PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

CONGRESSO NACIONAL/GOVERNO DILMA [In:] ''MUY AMIGOS''

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Novos líderes já querem ampliar gastos

Parlamentares assumem com agenda de gastos que ameaça austeridade fiscal


Autor(es): João Domingos e Eugênia Lopes,
O Estado de S. Paulo - 02/02/2011

Líderes de bancadas começam a articular votações, como redução da jornada de trabalho, o aumento do mínimo acima dos R$ 545 fixados pela presidente e a correção da tabela do IR; Dilma escala aliados na Casa para deter a aprovação das propostas

BRASÍLIA - No mesmo dia em que os novos congressistas tomaram posse e os líderes passaram a reverberar uma agenda "gastadora", a presidente Dilma Rousseff escalou integrantes dos partidos aliados para combater a tentação de aprovar projetos que podem comprometer a meta de ajuste fiscal do governo. Entre eles, o que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas e propostas que fixam o salário mínimo acima de R$ 545 e corrigem a tabela do Imposto de Renda em índices superiores a 4,5%.

Maior defensor da redução na jornada de trabalho, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, espalhou nesta terça-feira, 1, faixas e banners no caminho entre o aeroporto e o Congresso para lembrar que o projeto está em tramitação na Câmara. "É difícil a pessoa ser empresário e votar a favor da redução." Ele acha que o tema dividirá a Câmara. "Essa redução vai enfrentar grande resistência na Câmara por causa da bancada empresarial", afirmou.

Quanto ao aumento do salário mínimo, Paulinho acha que dá para alcançar mais do que os R$ 545 defendidos pelo governo. Insiste num mínimo de R$ 580. "Acho difícil qualquer deputado, mesmo da base, votar contra um aumento maior para o mínimo." Paulinho pode até conseguir chegar a um valor maior dos que os R$ 545, mas não os R$ 580.

O PMDB, no entanto, anunciou que só fará o que o governo quiser. "Nós estamos fechados com a posição do Palácio do Planalto nessa questão do salário mínimo", disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, não vê problemas em torno da aprovação de proposta que reduza a jornada de trabalho. "É uma determinação de nosso congresso. Não é uma questão de governo, mas de partido", disse ele. "Quando a Constituinte reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas, disseram que o mundo ia acabar. Não acabou", acrescentou.

Ponto pacífico

Um ponto que parece ser consensual no Congresso é a correção na tabela do Imposto de Renda. A oposição pode até propor um índice maior, mas na base aliada há a decisão de votar o que o Planalto decidir. Por enquanto, uma correção de até 4,5% na tabela do IR. "O governo não pode ficar fazendo superávit em cima do IR", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Para conter o ímpeto de aumento de gastos, a presidente conta com senadores petistas recém-empossados, como Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ) e José Pimentel (CE), que se arriscam até a fazer um discurso contrário ao que determina o próprio partido - uma resolução de congresso do PT determina o engajamento da legenda na redução da jornada de trabalho.

"O mundo vive uma outra realidade com a revolução tecnológica. Se o Brasil quer se firmar, tem de ter um diálogo aberto com os sindicatos", disse Jorge Viana. Para ele, não dá simplesmente para reduzir a jornada de trabalho, sem mais nem menos. "Pelo menos, é preciso dar tratamento diferenciado para determinados setores da sociedade", afirmou.

"Não há clima no momento para a redução na jornada de trabalho", completou o senador Lindberg Farias (PT-RJ). O mesmo pensa o senador José Pimentel (CE), que tem origem no movimento sindical: "Esse debate da redução na jornada de trabalho tem de envolver entidades de trabalhadores e empregadores".


BRASIL/SENADO [In:] ... CHEIRANDO A MOFO DE SARCÓFAGO

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Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito

Reeleito pela 4ª vez no Senado, Sarney fala em ""sacrifício""


Autor(es): Andrea Jubé Vianna
O Globo - 02/02/2011

Senador recebeu apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa e, ao discursar, ignorou escândalos que abalaram Congresso


O senador José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito ontem com apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa para sua quarta gestão na presidência do Senado. No discurso de posse, repetiu que marcha mais uma vez para o "sacrifício pessoal". Sarney venceu o único adversário na disputa, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), escolhido por oito parlamentares. Um senador optou por anular o voto e dois votaram em branco.

Em seu discurso de posse, Sarney não mencionou diretamente a sucessão de escândalos da qual foi protagonista em 2009. O ápice da crise foi a revelação, pelo Estado, dos atos secretos, usados para nomear parentes dele e de outros senadores e criar privilégios para os parlamentares e funcionários. Na segunda-feira, reportagem do Estado mostrou que a reforma administrativa prometida por Sarney durante o escândalo está parada, sem perspectiva de votação.

