PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, outubro 28, 2010

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

28 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Eleições 2010: STF confirma a Lei da Ficha Limpa e veta Jader Barbalho
Em nova sessão marcada por bate-bocas de ministros, Supremo mostra sua divisão

O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, com base na Lei da Ficha Limpa, que o deputado Jader Barbalho (PMDB), eleito senador pelo Pará com 1,8 milhão de votos, não será diplomado nem assumirá a vaga. A decisão vale para todos os candidatos que renunciaram a cargos anteriores para evitar cassações - inclusive o outro senador eleito pelo Pará; Paulo Rocha (PT). O efeito sobre casos que não são de renúncia depende de novos julgamentos. Foram necessárias três votações. O resultado mostrou a divisão entre os ministros, numa sessão marcada por bate-bocas.

No Rio, Cristiano Girão, preso por ligação com milícias, transformou-se ontem no primeiro vereador cassado na história da atual Câmara. (Págs. 1, 3 a 9 e 23)

Quem faltou ao 1º turno poderá votar no 2º. (Págs. 1 e 18)

Datafolha: indecisos vão de 6% para 8%

Em cinco dias, o número de eleitores indecisos oscilou de 6% para 8%, segundo dados do Datafolha. Entre as mulheres, eles somam 10%; entre os homens, 5%. Pela pesquisa, Dilma tem 49% das intenções totais de voto, contra 38% de José Serra. A petista virou no Sudeste e tem agora 44% na região, contra 40% de Serra. (Págs. 1 e 13)

O silêncio dos sociólogos

O silêncio sobre a campanha marca a Anpocs, o encontro de cientistas sociais em Caxambu (MG). Alguns atribuem o comportamento à radicalização da eleição. "Há dominância do PT na academia", diz Luiz Werneck Vianna. (Págs. 1, 16 e Demetrio Magnoli)

Escritora Ruth Rocha também não assinou manifesto pró-Dilma. (Págs. 1 e 17)

Lula, volta a ironizar Serra e sugere que candidatos usem capacete. (Págs. 1 e 13)

E agora, Argentina?

Morte súbita do ex-presidente Nestor Kirchner confunde cenário político do país

A morte do ex-presidente Nestor Kirchner embaralhou o jogo político na Argentina. Ele já estava em campanha por um terceiro mandato K, como o casal Kirchner é conhecido. Agora, o governo de Cristina Kirchner e a oposição terão de buscar nova estratégia. Aos 60 anos, e considerado todo-poderoso do governo, o ex-presidente, que tinha problemas de coração, passava o feriado na Patagônia com Cristina quando se sentiu mal e teve um ataque cardíaco. (Págs. 1, 35 a 37, Miriam Leitão e editorial "Aumenta a incerteza na Argentina”)

Foto legenda: Com cartazes e faixas, milhares de argentinos prestam homenagem ao ex-presidente em frente à Casa Rosada (Pág. 1)

Brasil quer índice do FMI contra guerra no câmbio

O Brasil vai propor ao G20 que o FMI crie um índice de manipulação cambial. A ideia, diz o ministro Mantega, é classificar os países que forçam a queda de suas moedas para exportar mais, e conter a guerra cambial. O índice embasaria ações na OMC. Em meio aos alertas do BC de risco de bolhas. O governo não descarta e1evar o compulsório bancário e, a longo prazo, controlar a entrada de capitais. (Págs. 1 e 29)

Vale tem lucro histórico de R$ 10,5 bi

A Vale lucrou R$ 10,5 bilhões no terceiro trimestre, 253% acima de igual período de 2009. No ano, o ganho é de R$ 20 bilhões. O Bradesco teve lucro trimestral recorde: R$ 2,5 bi. (Págs. 1 e 31)

Descoberta de Petrobras em SE cria província petrolífera no país. (Págs. 1 e 33)

Biodiversidade assusta mais do que terror

Num último esforço para levar governos a fechar um acordo em Nagoya, a ONU apresentou ontem um relatório mostrando que o mercado teme mais as consequências da perda de diversidade e ecossistemas do que o terrorismo internacional. (Págs. 1 e 40)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Ficha Limpa vale para eleição deste ano, decide STF
Eleições 2010: Em sessão tumultuada, Supremo barra Jader Barbalho para o Senado e referenda posição do TSE

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por 7 votos a 3, referendar a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e considerar a Lei da Ficha Limpa constitucional e válida para este ano.

A sessão, tensa e tumultuada, julgou recurso de Jader Barbalho (PMDB- PA).

A exemplo do caso do ex-governador Joaquim Roriz - que também renunciou ao cargo para não ser cassado -, o julgamento terminou empatado. O impasse terminou com a sugestão do ministro Celso de Mello de manter a decisão já tomada pelo TSE no mesmo caso.

Outros casos, como o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), serão analisados um a um. Ministros ouvidos pela Folha tinham dúvida se o STF poderá decidir de forma diferente. O 11º integrante da corte, a ser indicado por Lula, pode votar o desempate. (Págs. 1 e E1eições, 1)

Erenice fez pressão por empresa de padrinho

Erenice Guerra, ex-braço direito de Dilma Rousseff, pressionou a Anatel em favor da Unicel, à qual seu marido dava consultoria.

O dona da empresa, que é seu padrinho de casamento, enviou carta a Dilma reclamando de uma licitação.

Erenice mandou cópia à agência e cobrou explicação urgente, relatam Elvira Lobato e Mario Cesar Carvalho. Seu advogado nega a pressão. Segundo a Casa Civil, Dilma, então ministra, ignorava o elo entre Erenice e a Unicel. (Págs. 1 e Eleições, 3)

Para Serra, SP não precisa ser investigado no caso do metrô

José Serra (PSDB) disse apoiar inquérito sobre ação de empreiteiras em licitação suspeita do metrô, mas negou que o governo paulista precise ser investigado.

Serra criticou supostos acertos prévios em licitações federais. Dilma Rousseff (PT) disse esperar que, "desta vez", São Paulo apure a fraude. (Págs. 1 e Eleições, 8)

Ex-presidente argentino Kirchner morre aos 60

O presidente argentino Nestor Kirchner, 60, morreu vítima de dupla parada cardíaca enquanto descansava em sua casa de campo na Província de Santa Cruz, no sul do país, onde nasceu e iniciou sua carreira política. Ele governou a Argentina de 2003 a 2007.

Deputado e líder dos peronistas, Kirchner participava ativamente do governo de Cristina, sua mulher e sucessora. Ele já havia sofrido duas cirurgias por problemas cardíacos neste ano.

O presidente Lula, que deve ir ao enterro, decretou luto de três dias. (Págs. 1 e A12)

Clovis Rosse: Legado divide o país entre amor e ódio ao líder. (Págs. 1 e A13)

Ações e títulos do governo têm alta depois do anúncio da morte. (Págs. 1 e A13)

Foto legenda: Kirchneristas se reúnem na praça de Maio, em Buenos Aires, após anúncio da morte (Pág. 1)

Homicídio doloso recua 13% em SP no 3º trimestre, segundo governo (Págs.1 e C1)

Poder: Órgão do Vaticano dá aval à beatificação de Irmã Dulce (Págs. 1 e A10)

Lucro trimestral de R$ 10,6 bi é o maior da história da Vale (Págs. 1 e A11)

Editoriais
Leia “Na reta final", sobre os últimos dias da disputa pela Presidência; e "Educação fatiada", acerca da falta de vagas no ensino infantil em São Paulo. (Págs. 1 e A4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Manobra com a Petrobras paga alta do gasto público
Artifício contábil permite usar recursos obtidos com a capitalização para quitar despesas e salários

Cerca de metade da receita extra de R$ 31,9 bilhões obtida com a manobra contábil que inclui recursos da capitalização da Petrobras como receita serviu para cobrir o aumento das despesas de custeio da máquina pública neste ano. Na terça-feira, o governo anunciou superávit primário recorde de R$ 26,06 bilhões. 0 governo contou como receita 0 pagamento, pela Petrobras, de reservas do petró1eo no pré-sal. Embora o dinheiro que entra nos cofres da União não tenha carimbo, a arrecadação com a venda da concessão de exploração de 5 bilhões de barris da camada de pré-sal abriu espaço para o governo aumentar também os gastos com despesas regulares da administração, de baixo retorno de longo prazo. E como se o governo estivesse antecipando receitas da exploração de petróleo para bancar despes as crescentes do dia a dia. (Págs. 1 e Economia B1)

Governo prevê freio nas contas em 2011

A equipe econômica acredita que o próximo presidente, qualquer que seja ele, fará um "freio de arrumação" nas contas públicas, após expansão no período eleitoral. (Págs. 1 e Economia B3)

Enfarte mata Nestor Kirchner, presidente 'de fato' da Argentina

Aos 60 anos, ex-presidente tinha poder de decisão no governo da mulher, Cristina; futuro político é incerto

