PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

"¿POR QUÉ NO TE CALLAS?" *



PSB desautoriza Lula a envolver partido na sucessão de 2014


Autor(es): Maria Lima
O Globo - 07/02/2013

Eduardo Campos diz que hora é de obras e não de montar palanque

BRASÍLIA

Do projeto político do PSB para 2014, cuida o PSB. 

O aviso foi dado ontem por interlocutores do governador pernambucano e presidente do PSB, Eduardo Campos.

Enquanto o ex-presidente Lula, como articulador do PT, traça todo tipo de cenário com o intuito de tirá-lo da disputa com a presidente Dilma Rousseff, inclusive acenando com o escanteio de Michel Temer e do PMDB na chapa para acomodá-lo como vice em 2014, o governador madrugou ontem em Brasília para se reunir com a cúpula do partido e traçar sua própria estratégia e um plano de trabalho político para 2013.
Como Lula, que pretende retomar suas caravanas pelo país em maio, e Dilma, que já está na estrada, Eduardo Campos percorrerá estados brasileiros a partir de abril, para participar de seminários e debates com setores diversos da sociedade sobre o que pode ser o embrião de um programa de governo. Nas reuniões internas do partido, estes encontros já foram batizados de "Diálogos do Desenvolvimento". E os objetivos começam a ser traçados: além do novo federalismo, propor políticas de industrialização e geração de empregos que possam tirar mais rapidamente os pobres da dependência dos programas assistenciais, marca do governo petista.
Eduardo Campos não admite que esteja numa espécie de pré-campanha. Todo esforço, diz, é para consolidar o crescimento do partido. Mas nas reuniões de ontem com o comando do PSB ficou claro o desconforto dele e de outros dirigentes com o que classificam, reservadamente, como uma tentativa de Lula de atropelar e tumultuar o jogo.
O governador chegou a Brasília às 3h30m da madrugada e teve um café da manhã com colegas da Executiva. Nas conversas políticas, Eduardo Campos mostrou estranheza com as articulações de Lula sem que o ex-presidente tenha falado com ele. À tarde, após sair de uma audiência no Ministério do Planejamento, disse ao GLOBO:
- Não discuti 2014 com ninguém. Tudo que o Brasil não precisa agora é ficar montando palanque e chapa. Podemos ter em 2014 um ano melhor que 2013, mas primeiro precisamos ganhar 2013. O que precisamos montar agora é canteiro de obras, gerar empregos.
À provocação de que petistas tentam empurrar sua entrada na corrida presidencial para 2018, Eduardo Campos joga a cabeça para trás e responde com um sorriso silencioso de quem quer dizer: não posso esperar tanto tempo. Diplomático e cuidadoso, não diz que sim nem que não. Seus colegas de partido, no entanto, estão autorizados a falar.
- Respeitamos o presidente Lula e não temos como controlar o que ele fala. Mas nosso compromisso é o de fortalecer nosso partido. E o nosso propósito, claro, é fortalecer nosso principal líder: Eduardo Campos - afirmou Carlos Siqueira, integrante da Executiva Nacional do PSB, após a reunião com o governador.
A avaliação feita entre os integrantes da Executiva é que o PSB capitalizou politicamente as eleições para os presidentes do Congresso, saindo em vantagem em relação ao PT e ao PSDB, que se aliaram para eleger Renan Calheiros (PMDB-AL) presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. O PSB bancou a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG) na Câmara, contra o favorito Henrique Alves - apoiado por 20 partidos governistas e de oposição -, que obteve surpreendentes 165 votos.
- A votação de Júlio Delgado só não foi melhor porque não ganhou - comentou Eduardo Campos, rindo muito.
Ele disse que não falaria sobre a participação do PSDB no processo, mas ressaltou que o PSB teve uma posição muito clara em defesa da renovação e do fim da velha maneira de fazer política:
- Na Câmara, disputamos com um candidato jovem, que representava a renovação. Tivemos uma votação muito bonita, que surpreendeu muita gente. Lá, expressamos uma posição muito clara em defesa da renovação do jeito de fazer política. Não foi possível vencer. Mas se plantaram ali ideias para o futuro.
Alfinetando o pré-candidato tucano em 2014, Aécio Neves (PSDB-MG) - que no Senado defendeu o voto em Pedro Taques (PDT-MT), mas não fez discurso no dia da eleição -, Campos lembrou que os quatro senadores do PSB subscreveram um documento público defendendo a renovação e foram à tribuna contra Renan Calheiros.
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(*) ¿Por qué no te callas? (espanhol para "Por que não te calas?") foi uma frase dita pelo rei Juan Carlos de Espanha ao presidentevenezuelano Hugo Chávez durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007. "Link'' do vídeo via ''youtube'' abaixo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C2%BFPor_qu%C3%A9_no_te_callas%3F

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http://youtu.be/wCcfYwGxocs

http://youtu.be/VAmz8MNZdlk

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"FREUD" EXPLICA !



Gurgel manda MPF em Minas apurar denúncia de Valério contra Lula



Autor(es): Carolina Brígido
O Globo - 07/02/2013

Operador do mensalão disse que ex-presidente se beneficiou de esquema

BRASÍLIA 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ontem ao Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF) trechos do depoimento de Marcos Valério que acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de envolvimento com o mensalão. Gurgel quer que o caso seja investigado junto com outros processos sobre o assunto que tramitam na Justiça de Minas Gerais. Caberá aos procuradores no estado avaliar se há suspeita contra Lula que justifique transformá-lo em alvo de inquérito ou processo judicial.
- Nós constatamos que lá (em Minas) já existe um procedimento decorrente de um desmembramento determinado pelo ministro Joaquim Barbosa que trata de assunto relacionado ao mensalão, mas não foi compreendido na ação penal 470. Provavelmente será juntado a um procedimento relacionado ao esquema do mensalão - afirmou o procurador-geral depois da cerimônia de posse de Sérgio Kukina como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na semana passada, Gurgel informara que o documento a ser enviado à primeira instância tinha "três ou quatro páginas". O caso não foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque Lula não tem direito a foro especial, por não ocupar mais o cargo público.
Valério prestou depoimento em setembro do ano passado à Procuradoria Geral da República (PGR). Como o julgamento do processo do mensalão já estava em curso, não foi possível inserir o novo fato à investigação.
No depoimento, divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Valério cita dois pagamentos que ele teria feito a Freud Godoy, então assessor da Presidência da República. A CPI dos Correios comprovou o depósito de R$ 98,5 mil de Marcos Valério para a empresa Caso, de propriedade de Godoy. A CPI também detectou um pagamento feito pela SMP&B, uma das agências de publicidade de Valério, à empresa de Godoy.
Valério também teria dito em depoimento que Lula autorizou a operação na qual o PT se beneficiou de empréstimos concedidos pelos bancos Rural e BMG às empresas do lobista. Para o Supremo, os empréstimos serviram de mecanismo fraudulento para permitir o funcionamento do esquema criminoso.
O operador do mensalão teria procurado a PGR após ser condenado pelo STF a 40 anos, dois meses e dez dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no processo do mensalão. Em troca do novo depoimento e de mais informações sobre o esquema, Valério queria obter proteção e redução da pena. Ele ainda pode conseguir a condição de protegido, mas não obteve a redução da pena.
Por meio da assessoria, o Instituto Lula informou que não se pronunciaria sobre o assunto.
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SIMBÁ, O MARUJO (Título de filme)*.