Se o presidente do Senado preferiu não tocar no assunto, o candidato azarão do PSOL não deixou a crise ética da Casa de fora de seu discurso. "Minha candidatura é uma forma de dizer não à prática de jogar os graves problemas éticos do Senado para debaixo do tapete", afirmou Randolfe. "Defendo a revisão de todos os contratos e profunda auditoria nas contas da Casa. E, principalmente, total transparência de seus gastos e ações."

Sarney lembrou, no discurso, que é o parlamentar com maior tempo no Congresso - ele chegou à Casa em 1955. Recordou que viu mais de 50 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e que nenhuma levantou qualquer coisa contra ele.

No entanto, omitiu que, por causa dos atos secretos, foi alvo de representações por quebra de decoro no Conselho de Ética em 2009, todas arquivadas sem julgamento, com apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De novo, disse que não queria ser presidente do Senado. "Não desejava o encargo, mas dele não pude fugir", afirmou, ressaltando que a confiança dos senadores o "conforta e aumenta as responsabilidades no cargo".

Aproveitou para exaltar as qualidades pelas quais, segundo ele, é reconhecido. "Vi duas ditaduras, alguns golpes de Estado, dois fechamentos do Congresso, sendo sempre um homem de diálogo e conciliação, sem abrir mão dos meus princípios democráticos, que não se resumiram a palavras, mas ações, presidindo o governo da Nova República, convocando a Constituinte (...), presidindo quatro eleições, legalizando os partidos banidos por razões ideológicas."

BRASIL/CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] UM NOVO EMBATE, ''PARCÊRUS'' ?

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AÇÃO DO PLANALTO DÁ VITÓRIA FOLGADA A MAIA

VITÓRIA FÁCIL COM 73% DOS VOTOS


Correio Braziliense - 02/02/2011

Estratégia governista é bem-sucedida e deputado do PT conquista 375 votos na disputa pela presidência da Câmara. Partidos da base vão unir esforços para aprovar o salário mínimo de R$ 545, defendido por Dilma Rousseff. Resultado mostra a força da articulação entre aliados, mas não evita desgastes com setores do PMDB.


Previsões mais otimistas se confirmam e Marco Maia vence com votação expressiva a disputa pela Presidência da Câmara. Próxima batalha será a discussão do mínimo de R$ 545

O governo conseguiu eleger o deputado federal Marco Maia (PT-RS) presidente da Câmara com ampla maioria. Seguindo as previsões mais otimistas, o petista alcançou 375 votos (73,7%), apesar das ameaças de integrantes da base aliada de optar pela dissidência como sinal de alerta ao novo governo. O recado foi dado, mas não na intensidade que os governistas temiam. Juntos, Sandro Mabel (PR-GO), Chico Alencar (PSol-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) conseguiram 25,7% dos votos. Um número suficiente para mostrar que parte dos integrantes da Casa não está disposta a seguir à risca as orientações e os desejos palacianos, mas insuficiente para ameaçar votações consideradas arriscadas, como a do reajuste do salário mínimo, que o governo pretende deixar em R$ 545.

Apesar do clima de vitória antecipada instaurado na últimas semanas, ontem o deputado Marco Maia se assustou com o lançamento da candidatura de última hora de dois oponentes, além do embate já anunciado com Sandro Mabel. Teve de ir à luta. Convocou os petistas aliados e alguns peemedebistas mais dedicados à sua campanha para se reunir com pelo menos cinco deputados de outras legendas e convencê-los a seguir a orientação partidária de apoiá-lo.

Na fila de votações, Maia também não descansou. Tenso, viu-se obrigado a responder as acusações feitas pelo principal adversário de que sua vitória representaria a permissão para a ingerência do Executivo na Casa. Também foi pressionado a igualar as promessas feitas por Mabel para não correr mais riscos. No discurso de campanha, ele garantiu que iniciará as discussões para a construção de um novo anexo e fez defesa das emendas individuais parlamentares, ameaçadas de cortes pelo governo. “Todos nós sabemos da importância das emendas. Elas representam um instrumento completo de democratização da aplicação de recursos públicos. Vamos fazer com que nossas emendas tenham efetividade”, prometeu Maia.

Empolgado em seu discurso, o petista também entrou em um debate que é a bandeira do governo Dilma Rousseff. Disse que a Câmara deve contribuir decisivamente para ajudar na erradicação da pobreza no Brasil. “Para isso estabeleceremos metas nos próximos seis meses para debater e aprovar projetos sobre essa temática.”

Mesa Diretora
A disputa pela Presidência da Câmara não se refletiu nos outros cargos da Mesa Diretora. Pautado em um acordo prévio de respeito à proporcionalidade, os partidos lotearam os cargos de acordo com a votação obtida pelas legendas nas eleições do ano passado. Pela divisão, a 1ª Vice-Presidência ficou com Rose de Freitas (PMDB-ES); a 2ª Vice-Presidência com Eduardo da Fonte (PP-PE); a 1ª Secretaria com Eduardo Gomes (PSDB-TO); a 2ª Secretaria ficou com Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP); a 3ª Secretaria com Inocêncio de Oliveira (PR-PE) e a 4ª Secretaria com Júlio Delgado (PSB-MG). O único posto disputado foi a função de segundo-secretário, já que a estreante Rebecca Garcia (PP-AM) se lançou na disputa com Eduardo da Fonte. Ela ainda conseguiu 211 votos, graças ao discurso de última hora de que era a representante do corporativismo. Não por acaso, a função pleiteada por ela também tem a prerrogativa de analisar a conduta dos deputados.

