PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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folha gmail df1lkrha

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segunda-feira, junho 23, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] IMUNE OU IMUNDO? [Lembrem deles na urna eletrônica em outubro/2008]










[Homenagem aos chargistas brasileiros].

ESVAZIAMENTO DO CONGRESSO ''vs." ELEIÇÕES 2008, 2010 ... [In:] ''LEMBREM'' DELES NAS URNAS...

Convenções e festas juninas esvaziam Congresso Nacional

Por conta das convenções partidárias e festas juninas do Nordeste, o Congresso Nacional ficará esvaziado nesta semana, período chamado de recesso branco.
Os deputados apelaram ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para evitar sessões deliberativas (com votações) na Casa. Mas o petista disse que vai insistir com a pauta e exigir a presença dos parlamentares no plenário.
"Caberá a cada parlamentar fazer a sua escolha. Vou alertá-los informando que vai haver pauta. Haverá agenda normalmente", disse Chinaglia. "Respeitamos as tradições, mas temos de trabalhar", reiterou. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), por sua vez, decidiu, em acordo com os líderes partidários, que a semana será de recesso branco na Casa. A pedido dos senadores, ele não vai realizar sessões deliberativas nem promover debates acalorados. "Os líderes chegaram à conclusão que teríamos dificuldades de quórum. As convenções são feitas, em sua maioria, entre os dias 27 e 30 de junho e tem ainda coincidência das festas juninas", disse o presidente do Senado. Mas o próprio Garibaldi reconhece que a decisão de estabelecer o recesso branco pode afetar negativamente a imagem do Senado. Porém, disse que como "bom nordestino" tem de compreender a importância que é para as tradições de sua região a realização de festas juninas.
Trancada
A pauta de votações da Câmara já começa a semana trancada por duas MPs (medidas provisórias) e ainda há um destaque da CSS (Contribuição Social para a Saúde). Este destaque é considerado um dos mais importantes porque trata da base de cálculo do novo imposto. Se o destaque for aprovado, o projeto que cria a contribuição sofre alterações.
Para evitar o risco de rejeição, os governistas tentarão impedir que o destaque da CSS seja colocado na pauta de votações desta semana. Na prática, o esforço dos aliados será para votar este item apenas depois das convenções partidárias, o que inibiria as ameaças às alianças e negociações para as eleições de outubro.
Folha Online, 2306.

VARILOG/ROBERTO TEIXEIRA: HONORÁRIOS ''HONORÍFICOS''

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Teixeira admite ter recebido US$ 3,2 mi no caso Varig, diz jornal
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O advogado Roberto Teixeira admitiu neste domingo (22), em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", que recebeu US$ 3.266.825,79 referentes a serviços prestados para a VarigLog, incluindo uma taxa de sucesso de US$ 750 mil (R$ 1.600.050) pela participação na compra da Varig em leilão judicial. “Pelos honorários referentes aos serviços prestados para a VarigLog e à aquisição e homologação judicial da Varig, bem como processos de defesa de sucessão recebemos US$ 3.266.825,79”, informou a assessoria de imprensa de Teixeira, segundo o jornal.

O valor refere-se ao período de abril de 2006 a junho de 2007. O advogado cobra ainda US$ 682 mil (R$ 1.220.448,40) referentes a serviços prestados entre julho de 2007 e janeiro de 2008 e não pagos. Em um ano e nove meses, portanto, os honorários e taxas de sucesso do escritório do advogado totalizaram US$ 3,95 milhões. Na última quarta-feira em Brasília, Teixeira afirmou que recebera apenas US$ 350 mil da VarigLog. Ele foi a Brasília à convite do Senado para explicar as acusações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, que disse que ele teria se aproveitado do livre trânsito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu compadre, e com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para conseguir aprovar a compra da VarigLog e da Varig. Segundo Denise, a atuação do escritório no episódio foi “imoral”.

Contradição

O valor dos honorários apresentado em Brasília causou surpresa e estava bem abaixo dos US$ 5 milhões que o empresário Marco Audi, sócio afastado da VarigLog, disse ter pago para o escritório Teixeira, Martins e Advogados. “Paguei US$ 5 milhões ao Roberto Teixeira para ele resolver e ele resolveu”, declarou Audi. “Não sei o que ele negociou, mas sua influência foi 100% decisiva”, destacou Audi, segundo o periódico. A assessoria de Teixeira disse ao jornal que os US$ 350 mil, declarados em depoimento no Senado, referem-se apenas ao período de abril a junho de 2006. "O que o Roberto Teixeira contestou desde o começo foi a declaração que o Marco Audi deu ao Estadão, afirmando que do contrato até a aprovação da VarigLog foram US$ 5 milhões", explicou a assessoria.
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Do G1, em São Paulo, com informações da Agência Estado. 2306.

[P]RESIDÊNCIA DO SENADO: DISPUTA COLEGIADA

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A lista é maior. Mas são dois os candidatos não-declarados à presidência do Senado que importam. Por ordem alfabética: José Sarney, o bigode; e Tião Viana, a calva.

Um personagem que costuma rodar a maçaneta da sala de Lula sem prévio anúncio avisa:

“É a grande batalha legislativa do final de 2008 e início de 2009. Um teste para a capacidade do PMDB e do PT de prolongar a coabitação sob o mesmo teto.”

A eleição será em fevereiro do ano que vem.

Prevê-se que as adagas serão desembainhadas em novembro.

Lula insinua, nos subterrâneos, que perfilará do lado do bigode.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 2306. Foto matéria.

