A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
GOVERNO LULA [In:] ''ESTAVA À TOA NA VIDA O MEU AMOR ME CHAMOU PRÁ VER A BANDA PASSAR ..." *
29/12/2010 - 06h00
Governo quer atrair teles a parceria na banda larga
O futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse à Folha que o governo vai propor às teles a divisão do comando do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) com a Telebrás.
Para isso, impõe condições: as operadoras terão de apresentar uma proposta com preço "razoável" e serviço de "boa qualidade". Em sua opinião, hoje acontece exatamente o contrário.
O ministro admite que as teles poderão ficar com a maior parte do serviço de banda larga no país, mas têm de mudar de posição.
Ontem, ele tratou do assunto com a presidente eleita, Dilma Rousseff e disse que, caso as teles apresentem uma proposta convincente, a ideia é manter a Telebrás operando em parceria com o setor.
Há duas semanas, o ministro se reuniu com os principais executivos das operadoras, que se comprometeram a retirar ações questionando a forma de atuação da Telebrás e a estudar uma forma de aumentar sua participação no plano federal para a internet, informa reportagem de Valdo Cruz e Julio Wiziack, publicada na Folha desta quarta-feira (29).
O PNBL prevê a cobertura de 68% dos domicílios do país com internet até 2014. O pacote mais básico seria oferecido a R$ 15 por uma velocidade de conexão de até 512 Kbps (kilobits por segundo). Outro, com velocidade de conexão entre 512 Kbps e 784 Kbps, custaria até R$ 35.
| Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress | ||
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FOLHA/SÃO PAULO.
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O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
(...)
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...
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GOVERNO LULA/TELEFONIA [In:] ''É DANDO QUE SE RECEBE'' ... (II)
28/12/2010 - 09h28
Filhos de Lula são sócios em 2 holdings
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA
ANDREZA MATAIS
EM SÃO PAULO
Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings --sociedades criadas para administrar grupos de empresas--, a LLCS Participações e a LLF Participações.
Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas.
A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.
Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%.
As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.
As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos.
São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal --Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
SÓCIOS
Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula.
Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.
A Bilmaker tem como controlador o engenheiro Glaucos da Costamarques, 70, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do presidente Lula.
Os outros sócios da Bilmaker, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, são sócios de Luís Cláudio, filho do presidente, na ZLT 500, empresa de produção e promoção de eventos esportivos.
Assim como a holding, a ZLT também só existe no papel. Está registrada num endereço no Morumbi onde há só uma casa abandonada.
Criada em julho, a ZLT tem ainda como sócio José Antonio Fragoas Zuffo, empresário da região do ABC.
Sócio na Bilmaker e na ZLT, Otávio Ramos disse à Folha que não sabia que os filhos de Lula haviam registrado uma empresa na sede da Bilmaker.
"Isso me preocupa. Vou ligar para eles. Não sabia nem da existência dessa holding. Não sei nem do que se trata nem quero saber", disse.
Ramos afirmou que a empresa não faz negócios com o governo para não gerar especulações. "Somos amigos deles e já iriam ver maldade." A Bilmaker, disse, é uma empresa de exportação e importação de "qualquer coisa".
A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line.
Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha.
A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários.
Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos --sem resultados.
Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o "Ronaldinho" dos negócios.
"Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", afirmou. No final de 2009, a empresa tinha capital negativo.
G4
Meses antes de a Gamecorp ser constituída, Fábio Luís se tornou sócio da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, tendo como parceiros filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas, hoje no PSB.
Foi por meio da G4 que Lulinha virou sócio de outra empresa, a BR4 Participações, criada em 2004, e que, três anos depois, ganhou como sócio Jonas Leite Filho, sobrinho do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB).
Jonas Leite é conhecido pelo projeto que criou a versão da Bíblia lida pelo apresentador Cid Moreira, da TV Globo, um sucesso de vendas. A BR4 é, por sua vez, acionista da Gamecorp.
OUTRO LADO
Lulinha disse à Folha que sua evolução patrimonial nos últimos oito anos está de acordo com suas atividades profissionais e com seus ganhos.
O mesmo afirmou o seu irmão Luís Cláudio. "É público e notório: trabalho com futebol e tive o retorno compatível com a minha atividade profissional em grandes clubes do país, como São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos", afirmou.
Luís Cláudio disse que a LLCS foi registrada no endereço de outra empresa porque o negócio está no início.
"Ainda estou procurando um local definitivo para a sede. Por ora, ela possui apenas um endereço de referência, que poderá se tornar definitivo caso eu consiga locar uma sala da Bilmaker, gerida por grandes amigos meus."
Com relação à outra holding inaugurada pelos dois em agosto deste ano, a LLF, Luís Cláudio disse que caberia ao irmão responder, o que não foi feito.
Sobre outra empresa criada no papel, a ZLT 500 Sports, Luís Cláudio disse que ela "irá atuar também no ramo esportivo, mais especificamente, na área de gestão de eventos esportivos".
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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+ Canais
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GOVERNO LULA/TELEFONIA [In:] ''É DANDO QUE SE RECEBE'' ...
Oi eleva repasse a empresa deficitária de filho de Lula
ADREZA MATAIS
EM SÃO PAULO
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
SHEILA D'AMORIM
DE BRASÍLIA
Quatro anos depois de se associar à gigante de telefonia Oi, a Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios um filho do presidente Lula, acumulou prejuízo de R$ 8,7 milhões até 2009 e dívidas que somam mais de R$ 5 milhões.
Mesmo assim, o negócio administrado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, continua recebendo investimentos da Oi e atraindo sócios.