Mozart se despede
A sessão que consagrou a nova Mesa Diretora também foi marcada pela despedida de Mozart Viana da secretaria-geral da Câmara. No cargo há mais de 20 anos, o secretário sempre foi conhecido pelo amplo conhecimento do processo legislativo e pela disposição de orientar assessores e jornalistas. Mozart foi aplaudido de pé pelos deputados e recebeu o agradecimento do presidente eleito, Marco Maia (PT-RS). Ele deixa a Câmara para ser assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG).


PERSONAGEM DA NOTÍCIA
Guinada na carreira política


Até então considerado um deputado do baixo clero da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) conseguiu desbancar companheiros de partido e de bancada governista na disputa pelo terceiro posto na linha sucessória do país. Ex-metalúgico, gaúcho de Canoas, o petista conseguiu alcançar a Presidência da Câmara em seu terceiro mandato. Antes da Câmara, havia tentado somente eleições à prefeitura de sua cidade natal. Acabou derrotado.

O triunfo na Câmara, que marca uma guinada na carreira política do deputado, foi ligado às ações do Poder Executivo, que colocou todas as digitais possíveis para garantir sua eleição. Se no início da disputa o governo pendia a balança para Cândido Vaccarezza (PT-SP), assim que Maia conseguiu a indicação da bancada petista, a máquina trabalhou com todas as armas para inflar a sua candidatura.

O apoio, que incluiu o contingenciamento de emendas, o adiamento de nomeações para cargos do segundo escalão e até ameaça de expulsão de Sandro Mabel do PR, terá a fatura cobrada já nos primeiros dias da gestão de Maia à frente do parlamento.

Embora defenda a independência da Câmara e alterações nas regras para liberação de emendas, o deputado gaúcho dificilmente terá uma posição de grande resistência em relação ao Planalto. Ao todo, a bancada governista chega a quase 400 deputados — suficiente para ter tranquilidade e até aprovar emendas constitucionais sem necessidade de grandes articulações.

O novo presidente da Casa ainda colocará em curso, já nos primeiros dias de gestão, promessas feitas a setores da Casa. A principal delas será a votação do novo Código Florestal. O deputado prometeu à bancada ruralista limitar em um mês a discussão da matéria e votar o projeto final até o fim de março, sem adiamentos. No debate do salário mínimo, Maia se comprometeu apenas a não influenciar o debate, no que deve ser o primeiro termômetro sobre o grau de independência do Executivo que a gestão de Maia à frente da Câmara imprimirá nos próximos dois anos.

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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?

02 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Oposição nega saída honrosa a ditador egípcio e exige renúncia
Pressionado e aconselhado por Obama, Mubarak desiste de reeleição

Após os maiores protestos já realizados no Egito e uma mensagem do presidente Barack Obama, pressionando pela transição pacífica, o ditador Hosni Mubarak anunciou que não vai concorrer a seu sexto mandato, em setembro. Mas garantiu que não renuncia, como exige a oposição: "Este é meu país, onde vivi, lutei e defendi sua terra. Vou morrer neste território", disse ele. O Nobel da paz Mohamed ElBaradei deu um ultimato ate depois de amanhã para que ele saia. O pronunciamento de Mubarak desagradou e foi muito vaiado por manifestantes, que sacudiam sapatos no ar, prometendo nova marcha até o palácio presidencial, no que está sendo chamado de "sexta-feira da despedida". A família do ditador já deixou o país e está instalada em Londres. (Págs. 1, 28 a 31, Miriam Leitão e Merval Pereira)

PM ocupa Santa Teresa até 2ª feira

Ação em 9 favelas será o 1º passo para implantação de UPPs no bairro e em seus arredores

Até segunda-feira, a polícia vai ocupar nove favelas em Santa Teresa, Catumbi e Estácio, num primeiro passo para a instalação de mais três Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade. A pacificação da área vai fechar um cinturão de segurança, abrangendo Parte do Centro e do Estácio, e beneficiar diretamente 20 mil pessoas. As favelas ocupadas serão Mineira, São Carlos, Fallet, Escondidinho, Fogueteiro, Coroa, Zinco, Prazeres e Querosene. Animado com a queda dos índices de homicídios no Rio, o governador Sérgio Cabral anunciou que vai antecipar o pagamento em dobro das gratificações aos policiais que cumpriram as metas de combate ao crime no segundo semestre de 2010. A bonificação dobrada só seria depositada no fim deste semestre. (Págs. 1, 14 e editorial "O significado da violência em queda")