O ex-presidente Nestor Kirchner morreu ontem aos 60 anos, vítima de enfarte, mergulhando a Argentina num cenário de incerteza política. Considerado o verdadeiro poder dentro do governo de sua mulher, Cristina, ele centralizava as decisões administrativas e reunia-se regularmente com ministros, empresários e sindicalistas. O clima em Buenos Aires era o da morte de um chefe de Estado, relata o correspondente Ariel Palácios. O presidente Lula se disse
"consternado", e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, postou em seu Twitter: "Quanta dor!" Por outro lado, as ações de várias empresas argentinas subiram dois dígitos na Bolsa de Nova York, ante a possibilidade de melhora na relação do país com investidores estrangeiros. (Págs. 1 e Internacional A19 a A21)

Análise: Um vácuo no país

A súbita saída de cena de Kirchner priva a Argentina de um de seus operadores mais sagazes. (Págs. 1 e Internacional A20)

Foto legenda: Choque. Diante da Casa Rosada, argentino lamenta a morte de Kirchner (Pág. 1)

Tiririca admite ter tido ajuda para escrever

O palhaço Tiririca, eleito deputado federal pelo PR com 1,3 milhão de votos, admitiu que não redigiu sozinho a declaração à Justiça Eleitoral na qual afirma ser alfabetizado. Em sua defesa, ele alegou que sua mulher o ajudou a escrever o documento - Tiririca disse que a atividade circense lhe causou lesão na mão que dificulta a escrita. (Págs. 1 e Nacional Al3)

Corregedor pede dados sobre Metrô

A Corregedoria-Geral da Administração pediu à presidência do Metrô de São Paulo informações sobre a licitação da Linha 5 (Largo 13 de Maio/Chácara Klabin), orçada em R$ 4 bilhões e sob suspeita de fraude. O objetivo é examinar o procedimento e os contratos firmados com 11 empreiteiras unidas em consórcios para realizar as obras. (Págs. 1 e Nacional A7)

Lucro da Vale sobe 250% e chega a R$10,5 bi, o maior da história

Os reajustes no preço do minério de ferro e a recuperação da demanda mundial fizeram com que a Vale registrasse no terceiro trimestre do ano a melhor resultado de sua história. O lucra líquido de R$ 10,554 bilhões foi 253% superior ao do 3º trimestre de 2010 e 33,5% maior do que a recorde do 2° trimestre de 2008. O ganho operacional ultrapassou a do 1° semestre de 2010. (Págs. 1 e Economia B16)

Vulcão vence seu guardião

Uma das mais lamentadas das 331 mortes na Indonésia foi a de Mbah Maridjan. Ele acreditava ter poder de acalmar a Merapi. (Págs. 1 e Internacional A22)

Irmã Dulce deverá ser beatificada pelo papa (Págs. 1 e Vida A26)

MP vai apurar o 'rodeio das gordas' (Págs. 1 e Vida A26)

Demétrio Magnoli: Um mito de papel

O mito Lula sobrevive nos ensaios dos intelectuais que se rebaixam à condição de áulicos. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)

Visão global: Obama e o terror

Retórica contra radicalismo islâmico mudou, mas ações seguiram o discurso, escreve Stuart Gottlieb. (Págs. 1 e Internacional A24)

Dora Kramer: Em assembleia

Nos próximos quatro anos Lula fará o que fez ao longo dos últimos oito: campanha eleitoral. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

Agência das versões oficiais

Má noticia: o Brasil, por meio da EBC, será um dos participantes da União Latino-Americana de Agências Noticiosas. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Certo da vitória, governo libera gasto

Com R$ 37 bilhões em caixa para despesas de investimento a serem usados ate dezembro; o Ministério da Fazenda autorizou as demais áreas do governo a acelerar gastos e a contratar obras e serviços vinculados à infraestrutura. A orientação é para que sejam agilizados os empenhos até o fim do ano, de forma a assegurar a utilização desses recursos em 2011 na forma de restos a pagar de 2010.

Duas diretrizes norteiam essa orientação. A primeira é a confiança da área econômica de que o candidato da oposição, José Serra (PSDB), não reverterá as intenções de voto que hoje dariam a vitória a Dilma Rousseff. Por isso, a intenção é assegurar a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Págs. 1 e A3)

Sem Kirchner, Argentina vive nova fase de incertezas

A menos de um ano da eleição presidencial, a política argentina entrou ontem em curto-circuito com a morte do ex-presidente Nestor Kirchner, aos 60 anos. Enquanto militantes peronistas rumavam para o velório na Casa Rosada e a poderosa Confederação Geral do Trabalho pedia "aprofundamento do modelo", insinuando o desejo de maior participação sindical no governo, os principais líderes da oposição ficaram anestesiados e lançaram sinais imediatos de trégua à presidente e viúva Cristina Kirchner.

Depois de abrir mão de uma reeleição praticamente certa, em 2007, Kirchner atuava como articulador político do governo de Cristina, tomava as decisões em matéria econômica, em última instância, e era candidato a sucedê-la. Sem ele, novas questões inquietam a Argentina. A primeira delas é sobre uma eventual candidatura de Cristina à reeleição em 2011, algo até agora pouco cogitado. Outra é sobre a postura que ela adotará sem o marido. “Ela pode aprofundar uma política de confrontação ou abrir-se ao diálogo e à busca de maior governabilidade”, avalia Graciela Rômer, da consultoria Römer & Associados. (Págs. 1 e A14)

Foto legenda: Inversão de rumo

Atingida no passado por escândalos sobre exploração de trabalho infantil, a Nike tenta agora se tornar referência em sustentabilidade. A VP global para Inovação e Negócios Sustentáveis, Hannah Jones, diz que o desafio é inovar com baixo impacto ambiental e atingir o desperdício zero até 2050. (Págs. 1 e B6)

Na campanha, internet serve à desconstrução de imagens

O uso da internet como veículo de combate suplantou qualquer outra utilização na estratégia dos militantes das campanhas de José Serra e Dilma Rousseff. No Twitter, segundo o UOL, houve empate técnico: até as 20h de ontem, Dilma havia sido mencionada 98.297 vezes e Serra, 94.381. No You Tube e nas redes de relacionamento, militantes e profissionais da internet veem predominância tucana. Todos convergem na avaliação de que a internet favoreceu campanhas de desconstrução de imagem.

"Tivemos um poderosíssimo instrumento de potencialização das acusações", afirma o sociólogo Antonio Lavareda, do MCI-Ipespe. Nos dias em que houve picos de menções a Serra ou Dilma no Twitter, o predomínio era de links com notícias negativas. Quando a ex-ministra Erenice Guerra foi atingida por denúncias de corrupção, as menções a Dilma chegaram a 37.600. No mesmo dia, Serra foi mencionado 25.650 vezes e o principal link também era negativo. (Págs. 1 e A9)

'Valor' premia melhor gestão de pessoas

A revista "Valor Carreira" premia hoje as melhores empresas na gestão de pessoas, em cerimônia no hotel Unique. Elas foram eleitas em pesquisa com os funcionários conduzida pelo Valor e Aon Hewitt. As seis campeãs são: Zanzini Móveis (de 100 a 500 funcionários), Laboratório Sabin (501 a 1.000), CP Promotora (1.001 a 2.000), Móveis Gazin (2.001 a 4.000), BV Financeira (4.001 a 10.000) e AmBev (mais de 10.000). Uma delas será anunciada no evento a Melhor na Gestão de Pessoas em 2010. A revista circula amanhã para assinantes e venda em bancas. (Pág. 1)

Votação na Califórnia ameaça o mercado de etanol nos EUA (Págs. 1 e A11)

Porto de Roterdã ignora crise e acelera planos de expansão (Págs. 1 e B9)

Internet no avião

A partir de novembro, a TAM será a primeira companhia aérea da América Latina a oferecer acesso à internet em banda larga via satélite para uso de celular e computadores durante os voos. (Págs. 1 e B3)

Especial/Rodovias

Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, todas as dez melhores estradas do país são administradas pela iniciativa privada. Mas em muitos casos o usuário tem de conviver com pedágios caros por vários anos. "O sistema deu certo em São Paulo porque e um Estado rico. Em outras regiões é diferente", diz Peter Wanke, cia UFRJ. (Págs. 1 e Especial)

Fusão Eldorado-Florestal

A Eldorado Brasil, produtora de celulose que constrói fábrica em Três Lagoas (MS), e a Florestal Brasil, que investe em áreas de reflorestamento, preparam a fusão de suas operações e posterior abertura do capital na bolsa. (Págs. 1 e B7)

Renault brasileira perde exportação

A direção mundial da Renault transferiu da fábrica brasileira para a colombiana o contrato de exportação do novo Duster para o México. O custo do carro brasileiro seria até € 700 mais alto. (Págs. 1 e B8)

Coreia cogita controle de capital

Depois de Brasil, Tailândia e Indonésia, o banco central da Coreia do Sul admitiu a possibilidade de adotar uma série de controles de capitais para enfrentar o fluxo crescente de investimentos. (Págs. 1 e C2)

Brasil e China na mesa de negociação

Brasil e China retomam em novembro reunião da subcomissão econômica e comercial criada pelos dois países em 2004. Com a questão cambial como pano de fundo, vão discutir os pontos de atrito na relação comercial. (Págs. 1 e C2)

Encontro de contas no ICMS

Estados criam programas para liquidação de dívidas de ICMS por meio de encontro de contas com créditos acumulados pelas empresas. Possibilidade foi aberta no início do mês no Rio. Paraná e Espírito Santo também já adotaram. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Ribamar Oliveira

Tribunal de Contas da União aponta que o governo federal não gastou com a saúde o mínimo exigido por lei. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Mansueto Almeida

Há cerca de 4 anos começou um lento processo de tortura no cálculo do superávit fiscal, que culminou com sua morte. (Págs. 1 e Al2)
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quarta-feira, outubro 27, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ''ROCK AND ROLL LULLABY'' *

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) ''Rock and Rool Lullaby'' (B. J. Thomas). Tema de novela ''PECADO CAPITAL''.
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ELEIÇÕES 2010/Segundo turno [In:] AGONIA...