PT quer controle do Conselho de Ética



Autor(es): Por Caio Junqueira | De Brasília
Valor Econômico - 07/02/2013

O PT já se articula para controlar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, órgão que deverá analisar os processos contra os deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.
Os petistas conversaram sobre o assunto com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), responsável pela nomeação da presidência do órgão. Ele sinalizou que nenhuma decisão será tomada sem o aval do PT da Câmara.
Os petistas ainda não sabem o que é melhor: colocar no comando do Conselho um integrante de sua bancada ou um aliado de confiança. Se prosperar a tese de o PT assumir, a tendência é de que o escolhido seja o deputado Sibá Machado (AC).
Ele é considerado dentro da bancada como de extrema confiança para cumprir a missão de coordenar os processos de cassação dos condenados pelo STF, José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MS) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).
Em 2003, quando Sibá assumiu a vaga de suplente da então senadora petista Marina Silva, ele viria a cumprir função semelhante a que se prepara para ele agora dois anos depois, ao participar da CPI dos Correios, que investigou o mensalão. Ao Valor, Sibá confirma a sondagem: "Se for do interesse partidário, eu assumo a função."
Integrantes do PT, porém, temem uma reação negativa em uma aberta articulação para colocar um dos seus quadros nos comandos dos trabalhos. O que abriria espaço para um aliado de confiança, que poderia ser dos outros dois partidos envolvidos, PP e PR.
O problema é que o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) está em campanha para assumir o Conselho de Ética, com a promessa de rigor na condução dos trabalhos. "É um órgão importante que infelizmente não tem atuado da forma como se espera", disse Izar.
Os petistas não querem que ele assuma. Alegam, por um lado, que ele é filho de Ricardo Izar, deputado já falecido que coordenou os trabalhos do conselho durante o mensalão, com extremo rigor. Além disso, Izar tem defendido, para arrepio dos petistas, que não haja mais necessidade de relatório preliminar antes de o processo tramitar na Casa. Assim, o julgamento seria mais rápido. Seria votado diretamente no órgão e depois no plenário.
Já a Comissão de Finanças e Tributação, também muito importante na Casa, deve ser mantida com o PMDB de Minas Gerais. O mais cotado para assumir o posto é o deputado João Magalhães (MG), mas Leonardo Quintão e Mauro Lopes também podem se apresentar na disputa. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que a indicação do nome cabe à bancada de Minas. "Vai ser do PMDB de Minas porque é a maior bancada e porque me apoiou."
Ele afirmou que nem mesmo o fato de o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ter feito acordo para entregar a comissão ao deputado Guilherme Campos (PSD-SP), será empecilho para que o PMDB-MG assuma seu comando. "Quem fez o acordo foi o Henrique, não fui eu." Cunha também anunciou a distribuição de funções na bancada. O deputado Manoel Júnior (PB) cuidará das relações com o governo; Júnior Coimbra (TO) das comissões permanentes; Danilo Forte (CE) das comissões mistas; Eliseu Padilha (RS) do plenário; e Giroto (MS) do Orçamento.
O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha foram as estrelas ontem da festa de comemoração dos 60 anos de militância do ex-deputado Ricardo Zarattini, na Casa de Portugal ontem em São Paulo. Dirceu, Delúbio, Genoino e João Paulo discursaram e foram aclamados por uma plateia de deputados, prefeitos, secretários municipais, dirigente petistas e militantes.
Os condenados no mensalão distribuíram beijos e abraços, posaram para fotos, seguraram a bandeira do PT. Dirceu chegou a arriscar passinhos de dança, enquanto uma banda tocava ao vivo. A festa foi regada a cerveja, refrigerantes e salgadinhos. Ao discursar, com a voz enrolada, Delúbio disse que "a experiência do mensalão" ajudará o PT a superar dificuldades e afirmou que o partido é alvo de uma "luta de classes". (Colaborou Cristiane Agostine, de São Paulo).
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(*) Os Trapalhões [Didi, Dedé, Muçum (Mussum) e Zacarias].
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

-07 de fevereiro de 2013

O Globo

Manchete: Presidente da Câmara desiste de desafiar STF
Alves agora diz que palavra final sobre cassação de deputados mensaleiros é do tribunal
Até ontem, para atender ao PT, que o ajudou a se eleger, Henrique Eduardo Alves dizia que caberia à Câmara decidir sobre o mandato dos condenados pelo Supremo. O discurso mudou após reunião com Joaquim Barbosa

Após se reunir com o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mudou de tom e afirmou que não vai se insurgir contra a decisão do tribunal sobre a cassação dos mandatos dos parlamentares condenados pelo mensalão. “Não há hipótese de não se cumprir a decisão do Supremo. Não há confronto”, disse Alves. Até ontem, ele afirmava que a palavra final caberia à Câmara. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Ministério Público Federal em Minas as denúncias de Marcos Valério contra Lula. (Págs. 1 e 3)

PT tenta dominar Conselho de Ética
Dois meses após ter sua cúpula condenada no julgamento do mensalão, o PT agora se articula para assumir o comando do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Um dos objetivos é tentar salvar os mandatos de deputados petistas, como José Genoino, e aliados condenados. O partido continua apostando em um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), que já decretou a perda automática do mandato desses deputados. (Págs. 1 e 4)
Vaticano defende gays pela 1ª vez
Num sinal de mudança da Igreja Católica, o ministro do Vaticano para a Família, Vincenzo Paglia, defendeu o reconhecimento, pelos países, de direitos civis de uniões fora do casamento e incluiu pessoas do mesmo sexo. O monsenhor reiterou, porém, a posição da Igreja contra o casamento gay. (Págs. 1 e 31)
Drones e mortes pressionam Obama
O vazamento de um relatório em que o governo justifica a ação dos aviões-robô, os drones, e autoriza assassinatos seletivos fora do país põe em xeque a política antiterror de Obama e ameaça o indicado à CIA, John Brennan. (Págs. 1 e 29)
Beltrame não confirma UPP
O secretário de Segurança José Mariano Beltrame não confirma para 2013 a pacificação de favelas de Niterói. Mas garante que a UPP chegará até o fim do governo Cabral. (Págs. 1 e 20)
Novas regras agora nos portos
Depois do setor elétrico e das rodovias, o governo quer alterar regras para modernizar os portos dando mais espaço ao setor privado. O texto anterior era tido como estatizante demais. (Págs. 1 e 21)
Desafio da bienal de SP
Novo presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Luis Terepins quer restabelecer o prestígio junto ao MinC. (Pág. 1 e Segundo Caderno)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Alves se reúne com Barbosa e muda tom sobre mensalão
Presidente da Câmara afirmou que possibilidade de desrespeitar decisão do STF sobre deputados é ‘zero’