CEF oferece R$ 8 bilhões para novo PanAmericano

Sócio do PanAmericano, banco vendido por Silvio Santos ao BTG Pactual, a Caixa pôs a disposição da instituição um "cheque especial" de R$ 8 bilhões. Esse limite de crédito faz parte de um acordo com o novo controlador. O Fundo Garantidor de Crédito, que reúne os bancos do país, assumira a rombo de R$ 3,8 bilhões. (Págs. 1 e 21)

Em 2010, dívida pública cresceu R$ 200 bilhões
Puxada por aportes ao BNDES, a dívida pública federal subiu R$ 200 bi em 2010, atingindo R$ 1,694 trilhão - alta de 13%. O valor ficou na meta. O governo prevê aumento de até R$ 240 bi este ano. (Págs. 1 e 23)

O novo Congresso

Conduzido pela quarta vez pelo senador Jose Sarney, o novo Congresso tomou posse ontem elegendo o petista Marco Maia para presidir a Câmara. Entre estreantes e veteranos, assumiram Tiririca, Maluf, Romário, Jean (ex-BBB) e Garotinho. No Senado, o ex-cara-pintada Lindberg Farias, o presidente cassado Fernando Collor e o sucessor Itamar Franco se reencontraram 19 anos após o impeachment. (Págs. 1 e 3 a 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Acuado pelas ruas, ditador egípcio quer prazo para sair
Mubarak promete ficar fora da eleição, mas anúncio não deve aplacar protestos; oposição vê manobra

Sob forte pressão interna e externa após oito dias de revolta popular, o ditador egípcio Hosni Mubarak, 82, anunciou, em rede nacional, que não tentará a reeleição, relata Samy AdgWrni.

Ele prometeu antecipar o pleito, marcado para setembro, mas não deve aplacar a rebelião. Parte da multidão, que viu por telão, reagiu exibindo a sola do sapato, ofensa no mundo árabe.

Mubarak nada disse sobre possível candidatura de seu filho e herdeiro político, Gamal. Mohamed ElBaradei e líderes da Irmandade Muçulmana denunciaram o gesto como uma manobra.

A onda de revolta no mundo árabe fez o rei da Jordânia, Abdullah 2º, nomear um novo premiê. Na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina anunciou que fará eleições locais. (Págs. 1 e Mundo)

Análise: Clovis Rossi
Ocidente precisa negociar com os líderes islâmicos. (Págs. 1 e Mundo A17)

Foto legenda: Manifestantes mostram sapatos sobre as cabeças, gesto ofensivo no mundo árabe, em ato contra o ditador Mubarak na tradicional praça Tharir (Cairo) (Pág. 1)

Dilma emplaca aliados para dirigir o Congresso

O PT e o PMDB, base de sustentação do governo Dilma, fizeram os presidentes do Senado e da Câmara para os próximos dois anos.

José Sarney (PMDB-AP), 80, foi eleito para presidir o Senado pela quarta vez. Recebeu 70 votos. Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) teve 8.
Com 375 votos, Marco Maia (PT-RS), 45, venceu na Câmara. Sandro Mabel (PRGO), Chico Alencar (PSOLRJ) e Jair Bolsonaro (PP- RJ) tiveram 106, 16 e 9 votos.

Acordo prevê que Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) comande a Câmara daqui a dois anos. (Págs. 1 e Poder)

Alexandre Schwartsman
Mágica contábil põe estatísticas fiscais em descrédito. (Págs. 1 e Mercado B8)

Fernando Rodrigues
No Legislativo, só o 1º ano do mandato é de fato útil (Págs. 1 e Opinião A2)

Foto legenda: BBB+Bola

Calouros em Brasília, o ex-BBB Jean Wyllys e o tetracampeão Romário foram alvo de tietagem explícita dos colegas deputados durante a posse na Câmara. (Págs. 1 e Poder A6)

Ciência

Salário igual e burocracia fazem cientistas desistir do Brasil. (Págs. 1 e Ciência)

Indicado para o Supremo, carioca Luiz Fux será o 1º judeu na corte (Págs. 1 e Poder A12)

Boa notícia
Jovens aprendem restauração em obras de igreja de Olinda (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Cotidiano

Furto de 5 galinhas chega ao STF após 8 anos e 3 instâncias (Págs. 1 e C7)

Editoriais

Leia "Violência em queda", sobre dados da segurança pública em São Paulo e no Rio de Janeiro; e "Mercosul paralisado", acerca do futuro do bloco. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Mubarak aceita sair após eleição, mas pressão continua
Sem apoio dos EUA, ditador egípcio propõe transição até setembro; manifestantes exigem sua queda já

