A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, fevereiro 03, 2011
ECONOMIA MONETÁRIA: ... ''O CAIR NA REAL''
Sai caro deter a valorização do real
| Quanto custa segurar o dólar |
Autor(es): Lucinda Pinto e Angela Bittencourt | De São Paulo |
| Valor Econômico - 03/02/2011 |
O Banco Central gastou cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, as reservas já atingiram US$ 300 bilhões e houve um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Sem a atuação do BC, a cotação, que ontem foi de R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo Tony Volpon, chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities.
Câmbio: Sem intervenções, cotação estaria em R$ 1,55, mas mercado questiona benefícios Após gastar cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, o Banco Central conseguiu garantir um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Parece pouco. Mas, não fosse sua atuação, a cotação, que encerrou ontem em R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo estimativa do chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities, Tony Volpon. A projeção, que leva em consideração a relação entre os chamados "termos de troca" do comércio internacional, poderia sugerir sucesso do esforço da autoridade monetária. Mas, para especialistas, o preço que a economia paga nessa queda-de-braço é alto e torna negativa sua relação custo/benefício. "É uma vitória ilusória, pois o esforço que o BC faz para segurar a cotação custa caro", afirma Volpon. Para o coordenador de estudos de mercados emergentes da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Vieira da Cunha, "o BC não tem poder de fogo ilimitado, o que significa que essas medidas podem se tornar perversas". As reservas internacionais cresceram US$ 7,286 bilhões em janeiro, graças às compras diárias de dólares no mercado à vista. Não estão contabilizados aí os três últimos pregões do mês nem o primeiro de fevereiro, período no qual outros US$ 2,89 bilhões teriam sido adquiridos, segundo estimativas de especialistas. Por meio do chamado swap cambial reverso, o BC comprou cerca de US$ 3,5 bilhões. E, no primeiro leilão a termo, outro US$ 1 bilhão. Isso mostra que as reservas cambiais do país já devem ter superado os US$ 300 bilhões - a compra de dólares impacta as reservas em D+2. Um colchão tão elevado dá segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do o economista Marcio Garcia. Outra forma de avaliar o custo é a rentabilidade das reservas, que caiu à média de 1,12% ao ano (0,83% em 2009 e 1,41% em 2010) nos últimos dois anos, fortemente impactada pela queda do juro americano. Esse retorno é muito inferior aos 9,33% observados em 2008 e que o juro básico, de 11,25% ao ano. Mas o preço dessa estratégia tem outros aspectos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária. Para Volpon, a guerra cambial tem como principal vítima a inflação. "Uma diferença de 10 centavos na cotação é relevante." Volpon faz alguns exercícios, a partir das projeções apresentados no Relatório Trimestral de Inflação. Pelo cenário de referência, elaborado pelo BC, o IPCA deve fechar o ano em 5%, levando-se em conta uma taxa Selic de 10,75% e o câmbio a R$ 1,70. No cenário de mercado, a inflação seria de 4,80%, com Selic de 12,25% e dólar em R$ 1,75. Cruzando os dados, Volpon diz que é possível afirmar que uma diferença de R$ 0,05 centavos corresponde a aproximadamente 1,5 ponto na Selic. Ainda no campo das estimativas, se a variável dólar fosse alterada para R$ 1,70 no cenário de mercado, o resultado para o IPCA cairia para 3,70%, se o impacto da mudança do câmbio fosse constante e igual a 1,50 ponto percentual. Essa é uma projeção pouco exata, pois há outros mecanismos, como a indexação, que não conseguem ser capturados por esse exercício. Mas prova, de toda forma, a influência da cotação do câmbio sobre as expectativas de inflação. |
SENADO FEDERAL [In:] A ERA DO GELO *
Marca do atraso político
| O Estado de S. Paulo - 03/02/2011 |
A tranquila recondução de José Sarney à presidência do Senado Federal, para mais um mandato de dois anos - o quarto -, pode parecer um saudável sintoma da estabilidade política de que o País necessita para evoluir na consolidação das instituições republicanas e do desenvolvimento econômico e social. Na verdade, é uma garantia de tranquilidade para o governo, que continuará dispondo, no comando da Câmara Alta, de um aliado exigente em termos de contrapartidas, mas subservientemente fiel e prestativo. A recondução de Sarney à presidência do Senado é uma marca do atraso político que o Brasil não consegue superar. É o tributo que a Nação é obrigada a pagar, em nome de uma concepção falsificada de governabilidade, ao mais legítimo representante das oligarquias retrógradas que dominam e infelicitam as regiões mais pobres do País. Democracia e oligarquia são incompatíveis entre si. Um oligarca como José Sarney, portanto, é incompatível com a democracia, da qual só lhe interessa o sistema eleitoral que manipula sem constrangimento para se perpetuar no poder. José Sarney está no poder, quase que ininterruptamente, há mais de meio século. Pelo menos desde o golpe militar de 1964, quando se elegeu governador do Maranhão, com o apoio do presidente Castelo Branco, e depois senador desse Estado por dois mandatos