde estão em lados opostos, a situação reflete a incompatibilidade entre petistas e adversários tradicionais de mudança para o PSD. São egressos de partidos como o PSDB e o DEM que, se no plano nacional podem mudar de posição sem muita turbulência, não tem como fazer com que o eleitor esqueça o histórico de rivalidade sem grande estranhamento. Teresina, no Piauí, é um caso exemplar. Ali, a flexibilidade do PSD é grande. O futuro presidente estadual do partido, o deputado federal Júlio César Lima, tenta convencer o colega da Câmara Hugo Napoleão (ambos de saída do DEM) a concorrer à prefeitura. Como Napoleão está reticente, Lima afirma que o PSD pode compor com o PTB, do prefeito Elmano Férrer; com o PSB, que cogita lançar o vereador Rodrigo Martins, sobrinho do governador Wilson Martins; e com o PSDB, de Firmino Filho. "Em política tudo é dinâmico. Vamos ver quem tem mais aceitação popular", diz. Uma aliança com o PT, contudo, é praticamente descartada. "Até temos uma relação com o ex-governador e senador Wellington Dias, mas com o partido, o PT, fica mais difícil pela nossa história", afirma Lima, ao citar sua trajetória e a de Napoleão. Ambos pertenceram à Arena e a todas as siglas que dela descenderam: PDS, PFL e DEM. Em Palmas, no Tocantins, a senadora Kátia Abreu deverá se lançar à prefeitura. Sua ida para o PSD foi marcada pelo anúncio surpreendente da adesão à base do governo federal, ao qual se opôs ferrenhamente durante os anos Lula. Mas, na capital, ela e o PT ainda se mantêm a léguas de distância. Sinal disso é o convite de Kátia Abreu para que o prefeito Raul Filho, expulso do PT, ingresse no PSD. O prefeito tornou-se persona non grata no partido depois que, no ano passado, apoiou a candidatura de João Ribeiro (PR) ao Senado em detrimento à do correligionário Paulo Mourão. Nas três capitais do Sul, a relação também será de oposição entre PT e PSD. Fruto do modo como o partido de Kassab está entrando na região, pelas mãos de rivais tradicionais dos petistas. Em Florianópolis, Santa Catarina, a chamada Tríplice Aliança (PSDB, PMDB e agora PSD no lugar do DEM), que sustenta o governador Raimundo Colombo, líder do PSD no Estado, tem os petistas como adversários históricos. Em Curitiba, o PSD fará uma composição com o PSDB e o PSB do prefeito Luciano Ducci, que busca a reeleição, ou terá candidatura própria, que pode ser a do ex-deputado federal tucano Gustavo Fruet, que se notabilizou nacionalmente como inimigo petista durante as investigações do escândalo do mensalão, em 2005. Em Porto Alegre, o PT não deve se aliar nem ao prefeito José Fortunati (PDT), que dirá ao PSD caso a legenda seja controlada pelo PP ou pelo ex-governador Germano Rigotto (PMDB). A ambiguidade na relação entre PT e PSD prevalece em sete capitais, três das quais são as maiores. O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, de casa, dá exemplo da estratégia camaleônica que delineou para o partido, que segundo ele é "independente", nem de esquerda, centro ou direita. Ao mesmo tempo em que se diz fiel a uma possível candidatura de seu aliado tucano, o ex-governador José Serra, Kassab constrói pontes que permitam uma aliança com o PT. Reflexo disso é o apoio ao nome do seu secretário do Verde, Eduardo Jorge (PV), ex-petista. No Rio, a situação também é indefinida, mas por outras razões. O amplo bloco de apoio à reeleição de Eduardo Paes (PMDB) hoje inclui o PT. Mas a entrada do ex-candidato a vice-presidente de José Serra, Indio da Costa, como vice na chapa de Paes pode levar ao rompimento e a um voo solo dos petistas. Nem tanto pela origem dos integrantes do PSD ou pelo histórico de rivalidade com o PT, a situação em Belo Horizonte é indefinida por natureza, para quase todos, dado o imbróglio decorrente da eleição de Márcio Lacerda (PSB), em 2008, apoiado tanto por petistas quanto por tucanos. A união improvável, que agora tende a se desfazer, torna o cenário incerto. O deputado federal Geraldo Thadeu (ex-PPS) resume o farto cardápio do PSD. A sigla pode lançar seu colega Alexandre Silveira (também de saída do PPS). Pode apoiar o prefeito caso ele fique com o PSDB. Pode também com o PT. E o nome da oposição, o deputado Leonardo Quintão (PMDB), estaria descartado? "Por que não?", pergunta Thadeu, para acrescentar. "Eleição municipal tem características próprias. O próprio Aécio não apoiou o Márcio Lacerda sendo o vice do PT?" Em Campo Grande, o PSD está nas mãos de