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), afirmou ontem que a possibilidade de a Casa não cumprir determinação do STF sobre a perda de mandato dos quatro deputados condenados no mensalão é “zero”. “Não há a menor possibilidade. Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo”, disse o peemedebista. “Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Não há confronto.” O tom conciliatório foi adotado durante visita ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Em sua posse, na terça-feira, Alves havia defendido que a palavra final ficasse com os parlamentares. Os deputados condenados pelo STF são João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Agora, a estratégia da nova Mesa Diretora da Câmara é apostar na demora do Supremo em enviar os pedidos de cassação. (Págs. 1 e Nacional, A4)

Apuração sobre Lula vai para MG
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou para o Ministério Público Federal de Minas Gerais a investigação do depoimento do empresário Marcos Valério que envolve o ex-presidente Lula no esquema do mensalão. Inicialmente, Gurgel tinha dito que o caso seria remetido para a Procuradoria da República em São Paulo. “De início, tendi para São Paulo. Mas examinei a questão de Minas, onde há alguns feitos que foram desmembrados do Supremo", disse. (Págs. 1 e A4)
Produção de carros é recorde, mas faltam peças
A produção de veículos cresceu 32% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram produzidas 279,3 mil unidades, maior número já registrado no período. Na comparação com dezembro, a alta foi de 7,7%. Algumas montadoras, no entanto, enfrentam desabastecimento de peças. A Fiat, por exemplo, tem 3 mil carros incompletos à espera de componentes. A Anfavea projeta crescimento de 4,5% na produção neste ano, para 349 milhões de veículos. Em 2012, o setor registrou o primeiro recuo em uma década. (Págs. 1 e Economia, B1)
Assassinato de líder opositor provoca crise na Tunísia
O primeiro-ministro da Tunísia, Hamadi Jebali, anunciou ontem a dissolução do governo e a realização de eleições até o fim do ano. A decisão foi tomada horas depois do assassinato do líder da oposição ao regime islamista, Chokri Belaid, o que desencadeou uma nova onda de protestos no país, dois anos após a derrubada do presidente Zine el-Abidine Ben Ali, no auge da Primavera Árabe. (Págs. 1 e Internacional, A10)
Cenário: Batalha de rua toma o centro de Túnis
Em questão de minutos, o que era uma tímida manifestação transformou-se em batalha de rua. Jovens recuavam e avançavam em ondas. O batalhão de choque reprimia. Um policial morreu. (Págs. 1 e A10)
Estradas terão mais blitze; obras exigem atenção
Concessionárias e policiais rodoviários vão aproveitar o feriado de carnaval para conscientizar os motoristas sobre as novas regras da lei seca. As blitze também devem ser intensificadas nas estradas que passam por São Paulo. A operação carnaval, a partir da 0h, vai até as 13h da Quarta-Feira de Cinzas. (Págs. 1 e Cidades, C4)
Governo diminui nível de inglês para bolsa de estudos
O baixo conhecimento de inglês dos candidatos ao programa Ciência Sem Fronteiras fez com que o governo brasileiro e entidades britânicas flexibilizassem as pontuações mínimas exigidas em testes de proficiência. Das 4 mil bolsas oferecidas no Reino Unido, apenas 1,8 mil foram preenchidas. (Págs. 1 e Vida, A14)
Americana CVS compra Drogaria Onofre (Págs. 1 e Economia, B10)

China acusa Brasil de prática de dumping (Págs. 1 e Economia, B4)

Thomas L. Friedman: Índia vs. China vs. Egito
Levará vantagem o país que tiver mais êxito em transformar em dividendo demográfico uma multidão de jovens conectados pela tecnologia. (Págs. 1 e Visão Global, A13)
Eugênio Bucci: Que ótimo!
A publicidade brasileira decidiu que vai tratar com mais respeito as crianças. A notícia é boa tanto para a publicidade como, principalmente, para a infância. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)
Notas & Informações: Um pouco mais do mesmo
O Congresso adiou a votação do Orçamento da União. Não vai fazer muita diferença. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Plano de saúde do servidor está sob intervenção
O governo decidiu intervir na Fundação de Seguridade Social (Geap), administradora da maior parte dos planos de saúde dos servidores do Executivo. O Ministério da Saúde destituiu Eloá Cathi, integrante do Conselho Deliberativo da Geap, após identificar suposta omissão na denúncia de desvio de verbas no DF e em três estados. Apesar do plano de recuperação em 2012, a Geap acumula mais de R$ 300 milhões em dívidas. (Págs. 1 e 11)
Fazenda vai ampliar desoneração em R$ 20 bi para aquecer economia (Págs. 1 e 12)

Ações da Petrobras desvalorizam 10% em 2013 e contaminam a Bolsa (Págs. 1 e 13)

Idade mínima “informal” na aposentadoria
O brasileiro que quiser receber o teto da aposentadoria após o tempo mínimo de contribuição previdenciária – 35 anos para homens, 30 para mulheres – terá de trabalhar mais. Na prática, o governo estabeleceu uma idade mínima para conceder o benefício sem desconto. (Págs. 1 e 10)
Congresso: Parlamentares caem em golpe de estelionatários
A polícia legislativa descobriu a ação de quatro jovens que se passavam por parlamentares para aplicar golpe em deputados e senadores. Os estelionatários receberam R$ 20 mil em depósitos. O caso foi remetido ao Ministério Público. (Págs. 1 e 4)
Ensino: UnB sobe em ranking mundial
A Universidade de Brasília ocupa a 181ª posição em lista feita pelo governo espanhol. No Brasil, é a quarta melhor. (Págs. 1 e 26)
Mensalão: Câmara cassará os condenados
Henrique Eduardo Alves, novo presidente da Casa, diz a Joaquim Barbosa que vai acatar a decisão do STF sobre deputados. (Págs. 1 e 2)
Catarinenses terão ajuda federal contra a violência (Págs. 1 e 6)

Mudança na educação do DF será questionada na Justiça (Págs. 1 e 25)

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Valor Econômico

Manchete: Safras recorde agravam déficit de armazenagem
Com previsão de colheita recorde de 180 milhões de toneladas, o Brasil vai exibir um rombo de aproximadamente 40 milhões de toneladas em sua capacidade de armazenagem, aumentando a pressão sobre a infraestrutura de transporte e portuária e os custos de produção. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os 176 armazéns públicos e privados podem receber até 145 milhões de toneladas de grãos.