consecutivos. Presidiu a Arena, depois PDS, e em 1985, quando pressentiu a irreversibilidade do processo de redemocratização do País, em troca da candidatura a vice-presidente, coliderou a dissensão que resultou na eleição do oposicionista Tancredo Neves. Com a morte deste, a Presidência da República caiu-lhe no colo. Depois de um mandato que registrou seguidas crises econômicas, o estouro da inflação e uma controvertida moratória, Sarney criou condições para que o País se encantasse com um "caçador de marajás", na eleição presidencial de 1989. Isso acabou lhe custando um breve período - os dois anos e sete meses de Fernando Collor na Presidência - distante do poder. Mas logo em seguida, já em fins de 1992, com Itamar Franco na Presidência, o senador Sarney estava novamente na situação. Paralelamente, o clã Sarney consolidava seu poderio econômico, com um complexo de negócios cuja face mais visível é o Sistema Mirante de Comunicação, o maior grupo privado de comunicação do Maranhão, proprietário de emissoras de televisão e de rádio e do diário O Estado do Maranhão. Mas a completa simbiose do senador maranhense eleito pelo Amapá com o Poder Central ocorreu a partir da chegada do lulo-petismo ao Palácio do Planalto. Imune a pruridos éticos, Lula não demorou em transformar aquele que fora um dos alvos preferenciais de seus ataques, quando na oposição, em um aliado indispensável. O primeiro grande serviço prestado pelo senador ao novo amigo ocorreu quando estourou o escândalo do mensalão e Sarney ajudou a convencer a oposição de que Lula deveria ser preservado. A recompensa veio em 2009, quando Sarney ocupava pela terceira vez a presidência do Senado e estourou uma série de escândalos na administração da Casa. Foram, então, apresentados 11 pedidos de cassação de seu mandato à Comissão de Ética do Senado. Lula acionou sua tropa de choque e dessa vez o preservado foi Sarney. A essa altura até a mídia internacional já se tinha dado conta do que representava o homem forte do governo Lula. Logo após sua terceira eleição para a presidência da Câmara Alta, em 2009, Sarney foi o protagonista de ampla reportagem da revista inglesa The Economist. Sob o título Onde os dinossauros ainda vagam, a matéria assinada pelo jornalista John Prideaux classificava o evento como uma "vitória do semifeudalismo". Inabalável, o eterno governista disse que fará mais um "sacrifício pessoal", ficando mais dois anos na presidência do Senado. Como se não tivesse sido o principal personagem do escândalo dos "atos secretos", afirmou, ainda impávido, que "a ética, para mim, não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira". Só se emocionou, chegando às lágrimas, quando lembrou que este será o seu último mandato legislativo. --- * Título de Filme. --- |
EGITO [In:] ''LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN"
DITADOR EGÍPCIO RESISTE E PÕE ADEPTOS PARA ATACAR NAS RUAS
| BATALHA ÉPICA EM PRAÇA EGÍPCIA |
Autor(es): Agência O globo :Fernando Duarte |
| O Globo - 03/02/2011 |
Mubarak envia partidários para atacar opositores. Três morrem e 1.500 se ferem após violentos confrontos ------------ |
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?
03 de fevereiro de 2011
O Globo
Manchete: Ditador egípcio resiste e põe adeptos para atacar nas ruasNuma demonstração de resistência do governo, partidários do ditador Hosni Mubarak saíram às ruas montados em camelos e cavalos, armados com facões, chicotes e pedaços de madeira, e atacaram violentamente opositores na Praça Tahrir, palco dos protestos que há dez dias sacodem o Egito. Muitos deles receberam cerca de R$ 56 para participar. O Exército nada fez para conter as cenas de selvageria que culminaram com três mortos e pelo menos 600 feridos, segundo o governo. Este número pode chegar a 1.500, de acordo com médicos que atenderam as vítimas até em emergências improvisadas nas mesquitas. Os EUA pediram antecipação das eleições e exigiram uma transição imediata. Europeus endureceram o tom e já falam em fim da Era Mubarak. No Iêmen, o ditador que está há 32 anos no cargo anunciou que deixará o poder. Mas só em 2013. (Págs. 1, 30 a 33, Merval Pereira, Veríssimo, Demétrio Magnoli e editorial "Egito é uma oportunidade para os EUA")
Repórteres presos e quarto do GLOBO é invadido (Págs. 1 e 30)
Revolta já é comparada a queda do Muro de Berlim (Págs. 1 e 33)
Empresas podem ter 'alívio' de 50 bi
Segundo caderno
Foto legenda: Orai por nós
Deputado Dudu da Fonte, herdeiro de Severino, corregedor
Dilma defende aumento de mínimo, mas a longo prazo (Págs. 1 e 3)
Folha de S. Paulo
Manchete: Egípcios se enfrentam com pedras, porretes e molotovTahrir, a praça-símbolo da revolta no Egito, virou campo de batalha ontem. A cavalo ou camelo, partidários do ditador Hosni Mubarak atacaram manifestantes com porretes e chicotes.
Os rebeldes reagiram quebrando calçadas e lançando as pedras. À noite, os dois lados passaram a atirar coquetéis molotov, e prédios pegaram fogo em torno da praça. O confronto deixou pelo menos três mortos e mais de 1.500 feridos.
Jornalistas estrangeiros foram agredidos pelas forças leais a Mubarak e tiveram seus quartos em hotéis invadidos - inclusive o da reportagem da Folha.
Agentes do governo proibiram fotografias e filmagens do centro do Cairo.
Os EUA aumentaram a pressão, pedindo a saída de Mubarak "para ontem".
