PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sexta-feira, agosto 22, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] NO FINAL DÁ TUDO ERRADO...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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PETROBRAS, "PRÉ-SAL", LULA: PRO$PECTAR É PRECISO

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A Petrobras já perfurou sete poços na área do chamado pré-sal. Encontrou óleo e gás de ótima qualidade. Planeja perfurar mais nove poços.

Mera prospecção, por ora. Daqui a sete meses, em março de 2009, Lula deve promover, com o devido espalhafato, uma cerimônia em alto mar.
A bordo de um porta-aviões da Marinha, o presidente vai anunciar o início da exploração da mega-reserva de Tupi, na costa de Santos. Coisa simbólica.
A produção só deve começar pra valer a partir de 2010. Lula já terá passado a faixa presidencial ao sucessor.
Aposta-se num início promissor, mas incipiente. O grosso do óleo e do gás armazenado a mais de 6.000 metros de profundidade só seria trazido à tona entre 2014 e 2016.
Um período em que estará dando as cartas em Brasília o sucessor do sucessor de Lula. A despeito disso, o governo busca uma maneira de gastar por conta. Imediatamente.
O grupo interministerial constituído para formular a proposta de exploração do pré-sal estuda uma fórmula que permita antecipar a receita da prosperidade petrolífera.
Foi à mesa a idéia de amealhar dinheiro por meio da emissão de títulos públicos. Seriam lançados no exterior, lastreados nas super-reservas do pré-sal.
Planeja-se usar o dinheiro de duas formas. Uma parte financiaria a própria exploração do petróleo. Outra fatia bancaria, desde logo, programas sociais do governo.
A primeira parte do plano parece fazer nexo. O governo deseja assumir sozinho o desafio de dar viabilidade comercial ao pré-sal. Para isso, vai precisar de dinheiro.
Muito dinheiro. As cifras são estimadas num intervalo que varia de R$ 150 bilhões a R$ 300 bilhões. De onde tirar tanto dinheiro? Os títulos constituem boa alternativa.
A segunda parte do plano é debitada na conta da inquietude de Lula. Ele quer porque quer converter o lucro do pré-sal em “investimentos sociais.”
E não lida bem com a idéia de deixar o Planalto sem usar um pedaço dessa riqueza. Uma riqueza, por enquanto, meramente potencial.
É estimada ora em 50 bilhões de barris ora em 80 bilhões de barris de petróleo novo.
Volume que valeria algo entre US$ 5 trilhões e US$ 9 trilhões. Dinheiro virtual. Que o governo tenta transformar em moeda sonante.
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Escrito por Josias de Souza. Foto, Ana Carolina Fernandes/Folha.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