Antônio João Hugo Rodrigues, dono do maior grupo de comunicação do Mato Grosso do Sul, que quer realizar o sonho de ser prefeito. Devido a atritos, uma aliança com o bloco capitaneado pelo governador André Puccinelli (PMDB), em torno da sucessão do prefeito Nelsinho Trad, é inviável. A aproximação com o PT é antiga. Antônio João foi suplente e exerceu o mandato de senador por quatro meses em substituição a Delcídio Amaral. Mas uma coligação com o partido no Estado passa pelas pretensões de outro cacique, o ex-governador Zeca do PT, com quem também já teve desavenças. Diante desse quadro, o empresário neófito na política mostra suas preocupações. "Pretendo disputar com coligação. Meu problema não é dinheiro. É que não tenho tempo de TV", diz. Como dois terços do tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV são baseados na bancada eleita para a Câmara dos Deputados na eleição anterior, o PSD em 2012 terá direito a apenas o tempo mínimo: um terço dividido igualmente entre todos os partidos ou coligações que apresentarem candidatos. A dificuldade não impede, pelo menos por enquanto, que em 14 capitais haja pretensões de candidatura própria do PSD. Isso não ocorre, contudo, nas cinco cidades em que a sigla está afinada com o grupo do PT. Nestes casos, o PSD sabe que irá na esteira dos petistas ou de seus aliados. Na Bahia, por exemplo, o deputado federal José Carlos Araújo (ex-DEM) afirma que o partido está apenas começando e não há condições para lançar um nome. No máximo, tentar emplacar o vice na chapa petista, que seria o deputado estadual Alan Sanches, de saída do PMDB. "O partido é novo. Não dá para ter pretensões na capital. Mas, no interior, vamos ter candidatos próprios com o apoio do PT", afirma. |
PT-PMDB/FRITADAS PALACIANAS [In:] ''POBRE MENINO, RICO"
COM PALOCCI FRACO, PMDB QUER NOVA ARTICULAÇÃO POLÍTICA
PMDB VÊ ENFRAQUECIMENTO DE PALOCCI E COBRA MUDANÇA NA ARTICULAÇÃO POLÍTICA |
Autor(es): Christiane Samarco |
O Estado de S. Paulo - 31/05/2011 |
Episódios da semana passada, sobretudo o aviso do chefe da Casa Civil de que ministros peemedebistas seriam demitidos, abalaram relação de confiança com o governo; Temer recebeu ontem correligionários na residência oficial e aguarda gestos de Dilma O PMDB quer mudanças na articulação política do Palácio do Planalto e duvida da sobrevivência no cargo do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. O diagnóstico, que atinge em cheio o núcleo político do governo, começou a ser propalado ontem por líderes do partido como efeito colateral do desgaste provocado pelas cobranças ásperas do Planalto ao partido depois da derrota na votação do Código Florestal. A cúpula peemedebista avalia que houve quebra de confiança na relação com o PT e a presidente Dilma Rousseff. Foi neste clima que Michel Temer reuniu ontem a bancada do PMDB no Senado para um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. Dos 18 senadores do partido, apenas Jarbas Vasconcelos (PE) avisou que não compareceria. Pela manhã, a presidente entregou o cargo interinamente a Temer antes de viajar para o Uruguai. Havia sido combinado que os dois fariam da ocasião um momento de armistício entre o PMDB e o governo após os sucessivos desencontros de articulação política da semana passada, mas a foto oficial divulgada pela Presidência mostra uma tentativa de um abraço distante. Apesar dos esforços de reconciliação desencadeados, peemedebistas já começam a discutir como será o reforço na interlocução política do governo. O partido entende que o rearranjo interno já está em curso e que, por isso mesmo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ampliou seu raio de ação e ganhou mais peso na interlocução do Planalto. Personagem. Dirigentes do partido apostam que o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, entrará em campo nos próximos dias para reforçar o time da interlocução com o Congresso. Será uma solução ad hoc, que vai durar enquanto Palocci estiver "mergulhado". A própria viagem de Cardozo na comitiva oficial de Dilma ao Uruguai foi considerada um sintoma dessa atribuição informal. Não apenas por conversar bem com o vice Temer, mas pelo conhecimento que tem do Congresso (ele foi deputado) e pelo trânsito fácil junto aos líderes da base aliada, conquistado nos tempos de atuação parlamentar. É neste cenário que se apresenta ao PT e ao governo o desafio de administrar a indignação dos peemedebistas por conta do