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sábado, dezembro 03, 2011

EDITORIAL [In:] PARÁ. A QUEM INTERESSA A DIVISÃO ?

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Especial

As faces de um Pará desinformado

A poucos dias do plebiscito que pode dar início à criação de Carajás e Tapajós, a população de cidades do interior está completamente alheia à discussão sobre a divisão do estado



Bruno Abbud, do Pará
Zenaldo Coutinho, deputado federal (PSDB-PA) e presidente da Frente Contra Carajás: “A receita de todo o estado será dividida por três e as despesas aumentarão com assembleias, quartéis, tribunais etc. Teríamos três estados empobrecidos”

Zenaldo Coutinho, deputado federal (PSDB-PA) e presidente da Frente Contra Carajás: “A receita de todo o estado será dividida por três e as despesas aumentarão com assembleias, quartéis, tribunais etc. Teríamos três estados empobrecidos” - Fernando Cavalcanti

Com 13.000 habitantes, o município de Senador José Porfírio foi a primeira aberração que surgiu com a ideia da divisão do estado. No projeto inicial, metade da cidade ficou em território tapajoense e outra metade em área paraense.

Em 11 de dezembro, um domingo, grande parte dos moradores de Altamira, Senador José Porfírio e Anapu, no Pará, acordarão em casas abafadas de palafitas, sem rede de esgoto nem água encanada, e percorrerão ruas de terra batida até alguma escola municipal de muros mal acabados. Diante da urna eletrônica, engolirão em seco antes de decidir se optarão ou não pela divisão do estado. Essa é a realidade dos municípios que ficarão na tríplice fronteira entre Carajás, Tapajós e o chamado Pará remanescente caso vença o “sim” no plebiscito marcado para a próxima semana. A reportagem do site de VEJA visitou a região e constatou que, a poucos dias da votação, a população permanece completamente desinformada. Alguns sequer imaginam que terão de fazer uma escolha em poucos dias.

Os que sabem são movidos por um único motor que embasa tanto os votos dos eleitores pró-divisão quanto os dos que votam contra: a ausência do poder público. Quando aparecerem nas urnas as perguntas “Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?” e “Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?”, parte dos 4,8 milhões de eleitores paraenses votará “sim”, porque acredita que isso os tirará da miséria. Parte dos que votam “não” argumenta que a divisão é mais uma ideia dos políticos interessados em algo mais rentável que o bem-estar da população.

O fato é que a divisão do Pará acarretará grandes impactos, que vão desde a repartição dos recursos federais até a alteração da identidade cultural da população, passando pela necessidade de construção de novas assembleias, tribunais, palácios, quarteis, pela criação de cargos eletivos e comissionados e pela possiblidade de se aumentar a carga tributária a nível nacional. Pelo andar da carruagem, no entanto, tudo indica que a escolha dos paraenses não será baseada em argumentos racionais, mas emocionais.

“Voto para não dividir o meu Pará”, afirma Francisca de Souza Silva, uma dona-de-casa de 48 anos, cabelos longos e encaracolados, com as unhas dos pés pintadas de roxo, encostada em um dos dois sofás que compõem o mobiliário da palafita encravada no bairro da Boa Esperança, na periferia de Altamira, a 830 quilômetros de Belém. Por quê? Francisca não sabe. Seu voto é amparado em argumentos que chegaram até ela pela televisão. “Não sei quando vai ser o plebiscito nem o número que tenho que apertar na urna”, diz. Quase todos os dias, ela ouve o apresentador Odair Oliveira, da TV Altamira, comentar a divisão do estado. “Ele não explica nada, só fala que vai ter uma votação. A campanha ainda não chegou aqui”.

Francisca é o retrato perfeito do morador de Altamira, o município mais extenso do mundo, com área equivalente a três estados do Rio de Janeiro e 105.000 habitantes que ficarão no lado de Tapajós com a divisão do estado. O marido trabalha em um garimpo ilegal de ouro às margens do Rio Xingu. O filho mais velho integra a equipe de operários da usina de Belo Monte, terceira maior hidrelétrica do mundo, e, para chegar ao trabalho, percorre 40 quilômetros de terra pela rodovia Transamazônica. Quando chove, as águas dos poços artesianos que matam a sede da vizinhança e os dejetos aglomerados em fossas se transformam em um só lago, onde as crianças insistem em nadar. Não há saneamento, segurança nem educação.

“As pessoas estão saturadas de políticos por aqui”, conta Elys Araújo, 35, pedreiro. “Nunca cumprem as promessas, nunca acontece nada”. Ele acha que, talvez por isso, as discussões sobre o plebiscito não façam parte das conversas dos moradores.

“Aqui todo mundo é leigo”, afirma Francisco das Chagas da Silva, 41, vigilante de uma obra no bairro de São Domingos. “Ninguém sabe em que votar. Ninguém sabe o que pode acontecer de bom ou ruim”. O depoimento de Francisco poderia ter saído da boca de qualquer altamirense. A poucos dias do pleito, as campanhas do “sim” e do “não” continuam concentradas na capital Belém. “Aqui não chega informação”, avisa José Lucas Uchôa, 52, piloto de voadeira no Rio Xingu. Os deputados federais, Zenaldo Coutinho (PSDB), e estadual, João Salame (PPS), presidentes das frentes pró e contra Carajás, respectivamente, informaram que a campanha estava prevista para começar naquela região no início de dezembro.



Xingu ─ Enquanto a campanha não chega, os moradores do interior (35% do eleitorado paraense) permanecem reféns das ondas do rádio e das emissoras de televisão. Na beira do Xingu, por exemplo, as populações ribeirinhas recebem notícias sobre o plebiscito por meio de rádios comunitárias ─ que se limitam a anunciar a data e o local da votação ─ e pela TV Liberal, cujo dono, Rômulo Maiorana Júnior, é contra a divisão.

O resultado: quem tem 400 reais para instalar uma antena parabólica e assiste ao canal de Maiorana vota “não”. “Estava em dúvida sobre o voto, mas aí começaram a falar sobre o ‘não’ na televisão e decidi ir contra a divisão”, afirma Crisleine Pacheco do Nascimento, 25, que trabalha em uma mercearia no município de Senador José Porfírio. Além da TV, Crisleine é influenciada pela avó, Fabiana Pacheco do Nascimento, 82, que também assiste à programação. “Ninguém está vendo que quanto mais estados, mais comedores de dinheiro?”, argumenta Fabiana. “Se os paraenses aceitarem essa armação, o Pará vai ficar sem nada”.