22 de agosto de 2008
O Globo
Rio tem 100 candidatos acusados de homicídio
Após constatar que há 100 candidatos acusados ou já condenados por homicídio no Estado do Rio, o Tribunal Regional Eleitoral pediu a instalação de um detector de metais em sua entrada. “Infelizmente, essa é a nossa realidade”, diz o vice-presidente do TRE, Alberto Motta Moraes, que há 36 anos atua na área criminal. Há pouco mais de uma semana, um advogado denunciou a presença de pistoleiros no plenário do TRE. Em Brasília, o presidente do TRE, Roberto Wider, disse que o setor de inteligência da Polícia Federal apontou 20 áreas do Rio e da Baixada que receberão tropas federais para garantir a segurança da campanha. São comunidades onde a lisura das eleições está ameaçada por milícias ou pelo tráfico. Candidatos com ficha suja continuam a desfilar no horário eleitoral dos que disputam vaga de vereador. (págs. 1 e 3a 5)
Governadores criticam nova estatal de LulaOs governadores Sérgio Cabral, Marcelo Déda (Sergipe) e Paulo Hartung (Espírito Santo) criticaram a proposta de mudar a distribuição dos royalties do petróleo. Déda se queixou também da pressa em discutir o Pré-Sal. (págs. 1, 25 e 26)
STF proibiu nepotismo até terceiro grau
A súmula aprovada ontem pelo Supremo Tribunal Federal proíbe contratação de parentes até terceiro grau em todos os poderes, o que inclui os cunhados. Veta também o nepotismo cruzado. Nove senadores têm parentes empregados. (págs. 1, 12 e 13)
SDE processa operadoras de celular
A Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, abriu processo para apurar uma possível prática contra a concorrência das quatro maiores empresas de telefonia celular do país: Vivo, Tim, Claro e Oi. (págs. 1 e 31)
Três PMs participaram de milícia que matou 7
A polícia identificou três PMs entre os 17 integrantes de uma milícia que matou sete pessoas, anteontem, numa favela do Rio. O governo federal lançou ontem nova campanha de desarmamento, com o objetivo de recolher ou registrar 300 mil armas. (págs. 1 e 15)
CUT quer 4 dias de salário do trabalhador
A CUT e outras centrais sindicais querem que o Congresso aprove contribuição sindical que equivalerá a quatro dias de salário do trabalhador. (págs. 1 e 14)
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Folha de S. Paulo
STF veta contratação de parentes até terceiro grau
Ao aprovar sua 13º súmula vinculante, que veta contratação de parentes nos três Poderes, o Supremo Tribunal Federal definiu que a medida atingirá familiares até o terceiro grau. O tribunal vetou o nepotismo cruzado, em que um servidor contrata parentes de outro. Assim de acordo com a súmula do Supremo, os agentes públicos brasileiros não poderão contratar seus pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, genros e noras para trabalhar no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou,, porém que “a realidade é tão multifacetada que é necessário analisar caso a caso”. Anteontem, o tribunal já decidira por unanimidade proibir o nepotismo nos três Poderes, mas faltava ainda editar o texto da súmula. Congressistas criticaram o STF, mas prometeram demitir os parentes. Ao menos 22 deputados e 9 senadores empregam familiares. “Vou ter de dispensar um parente meu que trabalha no gabinete”, afirmou o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN). (págs. 1, A4 e A6)
Governo quer vincular ganho do pré-sal a risco de exploração
As fatias da União na partilha do petróleo do pré-sal devem variar segundo o risco de exploração de cada poço. Quanto maior a chance de achar petróleo, maior será o ganho do governo. A fórmula tem apoio no grupo de ministros criado por Lula para tratar da exploração. Os responsáveis pela extração deverão ser escolhidos por processo público, como uma licitação. (págs. 1 e B1)
Artigo: Walter Ceneviva
Efeito da proibição não é imediato: A decisão do STF baniu o nepotismo? Formalmente, sim, mas é melhor aguardarmos. A prática é tão enraizada que parece imbatível. Gera castas no serviço público e discrimina os que não pertencem ao mesmo grupo, sem preocupação com o interesse geral. (págs. 1 e A4)
Anvisa suspende importação de insulina ucraniana
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a importação de insulina ucraniana, distribuída pelo SUS. A alegação é que há “risco evidente à qualidade, à segurança e à eficácia dos produtos”. Mais tarde, a agência recuou e negou a existência de riscos. (págs. 1 e C8)
Receita Federal autua DEM em R$ 14 mi por infrações fiscaisO valor corresponde, segundo o órgão, a imposto devido pelo partido relativo ao período de 2002 a 2004, além de multa, juros e correção. (págs. 1 e A10)
Brasileiro em lua-de-mel morreu no avião que caiu
O paraense Ronaldo Gomes Silva, 27, estava no avião da Spanair que caiu em Madri. Ele viajava em lua-de-mel com a espanhola Yanina Dibowsky, 21. Antes da decolagem, um passageiro enviou mensagens para o filho dizendo que queria descer porque o motor esquerdo falhava, informa Clóvis Rossi. (págs. 1 e A14)
Editoriais
Leia “Usos da rotina” sobre o horário eleitoral gratuito e “Educação loteada”, acerca da distribuição política dos cargos. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Governo obriga Petrobras a cancelar venda de mina
O Planalto mandou a Petrobras desfazer um negócio estimado em US$ 150 milhões, relatam de Brasília as repórteres Lu Aiko Otta e Fabíola Salvador. A estatal tinha vendido à empresa canadense Falcon parte de uma mina de silvinita do município de Nova Olinda do Norte (AM). O presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficaram contrariados com a venda. A silvinita serve para a obtenção de potássio, matéria-prima dos fertilizantes – insumo considerado estratégico pelo Planalto para o Brasil manter a liderança na produção agrícola mundial. Há cerca de duas semanas, Dilma determinou pessoalmente ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que desfizesse o negócio, mesmo que isso exigisse o pagamento de multa. Nos bastidores do governo, o episódio é apontado como exemplo de que os interesses da Petrobras nem sempre coincidem com os do Planalto. (págs. 1 e B1)
Noruegueses elogiam Brasil
A cúpula da StatolHydro, empresa de petróleo do governo norueguês, considera o modelo brasileiro de concessão “mais transparente” que o adotado em seu país, conta de Oslo o enviado especial Sérgio Gobetti. “Cada país tem de ter o seu modelo”, diz o vice-presidente da estatal, Rolf Larsen. (págs. 1 e B4)
STF também veta nepotismo cruzado
Súmula proíbe que uma autoridade nomeie parente de outra. (págs. 1 e A4)
O circo do pré-sal
Assombra a desenvoltura com que o presidente se põe a manipular uma questão desse calibre no mais estratégico dos setores – o da energia – em qualquer nação do mundo. (págs. 1 e A3)
Líder no RJ, Crivella pede mais tropas nas favelas
Na primeira sabatina da série promovida pelo Estado com candidatos à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivella (PRB) defendeu a presença do Exército nas favelas. Crivella lidera projeto social no Morro da Providência, onde três jovens morreram após serem entregues por soldados a traficantes. (págs. 1 e A8)
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Jornal do Brasil
Congresso começa a demitir parentes
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a prática de nepotismo nos três poderes, obrigou deputados e senadores a começarem a exonerar filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos, cunhados e netos. Levantamento inicial do JB mostra pelo menos 30 casos de contratação de parentes no Congresso. O primeiro a anunciar publicamente a demissão de familiar foi o presidente do Senado, Garibaldi Alves. Ontem, o STF, aprovou texto final da súmula que impede a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau. Os ministros agora estudam como evitar a chamada nomeação cruzada. (págs. 1, 2 e 3)
Vinte áreas do Rio terão tropa federalO pedido de reforço de tropas federais para o Rio foi formalizado ontem junto à Presidência da República. O contingente será enviado a 20 áreas do Estado consideradas sensíveis em levantamento do TRE. A data de chegada depende do Ministério da Defesa. (págs. 1 e 6)
Royalties unem RJ, ES e Sergipe
O governador Sérgio Cabral articula a frente para impedir mudanças na divisão dos royalties do petróleo. Aliou-se aos governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e de Sergipe, Marcelo Déda. Para Cabral, a discussão é “intempestiva” pela falta de dados da reserva no pré-sal. “Malandro demais se atrapalha”, definiu, atacando quem precipitou o debate. (págs. 1 e 17)
Grupo preso por desviar remédios
Treze pessoas, entre as quais o secretário de Saúde de Teresópolis, Paulo José Pereira Camandaroba, foram presas ontem, acusadas de montar um esquema que fraudava licitações para a compra de remédios. O grupo desviou R$ 17 milhões em medicamentos. (págs. 1 e 15)
Marlan Jr. atua contra juíza
O nome do advogado Marlan Moraes Marinho Júnior – envolvido em tráfico de influência – é impronunciável para a juíza Márcia de Carvalho Cunha, da 2ª Vara Empresarial do Rio. Ela foi pressionada a decidir a favor do Opportunity, mas resistiu. ( págs. 1 e 13)
César Maia cede publicidade ilegal
A concessão de licença, pela prefeitura, para a Ambev operar carrocinhas, parecidas com as de sorvete, destinadas a vender chope na orla carioca, é considerada irregular pelo Ministério Público. A decisão do prefeito Cesar Maia contraria a Lei Orgânica Municipal. (págs. 1 e 14)
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Correio Braziliense
Nossas guerras: pela vida, pelo poder
Novas leis brasileiras resguardam aqueles que ainda vão nascer e punem sem apelação os já crescidos que põem os outros em risco por beber antes de assumir o volante.Novos tempos chegam encardidos por velhos jogos de interesse tanto na política miúda do município quanto na disputa entre países pelos mercados internacionais. (pág.1)
Menos cesarianas
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária editada ontem obriga hospitais e médicos a oferecer leitos especiais para gestantes que optarem pelo parto normal. Idéia é reduzir cesarianas e eliminar riscos para mães e bebês. (págs.1 e 11)
Mais punições
175 motoristas flagrados pelos agentes de trânsito nas blitzes da lei seca terão de provar que não ingeriram álcool antes de dirigir, se quiserem escapar da multa de R$ 957 e da suspensão da habilitação por um ano. "A chance de reverter é mínima", avisa diretor do Detran. (págs. 1 e 21 a 23)
Adversários unidos
Na Cidade Ocidental, região do Entorno, a poucos quilômetros do Palácio do Planalto, candidato do PT, Humberto Jorge, se alia ao DEM, mais raivoso partido de oposição ao presidente Lula. Aliados querem tomar a prefeitura da tucana Sônia Mello, que vai tentar a reeleição. (págs. 1 e 8)
Mãe do PAC vai ficar longe do palanque
Presidente Lula manda a ministra Dilma Rousseff evitar comícios e programas eleitorais no primeiro turno. Planalto busca preservá-la de ataques e prepara o terreno para 2010.(págs. 1 e 2)
Presidência troca Buriti pelo CCBB
A partir de setembro, a Presidência da República passará a funcionar no Centro Cultural Banco do Brasil. Palácio do Buriti só será utilizado para solenidades oficiais. (págs. 1 e 4)
150 vagas no Itamaraty para oficial de chancelaria (págs. 1 e 14)
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Valor Econômico
Tesouro deve capitalizar o BNDES em até R$ 15 bi
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negocia com o Tesouro um reforço de R$ 15 bilhões para atender a demanda por financiamento neste ano, além dos R$ 12,5 bilhões que recebeu a título de empréstimo do próprio Tesouro no primeiro semestre. A diretoria do banco também discute com um grupo de ministros como resolver os problemas de funding para os próximos anos, dada a expectativa de procura crescente por financiamentos. A solução visível, hoje, é lançar mão de parte dos recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), cujo projeto de criação tramita no Congresso, indicou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao Valor. Ele lembrou que isso esteve na origem da discussão do FSB, mas a crise externa e o receio de uma aceleração inflacionária foram mudando o formato do fundo. "A orientação do presidente Lula é de abastecermos de financiamentos a indústria, financiar seus projetos de expansão. Só para os projetos privados de infra-estrutura do PAC o BNDES está emprestando este ano quase R$ 40 bilhões. O debate que temos no governo é como suprir o funding do banco", diz Bernardo. Apesar de o dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a principal fonte de recursos do banco, estar crescendo bastante, ele não seria suficiente para cobrir o buraco entre a oferta e a demanda por financiamentos, que hoje beira R$ 40 bilhões. Só de apropriação de dividendos devidos ao Tesouro o BNDES obteve mais de R$ 10 bilhões entre 2006 e 2007. O Ministério do Planejamento, no entanto, encomendou às empresas estatais, este ano, R$ 5 bilhões a mais em pagamento de dividendos sobre o realizado em 2007, para cumprir a meta de superávit primário deste ano. Diante disso, o ministro não sabe se o governo poderá novamente dispensar o BNDES do pagamento de dividendos. Técnicos do Tesouro montam uma engenharia financeira para transferir do FGTS para o BNDES algo como R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões em papéis conhecidos como títulos CVS, que são emitidos pelo Tesouro para quitar dívidas dos subsídios concedidos pelo antigo Sistema Financeiro da Habitação à medida que vão vencendo os prazos dos financiamentos. (págs. 1 e A2)
Planalto articula uso político do pré-sal em 2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a iniciativa de politizar a discussão do pré-sal de olho em sua sucessão. Lula tirou o assunto da esfera técnica e o colocou na agenda política, criando, a dois anos da eleição presidencial, o principal mote da campanha de seu candidato favorito à sucessão - a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A expectativa é de que, assim como seus adversários não defenderam as privatizações em 2006, também ficará a salvo de contestação sua proposta de deixar a riqueza do pré-sal com o Estado para destiná-la a áreas como a educação. O PSDB considera eleitoreira a intenção do governo. (págs. 1 e A6)
Importação tende à estabilidade
O ritmo de crescimento da importação de bens intermediários ficou estável nos últimos 12 meses, período em que a produção local de insumos e matérias-primas ganhou velocidade. Para economistas, a maturação de investimentos feitos nos últimos anos no setor de intermediários permitiu à indústria nacional voltar a atender o produtor de bens finais. Além disso, o fim do processo de valorização do real inibiu a procura por novos fornecedores externos, favorecendo o produtor doméstico. O ritmo de produção na indústria de transformação passou de 3,9% no acumulado de 12 meses até junho de 2007 para 6,7% em igual comparação até junho deste ano, segundo o IBGE. No mesmo período, a quantidade importada de bens intermediários oscilou próxima a 20%, de acordo com dados da Funcex. "A retomada do investimento em anos recentes contribuiu de forma significativa para a expansão da produção", disse David Kupfer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para Fernando Ribeiro, economista da Funcex, as importações reagiram mais rápido que a produção em meados de 2007 e agora voltam ao padrão histórico. (págs. 1 e A3)
Transações correntes
O déficit em transações correntes do país atingiu US$ 2,111 bilhões em julho. O resultado negativo acumulado no ano – e também em 12 meses – chega a US$ 19,5 bilhões. Incluídos os investimentos estrangeiros, o balanço de pagamentos no ano é superavitário em US$ 21,6 bilhões. (págs. 1 e C2)
Idéias – Maria Cristina Fernandes
Número de indecisos é menor onde há programa eleitoral gratuito na TV. (págs. 1 e A6)
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Gazeta Mercantil
Nyse busca mais empresas brasileiras
Apesar da crise no mercado financeiro dos Estados Unidos, as companhias brasileiras têm se destacado na Bolsa de Nova York (Nyse). O volume médio diário de negociação dos American Depositary Receipts (ADRs) das 33 empresas do Brasil neste ano é de US$ 4 bilhões, o dobro da média registrada em 2007.“O investidor americano está olhando para o mercado brasileiro e comprar ADR das empresas é como uma prévia para investir no Brasil, um instrumento de entrada”, afirma Alexandre Ibrahim, diretor da Nyse Euronext para a América Latina.O Brasil tem apenas 37,5% das companhias da América Latina na Nyse, mas responde por 66,7% do volume médio diário de negociação do bloco neste ano.“Na América Latina, a estratégia é estabelecer um relacionamento com as empresas locais e ser o melhor parceiro possível, para trazer aquelas que estejam prontas para se listar em Nova York”, diz Ibrahim. (págs. 1 e B1)
País fecha julho com déficit de US$ 2,11 bilhões
O Brasil fechou o mês de julho com déficit em conta corrente de US$ 2,11 bilhões. Esse resultado reflete uma ligeira desaceleração em relação aos US$ 2,596 bilhões apurados em junho. De acordo com dados do Banco Central (BC), esse comportamento decorre da perda de ritmo das remessas de lucros e dividendos e da melhora do saldo da balança comercial, que fechou o mês passado em US$ 3,3 bilhões. Com esse resultado, o acumulado do ano até julho ficou deficitário em US$ 19,512 bilhões e reverteu o superávit de US$ 1,695 bilhão de igual período em 2007. De acordo com Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, as projeções do banco indicam que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) devem alcançar US$ 5,2 bilhões em agosto, puxados pela área de mineração. (págs. 1 e A4)
Trabalho - Desemprego sobe para 8,1% em julho. (págs. 1 e A5)
Área do pré-sal faz jorrar disputas por royalties
Preocupados com uma provável queda na arrecadação de seus estados, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Paulo Hartung (PT), e do Sergipe, Marcelo Déda (PT), saíram em defesa da manutenção da atual lei do petróleo, sobretudo no que se refere à distribuição de royalties da área de exploração da camada do pré-sal da bacia de Santos. No Congresso, a bancada fluminense também se arma contra as mudanças.Mudar as regras do jogo em função do pré-sal pode resultar na fuga de investimentos privados no setor, além na desvalorização das ações da Petrobras, disseram ontem analistas. “Não gosto da idéia”, afirma o diretor da Ágora, Álvaro Bandeira, referindo-se à possibilidade de abrir uma nova empresa para gerenciar os negócios na promissora região produtora. Segundo ele, as novas reservas só foram descobertas porque o governo quebrou o monopólio de exploração, abrindo espaço para grupos estrangeiros. Há preocupações no mercado financeiro, também, quanto aos direitos dos 400 mil acionistas da Petrobras. Ontem, a Statoil, gigante norueguesa, disse estar à espera de definições no Brasil para também entrar na área do pré-sal. (págs. 1, A7, A8, B1 e C4)
Produtor de soja ganha mais com hedge próprio
Tradicionalmente feitas por tradings, as operações de hedge de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) vêm ganhando adeptos entre produtores. A estimativa da consultoria FCStone é de que 3% a 4% desta safra de soja será negociada diretamente por produtores na bolsa americana. Na temporada passada, esse percentual ficava entre 1% e 2%. O megaprodutor Eraí Maggi é o novo adepto dessa operação. Produtores que usam a ferramenta registram ganhos líquidos de 11% em relação às vendas antecipadas para tradings, que sempre vêm acompanhadas de deságios. (págs. 1 e C8)
Há falta de contêineres em Paranaguá
O crescimento das exportações já provoca falta de contêineres em alguns portos brasileiros, principalmente dos modelos refrees, utilizados no transporte de cargas congeladas e refrigeradas. Segundo o diretor do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes, o Brasil é um grande exportador de carnes e frutas, mas não importa uma quantidade significativa de produtos congelados. Os contêineres refrees estão saindo e acabam não voltando para o País por causa dessa falta de movimento no sentido inverso”, alerta o diretor do TCP.Segundo Moraes, as 13 empresas afiliadas à Associação Brasileira de Terminais de Contêineres (Abratec), em cujas instalações transitam 98% das cargas conteinerizadas movimentadas no País, estão operando no limite por causa do crescimento das exportações. “Em Paranaguá, esse tipo de operação cresceu 50% em 2007 e no semestre aumentou 16%”, disse. (págs. 1 e C3)
Primeiro Plano – Cotas de Nepotismo
Deputados e senadores começaram ontem a assinar os pedidos de exoneração de filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos, cunhados e netos, conseqüência da decisão do STF que proibiu a contratação de parentes. Mas já há quem defenda a criação de cotas. (págs. 1, A9 e A10)
Primeiro Plano – IMPS
A investe R$ 1,2 bi em eólicaA multinacional Argentina Impsa anunciou investimentos de R$ 1,2 bilhão na construção de 10 parques eólicos em Santa Catarina. As usinas serão instaladas na região serrana e no oeste do estado, até o fim de 2009, e irão gerar 218 megawatts. (págs. 1 e C5)
Primeiro Plano – Ações do agronegócio em queda
Os investidores que apostaram nos papéis das empresas agrícolas desde o dia 30 de junho saíram perdendo. Na média, o segmento do agronegócio recuou 17%, ante os 13,9% do Índice Bovespa no período. (págs. 1 e C8)
Primeiro Plano – Álcool de batata-doce
A CantorCO2e e o Instituto Ecológica preparam a implantação, ainda este ano, de uma usina para produzir etanol a partir da batata-doce e da mandioca na cidade de Porto Nacional (TO). (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)
Microcrédito - Com 70% da carteira no Nordeste, Real investe para crescer em outras regiões. (págs. 1 e B2)
Fim de semana - No rádio e na TV, uma testemunha histórica
Jornalista e professor da PUC do Rio Grande do Sul, Luciano Klöckner lança terça-feira (26), em Porto Alegre, “O Repórter Esso — A Síntese Radiofônica Mundial que Fez História”. No livro, o autor resgata a história de um dos programas jornalísticos mais importantes do País, iniciado em 1941 na Rádio Nacional e que só saiu do ar, já na TV, nos anos 60. Além de mostrar a influência que o Repórter Esso exerce até hoje, Klöckner desvenda pontos obscuros entre o programa e a influência da indústria do petróleo norte-americana no Brasil. (págs. 1, D1 e D2)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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quarta-feira, agosto 20, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] OURO DE TOLO

