A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, abril 03, 2012
ENERGIA ELÉTRICA [In:] ESCASSA E CARA
ENERGIA NO MERCADO LIVRE TEM MAIOR PREÇO DESDE 2010
PREÇO DA ENERGIA DISPARA COM CHUVAS FRACAS |
| Autor(es): Daniel Rittner | De Brasília |
| Valor Econômico - 03/04/2012 |
Os preços da energia elétrica no mercado à vista ("spot") subiram nesta semana para R$ 187,82 por megawatt-hora, o valor mais alto em 17 meses. Após a redução das chuvas a partir de meados de fevereiro, as precipitações em março ficaram abaixo da média histórica em todos os subsistemas da rede. A disparada de preços - aumento de 236% nos subsistemas Sudeste, Centro-Oeste e Sul desde a terceira semana de fevereiro - causou alvoroço no mercado à vista (no qual grandes consumidores vendem seus excedentes ou compram sobras de outras empresas), que já estava acostumado com uma longa temporada de valores baixos. Grandes indústrias e varejistas (como shopping centers e hipermercados) que são consumidores livres - têm demanda superior a 3 MW e podem escolher seus fornecedores de energia - estão pagando mais caro em contratos de médio prazo. O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, Paulo Pedrosa, diz que empresas de maior porte não devem ser muito afetadas, porque deixam só uma parcela mínima de suas necessidades - entre 5% a 10% do consumo total - exposta ao mercado à vista. Os preços da energia elétrica no mercado "spot" subiram nesta semana para R$ 187,82 por megawatt-hora, o valor mais alto em 17 meses, após o fim do fenômeno climático La Niña e a diminuição das chuvas a partir de meados de fevereiro. As águas de março também ficaram abaixo da média histórica - o registro das últimas oito décadas - em todos os subsistemas da rede: 64% no Sudeste/Centro-Oeste, 58% no Sul, 55% no Norte e 44% no Nordeste. Esse volume se refere não à divisão geográfica dessas regiões, mas às chuvas que caíram nas "áreas de armazenamento" das usinas hidrelétricas (reservatórios e cabeceiras de rios). A disparada de preços causou rebuliço no mercado de energia à vista, no qual grandes consumidores vendem seus excedentes ou compram sobras de outras empresas, que já estava acostumado com uma longa temporada de valores baixos. Em todo o período de estiagem no ano passado, por exemplo, o megawatt-hora se manteve abaixo de R$ 50. Analistas são unânimes em apontar que o preço tem reagido de forma excessiva e desproporcional ao baixo volume de chuvas, ignorando o fato de que os reservatórios das grandes hidrelétricas estão muito acima do nível mínimo de segurança, sem nenhum risco de racionamento. Os preços no mercado "spot", contudo, já subiram 236%, nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, desde a terceira semana de fevereiro. No subsistema Nordeste, onde o megawatt-hora partiu de um ponto mais comportado, o valor atual de R$ 174,02 por megawatt-hora representa um aumento acumulado de 1.326%. A alta repentina de preços agitou o mercado. Grandes indústrias e varejistas (como shopping centers e hipermercados) que são consumidores livres - têm demanda superior a 3 MW e podem escolher com liberdade seus fornecedores de energia - estão pagando mais caro em contratos de eletricidade no médio prazo. O preço de liquidação de diferenças (PLD), uma espécie de encontro de contas entre quem tem energia sobrando e quem precisa completar suas necessidades de abastecimento, não é apenas a referência do mercado "spot". Ele também acaba guiando esses contratos de prazo mais extenso. "Em dezembro de 2011, fechavam-se contratos para todo o ano de 2012 por R$ 80 a R$ 90 o megawatt-hora", afirma Paulo Toledo, sócio-diretor da Ecom Energia, uma das principais comercializadoras do país. "Hoje estamos fechando contratos de seis meses, para o segundo semestre, entre R$ 130 e R$ 140", compara. Além disso, segundo ele, houve um freio no interesse das empresas para a negociação de novos contratos, enquanto elas aguardam um panorama mais