O Estado-Maior manifestou preocupação com a segurança do canal de Suez, rota do petróleo. (Págs. 1 e Mundo)
Levantes trazem risco à economia, escreve Nouriel Roubini. (Págs. 1 e Mercado B6)
Foto legenda: Partidários do ditador do Egito, Hosni Mubarak, montando camelos e cavalos, entram em choque com manifestantes contrários na praça Tahrir, no Cairo. (Pág. 1)
Leia mais/Egito
Marcelo Ninio
Efeito dominó faz ditador do Iêmen prometer que vai sair. (Págs. 1 e A15)
Eliane Cantanhede
Brasil silencia, mas avaliação é que Mubarak tem de sair. (Págs. 1 e A14)
Governo decide incluir Correios no trem-bala
A entrega entre SP e Rio representa 50% do faturamento da estatal. (Págs. 1 e Mercado B1)
Médicos ligados a laboratórios ditam regras de conduta no país
Em 11 diretrizes pesquisadas, ao menos 50% dos profissionais tiveram ajuda ou escreveram textos patrocinados por laboratórios.
Para Conselho Federal de Medicina, situação é conflituosa, mas legal. (Págs. 1 e Saúde C14)
Em 10 anos, evasão universitária vai de 18% a 27% em SP
Planalto eleva valor de imóveis do 'Minha Casa' (Págs. 1 e Mercado B6)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Liberação de verbas subiu antes da eleição no CongressoNas vésperas da eleição para as Mesas do Congresso e no momento em que o governo enfrenta a insatisfação de partidos da base aliada, aumentou a liberação de "restos a pagar" de emendas propostas por parlamentares, recursos cujos gastos foram autorizados no Orçamento, mas não efetivamente pagos. Em janeiro, foram liberados R$ 148 milhões, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, informa a repórter Julia Duailibi. O PMDB, cuja bancada tem criticado a montagem do governo Dilma Rousseff - chegou a ameaçar veladamente retaliar o Planalto em votações importantes -, foi o partido que mais teve recursos pagos até agora: R$ 12 milhões, segundo levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Em janeiro de 2010, o partido recebeu apenas R$ 1,8 milhão. Em segundo lugar, vieram os restos a pagar de emendas do PT, com R$ 3,3 milhões. Também integrantes da base, PP e PDT receberam R$ 2,5 milhões e R$ 2,4 milhões, respectivamente. Os principais partidos da oposição, PSDB e DEM, tiveram ao todo R$ 3,4 milhões. (Págs. 1 e Nacional A4)
R$ 148 milhões
foi o total liberado no mês de janeiro, segundo levantamento no Siafi. (Pág. 1)
No Congresso, Dilma prega reforma política
Protesto egípcio vira conflito civil
A crise no Egito dá os primeiros sinais de se transformar em conflito civil. Ontem, na Praça Tahrir (libertação), os manifestantes que querem a saída de Hosni Mubarak foram atacados por supostos simpatizantes do ditador - que incluíam policiais a paisana e manifestantes pagos. Ao menos três pessoas morreram e mais de 630 ficaram feridas. Opositores, porém, afirmam que o número de vítimas foi maior. O governo declarou que a transição não começará "imediatamente", como querem os EUA, e denunciou intervenção externa. Jornalistas estrangeiros, entre os quais o repórter do Estado, foram alvo de violência policial. (Págs. 1 e Internacional A10 a A13)
Análise: Roger Cohen
Fim da vitimização árabe
Os árabes estão passando de uma cultura de vitimização para outra de autodeterminação. (Págs. 1 e Internacional A14)
Novo ministro do STF, Fux define Ficha Limpa (Págs. 1 e Nacional A8)
Indústria cai e mercado revê previsões
Roberto Macedo
Para que não caia em esquecimento: o abusivo aumento dos parlamentares lembrou um assalto. A ação veio como numa noite em local mal iluminado. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas e Informações
A recondução de Sarney é uma marca do atraso político que o Brasil não consegue superar. (Págs. 1 e A3)
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------------------------------------------------------------Valor Econômico
Manchete: Desoneração da folha de salários pode ser seletivaInicialmente, a ideia do governo era diminuir, de forma linear, a contribuição incidente sobre a folha de pessoal destinada ao financiamento da Previdência em todos os setores da economia. Hoje, as empresas pagam contribuição equivalente a 20% do total da folha salarial. Mas por causa das restrições fiscais no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff, o governo deve optar por uma desoneração setorial. (Pág. 1)
UE investiga importação de aço pelo Brasil
Sai caro deter a valorização do real
Um colchão tão elevado de reservas da segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do economista Marcio Garcia. Há outros custos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária Volpon faz alguns exercícios e diz que se a cotação do dólar mudasse de R$ 1,75 para R$ 1,70 no cenário de referência usado pelo BC, o IPCA cairia de 4,8% para 3,7%, numa projeção ilustrativa e pouco exata. (Págs. 1, C1 e C12)