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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BRASIL & AMÉRICA LATINA: ALTOS & BAIXOS

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FGV: Brasil entra em fase de contração econômica

RIO - O ambiente econômico mundial está em sua pior fase, com a manutenção da deterioração na América Latina e a entrada do Brasil em um período de contração do ciclo econômico. É o que mostra a Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research da Universidade de Munique, ou Instituto IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo as duas instituições, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuou para 4,6 pontos em julho deste ano, abaixo do resultado anterior da pesquisa trimestral, referente a abril, de 4,9 pontos. As entidades consideram que resultados abaixo de cinco pontos nos índices sinalizam "clima ruim". Em comunicado, as instituições esclarecem que "a piora do ICE da América Latina acompanha a tendência mundial". "O ICE do mundo passa de 4,6 para 4,1 pontos entre abril e julho". O ICE da América Latina é construído como uma combinação de dois índices que medem a situação econômica atual e as expectativas para os próximos seis meses. O Índice da Situação Atual (ISA) atingiu patamar de 5,7 pontos em julho, ante 5,8 pontos em abril. O Índice de Expectativas (IE) passou de quatro pontos para 3,4 pontos, de abril para julho. "A piora do ICE está associada, portanto, a uma clara deterioração no Índice de Expectativas (IE)", esclareceram as instituições em comunicado. Ainda segundo o mesmo informe, "as expectativas de aumento da taxa de inflação e de taxas de juros dominam o cenário de todas as regiões", no mundo. A Sondagem Econômica da América Latina serve para monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia - simultaneamente - em todos os países da região. Em julho, foram consultados 117 especialistas em 16 países.
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ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado

ARRECADAÇÃO/TRIBUTOS: ''QUE FUTEBOL, QUE NADA !!!"

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Nunca na história desse país o fisco beliscou tanto o seu bolso como agora. Nos primeiros sete meses de 2008, a coleta somou R$ 396,9 bilhões. Novo recorde.

Só no mês passado, a arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 61,960 bilhões –7,08% acima do que foi mordido no mesmo mês do ano passado.

Em valores absolutos, veio do Imposto de Renda o grosso da arrecadação de janeiro a julho deste ano: 29% do total. Em reais: R$ 115,13 bilhões.

No caso do IR, o fisco avançou mais sobre o bolso da pessoa física (R$ 60,63 bilhões) do que sobre a caixa registradora das empresas (R$ 54,5 bilhões).

Ou seja, mesmo sem a CPMF, as arcas do governo vão muito bem, obrigado. Num cenário como esse, o vocábulo “contribuinte” nunca soou tão inadequado.
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Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

BOLÍVIA: REFERENDO E GREVE

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Greve acaba na Bolívia, mas Santa Cruz manterá protesto

Os cinco departamentos (Estados) da Bolívia que realizaram greve na terça-feira suspenderam a paralisação, como era previsto, mas Santa Cruz, o mais rico do país, realizará novos protestos nesta quarta-feira.
O anúncio destes protestos foi feito pelo presidente do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, Branco Marinkovic, opositor ao governo do presidente Evo Morales.
Segundo Marinkovic, serão bloqueadas todas as estradas que ligam o departamento ao restante do país. "Esta nova medida de pressão faz parte da nossa decisão de defender os recursos do IDH (Imposto Direto aos Hidrocarbonetos)",
disse ele, numa entrevista à imprensa em Santa Cruz de la Sierra, capital de Santa Cruz.
O protesto será realizado no dia seguinte à greve, marcada por episódios violentos, nos departamentos --Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca.
Os prefeitos destas regiões, assim como Marinkovic, reclamam a suspensão dos cortes no repasse destas verbas do setor petroleiro, determinados pelo governo Morales. A administração Morales informa que os recursos são usados para pagamento de benefício aos maiores de 60 anos de idade.
Violência
O anúncio de Marinkovic foi feito após uma jornada tensa. No fim da tarde de terça-feira, grupos de manifestantes opositores ao governo central enfrentaram moradores do bairro Plano 3000, reduto de eleitores de Morales, em Santa Cruz de la Sierra.
Segundo a imprensa, várias pessoas saíram feridas. Mas não foram divulgados números. Os opositores de Morales usaram paus e pedras e teriam tentado saquear lojas que não aderiram à paralisação, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI, que é oficial).
Logo depois, numa votação improvisada, os moradores do Plano 3000 decidiram ser "autônomos" de Santa Cruz de la Sierra. Eles vão pedir apoio parlamentar para serem "independentes" desta zona opositora.
O porta-voz da Presidência, Iván Canelas, disse que a greve de terça-feira foi um "fracasso". Marinkovic, por sua vez, disse que a paralisação teve "forte adesão".
Durante o dia, em Santa Cruz de la Sierra, três policiais foram agredidos por opositores de Morales quando tentavam abastecer o carro num posto de gasolina.
Em meio a socos e pontapés, os policiais deixaram o local feridos e correndo, de acordo com a agência de notícias boliviana Red Erbol.
Na manhã de terça, manifestantes bloquearam parcialmente estradas que ligam o departamento de Beni ao território brasileiro e também acessos de Tarija para o território paraguaio, segundo as rádios bolivianas.
Os motoristas que tentaram furar os bloqueios tiveram vidros quebrados e pneus furados. O governo reforçou o policiamento em prédios públicos.
"Parcial"
Os departamentos que aderiram a greve de terça-feira --Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca-- representam mais de 50% do PIB do país. Segundo a Polícia, a paralisação foi "parcial" nestas cinco regiões.
Em vários pontos, lojas e escolas foram fechadas e o transporte público suspenso, em muitos casos por temor de violência.
O aeroporto de Beni suspendeu suas atividades e o mesmo foi feito, parcialmente, em Santa Cruz.
Referendo
Os protestos ocorrem nove dias depois do referendo revogatório que ratificou tanto Morales quanto a oposição no poder.
O presidente boliviano recebeu, segundo dados oficiais, cerca de 10 pontos percentuais a mais (67%) do que quando foi eleito, em dezembro de 2005.
No fim de semana, mais de 20 pessoas ficaram feridas em enfrentamentos em Santa Cruz. Na ocasião, deficientes protestaram por uma bonificação anual de 3 mil bolivianos (em torno de US$ 420).
"Uma situação insólita. Deficientes com cadeiras de rodas e muletas brigando nas ruas. Único setor social a apoiar os opositores de Morales", disse a comunicadora Amalia Pando, da Red Erbol, em seu editorial de terça-feira.
Imposto
O protesto de terça-feira e a continuidade dele em Santa Cruz, nesta quarta, representa mais um capítulo na disputa entre oposição e governo.
O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, disse estar "preocupado" que os protestos tenham sido realizados, na terça, data do golpe militar de 1971.
"Devo manifestar nossa profunda preocupação por esta estranha coincidência de que decretem uma paralisação cívica na mesma data em que Bolívia viveu, há 37 anos, o início do violento golpe militar", disse.
O presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz reagiu: "Nós não somos violentos. O governo sim".
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MÁRCIA CARMO da BBC Brasil, em Buenos Aires

PETROBRAS [In:] PETRO-SAL

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Lula decide criar nova estatal para pré-sal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em reunião à tarde com presidentes e líderes de partidos aliados, que criará uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada do pré-sal que ainda não foram leiloadas. Lula disse que já decidiu que "é preciso uma empresa que só cuide disso", segundo relatos obtidos pela Folha. O presidente afirmou que vai usar os recursos da extração futura do petróleo do pré-sal para "eliminar a miséria", "aplicar em educação" e "beneficiar o povo", sempre de acordo com relatos dos que estiveram na reunião. Não foi discutido como isso seria feito. De manhã, numa reunião só de ministros no Planalto, sem Lula, o principal ponto debatido foi como aplicar internamente os recursos futuros do pré-sal sem gerar inflação. A reunião dos ministros do grupo de estudo do pré-sal discutiu os chamados fundos soberanos criados por países com grandes reservas de petróleo. Um desses ministros disse à Folha que não é simples injetar internamente os recursos do pré-sal, pois haveria risco de "gerar confusão na economia". Ou seja, aquecer demais alguns setores e gerar inflação. Daí, disse esse ministro, o governo debater um modelo que preveja a manutenção de boa parte dos recursos do pré-sal em reservas no exterior. O ingresso desse capital no país para as "reparações históricas" que Lula diz pretender fazer seria feito de forma a impedir desequilíbrios macroeconômicos. Resumo da ópera: enquanto Lula já decidiu politicamente criar a estatal e usar o grosso dos recursos na área social, seus auxiliares debatem a forma de viabilizar administrativa e legalmente esse projeto. Na reunião com os aliados do conselho político, composto por presidentes e dirigentes dos partidos que apóiam Lula no Congresso, o presidente disse que irá no dia 2 de setembro ao Espírito Santo para a primeira extração experimental de petróleo na no campo de Jubarte. O petista disse ainda que a imprensa tem feito críticas infundadas à sua decisão de propor um novo marco regulatório do petróleo. "Vamos fazer com responsabilidade, mas vamos fazer para o povo", disse o presidente, segundo anotação de um líder partidário. Na reunião com o Conselho Político, Lula também disse que deve fazer um pronunciamento em cadeia nacional de televisão no dia 7 de setembro para explicar os motivos que levaram o governo a mudar a Lei do Petróleo. O objetivo é associar politicamente sua imagem às mudanças. Além disso, Lula pretende organizar em março ou abril do próximo ano um evento internacional no campo de Tupi, na bacia de Santos, quando deverá ser feita a primeira extração experimental de petróleo na camada pré-sal. Segundo relato de participantes da reunião do conselho, Lula afirmou que decidiu adotar, na exploração de petróleo na camada pré-sal, regras inspiradas no modelo adotado na Noruega porque parte do controle da Petrobras está nas mãos do setor privado. A Folha apurou que Lula usou a reunião do conselho político para tentar desarmar eventuais resistências à proposta de novo marco regulatório e angariar apoio para a criação de uma nova estatal. Ele tem dito em conversas reservadas que não recuará por causa de críticas da oposição, do mercado financeiro e de acionistas minoritários da Petrobras. Lula usará o pré-sal para fortalecer sua liderança política e tentar eleger o sucessor ou sucessora em 2010. Ele quer fixar no seu governo um novo marco regulatório, embora a exploração em larga escala do pré-sal só deva ocorrer em quatro ou cinco anos. Do ponto de vista eleitoral, Lula tem procurado destacar o papel da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na discussão das novas regras. Dilma é hoje a preferida do presidente para a sua sucessão. A intenção é viabilizar sua ministra, que, até agora, está longe dos políticos que lideram as pesquisas sobre a sucessão presidencial, como o governador de São Paulo, o tucano José Serra, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB), um aliado que sofre rejeição de setores do PT e de partidos hoje aliados, como o PMDB.
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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2008200802.htm
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