claro. "Quando há mudanças muito bruscas de preço, o mercado adota uma postura mais cautelosa e há uma diminuição no volume de negócios", diz Toledo. O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, diz que empresas de maior porte não devem ser muito afetadas pelo aumento recente de preços porque deixam apenas uma parcela mínima de suas necessidades - entre 5% a 10% do consumo total - com exposição ao mercado à vista. "Elas tendem a manter contratos de longo prazo. Quanto maior a indústria, menor o apetite à exposição a riscos no fornecimento de energia elétrica", diz o executivo. No entanto, Pedrosa avalia que "pode ocorrer" e "até positivo" - para o funcionamento do mercado - que algumas indústrias reduzam a produção para vender excedentes de energia. Há situações, como no fim de 2007 e no início de 2008, em que algumas indústrias eletrointensivas diminuíram o ritmo de suas fábricas para gerar receita colocando sobras de eletricidade no mercado "spot". Naquela ocasião, em meio a temores de um novo racionamento, o megawatt-hora alcançou um valor recorde de R$ 569. Ninguém ainda se arrisca a dizer se isso pode ocorrer novamente, mas são grandes as apostas de que o PLD não baixe muito antes da volta do período chuvoso. "A variação das últimas semanas contaminou os preços do ano inteiro", opina Paulo Toledo. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, explica por que as chuvas mudaram subitamente de intensidade. Com um arsenal de relatórios meteorológicos, ele diz que "vinha chovendo bem e onde interessava", até meados de fevereiro. "Mas houve uma mudança abrupta: a temperatura começou a aquecer no Pacífico Equatorial, na altura da costa do Peru, e a esfriar no Atlântico Sul", comenta Chipp. Nos relatórios do ONS, o panorama do clima não é positivo para abril, quando as chuvas devem superar a média histórica apenas na região Norte, com 102%. Nos demais subsistemas, as precipitações vão ficar abaixo do normal: 75% no Sudeste/Centro-Oeste, 73% no Nordeste e 56% no Sul. A perspectiva só se torna mais favorável, segundo Chipp, a partir do fim de maio ou do início de junho. Com isso, os preços da energia devem baixar em seguida. "A tendência é que, em meados do ano, caracterize-se o fenômeno El Niño", afirma. Isso significa que a região Sul pode enfrentar um inverno mais seco, mas que tanto o Sudeste quanto o Nordeste teriam um segundo semestre com chuvas mais fartas. Chipp recomenda a busca de um modelo de preços que reflita "maior equilíbrio entre nível dos reservatórios e afluência [volume de chuvas]", mas ressalta que essa "não é uma solução simples e nem de imediato". "Não se deve criar a expectativa de uma mudança rápida nos modelos." Parte dos especialistas alerta, no entanto, que o sistema elétrico ficará progressivamente mais dependente da intensidade das chuvas. Os modelos usados nos cálculos de preços já refletem parcialmente isso, inclusive, porque projetam cenários por cinco anos à frente. "O problema é que o Brasil começou a construir hidrelétricas sem grandes reservatórios", observa Walter Fróes, presidente da comercializadora CMU. As megausinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), além de Belo Monte, têm capacidade reduzida de armazenamento para inundar menos área. "Hoje, por questões socioambientais, a preferência tem sido por usinas a fio d"água", lembra o executivo. O próprio Hermes Chipp, na condição de operador do sistema, sugere mais investimentos em termelétricas como forma de complementar a energia de fonte hídrica. Ele vê espaço, por exemplo, para mais 1.500 MW de térmicas a carvão na região Sul. ---- |
BRASIL/INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO [In:] ''PROPENSÃO MARGINAL A INVESTIR = ZERO'' *
Educação, pilar da economia
Autor(es): Sergio Amad Costa |
| O Estado de S. Paulo - 03/04/2012 |