Foto legenda: Confronto
França se adapta ao agora endinheirado turista 'Bric'
China, Rússia (em terceiro, atrás do Japão) e Brasil (atrás dos EUA) estão entre os cinco principais países de origem da clientela estrangeira na Printemps. Por isso, a loja de departamentos passou a exigir que seus vendedores falem, além do francês e do inglês, uma terceira língua: português, russo, chinês ou árabe. Dos 8,5 milhões de visitantes do Louvre em 2010, 410 mil foram brasileiros. O museu também estuda traduzir o mapa informativo e documentos da área multimídia para o português. (Págs. 1 e B4)
Porto antigo terá licença ambiental
Matéria-prima em alta leva Electrolux a aumentar preços
No cargo há apenas um mês, Mcloughlin disse ao Valor que o Brasil se transformou no segundo maior mercado do mundo em volume de vendas para o grupo sueco, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. (Págs. 1 e B1)
Fatia dos importados nos bens industriais consumidos no Brasil dobra e atinge 20% (Págs. 1 e A3)
Restrição ambiental
Banda larga eleva busca por redes
Brasanitas chega ao Nordeste
'Imigrantes' uruguaias
Boleia vazia
Novas fronteiras
Inflação dos alimentos
Cargill construirá fábrica
Estévia ganha escala
Parcelamento parcial no Refis
Ideias
Criação de um mercado secundário de “direitos de ressarcimento" pede ajudar a combater a prática de cartel no Brasil. (Págs. 1 e A10)
Ideias
Não é a alta dos preços internacionais que tem elevado a inflação, mas a inconsistência das políticas monetárias e cambial. (Págs. 1 e A11)
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011
EGITO/MUBARAK [In:] CHEIRANDO A MOFO DE SARCÓFAGO (II)
MUBARAK ACEITA SAIR APÓS ELEIÇÃO, MAS PRESSÃO CONTINUA
| SOB PRESSÃO DAS RUAS E DE EX-ALIADOS, MUBARAK DIZ QUE NÃO BUSCARÁ REELEIÇÃO |
Autor(es): Jamil Chade |
| O Estado de S. Paulo - 02/02/2011 |
Pouco depois de ditador anunciar que não se candidatará às eleições de setembro, Obama telefona para ele e diz que transição para a democracia deve começar imediatamente; comandantes do Exército, porém, negociam com oposição o futuro político do país No entanto, ele se recusou a deixar imediatamente o poder, como exige a oposição, e garantiu que "morrerá no Egito", deixando claro que não aceitará ser exilado. "A história me julgará", declarou. Pouco depois do discurso, o presidente americano, Barack Obama, telefonou para Mubarak e, em meio a uma conversa de meia hora, disse-lhe que a transição "tem de começar agora, com eleições livres, justas e com a participação de todos os partidos" (mais informações na página A11). O discurso de Mubarak provocou a ira dos manifestantes e dos partidos de oposição, que querem a saída imediata do presidente. "Mubarak insultou o povo egípcio hoje (ontem)", afirmou Mohamed ElBaradei, que ontem iniciou as negociações para a criação de um governo de transição. Ele exige Mubarak fora do país até a sexta-feira. O dia começou com centenas de milhares de pessoas nas ruas, levando faixas, alto-falantes, rostos pintados e bandeiras, na maior manifestação do país desde o início do regime Mubarak. Era nos bastidores, porém, que os lances mais decisivos ocorreriam. Mubarak foi informado ontem pelo Exército que os militares o queriam fora do poder para acabar de vez com o impasse. Seria do presidente americano, Barack Obama, porém, a cartada mais decisiva. A Casa Branca enviou ao Cairo o diplomata Frank Wisner para dar um recado claro a Mubarak: Washington não apoiaria mais um mandato para ele. O aliado de 30 anos dos EUA ficou sozinho. Obama exigiu do líder egípcio que informasse à população que ele não continuaria no poder. O ditador, horas depois, foi à televisão para cumprir a recomendação americana. Atacou, contudo, a oposição por não aceitar o diálogo, acusou rivais de "explorar a juventude inocente" e de promover a violência e os saques no país. Mubarak indicou que será ele quem deverá conduzir o processo de transição, o que não põe fim ao drama no Cairo. O presidente ainda deixou claro que não aceitará o exílio. "Lutei pela soberania desse país e morrerei aqui", declarou Mubarak, pedindo "dignidade e honra". Após seu discurso, a população que estava na praça central do Cairo não disfarçava a ira, com gritos de "Fora, fora, fora!". Outra decisão da oposição a Mubarak foi manter a greve geral iniciada ontem e paralisar o país e sua economia para forçar o governo a ceder. À noite, o grupo liderado por Baradei ainda negociava o que fazer para que Mubarak entenda que só a renúncia será aceita. |
BANCO PANAMERICANO [In:] ''O QUE SERÁ QUE SERÁ QUE ANDAM COMBINANDO NO BREU DAS TOCAS..."