PF/BNDES: ''ALÔ, ALÔ! RESPONDA. RESPONDA COM TODA SINCERIDADE..." [''CARLINHOS e PAULINHOS'']

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PF flagra negociação do esquema BNDES com presidente da Câmara

A Polícia Federal (PF) flagrou a ação de uma rede de tráfico de influência e corrupção que manteve aberto o prostíbulo de luxo W.E., principal elo da organização criminosa que mandava prostitutas para o exterior e lavava dinheiro desviado do BNDES e que foi desarticulada pela Operação Santa Teresa. Interceptações telefônicas demonstram a participação de fiscais da Prefeitura de São Paulo, policiais civis e assessores políticos da Câmara Municipal e envolvem o presidente da Casa, vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR), o Carlinhos, em manobras que teriam permitido ao esquema manter aberta a casa W.E., apesar de falta de alvará e irregularidades na construção do prédio que ocupava na Rua Peixoto Gomide, em Cerqueira César, na região central. As negociações ocorreram em março e abril. Durante elas, Fabiano Alonso, genro e homem de confiança de Carlinhos, diz ao lobista da organização criminosa, coronel da reserva da PM Wilson de Barros Consani Junior, que o presidente da Câmara "vai ajudar" e afirma que Carlinhos tratou do problema com o prefeito Gilberto Kassab nos dias 8 e 9 de abril. Ao Estado, Carlinhos negou ter despachado com o prefeito. A assessoria de Kassab apresentou ontem a agenda do prefeito nos dias 8 e 9 de abril. Nela não há despacho com o presidente da Câmara. Além de encontros políticos, o prefeito participou de inaugurações nos dois dias. No dia 18 de abril, em outro telefonema, um dos acusados de integrar a quadrilha, o empresário Manuel Fernandes de Bastos Filho, o Maneco, diz ao proprietário do prédio que abrigava a W.E., o construtor Felício Makhoul, que o "problema (com a Prefeitura) estava resolvido", mas que ia "ter um custo de campanha aí, mas arredondou até o final do ano". Minutos antes, em conversa com Consani, Maneco diz que havia dado R$ 47 mil "ao escritório" e faltavam R$ 13 mil, que seriam pagos em prestações mensais até outubro. Para a PF, o diálogo se refere a pagamento de propina.O objetivo da organização criminosa era impedir o fechamento da boate e do flat anexo usado pelas prostitutas. Eles queriam tempo para regularizar 182 m² de construção ilegal no edifício. O W.E. era o último prostíbulo de luxo que ainda funcionava em São Paulo - os demais já haviam sido fechados pela Prefeitura. O bando contava com o lobby para ficar aberto até o fim da gestão Kassab e, então, negociar com a nova administração da cidade. Os problemas da W.E. com a Prefeitura começaram depois de uma blitz da Secretaria da Habitação, em 13 de março, que levou a organização a mobilizar seus contatos políticos. É quando Consani telefonou para Carlinhos. Eram 16h38 do dia 1º de abril. O coronel marca encontro com o vereador na Câmara e leva consigo Maneco. A PF flagrou cinco telefonemas entre 3 e 9 de abril entre Consani e Fabiano Alonso, o genro do vereador. No dia 3, às 17h10, Fabiano diz: "Fica sossegado, irmão, a gente tá vendo. Já passei para o Carlinhos, e ele se prontificou em ajudar. Vamos tocar o pau." No dia 7, ele diz ao coronel que o vereador mandou dizer: "Fala que eu vou estar com o prefeito e vou despachar pessoalmente com ele, que isso aí não é coisa que dá pra falar de qualquer jeito." No dia 9, às 13h55, Fabiano diz ao coronel que "o Carlinhos está na Prefeitura falando com o Kassab." Ao mesmo tempo em que negocia, Consani diz a Maneco que vai à Câmara todas as tardes. Em 9 de abril, às 20h34, depois da suposta ajuda de Carlinhos, o coronel conversou com Celso de Jesus Murad, gerente financeiro do prostíbulo. Ele diz que "uma barreira foi vencida". "O homem maioral não criou nenhum obstáculo. A coisa está encaminhada, mas isso não é coisa que a gente vai resolver com duas conversas. Eu acho que no começo da próxima semana, a gente soluciona." Enquanto isso, a W.E. funcionava a todo vapor. Em 5 de abril, Maneco conta a um amigo que fez uma festa "lá na cobertura com 30 meninas, todas de topless". As escutas mostram que a casa funcionou até 24 de abril, quando foi fechada após a ação da PF.
ESCUTAS
No dia 1º de abril, às 16h38, Consani fala com Carlinhos, presidente da Câmara, e marcam encontro:
Consani: "Você conversaria 5 minutos comigo?"
Carlinhos: "Eu tô aqui. Acabando a sessão, eu estou às ordens."No dia 3, às 17h10, Fabiano promete ajuda a Consani:
Fabiano: "Fica sossegado, irmão, a gente tá vendo. Passei para o Carlinhos e ele se prontificou em ajudar e vamos tocar o pau."No dia 9, às 13h55, Fabiano conta a Consani que seu sogro está com o prefeito:
Fabiano: "O Carlinhos tá com o prefeito, e acho que ele vai despachar isso hoje. Ele tá na prefeitura falando com o Kassab."No dia 18, às 18h08, Maneco e Consani discutem supostos valores de propina:
Maneco: "Foi dado 20 paus para o escritório. Falou que era 10 e saiu 20. 2 mil, o outro já pegou. 5 mil, o chefe pegou pra ele. Isso aí dá um total de 47, certo? Tá faltando 13."No dia 18, às 18h14, Maneco deixa recado para Felício, dono do prédio da W.E.:
Maneco: "Escuta, teve uma solução daquilo lá, entendeu? (...) Vai ter um custo de campanha aí, mas arredondou até o final do ano."
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Rodrigo Pereira e Marcelo Godoy, Estadão, 22.06.