Filhos de Lula são sócios em 2 holdings
Desde 2007, a Oi --então Telemar, uma concessionária de serviço público que recebeu uma série de incentivos do governo Lula-- aumentou em 28% o aporte na empresa, contra inflação acumulada de 11%.
O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal, até hoje inconclusa.
A Oi fechou 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões.
Como a Folha revelou ontem, Lulinha e outro filho do presidente Lula, Luís Cláudio, criaram duas holdings neste ano. Os dois são sócios em seis empresas.
Quando o pai subiu a rampa do Planalto, em 2002, eles eram estagiários.
Com BNDES e fundos de pensão como principais acionistas, a Oi é a única grande cliente da Gamecorp, que faz conteúdo para TV veiculado pela OiTV e pela Sky --que não tem a tele como sócia.
Segundo o balanço de 2009, a Oi pagou à Gamecorp R$ 3,6 milhões por "comercialização de serviço". Dois anos antes, o valor destinado para a mesma rubrica tinha sido de R$ 2,8 milhões.
O balanço da Gamecorp registrou lucro de R$ 646 mil em 2009, mas, apesar disso, a dívida não foi abatida. Ao contrário, subiu, tendência que se mantém desde os primeiros balanços.
O aumento no aporte da Oi ocorreu durante o polêmico negócio que transformou a operadora na maior empresa do setor de telecomunicações do país graças à ajuda do governo e sob suporte de empréstimos no BNDES.
Sob o argumento de criar uma "supertele nacional", o governo Lula alterou as regras do setor para viabilizar a fusão com a Brasil Telecom.
Em 2010, o governo já tomou ao menos três decisões que beneficiam a telefônica. Entre elas, a de adiar para maio de 2011 o novo plano de metas para as operadoras --que, mantido o prazo original, forçaria a Oi, endividada, a fazer investimentos.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou o mercado de TV a cabo para as teles. A Oi foi a única beneficiada, por ter capital majoritariamente nacional, precondição para a atuação nesse setor.
A agência decidiu também incluir mais um dígito nos celulares em São Paulo para aumentar os números disponíveis para venda, o que ampliou a possibilidade de entrada da Oi nesse mercado.
PARCERIA
Em 2007, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu multar a Oi porque a empresa não apresentou voluntariamente notificação sobre a injeção de recursos na Gamecorp.
A parceria Oi-Gamecorp começou em 2005, quando a operadora aumentou o capital da empresa em R$ 2,7 milhões e pagou R$ 2,5 milhões pela exclusividade dos serviços. Em 2006, injetou outros R$ 5 milhões.
A Oi acompanha de perto os negócios da Gamecorp. Em 2007, nomeou o executivo Marco Schroeder como conselheiro da empresa.
Em 2008, Lulinha esteve com sócios na sede da Portugal Telecom para falar sobre a entrada dos estrangeiros na Oi. A comitiva estava com o conselheiro da Anatel José Zunga Alves de Lima, que é amigo de Lula.
NOVOS SÓCIOS
Mesmo com dívidas e compromissos que superam o valor dos créditos e bens, a Gamecorp também atraiu como sócio Jonas Suassuna, dono do Gol Grupo, conglomerado que atua em diversos segmentos e vende livros didáticos a governos.
Parente do ex-senador Ney Suassuna, Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Em 2007, investiu R$ 1,35 milhão na Gamecorp.
Sobre ter investido num negócio deficitário, disse que é um "mercado que tem dinâmica de maturação lenta, gerando resultados financeiros de médio e longo prazos".
Lulinha assumiu a presidência da empresa, no lugar de José Roberto De Raphael, casado com Adriana Diniz, filha de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar.
OUTRO LADO
Procurada, a assessoria da Oi afirmou que a empresa não se manifestará sobre o aumento de injeção de capital na Gamecorp porque considera já ter dado todas as informações sobre o negócio na época em que a sociedade foi revelada pela imprensa, em 2006.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, disse que a receita da empresa "vem de um mix de produção de programas para terceiros, receitas de interatividade com SMS e venda de assinaturas e publicidade do setor privado".
Ele não especificou quanto da receita vem de cada um desses itens.
Lulinha afirmou que a empresa não aceita "publicidade do setor público ou de empresas estatais".
O empresário Jonas Suassuna, dono do Grupo Gol, afirmou que decidiu se tornar sócio da Gamecorp porque viu uma oportunidade de novos negócios, com retorno de longo prazo.
"Trata-se de uma excelente estratégia de entrada nesse segmento de mercado", afirmou.
A Sky disse que não pode se manifestar sobre seus clientes. A Folha procurou a empresa para saber como é o contrato com a Gamecorp para veiculação do conteúdo da PlayTV e a audiência. O canal é concedido aos assinantes como cortesia no pacote da TV.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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DILMA PRESIDENTE/SEGUNDO ESCALÃO [In:] POMBO CORREIO, VOA LIGEIRO... *
Dilma define o segundo escalão
| Dilma chama Gabrielli, que deve ficar na Petrobras |
Autor(es): Adriana Vasconcelos e Luiza Damé |
| O Globo - 29/12/2010 |
Depois de concluir a escolha de seu Ministério, a presidente eleita, Dilma Rousseff, se concentra agora na montagem do segundo escalão. A ministros, elas avisa que o critério será técnico, numa tentativa de evitar aparelhamento como o que ocorreu nos Correios. Ontem, Dilma chamou a Brasília o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que deverá ser mantido no cargo.
|
(*) POMBO CORREIO. Moraes Moreira.
