A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, setembro 26, 2013
ELEIÇÕES 2014: A CARA DO BRASIL
Brasil
Cazuza
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...(2x)
Brasil!!
QUAL O TEU NEGÓCIO?/O NOME DO TEU SÓCIO? (5)
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![]() | 26/09/2013 |
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QUAL O TEU NEGÓCIO?/O NOME DO TEU SÓCIO? (4)
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![]() | 26/09/2013 |
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QUAL O TEU NEGÓCIO?/O NOME DO TEU SÓCIO? (3)
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![]() | 26/09/2013 |
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QUAL O TEU NEGÓCIO?/O NOME DO TEU SÓCIO? (2)
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''QUAL O TEU NEGÓCIO?/O NOME DO TEU SÓCIO?..." (Cazuza)
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![]() | 26/09/2013 |
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Novos partidos buscam deputados de aluguel
Recém-criados, o Solidariedade e o Pros oferecem de tudo para atrair parlamentares: do comando da legenda nos estados à liberdade de fazer alianças nas eleições. Objetivo é rechear os cofres da sigla, com dinheiro público do fundo partidário
Negócio partidário
Oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de terça-feira, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e o Solidariedade iniciaram ontem a corrida para filiar parlamentares e encher os cofres das novas legendas com o Fundo Partidário, financiado com recursos públicos. Para atrair políticos, oferecem acesso ao tempo de televisão, ao próprio fundo e, no caso dos deputados federais, o comando do partido nos Estados. O Solidariedade já conta com 23 deputados (leia mais na página 3). O Pros, cujo comando é dividido entre o proprietário de campo de futebol de grama sintética e de uma van para transportes urbanas (Eurípedes Júnior) e um construtor que se diz falido (Henrique José Pinto), espera chegar aos 30 deputados em breve. "São políticos que estão insatisfeitos com a alta carga tributária do país", disse o presidente da legenda, Eurípedes Júnior.
O mesmo Eurípedes que garante uma cruzada contra os impostos abusivos e promete salário mínimo de US$ 1 mil e gasolina a R$ 1, declarou à Justiça Eleitoral não ter bens durante as campanhas de vereador pelo PSL em Planaltina de Goiás, em 2008, e de deputado estadual pelo PRP, em 2010. O político aparece relacionado a duas empresas de transporte rodoviário: a Rebeca Tur, coletivo de passageiros, com itinerário fixo e municipal, e a que leva o sobrenome Júnior, com itinerário fixo e interestadual. Ao Correio, Júnior afirmou que não declarou os bens porque tinha apenas uma van, autônoma, e que isso não seria necessário, de acordo com a lei. "Eu também me desfiz do campo", completou.
Já o presidente de honra do partido, Henrique José Pinto, foi candidato a vereador em Planaltina de Goiás no ano passado pelo PSC, mas não conseguiu se eleger. Ele é dono da construtora HPE, que responde a mais de 20 processos judiciais no Tribunal de Justiça do Distrito Federal por atrasar obras. "Faltou dinheiro para concluir as obras e eu acabei vendendo os projetos para outra construtora, o ativo e o passivo. Continuo com a empresa, mas ela está inativa há mais de quatro anos", disse Henrique (veja perfil).
O Pros começa com planos ousados. Além de buscar a filiação de 30 deputados, tem negociado com parlamentares e políticos de destaque. No Ceará, por exemplo, é dada quase como certa a filiação do governador Cid Gomes e do secretário estadual de Saúde, Ciro Gomes. "Nós tivemos uma boa conversa na semana passada. Ontem (terça-feira), o governador reuniu o grupo político dele. Na sexta-feira, devemos ter uma nova conversa", completou o presidente do partido
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"Estímulo"
Os irmãos Gomes têm negociado com Eurípedes há um bom tempo. Sem clima no PSB após a decisão do partido de apoiar a candidatura de Eduardo Campos (governador de Pernambuco) à Presidência da República no ano que vem, Cid e Ciro têm estimulado, inclusive, deputados e vereadores a mudarem para o novo partido.