Pressionado por milhares de manifestantes nas ruas e sem o apoio do Exército egípcio e do governo dos EUA, o ditador Hosni Mubarak foi à TV ontem para anunciar que não concorrerá a mais um mandato nas eleições presidenciais de setembro. Mas ele se recusou a deixar imediatamente o poder, como exige a oposição, e garantiu que morrerá no Egito. “A História me julgará", declarou. O discurso provocou a ira dos manifestantes e dos partidos de oposição, que querem a saída imediata de Mubarak. Um grupo de personalidades, lideradas pelo Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, já negocia a formação de governo de transição e exige Mubarak fora do país até sexta. (Págs. 1 e Internacional A9 e A10)

Turbulência na Jordânia

Em meio a crescentes manifestações em Amã e outras cidades do país, o rei Abdullah demitiu o primeiro-ministro. (Págs. 1 e Internacional A11)

Foto legenda: Estreia

Tiririca faz registro da sua digital no painel de votação da Câmara. (Págs. 1 e Nacional A4)

Novos líderes já querem ampliar gastos

No mesmo dia em que os novos congressistas tomaram posse e os líderes passaram a reverberar agenda “gastadora", a presidente Dilma Rousseff escalou governistas para combater a tentação de aprovar projetos que possam comprometer a meta de ajuste fiscal do governo. Entre esses projetos estão o que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, o que propõe um salário mínimo acima de R$ 545 e o que corrige a tabela do Imposto de Renda em índices superiores a 4,5%. (Págs. 1 e Nacional A4)

Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito

José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito com 70 votos para sua quarta gestão na presidência do Senado. No discurso de posse, repetiu que parte mais uma vez para o “sacrifício pessoal". Ele evitou falar de escândalos. (Págs. 1 e Nacional A8)

Cai interesse por ensinar crianças

O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica, como Pedagogia e Normal Superior, caiu 50%, de 103 mil para 52 mil, entre 2005 e 2009, segundo censo do MEC, informa a repórter Luciana Alvarez. Também houve queda – de 77 mil para 64 mil - no número de graduandos em licenciaturas, que atuarão no ensino médio e nos últimos anos do fundamental. O número dos que estão em sala de aula sem diploma cresceu. E1es somam 636 mil nos níveis infantil, fundamental e médio, cerca de 30% do total. (Págs. 1 e Vida A14)

Silvio só vendeu banco após telefonema do BC (Págs. 1 e Economia B1)

Bruno Covas quer ampliar Porto de Santos (Págs. 1 e Vida A16)

Dora Kramer
Por água abaixo

PSDB e DEM afagam os respectivos umbigos, ignorando os 43 milhões que atribuíram à oposição a tarefa de denunciar erros e propor correções. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

O estilo Dilma no Argentina

A viagem foi a reafirmação de uma parceria relevante para os dois países e para a América do Sul. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Cesp busca sanear passivo de R$ 7 bi
A Campanha Energética de São Paulo (Cesp) terá de encontrar uma solução para um passivo de R$ 7,3 bilhões referente a questionamentos judiciais e processos administrativos. Desse total, somente R$ 1,6 bilhão foi provisionado ou depositado judicialmente. "Temos que fazer uma limpa, parque isso derruba a balanço da empresa", diz o economista José Aníbal, político com mais de 20 anos de atuação no PSDB, partido do qual foi presidente, e atual secretário de Energia do Estado de São Paulo.
Aníbal evita discutir qualquer coisa relacionada a “privatização". Para ele, a prioridade é resolver com o governo federal a questão da caducidade das concessões das usinas hidrelétricas e só depois avaliar alternativas para a Cesp. Esses planos não incluem nenhum projeto de investimento em expansão. Por isso, as medidas de saneamento da empresa parecem ser uma preparação para o processo de venda. (Págs. 1 e B1)

PanAmericano terá suporte bilionário

Antes um banco à beira da quebra, o PanAmericana sai da operação de resgate no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário no país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - a agressiva BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
O banco poderá ter ativos de até R$ 40 bilhões em três a quatro anos. Para sustentar suas operações, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos reforçada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meia da compra de recebíveis e operações no interbancária. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. (Págs. 1, C1 e C2)

Os dois focos do novo Banco Central

O Banco Central aumentou sua caixa de ferramentas para lidar com um mundo que escapou da normalidade. No cenário internacional, à excessiva liquidez associa-se a risco real de estagnação em algumas economias européias. E há países com regime de câmbio inflexível, como a China. Internamente, a taxa de câmbio descolou dos fundamentas e são fortes as pressões inflacionárias. A variação do IPCA em 12 meses será elevada durante todo o primeiro semestre, ajudando a piorar as expectativas. Só a partir daí é que a inflação deve começar a ceder.
Frente a esses novos problemas, a BC tem o faca em dois objetivos: preservar a estabilidade monetária e a estabilidade financeira. Para manter a inflação sob controle, continuará usando a taxa básica de juros. O Copom elevou a Selic para 11,25% ao ano em janeiro, dando início ao ciclo de aperto monetário. Para assegurar a estabilidade financeira, prosseguirá com medidas macroprudenciais.(Págs. 1 e C10)