20 de agosto de 2008
O Globo
Rio: só 7% dos moradores confiam plenamente na PM
Um estudo feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado, revela que só 7% dos habitantes da Região Metropolitana do Rio confiam totalmente na Polícia Militar e 70,3% consideram ruim ou péssima a distribuição do policiamento ostensivo nos bairros. No caso da Polícia Civil, o índice dos que confiam totalmente cresce para 9,2%. O presidente do ISP, tenente-coronel Mário Sérgio Duarte, avaliou que as polícias terão de se esforçar para obter a confiança da população. O estudo, intitulado Desenvolvimento de Metodologia e Aplicação de Pesquisa de Vitimização na Região Metropolitana do Estado do Rio, constatou também que a bala perdida é o maior temor dos moradores do Grande Rio (57%), seguida de tiroteios (43,5%) e assaltos a residência (37,69%). (págs. 1 e 14)
Petrobras faz exigências para nova estatal
A Petrobras vai reivindicar ao governo o direito de manter a exploração dos nove megacampos de petróleo (incluindo Tupi) já descobertos, mesmo que seja criada uma outra estatal para administrar as reservas do Pré-Sal. Para isso, a companhia pretende fazer um aumento de capital de US$ 100 bi. (págs. 1 e 21)
Aberta a temporada de promessas impossíveis
Com o início do horário eleitoral no rádio e na TV, foi aberta a temporada de promessas impossíveis. O candidato a vereador Cleiton Ferreira (PMDB), que se apresentou como “o homem do IPTU", propôs que o dinheiro do imposto só possa ser gasto onde é arrecadado, o que é inconstitucional. Outros propuseram a emancipação da Pavuna, a volta do monopólio do petróleo, todas fora do âmbito da Câmara dos Vereadores. Hoje começa a campanha eletrônica para prefeito. (págs. 1 e 3)
Álvaro Lins se entrega e vai para Bangu 8
Após cinco dias foragido, o ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins se entregou ontem à noite. Ele foi levado para a penitenciária de Bangu 8, onde já estão presos “vips” como Cacciola e os políticos Natalino e Jerominho. Lins entrou com mandado de segurança para anular a cassação de seu mandato. (págs. 1 e 15)
Eleições 2008
A Justiça Eleitoral cancelou um encontro de beneficiários do Bolsa Família com a prefeitura de Nova Iguaçu, por suspeita de uso eleitoral. Foram convocadas duas mil famílias. (págs. 1, 4 e 5)
Multado, Crivella quer acabar com os pardais
Multado 10 vezes nos últimos 12 meses, o candidato Marcelo Crivella propõe a substituição dos pardais por redutores de velocidade. Para ele, há uma “indústria de multas’ na cidade. (págs. 1, 4 e 5)
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Folha de S. Paulo
Lula vai criar empresa para explorar o pré-sal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com presidentes e líderes de partidos aliados que criará uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada pré-sal ainda não leiloadas, informa Kennedy Alencar. Segundo participantes do encontro, Lula afirmou já ter concluído que é necessária uma empresa só para cuidar do assunto. Planeja utilizar as verbas da extração futura do petróleo do pré-sal para combater a miséria e aplicar na educação. Lula tentou desarmar resistências a um novo marco regulatório e obter apoio à criação da estatal. Ele quer usar o pré-sal para fortalecer e tentar eleger o sucessor em 2010,, embora a exploração em larga escala deva demorar alguns anos. De manhã, em reunião de ministros o principal ponto debatido fora como aplicar as verbas da exploração do pré-sal sem gerar inflação. O governo debate um modelo que preveja a manutenção no exterior de boa parte da verba. (págs. 1 e B1)
Fazenda quer renegociar e perdoar débitos do setor privado
O ministro da fazenda Guido Mantega, apresentou a Lula novo modelo de cobrança da dívida tributária federal para limpar o estoque de créditos da União com o setor privado. A proposta prevê eliminar dívidas até R$10 mil, desconto no pagamento antecipado e alterações no parlamento ordinário de tributos, entre outras medidas. Segundo Mantega, o total dos créditos da União é de R$1,3 trilhão. (págs. 1 e B4)
Lucros de empresas provocam arrecadação recorde entre janeiro e julho. (págs. 1 e B11)
Delegado paulista recebe menor piso salarial do país
São Paulo paga o menor piso salarial do país a delegados da polícia Civil em início de carreira informa Luis Kawaguti. Quem assume o cargo no interior recebe R$ 3. 708,18. governo e entidades sindicais se reúnem hoje para negociação. (págs. 1 e C1)
72% das doações a candidatos de SP são indiretas
Prestação de contas parcial mostra que 72% das doações aos 11 candidatos à Prefeitura de São Paulo foram indiretas, o que dificulta a identificação do doador. Nessa modalidade, permitida pela legislação, as doações são feitas aos partidos e repassadas, sem identificação, aos candidatos. (págs. 1 e A4)
Editoriais
Leia "Atraso espacial", sobre projeto de foguetes VLS; e "Concorrer sem pretexto", acerca de regras na telefonia. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Taleban mata 10 soldados franceses
Insurgentes do Taleban promoveram ontem dois ataques contra tropas estrangeiras no Afeganistão. Perto da capital Cabul, cerca de 100 rebeldes mataram 10 soldados franceses e feriram outros 21. Na fronteira com o Paquistão, um grupo de homens-bomba se lançou contra uma base americana, matando 12 civis e deixando 9 militares feridos. Atentados promovidos pelos insurgentes estão se tornando cada vez mais freqüentes no Afeganistão, onde 183 militares estrangeiros foram mortos neste ano. Afastado do poder em 2001, quando os EUA invadiram o país, o Taleban volta a dar demonstrações de força, com ataques mais complexos e organizados. Além de bombas em estradas e ataques suicidas, os rebeldes vêm usando artilharia variada e realizando ofensivas coordenadas em várias frentes. Antes restrito a áreas tribais, o Taleban tem se aproximado de Cabul – como demonstra o ataque aos franceses que faziam reconhecimento nas montanhas de Surobi, a 50 quilômetros de Cabul. O Afeganistão está se tornando, ainda um dos destinos preferidos de terroristas árabes. (págs. 1 e A12)
Governo quer modelo da Noruega para o petróleo
O Planalto está cada vez mais inclinado a adotar o modelo da Noruega na exploração das grandes reservas recém-descobertas. Lá, uma estatal com apenas 60 funcionários não extrai o petróleo, mas administra o dinheiro obtido com ele. (págs. 1 e B1)
Receita com impostos já supera valor da CPMF
De janeiro a julho, entraram para os cofres públicos R$389,63 bilhões. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve um aumento de R$56,8 bilhões nas receitas federais, superando o total que deixou de ser arrecadado com o fim da CPMF. (págs. 1 e B6)
Candidatos à reeleição lideram em arrecadação
Prefeitos que disputam a reeleição em 11 capitais arrecadaram mais do que 47 adversários juntos, revelam dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O campeão é Gilberto Kassab (DEM), com doações de R$2,6 milhões. (págs. 1 e A8)
SUS terá cirurgia para mudar sexo
Autorização já foi dada, mas ainda falta regulamentação. (págs. 1 e A20)
Ambiente: Três empresas vão explorar florestaGoverno receberá R$3,8 milhões/ ano por madeira de Rondônia. (págs. 1 e A19)
Transplante errado derruba chefe do setor no RJ
A coordenadora da Central de Transplantes do Rio, Elen Barroso, foi afastada ontem do cargo. Segundo sindicância, ela teve responsabilidade no caso de um rim transplantado para paciente errado, no Hospital do Fundão. A paciente morreu. (págs. 1 e A17)
Milho sem sustosProdutores de aves e suínos encontram formas de driblar alta do cereal. (págs. 1 e agrícola)
Notas e Informações: A agenda para o Mercosul
O item mais ambicioso da agenda brasileira na presidência do Mercosul é retornar a negociação de acordo comercial com a União Européia. Já o ingresso da Venezuela será um problema. (págs. 1 e A3)
Artigo: Marcos Sá CorrêaNova imobiliária: O melhor negócio é bater na porta da Fundação Palmares. (págs. 1 e A19)
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Jornal do Brasil
Governo decide criar nova estatal
A decisão já está tomada no Palácio do Planalto: o governo deixará a Petrobras fora da gestão dos megacampos de petróleo e criará uma estatal para administrar as reservas do pré-sal. Deve ser enxuta, mas dotada de superpoderes. O presidente Lula quer manter no Brasil os recursos originados da exploração. Para tentar evitar a mudança do modelo, as multinacionais prometem não exportar o petróleo. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
Candidatos dão na TV um show de “non-sense”
No primeiro dia propaganda eleitoral gratuita para vereador na TV aberta, os partidos concederam maior espaço aos seus puxadores de voto, como Cristiane Brasil (PTB), Alfredo Sirkis (PV) e a ex-nadadora Patrícia Amorim (PSDB). Mas teve de tudo na telinha: super-herói, ex-craque, funkeira, botafoguense, um tal de Professor Uóston, outro chamado Abracadabra e, é claro, alguns acusados de apoiar milícias. (págs. 1 e Eleições A6)
Cidadão do Rio reprova segurança
Em 12 meses, os índices de violência na Região Metropolitana do Rio afetaram 35% da população, superando os de países europeus em cinco anos, atesta pesquisa do Instituto de Segurança Pública (ISP), que ouviu 4.553 pessoas em 75 mil domicílios. O estudo destaca a insegurança (65%), a falta de confiança na PM (56%) e na Polícia Civil (42,9%), o temor das balas perdidas (57%) e dos tiroteios (43%). (págs. 1 e Cidade A13)
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Correio Braziliense
Lula e Chinaglia travam aumento de servidores
Uma disputa política de bastidores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pôs na geladeira o reajuste salarial prometido a 300 mil funcionários públicos federais. O Palácio do Planalto quer conceder o aumento por intermédio de uma medida provisória. Mas Chinaglia já alertou que os deputados andam inflamados pelo excesso de MPs emanadas do Poder Executivo. Agora, os ministros palacianos tentam fechar um acordo, pelo qual o comandante da Câmara pediria publicamente a MP dos servidores em troca da retirada de outra medida, a que transforma em ministério a Secretaria Especial da Pesca e cria 295 cargos de confiança no governo. O petista ainda não decidiu se aceita tais termos. (págs 1 e 17)
Preço de alimentos no DF sobe 10,1% em 2008 (págs.1 e 16)
Lobista foi nomeado por Efraim
Acusado de fazer negociata em licitações do Senado ocupou cargo de confiança em 2003. (págs. 1, Tema do dia 2 e 3)
Lei seca já flagrou 474
Em dois meses, autuações por embriaguez somam 37,7% do total deste ano. STJ nega habeas corpus a Timponi. (págs. 1 e 26)
Fuga depois do assédio
Acusado de assediar sexualmente um menor de idade, padre brasileiro deixa diocese nos EUA. (págs. 1 e 21)
Circo animal - Bichos são apreendidosPolícia intercepta carretas com cinco elefantes e um rinoceronte do Le Cirque na BR-163. Estressados, eles vão para zôos. (págs. 1 e 24)
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Valor Econômico
Açúcar e álcool têm nova onda de investimentos
A alta nos preços do açúcar trouxe de volta a rentabilidade ao setor sucroalcooleiro e, como conseqüência, começa uma nova fase de investimentos. Os projetos anunciados entre julho e agosto somam R$ 5 bilhões. Também melhorou a oferta de crédito bancário. Os preços da commodity subiram 70% desde seu nível mais baixo, em 13 de junho de 2007, quando caíram para 8,81 centavos de dólar por libra-peso. Ontem, encerraram a 14,99 centavos de dólar em Nova York. Para a safra atual, 100% das exportações de açúcar estão com preços fixados, segundo Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting. E para a safra 2009/10, que começa a ser colhida em abril de 2009, cerca de 25% dos volumes de exportação também já estão estabelecidos. Os exportadores aproveitaram a puxada dos preços, tanto no mercado à vista quanto no futuro, e fixaram o valor das exportações, garantindo receita mesmo que os preços caiam. Mas as perspectivas são de alta. Diante desse cenário, os bancos voltaram a olhar o setor com otimismo e retomaram a concessão de crédito. Mesmo bancos estrangeiros, com aperto de liquidez pela crise financeira internacional, têm dado prioridade às usinas do Brasil, diante das perspectivas positivas de rentabilidade. Mesmo que empresas menores venham a passar por problemas de liquidez, poderão ser adquiridas por grupos maiores, mais capitalizados. A outra conseqüência da rentabilidade em alta é uma nova onda de investimentos na construção de usinas, principalmente no Centro-Oeste do país, liderada por multinacionais e grupos nacionais capitalizados. A americana Cargill tornou-se sócia do grupo Moema na usina Bom Jardim, que deverá ser construída na cidade de Itapagipe, no Triângulo Mineiro. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, recursos que contemplam apenas a parte industrial. Se considerado o aporte agrícola, a cifra supera os R$ 500 milhões. O Valor apurou que a Cargill também tem interesse em adquirir participações em outras unidades do Moema, que tem cinco usinas em operação. Entre os grupos que anunciaram aportes na atividade recentemente estão ADM, Bunge e Toyota Tshusho, além do Cluster de Bioenergia. Com isso, os investimentos já somam mais de R$ 5 bilhões. (págs. 1 e B14)
Ministro da Defesa quer que empresas financiem as Forças Armadas (págs. 1 e A3)
Empresas do Brasil investem mais na AL