Sabe-se que, para o Brasil ser realmente competitivo, é preciso que se façam as reformas estruturais. Mas, se o País realizá-las e não investir pesadamente na educação, elas se tornarão, a médio e a longo prazos, meros paliativos na tentativa de fazer uma nação desenvolvida. Na condição em que se encontram os nossos recursos humanos, o País não consegue crescer a taxas superiores a 4,5% do PIB, em termos constantes. Temos hoje uma baixíssima produtividade por causa da escassez de trabalhadores qualificados em praticamente todos os setores da economia. Foco, como exemplo, o caso da nossa engenharia, pois nenhum país cresce desprovido dela. O Brasil forma em média 40 mil engenheiros por ano, enquanto a Coreia do Sul, mais de 80 mil ao ano, tendo menos da metade da nossa população. Quanto aos países emergentes, a China forma 650 mil engenheiros/ano; a Índia, 220 mil; e a Rússia, 190 mil. O fato é que, pela quantidade de vagas oferecidas nas universidades públicas e privadas brasileiras, poderiam se formar aqui quase o dobro dos engenheiros que se graduam por ano. Mas isso não ocorre porque, além de as vagas para alguns desses cursos não serem preenchidas, há um elevado nível de evasão nas escolas de engenharia, girando em torno de 54%, considerando as universidades públicas e privadas. E há, também, o problema da retenção. O curso de engenharia tem cinco anos de duração, mas, em média, o aluno leva seis anos para se formar. O esforço para solucionar o problema não deve ser realizado com a criação de mais e mais escolas de engenharia. Tal esforço deve ser para um segundo momento. O foco, agora, deveria estar centrado em preencher adequadamente as vagas existentes desses cursos e reduzir o elevado índice de evasão e retenção dos estudantes. Para isso são necessárias políticas públicas voltadas para uma reforma profunda, com investimentos de recursos maciços, nos ensinos fundamental e médio. Esses níveis de educação, em geral, não estimulam adequadamente o ensino das ciências exatas, dificultando a assimilação de conhecimentos futuros para a engenharia, fundamentais na Física, na Matemática e na Química. O resultado é a falta de base para acompanhar a faculdade de engenharia. Esse é o principal motivo que gera tanto a evasão quanto a retenção. Além disso, não são muitos os jovens que procuram ingressar nas escolas de engenharia, pois nos níveis fundamental e médio, com raras exceções, não se ensinam as matérias de exatas de forma a estimular os estudantes a seguirem carreira na área de tecnologia. As vocações para os campos da engenharia não são despertadas, como deveriam ser, mediante novas técnicas de ensino, com didáticas apropriadas a um mundo pós-moderno. As vocações vão sendo formadas, mediante as condições que se apresentam para os estudantes, durante seu processo de amadurecimento intelectual. E é isso que precisa ser levado em conta, e com uma visão de longo prazo. Fazer trabalhos e projetos com as crianças e os adolescentes para que eles gostem de Física, Química e Matemática. Pouco adianta criar mais escolas de engenharia, mais vagas, se o País não conta com uma quantidade realmente expressiva de jovens interessados nelas. Ou se tiver ingressantes nos cursos que não conseguem aprender as disciplinas porque não tiveram base para isso nos cursos fundamental e médio. Continuarão, nesse caso, a ter vagas não preenchidas, elevados níveis de evasão e uma média alta de retenção. Há quem defenda, numa visão imediatista, a criação de cursos de engenharia de curta duração, visando a ofertar mais profissionais da área para o mercado de trabalho. Ora, elevaríamos o número de engenheiros no Brasil, porém com o risco de serem construídas "pontes que caem". Para o País crescer e um dia ser realmente desenvolvido, seria preciso que as estratégias voltadas para a educação fossem de longo prazo. Aí, sim, teríamos uma engenharia que, em vez de minguar, proliferaria no Brasil. ---------------------------------------------------------------------- (*) A lembrar Keynes. ----- |
SENADO [In:] 14o. E 15o. SALÁRIOS (Vergonha !!!)