Kimberly vai abrir primeira fábrica no NE

A Kimberly-Clark vai abrir sua primeira fábrica no Nordeste para produzir todas as linhas de higiene e bem-estar da empresa, dona de marcas como Kleenex, Intimus e Scott. A companhia quer ficar perto do mercado que mais cresce no país e reduzir custos de logística e distribuição. A nova unidade será também a primeira fábrica do setor na região. As negociações com governos locais sobre incentivos fiscais acontecem há pelo menos três meses. O Valor apurou que Pernambuco e Ceará têm interesse no projeto. "Esse projeto integra um plano de investimentos de US$ 250 milhões no país até 2014", diz João Luiz Damato, presidente da Kimberly-Clark no Brasil. (Págs. 1 e B7)

Governo pode cortar 'sobra' de R$ 5 bilhões para salários

O Orçamento da União deste ano prevê RS 5 bilhões para promoções, reajustes salariais e contratação de quase 35 mil funcionários públicos. De forma mais ampla, os gastos previstos com o funcionalismo federal no Orçamento deste ano somam R$ 199,5 bilhões, quase 9% mais que o gasta efetivo em 2010 - considerando o pagamento da contribuição patronal, dado não contabilizada pela Tesouro Nacional na divulgação das despesas consolidadas do governo central na última sexta-feira.
A maior parte dos quase R$ 200 bilhões já está contratada para compromissos com salários e encargos sociais dos mais de 2 milhões de servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o Anexo V do Projeto de Lei Orçamentária Anual informa que o governo separou R$ 5,062 bilhões dos gastos com pessoal para promoções, reajustes salariais e quase 35 mil contratações. (Págs. 1 e A6)

Multidões vão às ruas, mas Mubarak diz que ficará

Em uma das maiores manifestações da história recente do Egito, um milhão de pessoas foram às ruas do Cairo e das principais cidades do país exigir a saida do presidente Hosni Mubarak. Após as manifestações de repúdio a seu governo, Mubarak anunciou o que praticamente já se sabia: ele não concorrerá as eleições de setembro, mas ficara no cargo até lá, depois de exercer o poder por 30 anos. O presidente afirmou que pedirá ao Congresso que reforme a Constituição para retirar os entraves à apresentação de candidaturas independentes e impor um limite ao número de reeleições, duas das principais reivindicações da oposição.
Vários movimentos de aposição se aglutinaram em um Comitê Nacional, entre eles a Irmandade Muçulmana, a mais organizada força política do país, e a grupo de Mohamed ElBaradei. Em seu primeiro manifesto, eles afirmaram que só iniciarão diálogo com os militares sobre um período de transição após Mubarak deixar o poder. (Págs. 1 e A11)

BM&FBovespa terá plataforma para negociação de grandes (Págs. 1 e C10)

Nestlé compra farmacêutica britânica e aposta em alimentos medicinais (Págs. 1 e B11)

MG muda licenciamento ambiental
O governo de Minas Gerais vai criar uma subsecretaria para centralizar a concessão de licenciamentos ambientais no Estado, hoje dispersa por três entidades. Intenção é dar mais agilidade ao processo. (Págs. 1 e A2)

Hailo terá fábrica no Brasil

A alemã Hailo, fabricante de escadas de alumínio para fins industriais e uso doméstico, vai construir em Jaguariúna (SC) sua primeira fábrica nas Américas. O alvo inicial é a setor de energia eólica. (Págs. 1 e B9)

Negócios do petróleo

A decisão do governo de incentivar a nacionalização de equipamentos na exploração do pré-sal fez o setor registrar recorde de fusões e aquisições no país em 2010. (Págs. 1 e B10)

Sorgo avança no rastro do milho

A disparada das cotações do milho trouxe a reboque os preços do sorgo, o que estimulou o plantio em substituição ao feijão no sudeste da Bahia, afetado por problemas climáticos nas últimas temporadas. (Págs. 1 e Bl5)

Exportações de frango

O Mercosul modificou sua proposta conjunta para exportações de frango à União Europeia. O novo pedido admite a política de cotas, mas com tarifa zero e volumes maiores. (Págs. 1 e B16)

JMallucelli põe energia na bolsa

O grupo JMalucelli, dono de 62 empresas, entre elas a Paraná Banco, prepara o lançamento de ações da JMalucelli Energia. BTG Pactual e J.P.Morgan serão os coordenadores da operação. (Págs. 1 e D5)

Ideias

Cristiano Romero

Deterioração das expectativas de inflação agora é mais acentuada do que no primeiro semestre de 2008. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Martin Wolf

A crise financeira acelerou a chegada do futuro e, mesmo para os vencedores, esse é um choque muito grande. (Págs. 1 e A15)

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terça-feira, fevereiro 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''LA CUMPARSITA...''

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) Título de tango argentino. Carlos Gardel.
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''COMEÇAR DE NOVO E CONTAR COMIGO ..." (*)

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Estamos de volta!

Um mês ''relativamente'' fora das postagens, contudo, de ''olho" nas charges...