Eurípedes explicou que o Pros já tem os 10 diretórios formais exigidos pelo TSE: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Alagoas, Amazonas, São Paulo, Tocantins e Amapá. Aos deputados federais que concordarem filiar-se à nova legenda, Eurípedes oferece o controle do partido no estado, o que, em tese, dá carta branca para o parlamentar negociar acordos políticos com governadores e deputados estaduais nas eleições de 2014.
Estão nesta situação pelo menos 10 estados. Em Minas Gerais, por exemplo, a legenda será presidida pelo deputado Ademir Camilo, hoje no PSD. Camilo é suspeito de intermediar acordos entre os prefeitos mineiros e o Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC). Procurado, ele não retornou as ligações. Na Paraíba, a legenda será presidida pelo deputado Major Fábio, que deixou o DEM e quer se candidatar ao governo estadual. "Posso garantir que o comando do novo partido é formado por pessoas de bem e muito simples", disse Fábio.
Em Goiás, o Pros recebeu a ajuda do novo filiado do PMDB, José Batista Júnior, o Júnior da Friboi. Alguns políticos afirmam que o empresário ajudou financeiramente na construção do partido. Eurípedes nega. "O Júnior é meu irmão e me ajudou muito na coleta de assinaturas, na conversa com deputados e vereadores. Mas garanto que ele não colocou um centavo nesse projeto", assegurou o presidente do partido.
O presidente de honra do partido, Henrique José Pinto, conta que o momento é de "correria para migrar o pessoal com mandato". Uma reunião do novo partido foi marcada na manhã de ontem, na casa do deputado federal Salvador Zimbaldi (PDT-SP), que deverá ser o presidente da legenda em São Paulo, para traçar as estratégias de filiação.
Eurípedes lutou quase cinco anos pela criação do partido — "essa é a nossa diferença para outras legendas que começaram a se movimentar há seis, sete meses" —, tendo sido auxiliado "desde o primeiro dia" pelo vereador Deusimar Alves (PSDC). Apesar disso, Deusimar se disse "fiel ao atual partido e garante que não mudará de legenda". Mas defende a criação da sigla. ![]() adicionada no sistema em: 26/09/2013 04:36## ################
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quarta-feira, setembro 25, 2013
''DURA LEX'', CEDE ''LEX'' (Dura lex, sed lex)
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A lei é para todos, mas a impunidade, para poucos
JOSÉ NEUMANNE
Na teoria, os seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram pela aceitação dos embargos infringentes dos condenados do mensalão que tiveram quatro votos contra a sentença majoritária se inspiraram na mais nobre das intenções, a de garantir plena defesa a réus julgados não em última, mas em única instância.
Os ex- dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) e no primeiro governo federal deste José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, entre outros, foram beneficiados por um princípio jurídico cuja definição - "garantismo" - não consta do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
Mas tem sido tão usado em discursos no mais alto tribunal que pode até ter entrado no pequeno universo vocabular da grande massa da população. No "juridiquês", o termo pomposo significa direito à defesa total. No popular, empurrão com a barriga ou impunidade.
A reportagem de Valmir Hupsel Filho e Fausto Macedo na edição de domingo (22 de setembro) deste jornal não deixa dúvida quanto a isso.
Pelas contas dos repórteres, "chance de novo julgamento no STF pode adiar sentença de mais 306 ações penais". Ou seja, a oportunidade dada por seis em 11 ministros supremos aos petralhas-em-chefe, num processo que dura mais de sete anos para julgar delitos de que são acusados há mais de oito, esticará a delonga notória de que gozam réus em 306 ações penais e 533 inquéritos criminais, alguns dos quais se tomarão ações desde que as denúncias sejam aceitas pela Corte.
Entre estes há ex-inimigos do PT convertidos à grei dos comensais do poder socialista. De acordo com o levantamento dos dois repórteres, o deputado federal Paulo Maluf (PP- SP), que de acusado de "filhote da ditadura" passou a aliado fiel na campanha vitoriosa de Fernando Haddad à Prefeitura paulistana, responde a duas ações por crimes contra o sistema financeiro nacional. Numa delas, a 461, de 2007, também é acusado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Caso similar é o de Fernando Collor de Mello, a quem a bancada petista negou até o direito de renunciar para lhe impor a humilhação do impeachment, interrompendo mandato que ganhou nas umas contra o principal líder dela, Luiz Inácio Lula da Silva. De volta à política como senador de Alagoas pelo PTB, depois de absolvido por inépcia da denúncia que o defenestrou do cargo máximo do Poder Executivo, pertence à base de apoio, na qual tem prestado relevantes serviços ao governo do PT, PMDB e outros aliados. Ele é réu em duas ações desde 2007: numa é í acusado por cinco crimes, entre os quais corrupção passiva e ativa, e em outra, por delitos contra a ordem tributária.