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26/10/2010 - 21h17

Contagem regressiva



A cinco dias da eleição, a pesquisa Datafolha cristaliza a diferença de Serra e Dilma em 12 pontos dos votos válidos e assim define virtualmente o segundo turno no próximo domingo. Serra não tem armas para lutar por mais votos, nem espaço no eleitorado para crescer e virar a eleição.

Lula, Dilma, o governo, o PT e seus aliados levaram um susto com o resultado do primeiro turno, no dia 3, depois de atravessar meses cantando vitória - e uma vitória que esperavam acachapante. Mas, desde o início, as condições têm sido mais favoráveis a Dilma, apesar das vantagens objetivas do candidato Serra.

Com seus 80% de popularidade, e uma gestão bem avaliada, Lula inventou a candidatura Dilma, passou dois anos empenhado em fazê-la conhecida nacionalmente e não teve pudor em colocar a administração direta, as estatais e todos os meios, maquiavelicamente, para eleger a sucessora. Não poupou nem mesmo o próprio cargo de presidente.

Serra lucrou bravamente, a bordo de seu currículo exemplar de ex-presidente da UNE, 14 anos de exílio, deputado federal, senador, prefeito de São Paulo, governador do Estado mais poderoso do país. Mas não tinha arsenal político e estratégico para enfrentar o canhão Lula e seu exército.

Na reta final, quando Dilma surgia com a cara inchada e parecendo descomposta pelo baque de não chegar nem a 47% no primeiro turno, os tucanos animaram-se com a perspectiva de virada. Mas Lula e Dilma multiplicaram a campanha petista por dois, um para um lado, outro para outro. E conseguiram imagens muito fortes para o programa eleitoral. Uma delas foi a reunião com os artistas no Rio, à frente Chico Buarque. Conseguiram dois efeitos: seguraram a sangria e impediram que os votos de Marina migrassem para o tucano.

Em cinco dias, não há mágica, nem eleitor sobrando para uma virada pró-Serra, mesmo com a perspectiva de que ele tenha melhor desempenho no principal debate de toda a campanha, o da TV Globo, na sexta-feira à noite. Isso pode reforçar a imagem positiva para o pós-campanha, mas, por si só, não é capaz de reverter o quadro.

A eleição, portanto, caminha para a eleição da primeira mulher presidente no Brasil. Ou, na prática, para um terceiro mandato de Lula. A ver.

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Eliane Cantanhêde

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

27 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Governo faz manobra e cria superávit bilionário falso
Analistas criticam uso da capitalização da Petrobras em artifício contábil

Uma manobra fiscal da União na capitalização da Petrobras rendeu R$ 31,9 bilhões e levou o governo a registrar superávit primário recorde em setembro, de R$ 26,1 bilhões. Sem o reforço da estatal, o déficit seria o pior do ano: R$ 5,8 bilhões. A União usou só parte do pagamento da Petrobras, de R$ 74,8 bilhões no total, para participar da capitalização da empresa. A diferença entre o que recebeu e aportou na estatal engordou as receitas e produziu o superávit. Analistas criticam o artifício contábil. Para Raul Veloso, a "gambiarra" permitirá cumprir a meta fiscal do ano, mas esta já não inspira confiança. (Págs. 1, 23 e Miriam Leitão)

Meirelles: ação contra bolha

Em Nova York, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que é preciso "tomar medidas imediatas" para evitar desequilíbrios na economia brasileira que criem "bolhas, de crédito, ativos ou mesmo de moeda". (Págs. 1 e 25)

Megaconsórcio em obras do Porto

Maior PPP do país tem valor de R$ 7,3 bilhões e 15 anos de concessão

O consórcio Porto Novo - formado pelas empreiteiras Norberto Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia - foi escolhido ontem o vencedor para executar a segunda etapa do projeto Porto Maravilha, na maior parceria público-privada (PPP) do país, no valor de R$ 7,3 bilhões, por 15 anos de concessão. As obras que prometem mudar a cara da Zona Portuária do Rio, derrubando parte da E1evado da Perimetral, têm início previsto para janeiro 2011. Pelo cronograma da prefeitura, todas as obras viárias de reurbanização e infraestrutura do Porto terão que ficar prontas nos próximos cinco anos, a tempo das Olimpíadas de 2016. Além de fazer as obras, o consórcio ficará, como uma grande concessionária, responsável pela manutenção dos serviços públicos municipais em toda a área - da troca de lâmpada à coleta de lixo (Págs. 1 e 16)

Eleições 2010: Contratos suspensos no metro de SP

O governo de SP, suspendeu a contratação de empresas para obras de expansão da linha 5 do metrô, depois das denúncias de fraude na licitação. A concorrência começou quando José Serra era governador. (Págs. 1 e 3)

Zuenir Ventura

Às vezes, ficar indeciso é melhor do que ter aquela certeza burra. (Págs. 1 e 7)

Roberto DaMatta

Neutralidade é fatal quando o velho autoritarismo personalista ressurge. (Págs. 1 e 7)

Eleições 2010: Collor tem mesmo um diretor da BR Distribuidora

O diretor de Operações e Logística da BR Distribuidora, José Zonis, foi de fato indicado para o cargo pelo senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). No debate de anteontem, José Serra constrangeu Dilma Rousseff ao afirmar que Collor, aliado do governo Lula, tem poder na subsidiária da Petrobras. Sobre outra denúncia do debate, esta feita por Dilma, a Secretaria de Segurança Pública de SP informou que a acusação de receptação de roubo contra Paulo Souza foi investigada e relatada à Justiça. Souza é apontado por petistas como arrecadador tucano. (Págs. 1 e 10 a 12)

Foto legenda: Na carreata de Dilma em Fortaleza, Ciro mostra a faixa "Serra não mamãe" (Pág. 1)

Chega ao fim era do otimismo ambiental
A Conferência da Biodiversidade foi paralisada em Nagoya (Japão) por nova disputa entre países ricos e em desenvolvimento. Para analistas, o fracasso da cúpula põe fim à era de otimismo verde. O presidente Lula disse que vai à reunião do clima, mas não espera avanços. (Págs. 1, 34 e editorial "Biodiversidade em perigo")

Controlador de voo é condenado por acidente da Gol (Págs. 1 e 15)

No andar de cima, fila para Porsche
Com dó1ar barato e expansão da economia, há fila de espera de até quatro meses para comprar carro importado, como Porsche e BMW. O problema afeta ainda os populares. (Págs. 1 e 27)

Obituário: De carcereiro de Lula a aliado

O senador Romeu Tuma morreu com falência múltipla dos órgãos. Como diretor do Dops, foi carcereiro de Lula - e morreu como seu aliado. (Págs. 1 e 15)

Elio Gaspari

EUA criam o agente 171, com licença para ludibriar a PF brasileira. (Págs. 1 e 6)

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Folha de S. Paulo

Manchete: SP para obras do metrô com licitação suspeita
Ministério Público e corregedoria vão investigar caso revelado pela Folha

O governo de São Paulo suspendeu a licitação de seis lotes da linha 5 - lilás do metrô, que teve resultado anunciado na semana passada. Ontem, a Folha revelou que sabia desde abril quais seriam os vencedores.

A concorrência foi aberta em outubro de 2008, quando o governador do Estado era Jose Serra (PSDB), que deixou o cargo para se candidatar à Presidência.

Seu sucessor, Alberto Goldman, solicitou investigações do Ministério Público Estadual e da Corregedoria-Geral do Estado.

Goldman não descartou a possibilidade de ter havido um acordo entre as construtoras participantes. As empreiteiras negaram irregularidades ou acertos prévios.

A campanha da petista Dilma Rousseff usou o caso na propaganda eleitoral. Serra apoiou a abertura de investigação. (Págs. 1 e Eleições, 3)

Presidente 40 Eleições 2010: Dilma se mantém 12 pontos à frente de Serra, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha feita ontem em todo o país indica estabilidade na disputa pela Presidência, com Dilma Rousseff (PT) 12 pontos à frente de José Serra (PSDB), mesma diferença da última quinta-feira. Em votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56%, e o tucano, 44%.

A margem de erro do levantamento, encomendado por Folha e Rede Globo, é de dois pontos percentuais.

