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quinta-feira, janeiro 31, 2013
EDUARDO CAMPOS [In:] PLANTANDO NOS CAMPOS DO "SENHOR"
PSB rejeita Renan com o aval de Eduardo Campos
Autor(es): Por Raquel Ulhôa | De Brasília |
Valor Econômico - 31/01/2013 |
A decisão anunciada ontem pelos quatro senadores do PSB de rejeitar a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a presidência do Senado teve aval do presidente nacional do partido, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, considerado potencial pré-candidato à Presidência da República. A posição foi tomada depois que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), outro presidenciável, defendeu que a bancada tucana feche questão contra Renan.
A reunião do PSDB será tomada hoje e, segundo o líder, Álvaro Dias (PR) - um dos primeiros no partido a criticar a candidatura de Renan pelo PMDB -, a tendência é de a bancada apoiar Pedro Taques (PDT-MT), com a confirmação da indicação de Renan pelo PMDB.
A nota do PSB não cita nomes, mas define o perfil do presidente que o partido quer para a Casa: alguém que "esteja associado, perante a opinião pública, a esse ideal de renovação" exigido pela sociedade do Congresso. Assinada pelos quatros senadores do PSB, a nota defende compromisso com a ética e critica a atuação do Senado, definido como "amesquinhado, enfraquecido, submisso até na sua relação com o Poder Executivo".
Até então, a oposição a Renan no PSB só havia sido manifestada pelo senador João Capiberibe (AP), adversário político de Sarney. Ele divulgou carta aberta com críticas à atual gestão e à escolha do líder do PMDB para presidir a Casa após o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ter divulgado longo manifesto com um diagnóstico duro da administração atual, de José Sarney (PMDB-AP), e propostas para mudar a conduta do Senado.
Eduardo Campos, até então, só havia demonstrado preocupação com a sucessão na Câmara dos Deputados, onde o PSB tem candidato próprio, Júlio Delgado (MG).
A atual líder do PSB, Lídice da Mata (BA), e seu sucessor nessa sessão legislativa, Rodrigo Rollemberg (DF), dizem que o partido respeita o direito do PMDB à indicação, por ter a maior bancada, mas criticam, principalmente, o processo de escolha - "clandestino", para Lídice, e "feito no subterrâneo", segundo Rollemberg.
Embora todo mundo saiba que o escolhido é Renan, o PMDB protelou a indicação até hoje, véspera da eleição da Mesa Diretora, e não houve debate de propostas. Mas a crítica mais ouvida no Senado é ao fato de o PMDB ignorar o desgaste que será causado ao Congresso pela eleição de um presidente cercado de polêmica e com o risco de se transformar réu em processo criminal - caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acate denúncia apresentada contra ele pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
A reunião da bancada do PMDB para confirmar a indicação de Renan acontecerá hoje às 17h. Somente ontem à tarde, após muita negociação, os senadores Eunício Oliveira (CE) e Romero Jucá (RR) fizeram acordo, para evitar que o grupo chegasse rachado à decisão de hoje.
Em "nome da unidade" do partido, Jucá cedeu aos apelos de Renan e Sarney, e recuou da intenção de disputar com Eunício a liderança da bancada. Pelo entendimento feito, Eunício será o líder do partido e Jucá, segundo vice-presidente da Casa e vice-líder da bancada.
A solução pensada anteriormente - e aceita por Jucá- para que ele fosse o líder do Bloco da Maioria (PMDB-PP-PV) e Eunício, do PMDB, fracassou por impedimentos regimentais. Os argumentos foram usados por Eunício, que não aceitou o acordo. Atualmente, Renan acumula as duas lideranças.
O embate entre Eunício e Jucá estava criando uma crise interna. Aliados de Eunício diziam que, se não fosse cumprido o acordo para ele ocupar a liderança da bancada e houvesse disputa para a vaga, nada impediria o lançamento de outro pemedebista para concorrer com Renan à indicação para presidir a Casa.
Em nota divulgada após a realização do entendimento, a liderança do partido diz que "mais uma vez, o PMDB demonstra sua unidade interna que tem proporcionado ao Brasil um quadro de estabilidade política fundamental para os avanços sócio-econômicos".