"
Se acaso
Um desencontro
Acontecer
Não perca
Nem um só segundo
Voar o mundo
Se preciso for
O mundo voa
Mas me traga
Uma notícia boa''.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
29 de dezembro de 2010
O Globo
Manchete: Governo só investiu 26% do previsto no ano todoEmbora tenha aumentado a verba prevista para investimentos no país e livrado de cortes obras do PAC, o governo não consegue efetivamente tirar esses projetos do papel. Levantamento feito no Siafi pelo site Contas Abertas, a pedido do Globo, mostra que, até 25 de dezembro, apenas 26% do total de investimentos previstos no Orçamento da União para este ano foram executados. Com os restos a pagar – despesas de anos anteriores liquidadas estge ano -, chega a 58,6%. Entre os ministérios que menos investiram estão Esporte e turismo, responsáveis por projetos da copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. (Págs. 1 e 3)
Manobra de última hora
O governo federal admitiu que não cumprirá a meta de superávit primário (para pagamento de juros) e, para fechar no azul, terá que tirar das despesas os investimentos do PAC. O superávit caiu 86% em novembro. (Págs. 1 e 27)
Dilma define o segundo escalão
Médicos estancam nova hemorragia em José Alencar (Págs. 1 e 12)
Concurso do Itamaraty terá cota racial
CSA indenizará 6 mil famílias por poluição
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo quer atrair teles a parceria na banda largaO futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o governo proporá às operadoras de telecomunicações que dividam com a Telebrás o comando do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), relatam Valdo Cruz e Julio Wiziack.
Para isso, as operadoras terão de apresentar proposta com preço “razoável” e serviço de “boa qualidade”. Bernardo se reuniu com executivos das teles, que se comprometeram a retirar ações questionando a forma de atuação da Telebrás.
Ontem, Bernardo tratou do assunto com a presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo ele, caso as teles apresentem ao governo uma proposta convincente, a ideia é manter a Telebrás operando em parceria com o setor, sem exclusividade.
O PNBL prevê a cobertura de 68% dos domicílios com internet até 2014. O governo havia anunciado R$ 8,9 bilhões para o setor. Com a parceria,”poderemos reduzir os investimentos nessa área e aplicar em outras”, disse Bernardo. (Págs. 1 e B1)
Analise: Elvira Lobato
Ter rede para ela é gastar dinheiro em investimento com duplicidade. (Págs. 1 e B1)
OI investe em empresa deficitária de Lulinha
quis comentar. (Págs. 1 e A4)
Kassab eleva tarifa de ônibus a R$ 3; será a maior do país. (Págs. 1 e C1)
Promotoria apura ação de cunhado de Alckmin em SP
Sean telefonou na véspera do Natal para seus avós no Brasil. (Págs. 1 e C7)
Itamaraty terá cota de 10% para negros na fase 1 dos concursos. (Págs. 1 e A6)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Superávit cai e governo deve recorrer a manobraO superávit primário (economia para abater a dívida pública) do governo federal caiu 86% em novembro na comparação com outubro. O resultado levou integrantes da equipe econômica a jogarem a toalha quanto ao cumprimento, sm artifícios contábeis, da meta fiscal da União, de Estados e municípios, que é economizar 3,1% do Produto Interno Bruto. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu pela primeira vez a possibilidade de descontar investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do cálculo do superávit. “Estamos trabalhando para o governo cumprir a meta cheia, mas há dificuldades para Estados e municípios. A União vai cumprir os 2,15% (objetivo definido para o governo central), mas não sei se serão atingidos os 3,1%.” Até a semana passada, Mantega garantia que a meta cheia seria alcançada por todas as esferas de governo.
R$ 1,09 bi
É o valor do superávit nas contas do governo federal em novembro
(Págs. 1 e Economia B1)
WikiLeaks revela que EUA associam Brasil ao tráfico
Eleição Atrasou plano olímpico, admite ministro
Poupança tem pior resultado em seis anos
Após Natal, sobe taxa para importar brinquedo (Págs. 1 e Negócios B8)
Déficit de prótese dentária no País é de 14 anos
O dilema da lâmpada
Rolf Kuntz
Lula se vangloria de ter feito somente o óbvio. Por isso, diz, foi fácil promover mudanças. Como de costume, não há compromisso com os fatos.
(Págs. 1 e Economia B4)
Notas e Informações
O freio no crescimento da China pode prejudicar a receita comercial brasileira. (Págs. 1 e A3)
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------------------------------------------------Valor Econômico
Manchete: Omissão da Receita sobre ágio inquieta empresasEm tese, o Regime Tributário de Transição (RTT) garante a neutralidade tributária das mudanças contábeis. Mas consultorias de peso como PricewaterhouseCoopers (PwC) E Deloitte, por exemplo, ainda têm entendimento distinto a respeito desses dois pontos. Com isso, as empresas vêm usando critérios diferentes para fazer os ajustes entre o balanço societário e o fiscal. E podem estar vulneráveis ao Fisco. (Págs. 1 e D3)
Brasil recebeu US$ 15 bi de fundos no ano
Investimento de petroleiras será recorde
Futuro em aberto
Guerra fiscal agora envolve até ação penal
Tecnologias inéditas nas cédulas do real
Câmara pode ser presidida por defensor do sindicalismo
O governo não vai cumprir a meta de superávit de 3,1% do PIB, diz Mantega. (Págs. 1 e A2)
Lavagem de dinheiro
TV digital na América do Sul
Estreito em operação
Safra de soja argentina menor
Investimentos em commodities
Lehman dá adeus
Ideias
Dilma Rousseff, no convite aos ministros, já deu indicações precisas de rumos a algumas áreas da administração (Págs. 1 e A8)
Ideias
Governo Lula tirou proveito dos bons ventos da economia internacional, mas soube enfrentar a maior crise desde 1929 (Págs. 1 e A2)
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terça-feira, dezembro 28, 2010
XÔ! ESTRESSE [In:] ''SE ALGUÉM PERGUNTAR POR MIM..." *





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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) DIZ QUE FUI POR AÍ. (Zé Keti).