Contando os votos totais, Dilma oscilou de 50% para 49%, e Serra, de 40% para 38%. Indecisos passaram de 6% a 8%, e os que votaram em branco, nulo ou nenhum agora são 5%. (Págs. 1 e Eleições, 1)

Foto legenda: Água, fogo e cinzas

Paramédicos carregam vítima do vulcão Merapi, que matou 18 pessoas na Indonésia; a 1.300 km dali, pelo menos 108 morreram em tsunami. (Págs. 1 e A11)

Alunos da Unesp criam 'rodeio de gordas' em jogos de Araraquara

Estudantes da Unesp promoveram em Araraquara um "Rodeio das Gordas", em que alunas de maior peso eram agarradas como os peões fazem na arena. A universidade abrirá processo disciplinar. Um dos envolvidos diz que o "rodeio" era só brincadeira. (Págs. 1 e C1)

Camelô é preso em Manaus ao tentar sacar R$ 5 milhões

A PF prendeu o camelô Edivaldo Aguiar, que viajará de SP ao Amazonas para sacar R$ 5 milhões em dinheiro, na porta de um banco em Manaus. A verba foi transferida por empreiteira; a polícia suspeita que o dinheiro seria usado na compra de votos. (Págs. 1 e Eleições, 11)

Boa notícia: Juro médio para os consumidores é o menor desde 94 (Págs. 1 e B10)

Editoriais
Leia "Difícil competir", sobre o aumento do déficit externo; e
"Versões de Erenice", acerca de reuniões da ex-ministra com empresários, na Casa Civil. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo de SP susta obras do Metro por suspeita de fraude
Goldman manda investigar denúncia de que licitação pode ter sido dirigida

O governador Alberto Goldman (PSDB) determinou suspensão das ordens de serviço dos contratos relativos às obras da linha 5 do Metrô de São Paulo, orçadas em R$ 4 bilhões, por suspeita de fraude na licitação. A ordem impede o início do trabalho, previsto para 20 de novembro. Goldman também solicitou à Procuradoria-Geral de Justiça abertura de investigação quanto à revelação de que os vencedores da concorrência já eram conhecidos antecipadamente, conforme publicou o jornal Folha de S. Paulo. As providências anunciadas pelo Palácio dos Bandeirantes não foram suficientes para neutralizar o impacto da denúncia, que serviu de munição para a candidata presidencial Dilma Rousseff (PT). A oposição em São Paulo vai propor abertura de CPI. (Págs. 1 e Nacional A4)

Serra nega irregularidade

O presidenciável José Serra (PSDB) descartou direcionamento na licitação do Metrô. Mas ele admitiu a hipótese de acordo entre as concorrentes. O tucano disse que não era mais governador quando a licitação foi concluída. (Págs. 1 e Nacional A4)

Falcão pôs espiões no comitê do PT, diz jornalista

O jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse à Polícia Federal que Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT), infiltrou dois espiões no comitê eleitoral em Brasília. Por trás disso, segundo ele, estava a briga pelo dinheiro pago pelos serviços de comunicação da campanha. Segundo Amaury - pivô da quebra do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e que integrou o comitê petista -, essas pessoas foram apresentadas por Falcão como "voluntários" e militantes do PT paulista. O jornalista afirmou acreditar que é nesse grupo que está a origem do vazamento dos dados obtidos na Receita. (Págs. 1 e Nacional A6)

Pelo PAC, Ibama ignora parecer e dá aval a desmate

A pressão para dar rapidez às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ganhou a forma de uma portaria no Ibama que deu superpoderes ao presidente do órgão, Abelardo Bayma. Com isso - e contrariando parecer de seis técnicos do Ibama -, Bayma autorizou o desmatamento de parte da mata que será transformada no futuro lago da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. (Págs. 1 e Nacional A13)

3,2 mil

hectares é o total da mata que será destruída para a obra da Usina de Jirau. (Pág. 1)

Vulcão, sismo e tsunami matam 126 na Indonésia

Um terremoto de 7,7 graus na escala Richter, seguido de um tsunami e uma erupção vulcânica, deixou pelo menos 126 mortos e centenas de desaparecidos na Indonésia. A seqüência de desastres naturais ocorreu seis anos após o tsunami que matou cerca de 168 mil pessoas no arquipélago. As ondas provocadas pelo abalo sísmico atingiram 3 metros de altura e avançaram mais de 600 metros em direção ao interior. A subida da maré ainda impede que as equipes de resgate tenham acesso a todas as zonas afetadas. (Págs. 1 e Internacional A11)

Foto legenda: Susto. Indonésios retirados de suas casas por causa da erupção do vulcão Merapi, o mais volátil do país. (Pág. 1)

Petrobras ajuda governo a registrar superávit (Págs. 1 e Economia B1)

Controlador é condenado por acidente da Gol (Págs. 1 e Cidades C3)

Roberto da Matta: De que lado você está?
Só os fascistas e os de má-fé podem achar que tudo é péssimo no processo eleitoral. Não esconda o seu medo de decidir. Diga de que lado você está. (Págs. 1, Caderno 2 e D12)

Dora Kramer: A luta continua

As tentativas mudam de feição, mas de um propósito Lula e o PT não desistiram nesses oito anos: o de controlar os meios de comunicação. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

O caminho das pedras

Acredite quem quiser que Erenice não sabia dos périplos da parentela pelas alamedas do poder. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Com seis governadores, PSB será nova força nos Estados

A disputa do segundo turno nas eleições para governador não terá, no domingo, grandes reviravoltas em relação à primeira rodada de votação, mas deverá confirmar o PSB como o maior vitorioso das corridas estaduais.

Se os institutos errarem menos que na primeira rodada, o PSB deve eleger mais três governadores - na Paraíba, no Piauí e no Amapá. Eles se somariam aos três eleitos em 3 de outubro, sendo dois deles os campeões de voto do primeiro turno: Eduardo Campos (PE), que se reelegeu com 82,8% dos votos válidos, e Renato Casagrande (ES), que obteve 82,3%. (Págs. 1 e A11)

Energia livre de Jirau não atrai ofertas

Não houve compradores para a energia da usina de Jirau, no rio Madeira, no leilão realizado na semana passada. Os preços propostos, entre R$ 130 e R$ 136 o MWh, foram considerados muito altos diante da expectativa das empresas de que haverá sobra de energia no futuro. Sem nenhum contrato fechado no mercado livre de energia, a menos de dois anos do início das operações, a rentabilidade que o projeto proporcionará a seus acionistas é desconhecida e está à mercê do comportamento das chuvas e do crescimento da demanda, fatores que eventualmente poderão puxar os preços do mercado livre para cima.

A próxima tentativa da concessionária Energia Sustentável do Brasil, liderada pela GDF Suez, será vender parte da energia no leilão que será realizado pelo governo federal no fim do ano. (Págs. 1 e B11)

Balanços exibem lucro exuberante das mineradoras

Mineradoras como a Vale divulgarão resultados fantásticos, enquanto as siderúrgicas mostrarão um desempenho acanhado na safra de balanços do terceiro trimestre, a partir de hoje. Os preços do minério de ferro dobraram de US$ 60 para US$ 120 a tonelada em um ano e propiciaram ganhos recordes para a Vale. Já a combinação perversa, no curto prazo, de estoques altos e importações elevadas de aço forçou a queda de preços e arranhou a lucratividade das siderúrgicas. (Págs. 1 e D9)

Foto legenda: Gávea é do Morgan

Glenn Dubin, Armínio Fraga, Mary Erdoes e Luiz Fraga: o banco J.P. Morgan oficializa hoje a compra da Gávea Investimentos, criada por Armínio e que administra US$ 6 bilhões. O valor da compra pode atingir US$ 1 bilhão, dependendo da performance da gestora em cinco anos. (Págs. 1, C1 e C3)

EUA e China perto de acordo sobre câmbio

Um consultor do banco central chinês disse ontem que a China e os EUA definiram as bases de um acordo para a reunião do G-20, em novembro, sobre a adoção de metas para redução dos desequilíbrios comerciais. Li Daokui, do comitê de política monetária do banco central, disse que houve "um bom progresso" na reunião dos ministros das finanças do G-20 na Coreia do Sul, no fim de semana, que mudou as discussões da "questão superficial" das taxas de câmbio nominais para "discussões sobre a substância do reequilíbrio do comércio mundial".