Nessa ausência relativa, pois, a medida que fazemos parte de redes sociais, via ''internet'', torna-se quase impossível ficar alheio aos atos e fatos nacionais e internacionais.

Nestes termos, entre tantos materiais recebidos, selecionamos uma denúncia sobre os desmandos e a desatenção dos governos e políticos em relação ao magistério, professores e educação como um todo. Transformamos os eslaides em vídeo e o disponibilizamos.

Resolvemos tomar essa atitude alguns dias após a cerimônia de colação de grau de minha Instituição, UEM - Universidade Estadual de Maringá (pelo 3o. ano consecutivo, eleita a melhor instituição pública de ensino superior do Paraná), por vivenciar, como Coordenador de Curso, a alegria e emoção dos formandos, pais, familiares e amigos na ''festa'' em que se transforma o Evento.

E, saber o quanto é difícil para nós, professores do ensino superior, complementar e completar as lacunas que os ''calouros'' trazem do ensino fundamental (''sic'') e médio, obviamente, não por culpa ou falhas de nossos colegas professores daquelas escolas (ciclos de ensino) e sim, pelo descaso com o qual o ensino público é tratado. O vídeo mostra muito bem isso.

ESTA É A NOSSA SINGELA HOMENAGEM AOS NOSSOS COLEGAS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO.

Prof. Medeiros.

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(*) COMEÇAR DE NOVO. Ivan Lins (Ivan Lins/Vitor Martins).
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N.B.: Se você leitor desejar o material em ''slides'', escreva-me, solicitando-o.
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segunda-feira, janeiro 03, 2011

AVISO AOS NOSSOS SEGUIDORES E VISITANTES:

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ESTAMOS INICIANDO NOSSAS FÉRIAS TRABALHISTAS, O QUE IMPLICA EM QUE DEIXEMOS DE REALIZAR AS POSTAGENS DIÁRIAS NESTE BLOGUE.

RETORNAREMOS, COM A GRAÇA DE DEUS, NO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011.

CONSIDERANDO QUE A FINALIDADE MAIOR DESTE BLOGUE É A APRESENTAÇÃO DOS FATOS MAIS MARCANTES, DA RELAÇÃO ECONOMIA E POLÍTICA E SEUS EFEITOS,

DESEJAMOS QUE A NOSSA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF TENHA UM EXCELENTE INÍCIO DE GOVERNO, PARA O BEM DE TODOS.



Prof. Medeiros.


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domingo, janeiro 02, 2011

A HORA DO ''ÂNGELUS'' [In:] A PAZ NO TEU SORRISO...

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Sábado, 01 de janeiro de 2011, 14h55

Liberdade religiosa é caminho privilegiado para a paz, diz Papa



Kelen Galvan
Da Redação, com Rádio Vaticano


Montagem com fotos / Rádio Vaticano


''Onde a liberdade religiosa é reconhecida, a dignidade da pessoa humana é respeitada em sua raiz'', afirmou Bento XVI no Ângelus deste domingo
Após a Missa celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, na Solenidade de Maria Mãe de Deus e 44° Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI presidiu a primeira oração do Angelus de 2011, fazendo votos de paz e bem a todos os fiéis e confiando o novo ano à intercessão de Maria Santíssima.

"Peçamos à Mãe a bênção e ela nos abençoa mostrando-nos o Filho: de fato, Ele em pessoa é a Bênção. Doando-nos Jesus, Deus nos dou tudo: o seu amor, a sua vida, a luz da verdade, o perdão dos pecados; nos doou a paz. Sim, Jesus é a nossa paz", disse o Santo Padre.

Acesse
.: Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2011


O Papa recordou o tema que escolheu para sua mensagem do Dia Mundial da Paz deste ano, e afirmou que "a liberdade religiosa é o caminho privilegiado para construir a paz". Segundo ele, este dia é uma ocasião propícia para refletirmos sobre os grandes desafios impostos à humanidade, e um desses desafios é a liberdade religiosa.

O Santo Padre destacou que onde a liberdade religiosa é reconhecida, a dignidade da pessoa humana é respeitada em sua raiz e através de uma sincera busca da verdade e do bem, se fortalece a consciência moral e se reforça as instituições e a convivência civil.

"Vemos hoje duas tendências opostas, dois extremos ambos negativos: de um lado o laicismo, que de forma enganadora, marginaliza a religião colocando-a na esfera privada; do outro lado o fundamentalismo, que gostaria de impor-la a todos com a força. Na realidade, "Deus chama à si a humanidade com um desígnio de amor que envolve toda a pessoa em sua dimensão natural e espiritual e pede para ser correspondido em termos de liberdade e responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário", sublinhou Bento XVI.

Por fim, o Santo Padre convidou os fiéis a olharem para Jesus nos braços de Maria, sua mãe. "Olhando Ele, que é o Príncipe da Paz, nós entendemos que a paz não se obtém com as armas, nem com o poder econômico, político, cultural e midiático. A paz é obra de consciências que se abrem à verdade e ao amor. Que Deus nos ajude a progredir neste caminho no novo ano que Ele nos doa", ressaltou ainda o pontífice, que concedeu a todos a sua bênção apostólica.