Tapajós ─ Com 13.000 habitantes, o município de Senador José Porfírio, mais conhecido como Souzel, foi a primeira aberração que surgiu com a ideia da divisão do estado. A cidade é uma das poucas que tem sua área descontínua, dividida em duas partes pela cidade de Anapu. Em 1991, quando um grupo de parlamentares liderados pelo deputado federal Hilário Coimbra, do PTB do Pará, desenhou o mapa do estado de Tapajós, as peculiaridades de Souzel foram ignoradas. Metade da cidade ficou em território tapajoense e outra metade em área paraense. “O impasse se estendeu até o começo deste ano”, conta Cléo José Alves da Silva, secretário de Administração, Planejamento e Finanças de Souzel. Em março, o deputado Lira Maia (DEM-PA) apresentou uma proposta para integrar a área remanescente ao território de Tapajós e a questão foi solucionada – ao menos para a prefeitura.

O povo de Souzel ainda não sabe com certeza o próprio endereço, na hipótese de o estado ser dividido. Leure Câmara, 28, que trabalha operando uma máquina de xerox em uma das três avenidas que formam o centro da cidade, afirma com todas as letras: “Aqui vai ser Carajás”. Carlos André Alves de Oliveira, 29, que conserta motocicletas em Souzel, engrossa o coro dos desinformados. “Eu tinha na minha mente que Souzel ia ficar no lado do Pará. Esses dias, descobri que ia ficar no lado do Tapajós. Se me perguntarem hoje, eu não sei onde vai ficar a minha cidade”. Na dúvida, Oliveira prefere optar pelo “não”. Os decretos legislativos 136 (que propõe Carajás) e 137 (que propõe Tapajós), ambos aprovados este ano, são bem claros: se o plano der certo, Souzel fará parte do estado de Tapajós.

Carajás ─ Em Anapu, município que divide Souzel, a realidade é diferente. Graças a um comitê da campanha do “sim” instalado na principal avenida da cidade e do trabalho de divulgação de lideranças municipais, a maior parte da população sabe que está no lado que pode se transformar em Carajás e vota pela criação do estado ─ embora também não saiba explicar por que.

Em 23 de novembro, quando o radialista José Nilton da Silva, 41, usou o microfone para convocar a população de 20.000 habitantes a ligar para a rádio e dizer qual posição tomariam no dia do plebiscito, o telefone não parou de tocar. Nas primeiras cinco ligações, os cidadãos anunciaram que votariam no “sim”. Por quê? “Do jeito que está, não dá”, resumiram. “A população reclama de tudo, principalmente da saúde e da educação”, conta Nilton. “Temos só dois médicos. O salário é de 22.000 reais e mesmo assim eles não ficam aqui. Falta água e luz quase todos os dias. Carajás tem minérios, Tapajós tem cacau e Belém, que não produz nada, é que fica rica”.

Foi em Anapu que, em fevereiro de 2005, a missionária americana Dorothy Stang foi assassinada a tiros por pistoleiros. O crime ganhou as páginas de jornais do mundo inteiro. De lá para cá, a violência diminuiu. Dos dez presos que ocupam a cadeia da cidade, cinco foram condenados por abuso sexual, três por roubo e dois por tentativa de homicídio.

A precariedade dos serviços públicos, contudo, continua idêntica. Foi agravada em 13 de novembro, quando um tufão atingiu o município, arrancando árvores, derrubando postes e destelhando casas ─ 1.229 pessoas foram afetadas e houve um prejuízo de 270 000 reais só com a infraestrutura pública. Em novembro, Anapu recebeu 397 975 reais do Fundo de Participação dos Municípios, repasse federal determinado pela Constituição. Só a folha de pagamento dos servidores consumiu 159 302 reais.

De acordo com Sandra Xavier, 38, chefe de gabinete da prefeitura e braço-direito do prefeito Francisco de Assis Souza, o Chiquinho do PT, a divisão do Pará resolveria a escassez de recursos. “A região metropolitana consome muito dos recursos estaduais e federais”, diz. “Queremos Carajás simplesmente porque precisamos de desenvolvimento e cansamos de ser esquecidos”. Indignada com a falta de dinheiro, Sandra não se deu conta que a criação de Carajás e Tapajós exigirá a construção de novas assembleias legislativas, palácios, quarteis e tribunais, além da criação de milhares de cargos comissionados ─ infraestrutura que custará caro aos cofres públicos.

A poucos quilômetros dali, em uma palafita que repousa isolada nas margens do Rio Xingu, o seringueiro Iolando Morais Pimentel, 48, que costuma cumprimentar jacarés de cinco metros de comprimento que aparecem na porta da casa todo fim de tarde, sabe do risco que corre. “Eu voto no ‘não’ para a quantidade de políticos corruptos não aumentar”, diz. Ângela Maria, 34, moradora do bairro de palafitas em Altamira, continua em dúvida. Questionada pela reportagem em como votará, ela retrucou com outra pergunta: “Mas por que querem separar? É porque a verba vai ser grande?” Antes de pensar em dividir, o Brasil deveria pensar em informar.


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http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/as-faces-de-uma-para-desinformado
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sexta-feira, dezembro 02, 2011

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


02 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Dilma não demite Lupi e cobra explicação da Comissão de Ética

Procurador-geral elogia recomendação e até pedetistas pedem exoneração

Em vez de demitir Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, como recomendou por unanimidade a Comissão de Ética Pública da Presidência da República, a presidente Dilma Rousseff preferiu ontem mantê-lo no cargo e pedir ao colegiado detalhes do julgamento da véspera. Até pedetistas apelaram abertamente pela saída de Lupi, mas Dilma viajou para a Venezuela deixando-o na pasta. Para a oposição, a presidente desmoralizou a Comissão de Ética, cuja função é zelar pela moralidade no governo. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que Lupi cometeu crime e que a recomendação da Comissão e "extremamente relevante" do ponto de vista ético. (Págs. 1, 3 a 13 e editorial "Lupi fica e ética sai")

'Inequívoca falta de zelo'

“É inequívoca a falta de zelo na conduta do denunciado que, mesmo alertado pelos órgãos de controle, não tomou medidas para evitar as ocorrências, que hoje culminam com uma enxurrada de denúncias que abalam a administração pública federal como um todo.” (Trecho do voto da relatora da Comissão de Ética Pública, Marília Muricy. (Págs. 1 e 3)

Ricardo Noblat

Dilma jogou fora a fantasia de "faxineira ética”. Confiou que a fantasia já lhe dera o que podia. (Págs. 1 e 9)

Para analistas, Dilma agiu contra sua própria imagem. (Págs. 1 e 13)

Menos impostos para mais consumo

Governo dá incentivo para melhorar desempenho do PIB, que será perto de zero no trimestre

O governo baixou um megapacote de R$ 7 bilhões para incentivar compras neste Natal. Entre as medidas, estão a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Foi cortado o IOF em operações de crédito e PIS/Cofins para pães e massas. O anúncio acontece dias antes de o IBCE divulgar o PIB do terceiro trimestre, que será próximo de zero. Caiu também o IOF para atrair investimento estrangeiro em ações.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, veio ao Brasil mas não conseguiu dinheiro para socorrer países em crise. (Págs. 1, 29 a 31, Miriam Leitão e editorial "Atenção redobrada ao ritmo da economia")

Foto-legenda: A presidente Dilma cumprimenta Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, em Brasília.