Embora Li não seja um formulador de política monetária, seus comentários sugerem que há apoio na China à proposta das EUA de estabelecer limites aos superávits e déficits em conta corrente de cerca de 4% do PIB. "Fiquei bastante encorajado com a reunião do G-20", disse Li. "Agora será possível para os dois governos [EUA e China] e outros países chegarem a bom entendimento". (Págs. 1 e C8)

Fundos de ações deixam para trás o Ibovespa

Os fundos de ações livres estão ganhando com folga do Índice Bovespa em 12 meses. De um total de 489 fundos, 338 superam o índice e, entre os 20 maiores, com mais de mil cotistas, 17 tiveram desempenho superior. Muitos gestores buscam empresas menores ("small caps"), voltadas para o mercado interno, reduzindo a exposição às chamadas "blue chips", mais negociadas. Como foi a economia local que impulsionou a bolsa nos últimos 12 meses, esses papéis tiveram ganhos expressivos. (Págs. 1 e D1)

Mulheres que chefiam as maiores empresas dos Estados Unidos são quase todas mães (Págs. 1 e B9)

Bancos aumentam a oferta de crédito para as empresas (Págs. 1 e C2)

SP terá fundo com receita do pré-sal

Governo paulista pretende criar um fundo com os futuros recursos arrecadados pelo Estado com o pré-sal para investimentos em infraestrutura e atenuação dos impactos da atividade petroleira no litoral. (Págs. 1 e A4)

Califórnia leva maconha às urnas
Os eleitores da Califórnia decidem na próxima semana se o uso, cultivo e venda de maconha por maiores de 21 anos devem ser legalizados. A proposta recebe críticas dos governos do México e da Colômbia. (Págs. 1 e Al3)

Crescimento ameaçado

Relatórios de bancos apontam desafios à manutenção do crescimento do setor imobiliário no país: escassez de fontes baratas de financiamento e gargalos para execução e entrega das obras no prazo. (Págs. 1 e B1)

Expansão do merchandising

Ações de merchandising ganham cada vez mais espaço na te1evisão e no faturamento das emissoras. Avanço da TV digital deve reforçar essa tendência. (Págs. 1 e B6)

Femsa reforça não carbonatados

Após entrar no setor de lácteos no Panamá, a mexicana Femsa estuda novas aquisições para impulsionar sua divisão engarrafadora da Coca- Cola no segmento de bebidas sem gás. (Págs. 1 e B6)

Blau no México

A farmacêutica paulista Blau (ex-Blausigel) fechou acordo com o laboratório mexicano Iqsa (Indústrias Químico Farmacêuticas Americanas) para produzir medicamentos naquele país. (Págs. 1 e B10)

ALL revê planos para Santos

A ALL redesenhou seu projeto para aumentar o transporte de contêineres em Santos. A nova proposta, mais barata, descarta mudança nos túneis da Serra do Mar e pode ser adotada mais rapidamente. (Págs. 1 e B11)

MT adia acordo ambiental

O governo do Mato Grosso decidiu adiar por dois anos, até 16 de novembro de 2012, o prazo para adequação das reservas legais nas propriedades rurais do Estado. (Págs. 1 e B13)

SLC terá empresa de terras

A SLC Agrícola vai criar uma empresa voltada exclusivamente à negociação de terras. A LandCo deve iniciar operações no primeiro trimestre de 2011 e a meta é agregar 150 mil hectares em três anos. (Págs. 1 e B14)

ADM pode deixar usina no Brasil

A Archer Daniel Midland (ADM), maior produtor de etanol de milho do mundo, estuda vender sua participação de 49% na usina Limeira do Oeste, em Minas, sociedade com o ex-ministro Antonio Cabrera. (Págs. 1 e B14)

Ideias

Rosângela Bittar

Eleitor que está dando a dianteira à candidata do PT irá às urnas sem ter ideia sobre como seria o futuro governo. (Págs. 1 e A6)

Ideias

Martin Wolf

Barack Obama não ganha crédito pelas calamidades evitadas e recebe grande parte da culpa pelo que não se evitou. (Págs. 1 e Al5)
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RADIOBRAS.

terça-feira, outubro 26, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] VALE TUDO

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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ELEIÇÕES 2O1O/ORÁCULOS [In:] ''APOCALYPSE NOW'' *

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Polvo Paul, oráculo do Mundial 2010, morre em Oberhausen

Cefalópode acertou resultado de todas as oito partidas que 'previu', inclusive o da final

26 de outubro de 2010 | 9h 06
ESTADÃO.


Efe


Paul acertou todos os sete jogos disputados pela Alemanha e o resultado da final.

BERLIM - O polvo Paul, que ganhou fama durante a Copa do Mundo da África do Sul por acertar os resultados dos jogos da Alemanha, morreu nesta terça-feira, 26, em seu aquário em Oberhausen.

O famoso cefalópode acertou ao longo do torneio o vencedor de todos os sete jogos disputados pela Alemanha e também o resultado da final entre Espanha e Holanda.

Conhecido como "oráculo animal", Paul era atraído com mexilhões colocados em dois recipientes iguais, cada um com a bandeira dos países que iriam se enfrentar. Logo em seguida, o polvo escolhia um dos dois recipientes para comer os mexilhões, e a seleção "escolhida" por Paul saía vencedora do confronto.

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(*) Título de filme. Apocalypse now redux. (F.Coppola)
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MERCADO DE AÇÕES/PETROBRÁS [In:] ''AINDA QUEIMA UMA ESPERANÇA..." *

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Com capitalização da Petrobrás, governo central tem superávit recorde



Em setembro, superávit primário somou R$ 26,056 bilhões


26 de outubro de 2010 | 9h 42
Adriana Fernandes e
Fabio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA -

As contas do governo central (Tesouro Nacional, INSS, Banco Central) apresentaram em setembro o maior superávit primário da história.: R$ 26,056 bilhões, graças aos recursos que entraram nos cofres do governo, com a capitalização da Petrobrás.

O Tesouro Nacional apresentou no mês um superávit de R$ 35,234 bilhões e o Banco Central um saldo positivo de R$ 12,6 milhões. Já a Previdência Social apresentou um déficit primário de R$ 9,191 bilhões.

Não fossem os recursos extraordinários originados pela capitalização da Petrobrás, o Governo Central teria registrado em setembro um déficit primário de R$ 5,8 bilhões. Esse seria o pior resultado primário em um ano.

Mas esse número foi obtido graças aos R$ 31,9 bilhões de receita extra originada da engenharia financeira montada pelo governo na capitalização da Petrobrás, operação que foi antecipada pela Agência Estado no dia 9 de setembro. Ao se subtrair a arrecadação extraordinária obtida com a manobra contábil do resultado efetivo do mês, chega-se aos R$ 5,8 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, saiu em defesa da operação de capitalização da Petrobrás. "É uma receita de concessão como outra qualquer. Como sempre foi", defendeu Augustin.

Segundo ele, a operação da Petrobras "causou alegria" ao governo. O secretário evitou, no entanto, fazer comentários sobre o fato de que, sem as receitas da Petrobrás, as contas do governo central em setembro teriam apresentado um déficit primário. "Não fazemos a conta dessa forma, retirando uma das receitas. Teríamos que refazer toda a série", justificou Augustin.

No acumulado do ano, as contas do governo central até setembro somam um superávit de R$ 55,706 bilhões, o equivalente a 2,14% do Produto Interno Bruto (PIB). O Tesouro acumula no ano um superávit de R$ 95,878 bilhões e a Previdência, um déficit de R$ 39,767 bilhões e o Banco Central um saldo negativo de R$ 403,5 milhões.

Em 2009, as contas do governo central acumulavam até setembro um superávit de R$ 15,618 bilhões, 0,68% do PIB. O superávit de janeiro a setembro é R$ 40,1 bilhões superior ao apurado no mesmo período do ano passado.

Receita

As receitas do governo central, de janeiro a setembro, apresentaram um crescimento de 31,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, as receitas totais do governo somam, de janeiro a setembro R$ 676,677 bilhões.

Mas as despesas totais do governo acumulam em crescimento de 27,2%. O crescimento é muito superior ao verificado no ano passado, quando as despesas cresciam 16,7%. As despesas totais do governo central, de janeiro a setembro somam R$ 521,360 bilhões.

Investimento

Os investimentos totais do governo central cresceram 56,6% no acumulado de janeiro a setembro, em relação a igual período do ano passado, totalizando R$ 32,2 bilhões. Nos nove primeiros meses de 2009, os investimentos tinham somado R$ 20,6 bilhões.

Os investimentos que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 14,249 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, com alta de 50% ante os R$ 9,492 bilhões do mesmo período de 2009.

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(*) Título de letra/música.
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ELEIÇÕES 2010 [In:] ... O QUINHÃO (e/ou "A César o que é de César...")

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Exceção à regra


26 de outubro de 2010 | 0h 00

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


De um lado da mesa, Paulo Egydio Martins, governador de São Paulo quando Vladimir Herzog foi morto há 35 anos (completados ontem), nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. Do outro, Fernando Henrique Cardoso, na época ainda um anteprojeto de político profissional, ativista da luta contra a ditadura e 19 anos depois eleito presidente da República.

Testemunhar essa conversa é uma lição de história passada, presente e futura - sim, fazem previsões -, mas não deixa de dar uma estranha sensação de desperdício.

Afinal, o que fazem esses dois experientes políticos a uma semana da eleição em pleno sábado à tarde jogando calmamente conversa fora (em termos) diante um sorvete com figos e meia dúzia de ouvintes?

Cumprindo o papel que o partido ao qual ambos são filiados, FH como presidente de honra, diga-se, reservou para eles na campanha presidencial de José Serra pelo PSDB: nenhum.

O ex-presidente da República soube da passeata que o partido faria no Rio no dia seguinte, pelos jornais. O ex-governador desde que se filiou jamais foi chamado para dar um palpite sequer.

De FH todos conhecem a biografia e a experiência por oito anos na chefia da Nação, período em que comandou o processo que acabou com a inflação, extinguiu um dos maiores valhacoutos do fisiologismo do País localizado no setor estatal de telecomunicações e pôs o Brasil na rota do mundo.

Sobre o papel de Paulo Egydio naqueles tempos ruinosos da ditadura a nova geração não tem notícia e a velha raramente lhe faz justiça. Por desconhecimento ou má-fé, visto que pertencia à Arena e foi governador nomeado pelo general Ernesto Geisel.