Projeto que extingue o 14° e o 15° salários está pronto para ir à votação no Senado
Senado pronto para votar fim de regalia |
| Autor(es): » JOÃO VALADARES |
| Correio Braziliense - 03/04/2012 |
Relator na Mesa Diretora conclui parecer sobre o fim dos salários extras e matéria está prestes a ir ao plenário Uma semana depois de ser aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o projeto que prevê o fim dos 14º e 15º salários para deputados federais e senadores recebeu relatório favorável na Comissão da Mesa Diretora e pode ir a plenário para votação a qualquer momento. Na manhã de hoje, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), relator da matéria, protocola o parecer. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa do parlamentar. A Secretaria-Geral da Mesa Diretora informou que, se o relatório for apreciado na próxima reunião da comissão, ainda sem data marcada, o projeto deve seguir para votação no mesmo dia. Há rumores, nos bastidores da Casa, de que o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), teria pedido celeridade na tramitação da proposta de autoria da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "O desgaste do Senado está muito grande por causa das denúncias contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O clima aqui é o pior possível. A ordem é colocar o projeto para votação de maneira rápida e, ao menos, tentar imprimir uma marca de austeridade com o provável corte da benesse no plenário. O relatório na Mesa Diretora já está concluído", salientou, reservadamente, um senador que integra a CAE. O Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar os extras antes mesmo da votação no plenário. O ministro do STF Carlos Ayres Britto decidiu encaminhar a decisão para o pleno da corte. Solicitou o posicionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) movida pela Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF). O prazo para apreciação é de dez dias. Ainda não há data para o julgamento. Ontem, no STF, não houve nenhum andamento. O delegado regional da Receita no Distrito Federal, Joel Miyazaki, comunicou, na manhã de ontem, que não havia recebido nenhuma resposta do Senado Federal em relação à não tributação dos rendimentos adicionais. Ele voltou a declarar que espera o movimento espontâneo dos parlamentares para regularizar a situação. Até o momento, apenas um parlamentar procurou o Fisco pessoalmente e assegurou que iria pagar o que estava devendo. Neste caso, a multa cai de 75% para 20% do valor total dos atrasados com juros. A cobrança alcança os rendimentos recebidos há até cinco anos. Regularização O projeto que determina a abolição dos extras estava engavetado no Senado havia mais de um ano. Só começou a andar justamente após denúncias de que os senadores, além de receberem as remuneração adicionais, não descontavam o Imposto de Renda. A proposta, aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos por unanimidade, prevê que os deputados e senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente. Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. Uma conta aproximada feita pelo Correio aponta que, considerando o período retroativo de alcance da cobrança devida, os parlamentares devolveriam juntos aproximadamente R$ 10,8 milhões. Calote na Receita Por ano, cada senador deixa de pagar ao Fisco R$ 12,9 mil. No fim do mandato, o parlamentar embolsa R$ 103.584. Nas unidades da Federação, desde 1995, o Leão já conseguiu reaver R$ 135,8 milhões de deputados estaduais de oito assembleias legislativas e conselheiros de tribunais de contas que, assim como os senadores, receberam remunerações extras sem pagar o IR. --- |
HOSPITAIS E CORRUPÇÃO [In:] ''LIXO HOSPITALAR''
O paraíso dos corruptos
Autor(es): agência o globo:Gil Castello Branco |
| O Globo - 03/04/2012 |