RECEITA FEDERAL/INSS: ''A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR..."

Receita inicia ação contra empresas suspeitas de fraude no recolhimento do INSS

A Receita Federal inicia nesta segunda-feira (23) uma operação contra 6.455 empresas suspeitas de fraude no recolhimento de contribuições previdenciárias. A estimativa é que o valor total da sonegação possa chegar a R$ 6 bilhões, o que inclui o recolhimento do INSS devido, dos encargos do Sistema S, além de multas e juros (o valor se refere a salários que foram pagos, mas que não tiveram o recolhimento dos encargos devidos).
São contribuintes que apresentaram divergências nos dados de pagamento de salários contidos nas declarações entregues à Receita e nas informações sobre recolhimento de contribuições. O processo começará com a ida dos fiscais tributários às 1.700 empresas que apresentaram os maiores indícios de fraude para verificar os dados pessoalmente. Para chegar a essa lista de empresas, foram utilizados dados da Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte), da DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica) e da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social). É a primeira ação desse tipo desde que houve a criação da Super-Receita, resultado da união da Receita Federal com a Secretaria de Arrecadação Previdenciária.
Outras ações
Essa é a terceira etapa de um processo iniciado em março deste ano dentro da Estratégia Nacional de Fiscalização.
Na primeira etapa, foram verificados problemas nas declarações de 37 mil contribuintes pessoa física e jurídica. Destes, já foram iniciados 2,6 mil processos que resultaram, até o momento, em 176 autuações no valor de R$ 7,2 milhões em impostos e multas devidas. Na época, foram cruzados os dados da declaração do IR e de operações financeiras --como venda de ações na Bolsa de Valores, uso de cartões de crédito e recebimento de aluguéis. No começo de junho, a Receita anunciou uma segunda operação, contra 22,4 mil contribuintes (13,8 mil pessoas físicas e 8,6 mil empresas). Nesse caso foram utilizados dados da declaração e da movimentação bancária por meio da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) nos últimos cinco anos até 2007.
Regularização
Segundo a Receita, os contribuintes que quiserem regularizar sua situação devem apresentar declaração retificadora antes do recebimento de intimação do órgão. Nesses casos, pagam apenas a diferença do tributo devido acrescido de juros e multa de até 20%.
Após a notificação, a multa pode chegar a 100%. Nos casos em que for comprovada fraude, os autuados poderão ainda responder criminalmente. O processo de fiscalização da Receita começa com a intimação. Após apresentação de documentos por parte do contribuinte, se for constatada irregularidade, é feito um auto de infração. O contribuinte pode ainda recorrer à Delegacia de Julgamento, ao Conselho de Contribuintes, ambos dentro da Receita, ou ainda entrar na Justiça contra o Fisco como último recurso.
EDUARDO CUCOLO; da Folha Online, em Brasília - 2106.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

21.junho.2008
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Visita do príncipe Naruhito reúne 75 mil no interior do Paraná
O príncipe Naruhito, herdeiro do trono japonês, foi recebido na tarde de ontem por 75 mil pessoas em Rolândia, norte do Paraná, segundo a avaliação da PM do Estado. Na cidade, o príncipe participou do lançamento da pedra fundamental do parque temático Yumê e plantou uma cerejeira, árvore simbólica na cultura oriental. Pela manhã, em Londrina (381 km ao norte de Curitiba), o príncipe já havia participado da inauguração da praça Tomi Nakagawa, em homenagem aos imigrantes japoneses. Na cerimônia, que reuniu cerca de 5.000 pessoas, o príncipe Naruhito voltou a quebrar o protocolo, como já havia feito em São Paulo, e cumprimentou o público. (..) Gafe: O vice-presidente foi responsável também por uma gafe em Rolândia. José Alencar discursou como se ainda estivesse em Londrina, fazendo alusões à praça inaugurada pela manhã e à história da família Nakagawa, pioneira daquela cidade.
No início da noite, o príncipe viajou a Maringá (420 km a noroeste de Curitiba) onde ainda iria visitar uma árvore, também uma cerejeira, que plantou na cidade em 1982, quando esteve no Paraná pela primeira vez.

JOSÉ MASCHIO; da Agência Folha, em Londrina e Rolândia.
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Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
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Petróleo sobe após falta de consenso entre produtores
- O preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira depois que uma conferência internacional realizada no fim de semana para discutir os altos preços da commodity terminou sem consenso. O preço do barril tipo leve com entrega para agosto aumentou US$ 1,89, sendo negociado a US$ 136 no mercado futuro americano. Em Londres, o barril do tipo cru teve acréscimo de US$ 1,29, batendo US$ 136,15. No fim-de-semana, representantes de mais de 30 países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e consumidores de energia se reuniram em Jidá, na Arábia Saudita, para discutir possíveis soluções para conter a constante alta da commodity. Eles disseram que o nível atual dos preços é "hostil" e que investimentos adicionais são necessários para garantir estoques "adequados" da matéria-prima. No entanto, nenhuma solução imediata foi indicada. BBC Brasil-Estadão.