As empresas brasileiras estão investindo mais nos países da América Latina, depois de terem intensificado suas exportações para a região. Seja na construção de fábricas, na aquisição de companhias locais ou fusão com parceiros, a região foi destino de 10,4% do investimento direto brasileiro no primeiro semestre do ano, ou US$ 733 milhões. Desde a década de 40 até 2006, o Brasil formou um estoque de investimento direto no exterior de US$ 90 bilhões, dos quais 7 bilhões foram aplicados na América Latina, o que representa 7% do total. Mas a perspectiva é que esse montante cresça significativamente nos próximos anos. Somente para o período 2008/12 já foram anunciados aportes que superam US$ 10 bilhões.(págs. 1 e A6)
Teste de perseverança frente a perdas na bolsa
O Ibovespa chegou ao fundo do poço e novos tempos gloriosos nos mercados acionários, no Brasil e no mundo, estão fora da linha de visão de analistas e investidores. Eles acreditam que o mercado ficará estagnado, já que a crise de crédito americana é maior do que se previa e o fim do ciclo de alta das commodities dificilmente permitirá recuperação consistente no curto prazo. Conta a favor dos papéis brasileiros os bons fundamentos econômicos, que foram esquecidos diante do temor com o futuro da economia global, diz Walter Mendes, diretor de renda variável do Banco Itaú. Como a economia brasileira está sólida, vale a pena continuar na bolsa para não perder o momento da recuperação das ações. Mendes lembra que a Bovespa já está barata se comparada a outros mercados. As perdas recentes são insignificantes quando comparadas com o movimento de alta da bolsa que já durava cinco anos. Desde 2003, o Ibovespa acumula valorização de 376,02%, enquanto que, desde a máxima histórica do índice, em 20 de maio, a queda é de 26,96%. Por ser concentrada em commodities, a Bovespa também perdeu mais do que outros mercados com os recentes e sucessivos movimentos de desvalorização desses ativos. (págs. 1 e D1)
Duelo entre velho e novo na proposta pela Aracruz
Um embate entre o modelo tradicional do mercado de capitais e as mudanças da era da governança é travado na proposta de incorporação da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP). A VCP ofereceu aos minoritários da Aracruz valor inferior à cotação de mercado e metade do preço considerado justo por analistas. O pagamento será em papéis da VCP. As transações de compra de controle com posterior incorporação de ações são operações comuns e praticamente todas geraram algum embate com minoritários, com clara vantagem para os controladores até agora. Mas as mudanças no mercado de capitais brasileiro, que levaram à criação do Novo Mercado, garantiram mais direitos e proteção aos minoritários. "É um modelo polêmico. Na prática, é um fechamento de capital, mas fugindo de algumas regras", afirma André Antunes Soares de Camargo, do Ibmec São Paulo. O fechamento de capital envolve pagamento em dinheiro. Desde que a VCP tornou pública sua intenção, as ações preferenciais da Aracruz caíram 11,4% e as da VCP, 4,7%.(págs. 1 e D6)
Produquímica acelera ritmo de crescimento
Depois de ter seu controle adquirido pelo fundo Artesia, o grupo Produquímica acelera seus planos de crescimento, ampliando investimentos em fábricas e se preparando para uma expansão internacional. Os planos da fabricante de matérias-primas nas áreas de nutrição animal e vegetal, produtos para o tratamento de águas e matérias-primas químicas são de tornar-se uma das líderes no fornecimento de insumos para o agronegócio em cinco anos.(págs. 1 e B9)
Ciro quer manter portas abertas para 2010O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não pretende fechar portas para 2010. "Não sou mais bobo como fui", diz, ao explicar que a conjuntura política da sucessão pode vir a lhe impor ser cabeça de chapa, vice ou não ser candidato a nada. Ele elogia o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que além de ser "praticamente imbatível", demonstrou ser capaz de fazer uma agenda de conciliação para o país. "O Aécio é capaz de se eleger contra o PT e, no dia seguinte, convocar o partido, partilhar o poder com o PT, fazer uma coalizão real, de valores". Em campanha pela eleição de sua ex-mulher, a senadora Patrícia Saboya (PPS), Ciro reconhece a "sofisticada capacidade política" da adversária, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). E arrisca palpite sobre Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte: "Vai crescer 14 pontos em sete programas de televisão".(págs. 1 e A16)
Boom imobiliário
A venda de materiais de construção em julho aumentou 46,12% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação a junho, a alta foi de 9,6%. No ano, o crescimento acumulado é de 30,9%. (págs. 1 e B9)
Bancos ganham posições
No fim do primeiro semestre, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú figuravam pela primeira vez entre os 15 maiores bancos de capital aberto das Américas (excluído o Canadá) por ativos. O mais bem colocado é o BB, em 12º lugar. (págs. 1 e C2)
Previdência desacelera
Captação da previdência privada cai pela metade em julho, com os investidores preocupados com a crise financeira internacional. Planos com renda variável ainda lideram os ingressos, mas captaram 67% menos. (págs. 1 e D3)
Idéias: Cristiano RomeroReforma tributária divorcia classe política e sociedade. (págs. 1 e A2)
Idéias: David KupferNão há prova para tese de 'maldição' dos recursos naturais. (págs. 1 e A15)
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Gazeta Mercantil
INSS deixa de contabilizar R$ 1 bi ao ano em benefícios
A Previdência Social deixa de repassar mais de R$ 1 bilhão por ano no cálculo de aposentadoria ou outros benefícios de trabalhadores que ganham demandas judiciais ou fazem acordo na Justiça. Atualmente, para ter o valor ganho no Judiciário incorporado ao cálculo, o trabalhador tem que recorrer à Justiça Federal. “O valor recolhido pelas empresas em demandas judiciais ao empregado não repercutem no cálculo da aposentadoria”, diz o advogado Sólon Cunha, do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. Um projeto de lei encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de maio pode mudar essa situação. De acordo com o projeto, o segurado que ganhar ação na Justiça do trabalho poderá comprovar mais facilmente seu tempo de serviço junto à Previdência Social. Atualmente, segundo informações da assessoria de imprensa da Previdência, o INSS só contabiliza o tempo de contribuição que tenha base em prova documental. Ou seja, cartões de ponto, carteira de trabalho ou algo semelhante. Como, em muitos casos, os direitos na Justiça do Trabalho são reconhecidos com base em prova testemunhal, o trabalhador só terá esse valor incorporado ao cálculo previdenciário se recorrer à Justiça Federal. (págs. 1 e A9)
Petroleiras propõem veto à exportação de óleo do pré-sal
Em meio ao debate sobre o rumo que será dado ao petróleo extraído da camada pré-sal, as empresas petroleiras propõem ao governo federal que o produto retirado dessa nova fronteira tecnológica não seja exportado. A proposta, segundo Murilo Marroquim, presidente do Comitê Diretivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), é a de manter o modelo atual de exploração das reservas, ou seja, por contratos de concessão. Mas, ao mesmo tempo, sugere que é possível flexibilizar tais regras, com a inclusão de cláusulas de veto aos embarques do óleo bruto para concessões nessas áreas. “O governo pode ter o controle da produção neste mesmo modelo. Se o País quiser o refino aqui, podemos fazer isso”, diz Marroquim. “Preferimos a concessão, porque é um modelo mais ágil”, acrescentou. Ontem, a Petrobras e o governo do Ceará assinaram protocolo de entendimentos para a construção de uma refinaria no estado para exportação de derivados, em especial diesel, que receberá investimento de US$ 11,1 bilhões. (págs. 1 , C4 e A8)
Energia para o longo prazo, só a partir de 2013A baixa liquidez no mercado brasileiro de energia, que ainda tem problemas de oferta, preocupa as comercializadoras do mercado livre, ambiente no qual não há vínculo com distribuidoras, ao contrário do mercado cativo. As comercializadoras tentam fechar com os consumidores contratos longos, de até 15 anos, só a partir de 2013, quando haverá mais energia disponível, com a renovação de contratos da energia “velha”, de projetos já existentes. (págs. 1 e C4)
Brasil terá 5º maior mercado do mundo
O Brasil pode se tornar o quinto maior mercado consumidor do mundo em 2030, ultrapassando Alemanha, Grã- Bretanha e França. Segundo estudo da Ernst & Young Brasil e da FGV Projetos, o consumo interno deve saltar de US$ 1,066 trilhão no ano passado, quando ocupava a oitava posição do ranking mundial, para US$ 2,507 trilhões. De acordo com as projeções, esta expansão adicional será impulsionada pela elevação da idade média da população brasileira, pelas alterações no mercado de trabalho com aumento da escolaridade e melhor distribuição de renda. “Teremos profundas mudanças no perfil da sociedade brasileira”, disse Fernando Garcia, consultor da FGV Projetos. O estudo estima crescimento de 150% no PIB entre 2007 e 2030, para US$ 2,4 trilhões. Com essa expansão, de 4% ao ano, o Brasil passaria da décima colocação em 2007 para a oitava posição entre as maiores economias mundiais. (págs. 1 e A5)
Fundos ampliam aporte em imóveis
A crise no setor imobiliário norteamericano não diminuiu o apetite do investidor estrangeiro pelo Brasil. Grandes empresas e fundos de private equity, como a gestora Equity International e a Explorador Capital Management, planejam novos investimentos no País, com crescimento da economia interna, expansão do crédito e queda da taxa de juros. A empresa de private equity focada no mercado imobiliário Equity Internacional, pertencente ao Equity Group Investments L.L.C., do megainvestidor Sam Zell, levantou recentemente um fundo global de US$ 500 milhões e acaba de anunciar seu primeiro investimento, de cerca de R$ 150 milhões, na empresa de logística AVG Logística. Segundo nota da companhia, a AGV utilizará os recursos para ampliar sua participação no mercado brasileiro, com a aquisição de outras empresas do setor. Outra gestora de investimentos que deve ampliar sua participação no Brasil é a Explorador Capital Management, que tem US$ 150 milhões sob gestão, e tem investido, seja por meio de operações de private equity ou por compra de ações via mercado de capitais, nos setores imobiliário, educacional, serviços, saúde, TI, telecomunicação e serviços financeiros. Para o presidente da Tishman Speyer, empresa norte-americana de incorporação e administração de imóveis, Daniel Citron, a crise no mercado acionário não afetou a demanda dos investidores estrangeiros. A empresa deve captar mais recursos com estrangeiros neste ano, podendo levantar US$ 700 milhões. (págs. 1 e B1)
Bolha na indústria láctea frustra novos investidores
A aposta na expansão do mercado de lácteos frustrou, por enquanto, as indústrias que investiram mais de R$ 2 bilhões em aquisições nos últimos seis meses. Para analistas, os resultados estão aquém do esperado e o prejuízo de R$ 73,3 milhões da Parmalat, anunciado segunda-feira, seria o primeiro indício. As empresas não conseguem repassar custos e excedentes de produção. Segundo a Moody’s, as margens históricas, que variavam de 6% e 10%, caíram para menos de 5%. Para o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Longa Vida, Laércio Barbosa, “a bolha estourou”.(págs. 1 e C9)
Receita Federal
Arrecadação aumentou 15,6% em julho de 2008 sobre julho de 2007, para R$61,9 bi. (págs. 1 e A4)
Vagas formais chegam a 203 mil
A formalização do mercado de trabalho, que criou 203 mil vagas em julho, pode sustentar o crescimento econômico, diz Júlio de Almeida, consultor do Iedi. (págs. 1 e A5)
Infra-estrutura portuária
O Brasil está perdendo R$ 5 bilhões em investimentos devido à indefinição do governo sobre a participação do setor privado nos portos. (págs. 1 e C6)
Opinião: Ives Gandra da Silva Martins
A elevação das despesas de custeio e de remuneração dos detentores do poder aumenta o já fantástico nível impositivo do Brasil. (págs. 1 e A10)
Opinião: Antonio Pentado Mendonça
O Brasil está numa situação em que ninguém mais sabe o que é certo. O resultado é que o absurdo se faz cada vez mais constante. (págs. 1 e A3)
Agências de viagens vão operar câmbio
Agências de turismo e hotéis ganharam um novo instrumento para aumentar a receita e reduzir perdas com a redução das comissões dadas pelas companhias aéreas: a compra e venda de moeda estrangeira. A Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) estima em 26 mil os estabelecimentos que poderão efetuar as transações. Com a Resolução 3.685 do Banco Central (BC), em vigor desde julho, as empresas do setor estão liberadas para fazer operações de câmbio com moeda em espécie, Travellers Cheques, cheques em moeda estrangeira e Visa Travel Money. Apenas 249 agências e hotéis credenciados pelo BC podiam fazer essas operações. As empresas que quiserem trabalhar com esse instrumento têm até maio de 2009 para se filiarem a uma instituição financeira, que será responsável pela fiscalização das operações, a fim de coibir lavagem de dinheiro. As transações serão limitadas a US$ 3 mil por operação, por cliente, ao dia. (págs. 1 e C5)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