PanAmericano terá suporte bilionário
| BTG Pactual quer PanAmericano com R$ 40 bilhões de ativos |
Autor(es): Vanessa Adachi | De São Paulo |
| Valor Econômico - 02/02/2011 |
Antes um banco à beira da quebra, o PanAmericana sai da operação de resgate no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário no país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - a agressiva BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar. Antes um banco ancorado num ativo fictício, com operação deficitária e que esteve à beira da quebra por pelo menos três vezes (na crise de 2008, em novembro e agora), o PanAmericano emerge da operação arquitetada para resgatá-lo no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário do país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - o ágil e agressivo BTG Pactual de um lado e o estatal Caixa Econômica Federal de outro -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar. "Esse banco tem potencial para ter tamanho de ativo bem grande. Se falar em R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões de carteira não é nada fora da realidade", diz José Luiz Acar Pedro, apontado para assumir a presidência da instituição, completando que esse objetivo deve se cumprir em três a quatro anos. Esse tamanho de carteira de crédito colocaria o PanAmericano ao redor da oitava posição. Segundo os dados do Banco Central de setembro, o HSBC tem carteira de crédito de R$ 37,4 bilhões e o Safra, de R$ 27,9 bilhões. O PanAmericano aparecia na 19ª posição, com R$ 6,1 bilhões. Para sustentar sua operação, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos vitaminada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meio de compra de recebíveis e operações no interbancário. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. Ambos em condições de mercado, sem subsídio. Sob o comando dos funcionários de Silvio Santos, o PanAmericano tinha uma estrutura de captação com custos tão elevados que simplesmente inviabilizava uma operação rentável. Ao concordar com as duas operações de resgate, num total de R$ 3,8 bilhões, os maiores cotistas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que são também os maiores bancos de varejo do país, criaram espaço para o surgimento de um concorrente de peso. Outros bancos chegaram a ser consultados pelo FGC para assumir o PanAmericano. Muitos se perguntavam ontem por que a operação não interessou a Bradesco e Itaú, por exemplo, já que eles próprios tinham uma exposição ao banco por conta das carteiras de crédito adquiridas e que se mostraram fictícias em muitos casos. Um experiente banqueiro, de uma grande instituição, diz que a operação não fazia sentido para nenhum dos dois, porque, com a Caixa como sócia, não seria possível consolidar as operações do PanAmericano e ganhar sinergias. A decisão de fazer um movimento para barrar o avanço de um concorrente nessas condições não era óbvia. Para transformar o PanAmericano na máquina de fazer dinheiro que pretende, o BTG Pactual terá ainda muito trabalho. O balanço do terceiro trimestre do ano passado, ainda sem data para ser publicado, virá limpo de todas as fraudes e inconsistências encontradas. Isso quer dizer que o ativo remanescente será raquítico, muito menor que os R$ 11,9 bilhões exibidos em junho e que o colocavam na 21ª posição no ranking de ativos. O banco precisará ganhar ritmo ainda e os indispensáveis investimentos em tecnologia levarão algum tempo para surtir efeito. Há muitos desafios pela frente. Existem, ainda, alguns prejuízos lá dentro que precisam ser digeridos. O caso mais gritante envolve suspeitas de desvio de dinheiro em conluio com a antiga administração, algo ainda não apurado. O mineiro Adalberto Junior emprestou centenas de milhões de reais ao PanAmericano por meio de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas prefixadas que beiram os 30% ao ano por prazos tão longos quanto 20 anos. Para efeito de comparação, a taxa básica está em 11,25%. Sob a gestão do BTG, a ideia é renegociar essas e outras operações, trazendo-as para a realidade de mercado. ------------- |
CONGRESSO NACIONAL/GOVERNO DILMA [In:] ''MUY AMIGOS''
Novos líderes já querem ampliar gastos
| Parlamentares assumem com agenda de gastos que ameaça austeridade fiscal |
Autor(es): João Domingos e Eugênia Lopes, |
| O Estado de S. Paulo - 02/02/2011 |
Líderes de bancadas começam a articular votações, como redução da jornada de trabalho, o aumento do mínimo acima dos R$ 545 fixados pela presidente e a correção da tabela do IR; Dilma escala aliados na Casa para deter a aprovação das propostas BRASÍLIA - No mesmo dia em que os novos congressistas tomaram posse e os líderes passaram a reverberar uma agenda "gastadora", a presidente Dilma Rousseff escalou integrantes dos partidos aliados para combater a tentação de aprovar projetos que podem comprometer a meta de ajuste fiscal do governo. Entre eles, o que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas e propostas que fixam o salário mínimo acima de R$ 545 e corrigem a tabela do Imposto de Renda em índices superiores a 4,5%. Maior defensor da redução na jornada de trabalho, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, espalhou nesta terça-feira, 1, faixas e banners no caminho entre o aeroporto e o Congresso para lembrar que o projeto está em tramitação na Câmara. "É difícil a pessoa ser empresário e votar a favor da redução." Ele acha que o tema dividirá a Câmara. "Essa redução vai enfrentar grande resistência na Câmara por causa da bancada empresarial", afirmou. Quanto ao aumento do salário mínimo, Paulinho acha que dá para alcançar mais