E o Rio é BBB

A agencia Fitch concedeu nota "BBB” para a dívida de longo prazo em moeda estrangeira e local do município do Rio. Em 2010, a Moody's já havia dado grau de investimento ao Rio. (Págs. 1 e 34)

Gás tóxico faz ANP fechar poço da Chevron

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autuou a gigante americana Chevron na Bacia de Campos pela terceira vez em menos de um mês. A agenda descobriu que a empresa não avisou que havia gás sulfídrico, altamente tóxico, num dos poços em produção no Campo do Frade, o mesmo onde ocorreu vazamento de óleo no mês passado quando a empresa fazia prospecção. (Págs. 1 e 35)

Expectativa de vida sobe no Brasil: 73,5 anos

A expectativa de vida do brasileiro alcançou 73 anos, 5 meses e 24 dias em 2010 - 3 meses e 22 dias a mais que em 2009, segundo o IBGE. Ao longo de 30 anos, a esperança de vida subiu 11 anos. (Págs. 1 e 17)

Síria já está em guerra civil, diz ONU

A comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi PlIlay, disse ontem que o número de mortos na repressão Síria ultrapassa quatro mil e que o país já vive em estado de guerra civil. (Págs. 1 e 23)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Crise faz governo acelerar pacote para ativar economia

Planalto reduz impostos sobre consumo e tenta criar condições para o país voltar a crescer em 2012

Com o agravamento da crise externa e temendo forte desaceleração em 2012, o governo Dilma anunciou ontem um pacote de redução de tributos. O objetivo foi se antecipar ao PIB ruim, que será divulgado na terça, e conter o clima de desânimo.

Entre as medidas apresentadas estão a redução do IPI sobre eletrodomésticos da linha branca (fogão, geladeira, máquina de lavar), do PIS/Cofins sobre massas e do IOF em financiamentos a pessoa física e aplicações de estrangeiros na Bolsa. (Págs. 1 e Poder A4)

Foto-legenda: Chávez recebe Dilma, que foi a Caracas para cúpula latina.

Vinícius Torres Freire

Mal medidas não farão; daí a dizer que o país vai crescer a mais é loteria (Págs. 1 e Poder A6)

Produção da indústria cai na China e na zona do euro

A indústria chinesa encolheu em novembro, pela primeira vez desde 2009. O anúncio eleva temor sobre a capacidade de o principal motor econômico global manter o crescimento.

Houve retração também nos países da zona do euro. O novo presidente do Banco Central Europeu, Marlo Draghi, disse que o risco de piora do cenário aumentou e pediu um novo pacto fiscal no bloco. (Págs. 1 e Mundo A12)

Dilma diz que Lupi só fica se explicar duplo cargo público

A presidente Dilma disse ao ministro Carlos Lupi (Trabalho) que ele só ficará no cargo até a reforma ministerial se explicar o fato de ter ocupado simultaneamente cargos públicos no Rio e em Brasília, conforme a Folha revelou. Uma sindicância no Congresso vai apurar o caso.

A recomendação de exoneração, decidida pela Comissão de Ética Pública em prazo recorde de sete dias, contrariou Dilma. (Págs. 1 e Poder A8)

Esporte

Embaixador da Copa, Ronaldo diz não haver conflito de interesse. (Págs. 1 e D3)

Foto-legenda: Ricardo Teixeira, da CBF, e Ronaldo em evento no Rio.

Expectativa de vida do brasileiro atinge quase 73 anos e meio (Págs. 1 e Cotidiano C6)


Comissária da ONU diz que Síria vive guerra civil

A ONU elevou de 3.500 para 4.000 a estimativa de mortos em confrontos na Síria desde março. Navi Pillay, alta comissária do órgão para Direitos Humanos, afirmou que o país entrou em estado de guerra civil.

EUA e União Europeia reforçaram as sanções impostas ao governo do ditador Bashar Assad. (Págs. 1 e Mundo A14)

Em MG, deputados votam em sessão mesmo ausentes (Págs. 1 e Poder A11)

Em MG, deputados votam em sessão mesmo ausentes (Págs. 1 e Poder A11)


Editoriais

Leia "Fim da linha", sobre o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e
"Volta ao passado". acerca de projeto que exige diploma específico para jornalistas. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma desafia Comissão de Ética e Lupi é mantido

Presidente se sentiu afrontada, cobra explicações e tenta ganhar tempo para restabelecer sua autoridade

A presidente Dilma Rousseff desmoralizou ontem a Comissão de Ética Pública da Presidência ao não aceitar de pronto a recomendação, feita anteontem, de demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, suspeito de irregularidades. Irritada com a “faca no pescoço”, Dilma desafiou o colegiado a demonstrar as razões que embasaram a decisão e abriu crise com o órgão do Planalto incumbido de avaliar casos envolvendo integrantes do governo. Ao garantir sobrevida a Lupi, a presidente, segundo assessores, ganha tempo para restabelecer sua autoridade e preparar a mudança no Trabalho, em poder do PDT, mas cobiçado pelo PT. A cúpula pedetista avalia que a insistência de Lupi, que ontem deu explicações a Dilma, em se manter no cargo está atrapalhando os planos do partido. (Págs. 1 e Nacional A6)

Roberto Gurgel
Procurador-Geral

A manifestação da Comissão de Ética é extremamente relevante" (Pág. 1)

Dora Kramer
A mansidão da leoa

Lupi não pode mais dirigir um carrinho de mão que seja na administração pública. (Págs. 1 e Nacional A6)

TCU: 24 obras da Copa sem licitação

A pouco mais de dois anos e meio da Copa, o Tribunal de Contas da União divulgou ontem um relatório apontando que apenas 8 dos 49 projetos de obras de transporte nas 12 cidades-sede tiveram contratos assinados e 24 nem lançaram licitação. A área de mobilidade urbana exigirá a maior fatia de investimentos da União e é a que mais preocupa. O documento cita entre as obras que não saíram do papel o VLT de Cuiabá. (Págs. 1 e Nacional A10)