terça-feira, agosto 19, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] PÉSSIMAS COINCIDÊNCIAS DO DIA (SEQUER ''CIRCUS'')

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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FRASE DO DIA

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19/08/2008 - 14h04

"Fazia tempo que não via um Brasil tão pequeno", diz Maradona

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da Ansa/Folha Online, esportes.

FUTEBOL/SELEÇÃO BRASILEIRA: SE A ''MODA'' PEGA!!!


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Uma nova era
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A derrota do Brasil para a Argentina na semifinal das Olimpíadas pode marcar o início de uma nova era do clássico. O torcedor brasileiro que estava acostumado com vitórias fáceis nas decisões contra os rivais foi apresentado a uma geração dos hermanos que parece não temer a amarelinha.

Lionel Messi, Sergio Agüero, Sergio Romero, Ever Banega, Angel Di Maria, Oscar Ustari, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay e Fernando Gago – presentes nas Olimpíadas de Pequim – fazem parte de uma geração bicampeã mundial sub-20, em 2005 e 2007.

Messi, Agüero, Zabaleta e Gago estavam na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil por 2 a 1 na semifinal do Mundial Sub-20 na Holanda. Em seguida, a Argentina foi campeã superando a Nigéria, rival da decisão dos Jogos Olímpicos no próximo sábado.

Desde o fim da era Maradona, a seleção canarinho tem deitado e rolado em cima da Argentina. São quatro títulos da Copa América desde 1997, com duas vitórias sobre os hermanos na final. Há ainda a Copa das Confederações em cima dos argentinos em 2005. Mais uma Copa do Mundo (2002).

No mesmo período, só fracassos da Argentina. A “albiceleste” não conquista o título continental desde 1993. A última Copa foi com Maradona, em 1986. A única alegria foi a medalha de ouro olímpica em 2004, sem o Brasil na disputa.

A era Messi está só começando. O Brasil tem jogadores para superá-la?
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(Thiago Dias). Foto matéria.
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SELEÇÃO/DUNGA: OLÍM-PIADAS...

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Time de Dunga leva chocolate da Argentina e dá adeus ao sonho do ouro



[André Amaral e Thiago Lavinas Direto de Pequim]

O sonho está, mais uma vez, adiado. Ronaldinho & cia. caíram diante da Argentina nesta terça-feira, no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, de forma melancólica. Sob aplausos de Diego Maradona no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, a equipe de Messi, Riquelme e Agüero devolveu o 3 a 0 da derrota para o Brasil na final da Copa América de 2007 e vai defender a medalha de ouro das Olimpíadas contra a Nigéria, sábado, no Ninho do Pássaro. Ao futebol brasileiro, resta torcer para a seleção feminina, que busca o título na quinta-feira, contra os Estados Unidos.
Quem foi ao estádio ver o duelo entre Messi e Ronaldinho acabou vendo o genro de Maradona brilhar: Agüero, que leva o nome da namorada Gianina Maradona na chuteira, fez dois gols e sofreu o pênalti convertido por Riquelme. O time de Dunga perdeu a cabeça no fim do jogo e ainda teve dois jogadores expulsos por faltas violentas no volante Mascherano: Lucas e Thiago Neves.Atual campeã olímpica, a Argentina encara a Nigéria no sábado, à 1h (de Brasília), na disputa pelo ouro. O Brasil volta a campo contra a Bélgica, sexta-feira, às 8h (de Brasília), em Xangai, para ver quem fica com a medalha de bronze.
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[Agüero deixa o Brasil chupando dedo: genro de Maradona brilha na vitória argentina].

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Messi mais objetivo que Ronaldinho

No primeiro tempo, a partida ficou concentrada em seus dois principais nomes: Ronaldinho e Messi. Do lado brasileiro, o camisa 10 aparecia mais pelo lado esquerdo, com bom controle de bola, mas sem muita objetividade. As tabelinhas com Marcelo funcionaram poucas vezes, e o novo craque do Milan pecou em prender demais as jogadas. Messi era mais objetivo. Sempre que pegava na bola, era sinal de perigo. A torcida percebeu isso. No início, Ronaldinho era o mais aplaudido pelos chineses. Com o decorrer do primeiro tempo, os torcedores já gritavam por Messi. E os brasileiros passaram a pará-lo com faltas.
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[Apagado, Ronaldinho não consegue vencer o duelo particular com Lionel Messi].
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O primeiro chute foi argentino. Aos 2 minutos, Mascherano tentou de fora da área, bem longe. O Brasil respondeu aos 5, com Sobis, que bateu cruzado da esquerda para fora. Pela direita, a seleção de Dunga criava seus principais lances com Rafinha, como aos 11: o lateral deu um lindo drible em Monzon e cruzou rasteiro, mas Sobis passou da bola, sem conseguir tocar nela. A resposta argentina veio em um minuto. Agüero driblou Breno e Alex Silva na área e chutou rente à trave esquerda de Renan. O último lance de perigo da etapa inicial foi de Messi. O jovem craque aproveitou falha de Rafinha, roubou a bola e entrou na área. Mesmo franzino, ganhou a dividida com Breno na área e chutou bem, mas Renan rebateu. A bola ainda passou perto de Agüero na pequena área, mas o atacante não a alcançou.