do que os R$ 545 defendidos pelo governo. Insiste num mínimo de R$ 580. "Acho difícil qualquer deputado, mesmo da base, votar contra um aumento maior para o mínimo." Paulinho pode até conseguir chegar a um valor maior dos que os R$ 545, mas não os R$ 580. O PMDB, no entanto, anunciou que só fará o que o governo quiser. "Nós estamos fechados com a posição do Palácio do Planalto nessa questão do salário mínimo", disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, não vê problemas em torno da aprovação de proposta que reduza a jornada de trabalho. "É uma determinação de nosso congresso. Não é uma questão de governo, mas de partido", disse ele. "Quando a Constituinte reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas, disseram que o mundo ia acabar. Não acabou", acrescentou. Ponto pacífico Um ponto que parece ser consensual no Congresso é a correção na tabela do Imposto de Renda. A oposição pode até propor um índice maior, mas na base aliada há a decisão de votar o que o Planalto decidir. Por enquanto, uma correção de até 4,5% na tabela do IR. "O governo não pode ficar fazendo superávit em cima do IR", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Para conter o ímpeto de aumento de gastos, a presidente conta com senadores petistas recém-empossados, como Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ) e José Pimentel (CE), que se arriscam até a fazer um discurso contrário ao que determina o próprio partido - uma resolução de congresso do PT determina o engajamento da legenda na redução da jornada de trabalho. "O mundo vive uma outra realidade com a revolução tecnológica. Se o Brasil quer se firmar, tem de ter um diálogo aberto com os sindicatos", disse Jorge Viana. Para ele, não dá simplesmente para reduzir a jornada de trabalho, sem mais nem menos. "Pelo menos, é preciso dar tratamento diferenciado para determinados setores da sociedade", afirmou. "Não há clima no momento para a redução na jornada de trabalho", completou o senador Lindberg Farias (PT-RJ). O mesmo pensa o senador José Pimentel (CE), que tem origem no movimento sindical: "Esse debate da redução na jornada de trabalho tem de envolver entidades de trabalhadores e empregadores". |
BRASIL/SENADO [In:] ... CHEIRANDO A MOFO DE SARCÓFAGO
Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito
| Reeleito pela 4ª vez no Senado, Sarney fala em ""sacrifício"" |
Autor(es): Andrea Jubé Vianna |
| O Globo - 02/02/2011 |
Senador recebeu apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa e, ao discursar, ignorou escândalos que abalaram Congresso O senador José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito ontem com apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa para sua quarta gestão na presidência do Senado. No discurso de posse, repetiu que marcha mais uma vez para o "sacrifício pessoal". Sarney venceu o único adversário na disputa, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), escolhido por oito parlamentares. Um senador optou por anular o voto e dois votaram em branco. Em seu discurso de posse, Sarney não mencionou diretamente a sucessão de escândalos da qual foi protagonista em 2009. O ápice da crise foi a revelação, pelo Estado, dos atos secretos, usados para nomear parentes dele e de outros senadores e criar privilégios para os parlamentares e funcionários. Na segunda-feira, reportagem do Estado mostrou que a reforma administrativa prometida por Sarney durante o escândalo está parada, sem perspectiva de votação. Se o presidente do Senado preferiu não tocar no assunto, o candidato azarão do PSOL não deixou a crise ética da Casa de fora de seu discurso. "Minha candidatura é uma forma de dizer não à prática de jogar os graves problemas éticos do Senado para debaixo do tapete", afirmou Randolfe. "Defendo a revisão de todos os contratos e profunda auditoria nas contas da Casa. E, principalmente, total transparência de seus gastos e ações." Sarney lembrou, no discurso, que é o parlamentar com maior tempo no Congresso - ele chegou à Casa em 1955. Recordou que viu mais de 50 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e que nenhuma levantou qualquer coisa contra ele. No entanto, omitiu que, por causa dos atos secretos, foi alvo de representações por quebra de decoro no Conselho de Ética em 2009, todas arquivadas sem julgamento, com apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De novo, disse que não queria ser presidente do Senado. "Não desejava o encargo, mas dele não pude fugir", afirmou, ressaltando que a confiança dos senadores o "conforta e aumenta as responsabilidades no cargo". Aproveitou para exaltar as qualidades pelas quais, segundo ele, é reconhecido. "Vi duas ditaduras, alguns golpes de Estado, dois fechamentos do Congresso, sendo sempre um homem de diálogo e conciliação, sem abrir mão dos meus princípios democráticos, que não se resumiram a palavras, mas ações, presidindo o governo da Nova República, convocando a Constituinte (...), presidindo quatro eleições, legalizando os partidos banidos por razões ideológicas." |
BRASIL/CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] UM NOVO EMBATE, ''PARCÊRUS'' ?
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AÇÃO DO PLANALTO DÁ VITÓRIA FOLGADA A MAIA
| VITÓRIA FÁCIL COM 73% DOS VOTOS |
Correio Braziliense - 02/02/2011 |
Estratégia governista é bem-sucedida e deputado do PT conquista 375 votos na disputa pela presidência da Câmara. Partidos da base vão unir esforços para aprovar o salário mínimo de R$ 545, defendido por Dilma Rousseff. Resultado mostra a força da articulação entre aliados, mas não evita desgastes com setores do PMDB.