Acesso a Supremo como instância única é, na prática, o melhor meio de ter defesa ilimitada
Outro beneficiário da decisão da maioria do plenário do STF é o maior partido da oposição ao governo a que Maluf e Collor dão apoio parlamentar - o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Desde 2009 o deputado federal Eduardo Azeredo (MG) responde à Ação Penal 536 pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores. O caso é conhecido como "mensalão mineiro" e inspira o mantra com que os petistas cobram tratamento igualitário da Justiça.
Pois é exatamente de tratamento desigual que se trata. Dirceu, Genoino, João Paulo, Maluf, Collor e Azeredo, entre tantos outros, gozam de dois privilégios negados aos lambões de caçarola das periferias metropolitanas e aos mutuários do Bolsa Família nos sertões.
O primeiro é o acesso à última instância do Judiciário, reservada para quem possa pagar - ou quem tenha amigos dispostos afazê-lo - os advogados mais caros. Outro, ainda mais incomum, é o da instância única. Mandatários do governo e da oposição são poupados dos contratempos dos julgamentos em baixas instâncias da Justiça pelo chamado "foro privilegiado" e respondem direto à Corte máxima do Judiciário.
Não foi, então, por coincidência que a sexta e decisiva adesão ao recebimento dos embargos - e é bom que se diga que há fundamento jurídico para qualquer decisão que ele tomasse - tenha sido feita pelo decano Celso de Mello, autor do mais candente voto contra a compra de apoio político no julgamento propriamente dito. O infecto sistema prisional brasileiro, de que reclama o ministro petista da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, o causídico casuísta, é um inferno onde só entram os velhos três pês de sempre: pobres, pretos e prostitutas.
Clientes de clubes, alfaiates e restaurantes frequentados por maiorais do Poder republicano que julga são poupados de dissabores como o cumprimento de pena em insalubre prisão fechada.
Sem ser injusto com o decano - cinco pares votaram com ele -, mas apenas para aproveitar a oportunosa ensancha da citação com que abriu seu voto de desempate (e não de Minerva, pois a deusa romana, coitada, nada tem que ver com isso), o patrono dos majoritários na decisão foi trazido a lume por ele.
Poderia ter sido o udenista (condição política execrada pelos réus beneficiários) Adaucto Lúcio Cardoso, que preferiu abdicar da toga a submeter-se à arbitrariedade da ditadura militar que chegou a apoiar. Mas foi José Linhares, o presidente do Supremo que passou à História por ter sido alçado à chefia do Executivo pelos militares nos 93 dias entre a queda do Estado Novo e a posse do primeiro presidente que governou sob a Constituição de 1946. E que ganhou a jocosa alcunha de Zé Milhares, dada pelo populacho que não tem acesso ao Supremo por causa da profícua nomeação de parentes, pela qual sua curta e medíocre gestão se tomou notória.
Parece lógico ter-se o voto decisivo pela aceitação dos embargos inspirado no juiz que simboliza o nepotismo nesta República em que nomear parentes para o serviço público é uma das piores pragas. Não tem esse vício DNA idêntico ao da impunidade de poucos no império da lei para todos?
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JORNALISTA, POETA E ESCRITOR
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''QUAL O TEU NEGÓCIO/ O NOME DO TEU SÓCIO?'' (Cazuza)
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Contexto: Um longo histórico de desvios
Há mais de uma década, denúncias atingem dirigentes do órgão
Criada em 1990, fruto da fusão da Companhia de Financiamento da Produção (CFP), da Companhia Brasileira de Abastecimento (Cobal) e da Companhia Brasileira de Armazenamento (Cibrazem), a Conab acumula um histórico de denúncias de fraudes e desvios em diferentes ocasiões.