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Domingo, 02 de janeiro 2011


Jesus, o Rei dos reis

'O próprio Jesus, diante de Pilatos, proclamou ser Rei. E testemunhou que o Reino d'Ele não era deste mundo, como Pilatos pensava:

''Pilatos entrou, de volta, no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o Rei dos Judeus? Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
(Jo 18,33.36).

Jesus se declara Rei, mas afirma que o Reino d'Ele é totalmente diferente. Ele realmente é Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e não pode deixar de sê-lo. Essa é a essência de Cristo, porque o Pai O constituiu Rei e Senhor.

É importante para nós que Jesus seja nosso Rei. A maior alegria de Jesus, Rei, é que permaneçamos firmes na Igreja que Ele nos deu.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
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www.cancaonova.com.br
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sábado, janeiro 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''EU VOLTEI, AGORA PRÁ FICAR; PORQUE AQUI É O MEU LUGAR" *

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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(*) O PORTÃO. Roberto Carlos.

"(...)

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!..."

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EDITORIAL [In:] DILMA PRESIDENTE. TRANSMISSÃO DA FAIXA PRESIDENCIAL

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''Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Lula'', diz Dilma no discurso da posse

01 de janeiro de 2011 | 15h 46

Fotos: Joel Silva/Folhapress.


Estadao.com.br

BRASÍLIA - Leia abaixo a íntegra do discurso da presidente eleita Dilma Rousseff.


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"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.

Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.

Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.

Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.

E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.

Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que - no dia de hoje - todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.

Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!

Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.

Venho para consolidar a obra transformadora do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.

De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.

A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.

Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.

Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.

Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem!! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!!

Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.

Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.

Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.

Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.

Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.

Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.

Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.

Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.

Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.

Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.

É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.

Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.

O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.

Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.

É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.

No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.

É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.

Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!

Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.

A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.

É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.

Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.

Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.

Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.

Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público. O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública. Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.

Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.

Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.

O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.

Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.

Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.

Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.

Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.

No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.

Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.

Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.

Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.

Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.

O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.

Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.

Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.

A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.

Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.

O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.

O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.

Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.

Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, o Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.

A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.

O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.

O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.

Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".

Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros - o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.

Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.

O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.

Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.

Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.

Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.

Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.

Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente.

Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.

O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.

Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.

Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.

O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.

Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Europeia.

Vamos dar grande atenção aos países emergentes.

O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.

Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à UNASUL. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.

Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.

Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.

Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:

Dos movimentos sociais,

dos que labutam no campo,

dos profissionais liberais,

dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,

dos intelectuais,

dos servidores públicos,

dos empresários,

das mulheres,

dos negros, dos índios e dos jovens,

de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.

Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.

Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.

Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.

Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.

Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.

Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.

O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.

Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.

Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.

Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.

Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.

Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"

É com esta coragem que vou governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem. É carinho também. Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.

É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.

Que Deus abençoe o Brasil!

Que Deus abençoe a todos nós!"

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2011: A ESPERANÇA SE RENOVA EM TODOS OS SENTIDOS.

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Há várias maneiras de se desejar um novo ano que se iniciará àqueles que nos são caros.

Poderíamos começar ou continuarmos com “John Lennon” a medida que estamos “saindo” das festividades natalinas: “A very merry christmas/ And a happy new year/ Let's hope it's a good one/ Without any fear”.

Há os que prefiram recorrer a numerologia. Segundo tais estudos o ano de 2011 será regido pelo número 4 o que significa que nesse ano o nosso “lado racional e sólido estará bastante evidenciado”. Com efeito, em 2011 será o momento ideal para colocar os planos em prática, bem como uma fase muito propícia para estreitar os relacionamentos com velhos amigos e familiares.

Ainda nessa proposta filosófica ou mística tem-se a tradição chinesa de relacionar o ano civil com os animais. Daí, 2011 será o ano do “coelho”. O coelho simboliza a graciosidade, as boas maneiras, conselhos sadios, bondade e sensibilidade à beleza. O seu discurso delicado e maneiras graciosas preenchem todos os traços desejáveis de um diplomata bem sucedido ou de um bom político.

Finalmente, tomaremos o Anjo Nemamiah (Nêmim) que é a referência para os primeiros cinco dias do ano e cujo anjo representa a purificação. A sua mensagem está contida no Salmo 115: 11: “... Confiai no Senhor; Ele é o seu auxílio e o seu escudo”. Coincidência ou não, o 11 do versículo é o número do novo “ano” em questão.

Assim, reunimos todas essas informações para DESEJARMOS AOS NOSSOS AMIGOS que, em 2011: “Let´s hope it´s a good one, whithout any fear”, com racionalidade e planejamento, estreitando nossos laços de amizade dentro da mais pura diplomacia, pois estaremos cônscios que o nosso Deus é o nosso escudo e a nossa salvação.


Prof. Natalino Henrique Medeiros.

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