A bancada pemedebista conta com dissidentes, como Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), que hoje fazem sua própria reunião com Taques, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF), entre outros que buscam alternativa a Renan.
Apesar das críticas e das ações políticas de partidos contra a escolha do líder do PMDB para presidir o Senado, a expectativa geral na Casa é de vitória dele amanhã. Até lá, seus oponentes trabalham para, no mínimo, reduzir seu favoritismo.
A eleição é secreta e vence o candidato que tiver maioria simples dos votos (metade mais um dos presentes, com quórum mínimo de 41 votantes). Diferentemente do que acreditava o grupo independente, que busca alternativa a Renan, no Senado não há segundo turno.
Ou seja, a estratégia de lançar dois candidatos independentes na tentativa de agregar votos e levar a disputa para um eventual segundo turno foi descartada. A previsão é que Randolfe abra mão e apenas Taques concorra com Renan, por ter mais apoios.
Pelo menos um senador do PMDB estará ausente na votação. Luiz Henrique (SC), com problemas de saúde, só retorna a Brasília após o Carnaval. Ele foi muito pressionado pelos independentes a disputar contra Renan, mas, sem apoio do Palácio do Planalto, recusou. Houve tentativas também de convencer Waldemir Moka (PMDB-MS), mas ele negou-se a criar uma disputa interna.
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SENADO. RENAN CALHEIROS. (Ele é o "cara")
Apesar das denúncias, Renan deve ter vitória fácil
Renan dá cargos, consolida apoios e deve vencer no Senado com ampla vantagem |
Autor(es): Eugênia Lopes , Débora Bergamasco |
O Estado de S. Paulo - 31/01/2013 |
Mesmo cercado por denúncias, a expectativa é de que Renan Calheiros (PMDB- AL) obtenha entre 55 e 60 votos e seja o sucessor de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado. A eleição ocorre amanhã. As dissidências deverão ficar entre 20 e 25 votos. Prevendo a vitória, Renan já acertou com os partidos o loteamento de cargos na Mesa Diretora da Casa. Sucessão no Congresso. Apesar de denúncias de irregularidades e da biografia manchada pela ameaça de uma cassação em 2007, peemedebista acatou pedidos de partidos para controlar Mesa Diretora e conseguirá retomar comando do Senado sem forte oposição Depois de sacramentar com os partidos o loteamento de cargos na Mesa Diretora do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) entra na disputa amanhã pela presidência da Casa como o franco favorito. Mesmo sob denúncias, a estimativa é que Renan obtenha entre 55 e 60 votos favoráveis à sua candidatura para suceder José Sarney (PMDB-AP), atual presidente do Senado. Para se eleger, é necessário pelo menos 41 votos (maioria simples). As dissidências deverão ficar entre 20 e 25 votos. "Ele (Renan) consegue se eleger tranquilamente, com uma grande folga de votos", afirmou ontem o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) reúnem-se hoje para decidir se manterão as duas candidaturas alternativas ou se lançarão um candidato único. A avaliação é que Taques tem mais chances de conquistar votos do que Randolfe. A estimativa é que Taques obtenha entre 20 e 25 votos, caso saia candidato. Já Randolfe conseguiria apenas arregimentar cerca de dez votos. Os tucanos ficaram irritados com Randolfe, que acusou o PSDB de ter feito acordo para salvar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira em troca de apoio à candidatura de Renan. Liderança. Para consolidar sua vitória na eleição de amanhã, Renan trabalhou nos últimos dias para acabar com o racha em torno da disputa pela liderança do PMDB. O senador Romero Jucá (RR) ameaçou disputar a liderança do partido contra Eunício Oliveira (CE). Essa divisão interna no PMDB foi encarada como um risco à sua candidatura. Afinal, o derrotado poderia se "bandear" para a candidatura alternativa ou até se abster de votar. Eunício será ungido hoje como novo líder do partido no Senado. A fim de pacificar o partido, a estratégia de Renan foi voltar atrás e concordar em dar a 2.