Há mais de uma década, em 2001, o então presidente do órgão, Antônio Carlos da Silveira Pinheiro, perdeu o cargo após a revelação de irregularidades na compra de 1,5 milhão de cestas básicas para flagelados da seca no Nordeste.
Dez anos mais tarde, em 2011, um novo escândalo emergiu após o então diretor financeiro da Conab, Jucá Neto, ser demitido pelo ministro da Agricultura à época, Wagner Rossi. Em entrevista à revista "Veja" Jucá Neto saiu disparando e afirmou que a corrupção estava disseminada, tanto no órgão quanto no próprio Ministério da Agricultura.
Jucazinho, como e conhecido o irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi demitido depois de autorizar — sem permissão e com verba que não poderia ser usada para esse fim — um pagamento para uma suposta empresa de fachada. Ele autorizou o pagamento de R$ 8 milhões de programas de apoio a agricultores para a conta geral da Conab e, em seguida, depositou o dinheiro na conta de uma empresa.
Na ocasião, Rossi — que também acabou demitido após os escândalos na pasta — chegou a anunciar uma faxina na Conab, começando pela área jurídica, por determinação da presidente Dilma Rousseff. Na mesma época, outra reportagem apontou o suposto envolvimento de Rossi em fraude eleitoral na Paraíba. Segundo a denúncia, oito mil toneladas de feijão, doadas à prefeitura de João Pessoa em 2007, foram guardadas para serem distribuídas em 2008, ano eleitoral, para favorecer candidatos ligados a ele. Quando o I esquema foi descoberto, os alimentos teriam sido jogados no lixo.
NOMEAÇÕES CONTROVERSAS
Em março de 2010, O GLOBO revelou que, quando presidiu a Conab, Wagner Rossi nomeou até presidentes de clubes de futebol do interior de São Paulo — Ary José Kara (Taubaté) e Virgilio Dalla Pria (Rio Preto) — como seus assessores. Eles não iam a Brasília. Um dentista de Ribeirão Preto também ocupou cargo na gestão de Rossi.
Quatro meses após o escândalo que resultou na queda de Rossi, a Controladoria Geral da União (CGU) apresentou auditorias que comprovavam denúncias relacionadas à pasta e apontou que a Conab pagou R$ 16 milhões a uma rede de empresas mantidas em nome de "laranjas" que beneficiou, em leilão, até um produtor rural já morto;
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Em fevereiro do ano passado, a Conab viu seu presidente, Evangevaldo Moreira dos Santos, pedir demissão depois de denúncias de suposto envolvimento em esquema de corrupção em Goiás. Em novembro, a Polícia Federal e a CGU investigaram pessoas ligadas a associações de produtores rurais, por suspeita de fraude no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar.
![]() adicionada no sistema em: 25/09/2013 01:29 |
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? (Titãs)
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Nem o Fome Zero escapa das quadrilhas no Brasil
Operação no DF e em três estados prende 11 suspeitos de desviar dinheiro do programa de combate à miséria no país. Em Brasília, PF ouviu dirigente da Conab.
Além da Previdência e da Fazenda, empresas do esquema que roubou dinheiro de fundos de pensão tinham ligações nos ministérios da Defesa e da Agricultura.
Megablitz em três cidades goianas reúne 200 agentes, 90 carros da polícia, helicópteros e põe na cadeia 20 integrantes de bando que assaltava ônibus no Entorno.
Quadrilha atuava em mais dois ministérios
Duas empresas usadas pela organização criminosa apontada pela Polícia Federal (PF) como suspeita de ter lavado dinheiro e desviado cerca de R$ 300 milhões de entidades previdenciárias públicas receberam recursos do governo federal.
A TNG Peças e Serviços Mecânicos e a ABM Informática foram contempladas com R$ 831 mil pelo Ministério da Defesa, via Comando do Exército. Outra quantia, R$ 990,85, ainda foi paga pelo Ministério da Agricultura à companhia de informática, que teria prestado serviços de recuperação de peças em nove monitores. Procurados no fim da tarde de ontem pela reportagem, os órgãos não conseguiram responder, em tempo hábil, se os serviços foram realmente executados e se as contas estavam corretas.
De acordo com a Operação Miquéias da PF, a empresa de peças mecânicas apresentou movimentação incompatível com o faturamento anual declarado de R$ 232 mil. Nos autos, a corporação explicou que os recursos são provenientes de serviços de mecânica e de revisão para as Forças Armadas.