Para analistas e representantes do setor, indústrias, agricultores e governo precisariam investir R$ 10 bilhões para zerar o déficit atual e até R$ 29 bilhões para acompanhar o crescimento da produção na próxima década. (Págs. 1 e B16)

Desonerações para reavivar setor do etanol
A indústria do etanol está perto de contar com um novo regime de mercado. O governo trabalha na conclusão de um pacote de medidas para reavivar o interesse da indústria e do consumidor pelo combustível. Além disso, a União vê no etanol a possibilidade de dispor de mais um meio para controlar a inflação. O novo regime, segundo disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real, incluirá desonerações tributárias. Em contrapartida, as usinas terão de cumprir uma série de metas, como ampliação de canaviais, da produção e formação de estoques. (Págs. 1 e B14)
‘Neymar S/A’, negócios em expansão
Quando parou de jogar futebol, em 1997, Neymar Silva Santos voltou para a casa da mãe, na Praia Grande. Levou a esposa, Nadine, Neymar Jr. e a filha, Rafaela. Em 2006, o filho, com 13 anos, já treinava na base do Santos e seu Neymar se matriculou na faculdade de educação física. Só tinha um objetivo: aprender a gerenciar a carreira do filho.

Deu certo. Pouco mais de seis anos se passaram e Neymar é hoje o melhor e o mais bem pago jogador do país. Segundo estimativas do mercado, ganha cerca de R$ 3 milhões por mês, sendo 8% como jogador e 92% com sua imagem. (Págs. 1 e B5)

TIM procura reencontrar o crescimento
O conselho de administração da T1M decide hoje quem comandará a companhia a partir de 4 de março. Para assumir o cargo do italiano Andrea Mangoni, ex-diretor financeiro da Telecom Italia, que renunciou após nove meses à frente da operadora brasileira, um dos candidatos é o atual presidente da Cisco, Rodrigo de Abreu.

Para analistas, a saída de Mangoni evidencia a confusão no comando da filial brasileira. A empresa tem perdido rapidamente receita com telefonia fixa, na qual começou a apostar no fim de 2009, com a compra da Intelig. E a receita líquida com serviços cresce em ritmo cada vez menor: só 1,1% no último trimestre do ano passado, em relação a igual período de 2011, mesmo com aumento de 10% na base de usuários, para 70,3 milhões. Com o recuo na telefonia fixa, a Telecom Italia decidiu voltar a centrar o foco na telefonia móvel e na banda larga de alta velocidade. No Brasil, começou a reunir as redes da TIM Celular, Intelig e TIM Fiber em um só negócio. (Págs. 1 e B3)

Atuação da EBP chama a atenção
A Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), formada pelo BNDES e oito bancos comerciais, se transformou em tábua de salvação para o governo acelerar os estudos das concessões de infraestrutura anunciadas pela presidente Dilma Rousseff. Mas nos bastidores já surgem críticas à sua atuação, pelo fato de a companhia atuar para o governo sem participar de licitação. Também começam a ser contestadas as premissas adotadas em alguns projetos, consideradas otimistas demais por investidores privados.

Além de ter feito os estudos de sete novos lotes de rodovias federais que serão transferidos à livre iniciativa, a EBP foi autorizada a preparar a modelagem para a concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). A Secretaria de Portos também já obteve autorização do Planalto, segundo apurou o Valor, para entregar à EBP a responsabilidade pelos estudos das concessões no setor e dos arrendamentos de 95 terminais. (Págs. 1 e A3)

Carnaval patrocinado atrai críticas
Com desfiles que custam entre R$ 5 milhões e RS 10 milhões, as escolas de samba do Rio não estão recorrendo apenas a empresas para obter patrocínio, mas também a governos municipais, estaduais e mesmo estrangeiros. A Unidos da Tijuca, por exemplo, celebra a Alemanha, com apoio do governo e empresas do país. Já o tema da Grande Rio serão os royalties do petróleo e a defesa dos Estados produtores, com ajuda da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e de dez empresas, entre elas a Libra Terminais. Neste ano, á das 12 escolas do grupo especial terão desfiles patrocinados. Se essa opção resolve ao menos parcialmente como financiar a festa, ela desagrada a muitos carnavalescos. Para eles, corre-se o risco de o Sambódromo se transformar em um “imenso merchandising”.

Em Salvador, a agência responsável pela captação para o Carnaval arrecadou R$ 17,7 milhões neste ano, 6% mais que no ano passado. Acredita, no entanto, que o modelo atual de captação está próximo do esgotamento. (Págs. 1 e B4)

Superávit fiscal pode cair para 1,8% do PIB em 2013
O governo decidiu aumentar o desconto da meta fiscal deste ano em R$ 20 bilhões. Com isso, o limite do abatimento passou dos atuais R$ 45 bilhões para R$ 65,2 bilhões, o que permite que o superávit primário do setor público consolidado fique em apenas 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra uma meta formal de 3,1% do PIB.

Segundo o projeto de lei que muda a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado ontem ao Congresso, o desconto adicional no superávit primário será por conta das desonerações tributárias já feitas e a fazer ainda neste ano. Como a LDO já permite ao governo reduzir a meta fiscal em até R$ 45,2 bilhões com os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), se o projeto for aprovado o desconto subirá para R$ 65,2 bilhões. (Págs. 1 e A4)

ABB avança na área naval em contratos do pré-sal, diz Hirschbruch (Págs. 1 e B7)

CVS assume controle da rede Onofre
Maior grupo de varejo e serviços de farmácias dos Estados Unidos, a CVS pagou R$ 670 milhões por 80% da rede brasileira de drogarias Onofre. A família Arede, fundadora da empresa, manteve os 20% restantes. (Págs. 1 e B1)
EMC investe em pesquisa no país
A multinacional americana EMC vai investir US$ 100 milhões na construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio. (Págs. 1 e B2)
Marisa no porta a porta
Com 368 lojas em 144 municípios, a varejista de moda Marisa estreia no segmento de venda direta, inicialmente com 700 consultoras. A meta é que o novo canal esteja faturando R$ 500 milhões em cinco anos. (Págs. 1 e B6)
Mendes deixa presidência do Aché
O presidente do grupo Aché, José Ricardo Mendes da Silva, deixou o comando da farmacêutica, que será administrada interinamente por um comitê de diretores. A mudança seria decorrência de desentendimentos entre as famílias acionistas. (Págs. 1 e B11)
Antidumping chinês na celulose
A China anunciou a abertura de investigação antidumping referente a um tipo específico de celulose, a chamada “celulose solúvel”, que inclui a fabricante brasileira Bahia Specialty Cellulose. É a primeira medida do gênero aberta pela China contra o Brasil. (Págs. 1 e B11)
CVM flexibiliza regra para Fidc
Comissão de Valores Mobiliários volta atrás e edita instrução permitindo que um mesmo grupo econômico possa administrar e custodiar Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), “desde que respeitada a total segregação”. (Págs. 1 e C20)
Penhor gira quase R$ 9 bi
No ano passado, foram contabilizados R$ 8,7 bilhões em empréstimos por meio de penhor na Caixa – detentora do monopólio do serviço no país –, 25% a mais do que em 2011. “O crescimento pode estar ligado à inserção da nova classe média”, diz Kátia Torres. (Págs. 1 e D3)
SP reduz taxação na informática
O governo de São Paulo concedeu incentivo fiscal à indústria de produtos de informática. Nas vendas internas, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi zerado e nas operações interestaduais, reduzido a 7%. (Págs. 1 e E1)
Ideias: Ribamar Oliveira
Redução continuada da taxa Selic não diminuiu as despesas com o pagamento de juros pelos Estados. (Págs. 1 e A2)
Ideias: Alexandre Schwartsman
É cada vez mais difícil escapar à conclusão de que a economia brasileira atualmente opera, sim, a pleno emprego. (Págs. 1 e A13)
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quarta-feira, fevereiro 06, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] BRAS-ilha

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''NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON'' *




SÃO PAULO – 

Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, pode se tornar dono de duas redes de TV.