telefonema de Palocci a Temer na semana passada. O ministro ameaçou demitir ministros do PMDB, depois da derrota do Executivo na votação do Código Florestal. O script do PMDB está montado. Temer aguarda um chamado de Dilma, hoje, para uma conversa definitiva sobre a crise. Foto. Ontem, na Base Aérea de Brasília, a presidente e seu vice conversaram por menos de cinco minutos. A assessoria palaciana, de Dilma e Temer, chegou a ventilar que ambos posariam para uma foto para demonstrar a pacificação na base e com o PMDB. Não foi o que se viu. A impressão geral, após divulgada a foto, foi de uma cena protocolar, e não da aliança pacificada. No episódio da ameaça de demissão aos ministros do PMDB, o que mais indignou os peemedebistas foi o fato de Palocci ter acionado o viva-voz para que duas testemunhas petistas participassem da conversa com o vice: o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP). Este é mais um ingrediente no caldeirão da crise que, na avaliação geral, só será superada se houver empenho de ambas as partes. Lenha na fogueira. Num momento em que o governo busca arrefecer os conflitos na base, o secretário-geral da Presidência,Gilberto Carvalho, foi questionado, em entrevista à rádio Estadão/ESPN, sobre a contaminação da crise envolvendo Palocci nas ações de governo e disse que o Executivo "não depende" do Congresso para trabalhar. "Evidente que nas relações políticas há um problema. Isso é inegável, não vamos fechar os olhos a isso. Mas quero dizer que uma coisa são essas relações, outra coisa são as ações do governo. Nós não dependemos do Congresso para seguir trabalhando", disse o ministro. |
(*) Riquinho. Personagem de revista ''em quadrinhos''.
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GOVERNO DILMA/VICE TEMER [in:] ''APARÊNCIAS, NADA MAIS, SUSTENTARAM NOSSAS VIDAS..." *
As aparências enganam
Hora de rearticular |
Autor(es): Denise Rothenburg |
Correio Braziliense - 31/05/2011 |
A cordialidade entre Dilma e Temer esconde a tensão pela crise entre PT e PMDB e as mudanças na articulação política. Já Guido Mantega sorriu para Christine Lagarde, mas não garantiu o apoio do Brasil à candidatura dela ao FMI.
Planalto dará mais poder ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, nas negociações com aliados no Congresso
Diante da crise que levou o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, a cuidar de dar explicações ao Ministério Público e à base aliada sobre o faturamento de sua empresa, o governo se mostra disposto a reformular a articulação política do Congresso com o Planalto. O primeiro ensaio dessa reforma segue no sentido de dar mais poder ao ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, que, até então, cuidava basicamente de receber e retornar as ligações telefônicas daqueles parlamentares que procuravam por Palocci e o ministro da Casa Civil não conseguia atender. --------- (*) APARÊNCIAS. Márcio Greyck. "Aparências, nada mais, --- |
TEMER/PALOCCI-GOVERNO DILMA [In:] ''MAS NÃO TEM NADA NÃO, VAI TUDO AZUL, N´AMÉRICA DO SUL ..." *
Temer diz a ministros que atritos com Palocci 'ficaram no passado'
ANA FLOR
DE BRASÍLIA
Em reunião para discutir os conflitos agrários na região da Amazônia, o presidente em exercício Michel Temer afirmou que os atritos com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) "ficaram no passado".
Temer, que está no exercício da Presidência em função da viagem de Dilma Rousseff ao Uruguai, falou aos ministros que a coordenação do governo está fluindo normalmente e que discussões de trabalho não deixam sequelas.
Temer afirma que elevou tom de voz com Palocci
Após assassinatos, governo faz reunião para discutir conflitos agrários
Ele evitou a imprensa após a reunião, que acabou há pouco na sede da Vice-Presidência.
Na semana passada, Temer e Palocci tiveram uma discussão por telefone. A razão foram as disputas entre PT e PMDB, exacerbadas durante a negociação e votação do Código Florestal na Câmara.
Na tentativa de garantir o apoio do PMDB, que acabou não ocorrendo, Palocci telefonou ao vice e transmitiu ameaça da presidente Dilma, de que demitiria todos os ministros da sigla.
Palocci é coordenador político do governo e pivô de uma crise no governo, depois que a Folha publicou que o seu patrimônio multiplicou por 20 em quatro anos e que sua empresa faturou R$ 20 milhões em 2010, ano eleitoral.
A presidente Dilma irá reunir a bancada do PMDB no Senado na quarta-feira.