Parodiando, às avessas, Milton Nascimento — na canção "Nos bailes da vida" — dizem que o corrupto vai onde o dinheiro está. Assim, os encontros de funcionários públicos desonestos com comerciantes venais, infelizmente, não são raros. As imagens e os diálogos mostrados no "Fantástico" chocam, mas não compõem um enredo inédito. Ao contrário, o filme é reprisado nos quatro cantos do Pais e a Viúva morre no final. O governo federal é o maior comprador do Brasil. No ano passado gastou aproximadamente R$ 12,5 bilhões adquirindo materiais de consumo e R$ 33,2 bilhões contratando serviços de terceiros. Como a "bola da vez" são os hospitais, só com material farmacológico, hospitalar e laboratorial foram pagos quase R$ 5 bilhões em 2011. Mas compra-se de tudo. Das lanchas-patrulha, que pescaram doações eleitorais em Santa Catarina, ao Ford Edge, fabricado no México, que serve à Presidência da República. Nos carrinhos de compras dos órgãos públicos não é impossível encontrar chicletes, essência para sauna, obras de arte e até cachaça. O megamercado interessa a muitos. Do contraventor ao senador. Na contratação de serviços de terceiros não é diferente. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário gastam, por ano, cerca de R$ 375 milhões com vigilância e R$ 486 milhões com limpeza, apenas para dar alguns exemplos de alvos da moda. Se incluirmos a aquisição de equipamentos, o mercado brasileiro é tão interessante que provoca alvoroço até no exterior, como acontece na compra dos aviões caças para a Força Aérea Brasileira. As irregularidades ocorrem em todas as formas e fases das licitações. Nas dispensas indevidas, nas emergências planejadas, nos concursos e concorrências armados e dirigidos, e até nos pregões presenciais e eletrônicos que também não são imunes às fraudes. Vale tudo para que sejam geradas "gorduras" distribuídas na forma de propinas entre as partes. Nesses casos não há anjos. Há corruptos públicos e privados, nos dois lados do balcão. A Lei que regula as compras e contratações (Lei 8.666/93) tem 19 anos, 121 artigos e muitos remendos. Cria inúmeras formalidades e enorme burocracia, mas não evita as fraudes cometidas pelos mal intencionados. Parte do problema, portanto, é melhorar a legislação. A farra da moda são as adesões às atas de registros de preços, também chamadas de "caronas". A brecha legal permite ao fornecedor vencer licitação em uma repartição pública e posteriormente vender o mesmo produto, durante um ano, a vários outros órgãos. A tese do "onde passa um boi, passa uma boiada", tem falhas. O "registro vencedor" e a perspectiva de vendas futuras valem ouro e geram negociatas. Além disso, como o preço varia conforme a quantidade, é óbvio que a economia de escala beneficia so famente o comerciante. Uma boa ideia seria limitar o valor da carona até, no máximo, o dobro do valor da licitação original. Outra sugestão saneadora seria acabar com os pregões presenciais — que não têm qualquer vantagem sobre os eletrônicos — e dão margem às combinações prévias. Pior que a legislação, porém, é a gestão. Mesmo comprando há vários anos, o governo não possui sistema nacional de registro de preços confiável, com valores justos para cada item licitado. Se tivesse, qualquer preço estranho, fora do intervalo padrão, seria detectado. A área de Gestão, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com frequentes alterações de chefias e estrutura administrativa, ainda não conseguiu normatizar e gerir com eficiência os negócios governamentais. O exemplo de que as inovações são possíveis vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao comprar ônibus, bicicletas, vestuário, tablets, mesas e carteiras, entre outros itens, para 54 milhões de alunos o FNDE passou a adotar sistemática moderna. Definiu tecnicamente — em parcerias com o Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) e universidades — o que precisava adquirir, contratou pesquisas de mercado, realizou audiências públicas com fa bricantes e fornecedores e criou comitês de compras. Dessa forma, tem adquirido em pregões eletrônicos produtos padronizados, com qualidade atestada, por preços, em média, 20% inferiores aos oferecidos na praça. O fato é que urgem mudanças na legislação, no planejamento e na gestão das bilionárias compras e contratações da administração pública federal, das estaduais e das municipais. O que assistimos na televisão é apenas o véu da cachoeira desse submundo. GIL CASTELLO BRANCO é economista, fundador e coordenador da organização não governamental Contas Abertas. --- |
SENADO [In:] DEM, DEMóstenes, DEMissão !!!