Foto-legenda: O novo escudo de Ricardo Teixeira

Em sua apresentação como dirigente da Copa, Ronaldo disse que assume "compromisso com o povo" e, sobre prioridades, que "Copa não se faz com hospital". Ele admitiu desconhecer as atribuições do cargo. (Págs. 1 e Esportes E4)

Governo corta impostos para elevar consumo

Na primeira ação coordenada semelhante à da crise de 2008, o governo anunciou ontem pacote de bondades em que abre mão de R$ 7,56 bilhões em impostos para incentivar o consumo de produtos que vão de macarrão a geladeiras, muitas vezes via crédito. O esforço é para que a economia cresça 5% no próximo ano, bem acima das previsões mais otimistas do mercado. “Temos arsenal grande", disse o ministro Guido Mantega (Fazenda). A lista de incentivos começa com eletrodomésticos, que devem ficar 10% mais baratos. (Págs. 1 e Economia B1)

Varejo reduz preços

Representantes do varejo e da indústria traçaram prognósticos de aumento das vendas em até 15% e redução dos preços acima de 10%. (Págs. 1 e Economia B4)

Em busca de dinheiro, FMI ouve exigências

Em reunião em Brasília com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a presidente Dilma Rousseff reforçou a disposição do País de emprestar dinheiro ao Fundo, desde que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ganhem mais poderes na entidade. Christine Lagarde fez elogios ao Brasil e disse que pedirá aos EUA e países europeus que apoiem a proposta. (Págs. 1 e Economia B8)


Chevron será multada por gás clandestino

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) flagrou a petroleira americana Chevron produzindo clandestinamente gás sulfídrico em um dos 11 poços que explora no Campo de Frade, no litoral do Rio. Foi aberto processo contra a companhia, que deve ser multada. A produção desse gás exige avaliações de risco não realizadas pela empresa. (Págs. 1 e Vida A23)


Para a ONU, Síria já vive guerra civil

Navi Pillay, alta comissária de Direitos Humanos da ONU, concluiu que, após mais de 4 mil mortes na Síria, a cúpula do regime de Bashar Assad deve ir a julgamento no Tribunal Penal Internacional. (Págs. 1 e Internacional A17)


Notas & Informações

Dilma fraquejou

Sem medo do ridículo, Dilma fez saber que resolveu aguardar novas explicações de Lupi. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Preços caem até 20% após pacote de Dilma

Governo anuncia medidas para aumentar o crédito e incentivar o consumo no Natal. Comércio age com rapidez e reduz o valor dos eletrodomésticos

Para exorcizar o fantasma da estagnação econômica, sustentar o PIB em 2012 e segurar a inflação, o Palácio do Planalto deu sinal verde à onda de consumo neste fim de ano. Além de facilitar o acesso e baratear os financiamentos, o governo reduziu impostos de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e até do pão e das massas. A União deixará de arrecadar R$ 7,6 bilhões. (Págs. 1 e 9 a 11)


Foto-legenda: Quero um avalista

Em busca de dinheiro para salvar os países europeus em crise, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, esteve ontem com a presidente Dilma Rousseff, mas saiu de mãos vazias. (Págs. 1 e 11)


Reajuste para servidor abala a economia, avisa Mantega

O ministro da Fazenda diz que os pedidos de aumento para funcionários dos Três Poderes são uma ameaça à estabilidade das finanças do país. Para ele, é preciso conter o aumento das despesas internas. (Págs. 1 e 13)


Contra o caos aéreo, só papel

Uma cartilha para os passageiros é a principal medida preparada pelo governo para evitar o apagão nos aeroportos. (Págs. 1 e 13)

Crise no trabalho: Lupi cada vez mais isolado no Planalto

Ministro continua no cargo, apesar de a Comissão de Ética Pública votar pelo afastamento, mas vê o espaço político minguar. Lupi tem planos de escrever duas cartas. A primeira é a peça de defesa a ser entregue aos conselheiros do Planalto. A segunda, o pedido de demissão à presidente Dilma. (Págs. 1, 2 e 3)


Abono para o deputado viajar bem

Marco Maia aumenta em 10% a cota de viagem aos parlamentares em missão oficial para o Parlasul. Medida beneficia 27 deputados. (Págs. 1 e 4)


Bola fora, Ronaldo

Fenômeno assume cargo no Comitê Organizador do Mundial e solta a pérola: “Não se faz Copa com hospitais”. (Págs. 1 e Super Esportes, 8 e 9)


Desafio de um país maduro

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 73,48 anos e impõe maior preocupação com a aposentadoria. (Págs. 1 e 7)


Faculdades do DF sem 142 vagas

Quatro instituições de ensino superior terão de reduzir oferta em cursos na área de saúde, por ordem do MEC. (Págs. 1 e 8)



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Valor Econômico


Manchete: Governo lança pacote de estímulo de baixo impacto

Os varejistas agiram rapidamente. Cerca de três horas após o governo anunciar a redução do IPI para geladeiras, fogões e máquinas de lavar, o Walmart colocou em seu site uma promoção de eletrodomésticos com 10% de desconto. Até o início da noite de ontem, grandes redes como Magazine Luiza, Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Carrefour e Fast Shop já tinham atualizado seus sites com descontos de até 18%.

As redes de varejo acreditam que a redução do IPI e o corte nos juros podem provocar um efeito psicológico positivo nas vendas de fim de ano, como ocorreu em 2009. Mas o pacote de medidas não foi recebido com tanto entusiasmo por economistas. Eles observam que em 2009 os efeitos da crise internacional eram muito fortes internamente e o consumo de bens duráveis havia desabado. Agora, a demanda não está reprimida e a ação do governo foi mais preventiva. (Págs. 1, A2, A3, C1 e C10)


O carro do futuro "made in Japan"

No modelo do carro do futuro desenhado pela indústria japonesa nenhum motorista terá de se preocupar em encontrar uma vaga para estacionar. Por meio de comandos acionados pelo celular, o próprio carro se encarregará de achar um local. A conectividade do automóvel passou a ocupar mais espaço nos projetos das montadoras. Daqui para a frente, os desenhistas e engenheiros terão, cada vez mais, de cuidar não apenas da concepção do veículo como também atentar para o planejamento das moradias, garagens, rodovias e cidades.

O debate muda o formato das feiras de automóveis. No Tóquio Motor Show, o carro continua a ser o protagonista, mas o espaço não é mais só seu. O salão inclui proposta de moradia e de estacionamentos. Duas montadoras - Mitsubishi e Nissan - invadiram a área de construção, arquitetura e até decoração ao apresentar conceitos de casas que interagem com o automóvel.(Págs. 1 e B9)


Chefia da ANP abre disputa política

Está em curso uma disputa entre várias correntes políticas para indicar o próximo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O cargo estará vago a partir de 11 de dezembro, quando termina o mandato de Haroldo Lima (PCdoB). Há indicações de que o PMDB do presidente do Senado, José Sarney, e do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, gostaria de ter no cargo o maranhense Allan Kardec Duailibe Barros Filho (PCdoB), diretor da agência desde 2009.