Hoje pela manhã, Temer encontrou rapidamente Dilma na Base Aérea, antes de ela embarcar para Montevidéu. A presidente pediu ao vice que reunisse ministros, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a Polícia Federal para tomar ações urgentes em relação aos conflitos agrários que levaram à morte de sindicalistas na região amazônica.
MORTES
José Claudio Ribeiro da Silva, 54, e Maria do Espírito Santo da Silva, 53, foram atingidos na última terça-feira por vários tiros quando passavam por uma ponte no caminho da comunidade rural onde moravam em Nova Ipixuna, no Pará.
O casal vivia no Assentamento Agroextrativista Praialta Piranheira, onde faziam artesanato a partir de recursos naturais e cultivavam frutas, como açaí.
Na sexta-feira, o agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.
A Polícia Civil de Rondônia já identificou um dos suspeitos da morte do agricultor. Ele foi atingido por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia.
Ramos era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.
Roberto Stuckert Filho/PR | ||
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Presidente Dilma despede-se do vice Michel Temer antes de embarcar para Montevidéu, no Uruguai |
+ Canais
----------28.5.2011
|7h00m
COLUNA
Abismo
— Você acha que eu vou brigar por um ministério de merda?!
— Mas acontece que...
— Exijo respeito! Já nem mais como vice-presidente da República, mas como pessoa mesmo!
De um lado, com viva-voz ligado, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antonio Palocci, tendo como testemunhas o ministro da Articulação Política, Luiz Sérgio, e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.
O "ministério de merda" em questão é o ocupado pelo afilhado político de Temer Wagner Rossi, o primeiro do PMDB que Palocci ameaçou tirar, na conversa.
A briga terminou com um pedido formal de desculpas de Palocci e um convite para um café no dia seguinte.
No café, Palocci sugeriu a Temer uma conversa com a presidente Dilma Rousseff.
Mas, o vice-presidente recusou-se a encontrar com a presidente da República.
Videocassetada
Como consequência imediata dessa briga, veio o inflamado discurso do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Dois governos
O milagre estava por vir.
Michel recebeu em café os senadores dissidentes do PMDB que não votaram na sua chapa com a Dilma.
Cena inédita, não?
Então vejam mais esta: todo o PMDB — dos dissidentes aos governistas, dos loucos aos fisiológicos — estará acampado no Jaburu, na segunda à noite.
Ferido no brio, o PMDB agora está pintado para a guerra!
Meus cabelos
Depois da passagem de Lula por aqui, o país mudou.
E radicalmente.
O governo Dilma é outro.
O PMDB é outro.
O PT é outro.
Mas eu continuo o mesmo.
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http://oglobo.globo.com/pais/moreno/
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(*) Tudo Azul N'América do Sul.
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FHC/CONGRESSO NACIONAL [In:] SIM ou NÃO AS DROGAS ? (de que ''droga'' estamos falando???)
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o Congresso não está pronto para discutir e eventualmente aprovar a descriminalização das drogas no País. “Não está preparado para isso”, afirmou em entrevista sobre o filme “Quebrando Tabu”, documentário de Fernando Grostein Andrade, que entra em cartaz nos cinemas nesta semana.
Segundo o ex-presidente, a discussão sobre a implementação de formas alternativas de combate às drogas no Brasil – que deixe de considerar o usuário um criminoso – ainda é pouco conhecida da sociedade. “Primeiro a sociedade tem que se informar e discutir, só depois o Congresso deve tratar o tema”.
O ex-presidente evitou avaliar o Brasil como um País de perfil conservador, o que dependeria de momentos políticos e do grau de informação das pessoas. “Não é que a sociedade seja em si conservadora, mas é preciso provocá-la, senão ela fica conservadora”, analisou FHC.”É um processo, a sociedade muda, mas aos pouquinhos.”
Questionado ainda se uma flexibilização das regras sofreria forte rejeição dos parlamentares mais conservadores, FHC disse considerar o Congresso e o Brasil “bastante abertos” e lembrou que o deputado Paulo Teixeira, do PT, tem um projeto que revisa a política de drogas em discussão.
FHC no lançamento do documentário ‘Quebrando o Tabu’. Foto: Tiago Queiroz/AE
Ao ser lembrado sobre a questão do controle da entrada de drogas nas fronteiras brasileiras – tema caro ao seu colega de PSDB, José Serra, durante a campanha eleitoral de 2010 -, FHC afirmou que a repressão é necessária, “mas não vai resolver, não é meu caminho”. Comentando a recente ação da polícia em São Paulo contra ativistas da Marcha da Maconha, que foram proibidos de se manifestar pela Justiça, o ex-presidente reiterou que a sua experiência na luta contra o regime militar nos anos 1960 e 1970 o inclinam a rejeitar tais medidas: “como eu venho de outra época, eu não gosto de repressão deste tipo.