Genro de Maradona desequilibra
O genro de Maradona deixou para acertar a bola no segundo tempo, para azar de Renan. Logo aos 7, Di Maria recebeu de Gago na esquerda e cruzou para a área, e Agüero tocou de peito para o fundo da rede e abriu o placar: 1 a 0 para os hermanos. Um minuto depois, o Brasil quase empatou. Rafael Sobis dominou fora da área e arriscou, acertando a trave direita de Romero. Enquanto Ronaldinho mal pegava na bola, Messi resolveu partir para cima da zaga de novo. Aos 13, recebeu pelo meio da área, carregou para o lado direito sem receber marcação e tocou para Monzon. O lateral cruzou rasteiro, e Agüero, sozinho na pequena área, colocou a bola para dentro do gol de novo: 2 a 0.
O placar fez Dunga se mexer. O técnico tirou Hernanes e Rafael Sobis para colocar Thiago Neves e Alexandre Pato. E o atacante do Milan chegou a balançar a rede, mas em impedimento: aos 19, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta e acertou a trave, Marcelo pegou o rebote e Pato tocou para o gol, mas em posição irregular. Jô ainda entrou para reforçar o ataque, mas na defesa o Brasil vacilava. Aos 29, Breno fez falta em Agüero dentro da área. Pênalti que Riquelme cobrou aos 30 e converteu: 3 a 0. O gol acabou com a calma do Brasil. Dois jogadores foram expulsos por falta no volante Mascherano: Lucas, aos 35, e Thiago Neves, aos 38. Depois, foi só ver a Argentina tocar a bola e ter que esperar mais quatro anos para outra chance de ouro no futebol masculino.
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SELEÇÃO ['SIC'] ? OLÍM-PIADAS 2008

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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