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INFLAÇÃO: MENSURADA COM RIGOR; SEM PAIXÕES

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Economistas prevêem inflação acima de 6% em 2008, diz pesquisa do BC

Economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.
A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 13ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 6,08%, acima dos 5,80% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.
Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,63% para 4,78%.
Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 9,96% para 11,02%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 10% para 10,36%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 5,79%, ante 5,52% da semana anterior. A estimativa de inflação para os preços administrados subiu de 3,70% para 3,75%.
Juros
Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa de que a Selic estaria em 12,75% subiu para 12,30% ao ano.
No início do mês, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do BC dizem que continuarão aumentando os juros "enquanto for necessário".
Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).
PIB
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos. A estimativa para o dólar caiu de R$ 1,70 para R$ 1,68 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão ficou em R$ 1,77. A previsão do saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 23,35 bilhões para US$ 23 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 15,61 bilhões para US$ 15 bilhões.
Contas externas
Caíram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 34,15 bilhões para US$ 34 bilhões (2008). Para 2009, foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões. Foi mantida a previsão para a relação dívida/PIB, em 41,10% neste ano, e no saldo em conta corrente, com um resultado negativo de US$ 23 bilhões em 2008.
EDUARDO CUCOLO; da Folha Online, em Brasília - 2106.

domingo, junho 22, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

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I Coríntios, 13

1.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
2.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
3.
Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
4.
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
5.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
6.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
7.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8.
A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará.
9.
A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita.
10.
Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.
11.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
12.
Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.
13.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.

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[Bíblia Sagrada].
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(N.b.: Sexta-feira última (20) estivemos participando da cerimônia religiosa do casal Edmila e Robson, nossos ex-alunos e o Robson nosso orientando de ''trabalho de conclusão de curso" (monografia de graduação). Segundo o celebrante, os noivos escolheram o Capítulo 13, de 1Coríntios, para a leitura durante a cerimônia.
Naquele momento lembramos que, sempre que temos oportunidade em sala de aula em algum ''momentum'' de ''relaxamento teórico'', chamamos a atenção dos alunos em relação ao plágio que, lamentavelmente, ainda ocorre no mundo das artes e da ciência. Daí recordando que já havia feito esse comentário em relação à música de Renato Russo (Monte Castelo), que alguns alunos, à época, o ''endeusava'' pela "inteligência de suas letras". E, nós, não deixando de lado o papel de educador, sempre os alertava: '' 'Pera aí'!!! 'A César o que é de César...'. Parte dessa letra está contida em 1Coríntios 13: 1-13 e no poema de Luis Vaz de Camões (Amor é um fogo que arde sem se ver; Soneto 11)].
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sábado, junho 21, 2008

EDITORIAL: ... AINDA O MENSALÃO [lembrem de todos - indistintamente - na urna eletrônica!]

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O homem, sabem todos, é produto da evolução. E a evolução, a despeito de ter tido todo o tempo do mundo, andou cometendo equívocos.

Partindo do chimpanzé, a evolução chegou à Gisele Bündchen. Mas deixou por aí alguns seres biologicamente esquisitos.

Difícil, por exemplo, distinguir certos políticos do protoprimata. Para sorte dos estudiosos, o espécime pós-moderno tem hábitos alimentares diferentes.

Em vez de folhas e frutas, alimentam-se de verbas sujas. Preferem o dinheiro de má origem às bananas de boa procedência.

Ainda outro dia, foi recolhido à jaula o penúltimo equívoco da evolução: Carlos Bejani. Era prefeito de Juiz de Fora (MG). Viu-se compelido a renunciar.

Sabia-se que pertence à espécie dos petebês. Descobre-se agora que é um petebê especial. Sofreu os efeitos do mensalão, aquela mutação genética decorrente do cruzamento com os petês, em 2005.

Roberto Jefferson, o petebê-mor, revela que Bejani mordiscou R$ 750 mil das arcas "não contabilizadas" providas pela parceria delúbio-valeriana.

Coisa acondicionada naquela supermala de R$ 4 milhões, que Jefferson já admitira ter recebido. Recusara-se a dizer quem havia mordido do bom-bocado.

Abriu, porém, uma exceção para o caso de Juiz de Fora: "Está registrado nas minhas anotações. Foram R$ 750 mil para o Bejani", disse ao Painel o mandachuva dos petebês.

A evolução faz que não é com ela. Depois que criou a Gisele Bündchen, lavou as mãos.
O eleitor, que poderia fazer algo a respeito, também parece não estar nem aí.

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Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Imagem matéria.

sexta-feira, junho 20, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''MULAS SEM-CABEÇAS''

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

BRAS-ILHA ''versus'' SERTÕES VEREDAS [In:] FESTAS JUNINAS, "JULINAS", ..., "DEZEMBRINAS" ... [fiquem de olho nas urnas!]

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A tentativa de ressuscitar a CPMF eletrificou de novo a atmosfera do Senado. Diz-se que oposição e governo não se entendem sobre coisa nenhuma. Não é bem assim. Reunidos na sala do presidente do Senado, Garibaldi Alves, os líderes partidários pudeseram-se de acordo pelo menos em relação a um tópico. Os senadores concordaram em se autoconceder uma semana de recesso. Significa dizer que terão licença para faltar. Mantendo intactos, obviamente, os contracheques. Alegou-se que a semana que vem será marcada pelas convenções partidárias. Como se fosse pouco, há as festas juninas. Garibaldi veio à boca do palco para informar que não convém aos parlamentares, sobretudo os da região Nordeste, deixar de dar as caras nos festejos de São João. Ele disse: "Pegar mal, não pega. Mas também não pega bem se alguém deixar de aparecer (ouça).” O signatário do blog, cidadão brasileiro como os senadores, considera-se um injustiçado. Embora nascido em São Paulo, tem raízes paternas na Bahia. Embora não seja chegado a quadrilhas, o repórter acha revoltante que os provedores de seus vencimentos não o procurem para avisar que está liberado para fartar-se, por uma semana, de canjica e quentão.
Escrito por Josias de Souza (1906), Folha Online. Foto: Sérgio Lima/Folha.