Diz que fui por aí
Levando um violão / debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
E se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber / se volto diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Só depois que a saudade se afastar de mim..."
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GOVERNO LULA [In:] NADA MUDOU NO ''É DANDO QUE SE RECEBE'' DOS GOVERNOS ANTERIORES
O Governo Lula acomodou-se à desculpa da governabilidade
| Valor Econômico - 28/12/2010 |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra oito anos de mandato com um saldo de inegáveis avanços nas áreas econômica e social, mas exibindo pífios resultados políticos. O Partido dos Trabalhadores vendeu a ideia de que sua ascensão ao poder seria o rompimento com a política tradicional, a transformação da política de negócios em política de valores. Oito anos e vários escândalos depois, o PT, embora ainda o mais orgânico do quadro partidário brasileiro, derrubou seu próprio mito de legenda imune à corrupção da política brasileira. O partido de Lula no poder não mudou a tradição venal da política do país e, por conveniência eleitoral ou alegadas questões de "governabilidade", sequer conseguiu mediar um debate sobre a profundidade das reformas necessárias no presidencialismo, e no sistema eleitoral e partidário brasileiros, para livrar o Brasil da triste sina histórica de política de compadrio e de clientela. O chamado escândalo do "mensalão", em 2005, trouxe o PT para a planície. A crise política dele decorrente fincou os pés do partido na política tradicional. Se, nas eleições de 2002, a agremiação de Lula já incorporou o pragmatismo de alianças políticas excessivamente elásticas, que reuniam do PT a pequenos partidos de direita, em 2007 assumiu essa tática em toda a sua extensão, quando incorporou o PMDB à sua base de apoio. A eleição de Dilma Rousseff para cumprir o terceiro mandato petista, em outubro deste ano, oficializou a aliança com o PMDB como o caminho mais fácil para a governabilidade, levando o partido mais alinhado à política tradicional, de todo o quadro partidário brasileiro, à vice-presidência. Na campanha eleitoral que elegeu a sucessora e candidata de Lula, as fartas demonstrações de afeto e consideração do presidente por figuras carimbadas da política privatizada pelos sistemas de poder estaduais não deixaram dúvidas de que o presidente não tem mais nenhum problema de convivência com a política tradicional. O presidente do Senado, José Sarney, foi guindado a "grande amigo e conselheiro" e "irmão de alma", em discurso de improviso feito por Lula no jantar que sacramentou a escolha dos cinco ministros do PMDB por Dilma Rousseff. O presidente também não poupou elogios ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), ex-presidente que sofreu impeachment em 1991, e ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que quase perdeu o mandato no Senado devido a supostas irregularidades cometidas com dinheiro público. O PMDB que tão naturalmente subiu ao palanque de Dilma Rousseff estará agora oficialmente no governo petista, com o vice-presidente e ministros. Não existem mais incompatibilidades entre o PT e o PMDB, mas as exigências de "governabilidade". É certo, Lula não foi o primeiro nem será o último presidente a ceder às exigências da camisa de força da política tradicional brasileira. Nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), DEM e PMDB tiveram um lugar especial na base de apoio governista. Os escândalos também não faltaram no período FHC. O flagrante de compra de votos para aprovação da emenda da reeleição foi o maior e o mais revelador da adesão incondicional do governo tucano à política de favores e trocas. José Sarney, primeiro presidente civil depois da ditadura militar (1964-1985), ganhou um ano a mais de mandato na Constituinte, fruto de uma forte cooptação dos partidários da política franciscana do "é dando que se recebe". A política tradicional como mal inevitável, no entanto, é um fatalismo que apenas privilegia o status quo. O sistema eleitoral e partidário brasileiro tem problemas; o presidencialismo está eivado de contradições que dificultam a governabilidade. A solução para isso, todavia, não é o mero pragmatismo. Ceder à política tradicional pode evitar o isolamento e a queda de governos, mas está longe de ser uma solução profilática definitiva para a desacreditada política brasileira. O debate tem que ser colocado à mesa. E uma folgada maioria no Congresso, para ter alguma utilidade, tem que ser usada para aprovar mudanças profundas no corroído sistema político brasileiro. Lula sai devendo ao país alguma audácia nessa área. A reforma política não saiu da lista de boas intenções para entrar na de realizações do presidente mais popular da história do país. |
AINDA AS ELEIÇÕES 2010 [In:] DESINDUSTRIALIZAÇÃO REGIONAL ?