19 de agosto de 2008
O Globo
Portaria de ministro facilita proliferação de sindicatos
Facilitada por uma portaria do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), a abertura de entidades sindicais vem crescendo no país desde abril. A média de concessão de certidões – o registro que dá à nova entidade o acesso ao dinheiro do imposto sindical obrigatório – subiu para 22 por mês, uma por dia útil. O imposto sindical já arrecadou R$ 1,3 bilhão este ano, dos quais 60% são distribuídos para os sindicatos e 10% para as centrais sindicais. A portaria deu ao ministério os poderes de arbitrar conflitos surgidos, por exemplo, quando uma entidade tentava impugnar a criação de outra. Antes, as questões eram decididas pelo Judiciário. É o caso do sindicato que representa os funcionários da Embraer: há anos, a CUT tenta criar um sindicato rival para dividir a base, mas a concorrente recorreu à Justiça. O secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antônio Medeiros, disse que o papel do ministério é fomentar a negociação. (págs. 1 e 3)
Algemas: PF se enquadra, com críticas
O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, disse que a restrição ao uso de algemas, imposta pelo STF, não existe em país algum, mas prometeu cumprir a regra. Será suspensa a compra de carros sem grades para transportar presos. (págs. 1 e 11)
Inflação dá novos sinais de desaceleração
Pesquisa inédita em oito redes mostra que agosto trouxe alívio nas compras de alimentos, com queda de 2% na cesta montada pelo GLOBO. Pelo IGP-10, o recuo foi de 2% para 0,38%. (págs. 1, 19 e 20)
ANJ se mobiliza por "lei de liberdade de imprensa" (págs. 1 e 24)
Crivella dirige com carteira irregular
O carro do senador Marcelo Crivella (PRB), candidato a prefeito do Rio, acumula 10 multas – que somam 49 pontos na carteira de motorista, suficientes para que o documento seja suspenso. A licença do carro venceu em abril. (págs. 1 e 5)
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Folha de S. Paulo
Pressionado, ditador do Paquistão renuncia
Ameaçado de impeachment, o ditador paquistanês Pervez Musharraf, reununciou à Presidência do país, após nove anos no cargo. Principal aliado regional dos EUA na guerra ao terrorismo, o general Musharraf vinha fragilizado desde 2007. O ditador, que assumiu num golpe militar, governava desde novembro como civil, em meio ao recrudescimento do terror, à crescente oposição e à perda de popularidade, agravada em dezembro pelo assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto. Na virada do ano, deixou o Exército e foi eleito presidente por voto indireto. Vencido nas eleições gerais de fevereiro, perdeu o apoio militar. Em discurso ontem na TV, disse que sai por colocar o interesse do país acima de “bravatas pessoais”. Forjada na oposição, a coalizão governista tem agora de superar divergências e apontar o novo presidente. O líder do Senado, alinhado a Musharraf, assumiu interinamente. Assim como a vizinha Índia, o Paquistão tem a bomba atômica. (págs. 1 e A12)
Empresa de ex-presidente é contratada pela Anatel
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) contratou por R$1,285 milhão, empresa de consultoria de Renato Guerreiro, que presidiu a agência de 1997 a 2002. Segundo extrato do contrato, será oferecido suporte ao mapeamento da “exploração dos serviços de telecomunicações”. A licitação, foi feita como convite, ou seja, a Anatel não fez edital para nenhum interessado, apenas entrou em contato com algumas empresas. Houve propostas de outras quatro – duas com preço inferior ao que será pago. Guerreiro e a Anatel dizem não haver ilegalidade na contratação. (págs. 1 e B7)
Mel não deve ser dado a menor de 1 ano, diz Anvisa
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma recomendação para que adultos não dêem mel a crianças com menos de um ano de idade. O órgão se baseou em estudos que indicaram a presença da bactéria causadora do botulismo intestinal em amostras do produto. (págs. 1 e C8)
Bovespa cai ao menor nível em quase um ano
A Bovespa desceu a seu menor patamar desde setembro de 2007 e acumula desvalorização superior a 10%. Ontem caiu 1,69% e fechou em 53.326 pontos. O foco do pessimismo veio dos EUA. No Brasil, apesar dos lucros robustos dos bancos, as ações do setor não escaparam das perdas. (págs. 1 e B4)
PT é multado em R$1,39 mi por não declarar verba de Valério
O PT foi multado em R$1,39 milhão por omitir valores arrecadados de 2002 a 2005 e usados para pagar gastos do partido. Segundo a Receita Federal, a legenda deve IR e CSLL, referentes a essas receitas, além de juros e multa sobre o valor principal devido (R$619,88 mil). As receitas omitidas (R$2,47 milhões) decorrem,na maioria do pagamento de dívidas do PT por agências de arcos Valério, operador do mensalão. O PT apresentou defesa, e o caso está em cobrança administrativa. (págs. 1 e A8)
Editoriais
Leia "Inclusão enviesada" sobre acesso à universidade; e "Segurança na eleição", acerca de tropas no Rio. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Bolsa cai e atinge o índice mais baixo do ano
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) atingiu o menor nível em quase um ano. Com a queda de 1,69% no pregão de ontem, o indicador ficou em 53.326 pontos – a mais baixa pontuação desde 10 de setembro de 2007. Só em agosto as perdas acumuladas na bolsa são de 10,38%. Neste ano, elas chegam a 16,53%. A Bovespa tem acompanhado os movimentos dos mercados financeiros internacionais, que ontem foram abalados por notícias preocupantes sobre duas grandes agências de hipotecas imobiliárias dos Estados Unidos. Também assustou os investidores a informação de que o banco Lehman Brothers poderá contabilizar perdas de até US$ 1,8 bilhão no trimestre. A Bolsa de Nova York fechou o dia com recuo de 1,55% e a bolsa eletrônica Nasdaq caiu 1,45%. (págs. 1 e B1)
Inflação em queda
A inflação medida pelo IGP-10 ficou em 0,38% em agosto, o resultado mais baixo em 12 meses. Em junho, o índice tinha sido de 2%. (págs. 1 e B3)
Na TV, Marta terá Lula e Alckmin exibe Serra
O horário eleitoral na TV começa hoje com os candidatos a vereador; Só amanhã vão estrear os candidatos a prefeito. Logo no primeiro dia, Marta Suplicy (PT) exibirá mensagem de apoio do presidente Lula. Geraldo Alckmin (PSDB) vai apresentar mensagem do governador José Serra. (págs. 1 e A4)
Comando militar reage à critica de Cabral
Insatisfeito com as críticas do governador do Rio, Sérgio Cabral, que o classificou como “não muito proativo”, o comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira, disse não ter “competência legal” para autorizar que o Exército atue na segurança pública. (págs. 1 e A6)
Maioridade não acaba com direito de filho a pensão
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) editou súmula pela qual filhos com mais de 18 anos têm direito a continuar recebendo pensão alimentícia – desde que dependam dos pais para se manter. A súmula serve como orientação para os juízes, não como determinação. (págs. 1 e C1)
Notas e Informações: O peso do horário eleitoralPode-se criticar os 45 dias de duração do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. O que não se pode é condená-lo. Ele influi poderosamente na definição do voto popular. (págs. 1 e A3)
Artigo: Ilan Goldfajn
Desafios do pré-sal: Ao contrário de um bilhete premiado, a nova riqueza terá alto preço. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
Vereadores dobram o patrimônio em 4 anos
A maior parte dos 48 vereadores que tentam a reeleição para a Câmara do Rio viu dobrar o patrimônio declarado nos quatro anos de mandato. Entre imóveis, veículos, jóias, empresas e aplicações financeiras, a riqueza do grupo saltou de R$ 12,7 milhões, em 2004, para R$ 25,8 milhões este ano – um crescimento de 102,5%. A vereadora Liliam Sá (PR) é a campeã no ranking de evolução patrimonial: 809% descontada a inflação. O rendimento médio dos parlamentares só perde para a rentabilidade obtida com ações na Bovespa no período. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
Meirelles vê agora recuo da inflação
O presidente do Banco central, Henrique Meirelles, disse ontem que começaram a diminuir as expectativas de inflação no Brasil. Credita a tendência à alta de juros. (págs. 1 e Economia A18)
CNJ verifica conduta irregular de Marlan Jr.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai verificar as operações de tráfico de influência do advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior no Tribunal de Justiça do Rio, segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Em nota, o Vasco da Gama rechaça ligações com Marlan Jr. (págs.1 e País A12)
Distribuição de royalties pára na Alerj
A aplicação dos royalties do petróleo no Estado do Rio poderia ser mais justa se o projeto de redistribuição nos municípios, via IDH, não estivesse parado na Alerj desde 2005. (págs. 1 e Economia A17)
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Correio Braziliense
Brilho intenso da estrela Marta
No começo, deu-se o sufoco. A Alemanha abriu o placar. Depois, veio o alívio. O Brasil empatou. Por fim, o show. Na semifinal do futebol feminino, as brasileiras fizeram 4 x 1 nas alemãs e vão disputar a medalha de ouro contra os EUA depois de amanhã. A atacante Marta, melhor jogadora do mundo, só não fez chover na partida decisiva. Agora, quer a desforra diante das americanas, vencedoras dos Jogos de Atenas em cima da nossa seleção. “Eu já ganhei títulos individuais e até agora não mudou nada. Temos que ganhar um título coletivo para poder realizar nossos sonhos”, discursou a estrela. (pág. 1 e 37)
Gabinete de Efraim aberto para lobista
Acusado de intermediar contratos do Senado com empresas suspeitas de corrupção, o lobista Eduardo Ferreira foi flagrado por agentes federais abrindo com a própria chave o gabinete do senador e primeiro-secretário Efraim Moraes (DEM-PB). O fato aconteceu em 29 de junho de 2006, pouco depois de concluída a licitação fraudada para terceirização de mão-de-obra da Casa. (pág. 1, 2 e 3)
InflaçãoPara analistas, juros ainda vão crescer muito. (pág. 1 e 13)
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Valor Econômico
Bancos pedem juro maior para o crédito consignado
Os bancos esperam que o INSS flexibilize as regras do crédito consignado para aposentados e pensionistas ainda neste mês. A expectativa é que o órgão abra espaço para a elevação do teto dos juros e aumente a margem para a concessão dos empréstimos. Limitado a 2,5% ao mês, os bancos argumentam que o juro do consignado ficou defasado com a elevação da taxa básica. A redução da margem de concessão, de 30% para 20% dos benefícios, também restringiu os negócios. Uma reunião decisiva para discutir esses pontos será realizada dia 27 pelo Conselho Nacional de Previdência Social, que define as regras para o consignado do INSS. Nela, o ministro da Previdência Social, José Pimentel, vai ouvir as sugestões de mudanças feitas por um grupo que estuda o assunto no âmbito do conselho, do qual participa a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). As mudanças sugeridas podem recuperar a atratividade do negócio para as instituições.O teto dos juros e a redução da margem estagnaram o consignado para os beneficiários do INSS neste ano. O volume de operações, que cresceu 29% em 2007, aumentou apenas 1,3% nos primeiros cinco meses de 2008. Com as dificuldades operacionais e ganhos menores, muitos bancos revisaram suas estratégias. O Fibra puxou o freio de mão no consignado já no último trimestre de 2007, quando se intensificou o movimento de liquidações antecipadas de crédito, diz Ricardo Steinbruch, presidente do conselho de administração. O presidente do Banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa, muito criticado em 2005 por não ter participado da corrida do mercado às operações do INSS, hoje se felicita por ter focado sua atuação nos funcionários públicos.Por outro lado, os grandes bancos começam a investir nos empregados do setor privado. "Há muito espaço para crescer nas empresas médias, que procuram o consignado como benefício para seus funcionários", diz Eduardo Jurcevic, superintendente do Real.(págs. 1, C1 e C2)
Paz para Jirau
A Petrobras tenta atrair o Reliance, maior grupo privado da Índia como sócio no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Petroquímica Suape, em Pernambuco. A decisão deve sair até setembro. (págs. 1 e B6)
Usinas do Madeira agitam Porto Velho
Porto Velho respira hoje um clima de Olimpíada - tenta usar a construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira como motor de um novo ciclo de desenvolvimento e de transformação urbana. Enquanto se prepara para receber até 150 mil migrantes durante as obras - a população atual é de 384 mil habitantes -, a cidade já vive os sintomas da expansão acelerada. Estão previstos R$ 571 milhões em investimentos na área industrial até 2010. Terras no perímetro de expansão da capital se valorizaram 200% nos últimos 12 meses. Falta cimento para erguer casas, e não é para menos: até agosto, a concessão de alvarás para construção cresceu 30% mais do que em todo o ano passado. As hidrelétricas trouxeram a reboque dois outros grandes investimentos: Alstom e Bardella formaram uma joint venture para uma fábrica de equipamentos e a Votorantim investirá R$ 110 milhões em unidade que produzirá 750 mil toneladas de cimento por ano a partir de 2009. O comércio também surfa nas ondas do Madeira. Em 30 de outubro será inaugurado o primeiro shopping center da cidade. A massa salarial dos 20 mil trabalhadores que deverão ser contratados para erguer as usinas de Santo Antônio e de Jirau vai chegar a R$ 700 milhões ao longo dos sete anos de obras. Falta mão-de-obra. A universidade federal abrirá 18 cursos até 2010 e passará dos atuais 7 mil para 15 mil alunos. A Odebrecht investe R$ 12 milhões para capacitar trabalhadores e atenuar a chegada de migrantes à procura do novo eldorado na Amazônia, com a criação de 10 mil empregos em 2010.(págs. 1 e A12)
Soja chega aos cerrados venezuelanosO Grupo Campo, que liderou o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), considerado um marco na expansão da soja no Centro-Oeste, vai levar o grão para terras venezuelanas. A programação prevê o início do plantio na safra 2009/10, em área de 50 mil hectares. Em cinco anos, deverá ser ampliada para 500 mil hectares, mesma área ocupada pela soja no Estado de São Paulo. O modelo na Venezuela será o mesmo adotado nas áreas do cerrado brasileiro. O Campo coordena a parte técnica da produção e atrai produtores e cooperativas para ocupar as terras. O plantio ocorrerá em áreas do governo e em propriedades que serão desapropriadas.(págs. 1 e B12)
Inpar vende ativos para elevar caixa
Com a desvalorização de 80% em suas ações desde que abriu o capital no ano passado, a construtora Inpar encerrou o segundo trimestre com apenas R$ 9 milhões em caixa e anunciou que não conseguirá lançar 35% dos imóveis que prometeu no início do ano. O volume de vendas também será menor que o previsto. A Inpar foi pega de surpresa pela retração do mercado de crédito que se seguiu à crise financeira nos Estados Unidos. "Não acreditávamos que o mercado de dívida iria se deteriorar dessa forma e não estamos dispostos a captar a um custo muito alto", explica o presidente da construtora, Cesar Parizotto. Por isso, decidiu se desfazer de ativos não residenciais, entre eles prédios comerciais. Com essas vendas, a empresa pretende captar R$ 200 milhões, dos quais R$ 33 milhões já teriam sido obtidos. E busca parcerias para tocar seus projetos mais caros.(págs. 1 e B8)
Inflação desacelera
O IGP-10 registrou elevação de 0,38% em agosto, um recuo significativo em relação a julho, quando a alta foi de 2%. No ano, o índice acumula 9,06% e 14,42% em 12 meses. Os preços no atacado subiram 0,25% ante 2,54% em agosto. (págs. 1 e A3)
Parceria petroquímica
A Petrobras tenta atrair o Reliance, maior grupo privado da Índia, como sócio no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Petroquímica Suape, em Pernambuco. A decisão deve sair até setembro. (págs. 1 e B6)
Bilhões no etanol
A Cluster Bioenergia que reúne investidores como instituições financeiras, construtoras e petroleiras, vai investir R$3 bilhões em quatro usinas de etanol. (págs. 1 e B12)
Recorde do caféO Brasil deverá colher uma safra recorde de 45 a 50 milhões de sacas de café (60Kg) no ciclo 2008/09, com exportações de 28 milhões de sacas. A alta dos preços entre fevereiro e março favoreceu a comercialização antecipada, hoje em 36%. (págs. 1 e B12)
Idéias: Delfim Netto
Falta a humildade de Bernake para moderar a precipitada política monetária 'tempestiva' do BC. (págs. 1 e A2)
Idéias: Raymundo Costa
Lula se livrou de rótulos, preconceitos e carimbos. (págs. 1 e A6)
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Gazeta Mercantil
Bolsa retorna a setembro do ano passado
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem aos 53.326 pontos, menor patamar desde 10 de setembro de 2007, queda de 1,69%. Neste mês, o índice da Bovespa acumula retração de 10,38% e, no ano, de 16,52%. O desempenho desta segunda-feira foi afetado pela retração de indicadores em Wall Street e pela baixa do preço internacional do petróleo, que teve impacto nas ações da Petrobras. “O dia foi de estresse com o retorno das preocupações sobre o setor financeiro norte-americano. Alguns analistas acreditam que o Federal Reserve (banco central dos EUA) terá que escolher entre a quebra do Freddie Mac e do Fannie Mae”, diz André Perfeito, economista da Gradual Corretora, que prevê volatilidade até o FED definir se mexe na taxa de juros. (págs. 1 e B3)
Odebrecht vai à justiça contra Suez, afirma Lobão
A Odebrecht não vai mais recorrer à Justiça contra a Suez, informou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.Desde que o consórcio liderado pela multinacional franco-belga ganhou a disputa para a construção da hidrelétrica de Jirau, em maio deste ano, a Odebrecht, que venceu licitação para erguer a primeira usina do Complexo Madeira, a Santo Antônio, ameaçava ir à Justiça para questionar a proposta da Suez de construir a central a nove quilômetros do lugar previsto no edital do leilão.As duas empresas não quiseram comentar o assunto. Porém, Lobão garantiu que, em reunião fechada na última quinta- feira, os presidentes das duas companhias chegaram a um entendimento para evitar uma batalha jurídica. Segundo o ministro, a mudança de local será avaliada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ibama. (págs. 1 e C10)
Mercado interno ajuda balanço frigorífico
O mercado interno ajudou os frigoríficos a não comprimir mais as margens no segundo trimestre de 2008, que já vinham em queda desde o anterior. Analistas acreditam que o terceiro trimestre deve continuar com margens apertadas, com pressão maior no último, devido ao preço em alta do boi. Também apostam que o momento pode ser benéfico para quem quiser comprar empresas, porque muitas estão com as contas apertadas. “O Brasil está ficando interessante para o consumo”, diz Roberto Russo, presidente do Independência.. Para Fabiano Rosa, da Scot Consultoria, o mercado interno tornou- se viável após ficar inviável vender para a União Européia devido às novas regras de rastreabilidade. Segundo ele, a melhoria da renda no País aqueceu a demanda. (págs. 1 e C1)
Inflação
IGP-10 recua e fecha agosto em 0,38%.(págs. 1 e A5)
BancoLucro do HSBC Bank Brasil cresceu 40% no semestre, para R$ 769 milhões (págs. 1 e B2)
América Latina atrai a BombardierA canadense Bombardier busca ampliar seus negócios no disputado mercado de jatos executivos da América Latina, “casa” da sua maior concorrente, a brasileira Embraer. A Bombardier tem uma fatia de 28% dos jatos comprados na região, onde suas vendas representam até 8% da produção — em 2007 foram fabricadas 452 unidades. “O ano de 2007 foi recorde para a Bombardier e estamos trabalhando para que 2008 seja melhor ainda”, afirmou o vice-presidente da empresa para o segmento de aviação executiva, Fábio Rebello. “A aviação executiva vem crescendo muito no mundo, sobretudo fora dos Estados Unidos”, disse ele. Atualmente, 70% das vendas se concentram na Europa, América Latina, Índia, Rússia e China. “Temos tradição nesse mercado (latino-americano). O Learjet, por exemplo, já tem mais de 40 anos de vendas na região”, afirmou. A receita da Bombardier, incluindo o segmento de aviação comercial e o ferroviário, no ano fiscal encerrado em 31 de janeiro de 2008, foi de US$17,5 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, que para a empresa é o período entre fevereiro e abril, as encomendas de jatos executivos chegaram a 60 unidades. Para ganhar mercado, Rebello disse que a estratégia é focar o negócio no cliente. “Não balizamos nossas vendas no comportamento de nossos principais concorrentes.” Nos próximos dez anos, estima-se que o mercado de jatos executivos será de US$ 201 bilhões, com vendas de 13.150 aeronaves. No primeiro semestre de 2008, a Embraer entregou 16 jatos executivos. (págs. 1 e C9)
Infra-estrutura limita embarque
Mais investimentos e a eliminação de gargalos na infra-estrutura trariam mais benefícios para os exportadores do que acordos multilaterais, diz Sandra Rios, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). (págs. 1e A4)
Responsabilidade social
Franquias começam a se adaptar às novas demandas por sustentabilidade, combinando consciência ambiental com rentabilidade e melhorando as relações com os fornecedores e os clientes. (págs. 1 e A12)
Opinião: José Mauro DelellaUma queda consistente dos preços de commodities dependeria de mais deterioração ambiente global. É um risco, mas não é o mais provável.(págs. 1 e A3)
Opinião: Augusto Nunes
O paulistano João Rogério da Silva Alves, 36 anos, 13 dos quais dirigindo um táxi, ganha R$ 1,8 mil mensais. Ele não sabe, mas, segundo a FGV, pertence à classe média. (págs. 1 e A7)
Opinião: Sandra Nascimento
Se com meu voto o político eleito obterá vantagens pessoais, é justo que eu busque meus interesses. Essa é síntese de uma pesquisa com eleitores. (págs. 1 e A2)
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