Na própria ANP, inclusive entre o corpo técnico, a preferência recai sobre a engenheira química Magda Chambriard, que depois de uma carreira de 22 anos na Petrobras foi para a ANP em 2002. Magda teria também a simpatia da presidente Dilma Rousseff, que a conheceu durante as negociações com a Petrobras para a capitalização de R$ 74,8 bilhões da estatal. (Págs. 1 e A6)


Aviso prévio pode custar R$ 3,7 bilhões

A nova lei do aviso prévio deve resultar em uma despesa adicional de R$ 3,7 bilhões ao ano para as empresas. O valor é equivalente a 0,5% do total da folha de salários, levando-se em conta indústria, comércio, serviços e construção civil. Com a mudança na legislação, esse período, que era de 30 dias, agora pode chegar a até 90, dependendo do tempo de permanência no emprego. O benefício é concedido em caso de demissão sem justa causa. O cálculo do impacto é da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado de São Paulo (Fecomercio).

A mudança trouxe uma série de dúvidas jurídicas e tanto empresas quanto trabalhadores não têm certeza dos parâmetros que devem ser adotados. Por exemplo, a lei instituiu um acréscimo de três dias por ano completo de serviço até o limite de 60 dias (com 21 anos de casa) aos 30 já existentes, mas há dúvida se esses dias servem apenas para calcular o valor da indenização ou se devem ser contados como tempo de serviço. Se forem considerados como tempo de serviço, incidiria sobre esse valor o 13º salário, férias, FGTS, e as empresas seriam obrigadas a recolher o INSS sobre o período. (Págs. 1, A4 e E1)


Petrobras faz licitação de R$ 2 bilhões

No dia 16, a Petrobras receberá as propostas das companhias interessadas em participar de licitação para transformar quatro petroleiros em plataformas de exploração no pré-sal, com valor estimado em US$ 500 milhões por unidade. Segundo fontes do setor, a estatal convidou 19 empresas para a disputa, mas apenas cinco deverão apresentar propostas: Keppel, Jurong, Andrade Gutierrez, Setal e Estaleiro Enseada do Paraguaçu (Odebrecht, OAS e UTC). O contrato deve ser assinado no primeiro semestre de 2012. (Págs. 1 e B1)


Água é problema na construção de parques eólicos no Nordeste

A escassez de água no sertão do sul da Bahia tem feito com que se multipliquem os poços artesianos na região. Eles estão sendo perfurados para permitir a instalação de torres geradoras de energia eólica. Cada torre exige entre 40 mil e 60 mil litros de água para a preparação da base de concreto.

Só na primeira fase da instalação dos parques eólicos, que termina em junho, 180 torres serão erguidas pela Renova Energia nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã. Nos próximos anos, novos parques serão construídos pela empresa e pela Iberdrola. (Págs. 1 e B8)

Guerra aos clones na União Europeia ameaça os exportadores de gado (Págs. 1 e B12)




Crise e corrupção

Itália e Grécia, dois dos países mais afetados pela crise na Europa, são os mais corruptos do continente, segundo ranking da ONG Transparência Internacional, na 69ª e 80ª posições. O Brasil aparece no 73º lugar. (Págs. 1 e Al3)


Pobreza ainda resiste no Sul

Apesar de ostentar bons índices de desenvolvimento, a Região Sul ainda abriga 716 mil pessoas em condições de pobreza extrema - renda pessoal de até R$ 70/mês-, equivalentes a 2,6% da população local. (Págs. 1 e Al6)


Avanço dos supérfluos

As famílias das classes D e E foram as principais responsáveis pelo aumento do consumo no terceiro trimestre. Seu perfil de compras, focado em alimentos e bebidas, agora abre mais espaço para produtos de higiene, beleza e limpeza. (Págs. 1 e B4)

"Concordata" no aluguel de carros

O grupo Dallas, maior empresa de aluguel de carros do Brasil, onde atua há quase duas décadas com bandeiras Avis e Budget, pediu recuperação judicial. As dívidas somam aproximadamente R$ 380 milhões. (Págs. 1 e B5)


Oportunidades perdidas

Levantamento do Sebrae-SP com 600 micro e pequenas empresas da Baixada Santista com potencial para se tornarem fornecedoras da cadeia do petróleo mostra que apenas 14% delas buscam informações sobre oportunidades no setor. (Págs. 1 e B7)


Freada de usinas afeta fabricantes

Com a falta de matéria-prima e a ociosidade nas usinas, as fabricantes de equipamentos para o setor sucroalcooleiro enfrentam em 2011 o terceiro ano consecutivo de mercado retraído. E a previsão para 2012 também é de dificuldades. (Págs. 1 e B14)

Ideias

Maria Cristina Fernandes

Tão equivocado quanto apostar no Código Florestal como filho do consenso é esperar que o veto virá pelo Twitter. (Págs. 1 e A10)


Ideias

Martin Feldstein

Uma transferência formal de soberania só iria aumentar as tensões existentes entre a Alemanha e os demais países do euro. (Págs. 1 e A15)


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quinta-feira, dezembro 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] BALAIO DE GATOS (Eu sou um negro gato de arrepiar...) *

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(*) Negro gato. Roberto Carlos.

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PRÊMIO FCW/PAULO VANZOLINI [in:] ''VOLTA POR CIMA..."

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Paulo Vanzolini é um dos vencedores da nona edição do Prêmio FCW

Por Valor Econômico



SÃO PAULO – Jorge Kalil (Ciência), Miguel Srougi (Medicina) e Paulo Vanzolini (Cultura) são os vencedores da nona edição do Prêmio FCW Ciência, Cultura e Medicina. Cada um receberá um prêmio de R$ 300 mil, e a cerimônia de entrega vai acontecer no dia 25 de junho de 2012 na Sala São Paulo.

O júri, composto por membros de dez instituições parceiras da premiação, como a Academia Brasileira de Letras (ABL) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), escolheu os vencedores nos últimos dias 24 e 25.

Jorge Kalil é diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP e diretor do Instituto Butantan. Miguel Srougi é professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da USP. Especialista em câncer de próstata, Srougi foi chamado neste ano para uma reunião sobre a doença do presidente venezuelano Hugo Chávez, com diplomatas do país. Já Paulo Emilio Vanzolini, 87, é zoólogo e compositor de sucessos como “Ronda” e “Volta por Cima”.