A desindustrialização divide o país
Autor(es): André Franco Montoro Filho |
| Correio Braziliense - 28/12/2010 |
Ph. D em economia pela Universidade de Yale é professor titular da FEA/USP e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) As questões relativas a um eventual processo de desindustrialização da economia brasileira e a necessidade de políticas públicas de proteção à indústria nacional têm uma dimensão popular muito mais ampla do que usualmente reconhecida. Essa amplitude fica clara ao se analisar, sob a ótica do estágio de industrialização, o mapa da distribuição de votos entre os estados federativos do segundo turno das ultimas eleições presidenciais. |
DILMA PRESIDENTE/LULA [In:] ''ACABOU, CHORARE'' (III)
Instrumentos de Lula para o pós-mandato
| "Não vou ser copiloto de Dilma", diz presidente |
Autor(es): Paulo de Tarso Lyra | De Brasília |
| Valor Econômico - 28/12/2010 |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva administrará sua atuação fora do cargo a partir de dois endereços. O primeiro, que terá sede provisória no antigo Instituto Cidadania, na zona sul de São Paulo, vai tratar da cooperação para o desenvolvimento da África, integração da América do Sul, combate à pobreza, novas matrizes energéticas e reforma política. O segundo, que ficará em São Bernardo do Campo e será vinculado à Universidade Federal do ABC, é um memorial interativo do seu governo, como os Museus da Língua Portuguesa e do Futebol. Dilma Rousseff será a candidata de Lula nas eleições presidenciais de 2014. "Eu trabalho com a ideia fixa de que a nossa companheira Dilma será outra vez candidata a presidente da República do Brasil. É justo e é legítimo que quem está no exercício do mandato e está fazendo um bom governo continue", disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último café da manhã com os jornalistas que fazem a cobertura do palácio do Planalto. A presidente eleita só não será candidata à reeleição, segundo ele, se não quiser. E nessa eventual nova campanha, prometeu o presidente, "eu não vou ser copiloto da Dilma". Lula contou que durante uma solenidade de entrega de um prêmio, há poucos dias, o debate corrente era a sucessão de 2014. Algo que ele classificou como um desatino. "Você nem deu posse ainda [para a Dilma] e já está pensando em 2014! Quem está no governo precisa trabalhar com muito carinho para evitar que isso seja a tônica do mandato. Isso interessa a quem? Isso interessa a quem quer concorrer contra a Dilma", disse. Lula considera que o Brasil tem todas as condições de prosseguir na rota do crescimento econômico e avalia que a presidente eleita está apta a ser condutora deste processo. Ele acha, inclusive, que a tarefa de Dilma será mais fácil do que foi a sua 2003. "Era novidade lidar com a imprensa, era novidade lidar com os ministros, era novidade conhecer o Palácio". Hoje, ressalta, Dilma tem familiaridade com tudo isso e "conhece bem o conjunto da obra que está sendo feita no Brasil, os programas, os atores, os governadores, os principais prefeitos de capitais e boa parte dos ministros, que já estavam trabalhando com ela própria". Sobre as críticas feitas aos ministros escolhidos por Dilma, Lula brincou: "Presidente da República é como técnico de futebol, você convoca quem tem." Lula evitou comentar a possibilidade de um aumento de juros na reunião do Copom de janeiro, a primeira que ocorrerá sob o governo de Dilma Rousseff, tendo Alexandre Tombini à frente do comando do Banco Central. "A dosagem do remédio dá quem tiver autoridade para cuidar do paciente", disse o presidente, tocando num tema que sempre foi problemático nos oito anos do seu governo, Mas acrescentou: "Eu não vou ficar nem como aqueles monetaristas, que acham que tem que aumentar juro a toda hora, e nem como aqueles que ficam na Fiesp dizendo: tem que baixar o juro!" Lula afirmou que sempre se preocupou com a inflação, mas não demonstrou receio com as projeções mostrando uma inflação de 5,3% para 2011. "Se a meta é 4,5%, e você pode dois para mais e dois para menos, qual é o problema? Estamos na meta." Lula também defendeu o salário mínimo de R$ 540 aprovado pelo Congresso Nacional. Disse que, se o reajuste deste ano contempla apenas a inflação, pela regra de correção encaminhada pelo Executivo ao Congresso em 2012 o reajuste será de 8% do PIB mais 5% da inflação. "A regra não pode valer apenas quando ganhamos com ela", justificou. O presidente afirmou que pretende passar por um processo de "desencarne da Presidência da República". Segundo Lula, se ele deixar a Presidência e continuar imediatamente pensando em política, não será bom nem para ele nem para quem vai sucedê-lo. A ideia é "voltar aos poucos para normalidade e depois retomar minha atividade política, dentro e fora do PT". Embora não tenha dado detalhes do projeto, Lula confirmou que pretende construir um memorial para mostrar sua trajetória. Ao afirmar que tem uma vida política longa, que passa pela construção do movimento sindical, das centrais sindicais, de um partido político até chegar às diversas eleições para as quais concorreu, Lula disse que ele é fruto de um longo processo de transformação da sociedade, que começou com as rebeliões estudantis da década de 60. "Eu sou resultado de uma sociedade em processo de efervescência." O presidente afirmou que sentirá falta das amizades que fez durante o período em que foi presidente e não da piscina ou do helicóptero, como disse Fernando Henrique Cardoso em 2002. Lula, aliás, afirmou que não terá problemas em reencontrar o tucano quando deixar o Planalto, embora ache ser difícil repetir a mesma frase dita durante a posse oito anos atrás: "Você deixa aqui um amigo. Eu vou respeitá-lo e espero que a recíproca seja verdadeira." Lula defendeu a regulação da mídia, ao afirmar que "a mídia brasileira precisa parar de achar que não pode ser criticada. Ela se dá ao luxo de criticar todo mundo, mas quando se critica a mídia, ela acha que é censura", atacou o presidente. |
DILMA PRESIDENTE/LULA [In:] ''ACABOU, CHORARE'' (II)
LULA MUDA DISCURSO E AFIRMA QUE DILMA SERÁ SUA CANDIDATA EM 2014
| LULA DIZ TER "IDEIA FIXA" DE QUE DILMA SERÁ CANDIDATA À REELEIÇÃO EM 2014 |
Autor(es): Leonencio Nossa |
| O Estado de S. Paulo - 28/12/2010 |
A quatro dias do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou ontem desfazer o mal-estar causado pela afirmação de que pode disputar o terceiro mandato em 2014, feita em entrevista na semana passada. Em conversa no Palácio do Planalto, disse a jornalistas que fará campanha por Dilma Rousseff. “A Dilma será minha candidata”, garantiu. Lula preferiu atribuir a antecipação do debate sucessório à oposição. “Cabe a quem está no governo governar e não ficar preocupado com a pauta de 2014.” Ele disse ainda que não será copiloto de Dilma. “Ficarei na torcida, na arquibancada”.