No documentário, que tem o próprio FHC como um dos redatores do argumento, outros líderes pelo mundo são ouvidos sobre as experiências de seus países com as drogas e todos parecem convergir na afirmação de que a ideia de “guerra às drogas”, lançada em especial pelos Estados Unidos nos anos 1970, é fracassada. Os ex-presidentes americanos Bill Clinton e Jimmy Carter são alguns dos que fazem coro a FHC no questionamento à noção de tolerância zero ao se lidar com as drogas e seus usuários. Não são ouvidos ao longo dos 74 minutos de filme, no entanto, depoimentos favoráveis à criminalização das drogas.
segunda-feira, maio 30, 2011
sábado, maio 28, 2011
EDITORIAL [In:] NEM COM SUTURA...
Fissura profunda
Conflitos entre PT e PMDB não são novidade e de certa forma fazem parte dessa aliança entre parceiros de naturezas tão diferentes. Colisões, portanto, são normais.
Mas o entrevero entre o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o vice-presidente da República, Michel Temer, na última terça-feira, ultrapassou o limite do habitual.
Quando Palocci telefonou para Temer transmitindo o recado da presidente Dilma Rousseff de que os ministros do PMDB seriam todos demitidos se o partido insistisse em contrariá-la na votação, Temer confrontou.
"Não precisa demitir, porque amanhã cedo mesmo todos entregarão os cargos", disse o vice-presidente.
Palocci insistiu, referindo-se especificamente ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, indicação pessoal de Temer, o que foi interpretado pelo vice como ameaça.
Disse isso ao ministro e terminou assim o telefonema. Palocci voltou a ligar desculpando-se, mas Michel Temer continuou perplexo. Com a rudeza da abordagem e também com o fato de ter sido tratado como subordinado de Palocci e não como o vice-presidente a quem deveria ser conferida a prerrogativa de falar diretamente com a presidente.
A história tem testemunhas dos dois lados, pois na hora do telefonema havia petistas com Palocci e pemedebistas com Temer.
Não significa que haja rompimento na aliança. Mas quer dizer que o cristal ficou trincado.
De público ninguém passa recibo. Apenas haverá manifestações, algumas de caráter oficial, em que o PMDB vai reiterar sua lealdade em relação à presidente e lembrar que no salário mínimo e no Código Florestal o partido votou 100% unido, uma vez a favor outra contra o interesse do Planalto.
E assim prosseguirá. Para o bem e para o mal. Ciente de que tem deveres, mas sem perder de vista os direitos a que considera fazer jus como sócio fundador da candidatura Dilma Rousseff.
Desfocados. Onze dias e uma intervenção (de Lula) depois, Palocci começa a se explicar e o faz ao PT em vez de fazê-lo ao País.
Onze dias e uma intervenção depois, Dilma começa a falar e o faz reclamando que a oposição faz política.
Assim é? Enquanto o PSDB se esfalfa no Congresso para tentar romper o mutismo do ministro Antonio Palocci sobre o crescimento de seu patrimônio, José Serra e Aécio Neves ocupam-se dos preparativos para disputar o poder na convenção nacional do partido, amanhã, em Brasília.
Ambos falaram quando o caso surgiu. Serra para dizer antes mesmo do Palácio do Planalto que Palocci era digno de toda confiança. Aécio para cobrar explicações só faltando pedir desculpas ao avisar que a intenção dos oposicionistas não era causar transtornos ao governo.
De lá para cá, período em que o PT acusou o PSDB de "armar" denúncia contra Palocci, de nenhum dos dois se ouviu palavra.
Quando eram governadores distanciavam-se dos embates dos tucanos no governo argumentando que suas funções eram administrativas e que exigiam boas relações com o governo federal. Vide a posição de ambos quando a bancada oposicionista se articulava para derrubar a renovação da CPMF no Senado.
Agora os dois são candidatos, cada qual à sua maneira, à Presidência em 2014. Aécio imbuído do espírito de líder da oposição, Serra empenhado em "discutir o Brasil".
É de se perguntar aos dois se a resistência de um ministro da Casa Civil em explicar enriquecimento abrupto e o ineditismo de se ter um ex-presidente no comando da articulação política do governo não são assuntos de interesse do Brasil.
Lideranças políticas que se pretendem candidatos podem ignorar questões desse porte?
Caso a ideia de ambos seja ficar longe de embates para evitar desgastes, convém lembrá-los de que uma eleição - como de resto ficou claro nas duas últimas - não se ganha do dia para a noite nem mediante titubeios.
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