Em resumo, muito resumido: Paulo Egydio era considerado pela linha dura do regime militar como um "traidor da revolução" porque se aliava aos moderados que queriam o quanto antes - na verdade, desde Castelo Branco, antes de Costa e Silva e Emílio Médici - devolver o poder aos civis.

Paulo Egydio presenciou a demissão do general Ednardo D"Ávila Mello, então comandante do II Exército depois da morte do operário Manuel Fiel Filho, assassinado nas masmorras da ditadura três meses depois de Herzog.

A linha dura achava Paulo Egydio um liberal e queria enfraquecê-lo para, assim, atingir Geisel e o projeto de redemocratização "lenta e gradual".

FH aos 79 anos e Egydio aos 82 são quadros qualificados da política, reúnem experiências complementares, até por terem militado em lado opostos, escrevem, rodam mundo, analisam, cotejam, indignam-se, têm na ética uma companheira de todas as horas, sabem o que houve, percebem o que há e anteveem no futuro próximo o que haverá no mundo.

Mas aqui neste Brasil de política e políticos tão desqualificados o que vale é a gritaria de um presidente transgressor e a palavra de dois ou três marqueteiros e seus truques repetitivos e, pela ausência de originalidade e de elaboração mental, embrutecem os espíritos e "emburrecem" as mentes.

Paulo Egydio e FH acham a campanha eleitoral um horror, a oposição feita pelo PSDB um fracasso. Consideram inexorável o avanço do Brasil, mas veem muita crise política pela frente e a necessidade urgente de o partido se aprumar se não quiser acabar.

No caso de perder e até se ganhar.

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Páginas viradas. O senador José Sarney diz que não é candidato a presidente do Senado, seus amigos espalham que, na verdade, é para que todos pensem que realmente é candidato quando, de fato, não é.

Não porque não queira, mas porque não tem a menor condição política de ser.

Diga-se o mesmo de Renan Calheiros, cuja pretensão de voltar ao posto do qual foi corrido por ausência de decoro já é objeto de movimentação de senadores eleitos. Governistas, oposicionistas e pemedebistas.

Abstenção. "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam". Arnold Toynbee.
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CASA CIVIL/ERENICE [In:] A VERDADEIRA BOLSA-FAMÍLIA (LV)

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25/10/2010 - 14h46

Em depoimento, Erenice contraria versão da Casa Civil e admite encontro com consultor



A ex-ministra Casa Civil Erenice Guerra recuou e admitiu nesta segunda-feira que se encontrou nas dependências da Presidência da República com empresários da companhia de energia solar EDRB, que procuraram o filho dela para viabilizar contratos com o governo.

A Folha teve acesso ao depoimento prestado na manhã desta segunda-feira à Polícia. Em mais de cem perguntas, Erenice sustentou a tese que não sabia que o filho Israel tinha a empresa Capital Consultoria, que cobrava "taxa de sucesso" para conseguir contratos com o governo federal.

Entenda as acusações envolvendo Erenice Guerra
Entenda o caso dos vazamentos de dados sigilosos na Receita
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Alan Marques/Folhapress
Erenice Guerra admitiu que se encontrou nas dependências da Presidência com empresários da companhia EDRB
Erenice Guerra admitiu que se encontrou nas dependências da Presidência com empresários da companhia EDRB

Um dos casos investigados pela PF é a negociação com a EDRB, que tem como consultor Rubnei Quícoli. Ele afirma que, após a reunião com Erenice, Israel e o sócio, Vinícius de Oliveira Castro, passaram a cobrar dinheiro para viabilizar o financiamento do BNDES.

Quando era ministra, Erenice negou que se encontrou com Quícoli. À PF, admitiu a reunião.

"Através de levantamentos pelo assessor Vladimir [Muskathirovic] soube que a reunião foi em 10/11/2009. Que a mesma foi presidida por Vladmir. Que foi informada por Vladmir, a declarante participou da reunião por alguns minutos, salvo engano entre 20 e 30 minutos", disse Erenice.

A versão dada à PF contraria o que a Casa Civil, quando Erenice era ministra, afirmou em setembro. Disse que apenas o assessor participou da reunião. Essa versão é sustentada pelo governo até hoje.

O depoimento prestado à PF desmente que a própria Erenice já disse sobre o caso. Em entrevista à revista "Istoé", ela disse que não se encontrou com Quícoli. "Nunca recebi. Ele foi recebido na Casa Civil pelo meu assessor", afirmou.

Braço direito da presidenciável petista Dilma Rousseff, Erenice era secretária-executiva da candidata quando recebeu no Planalto empresários que negociavam contrato com a empresa de lobby dos filhos dela e de assessores da Casa Civil. Após a Folha publicar a informação, ela pediu demissão.

DEFESA

"Houve um encontro oficial, marcado pela assessoria dela. Foi uma reunião de uma hora e quinze minutos, na qual ela participou por 30 minutos. Foi uma conversa rigorosamente técnica", disse o advogado de Erenice, Mário de Oliveira Filho.

A defesa afirmou que, na reunião, Erenice deu "os encaminhamentos devidos" para a proposta de Quícoli. Segundo o consultor, depois do encontro com Erenice, a proposta da EDRB foi encaminhada para a estatal responsável por energia solar no Nordeste.

Nesse mesmo período, Quícoli afirmou que a empresa de Israel passou a cobrar para viabilizar o financiamento do BNDES. A defesa de Erenice não comentou sobre as conversas de consultores com pessoas ligadas a Israel Guerra. Diz apenas que não tinha o consentimento da ex-ministra.

"Ela nunca autorizou ninguém, nem filho, a falar em nome dela para gerenciar qualquer negócio", afirmou o advogado.

Segundo a defesa, ela respondeu a todos os questionamentos na condição de testemunha. Os advogados de Erenice afirmam ainda que a ex-ministra nunca atuou para beneficiar qualquer parente no governo.

De acordo com os advogados, os amigos de Israel Guerra que trabalhavam no governo foram contratados por questões técnicas.

Erenice foi intimada pela polícia para explicar a atuação de Israel como lobista dentro do governo e a suspeita de tráfico de influência. A seis dias da eleição, a ex-ministra tentou duas vezes adiar o depoimento.

Braço direito da presidenciável petista Dilma Rousseff, Erenice era secretária-executiva da candidata quando recebeu no Planalto empresários que negociavam contrato com a empresa de lobby dos filhos dela e de assessores da Casa Civil. Após a Folha publicar a informação, ela pediu demissão.

O caso Erenice foi um dos motivos que levou a eleição para o segundo turno, segundo pesquisa Datafolha.


Editoria de Arte/Folhapress

+ Notícias sobre eleições

POLÍCIA FEDERAL/DOSSIÊS [In:] DESINTELIGÊNCIA

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25/10/2010 - 18h05

PF indicia jornalista no caso da violação de sigilo de pessoas ligadas a Serra



DE BRASÍLIA/FOLHA


O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao "grupo de inteligência" na fase da pré-campanha de Dilma Rousseff, foi indiciado nesta segunda-feira por quatro crimes no caso que investiga a violação do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e familiares do candidato José Serra (PSDB).

A Polícia Federal, que investiga quem ordenou e pagou pela quebra ilegal dos sigilos, indiciou Amaury após o quarto depoimento prestado por ele. Para a PF, o jornalista cometeu violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documento falso e deu ou oferecer vantagem a testemunha.

Em depoimento, Erenice contraria versão da Casa Civil e admite encontro com consultor
Erenice responde a mais de cem perguntas em quatro horas de depoimento à PF
Erenice e jornalista chegam para depor à PF
Leia os depoimentos anteriores do jornalista
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Em depoimento com cerca de seis horas de duração, Amaury confirmou o conteúdo das informações prestadas à Polícia Federal anteriormente --como o fato de ter encomendado informações fiscais de pessoas ligadas a Serra. Amaury, entretanto, ficou calado na maioria das novas perguntas.

SIGILO

Os alvos do jornalista tiveram seus dados violados em duas agências da Receita Federal em São Paulo.

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia declarou à polícia que o jornalista o contratou para obter informações fiscais sigilosas de familiares e aliados de Serra. Essas informações foram parar num dossiê que circulou na pré-campanha petista.

Garcia afirma ter recebido R$ 12 mil em dinheiro de Ribeiro Jr. em outubro de 2009. No mês passado, alega ter recebido mais R$ 5.000.

No depoimento anterior que concedeu à PF, o jornalista não esclareceu se recebeu ou não orientação para investigar tucanos.

Ele apenas afirmou que iniciou a apuração porque soube que uma equipe liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra o ex-governador Aécio Neves.

Nessa época, Aécio e Serra disputavam a indicação do partido para concorrer à Presidência da República.

VAZAMENTO

No depoimento anterior, Ribeiro Jr. também atribuiu a uma ala do PT o vazamento do dados que coletou. Segundo ele, um setor do partido disputava o controle de contratos da área de comunicação.

O PT nega que a ordem para encomendar a quebra de sigilo tenha sido dada pela campanha, assim como refuta ter operado qualquer dossiê para atacar o adversário.