GOVERNO LULA: INFLAÇÃO ("ela voltou ... ")

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IGP-M sobe 1,83% e tem maior alta desde dezembro de 2002



RIO - A inflação medida pela segunda prévia do IGP-M de junho subiu 1,83%, em comparação com a alta de 1,54% apurada em igual prévia do mesmo indicador em maio. Trata-se do maior resultado para uma segunda prévia desde dezembro de 2002, quando esse tipo de indicador subiu 3,26%. O resultado, porém, ficou abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 1,85% e 2,08%, e foi inferior à mediana das expectativas (1,96%). A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 20, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de junho. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,05%, ante elevação de 2,02% na segunda prévia de maio. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,78% na segunda prévia desse mês, ante elevação de 0,47% em maio. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve avanço de 2,84%, ante aumento de 0,82% em maio. No varejo, o grupo Alimentação avançou de 1,04% para 1,86% da segunda prévia do IGP-M de maio para igual prévia do mesmo indicador em junho. Já Habitação passou de 0,01% para 0,40%. Na primeira classe de despesa, houve acelerações de preços, ou fim de deflação, em hortaliças e legumes (1,70% para 5,79%), arroz e feijão (-0,54% para 8,53%) e carnes bovinas (1,71% para 5,37%). As altas de preços mais expressivas foram apuradas em arroz branco (15,92%); batata-inglesa (11,96%); e cenoura (17,94%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão da Amazônia - papaya (-29,97%); laranja pêra (-9,49%); e cebola (-6,98%). Até a segunda prévia de junho, o IGP-M acumula elevações de 6,66% no ano e de 13,27% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 10 de junho. O IGP-M é usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica.

Atacado
Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 2,26% na segunda prévia do IGP-M de junho, em comparação com a alta de 2,21% na prévia de maio. Já os preços dos produtos industriais no atacado tiveram avanço de 1,97%, em comparação com a alta de 1,95% em maio.

Até a segunda prévia de junho, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumento de 7,21% no ano e de 36,19% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram alta de 10,14% no ano, e acumulam elevação de 37,23% em 12 meses, até a segunda prévia de junho. No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), os preços das matérias-primas brutas registraram avanço de 2,24% na segunda prévia de junho, ante taxa positiva de 3,36% em maio. Na análise da movimentação de preços entre os produtos no atacado, as altas de preço mais expressivas foram registradas em bovinos ( 6,45%); minério de ferro (10,57%); e arroz em casca (9,16%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado, foram apuradas em milho em grão (-6,93%); laranja (-10,86%); e óleo de soja refinado (-7,09%).
Alessandra Saraiva, da Agência Estado - 2006.
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> Charge: Regi.

PF/OPERAÇÃO JOÃO DE BARRO: PAC [Programa de Aceleração da Corrupção?]


PF caça 38 por desvio de verbas em obras do PAC

SÃO PAULO - Cerca de mil Policiais Federais realizam nesta sexta-feira, 20, em sete Estados e no Distrito Federal a Operação João de Barro para desarticular o esquema de desvio de dinheiro público para obras de casas populares e estações de tratamento de esgoto, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foram expedidos 231 mandados de busca e apreensão e 38 mandados de prisão temporária.
O desfalque, estimado em R$ 700 milhões atingia as chamadas Transferências Voluntárias, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e Municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES. A polícia de Governador Valadares (MG) afirmou que pelo menos quatro pessoas já foram presas, entre elas donos de empreiteiras. A operação está sendo realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal.
A partir de denúncias veiculadas pela imprensa, uma auditoria do TCU realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais revelou indícios de fraude na execução de obras. Em seguida, a investigação policial resultou na desarticulação de um esquema criminoso de desvio de verbas públicas destinadas, principalmente, à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios. Com menos dinheiro para a execução, as obras não apresentaram o padrão de qualidade e quantidade previsto no projeto original com o emprego de material de qualidade inferior, extensão da obra entregue menor que a estabelecida no projeto ou ainda a não realização da obra. Todos os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Já os mandados de prisão foram expedidos pelo Juiz Hermes Gomes da 2ª Vara de Governador Valadares/MG. No curso da operação foi fundamental o apoio do judiciário em mais de uma instância, do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União.

Rosana de Cassia, da Agência Estado (com Paulo R. Zulino, do estadao.com.br). 20.06.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

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20-junho-2008.