Após haver indicado que ele mesmo poderia concorrer, presidente aproveitou café da manhã com jornalistas para defendera a "legitimidade" de governante disputar segundo mandato
A cinco dias de deixar o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou nesta segunda-feira, 27, desfazer o mal-estar causado pela declaração de que poderia disputar um terceiro mandato em 2014, escanteando as ambições da presidente eleita, Dilma Rousseff. Em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, ele disse que fará campanha pela reeleição da petista. "Trabalho com a ideia fixa de que a nossa companheira Dilma será outra vez a candidata a presidente da República", afirmou Lula. "É justo e legítimo que quem está no exercício do mandato e está fazendo um bom governo continue governando. A Dilma será minha candidata." Na conversa, Lula disse que Dilma só não disputará a reeleição se não quiser. "Ela sabe disso", ressaltou. "Só existe uma hipótese na qual Dilma não seria candidata à reeleição: ela não querer ser. Mas, na minha opinião, é líquido e certo o direito de ela ser candidata à reeleição." As declarações foram feitas após um repórter de rádio perguntar se ele, ao "voltar" em 2014, apoiaria o senador José Sarney (PMDB-AP) e nomearia novamente Nelson Jobim, titular da Defesa, para ministro. Em entrevista na semana passada, Lula deixou claro que poderá disputar a Presidência. A afirmação causou constrangimentos na própria equipe de governo. Ontem, ele atribuiu aos adversários o debate sucessório. "Isso interessa a quem quer correr contra a Dilma", afirmou. "Cabe a quem está no governo governar e não ficar preocupado com pauta de 2014." Estranha. Lula ressaltou que Dilma não será uma "pessoa estranha" no Planalto. "Ela sabe onde está a cadeira, conhece as pessoas, sabe quem são os governadores, quem é boa parte dos ministros", disse. "Penso que ela terá uma vida mais facilitada do que eu tive em 2003. Era novidade lidar com a imprensa e os ministros, conhecer o palácio." Na entrevista, o presidente foi questionado se seria copiloto de Dilma Rousseff. "Não. Ficarei na torcida, na arquibancada." Lula se esforçou para dar um clima de descontração ao encontro. Ao abrir uma caixinha de manteiga, contou que pediu ao Inmetro que analisasse as embalagens. "No Brasil, as embalagens de manteiga não tinham isso. Um dia peguei no avião e mandei para o Inmetro. Um relatório mostrou que nenhuma empresa tinha o requisito necessário para facilitar a abertura da manteiga", relatou. "Mas tem umas que a gente é obrigado a pegar o garfo e furar." Memorial. O presidente deixou escapar que ainda sente mágoas da oposição e da imprensa. Disse que vai precisar de tempo para escrever suas memórias. "Você não está preparado para fazer um livro no dia seguinte. Você está com mágoa. É preciso dar um tempo. Imagina se um marido e uma mulher no dia seguinte à separação resolvem escrever um livro? Vai ser um desastre. Você tem que deixar o ódio se assentar." Embora tenha usado palavras fortes, Lula fez esses comentários com o semblante tranquilo e observou que Juscelino Kubitschek (1956-1960) foi bastante criticado durante seu governo. "Ele todo o santo dia era chamado de corrupto e ladrão. Depois de um tempo, reconheceram a importância dele." Lula disse ainda que pretende trabalhar na construção de um memorial que permita a todas as pessoas fazerem uma análise própria do que representaram seus oito anos de governo. "Eu pretendo fazer isso devagar. Nada apressado." OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA TERCEIRO MANDATO. "Em vez de democracia, você faria uma ditadurazinha. Eu acredito na alternância de poder, pois é preciso ter sangue novo, com pessoas com cabeça para fazer coisas novas. É por isso que eu não pleiteei." SOLIDÃO. "Ela não deveria existir quando você está no poder, porque você está cercado de gente toda hora. Quando me refiro à solidão, me refiro aos fins de semana, em que você não pode convidar pessoas a irem à sua casa. Você não pode convidar empresários, ministros e amigos para o fim de semana com você. Vou convidar um amigo de São Bernardo e outro vai saber que não o convidei. Então, arrumei um amigo e um inimigo." DOMINGO COM MARISA. "Fiz uma opção premeditada nos oito anos que fiquei em Brasília. Não fui a restaurante, aniversário, casamento, almoço. Hoje, em qualquer lugar que você vai tem gente com celular filmando, gravando, bisbilhotando a vida da gente. Tem sempre um cara que vem pedir um favor ou dizer que tem um projeto maravilhoso. (...) Foi uma opção correta porque isso coloca o cargo de presidente menos vulnerável nas rodas de cerveja, de uísque, de vinho. Foi um período rico na minha vida." DOUTOR HONORIS CAUSA. "Eu temo que tenha pouco a aprender depois de deixar a Presidência. Isso aqui é pós-graduação na quinta potência." SEMPRE FHC. "Acho que é possível (uma reconciliação). Sou um homem que não levo para casa as divergências. Ora, o que vocês precisam entender é que os tucanos são os principais adversários do governo. É normal que haja um acirramento nas relações. Mas, do ponto de vista pessoal, na hora em que eu encontrar o Fernando Henrique Cardoso, voltamos a ser, senão amigos como fomos em 78, quando eu o procurei para apoiá-lo como candidato ao Senado – não foi ele quem me procurou, fui eu que o procurei –, mas vamos ser amigos. Eu vou respeitá-lo e espero que a recíproca seja verdadeira. Obviamente que sempre haverá aquela chatice de números, sempre haverá