O governo conseguiu eleger o deputado federal Marco Maia (PT-RS) presidente da Câmara com ampla maioria. Seguindo as previsões mais otimistas, o petista alcançou 375 votos (73,7%), apesar das ameaças de integrantes da base aliada de optar pela dissidência como sinal de alerta ao novo governo. O recado foi dado, mas não na intensidade que os governistas temiam. Juntos, Sandro Mabel (PR-GO), Chico Alencar (PSol-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) conseguiram 25,7% dos votos. Um número suficiente para mostrar que parte dos integrantes da Casa não está disposta a seguir à risca as orientações e os desejos palacianos, mas insuficiente para ameaçar votações consideradas arriscadas, como a do reajuste do salário mínimo, que o governo pretende deixar em R$ 545. Apesar do clima de vitória antecipada instaurado na últimas semanas, ontem o deputado Marco Maia se assustou com o lançamento da candidatura de última hora de dois oponentes, além do embate já anunciado com Sandro Mabel. Teve de ir à luta. Convocou os petistas aliados e alguns peemedebistas mais dedicados à sua campanha para se reunir com pelo menos cinco deputados de outras legendas e convencê-los a seguir a orientação partidária de apoiá-lo. Na fila de votações, Maia também não descansou. Tenso, viu-se obrigado a responder as acusações feitas pelo principal adversário de que sua vitória representaria a permissão para a ingerência do Executivo na Casa. Também foi pressionado a igualar as promessas feitas por Mabel para não correr mais riscos. No discurso de campanha, ele garantiu que iniciará as discussões para a construção de um novo anexo e fez defesa das emendas individuais parlamentares, ameaçadas de cortes pelo governo. “Todos nós sabemos da importância das emendas. Elas representam um instrumento completo de democratização da aplicação de recursos públicos. Vamos fazer com que nossas emendas tenham efetividade”, prometeu Maia. Empolgado em seu discurso, o petista também entrou em um debate que é a bandeira do governo Dilma Rousseff. Disse que a Câmara deve contribuir decisivamente para ajudar na erradicação da pobreza no Brasil. “Para isso estabeleceremos metas nos próximos seis meses para debater e aprovar projetos sobre essa temática.” Mesa Diretora Mozart se despede
O triunfo na Câmara, que marca uma guinada na carreira política do deputado, foi ligado às ações do Poder Executivo, que colocou todas as digitais possíveis para garantir sua eleição. Se no início da disputa o governo pendia a balança para Cândido Vaccarezza (PT-SP), assim que Maia conseguiu a indicação da bancada petista, a máquina trabalhou com todas as armas para inflar a sua candidatura. O apoio, que incluiu o contingenciamento de emendas, o adiamento de nomeações para cargos do segundo escalão e até ameaça de expulsão de Sandro Mabel do PR, terá a fatura cobrada já nos primeiros dias da gestão de Maia à frente do parlamento. Embora defenda a independência da Câmara e alterações nas regras para liberação de emendas, o deputado gaúcho dificilmente terá uma posição de grande resistência em relação ao Planalto. Ao todo, a bancada governista chega a quase 400 deputados — suficiente para ter tranquilidade e até aprovar emendas constitucionais sem necessidade de grandes articulações. O novo presidente da Casa ainda colocará em curso, já nos primeiros dias de gestão, promessas feitas a setores da Casa. A principal delas será a votação do novo Código Florestal. O deputado prometeu à bancada ruralista limitar em um mês a discussão da matéria e votar o projeto final até o fim de março, sem adiamentos. No debate do salário mínimo, Maia se comprometeu apenas a não influenciar o debate, no que deve ser o primeiro termômetro sobre o grau de independência do Executivo que a gestão de Maia à frente da Câmara imprimirá nos próximos dois anos. ============= |
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?
02 de fevereiro de 2011
O Globo
Manchete: Oposição nega saída honrosa a ditador egípcio e exige renúnciaApós os maiores protestos já realizados no Egito e uma mensagem do presidente Barack Obama, pressionando pela transição pacífica, o ditador Hosni Mubarak anunciou que não vai concorrer a seu sexto mandato, em setembro. Mas garantiu que não renuncia, como exige a oposição: "Este é meu país, onde vivi, lutei e defendi sua terra. Vou morrer neste território", disse ele. O Nobel da paz Mohamed ElBaradei deu um ultimato ate depois de amanhã para que ele saia. O pronunciamento de Mubarak desagradou e foi muito vaiado por manifestantes, que sacudiam sapatos no ar, prometendo nova marcha até o palácio presidencial, no que está sendo chamado de "sexta-feira da despedida". A família do ditador já deixou o país e está instalada em Londres. (Págs. 1, 28 a 31, Miriam Leitão e Merval Pereira)
PM ocupa Santa Teresa até 2ª feira
Até segunda-feira, a polícia vai ocupar nove favelas em Santa Teresa, Catumbi e Estácio, num primeiro passo para a instalação de mais três Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade. A pacificação da área vai fechar um cinturão de segurança, abrangendo Parte do Centro e do Estácio, e beneficiar diretamente 20 mil pessoas. As favelas ocupadas serão Mineira, São Carlos, Fallet, Escondidinho, Fogueteiro, Coroa, Zinco, Prazeres e Querosene. Animado com a queda dos índices de homicídios no Rio, o governador Sérgio Cabral anunciou que vai antecipar o pagamento em dobro das gratificações aos policiais que cumpriram as metas de combate ao crime no segundo semestre de 2010. A bonificação dobrada só seria depositada no fim deste semestre. (Págs. 1, 14 e editorial "O significado da violência em queda")
CEF oferece R$ 8 bilhões para novo PanAmericano
Em 2010, dívida pública cresceu R$ 200 bilhões
O novo Congresso
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Folha de S. Paulo
Manchete: Acuado pelas ruas, ditador egípcio quer prazo para sairSob forte pressão interna e externa após oito dias de revolta popular, o ditador egípcio Hosni Mubarak, 82, anunciou, em rede nacional, que não tentará a reeleição, relata Samy AdgWrni.
Ele prometeu antecipar o pleito, marcado para setembro, mas não deve aplacar a rebelião. Parte da multidão, que viu por telão, reagiu exibindo a sola do sapato, ofensa no mundo árabe.
Mubarak nada disse sobre possível candidatura de seu filho e herdeiro político, Gamal. Mohamed ElBaradei e líderes da Irmandade Muçulmana denunciaram o gesto como uma manobra.