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DEM ABRIRÁ PROCESSO PARA EXPULSAR DEMÓSTENES
| DEM QUER DEMÓSTENES FORA DO PARTIDO POR COMETER "REITERADOS DESVIOS DA ÉTICA" |
| O Estado de S. Paulo - 03/04/2012 |
RICARDO BRITTO, JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo O DEM abre hoje processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado em conversas telefônicas defendendo interesses de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que comanda uma rede de jogos ilegais no País, por "reiterados desvios da ética". "O senador está em xeque. A classe política está em xeque, mas quem mais está em xeque é o DEM, que é um partido que não aceita desvios", disse ontem o senador José Agripino Maia (RN), presidente e líder da legenda no Senado. A decisão foi tomada em reunião ontem à noite na casa de Agripino, que contou com a presença do líder na Câmara, ACM Neto (BA), do deputado Ronaldo Caiado (GO) e do vice-governador de Goiás, José Eliton. Diante desse cenário, Demóstenes avalia se apresenta hoje pedido de desfiliação da sigla. Desde a manhã de ontem, os caciques movimentavam-se para ter uma conversa "definitiva" com o senador até a noite. Ficou acertado que Demóstenes contaria sua versão a Agripino, ao líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), e ao presidente da sigla em Goiás, deputado Ronaldo Caiado. "Nós precisamos ter esta conversa, que precisa ser definitiva", afirmou Agripino ao Estado, no início da tarde. A cúpula do DEM havia dado a Demóstenes um ultimato até hoje para se explicar. Mas, diante das novas denúncias, a cúpula quis antecipar o encontro. Demóstenes não apareceu e Agripino sentenciou: "O DEM não quer mais esperar". Demóstenes passou o dia em casa, reunido com advogados e com Caiado, que tem feito o meio de campo entre ele e a cúpula da legenda. O advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que o parlamentar não se reuniu ontem à noite com a cúpula do partido porque não tinha analisado ainda os autos do processo. Há, ainda, a expectativa em torno de uma renúncia ao mandato. O que pesa para Demóstenes adiar a decisão é o foro privilegiado a parlamentares. Como senador, ele só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Ética. Em outra frente, cinco senadores pediram pressa à Casa para convocar o Conselho de Ética. Na semana passada, foi acertado que o colegiado só se reuniria na próxima terça-feira para eleger o novo presidente. Mas as novas denúncias fizeram com que os parlamentares cobrassem um encontro nesta semana. "Este julgamento é inevitável. A instituição é mais importante do que as pessoas. Nós somos transitórios", disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). O tucano disse que vai procurar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para tentar acelerar a eleição no conselho. A presidência do Conselho de Ética está vaga desde setembro, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) deixou a Casa para ocupar um cargo no governo de Roseana Sarney. O presidente interino, Jayme Campos (MT), correligionário de Demóstenes, declarou-se impedido para conduzir o processo. Cabe ao PMDB indicar o próximo presidente. |
segunda-feira, abril 02, 2012
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS |
02 de abril de 2012
O Globo
Manchete: Principais obras do PAC têm atrasos de até quatro anos
Problemas ambientais, de fiscalização, greves e gastos questionados pelo TCU levam as maiores obras de infraestrutura do Programa Nacional de Aceleração (PAC) a atrasos de até quatro anos e meio. A Ferrovia Norte-Sul, que se arrasta desde o governo Sarney, e o eixo leste da transposição do Rio São Francisco estão na lista. Promessa de campanha do então presidente Lula, a Nova TransNordestina, uma obra de R$ 5,3 bilhões, será entregue quatro anos depois da previsão inicial. O levantamento feito pelo GLOBO mostra ainda que em dez chamadas megaobras, que somam R$ 171 bilhões, todas tiveram seus prazos revistos. Os entraves acabam atrasando os investimentos: recursos são reservados, mas ficam sem aplicação efetiva. O governo promete fiscalizar mais de perto as obras. (Págs. 1 e 3)
Foto-legenda: Rebeldes da Síria terão salários
Rocinha tem a oitava morte em 50 dias
DEM já fala em expulsar Demóstenes
BC reduz juro, mas bancos ganham mais
Cruzamento de dados já gira US$ 70 bi
Malvinas: mais perto do Brasil
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Folha de S. Paulo
Manchete: País barra a entrada de 28 estrangeiros por dia
O número de estrangeiros barrados ao tentar entrar no Brasil aumentou mais de 1.000% desde 2008, informa Flávia Foreque.