ª Vice-Presidência do Senado para Jucá. Esse cargo já havia sido oferecido ao PTB do senador Gim Argeílo (DF), que abriu mão e irá ocupar a 2.a Secretaria do Senado com João Vicente Claudino (PI). O PTB também ganhou a presidência da Comissão de Infraestrutura, que ficará com o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (AL). No loteamento de cargos na Mesa empreendido por Renan coube ao PR ficar com a 3.ª Secretaria. Para o cargo, será indicado João Ribeiro (TO) ou Magno Malta (ES). O ex-governador Blairo Maggi (PR-MT), que já ganhou o troféu "motosserra" por promover desmatamento nas suas plantações de soja, será o novo presidente da Comissão de Meio Ambiente. Prefeitura da Casa. Considerada uma espécie de prefeitura do Senado, responsável por um orçamento de R$ 3,5 bilhões para este ano, a 1.ª Secretaria deverá ficar a cargo do PSDB, provavelmente nas mãos do senador Flexa Ribeiro (PA). O cargo poderá, no entanto, ser disputado por um candidato "alternativo", caso os tucanos decidam fechar questão contra a eleição de Renan. O argumento é que se os tucanos não respeitarem a proporcionalidade para a presidência do Senado também não é preciso respeitar a mesma regra para preencher a 1.ªa Secretaria. Daí a dificuldade do partido de fechar questão contra a candidatura de Renan, mesmo depois de o senador e presidenciável Aécio Neves (MG) ter ido a público pedir a renúncia do peemedebista. Aécio. O tucano defendeu a manutenção do critério da proporcionalidade nos cargos da Mesa Diretora - ou seja, a presidência cabe ao PMDB que, provavelmente, indicará hoje Renan para comandar o Senado pelos próximos dois anos. Com uma bancada de 11 senadores, atrás do PMDB e do PT, os tucanos têm regimentalmente o direito de ocupar a 1.a Secretaria do Senado. Já o PT, segundo maior partido do Senado, ficará com a 1.a Vice-Presidência a cargo do petista Jorge Viana (AC). O PT garantiu apoio integral à eleição de Renan Calheiros para evitar confrontos com o PMDB. ------------------ |
SÍRIA e ISRAEL.
Síria denuncia bombardeio de Israel
Correio Braziliense - 31/01/2013 |
O regime da Síria acusou a aviação israelense de ter bombardeado na manhã de ontem um centro de pesquisas militares próximo à capital, Damasco, cujas atividades se destinam a "elevar os níveis de resistência e autodefesa" do país. De acordo com a agência oficial Sana, que cita o comando-geral do Exército, o ataque deixou dois trabalhadores mortos e ao menos cinco feridos, além de "danos materiais consideráveis". O comunicado desmente informações que circulavam desde o início da tarde sobre um bombardeio israelense, na fronteira sírio-libanesa, contra um comboio que levaria armas supostamente destinadas ao partido xiita libanês Hezbollah, adversário frontal do Estado judeu e aliado ao Irã e ao regime de Damasco.
Porta-vozes do Exército libanês, citados pelas agências de notícias, haviam relatado que aviões militares israelenses foram detectados sobrevoando "intensamente" o território do país desde a noite de terça-feira. A confirmação de um "ataque direto" de Israel contra território sírio representaria um desafio ao regime de Teerã, que já anunciou publicamente a decisão de tratar qualquer ação bélica israelense contra a Síria como um ataque ao próprio Irã.
O episódio não foi comentado por autoridades de defesa em Israel, mas seguiu-se a uma advertência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, recém-reeleito, sobre os riscos representados pela "desintegração" do regime sírio e pelas relações do ditador Bashar Al-Assad com o Hezbollah e com Teerã, além do movimento islâmico palestino Hamas. Netanyahu e outros altos funcionários civis e militares ameaçaram reiteradas vezes interceptar "com os meios necessários" qualquer remessa de armas endereçado ao Hezbollah.
No último domingo, ao falar sobre "importantes ameaças à segurança do país", o primeiro-ministro referiu-se explicitamente ao risco de que "os inimigos" tenham acesso a "armas letais de uma Síria que está se desintegrando". Em particular, Netanyahu mencionou o arsenal químico e baterias de mísseis antiaéreos e antitanques. No ano passado, em uma rara aparição pública, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, enalteceu as "capacidades defensivas" desenvolvidas pelo braço armado do movimento e prometeu retaliar uma ofensiva israelense com ataques às principais cidades do Estado judeu.