A onda de revolta no mundo árabe fez o rei da Jordânia, Abdullah 2º, nomear um novo premiê. Na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina anunciou que fará eleições locais. (Págs. 1 e Mundo)
Análise: Clovis Rossi
Ocidente precisa negociar com os líderes islâmicos. (Págs. 1 e Mundo A17)
Foto legenda: Manifestantes mostram sapatos sobre as cabeças, gesto ofensivo no mundo árabe, em ato contra o ditador Mubarak na tradicional praça Tharir (Cairo) (Pág. 1)
Dilma emplaca aliados para dirigir o Congresso
José Sarney (PMDB-AP), 80, foi eleito para presidir o Senado pela quarta vez. Recebeu 70 votos. Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) teve 8.
Com 375 votos, Marco Maia (PT-RS), 45, venceu na Câmara. Sandro Mabel (PRGO), Chico Alencar (PSOLRJ) e Jair Bolsonaro (PP- RJ) tiveram 106, 16 e 9 votos.
Acordo prevê que Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) comande a Câmara daqui a dois anos. (Págs. 1 e Poder)
Alexandre Schwartsman
Mágica contábil põe estatísticas fiscais em descrédito. (Págs. 1 e Mercado B8)
Fernando Rodrigues
No Legislativo, só o 1º ano do mandato é de fato útil (Págs. 1 e Opinião A2)
Foto legenda: BBB+Bola
Ciência
Indicado para o Supremo, carioca Luiz Fux será o 1º judeu na corte (Págs. 1 e Poder A12)
Cotidiano
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Mubarak aceita sair após eleição, mas pressão continuaPressionado por milhares de manifestantes nas ruas e sem o apoio do Exército egípcio e do governo dos EUA, o ditador Hosni Mubarak foi à TV ontem para anunciar que não concorrerá a mais um mandato nas eleições presidenciais de setembro. Mas ele se recusou a deixar imediatamente o poder, como exige a oposição, e garantiu que morrerá no Egito. “A História me julgará", declarou. O discurso provocou a ira dos manifestantes e dos partidos de oposição, que querem a saída imediata de Mubarak. Um grupo de personalidades, lideradas pelo Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, já negocia a formação de governo de transição e exige Mubarak fora do país até sexta. (Págs. 1 e Internacional A9 e A10)
Turbulência na Jordânia
Foto legenda: Estreia
Novos líderes já querem ampliar gastos
Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito
Cai interesse por ensinar crianças
Silvio só vendeu banco após telefonema do BC (Págs. 1 e Economia B1)
Dora Kramer
PSDB e DEM afagam os respectivos umbigos, ignorando os 43 milhões que atribuíram à oposição a tarefa de denunciar erros e propor correções. (Págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações
A viagem foi a reafirmação de uma parceria relevante para os dois países e para a América do Sul. (Págs. 1 e A3)
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---------------------------------------------------------------------Valor Econômico
Manchete: Cesp busca sanear passivo de R$ 7 biAníbal evita discutir qualquer coisa relacionada a “privatização". Para ele, a prioridade é resolver com o governo federal a questão da caducidade das concessões das usinas hidrelétricas e só depois avaliar alternativas para a Cesp. Esses planos não incluem nenhum projeto de investimento em expansão. Por isso, as medidas de saneamento da empresa parecem ser uma preparação para o processo de venda. (Págs. 1 e B1)
PanAmericano terá suporte bilionário
O banco poderá ter ativos de até R$ 40 bilhões em três a quatro anos. Para sustentar suas operações, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos reforçada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meia da compra de recebíveis e operações no interbancária. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. (Págs. 1, C1 e C2)
Os dois focos do novo Banco Central
Frente a esses novos problemas, a BC tem o faca em dois objetivos: preservar a estabilidade monetária e a estabilidade financeira. Para manter a inflação sob controle, continuará usando a taxa básica de juros. O Copom elevou a Selic para 11,25% ao ano em janeiro, dando início ao ciclo de aperto monetário. Para assegurar a estabilidade financeira, prosseguirá com medidas macroprudenciais.(Págs. 1 e C10)
Kimberly vai abrir primeira fábrica no NE
Governo pode cortar 'sobra' de R$ 5 bilhões para salários
A maior parte dos quase R$ 200 bilhões já está contratada para compromissos com salários e encargos sociais dos mais de 2 milhões de servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o Anexo V do Projeto de Lei Orçamentária Anual informa que o governo separou R$ 5,062 bilhões dos gastos com pessoal para promoções, reajustes salariais e quase 35 mil contratações. (Págs. 1 e A6)
Multidões vão às ruas, mas Mubarak diz que ficará
Vários movimentos de aposição se aglutinaram em um Comitê Nacional, entre eles a Irmandade Muçulmana, a mais organizada força política do país, e a grupo de Mohamed ElBaradei. Em seu primeiro manifesto, eles afirmaram que só iniciarão diálogo com os militares sobre um período de transição após Mubarak deixar o poder. (Págs. 1 e A11)
BM&FBovespa terá plataforma para negociação de grandes (Págs. 1 e C10)
MG muda licenciamento ambiental
Hailo terá fábrica no Brasil
Negócios do petróleo
Sorgo avança no rastro do milho
Exportações de frango
JMallucelli põe energia na bolsa
Ideias
Deterioração das expectativas de inflação agora é mais acentuada do que no primeiro semestre de 2008. (Págs. 1 e A2)
Ideias
A crise financeira acelerou a chegada do futuro e, mesmo para os vencedores, esse é um choque muito grande. (Págs. 1 e A15)
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