Embora o jornalista tenha negado que trabalhou para a campanha petista, ele participou de ao menos uma reunião da "equipe de inteligência" em 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília.

MESMA AGÊNCIA

Ele é amigo de Luiz Lanzetta, dono de uma empresa contratada na ocasião para administrar contratos de comunicação para a campanha de Dilma Rousseff.

A Lanza Comunicação tem conta na mesma agência bancária, em Brasília, onde foram feitos os depósitos no mês passado em nome do despachante Dirceu Garcia.

Agora, a PF quer identificar a origem do dinheiro pago ao despachante.


Editoria de Arte/Folhapress

+ Notícias sobre eleições

ELEIÇÕES 2010/VIOLÊNCIA URBANA [In:] ... SE EXPLIQUE !!!

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25/10/2010 - 20h45

Médico que atendeu José Serra pede explicações a Lula no Supremo




LUIZA SOUTO
DO RIO - FOLHA


O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à Presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), entrou na noite de hoje no STF com um pedido de explicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido, encaminhado por fax pelo advogado de Kligerman, o ex-deputado e candidato derrotado ao Senado pelo PPS Marcelo Cerqueira, tem como base o artigo 144 do Código Penal.

Médico que atendeu José Serra recebe apoio e promete acionar Lula
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Nele, incluído no capítulo dos crimes contra a honra, se estabelece que "se de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa".

Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.

"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico", disse ele à tarde, durante ato de desagravo promovido por amigos em um restaurante da zona sul do Rio.

Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.

Para o candidato à vice, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.

"O doutor Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."

Marcelo Cerqueira explicou como será o processo.

"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

26 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Erenice se contradiz e agora admite reunião na Casa Civil
Ex-ministra diz que recebeu empresário a pedido do filho, acusado de tráfico de influência

Ao depor ontem na Polícia Federal, a ex-ministra Erenice Guerra, braço-direito da candidata Dilma Rousseff (PT) no governo, entrou em contradição com a versão oficial e admitiu que se reuniu com dois lobistas. Ela disse ter recebido na Casa Civil Rubnei Quícoli, da EDRB, empresa interessada num financiamento do BNDES. E confirmou tais encontros, um na casa dela, com Fabio Bacarat, da MTA - que tentava renovar contratos com os Correios.
Erenice alegou que recebeu Bacarat a pedido do filho Israel e que não desconfiou das intenções do lobista. A PF apura tráfico de influência. (Págs. 1 e 3)

Foto legenda: A ex-ministra Erenice Guerra, com seus advogados, deixa o prédio da PF após depor no inquérito que apura tráfico de influência na Casa Civil. (Pág. 1)

Sigilo: Amaury é indiciado pela PF

Suspeito de encomendar dados fiscais sigilosos de tucanos, o jornalista Amaury Ribeiro Junior foi indiciado por corrupção ativa, violação de sigilo, uso de documentação falsa e suborno. (Págs. 1 e 4)

Lula promete, a partir de 2011, mais casas do que fez até hoje

O presidente Lula entregou no Rio 328 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida e anunciou a construção de dois milhões de moradias a partir de 2011. Em vigor há um ano e meio, o programa teve desempenho abaixo do esperado. De um milhão de unidades prometidas, só entregou 181,4 mil. A CEF afirma que financiou 3,7 milhões de unidades em oito anos - mas isto porque contabiliza até reformas. (Págs. 1 e 9)

Merval Pereira

Lula uniu inesperadamente a oposição ao radicalizar o embate eleitoral. (Págs. 1 e 4)

Panorama Político

Esta é a eleição com o maior número de debates: até 6ª, terão sido dez. (Págs. 1 e 2)

Natal terá peru mais caro que bacalhau

Com a queda do dólar e a alta de preços de alimentos no mercado nacional, importados tradicionais estão mais baratos do que similares brasileiros. Entre os produtos estão o queijo francês, o doce de leite argentino e o vinho português, que saem mais em conta que os nacionais. Segundo varejistas, na ceia de Natal, o peru será mais caro que o bacalhau, hoje mais barato que o filé mignon. (Págs. 1 e 27)

Pai é preso acusado de torturar filha

0 técnico judiciário André Rodrigues Marins, pai da menina Joanna Marcenal Marins, foi preso ontem, acusado de torturar e matar a filha de 5 anos. O Ministério Público estadual acusa também a madrasta da menina, cuja prisão já foi pedida. (Págs. 1 e 18)

MPB na sala de aula

Apesar de o ensino médio no estado ter obtido resultados negativos segundo o MEC, alunos dos colégios estaduais começaram a ter aulas de história da Música Popular Brasileira (MPB), para atender à lei federal que obriga o ensino de música. As aulas seguem a metodologia do projeto MPB nas Escolas. (Págs. 1 e 20)

Cunhada de Tony Blair se converte ao Islã

Lauren Booth, irmã da mulher do ex-premier britânico, anunciou ter virado muçulmana durante viagem ao santuário de Qom, no Irã. A decisão da cunhada é um embaraço para Blair, que ainda recebeu críticas sobre sua parcialidade em relação a Israel. (Págs. 1 e 34)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Ao depor, Erenice admite reunião que sempre negou
Escândalo da Casa Civil

Ex-ministra muda versão e diz que recebeu empresários que negociavam com o filho dela

A ex-ministra Erenice Guerra mudou a versão que sustentava até agora e confirmou a Polícia Federal que recebeu na Casa Civil empresários que negociavam contrato com a firma de lobby de seu filho Israel.

Na época, a ministra era Dilma Rousseff, e Erenice, seu braço direito. Em notas oficiais, a assessoria da Casa Civil negou por duas vezes a participação de Erenice na reunião com a empresa EDRB, de Campinas (SP).

A ex-ministra confirmou ainda ter se encontrado no início do ano com empresário da MTA Linhas Aéreas, interessada em contrato de transporte com os Correios e que havia contratado a empresa de Israel. (Págs. 1 e Eleições 2010)

Foto legenda: Erenic Guerra e Amaury Ribeira Jr. na PF em Brasília; ambos depuseram ontem. (Pág. 1)

Jornalista e indiciado no caso EJ (Págs. 1 e Eleições, 3)

Folha conhecia vencedores do metrô seis meses antes
A Folha soube há seis meses quais seriam os vencedores da licitação dos lotes 3 a 8 da linha 5-lilás do metrô. O anúncio das empreiteiras ocorreu apenas na última quinta.

O jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo - disponível na Folha.com - e no 2º Cartório de Notas nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente. O valor da concorrência ultrapassa os R$ 4 bilhões.

O Metrô disse que vai investigar o caso, Os consórcios negaram irregularidades. A licitação foi aberta quando José Serra (PSDB) era governador do Estado e concluída por seu sucessor, Alberto Goldman. (Págs. 1 e Eleições, 7)

Em debate, Dilma cita Paulo Preto e Serra usa Dirceu

Segundo nas pesquisas, José Serra (PSDB) atacou Dilma Rousseff (PT) em debate na Record citando aliados ligados a denúncias, como Erenice Guerra e José Dirceu. Dilma revidou com Paulo Preto. (Págs. 1 e Eleições, 4)

Déficit externo é o maior desde o fim da gestão FHC (Págs. 1 e B1)


Quadrilha faz 25 reféns em prédio de Higienópolis (Págs. 1 e C1)



Editoriais

Leia "O Executivo e a lei", acerca do excesso de medidas provisórias; e "Floresta para explorar", sobre o uso econômico de áreas de conservação. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Erenice muda versão e diz à PF que encontrou consultor
Ex-ministra negava ter se reunido com negociador que acusa seus filhos de cobrar por influência

A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra mudou a versão que vinha sustentando e confessou à Polícia Federal que se reuniu com o consultor Rubnei Quícoli, da EDRB, que negociava um contrato com o BNDES e teria sido pressionado; na ocasião, a pagar comissão a filhos e assessores de Erenice. Há um mês, Erenice, que foi braço direito da candidata presidencial Dilma Rousseff (PT), havia dito que a reunião com Quícoli, em novembro de 2009, fora feita pelo assessor Vinícius Castro. Agora, ela admitiu ter participado - mas só do início. Disse que foram tratados de "aspectos técnicos do projeto" e alegou desconhecer qualquer negociação com o BNDES intermediada por sua pasta. Quícoli, porém, disse que o contrato, para um projeto de energia solar no Nordeste, era orçado em R$ 9 bilhões, e a EDRB pagaria ao lobby dos filhos de Erenice cinco parcelas de R$ 40 mil e taxa de sucesso de 5%. (Págs. 1 e Nacional A4)

Foto legenda: Na polícia. A ex-ministra Erenice Guerra, após prestar depoimento. (Pág. 1)

Jornalista é indiciado por quatro crimes

Ligado ao "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado ontem, após depoimento de 6 horas à Polícia Federal, por violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e suborno, no caso de quebra de sigilo fiscal de dirigentes do PSDB e da filha do candidato José Serra, Verônica. (Págs. 1 e Nacional A4)