Meia-volta, volver
O presidente do Egito, Mohamed Morsy, cancelou a escala que faria em Paris e interrompeu a visita que acabara de iniciar à Europa para retornar prontamente ao país, imerso em crescente crise política. Morsy, ligado à organização islamista Irmandade Muçulmana, encontrou-se em Berlim com a chanceler (chefe de governo) alemã, Angela Merkel. Falando à imprensa, ele descartou a opção por um regime teocrático ou militarista e comprometeu-se com a separação entre religião e Estado. Nos últimos dias, confrontos entre as forças de segurança egípcia se opositores do governo deixaram dezenas de mortos e levaram à decretação do estado de emergência em três cidades.
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PETROBRAS e GASOLINA {In:] PREÇOS PIROTÉCNICOS
Gasolina a R$ 3,04 - Tá caro? Pode aumentar mais...
Reajuste abusivo leva gasolina a R$ 3 no DF |
Autor(es): » SÍLVIO RIBAS » ANA CAROLINA DINARDO |
Correio Braziliense - 31/01/2013 |
Postos ignoram pedido do governo e elevam preço do produto em até 10% (nas refinarias, subiu 6,6%). Ministro considera o combustível "caro", mas não descarta mais reajustes. "Esse é o último da semana", disse.
Postos enfrentam o governo e repassam integralmente à clientela o aumento imposto às refinarias. Há casos de elevação de até 10%
Os donos de postos de combustíveis não se intimidaram e reajustaram ontem em até 10% os preços das gasolina e do diesel, apesar de o governo garantir que o aumento nas bombas poderia ser de, no máximo, 4,4%. A remarcação foi disseminada por todo o país, independentemente de a maioria dos estabelecimento ter estoques adquiridos com as distribuidoras antes do anúncio da elevação, nas refinarias, de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel. No Distrito Federal, em boa parte dos postos, o repasse aos consumidores foi integral, mesmo a gasolina tendo 20% de álcool, que não teve correção. Com isso, o litro passou dos R$ 3, causando indignação em quem precisou encher o tanque.
"É um absurdo o que os donos de postos estão fazendo. Eles têm estoques comprados a preços mais baixos, mas já mudaram as tabelas porque só pensam em aumentar as margens de lucro", disse o militar Marcus Alves de Carvalho, 45 anos. No seu entender, o governo deveria agir com rigor para proteger os consumidores dos abusos cometidos pelos revendedores, uma vez que os combustíveis são essenciais no dia a dia das pessoas. O pior, segundo ele, é saber que não dá nem para trocar a gasolina pelo álcool, pois esse produto também está caro. O álcool só compensa se o valor nas bombas corresponder a, no máximo, 70% do gasolina. Atualmente, em pouquíssimas regiões do país isso acontece.
O reajuste dos combustíveis só não pesará mais no orçamento das famílias porque o governo antecipou a redução da conta de luz e o Banco Central está derrubando as cotações do dólar para baratear os produtos importados. Além disso, foram adiados os reajustes das passagens de ônibus e de metrô em São Paulo e no Rio de Janeiro. De qualquer forma, o impacto na inflação em fevereiro será de pelo menos 0,2 ponto percentual. "Estou desanimado. O governo dá com uma mão e tira com a outra", afirmou o comerciante Celso de Oliveira, 32 anos, referindo à energia mais barata e ao aumento da gasolina e do diesel. "No fim das contas, vamos gastar mais", destacou.
Que o diga o empresário Amarilson Cardoso, 44. Segundo ele, os gastos mensais para bancar a família são tão elevados que chega a desanimar. Sobre o reajuste dos combustíveis, ele é taxativo: "Abasteço a cada três dias. Gasto, no mínimo, R$ 60 por vez. Isso dá mais de R$ 600 por mês. Pode parecer pouco, mas o aumento do litro da gasolina de R$ 2,85 para R$ 3,04 vai pesar", lamentou. Alexandre Menezes, gerente do Posto Sorriso, em Águas Claras, disse que não há muito o que fazer. "Todas as bombas tiveram os preços modificados assim que recebi a ordem do dono", informou. E se novos aumentos vierem, os consumidores não terão a quem reclamar.