Segundo a Polícia Federal, 10.218 viajantes foram barrados em 2011 (28 por dia); em 2008 foram 884. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Todos os homens de Cachoeira
Na noite de ontem, o senador democrata se reuniu com advogados para avaliar a hipótese de renunciar ao mandato. (Págs. 1 e Poder A5 e A6)
Justiça de SP põe fim a 'carteiradas' dadas por políticos
Dilma anuncia amanhã incentivos que podem chegar a R$ 20 bilhões (Págs. 1 e Poder A6)
Países prometem dar mais ajuda a opositores sírios
A secretaria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que os EUA estão fornecendo equipamentos à oposição síria. (Págs. 1 e Mundo A12)
Entrevista da 2ª: Pavel A. Vidal
Pavel Alejandro Vidal, economista da Universidade de Havana, diz que sem Hugo Chávez na Venezuela, Cuba mergulharia numa grave crise social e política.
Para ele, Havana perderia facilidades financeiras para comprar petróleo. Além disso, os 30 mil profissionais de saúde trabalhando nos programas sociais venezuelanos rendem para Cuba ao menos duas vezes mais que o turismo na ilha. (Págs. 1 e A18)
Maria Inês Dolci
Sal, açúcar e gorduras serão avaliados, no futuro, como os cigarros hoje. A Anvisa não errou ao tentar impor normas à propaganda de alimentos. Quem errou foi o governo federal ao fazer um acordo para diminuição do teor de sódio dos alimentos que praticamente não terá efeitos para a saúde dos brasileiros. (Págs. 1 e Folhainvest, B6)
Editoriais
Mônica Bergamo
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dilma vai anunciar mais R$ 18 bilhões de incentivos à indústria
A presidente Dilma Rousseff vai anunciar amanhã uma reformulação nas linhas de financiamento para investimento e capital de giro do BNDES com redução nas taxas de juro, ampliação do prazo de pagamento e mais setores beneficiados. O governo aumentará em R$ 18 bilhões os recursos com taxas subsidiadas pelo Tesouro, que chegarão a R$ 227 bilhões, informa Renata Veríssimo. Será criada uma nova linha para projetos estratégicos de R$ 8 bilhões, com juros de 5% ao ano. Haverá ainda redução de juros para ônibus e caminhões e bens de capital. O financiamento para exportação sobe para 100% com prazo de 36 meses. (Págs. 1 e Economia B1)
Direto da Fonte Especial
Em entrevista a Sonia Racy e Paula Bonelli, José Serra e Fernando Haddad revelam suas inspirações e aspirações à prefeitura de São Paulo e comentam a volta de Lula a um cenário de campanha que promete aprofundar a polarização entre PSDB e PT. (Págs. 1 e Caderno 2, D2 e D3)
José Serra
“Lula apoiou a Marta em 2004 e 2008, perdeu. Apoiou o Mercadante em 2010, perdeu. A tradição do Lula é não ganhar em São Paulo"
Fernando Haddad
"Estou muito confiante na recuperação do presidente. O tumor desapareceu. Ele vai se recuperar muito rapidamente agora"
Demóstenes avalia renunciar ao mandato
Saída de líder chinês expõe divisão do PC
Maior rigor para turistas espanhóis começa hoje (Págs. 1 e Cidades C1)
Dívidas fazem aumentar o número de usinas à venda (Págs. 1 e Economia B6)
TAM e Gol reduzem frota e elevam preços (Págs. 1 e Negócios N1)
Carlos A. Sardenberg
Por que a reunião dos cinco principais emergentes envereda por propostas vagas e distantes? Porque é só aí que tem algum acordo. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
A cena política evidencia que o presidencialismo de coalizão caminha para a exaustão. (Págs. 1 e A3)
Lan Bremmer e David Gordon
Embora os extremistas sunitas tenham afastado seu foco dos EUA, o desafio que representam para a política externa amerciana aumentou. (Págs. 1 e Visão Global A12)
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Correio Braziliense
Manchete: Bancos elevam tarifas em 78% e ampliam lucro
Número de motos em Brasília cresce 320% em 10 anos
Faixa repaginada