Ao que tudo indica, o religioso está finalizando a compra da CNT por R$ 500 milhões. A outra emissora que estaria na mira do pastor seria a Rede 21, que faz parte do Grupo Bandeirantes.

Há quase cinco anos, Valdemiro Santiago possui 22 horas diárias na programação do canal, e agora, estaria acertando um novo contrato com a Band. As negociações giram em torno de R$ 700 milhões.

De acordo com o jornal 'Folha de S. Paulo', Valdemiro Santiago pediu a seus fiéis na TV uma “doação emergencial”. Ele quer que pelo menos 100 mil pessoas ajudem a Igreja Mundial doando, cada um, R$ 200.


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http://entretenimento.br.msn.com/famosos/giro-famosidades-311#image=28

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(*) S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.
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(...) A LEMBRAR: ''O ÚLTIMO QUE SAIR APAGUE A LUZ'' *


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Eu não aceito!



  • A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração.

Quando o hígido Michel Temer vira poeta e Renan Calheiros — acusado pela Procuradoria Geral da República de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso — é apossado (com voto secreto — o voto da covardia) na presidência do Senado Federal no posto número três da sucessão republicana e entra no papel dando uma aula de ética e com apoio do PSDB, um lado meu pergunta ao outro se não estaria na hora de sumir do Brasil.

Se não seria o momento de pegar o meu chapéu e de deixar de escrever, abandonar o ensino das antropologias, desistir do trabalho honesto, beber fel, tornar-me um descrente, aloprar-me, abandonar a academia (de ginástica, é claro), deixar-me tomar pela depressão, desistir de sonhar, aniquilar-me, andar de joelhos, dar um tiro no pé, filiar-me a uma seita de suicidas, mijar sentado, avagabundar-me, virar puxa-saco, fazer da mentira a minha voz; e — eis o sentimento mais triste — deixar de amar, de imaginar, de ambicionar e de acreditar. 

Abandonar-me a esse apavorante cinismo profissional que toma conta do país — esse inimigo da inocência — porque minha quota de ingenuidade tem sido destroçada por esses eventos. 

Eu não posso aceitar viver num país que legaliza a ilegalidade, tornando-a um valor.

Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões as custas do meu árduo trabalho.


“A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é obrigação de todos nós e é dever deste Senado”, professa Renan Calheiros, na sua preleção de po(s)se.

Para ele, a ética, o Brasil, o dever, o interesse, e as obrigações são coisas externas. Algo como a gravata italiana que chega de fora para dentro e pode ou não ser usada. Façamos uma lei que torne todo mundo ético e, pronto!, resolvemos o problema da cena política brasileira — esse teatro de calhordices.


A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração — quando há coração... Por isso ela não precisa de denúncias de jornais, nem de sermões, nem de demagogia, nem da polícia! 

A lei precisa da polícia, o moralismo religioso carece dos santarrões, e as normas de fiscais. 

A ética, porém, requer o senso de limites que obriga a mais dura das coragens: a de dizer não a si mesmo e, no caso desse Brasil impaludado de lulopetisto, a de negar o favor absurdo ou criminoso à namorada, ao compadre, ao companheiro, ao irmão, ao amigo.

“O Zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”, eis a cínica palavra de ordem de um sistema totalmente aparelhado e dominado pelo poder feito para enriquecer que usa, sem compostura, o toma lá dá cá com tonalidades pseudoideológicas, emporcalhando a ideologia.

Quem é que pode acreditar na possibilidade de construir um mundo mais justo e igualitário no qual a esfera pública, tocada com honestidade, é um ideal, com tais atores? Justiça social, honestidade, retidão de propósito são valores que formam parte da minha ideologia; são desígnios que acredito e quero para o Brasil. Ver essa agenda ser destruída em nome dos que tentaram comprar apoio político e hoje se dizem vitimas de um complô fascista, embrulha o meu estômago. Isso reduz a pó qualquer agenda democrática para o Brasil.

O cínico — responde meu outro lado — precisa (e muito) de polícia; o ético tem dentro de si o sentido da suficiência moral. Ela ou ele sabem que em certas situações somente o sujeito pode dizer sim (ou não!) a si mesmo. Isso eu não faço, isso eu não aceito, nisso eu não entro. É simples assim. A camaradagem fica fora da ética cujo centro é o povo como figura central da democracia.

O que vemos está longe disso. Um eleito condenado pelo STF é empossado deputado, Maluf — de volta ao proscênio — sorri altaneiro para os fotógrafos, um outro companheiro com um passado desabonado por acusações vai ser eleito presidente da Câmara; a presidente age como a Rainha Vitória. 

E o Direito: o correto e o honesto, viram “direita”. 

Entrementes, a “esquerda” tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência. 

Articula-se objetivamente, com uma desfaçatez alarmante, uma crise entre poderes exatamente pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder neste Brasil de conchavos vergonhosos e inaceitáveis. Você, leitor pode aceitar e até considerar normal. Eu não aceito!
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Roberto DaMatta é antropólogo
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(*) N.B.: Essa recomendação talvez seja desnecessária em via do ''apagão elétrico''.

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'AQUELLOS OJOS VERDES'



Quem sabe faz a hora





Dora Kramer - Dora Kramer
Autor(es): Dora Kramer
O Estado de S. Paulo - 06/02/2013
 

Para quem esperava de 300 a 400 votos, como dizia às vésperas da eleição a cúpula do PMDB, os 271 votos que fizeram de Henrique Eduardo Alves presidente da Câmara mostraram a existência de um espaço de discordância.

Inútil na dinâmica interna, pois não retira a legitimidade da escolha, o resultado aquém da expectativa põe um tijolo, na construção da estratégia do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para se diferenciar junto ao público externo.

Sem alardes nem confrontos, conseguiu atrair 165 votos para o deputado Julio Delgado, candidato do PSB.

Sem eles, o candidato oficial do PMDB poderia até ter ultrapassado a previsão mais otimista.

Campos não assumiu o patrocínio da candidatura de Delgado. Nem precisava.

Deixou que "passasse" na Câmara como iniciativa da bancada do partido, que obviamente teria recuado a um simples sinal dele, e no Senado atuou de forma explícita na orientação dos quatro votos do PSB contra Renan Galheiros.