comparação entre os dois períodos." O PIOR MOMENTO. "A mágoa mais profunda (da imprensa) que eu tenho é (em relação à cobertura) do acidente do avião da TAM, aquele avião que pegou fogo lá em Congonhas. Fomos condenados à forca e à prisão perpétua em 24 horas. Jogaram nas costas do governo a culpa e depois ninguém teve sequer a sensibilidade de pedir desculpas. Foi o pior dia que eu passei na Presidência. Do ponto de vista pessoal, foi maior. O outro problema (mensalão) estava no âmbito da política. Eu não esqueço nunca do editorial jogando cadáveres nas costas do governo. Se alguém daqui a cem anos escrever um livro sobre acidente de avião, vão achar que foi culpa do governo Lula." AUTORRETRATO. "O Lula não surgiu do nada. Ele é resultado de um movimento que começa envolvendo a rebelião dos estudantes nos anos 60, depois a rebelião dos sindicalistas nos anos 70, depois a criação de movimentos sociais espalhados por este Brasil afora, da teoria da libertação... da Teologia da Libertação. Houve uma sequência no surgimento de movimentos e tudo foi confluindo para determinado caminho. Sou resultado disso." CASO CESARE BATTISTI. "Tenho que tomar a decisão nesta semana. Quando eu tomar a decisão, você vai saber. Eu nunca disse qual é a posição que eu vou tomar. A Advocacia-Geral da União que faz os pareceres jurídicos para mim. Obviamente, vou convidar o companheiro Luís Inácio (Adams), que vai dizer para mim: ‘Presidente, na nossa ótica, a decisão é essa.’ Eu, prontamente, concordarei." |
DILMA PRESIDENTE/LULA [In:] ''ACABOU, CHORARE'' (*)
Caminho livre para Dilma
| "Colher de chá" para Dilma |
Autor(es): Igor Silveira |
| Correio Braziliense - 28/12/2010 |
A quatro dias de passar o cargo a Dilma Rousseff, Lula tenta demonstrar que já se acostumou com a ideia de que deixará a presidência, após oito anos. Em conversa com jornalistas, num café da manhã, fez a avaliação de seu mandato em tom de despedida. E praticamente descartou a volta, deixando a futura presidente à vontade no PT para tentar a reeleição. “Só existe uma hipótese de ela (Dilma) não ser candidata em 2014: ela não querer.” Mas o petista ainda tem decisões difíceis a tomar. Uma delas é sobre a extradição do italiano Cesare Battisti. Fiel ao discurso de "desencarnar do cargo", Lula aproveita café da manhã com jornalistas do Planalto para avaliar o mandato e enfatizar que sua candidata para 2014 só não será a presidente eleita se ela não quiser “Tenho consciência de que mudei a relação do Estado com a sociedade e do governo com os movimentos sociais.” A menos de uma semana de deixar o governo, o Parecendo à vontade enquanto “desencarna do cargo” — expressão que tem usado com frequência —, presidente Luiz Inácio Lula da Silva já fala em tom de autoavaliação dos oito anos de mandato, apesar de dizer que precisa de tempo para fazer um balanço fiel da gestão.ele se reuniu ontem com jornalistas do comitê de imprensa do Palácio do Planalto para um café da manhã. Estava tão à vontade que mexeu com um garfo o açúcar na xícara de café, passou manteiga num pãozinho enquanto respondia a uma pergunta e tratou de assuntos espinhosos com naturalidade, como o reajuste do salário mínimo, a permanência de Cesare Battisti no Brasil e projeções para o governo de Dilma Rousseff. Evitando palpites sobre os próximos passos da sucessora, rechaçou a possibilidade de voltar em 2014. “Só existe uma hipótese de ela não ser candidata em 2014: ela não querer”, afirmou. O ar saudosista está em quase todas as respostas, mas o presidente mantém o mistério quanto ao futuro. Pela empolgação com que fala sobre relações internacionais, demonstra vontade de permanecer na área. Apesar disso, descarta concorrer ao cargo de comandante máximo da Organização das Nações Unidas (ONU): “Estou com 65 anos. Sei que eu tenho pela frente bem menos tempo do que já tive. Estou querendo menos trabalho e mais descanso”. --------- (*) ACABOU, CHORARE. Os Novos baianos. Galvão/Moraes Moreira. "Acabou chorare no meio do mundo Fiz zum zum e pronto Fiz zum zum" --- |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
28 de dezembro de 2010
O Globo
Equipe que cumprir meta de reduzir violência terá bônus de até R$ 3 mil
Pela primeira vez, o governo do estado se compromete a gratificar policiais civis e militares pela redução de mortes em confronto. A decisão foi tomada pelo governador Sérgio Cabral – como antecipou Ancelmo Góis – ao constatar que o número de mortes em operações policiais no Rio é maior do que em outras cidades. Por isso, em 2011, a Secretaria de Segurança incluirá nas meias de redução de criminalidade os chamados autos de resistência. Pela nova metodologia, os crimes contra a vida computarão as estatísticas de homicídios doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, além das mortes em tiroteio com policiais. A meta da Secretaria de Segurança é a de reduzir em 6,67% estas mortes. O governo decidiu também dobrar o valor das gratificações para as equipes que cumprirem as metas, que passará de R$ 1.500 a R$ 3 mil. (Pág 14)
Mínimo de R$ 540 opõe Lula a sindicatos
FHC diz que não entende Dilma
Seqüestro: Gabeira ainda preocupa EUA
Economistas, de novo, erram as previsões
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Folha de S. Paulo
Manchete: Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículosEm oito anos de mandato, o presidente Lula elevou de 499 para 8.094 o número de órgãos de comunicação que recebem verbas publicitárias do governo federal.