A Fundação Conrado Wessel foi criada em 1994 na ocasião da morte do fotógrafo Ubaldo Augusto. Em seu testamento, Augusto pedia a criação de uma fundação voltada para a filantropia, fomento e apoio às atividades artísticas e científicas do Brasil.

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ECONOMIA/TEORIA ECONÔMICA [In:] O RETORNO (TRIUNFANTE) DE SCHUMPETER !

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O ano do dragão

Por Roberto Luis Troster


O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.

O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.

A economia brasileira vai começar o período andando de lado, com o crescimento voltando no segundo trimestre

Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.

Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.

No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.

A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.

Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.

A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.

O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.

A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.

Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).

No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!

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Roberto Luis Troster, consultor e doutor em economia pela USP, foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP, Mackenzie e PUC-SP. E-mail: robertotroster@uol.com.br

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DESENVOLVIMENTO vs. ''BRIC'' [In:] ''QUO VADIS"

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Dez anos de novos Bric para o mundo

Autor(es): Jim O'Neill
Valor Econômico - 01/12/2011

Há dez anos publiquei relatório intitulado "O Mundo Precisa de Melhores Brics Econômicos" (brics soa como "tijolos" em inglês), quando lancei pela primeira vez o acrônimo que usei para descrever o provável alto crescimento que Brasil, Rússia, Índia e China alcançariam. Está claro agora que a expansão desses quatro países foi ainda mais forte. Os Bric tornaram-se um nome familiar tanto na esfera cultural como de negócios, além de ter resultado na criação de um grupo político.

O décimo aniversário coincide com preocupações terríveis quanto à economia mundial, especialmente para os países mais desenvolvidos. Continuo otimista de que à medida que os quatro gigantes emergentes, e mais alguns, continuarem se expandindo em tamanho e riqueza, sua prosperidade não apenas fortalecerá seu papel no mundo, mas também dará a chance de um futuro melhor às economias que atualmente se deparam com mais desafios pela frente. A ascensão em andamento dos Bric será boa para esses países e para o resto de nós. Além disso, seu crescimento ao longo dos últimos dez anos sugere que, enfim, poderemos ver algumas melhoras consideráveis que deem mais eficiência à formulação mundial de políticas e a suas instituições.

Meu estudo de 2001 tinha três mensagens principais.

Primeira, mostrei que se Brasil, Rússia, Índia e China continuassem com seus altos índices de crescimento, passariam a representar uma parte muito maior da economia mundial em 2010. No cenário mais otimista que contemplei, indiquei que sua participação combinada do Produto Interno Bruto (PIB) mundial subiria de aproximadamente 8% para, talvez, 14%. No fim deste ano, provavelmente a porcentagem girará em torno a 20%, com o PIB tendo aumentado de cerca de US$ 3 trilhões para provavelmente pouco mais de US$ 13 trilhões. Isso representa cerca de um terço do aumento total do PIB nominal mundial dos últimos dez anos.

O crescimento real dos Bric, em torno a 8%, ajudou a levar a média mundial para 3,5%, apesar dos imensos problemas vistos em 2001-2002, 2008 e, é claro, desde então. Se não tivesse sido pelos Bric, o crescimento mundial teria ficado mais próximo à decepcionante média de 1,6% verificada no chamado mundo desenvolvido. Como muitas vezes comento, o aumento combinado, de US$ 10 trilhões, na prática, criou o equivalente a seis ou sete vezes o que era o Reino Unido em 2001 ou, de fato, o equivalente a toda uma economia dos Estados Unidos.

Ao olharmos para o futuro, nos próximos dez anos, os quatro países provavelmente verão desaceleração em seus índices de crescimento, mas sua participação no PIB mundial quase certamente aumentará. A China parece encaminhada a crescer de 7% a 8%, já que terá de enfrentar vários desafios, mas a Índia pode ter aceleração e por fim atingir taxas de crescimento no estilo chinês, especialmente se persistir em seu recém-descoberto zelo por reformas, como a importante decisão de dar boas vindas ao controle majoritário estrangeiro em empresas do setor de varejo. Em poucos anos, o PIB nominal combinado dos quatro países superará tanto o dos Estados Unidos como o da Europa.

Com base em seu provável crescimento, a segunda parte de meu relatório de 2001 argumentava que os Bric precisavam assumir papel mais central na formulação mundial de políticas econômicas. Eles continuaram excluídos por muitos anos, o que os levou a promover seus encontros políticos conjuntos anuais. Na verdade, foi necessária uma crise total como a de 2008, para os países avançados finalmente perceberem a importância central dos Bric para a economia mundial moderna, sendo que a decisão de colocar o G-20 no centro da formulação política global foi basicamente uma iniciativa para incluir os Bric. Em 2001, argumentei que cada um dos Bric deveria juntar-se aos EUA, Japão, região do euro e talvez Canadá e Reino Unido para formar algum novo "G", talvez um G-9 ou um novo G-7, se Reino Unido e Canadá ficassem excluídos.

A terceira ideia no relatório de 2001 indicava que, tendo em vista sua moeda comum, França, Itália e Alemanha deveriam abandonar sua representação nacional nos órgãos mundiais e no G-7, permitindo uma governança global muito mais eficiente. Que melhor forma de demonstrar seu verdadeiro compromisso com a União Monetária Europeia (UME) do que um passo tão firme de verdadeira liderança? Nos anos subsequentes, como percebemos recentemente, tal liderança firme da UME não marcou presença. Quem sabe, a escala da crise que se desdobra atualmente leve os líderes europeus a dar passos mais ousados.

Enquanto isso, à medida que os países do Bric continuem a ver sua sorte melhorar, proporcionarão mais e mais oportunidades para que o resto de nós aprimore seus padrões de vida e prosperidade. De fato, para que o mundo continue crescendo frente aos desafios que se apresentam a muitas economias desenvolvidas, precisamos da argamassa econômica dos Bric, algo que, por sorte, eles têm de sobra.

Jim O"Neill é presidente do Goldman Sachs Asset Management.

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POBREZA/UNICEF [In:] ''CADÊ'' O CRIANÇA COMO E$PERANÇA ?

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Jovens e miseráveis

O país jovem dos meninos miseráveis


Autor(es): Larissa Leite
Correio Braziliense - 01/12/2011

Cresce no Brasil o número de crianças vivendo em famílias muito pobres.