Novos pontos de travessia de pedestres, motivo de orgulho para os brasilienses, estão em fase de teste em cinco locais do DF. Inspirados em modelo londrino, eles têm cores e tamanhos diferenciados. Se for comprovada a eficácia, a nova faixa poderá ser adotada em outros estados brasileiros. (Págs. 1, 17 e 18)
Educação abre portas da indústria para jovens
Presidente da OAB cobra a renúncia de Demóstenes (Págs. 1 e 4)
Saúde: Droga contra diabetes vira arma anticâncer
Oriente Médio: 83 países vão bancar ação de rebeldes sírios
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Valor Econômico
Manchete: Múltis promovem o Brasil na rede global da inovação
É difícil saber o volume de recursos aplicados em pesquisa pelas empresas multinacionais, que em geral mantêm os valores em sigilo. Entre 13 grandes companhias ouvidas pelo Valor, os aportes variam de R$ 35 milhões a R$ 3 bilhões, dependendo do período de investimento. Mas há outros indicadores que tornam evidente a atenção despertada. É o caso do número de pesquisadores contratados. Somados, os times próprios e os profissionais de universidades envolvidos nos projetos das 13 companhias chegam a 2,7 mil pessoas. (Págs. 1 e B3)
Começam a faltar produtos na Argentina
Segundo o diretor de relações institucionais da Câmara de Importadores da Argentina, Miguel Ponce, das 164 mil declarações de importação apresentadas desde 1º de fevereiro, 51 mil ainda não foram liberadas. A barreira motivou queixa contra a Argentina na OMC por parte da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros 14 países. (Págs. 1 e A13)
País agora atrai bancos chineses
Foto-legenda: Frete mais caro
Novatas na bolsa mudam após fusões
De uma lista de 147 empresas que, de 2004 a 2011, chegaram à bolsa, 57 (39% do total) não existem mais na forma como entraram no mercado. Nesse período, elas se engajaram em algum tipo de consolidação; lideraram ou foram alvos de fusões e aquisições. (Págs. 1 e B1)
Em 2011, companhias abertas lucraram menos
Os empresários iniciaram 2011 com expectativas positivas, que se confirmaram na primeira metade do ano. Mas o agravamento da crise europeia, a piora da inflação e os efeitos retardados dos aumentos da taxa de juros promovidos pelo Banco Central enfraqueceram o ritmo de atividade dali em diante. (Págs. 1 e B2)
Produtividade cai e pressiona indústria
Para economistas, a baixa produtividade - que vem tanto da baixa qualificação, como do pequeno investimento em inovação e de ineficiências na gestão - torna o custo salarial mais pesado para a indústria brasileira. Uma pesquisa da KPMG indica que o custo de produção industrial no Brasil é o quinto maior entre 14 países, mas a maior culpa não é da folha de pagamentos. O Brasil tem a maior carga tributária sobre lucro, mas quatro países possuem custo salarial menor. (Págs. 1, A2 e A3)
Plano do PT é avançar nas grandes cidades
O PT já é a agremiação mais bem representada nesse colégio eleitoral, com 33 municípios. Levantamento feito pela direção do partido, e obtido com exclusividade pelo Valor , mostra que o PT já está organizado para disputar, com candidatura própria, as prefeituras de 75 dessas 118 cidades, sendo que em 20 delas são prefeitos petistas que buscam a reeleição. (Págs. 1 e A6)
Indústria reduz investimentos
Governo tenta desencalhar ZPEs
Mais médicos estrangeiros
Tractebel investe em usina solar
'Caldeirão elétrico'
Bolognesi compra a Multiner
Clima ameaça o café
Girassol se consolida no MT
Ideias
Presidente Dilma Rousseff levará ao colega Barack Obama, na próxima semana, posição dos Brics em defesa do Irã. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Uma política de restrições às importações não pode ser considerada parte da solução dos problemas da indústria. (Págs. 1 e A15)
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