- JB: Gastos de projetos sociais sob suspeita
- Folha: Lula quer mais verbas para alimentos contra inflação
- Estadão: 11 militares são indiciados por assassinato de jovens no Rio
- Gazeta Mercantil: Brasil pode liderar produção de leite em 5 anos, prevê Parmalat
- Valor: Multis se unem na Europa contra biocombustíveis
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Chile derrota Venezuela e derruba Brasil nas Eliminatórias
SÃO PAULO - Com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, o Chile derrotou fora de casa a Venezuela por 3 a 2, nesta quinta-feira, em Puerto la Cruz, e derrubou o Brasil para a quinta colocação das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010.
Agora com dez pontos, após seis rodadas, os chilenos estão em terceiro lugar. Os brasileiros, com nove, estariam hoje classificados para uma repescagem contra uma seleção da Concacaf (Américas do Norte e Central e Caribe). A Venezuela ocupa a sétima colocação, com sete pontos.
Ag. Estado. Charge Clayton.
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PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: INCENTIVO VIA SUBSÍDIOS

Governo quer produção maior de alimentos
Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos.
Os agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares, medidas que farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de julho pelo presidente Lula.
O governo vai divulgar também na próxima semana de onde virão R$ 14,2 bilhões para cumprir a nova meta oficial de superávit primário, elevada de 3,8% para 4,3% do PIB. Lula fez uma reunião ontem com a equipe econômica, economistas de fora do governo e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para discutir o andamento de medidas de combate à inflação e eventuais novas propostas. Nas palavras de um ministro, o governo vai continuar a monitorar o comportamento da inflação a fim de mantê-la na meta oficial.
Na área agrícola, o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) disse que as medidas discutidas ontem serão suficientes para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de toneladas. "Não queremos cair na armadilha em que alguns países estão caindo de tabelar e não ter produto, ou limitar as exportações ou até de taxar, que é o caso da Argentina, e acabar desorganizando o próprio setor produtivo", disse Stephanes. No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à agricultura familiar, de R$ 12 bilhões. Designado porta-voz da reunião, o ministro Guido Mantega (Fazenda) deu rápida entrevista, na qual respondeu a poucas perguntas e da qual saiu puxado por um assessor. Lula não gostou do vazamento de que haveria a reunião, noticiada pela Folha e que acabou ocorrendo num horário em que o mercado financeiro estava aberto. Mantega fez avaliação otimista da situação econômica. "O balanço é que a economia brasileira continua em trajetória muito saudável, que a inflação que temos é passageira, que vem principalmente de fora." O ministro disse que o governo fará novos cortes de gastos para conseguir elevar o superávit primário, economia que é feita para pagar os juros da dívida, de 3,8% para 4,3% do PIB. Apesar de sustentar o discurso de que mantém de pé a proposta do fundo soberano (usar parte do superávit para gastos fora do país financiando empresas brasileiras, por exemplo), a proposta está praticamente engavetada no momento. E o 0,5 ponto percentual a mais de superávit neste ano deverá ser dedicado a reduzir a dívida pública. Nos bastidores, Lula já autorizou que se mire meta de 4,5% de superávit.No entanto, Mantega disse que não haverá redução nos gastos prioritários do governo. Na apresentação que fez durante a reunião, o ministro avaliou que "o aumento do esforço fiscal contrai um pouco o consumo e reduz a necessidade de juros mais altos".Para ele, as medidas tomadas pelo governo, como alta de juros e da meta de superávit, elevação do imposto sobre empréstimos e desonerações, estão surtindo efeito e desaquecendo a economia em medida considerada suficiente para evitar o descontrole de preços.O ministro disse que o governo não estuda medidas adicionais para conter o crescimento do crédito. O objetivo é fazer com que o país cresça em torno de 5% neste ano e repita o desempenho no ano que vem.Além de Mercadante, Mantega e Stephanes, participaram da reunião Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o professor Luiz Gonzaga Belluzzo. Como Henrique Meirelles está viajando, foi representado pelo diretor do BC Alexandre Tombini.
(LETÍCIA SANDER, LEANDRA PERES, KENNEDY ALENCAR e VALDO CRUZ). Estadão, da sucursal de Brasília, 2006.

quinta-feira, junho 19, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''DÉJA VU''






CPMF/CSS & SENADO [In:] MASCARANDO A CSS... [lembre deles na urna eletrônica...]

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Sem alarde, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), mobilizou sete servidores da consultoria técnica do Congresso para pôr de pé um leque de alternativas à CSS.

Nesta quinta-feira (19), Garibaldi deve receber uma versão preliminar da proposta. O texto passa longe da ressurreição da CPMF. Prevê a taxação de bedidas alcoólicas, do cigarro e dos carros de luxo. Propõe, de resto, o aumento do Imposto de Renda pago pelos empresários sobre dividendos. O objetivo de Garibaldi é levar aos líderes partidários do Senado uma proposta que concilie os interesses de governistas e de oposicionistas. O governo insiste na tese de que é preciso arrumar dinheiro para viabilizar a aplicação do projeto que regulamenta a emenda 29, tonificando o orçamento da Saúde. A oposição torce o nariz para a fórmula construída na Câmara: a volta da CPMF, com nova denominação (CSS) e com uma alíquota menor (0,10% em vez de 0,38%). Como mediador da encrenca, Garibaldi tenta assumir o papel de algodão entre os cristais. Busca um meio-termo que evite a intoxicação da atmosfera do Senado.

Vão abaixo detalhes da proposta que o presidente do Senado vai receber da Consultoria Legislativa do Congresso:

1. O montante: a primeira coisa que os técnicos mobilizados por Garibaldi fizeram foi estimar a arrecadação que a CSS propiciaria ao governo caso fosse aprovada.
Foram à calculadora. E verificaram que a nova contribuição teria um potencial arrecadatório de cerca de R$ 8 bilhões. Uma cifra menor do que os R$ 10 bilhões que vêm sendo propagandeados pela bancada governista na Câmara.

2. As alternativas: encontrou-se na CIDE (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Ecfonômico) uma das saídas para evitar a volta da CPMF, já derrubada pelo Senado. Criada em 2001, a CIDE é cobrada sobre a comercialização de petróleo e seus derivados. Agora sobre as bebidas, o cigarro e os carros de luxo.