A alta, de 1.522%, beneficiou veículos espalhados por 2.733 municípios; em 2003, eram 182 cidades. Os dados incluem jornais, revistas, rádios, TVs e “outros”, categoria que inclui sites e blogs e saltou de 11 para 2.512 veículos no mesmo período. Por ano, o petista gastou R$ 2,310 bilhões com propaganda, média semelhante à do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Lula, que pulverizou sua verba publicitária por mais veículos, avançou na transparência em relação à gestão FHC – a estatística não existia até 2003. Ainda assim, não se sabe quais veículos recebem verbas de publicidade estatal nem quanto cada um ganha. (Pág. A4)
Carlos Heitor Cony: Uma coisa é certa: tédio é o que espera um ex-presidente. (Págs. 1 e A2)
Foto Legenda: Entrando numa fria
Lula agora diz que Dilma será sua candidata daqui a 4 anos. (Págs. e A4)
Subindo a rampa
Polícia realiza busca na casa do cunhado de Alckmin
Juíza manda abrir sigilo de conselheiro do TCE e mais dez
Mãe põe filho em saco, joga de muro e bebê sobrevive
Por ‘economia’, governador eleito venderá jato que José Serra usava. (Págs. 1 e A8)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Lula muda discurso e afirma que Dilma será sua candidata em 2014A quatro dias do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou ontem desfazer o mal-estar causado pela afirmação de que pode disputar o terceiro mandato em 2014, feita em entrevista na semana passada. Em conversa no Palácio do Planalto, disse a jornalistas que fará campanha por Dilma Rousseff. “A Dilma será minha candidata”, garantiu. Lula preferiu atribuir a antecipação do debate sucessório à oposição. “Cabe a quem está no governo governar e não ficar preocupado com a pauta de 2014.” Ele disse ainda que não será copiloto de Dilma. “Ficarei na torcida, na arquibancada”.(Págs. 1 e Nacional A4)
Salário mínimo
Lula atacou a campanha dos sindicalistas por um salário superior a R$ 540. “Parece que ele perdeu um pouco da sensibilidade social”, reagiu Paulinho da Força.(Págs. 1 e Nacional A8)
Contra o aumento
Segurança persegue manifestantes na rampa do Palácio Planalto: estudantes protestaram ontem em Brasília contra reajuste salarial dos parlamentares. (Págs. 1 e Nacional A8)
Justiça Libera exploração de petróleo em Abrolhos
Teste reprova médico formado fora
Droga do Brasil paga pedágio à Al-Qaeda
Celso Ming
Foi o melhor Natal do e-commerce no Brasil, mas boa parte do sucesso futuro vai depender da implantação do Plano Nacional de Banda Larga. (Págs. 1 Economia B2)
Rubens Barbosa
Chegou a hora de focalizar os temas que possam colocar o Brasil em bases sólidas, e não ilusórias, entre os países com lugar de destaque. (Págs. 1 Espaço Aberto A2)
Notas e informações
O aumento das contratações e da folha do governo federal é para benefício político dos partidos. (Págs. 1 e A3)
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--------------------------------------------------Valor Econômico
Manchete: Petrobras ensaia revolução tecnológica para o pré-salMinha Casa não deverá atingir meta
Depósito de débito impede inscrição na dívida ativa
No caso julgado, a 1ª Seção do STJ entendeu que o município de São Paulo não poderia inscrever o contribuinte em dívida ativa se há o depósito integral do débito discutido. Para especialistas, apesar de a decisão ser contra o município, serve de parâmetro para situações semelhantes em ações relativas aos Estados e à União. Por se tratar de recurso repetitivo, o entendimento deverá ser seguido pelos Tribunais de Justiça e TRFs do país. (Págs. 1 e E1)
NovAmérica vai vender serviços na área de cana
Roberto Rezende Barbosa, presidente da holding, que administra com dois irmãos, afirma que ainda não estabeleceu metas de movimentação para a NovAmérica Serviços. "Podemos ter grande demanda de clientes, inclusive da própria Cosan."
O grupo também atua na produção de grãos, laranja e criação de gado. Uma das metas é aumentar a colheita de laranjas, das atuais 3,5 milhões de caixas para até 7 milhões. (Págs 1 e B12)
Instrumentos de Lula para o pós-mandato
Em entrevista, Lula deixou claro que vai defender seu legado em política externa, o mais abertamente criticado pela presidente eleita, Dilma Rousseff. O instituto terá a consultoria do chanceler Celso Amorim. (Págs. 1, A6, A8 e A9)
Iata vê carência de pilotos em AL
Rossi quer florestas plantadas
Itaú reduz previsão de alta do juro
Importância emergente
Arbitragem na crise
Ideias
Dilma fez uma aposta de risco ao levar ao limite a parceria com o Congresso na formação do novo governo. (Págs. 1 e A6)
Ideias
Nível de cobertura percebida de coleta de esgoto nas metrópoles é bastante inferior aos dos demais serviços públicos. (Pág. A13)
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