Não alterou o resultado, não comprou briga com ninguém, andou com equilíbrio na corda bamba de quem é da base governista e, para todos os efeitos, um soldado do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Candidato a vice na chapa? Só se mudar de ideia e desmentir o que vem dizendo: "Não tenho temperamento para vice".


Por intermédio do candidato do PSB Campos pôde se fazer representar na tribuna no discurso de condenação "às práticas que envergonham o Parlamento" e que são condenadas pelo público pagante. Isso lhe rende votos para uma eleição futura? Serve como credencial automática para 2014?


Dá a visibilidade de que necessita para além das fronteiras de Pernambuco? Tem repercussão forte o bastante fora do mundo político?

Afasta Campos do governo?


Nada disso ocorre necessariamente nem de imediato, mas o conjunto de atitudes vai compondo uma atmosfera de alternativa e preparando um terreno que, mais à frente, pode ou não ser usado como arena eleitoral.

Eduardo Campos nesse episódio fez exatamente o contrário do que fazem os tucanos em sua trajetória paulatina de desconstrução de imagem.

Tinham uma posição mais confortável que o pernambucano, pois, sendo de oposição, não estariam presos a compromissos com o governo.

Trocaram a chance de fazer um gesto de afirmação partidária pelo pragmatismo em seu sentido mais deletério, associando-se à tese de que a mão suja faz parte da atividade política.

Na Câmara o PSDB aderiu ao pacto bilateral entre PT e PMDB para não ficar sem assento na Mesa Diretora e no Senado o partido foi ambíguo: orientou voto em Pedro Taques, deu votos a Calheiros.
Seu pretendente à Presidência da República, Aécio Neves, omitiu-se durante a votação em que até pemedebistas apontaram a anomalia contida naquela eleição. Entre inúmeras, perderam mais uma. Confinado. Circular por aí normalmente já se sabia que o senador Renan Calheiros não poderia.

Vários colegas dele por muito menos o fazem com receio de ouvir desaforo. Tampouco pareceu que a restrição de movimentos fosse um problema para Calheiros. Protestos também não o abalam.

Interessava-lhe apenas voltar à cadeira mais poderosa do Senado e desfrutar de suas prerrogativas.

O que não se sabia é que Calheiros não pode circular nem pelas cercanias do Congresso.
Pelo visto, não é exagero supor que fique difícil para ele vencer os poucos metros que separam o gabinete da presidência do plenário sem se arriscar a deparar com algum grupo de visitantes disposto a repetir os adjetivos a ele dirigidos por manifestantes ao pé da rampa do Congresso que preside: "Ladrão", "safado", "sem vergonha".

Ouviu, sorriu e foi em frente com a leveza dos que não têm nome nem reputação a zelar.

QUEM LÊ TANTA NOTICIA?

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

06 de fevereiro de 2013
Estado de São Paulo

Manchete: Ações da Petrobras desabam e Graça vê 2013 mais difícil
Presidente da empresa diz que reajuste não foi suficiente; valor de mercado é o menor desde a capitalização.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, fez ontem uma previsão pessimista para os próximos meses: “O ano de 2013 vai ser muito mais difícil”, afirmou. Ela falou um dia depois de a companhia divulgar queda de 36% no lucro e de 2,35% na produção em 2012. Ainda ontem, as ações da empresa caíram 8,29% e a Petrobras encerrou o pregão com o menor valor de mercado desde a megacapitalização de 2010: R$ 224,830 bilhões. Em pouco mais de um mês, a perda chegou a R$ 30 bilhões. De acordo com Graça Foster, um dos motivos para a queda do lucro é a defasagem entre os preços da gasolina. e do diesel importados e os de revenda interna. Como a produção é insuficiente, a empresa tem de comprar combustíveis no exterior. Os recentes reajustes,de 6,6% da gasolina e de 5,4% do diesel, segundo ela, propiciarão “melhoria de caixa”, mas “não o suficiente para dar o conforto da paridade” de preços. O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que não é oportuno falar em novo aumento, mas admite que a tendência é acompanhar de perto as cotações internacionais. (Págs. 1 e B1 economia)

Classificação de risco
O agravamento do endividamento da Petrobras pode levar as agências de classificação de risco a rebaixarem a nota da companhia, o que acarretaria a venda de ações e o aumento do custo com empréstimos. (Págs. 1 e B1)

Filho de Renan gasta verba da Câmara com advogado
O deputado federal Renan Filho (PMDB- AL) usa recursos da verba indenizatória da Câmara para pagar a advogados que atuam para ele e o pai, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em causas privadas, informa o repórter Fábio Fabrini. Escritórios alagoanos que representam a dupla em demandas particulares, nas justiças comum e trabalhista, já receberam pelo menos R$ 190 mil de verba pública desde fevereiro de 2011. Renan Filho alega que os serviços prestados são de assessoria parlamentar. (Págs. 1 e A4 nacional)

Barbosa minimiza desafio
0 presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse ser “especulação" o discurso de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para quem cabe à Câmara decidir sobre o mandato de condenados no mensalão. (Págs. 1 e A5)
Governo muda concessão de rodovias para atrair investidor
O governo anunciou ontem mudanças na licitação para atrair mais investidores para a concessão de rodovias. Além de estender prazos, as alterações melhoram a taxa de retorno das estradas. Nove trechos de rodovias federais terão prazo de concessão estendido de 25 para 30 anos e o de financiamento, de 20 para 25 anos. O vencedor terá carência de 5 anos para começar a pagar o empréstimo. Antes, o prazo era de três anos. O governo também alterou a taxa de juros dos financiamentos. (Págs. 1 e B4 economia)
Entrevista Thomas Shannon, embaixador dos EUA no Brasil
"Relação terá novos status”

Depois de um período de “diferenças” entre Washington e Brasília no governo Lula, a relação bilateral será “elevada a um novo status” com Dilma Rousseff e o novo secretário de Estado america­no, John Kerry, disse Thomas Shannon ao repórter Roberto Simon. (Págs. 1 e A8 internacional)

Haddad vai reembolsar taxa da inspeção
Em vez de acabar com a taxa de R$ 47,44 da inspeção veicular, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vai reembolsar quem fizer o procedimento e for aprovado. É o que prevê projeto de lei que será enviado para a Câmara. O custo anual da medida se­rá de R$ 180 milhões. (Págs. 1 e C1 cidades)

Assembleia de SP cancela troca de carros (Págs. 1 e A7 nacional)

Ex-deputado confirma caixa 2 na Espanha (Págs. 1 e A9 internacional)

Dora Kramer: Quem sabe faz a hora
Na eleição na Câmara, Eduardo Campos fez exatamente o contrário do que fazem os tucanos em sua trajetória paulatina de desconstrução de imagem. (Págs. 1 e A6 nacional)
Gilles Lapouge: Rajoy e a corrupção
O primeiro-ministro Mariano Rajoy, o herói da virtude, está num estado lastimável. O incorruptível era um corrupto. E a Espanha voltará a fazer água. (Págs. 1 e A9 internacional)
Roberto Damatta: Eu não aceito!
Articula-se, com desfaçatez, uma crise entre poderes pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder no Brasil. (Págs. 1 e D8 caderno 2)
Notas & Informações
O desmonte da Petrobras