Segundo relatório da Unicef, 3,7 milhões de brasileiros com idade entre 12 e 17 anos vivem em situação de extrema pobrezaNotíciaGráfico

No Brasil, a pobreza e a miséria têm rosto de criança e adolescente. É o que constatou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em relatório divulgado ontem. A partir de dados oficiais, a entidade chegou à conclusão que houve uma piora no indicador entre brasileiros de 12 a 17 anos: de 2004 a 2009, o percentual de adolescentes vivendo em famílias extremamente pobres cresceu de 16,3% para 17,6%, o que representa 3,7 milhões de pessoas. Na população em geral, ao contrário, o percentual de extrema pobreza — renda per capita inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 128,50) — diminuiu de 12,4% para 11,9% no mesmo período.

"O problema não é o adolescente, e sim a violação constante dos seus direitos. (...) O principal desafio é quebrar o ciclo infernal da pobreza", avalia a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. A situação fica ainda mais alarmante se levarmos em conta que o país vive o ápice da juventude. O Brasil nunca teve e não voltará a ter tão grande população de adolescentes na sua história, segundo o Unicef — são 21 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população brasileira.

Gente como Tatiane Correa, 15 anos, que mora com os pais e três irmãos no Varjão (DF). A estudante e a família sobrevivem com uma renda de R$ 700 e limitações que vão além da questão financeira. "Até comprei uma bicicleta, mas eles só andam aqui perto e têm hora para voltar", diz Michele Correa, 33 anos. A mãe dos adolescentes tenta mantê-los por perto, longe da droga e da violência.

De acordo com o relatório do Unicef, os jovens que moram nas comunidades populares dos grandes centros urbanos enfrentam mais um cotidiano marcado por dificuldades. São quase 6 milhões vivendo nas 10 maiores regiões metropolitanas do país, incluindo o DF. Entre eles, cerca de um terço é pobre ou muito pobre. "Eles acham que a juventude está perdida e nos deixam de lado", queixa-se Tatiane Correa. O irmão mais novo, Ricardo,13 anos, se apega a um sonho para mudar a realidade em que vive: ser jogador de futebol.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes, o aumento de adolescentes na extrema pobreza pode ser explicado pelo crescimento populacional. "O efeito demográfico fez com que uma faixa muito numerosa da população aumentasse o grupo de adolescentes. Mas essa massa populacional aumentou sem alteração da massa de rendimentos, que só vai mudar com a inserção no mercado de trabalho." A pasta tem o objetivo de retirar 16,2 milhões de brasileiros da extrema pobreza até 2014 por meio do Plano Brasil sem Miséria.

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GOVERNO DILMA/CARLOS LUPI [In:] DEMISSÃO OU DEMISSÃO !

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COMISSÃO DA PRESIDÊNCIA PEDE A DEMISSÃO DE LUPI

COMISSÃO DE ÉTICA PEDE CABEÇA DE LUPI


Autor(es): » GUILHERME AMADO » DENISE ROTHENBURG
Correio Braziliense - 01/12/2011

Integrantes do Conselho de Ética Pública recomendam à presidente Dilma Rousseff que exonere o ministro do Trabalho. Por unanimidade, eles consideraram insatisfatórias as explicações do pedetista sobre as denúncias de corrupção.

Em decisão unânime, conselheiros avaliam que o ministro não respondeu satisfatoriamente às denúncias NotíciaGráfico

A Comissão de Ética Pública recomendou ontem à presidente Dilma Rousseff que exonere o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A orientação foi unânime, depois de cinco horas de reunião dos seis conselheiros, no Palácio do Planalto. À tarde, ainda durante o encontro, o colegiado informou à assessoria de Dilma sobre a recomendação. No início da noite, o grupo enviou ao gabinete presidencial ofício com a indicação. Antes de deixar o Palácio, por volta das 21h, a presidente, entretanto, disse que não comentaria o assunto porque não tinha recebido o documento. Mas Dilma enviou emissários ao ministro para dizer que espera a carta de demissão dele ainda hoje. O substituto será definido quando a presidente voltar da viagem à Venezuela.

No início da noite, Lupi ainda tentava se segurar. A amigos, disse que era mais uma contra ele e que iria conversar com a presidente, mas o encontro não tinha ocorrido até as 22h. No governo, há quem diga que Dilma só falará com Lupi através do Diário Oficial. Segundo o presidente da comissão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, Lupi também foi advertido formalmente. A comissão avaliou que o ministro não respondeu satisfatoriamente às denúncias publicadas pela imprensa, especialmente as que se referem a irregularidades em convênios firmados pela pasta.

Três denúncias foram citadas pela comissão como determinantes para a recomendação de exoneração: a acusação de que um assessor de Lupi, Anderson Alexandre dos Santos, cobraria propina para firmar convênios, o suposto envolvimento de duas ONGs na emissão de notas frias para o Ministério do Trabalho e a existência de 20 inquéritos da Polícia Federal para apurar desvios protagonizados por ONGs. "São fatos de um mês para cá e explicações não satisfatórias a juízo da comissão. (...) Ele se defendeu e a comissão entendeu que ele não tinha explicado sobre toda a base das acusações, que era a série de convênios irregulares firmadas com pessoas de seu partido", explicou Pertence.

Sem se referir explicitamente a nenhum episódio, Pertence afirmou ainda que a Comissão também reprovou as declarações dadas por Lupi durante a crise "A própria resposta (dada por Lupi) no Congresso Nacional e para a imprensa, é inconveniente a um ministro de Estado", defendeu. Em entrevista na sede do PDT, Carlos Lupi afirmou que só deixaria o cargo "abatido à bala". Dias depois, em depoimento no Senado, negou ter viajado em um jatinho alugado pela ONG Pró-Cerrado. Dias depois, após a publicação de imagens em que o ministro aparece próximo ao presidente da ONG e ao avião, Lupi voltou atrás e disse ter se enganado.