FiscalizaçãoDiante das informações de aumentos abusivos nos combustíveis, de até 10% em São Paulo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) fiscalizará os postos. "Embora o mercado seja livre, não aceitaremos nada que exceda o razoável", disse. Em nota, José Carlos Ulhôa Fonseca, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), informou que a entidade não se posiciona sobre os valores cobrados pelo varejo. "O preço final será determinado pelo reajuste a ser repassado aos postos, com a entrega de novos estoques pelas distribuidoras."
Segundo Telma Rodrigues, gerente de um posto da rede BR Petrobras, no Riacho Fundo, a ordem para o repasse integral do aumento da gasolina aos consumidores foi definida na noite de terça-feira, logo depois de o governo anunciar o reajuste nas refinarias. "Assim que cheguei ontem, soube que os preços mudariam", assinalou. Ela não soube explicar, porém, o motivo pelo qual a correção foi de 6,6% e não de 4,4%, como previa o Ministério da Fazenda. "Apenas recebi ordens para alterar os preços", disse.
Na avaliação do economista Heron do Carmo, professor da Universidade de São Paulo (USP), o aumento dos combustíveis era mais do que esperado. "Apesar de atrasado, o reajuste é positivo, pois resolve uma distorção antiga de preços, com efeitos benéficos não apenas para a Petrobras, mas também para as finanças das unidades da Federação", comentou. Para ele, os consumidores devem se acostumar, pois o petróleo está muito caro lá fora. "Não há como a Petrobras ficar acumulando prejuízos ao subsidiar os preços no país, pois precisa fazer investimentos para ampliar a produção e garantir a oferta de combustíveis", disse. Pelas contas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desde 2006, a gasolina subiu apenas 6% nas bombas, já que o governo reduziu impostos em todas as vezes em que houve reajuste nas refinarias.
Para o corretor de imóveis Paulo Vargas, 28, não há como fugir dos preços altos da gasolina. Ele afirmou que, antes da remarcação, gastava R$ 150 por semana para abastecer o carro. "Vou ter que fazer as contas e ajustar meu orçamento. Tenho que trabalhar de carro. Não tem jeito", ressaltou. A servidora Elizabete Borges, 51, já tem, na ponta do lápis, quanto desembolsará a mais. "Em vez de R$ 180, agora gastarei R$ 200 por semana", disse "Está caro demais. E não temos para onde correr, pois todos os postos de Brasília têm o mesmo preço, é um cartel. Aí fica complicado", emendou.
O aposentado Edmilson Alves dos Santos, 67, admitiu que levou um susto ao conferir as bombas do posto no qual abastece. "Quando olhei os preços, fiquei abismado. Achei caríssimo. Mas acabei abastecendo o carro porque precisava ir ao médico", afirmou. "Ainda bem que não saio muito. Gasto R$ 100 por semana com gasolina. De qualquer forma, acho um absurdo", destacou.
Ações caem 5%
Os investidores na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) reagiram mal ao anúncio do aumento dos combustíveis nas refinarias, pois esperavam mais, de 7% a 10%. As ações da Petrobras despencaram quase 5% no pregão de ontem. Para Emerson Leite, analista do Credit Suisse, o reajuste da gasolina (6,6%) e do diesel (5,4%) não aponta uma direção clara para o caixa da estatal. “Aumentos individuais não mudam a avaliação de cautela, porque não resolvem a disparidade. A política de preço continua fora dos parâmetros de mercado”, observou. Longe da recuperação A correção dos preços dos combustíveis nas refinarias deve engordar o caixa da Petrobras entre R$ 6,9 bilhões e R$ 7,8 bilhões ao longo deste ano. Mas tal reforço não será suficiente para reverter as perdas acumuladas por causa da defasagem dos valores em relação ao mercado internacional. Em 2012, os prejuízos foram R$ 25,1 bilhões, quantia considerada irrecuperável. “A decisão do reajuste parece ter partido do princípio de que é melhor pouco do que nada”, frisou a analista da Concórdia Corretora, Karina Freitas. |
BRASIL. CARNES e AGRONEGÓCIOS
Preços de frango e suíno batem recorde em janeiro
Autor(es): Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo |
Valor Econômico - 31/01/2013 |
Ainda afetados pela severa estiagem que atingiu as lavouras de grãos dos Estados Unidos, os preços médios das carnes de frango e suína atingiram níveis recordes para um mês de janeiro.
Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o preço médio do frango inteiro congelado em São Paulo nos primeiros 28 dias do mês foi de R$ 3,94 o quilo, salto de 35,8% sobre janeiro do ano passado. Já a carcaça comum do suíno foi cotada, em média, a R$ 5,59 por quilo, alta de 32,7%.
Esses produtos ficaram mais caros mesmo na comparação com dezembro, mês de pico no consumo de carnes por conta das festas de fim de ano. No caso do frango inteiro congelado, o avanço foi de 1,5%, enquanto o preço médio da carcaça suína subiu 0,7%.
Ainda sem consenso sobre a direção dos preços de frango e suíno ao longo deste ano, analistas projetam um alívio moderado pelo menos nos primeiros três meses do ano. "O cenário de custos mais acomodados deve estimular a indústria de frango e suíno. De toda forma, o que podemos dizer categoricamente é que o primeiro trimestre está garantido", afirma César Castro Alves, analista da consultoria MB Agro. A avaliação é compartilhada por Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores. "Passamos por um período de declínio relativo dos preços dos grãos, o que deve levar a uma queda gradual dos preços das carnes". A RC Consultores estima que o preço médio do frango abatido destinado ao mercado doméstico cairá 10,8% ao longo de 2013, para R$ 3,90 o quilo.
Mas a projeções de queda não encontram total ressonância. Mesmo com uma aposta baixista, Alves se diz bastante receoso com a safra 2013/14 de grãos nos EUA, que começa a ser plantada em abril. "Não existe espaço para qualquer quebra. Além disso, o clima está muito esquisito e os meteorologistas não são enfáticos sobre o que vai acontecer", pondera o analista, que ainda trabalha com a hipótese de acomodação dos preços de milho e soja em seu cenário base.
Na opinião do economista Fábio Romão, da consultoria LCA, uma eventual redução nos preços dos grãos não será suficiente para evitar uma nova alta das carnes de frango e suíno e seus derivados. "Acho difícil reeditar um movimento como o do ano passado, mas vai ter uma alta acima da inflação", prevê ele.
Em 2012, o frango inteiro subiu 16,9% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para este ano, a LCA projeta uma alta de 7,5% para frango inteiro, 9,9% para o frango em pedaços e de 5,5% para a carne suína. A previsão está ancorada na valorização esperada para a carne bovina, concorrente direta dos produtos à base de frango e, em menor medida, de suínos. "Não são substitutos perfeitos, mas há uma relação importante com a carne bovina", afirma Romão, para quem o preço da carne bovina deve subir, em média, 6%.
Guilherme Melo, analista do Rabobank, faz análise semelhante. Segundo ele, as cotações elevadas de frango e suíno neste início de ano abrem espaço para aumentos de preço na carne bovina, especialmente se a forte demanda externa pela carne brasileira se confirmar ao longo do ano. "A oferta mundial está curta, com queda de produção nos EUA e na União Europeia", diz Melo. Nas primeiras três semanas deste mês, a média diária das exportações brasileiras de carne bovina foi 45,7% superior à verificada no mesmo intervalo de 2012.
Na contramão dessa avaliação, Castro Alves, da MB Agro, relativiza uma possível alta da carne bovina. Ele diz que o aumento das exportações não será capaz de anular a maior disponibilidade de gado no país, "a não ser que o Japão aumente muito as compras de carne bovina dos EUA e obrigue a Rússia a importar mais do Brasil". Caso contrário, diz, qualquer aumento de preços de frango e suíno seria limitado pela carne bovina.