OAB repudia fiscalização da mídia pelos Estados

A Ordem dos Advogados do Brasil repudiou ontem iniciativas, debatidas em ao menos quatro Estados, que visam a criar conselhos estaduais para fiscalizar e monitorar a mídia. Para a entidade, medidas desse gênero são inconstitucionais. A OAB se disse preocupada com os males que esses órgãos possam causar "à livre manifestação de expressão e a liberdade de imprensa, fundamentais para a normalidade do Estado de Direito". 0 presidente da entidade, Ophir Cavalcante, assinalou que a OAB poderá questionar judicialmente a criação dos conselhos. (Págs. 1 e Nacional A13)

Ricardo Pedreira,
Diretor Executivo da ANJ

“É preocupante imaginar que possa haver instâncias controladas pelo Poder Executivo capazes de avaliar o que é conveniente para ser veiculado pelos meios de comunicação" (Pág. 1)

Foto legenda: O incrível leito seco do Rio Negro

Barco no leito do rio seco em frente a Manaus, onde o Rio Negro marcou anteontem seu nível mais baixo desde a estiagem de 1963. O Exército vai ajudar na distribuição de kits de higiene, remédios e alimentos a seis comunidades isoladas em Tefé, Alvarães e Uarini, todas na região do Médio Solimões. (Págs. 1 e Vida A18)

União Europeia acusa Brasil de protecionismo

A União Europeia acusou o Brasil de criar, em julho, o seu “Buy Brazilian", analogia do "Buy American", lançado pelos EUA para incentivar a indústria americana na crise. Segundo a UE, o Brasil adota políticas discriminatórias de incentivo a empresas nacionais em licitações, que representam um mercado anual de € 7 bilhões. (Págs. 1 e Economia B1)

Anac estuda flexibilizar peso de bagagem em voo (Págs. 1 e Cidades C1)

Prescrição de prótese não terá nome comercial (Págs. 1 e Vida A18)

Dora Kramer: Exceção à regra

Há excelência na política, mas o que vale é a gritaria de um presidente transgressor e a palavra dos marqueteiros e seus truques repetitivos. (Págs. 1 e Nacional A6)

Rubens Barbosa: Uma nova política externa

Relevante é recuperar a ideia de defesa do interesse nacional. O Itamaraty deve executar uma política de Estado, e não de um partido. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

Um avanço do G-20

Os ministros comprometeram-se a evitar - ou a reduzir - a manipulação cambial. (Págs. 1 e A3)
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Valor Econômico

Manchete: 'Estarrecido'com baixarias, TSE quer mudar campanhas
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) estão "estarrecidos" com o baixo nível da campanha presidencial no segundo turno. Para eles, as coligações de Dilma Rousseff e de José Serra promovem um "show de horrores", com troca de acusações constantes em vez de discussão sobre propostas de governo.

"O que estamos vendo não é mais horário eleitoral, é um tiroteio eleitoral", disse o ministro Aldyr Passarinho Junior. Ele cogitou até mudanças para eleições futuras, como tornar responsáveis os marqueteiros nos casos de propagandas destinadas apenas a ofender adversários. (Págs. 1 e A5)

UE ataca ações protecionistas brasileiras

A União Européia (UE) acusa o Brasil de ampliar barreiras às importações e aumentar subsídios para as exportações que, junto com medidas de outros parceiros, estariam contribuindo para atrasar a recuperação econômica européia. A UE se queixa sobretudo dos financiamentos a juros abaixo de mercado concedidos pelo BNDES para exportações e da preferência “enorme" dada aos produtos nacionais no lucrativo mercado de compras governamentais.

A UE sinaliza que reagirá contra as medidas que afetariam principalmente suas exportações automotivas, de têxteis e vestuário, agrícolas e de serviços e atingiriam 1,7% do comércio. A Argentina é a campeã das medidas mais restritivas, com 62 barreiras, seguida pela Rússia. 0 Brasil teria imposto 12 medidas, de outubro de 2008 até o mês passado. (Págs. 1 e A3)

Venda da Plena à State Grid depende do BNDES

Cinco meses depois de ter anunciado a aquisição bilionária da Plena Transmissoras, de origem espanhola, que marcaria sua entrada no setor de energia do Brasil, a estatal chinesa State Grid ainda esbarra no BNDES para concluir a operação. 0 negócio já foi aprovado pelo órgão de concorrência, e pela agência de energia e1étrica, mas é na transferência da titularidade empréstimos, que somam cerca R$ l,5 bilhão tomado ao BNDES, que está a principal condicionante para o fechamento da transação.

Segundo o Valor apurou, os chineses acreditavam que assumiriam sem maiores dificuldades a titularidade dos empréstimos. Mas o BNDES abriu um processo de análise de crédito da empresa, até então desconhecida do banco. Quando há transferência de controle em uma aquisição, os empréstimos do banco são todos reavaliados. Cada caso é revisado e para aprovar a operação o banco faz algumas mudanças no contrato de financiamento, como a exigência de substituição de garantias e de fianças bancárias. (Págs. 1 e B11)

Foto legenda: Proteção lucrativa

A partir de 2011, veículos novos devem sair das montadoras equipados com rastreador, mas o consumidor poderá optar por ativá-lo ou não. A Sascar espera que as vendas do serviço para carros de passeio subam dos atuais 20% para 35% do faturamento, diz José Quintana, presidente. (Págs. 1 e B4)

Múltis já tem 40% dos genéricos

Dez anos depois do início da venda de genéricos no Brasil, a participação das multinacionais na fabricação desses medicamentos atinge 40% do total da receita com os produtos, que triplicou nos últimos dois anos. Há três anos, essa fatia era de 12%. 0 movimento de consolidação de grupos internacionais em países emergentes, sobretudo no Brasil, começou em 2007, quando muitas companhias internacionais reduziram seu portfólio de inovação e viram expirar a patente de alguns de seus campeões de vendas.

O segmento de genéricos movimenta 20% dos volumes totais de medicamentos no Brasil c 17% em valor, ou US$ 3,253 bilhões dos US$ 19,612 bilhões vendidos nos últimos 12 meses até setembro, de acordo com a consultoria IMS Health. Nos EUA, os volumes de genéricos chegam a 70% do total e na Alemanha, a 65%. "Nos países desenvolvidos, a participação dos genéricos cresce a taxas menores. No Brasil há muito espaço para avançar”, disse Nilton Paletta, presidente da IMS.

O último negócio importante foi a aquisição de 40% do laboratório Teuto pela Pfizer, dos EUA. Maior laboratório nacional, a EMS, de Hortolândia (SP), tenta avançar no mercado com o lançamento das versões genéricas e similares do Viagra e do Lipitor. (Págs. 1 e B1)

Argentina tem feriado para fazer censo

Amanhã é feriado nacional na Argentina. Mas não é dia santo nem se comemora uma data nacional. Os cidadãos foram convocados a ficar em casa para esperar um dos 600 mil representantes do Instituto Nacional de Estatística e Censos, o IBGE local, para responder as perguntas do censo de 2010.

Mas a desconfiança da população e dos analistas, que suspeitam de maquiagem nas estatísticas sobre inflação, levou a criação de um movimento de boicote ao censo. (Págs. 1 e Al6)

Fundos perdem com o atraso de aceitação de papeis do FCVS pelo Tesouro Nacional (Págs. 1 e C1)


Trabalho degradante ainda é uma marca no setor rural, diz Campos (Págs. 1 e B14)


Equipamentos para banda larga

A Telebrás realizou ontem o primeiro pregão eletrônico de compra de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga. As licitações somaram R$ 426,9 milhões, com desembolso até o fim de 2012. (Págs. 1 e B2)

Agências correm a África

Depois de China, Índia e América Latina, multinacionais da publicidade como WPP PLC, Publicis e Omnicom elegem a África como novo "campo de batalha" do setor. (Págs. 1 e B6)

'Bis in idem' cambial

O câmbio é uma das maiores queixas das montadoras instaladas no Brasil, mas algumas, como a Toyota, sofrem duplamente, com perda de exportações e preços mais altos nos carros importados do Japão, devido a valorização do iene, diz Shozo Hasebe. (Págs. 1 e B10)

Petrobras ganha força na Copergás

Após mais de sete anos de disputa judicial, a Petrobras conseguiu retomar o poder de veto nas deliberações da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). (Págs. 1 e B11)

Esra mira o mercado externo

A Esra, única empresa do hemisfério Sul homologada para a produção de capacetes de voo civis e militares, negocia acordo com a David Clark, dos EUA, para exportar para o mercado americano. (Págs. 1 e B11)

'Lei do Silêncio' na berlinda

Recuo de ações da Petrobras após capitalização faz pequenos investidores e profissionais de mercado alertarem para perda causada pela regra que impede analistas e corretoras de falar durante ofertas de ações. (Págs. 1 e D1)

Taxa de administração abusiva

A CVM rejeitou proposta de termo de compromisso feita pelo HSBC para encerrar um processo que investiga a cobrança de taxa de administração excessiva em um fundo de investimento. (Págs. 1 e D3)

Ideias

Antonio Delfim Netto

A pesquisa econômica tem feito avanços importantes no estudo da "periferia" da macroeconomia, mas não no “core". (Págs. 1 e A2)

Ideias

Raymundo Costa

Lula exigiu a radicalização política da campanha de Dilma, mas foi decisão da candidata assumir ela mesma o ataque. (Págs. 1 e A11)
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