A Petrobras paga um preço devastador pela sujeição aos interesses político-partidários do Planalto. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Petrobras quer gasolina mais cara. Mantega, não
Para a empresa responsável pela produção de combustível no Brasil, o reajuste de 6,6% no valor da gasolina autorizado na semana passada é insuficiente. Um dia após a Petrobras apresentar o menor lucro em oito anos, a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, defende novos aumentos, a fim de restabelecer “saúde no fluxo de caixa”. Na divulgação dos resultados da empresa, Foster disse que haverá mais dificuldades em 2013 e alertou para a necessidade de equiparar o preço do combustível no Brasil comas cotações internacionais. A reivindicação de Foster teve resposta imediata em Brasília. “É inviável pensar em outro reajuste agora, uma vez que acabamos de conceder um aumento à Petrobras”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. (Págs. 1 e 10)
Congresso: Orçamento,só depois da folia
Incapaz de mobilizar a base aliada, o governo sofreu a segunda derrota na votação do Orçamento de 2013. O adiamento da votação tem impacto direto no reajuste aos servidores do Judiciário, que aguardam a aprovação da peça orçamentária no Legislativo para ter a correção no contracheque. (Págs. 1 e 2 e 3)

Parlamento britânico aprova casamento gay (Págs. 1 e 16)

Brasileiro é espancado na Austrália (Págs. 1 e 17)

Dirceu comanda a festa mensaleira 
Condenado a 10 anos de prisão pelo STF, o petista é tratado como mártir em ato organizado pelo PT na Câmara Legislativa. (Págs. 1 e 5)
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Valor Econômico

Manchete: Crédito e desoneração vão combater alta de alimentos
Após aumento anual médio de 10% nos preços dos alimentos nos últimos cinco anos, o governo tenta formular uma política para contê-los. O aumento da oferta de crédito rural e a desoneração dos produtos da cesta básica são os meios disponíveis, depois que a intervenção direta por meio dos esto­ques públicos de grãos revelou-se inexequível. Em reunião na semana passada, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi avisada de que a Conab não tem estoques suficientes, apesar do crescimento contínuo da produção de grãos.

Hoje, a estatal praticamente não tem milho e feijão em seus armazéns e conta com apenas 756 mil toneladas de arroz, suficientes para um mês de consumo. O governo iniciou uma ofensiva para coordenar as expectativas do mercado. Na segunda- feira, no Paraná, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não faltará financiamento para a agricultura neste ano. “Se gastarem o dinheiro, terá mais. O que gastarem, nós cobrimos”.

Ontem, a presidente disse que o governo estuda desonerar integralmente a cesta básica dos tributos federais. Isso deverá ocorrer ainda neste semestre e teria impacto direto de 0,3 ponto percentual no IPCA, podendo chegar a 0,44 ponto com os efeitos indiretos, segundo cálculos da consultoria LCA.

Na avaliação da Presidência da República, o Ministério da Agricultura não agiu no momento adequado para a aquisição de estoques. Agora, no curto prazo, não há condições de reforçá-los. Por isso, a Conab decidiu que vai aumentar o preço mínimo do feijão e da farinha de mandioca para incentivar o plantio. O feijão carioca, variedade mais consumida no país, subiu 31,53% em 2012 e o feijão preto, 44,2%. (Págs. 1 e A3 e B20)
Petrobras muda politica de dividendos
A preocupação em preservar o caixa, diante da delicada situação do endividamento nos próximos meses, levou a Petrobras a assumir o risco de mudar a prática de distribuição igualitária de dividendos entre ações ordinárias e preferenciais. Para economizar R$ 3,7 bilhões em dividendos no curto prazo, a companhia decidiu pagar R$ 0,46 por ação ordinária, em comparação aos R$ 0,97 para cada ação preferencial. A distribuição mínima dos lucros incomodou analistas e investidores e contribuiu para a queda das ações ontem. Apesar dos problemas financeiros, a Petrobras prevê investimento de R$ 97,6 bilhões em 2013, mesmo sem a garantia de que terá autorização para novos reajustes. (Págs. 1 e B12)
Novas regras atraem investidor para rodovias
Em uma cruzada para atrair capital privado, o governo anunciou ontem mudanças nas regras dos leilões para concessão de rodovias. O anúncio, feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o ponto alto do fórum “Infraestrutura e Energia no Brasil: Projetos, Financiamentos e Oportunidades”, organizado pelo Valor e pelo BTG Pactuai.

Com o novo modelo, a rentabilidade sobe de 10% para 15%, em média, nos principais projetos. O período de concessão aumenta de 25 para 30 anos e o prazo dos financiamentos de 20 para 25 anos, com 3 a 5 anos de carência nos empréstimos feitos por instituições financeiras oficiais. Várias outras alterações foram feitas com objetivo de aumentar a rentabilidade dos projetos e atrair investidores. “Nós caprichamos", disse Mantega, que agora vai participar de “road shows” em Nova York e Londres.

Empresários ouvidos pelo Valor disseram que as mudanças tomam os projetos mais atrativos, mas ainda há receios quanto a alguns pontos, em especial a exigência de duplicar todas as rodovias sob concessão. Segundo eles, essa exigência cria riscos, porque as obras dependem de licença ambiental. De forma geral, os empresários elogiaram as alterações. “Foram muito positivas”, disse o presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras. (Págs. 1 e Caderno especial)
Poluente, o mercúrio está perto do fim
Lâmpadas, pilhas, baterias, cosméticos e outros produtos terão de estar livres de mercúrio até 2020. Maior fonte de emissões no mundo, as usinas de carvão terão de se enquadrar também. Os países farão planos nacionais para reduzir e controlar o uso do metal nos garimpos. Após acordo entre países cm Genebra, uma conferência das Nações Unidas no Japão pode definir o texto e produzir a Convenção Multilateral sobre Mercúrio. “Tenho mais medo do mercúrio do que do aquecimento global”, diz . o físico Ennio Candotti “Ele se difunde e contamina o ambiente, os peixes e as pessoas que comem os peixes. É um veneno que atinge a todos’’. (Págs. 1 e A14)
BNDES quer que Steinbruch melhore proposta pela CSA
O plano do empresário Benjamin Steinbruch para ter o BNDES como parceiro na aquisição da Steel Américas, colocada à venda pelo grupo alemão ThyssenKrupp, enfrenta obstáculos que ultrapassam o litígio judicial que envolve a CSN e o banco, conforme apurou o Valor. O BNDES pretende que a proposta do empresário seja melhorada, de forma que se torne mais rentável. A companhia de Steinbruch corre contra o tempo, já que o prazo para entrega das propostas termina no próximo dia 15.