3. As bebidas: pela proposta da consultoria do Congresso, a CIDE das bebidas alcoólicas teria alíquotas diferenciadas, calculadas segundo o teor alcoólico. Bebidas com menor percentagem de álcool –cervejas e vinhos, por exemplo— pagariam menos do que as demais, como uísque e vodca. Prevê-se que a nova contribuição pode render até R$ 2,5 bilhões ao fisco;

4. O fumo: os técnicos mobilizados por Garibaldi vão sugerir alternativas de alíquotas para a CIDE dos cigarros. Adotando-se a mais alta, a pexpectiva de arrecadação é de R$ 1,3 bilhão;

5. Os carros de luxo: a proposta prevê a criação de uma CIDE para veículos de luxo. Só seriam taxados carros de passeio movidos a gasolina. De acordo com os critérios adotados pelos técnicos a serviço de Garibaldi, a maioria dos automóveis sujeitos à nova taxação é importada. Não se trata de nenhum novo IPVA. A contribuição seria cobrada no ato da venda do carro. Estimatima-se que a providência renderia ao fisco algo como R$ 1 bilhão;

5. Os dividendos: perscrutando a legislação do Imposto de Renda, os técnicos do Congresso se depararam com algo que classificaram como uma “distorção”. Os dividendos pagos pelas empresas a seus sócios são taxados pela Receita Federal com uma alíquota de 15%. É menos do que os 27,5% cobrados de um assalariado de classe média. Decidiu-se sugerir a equiparação do IR pago a título de dividendos ao dos salários. Com essa providência, estima-se que a União terá uma arrecadação adicional de algo como R$ 4 bilhões;

6. A cereja do bolo: somando-se a previsão de arrecadação da correção do IR dos dividendos à coleta com as CIDEs das bebidas, do fumo e dos carros de luxo chega-se a uma cifra de R$ 8,8 bilhões. Um valor maior do que os R$ 8 bilhões que, pelas contas da equipe do Congresso, seriam amealhados com a eventual criação da CSS.
A despeito disso, o projeto que será encaminhado a Garibaldi sugere um rol de providências que, na opinião de seus autores, facilitará a cobrança da dívida ativa da União. O cadastro da dívida ativa registra débitos de cerca de R$ 600 bilhões. São impostos e contribuições de empresas e pessoas físicas inadimplentes. Submetido às atuais regras de cobrança, o governo só consegue reaver anualmente algo como 1% do total da dívida. Os técnicos sugerem a simplificação do modelo. Avaliam que, se adotodas, as medidas permitirão ao governo recuperar cerca de R$ 1 bilhão a mais por ano. O que elevaria a conta das verbas adicionais da Saúde para R$ 9,8 bilhões.
Em privado, Garibaldi diz ser contra a CSS. Mas, como presidente do Senado, ele não vota. Decidiu levar a alternativa aos líderes com a cautela de um “magistrado”. Caberá aos líderes decidir se adotam ou não a proposta. Garibaldi já conta com a adesão de pelo menos um dos líderes. Renato Casagrande (ES), do governista PSB, já disse que considera inoportuna a idéia de recriar a CPMF. Sugere a busca de alternativas. Entre elas justamente a taxação de bebidas, cigarros e carros de luxo.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 1906.

OBAMA/BRASIL: NAFTA & MERCOSUL [''OBA''???]

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Obama muda discurso e diz que Nafta pode trazer benefícios
Depois de uma intensa campanha pelas primárias, o provável candidato democrata Barack Obama muda o tom populista de sua retórica e, para conquistar novos eleitorados, repensa sua oposição ferrenha ao Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).
Quando os operários brancos estavam em jogo na disputa com a senadora
Hillary Clinton, Obama falou que o Nafta era "devastador" e "um grande erro", ecoando a opinião dos sindicatos que viam nos acordos comerciais a razão do fechamento das indústrias nacionais e a perda de centenas de empregos.
"Algumas vezes, durante a campanha, a retórica fica muito amplificada", explicou Obama, em entrevista à revista norte-americana "Fortune". "Políticos são sempre culpados disso e eu não me eximo da culpa", completou.
Veja a íntegra, em inglês
Obama disse à publicação que acredita em "abrir um diálogo" com o Canadá e o México, parceiros comerciais dos EUA e descobrir como podem "fazer isso funcionar para todas as pessoas". "Eu não sou um grande defensor de se fazer as coisas unilateralmente", disse Obama, em resposta às críticas republicanas de que ele defenderia propostas unilaterais para o Nafta. O porta-voz de Obama, Bill Burton, disse que o senador sempre defendeu o diálogo com os países, em um esforço para incluir padrões ambientais no pacto. Mas, como lembra a "Fortune", em fevereiro, quando a campanha pelas primárias foi ao "cinturão enferrujado" --região ocupada por indústrias de aço em decadência--, os dois pré-candidatos democratas falaram em uma cláusula de desistência por seis meses para pressionar os dois parceiros norte-americanos a fazerem concessões. Em suas próprias palavras, Obama descreve-se constantemente como um proponente de acordos de livre-comércio que quer ser "um barganhador melhor" para os Estados Unidos. Sua ressalva, como indicou na entrevista à revista, é "que há custos no livre-comércio" que precisam ser reconhecidos. "Nós não podemos fingir que estes custos não são reais", disse, lembrando que com o Nafta, a agricultura dos EUA cresceu com o trabalho de mexicanos, o que aumentou o problema da imigração ilegal.
Republicano
Há uma semana, em discurso em Washington, o provável candidato republicano John McCain afirmou que honrará o Nafta.
"Lamentavelmente, o senador Obama tem o costume de menosprezar o valor de nossas exportações e de nossos acordos comerciais", disse McCain, que apontou os acordos como solução pára a crise econômica vivida pelo país. Para McCain, Obama "propôs uma renegociação unilateral do Nafta", o acordo dos EUA com o México e o Canadá que representa 33% das exportações nacionais. Este seria um exemplo das "fortes discrepâncias" entre McCain e Obama, diferenças que ambos querem ressaltar agora que a campanha pelas eleições gerais começou oficialmente. "Se for eleito presidente, este país honrará seus acordos internacionais, entre eles Nafta, e esperamos o mesmo dos outros", explicou. "Em tempos de incerteza para os operários norte-americanos, não vamos acabar com anos de ganhos em acordos", completou. McCain aproveitou a oportunidade para defender os acordos de livre-comércio, tema que tem inspirado críticas dos democratas. Os legisladores democratas recusaram no Congresso (onde são a maioria) vários acordos negociados, como o Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia. "Quero acabar com as barreiras comerciais estrangeiras, para que as pequenas empresas norte-americanas possam competir lá fora", explicou McCain. "A força da economia norte-americana oferece uma vida melhor às sociedades com as quais fazemos comércio e o bem que regressa a nós vem de várias maneiras, mediante melhores empregos, salários mais altos e preços mais baixos", completou.
Folha Online, 1906.