Em meio a tantas incertezas, os analistas seguem atentos à influência que o setor terá para a inflação em 2013. Pela metodologia do IBGE, as carnes in natura (bovinas, de frango e suínas) têm um peso de 2,51% no IPCA.
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BRASIL. INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

Box 1 – O sucesso da indústria de transformação na Suécia A Suécia é um dos poucos casos de nações desenvolvidas em que a indústria da transformação manteve sua parcela no produto nos últimos 25 anos, com aumento da produtividade superior ao dos países avançados. O foco se voltou para setores de auto crescimento, como equipamentos de comunicação, veículos automotores e químicos. Mas todos os setores em geral cresceram muito, o que é atribuído às reformas após a crise dos anos noventa. Tais reformas incluíram a desvalorização da moeda e estabelecimento de padrões salariais nos setores de exportação, além da adesão à União Europeia em 1995 – o que contribuiu para a internacionalização de suas multinacionais. Logo, em 2007 apenas 10 empresas transnacionais contribuíam com 20% do valor adicionado total e 35% do crescimento da indústria de transformação sueca. Além disso, houve um movimento de ascensão na cadeia de valor rumo a setores de alta tecnologia, com investimentos em pessoal, por exemplo, bem superior aos outros países da União Europeia. |

Box 2 – Metodologia de segmentação da indústria de transformação A classificação levou em conta seis aspectos que influenciam os custos, a inovação e a comercialização dos bens de cada indústria. No que tange o critério de custos, considerou-se a intensidade em capital, trabalho e energia. Para inovação, adotou-se a variável gastos em P&D sobre o valor adicionado. E para comercialização, usou-se um parâmetro para intensidade de comércio (medido por exportações sobre o produto industrial) e o valor sobre o volume exportado. A principal base de dados foi uma amostra de 75 países disponível no IHS Global Insight, e também dados internos da McKinsey, da OECD e do governo dos EUA. ![]() |


Box 3 – A perda do emprego na indústria de transformação dos EUA A McKinsey decompôs a queda do emprego na indústria de transformação norte-americana, demonstrando a contribuição de cada uma das forças abaixo para as perdas de quase 6 milhões de postos entre 2000 e 2010: - mudanças na demanda doméstica (6%) - mudanças na posição comercial líquida (20%) - diferenças de crescimento de produtividade (70%) - outros (4%). Examinando por setor, especificamente na questão da posição comercial, as maiores quedas do emprego na indústria dos EUA foram em eletro-eletrônicos e têxteis e vestuário. De acordo com os cálculos apresentados no relatório, se o déficit na conta corrente fosse eliminado, as perdas no emprego industrial seriam recuperadas. |

Box 4 – Método para aumentar a agilidade da empresa A McKinsey propões uma metodologia de quatro passos para conferir maior agilidade aos processos produtivos e de decisão: preempção (escolha de procedimentos que evitam descontinuidades operacionais), detecção (de problemas e oportunidades), fortalecer reação (criando claros direitos e procedimentos decisórios e de intervenção), capturar oportunidades (habilidade de efetivamente usar a volatilidade para ganhar vantagens competitivas). |
Em termos práticos, o relatório propõe um modelo de elaboração de políticas públicas que conta com os seguintes estágios:
i) Realizar o benchmark da posição competitiva no contexto das novas tendências: é preciso entender o ponto de partida do país, os custos de fatores, as novas demandas dos mercados; apoiar inovação – com suporte à pesquisa, criação e difusão; administrar os riscos e colaborar com o setor privado de maneira ágil.
ii) Estabelecer objetivos e alinhamentos: em termos econômicos, tecnológicos, sociais. É preciso ser realista e envolver todos os agentes relacionados a cada objetivo.
iii) Escolher a política certa para a tarefa: há quatro categorias de políticas, com diferentes graus de intervenção. A primeira é a imposição de regras e direcionamentos, a segunda é a construção de viabilizadores dos objetivos, a terceira é a coordenação de intervenções localizadas e a quarta é ser o principal agente.
Nesse sentido, o quadro abaixo apresenta exemplos dessas quatro categorias de políticas em diversos países, por segmento industrial.

iv) Monitorar o progresso das políticas e corrigir desvios.