Porém, os agentes afirmam que "a informação não condiz com a movimentação, visto que é em espécie". Além disso, a entidade apresenta "grande quantidade de cheques devolvidos". No total, a TNG, que resistiu em prestar esclarecimentos bancários às autoridades, girou quase R$ 1,9 milhão entre abril e julho de 2010.
Já a ABM Informática apresenta movimentação de recursos incompatível com o patrimônio. Segundo o inquérito policial, ela teria repassado R$ 323,1 mil a outras entidades, que faziam parte do esquema. As investigações da PF, com base em documentos do Banco Central, mostram que as contas da empresa "não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade".
"Amigo"
Em decorrências das apurações, mais um servidor público perdeu o cargo. Ontem, o assessor Rogério Arcanjo, apontado pela PF como contato do esquema fraudulento, foi afastado pelo deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF). O parlamentar disse que tomou conhecimento do caso pela imprensa. "Tão logo fui informado, chamei o servidor para dar explicações, e garantiu não ter envolvimento com o caso (...). Mesmo assim, decidi exonerá-lo, recomendando-o que se coloque à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos possíveis", afirmou, em nota, Fonseca.
A apuração da PF revela ainda que o ex-deputado federal Benedito de Carvalho Sá, mais conhecido como B.Sá, é citado pelos integrantes da quadrilha, em interceptações telefônicas, como facilitador de contatos, principalmente no Piauí, estado de origem dele. Ex-prefeito de Oeiras, hoje, ele ocupa um cargo no escritório de representação do governo daquele estado no Distrito Federal.
Gravações, por exemplo, mostram uma conversa entre Alline Teixeira Olivier, advogada e empresária apontada como lobista do grupo, e Luciane Lauzimar Hoepers, uma das aliciadoras de prefeitos, conversando de suposto dinheiro para B. Sá. Ao Correio, ele negou envolvimento no esquema, apesar de se considerar "amigo" do procurador da Fazenda Nacional Manoel Brandão, apontado como lobista do esquema. "Não tenho nada a ver com isso. Não conheço essas senhoras que citam o meu nome e nunca tive contato. Fui surpreendido sobre como essa coisa chegou até mim", afirmou.
Em depoimento à PF, Luciane admitiu que oferecia propina a prefeitos para que aceitassem investir dinheiro em fundos e pensão de servidores municipais em títulos de alto risco. Pelo menos 20 pessoas foram presas na Operação Miquéias, desbaratada na última quinta-feira em oito estados e no Distrito Federal. Entre elas, o doleiro Fayed Antoine Traboulsi e o ex-policial civil Marcelo Toledo Watson, considerados pela PF chefes do grupo (veja quadro). A dupla é acusada de ter influência em várias esferas do poder. Com eles, a polícia apreendeu vários veículos de luxo, entre Ferrari, Lamborghini e iate.
O advogado de Toledo, Raul Livino, disse que ainda estuda o processo para decidir se vai pedir o habeas corpus em favor do cliente. A reportagem não conseguiu contato com o defensor de Fayed, Celso Braga Lemos.
[FOTO1]
Contador se apresenta à PF
Na tarde da última segunda-feira, o contador Luiz Romildo de Melo se entregou à PF. Ele aparece como contador de diversas empresas de fachada ligadas a Carlos Marzola, cujas contas bancárias seriam usadas na lavagem de dinheiro da quadrilha. As empresas de Luiz declararam como sede o mesmo endereço onde funciona o escritório de contabilidade dele. O suspeito também foi alvo da Operação Infiltrados, da PF. Na época, foi apreendido um caderno, no qual constavam a contabilidade de Fayed Traboulsi e mencionava outros investigados com a movimentação financeira da organização criminosa. Nele, teriam ainda várias anotações sobre as cédulas de lavagem de dinheiro gerenciadas por Fayed. Após prestar depoimento, Luiz acabou liberado.
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terça-feira, setembro 24, 2013
QUEM NÃO ESTÁ CONOSCO ESTÁ CONTRA ''NOSCO'' (Isso é messiânico...)
Nota da direção do PT foi lida pelo PSB como ultimato