O fato de Steinbnich ter retirado do desenho da operação a mina Casa de Pedra, um donativos mais valiosos de seu portfólio, que poderia entrar como atrativo na negociação, não agradou o BNDES. A CSN propõe criar uma empresa separada, com seus ativos na área siderúrgica, que se fundiria com a Steel Améri­cas (dona da CSA no Brasil e da Calvert Steel nos EUA). Dessa forma, surgiria uma nova companhia, exclusivamente dedicada a negócios com aço, na qual o BNDESPar seria sócio relevante.

No BNDES, existem dúvidas quanto a assumir participação societária em uma empresa siderúrgica, setor com rentabilidade em baixa diante do excesso de oferta de produtos em todo o mundo.

Steinbruch gostaria que o BNDES entrasse com ura valor significativo, da ordem de R$ 4bilhões, para viabilizar a compra dos ativos do grupo alemão. O empresária estaria disposto a desembolsar pelos dois ativos cerca de R$ 8 bilhões, com a ajuda do BNDES. O apoio do banco é fundamental para evitar que o negócio comprometa o perfil financeiro da CSN. (Págs. 1 e B1)
Ações populares levam decisões do Carf à Justiça
Empresas que conseguiram derrubar autos de infração no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) terão de lidar novamente com os temas no Judiciário, ainda que a discussão já tenha sido encerrada no órgão administrativo. Mais de GB ações populares pedem na Justiça a anulação de decisões do conselho favoráveis a companhias e bancos. Caso a Justiça decida contra as empresas, elas teriam de pagar os tributos cobrados, com correção. Advogados dizem que dirigentes das empresas estão perplexos, pois decisões do Carf não podem ser levadas à justiça. Com as dúvidas causadas pelas ações, julgamentos do órgão foram suspensos ontem. (Págs. 1 e El)

Lula cogita Guido candidato
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é uma das alternativas que estão sendo avaliadas pelo ex-presidente Lula para a disputa do governo paulista em 2014, caso a opção seja por candidatura própria do PT. (Págs. 1 e A9)

Indústria negocia reajustes
O varejo está recebendo novas tabelas de preços para produtos de higiene pessoal e beleza. Os reajustes pretendidos pelos fabricantes têm ficado entre 5% e 6%. Em alguns casos, os preços subiriam gradualmente até abril. (Págs. 1 e B9)
Vale fecha acordo bilionário
A Vale fechou acordo com a canadense Silver Wheaton (SLW) para vender parte do ouro que extrai como subproduto de suas minas de cobre e níquel de Salobo, no Brasil, e Sudbury, no Canadá. (Págs. 1 e Bll)

Georadar recebe aporte de R$ 100 mil
A Georadar, prestadora de serviços para a indústria de petróleo, recebeu aporte de R$ 100 milhões do fundo óleo e Gás HP, que tem entre seus acionistas o BNDES e fundos de pensão. (Págs. 1 e B11)
Crédito de fomento ao campo
Após dois anos sem novos empréstimos ao agro negócio brasileiro, o BID avalia a concessão de R$ 104 milhões a uma usina de cana, e o IFC estuda projetos em cana, soja, lácteos e pecuária no valor de US$150 milhões. (Págs. 1 e B20)

Ideias
Cristiano Romero

Redução da tarifa de energia e desoneração da folha podem ter contribuído para frear investimento das empresas. (Págs. 1 e A2)

Martin Wotf

O risco é o Japão continuar tratando problemas estruturais como passíveis de serem geridos com ajustes monetário e fiscal. (Págs. 1 e A13)
Inadimplência pune os bancos
Os três maiores bancos privados do pais - Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — apuraram juntos um lucro líquido de RS 27,7 bilhões no ano passado, valor 5,27% menor do que o de 2011. A inadimplência exigiu R$ 52,6 bilhões em provisões. (Págs. 1 e Cl e C3)

Caixa Seguros mira Previsul
A Caixa Seguros empresa da Caixa Econômica Federal em associação com a francesa CNP Assurances, negocia a compra da Previsul Seguradora, de Porto Alegre, por cerca de R$ 100 milhões. A companhia é controlada pelo grupo Consulfac, do Paraná. (Págs. 1 e C3)
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O Globo

Manchete: O tombo da gigante: Petrobras vê 2013 pior e ações despencam 8%
Presidente da estatal quer novo reajuste de gasolina. Para Mantega, não é o momento

Graça Foster diz que produção vai cair de novo 2% este ano com paradas para manutenção nas plataformas. Para melhorar o caixa da empresa, pressionada pelo aumento das importações, executiva anuncia venda de ativos.

Um dia após a Petrobras anunciar seu menor lucro em oito anos, a presidente da empresa, Graça Foster, surpreendeu os analistas ao dizer que 2013 será "mais difícil que 2012',' quando seu ganho encolheu 36%. Graça disse que a produção de petróleo deve cair mais 2%, e divulgou mudança na distribuição de dividendos aos investidores, para economizar R$ 3,5 bi. O mercado reagiu mal, e as ações despencaram 8,28%. A executiva pediu novos reajustes de combustíveis. Mas, para o ministro Mantega, não é o momento. (Págs. 1 e 25 e Míriam Leitão e editorial “Petrobras sofre consequências da ingerência política")

Atraindo investidores
Em evento com investidores brasileiros e estrangeiros, Mantega anunciou mudanças nas concessões de rodovias, com prazo maior de financiamento e juro menor. A banqueiros, pediu financiamento de outras concessões, como aeroportos e energia. (Págs. 1 e 27)
Tragédia na boate: MP investiga bombeiros do Rio
O Ministério Público do Rio investiga a participação de bombeiros como sócios de empresas de consultoria em planos de combate a incêndio — o que é proibido pelo estatuto da corporação.
A prefeitura do Rio criará um selo de qualidade para avaliar a segurança das boates da cidade. Morreu ontem a 2389 vítima da tragédia em Santa Maria (RS). (Págs. 1 e 11)

Rumos da pacificação: UPPs chegarão a Niterói e Baixada
O governador Sérgio Cabral anunciou que as UPPs, implantadas na capital a partir de 2008, chegarão à Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Medida pode influenciar a eleição de 2014.(Págs. 1 e 14)
No Reino Unido: Parlamento apoia casamento gay
Era votação preliminar, deputados britânicos aprovaram com ampla maioria o projeto de lei que autoriza o casamento gay. Mas o partido do premier David Cameron, defensor da medida, rachou.(Págs. 1 e 31)

Voos clandestinos: ONG: EUA tiveram ajuda de 54 países
Uma ONG americana acusou um quarto dos países do planeta de cooperar com os EUA no programa ilegal de sequestras e torturas de supostos terroristas, Israel ficou de fora, mas inimigos como Síria e Irã ajudaram.(Págs. 1 e 32)
Pobreza estatística: A miséria dos números
Sem maiores explicações, a presidente Dilma reajustou o número dos extremamente pobres no país: eram 16,2 milhões em 2011, e agora, segundo ela, são 22 milhões. O economista Flávio Comin critica os dados oficiais.(Págs. 1 e 8)
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