OBAMA/BRASIL: ELOGIOS À DIPLOMACIA [''OBA''? ou "cain... cain... cain"!!!]

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Obama elogia mediação brasileira na AL, diz embaixador

WASHINGTON - O senador Barack Obama tem uma visão favorável sobre o papel do Brasil em ajudar a aplacar conflitos na América Latina - como na recente tensão entre Colômbia e Equador - e sobre o papel das tropas do país no Haiti. Mas as autoridades brasileiras e o senador democrata divergem no que diz respeito a ações adotadas pela Colômbia contra guerrilheiros que atuam além de suas fronteiras. Essas foram as impressões colhidas pelo embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, após um encontro com um dos principais assessores de política externa do provável candidato democrata, o professor Anthony Lake, e após pronunciamentos do senador. Lake leciona na Universidade de Georgetown, em Washington, foi assessor de Segurança Nacional do governo Bill Clinton e, entre outras funções, representou a administração Clinton no Haiti. O assessor de Obama julga, inclusive, que a atuação dos soldados brasileiros que comandam as forças de paz no país caribenho é "uma história de êxito". O provável candidato democrata também teria expresso apreço pela mediação do Brasil para pôr fim ao embate entre os governos colombiano e equatoriano. A tensão entre as duas nações foi desencadeada pela ação militar da Colômbia contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (as Farcas) em território equatoriano, em março deste ano. Talvez a divergência mais marcante entre as posições do Brasil e do democrata seja em relação à posição adotada pela Colômbia. Em um discurso realizado por Obama em maio passado, o senador disse "apoiar integralmente a luta da Colômbia contra as Farc" e destacou que defende o "direito da Colômbia de atacar terroristas que buscam abrigo seguro cruzando as fronteiras."

De acordo com o embaixador brasileiro, essa posição não é compatível com a decisão unânime da Organização de Estados Americanos (OEA), que condenou a incursão militar, e nem mesmo com a retratação dos próprios colombianos, que se desculparam pela ação e se comprometeram a não realizar operações similares. Diferentemente do republicano John McCain, que defende o ingresso do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, Obama teria, nos dizeres de Patriota, "uma disposição favorável, mas não um compromisso explícito" com a pretensão brasileira de ingressar no conselho. Anthony Lake também é adepto de uma proposta similar à do republicano, a de criar uma entidade internacional que una nações democráticas, que ele batizou de um "concerto de democracias", em um recente artigo, que contaria com a presença do Brasil. O embaixador Patriota frisou, no entanto, que a proposta de Lake é uma idéia que não conta com o endosso de Obama e é um projeto mais ameno que o de McCain, que defende a criação de uma Liga de Democracias, das quais o Brasil seria um membro, mas dos quais países supostamente autocráticos, como Rússia e China, ficariam de fora.
O republicano também defendeu a inclusão do Brasil no G-8 e a exclusão de China e Rússia (grupo que reúne os russos e as sete nações mais ricas do mundo). O embaixador disse que o Brasil expressou à campanha do republicano a tese defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a suposta ineficácia de "uma união só com grupos que pensam igual". No entender de Patriota, o fato de Obama não endossar a proposta de Lake talvez se dê justamente por isso, o fato de o senador preferir "privilegiar o multilateralismo" e o "papel de órgãos multilaterais como a ONU". Patriota também avaliou que as posições de Obama sobre a Amazônia e sobre a produção brasileira de etanol "exigiriam reparos". No recente documento Uma Nova Parceria para as Américas, divulgado pela campanha de Barack Obama, o senador afirma que a liderança do Brasil no campo de biocombustíveis desperta preocupações.
"Ainda que o cultivo de cana-de-açúcar (base do etanol brasileiro) não tenha provocado um pesado desmatamento, da mesma maneira que a produção de soja causou, ambientalistas se preocupam que a crescente demanda possa levar os fazendeiros de soja para a Amazônia", afirma Obama.
BBC Brasil, Estadão, 1906.