Segundo a relatora do caso na Comissão, professora Marília Muricy, a punição foi a mais grave que o colegiado poderia tomar contra Carlos Lupi. Embora tenha sido a primeira recomendação para exoneração de um ministro, não foi a primeira decisão da comissão contra Lupi. Em dezembro de 2007, os conselheiros afirmaram que era incompatível o acúmulo do cargo de ministro com a presidência do PDT. Diante do impasse, Lupi optou por deixar a presidência do partido. Sepúlveda Pertence informou ainda que a comissão não abriu nenhum processo em relação ao ministro das Cidades, Mário Negromonte. As denúncias feitas contra o ex-ministro do Esporte Orlando Silva ainda estão à espera de resposta do acusado.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


01 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Comissão de Ética quer saída de Lupi, e Dilma pede calma

Decisão de órgão da Presidência é inédita e foi adotada por unanimidade

Após analisar as explicações do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre a série de denúncias de irregularidades em sua pasta, os sete conselheiros da Comissão de Ética Pública da Presidência tomaram ontem uma decisão unânime e inédita: recomendar à presidente Dilma Rousseff que o exonere do cargo. Ao explicar as razões, o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, afirmou que Lupi deu respostas insatisfatórias e inconvenientes sobre os casos de supostos convênios irregulares com ONGs firmados com pessoas ligadas ao PDT, partido do ministro. A presidente Dilma, que hoje embarca para a Venezuela, reuniu-se ontem com assessores para analisar a situação de Lupi, mas, a interlocutores, disse que agirá sem pressa e sem pressão. (Págs. 1 e 3)


A encruzilhada europeia: BCs se unem para salvar o euro

Bancos vão injetar dinheiro nos mercados. Bolsas disparam e sobem até 4,98%. Dólar cai

Em ação coordenada não vista desde o estouro da crise global, em 2008, seis bancos centrais, entre eles os de EUA, Europa e Japão, se uniram para conter o agravamento da crise da dívida na zona do euro. Eles anunciaram corte nas taxas de financiamento, para injetar dinheiro nos mercados. O anúncio, aliado a notícia de que a China aliviou o crédito bancário, fez as Bolsas dispararem. Em Nova York, a alta foi de 4,24%; e em Frankfurt, 4,98%. A Bovespa subiu 2,85%, e o dólar caiu para R$ 1,813. (Págs. 1, 25 e Miriam Leitão)

Foto legenda: Crise social desfila em Londres

Na maior greve em 30 anos no Reino Unido, manifestantes criticam cortes. (Págs. 1 e 26)


Me dá um dinheiro aí

Com o Brasil agora credor do FMI, a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, chega hoje ao país para conversas com a presidente Dilma e o ministro Mantega. Ela pedirá ajuda para combater a crise do euro. (Págs. 1 e 28)


Copom reduz juros em 0,5 ponto, agora para 11% (Págs. 1 e 27)


Após Reino Unido, Europa retalia Irã

O governo britânico culpou o regime iraniano pelo ataque a seus complexos diplomáticos em Teerã e retirou todos os funcionários do Irã, dando dois dias para o país fazer o mesmo no Reino Unido. França, Alemanha e Holanda convocaram seus embaixadores, e a Noruega fechou a representação em Teerã. Novas sanções são esperadas hoje. (Págs. 1 e 35)


Turquia vai impor sanções à Síria

O governo turco anunciou sanções contra a Síria, suspendendo comércio bilateral de US$ 2,5 bilhões; 57 países muçulmanos pediram o fim da violência. (Págs. 1 e 36)


TPI, em Haia, julga pela 1ª vez um ex-chefe de Estado (Págs. 1 e 37)


A nova família brasileira

Entre os brasileiros, o casamento é cada vez mais curto, o número de divórcios bate recorde, mas, ainda assim, muitos optam por uma segunda união. A guarda compartilhada de filhos mais que dobrou, segundo o Registro Civil do IBGE. (Págs. 1, 15 e 16)

Unicef: taxa de homicídios entre jovens é o dobro da média nacional. (Págs. 1 e 10)


A agência que não regula bem

Com salários de R$ 12.900, os conselheiros da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte, que deveriam inspecionar o serviço da Barcas S/A, decidiram em maio não punir a Supervia porque a visita dos fiscais à empresa não tinha sido agendada. (Págs. 1, 17 e editorial "Barcas precisam entrar no rumo")


TV: 'Pais é que decidem o que filhos veem'

O relator José Antonio Toffoli e mais três ministros do STF consideraram que não cabe ao Estado decidir o que as pessoas devem ou não ver na televisão. Pedido de vista adiou decisão. (Págs. 1 e 9)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Lupi acumulou cargos ilegalmente

Ministro recebia salários do Congresso e da Prefeitura do Rio, o que é proibido; ele diz que, se for ilegal, devolverá o dinheiro

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), ocupou simultaneamente, entre dezembro de 2000 e novembro de 2005, cargos de assessor na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio, informam Fernando Mello e Andreza Matais.


Enquanto era assessor-fantasma do PDT em Brasília, como a Folha revelou, Lupi assessorava no Rio o então vereador Sami Jorge (PDT). A lei proíbe o acúmulo remunerado de funções. (Págs. 1 e Poder A4)

Comissão de Ética sugere a Dilma que exonere ministro

A Comissão de Ética Pública recomendou à presidente Dilma a exoneração de Carlos Lupi (Trabalho). A decisão é inédita e torna mais delicada a situação do ministro, alvo de acusações de ilegalidades na pasta.

Dilma deve avaliar o caso hoje e pode decidir trocá-lo interinamente pelo numero 2 do ministério. (Págs. 1 e Poder A6)

Foto-legenda: Antimordida

Químicos, bancários e metalúrgicos do ABC paulista param a marginal da via Anchieta contra a cobrança de IR sobre a participação no lucro das empresas; estudo aponta que arrecadação com o imposto atinge R$ 1,8 bilhão. (Págs. 1 e Mercado B5)


BCs baixam juros para salvar bancos europeus

Seis bancos centrais internacionais anunciaram medida conjunta para aumentar a oferta de dólares no sistema bancário europeu e frear os efeitos da falta de crédito do mercado.

A ação, coordenada pelo Fed (o BC americano) com Reino Unido, Suíça, Canadá, Japão e BC Europeu, reduziu em 0,5 ponto percentual o custo de empréstimos em dólares entre eles. (Págs. 1 e Mundo A14)

Vinícius Torres Freire

Doença é grave, e a contaminação ainda continua. (Págs. 1 e Mercado B4)

Ano letivo ainda não começou em escola de Manaus

Devido a obras em 38 escolas municipais e uma estadual de Manaus (AM), cerca de 23,5 mil alunos iniciaram as aulas de 2011 com ao menos seis meses de atraso. Em uma delas, as aulas ainda nem começaram, e nas mais atrasadas elas só serão normalizadas em 2014.

Para a secretaria municipal, o atraso não trará ônus aos estudantes. (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Foto-legenda: Francisca Sena com a filha Ilana, 13, aluna da escola municipal cujas aulas começaram apenas na segunda passada.

Banco Central corta mais 0,5 ponto e taxa cai a 11% no país

Pela terceira vez consecutiva, o Banco Central reduziu em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, que caiu para 11% ao ano. O anúncio reafirma estratégia para conter a inflação e atenuar o impacto da crise externa na economia do país.

A taxa serve de base para instituições financeiras definirem quanto cobram em seus empréstimos. Na prática, o consumidor paga juros reais maiores. (Págs. 1 e Poder A10)

Cotidiano: Divórcio cresce 37% em 2010 e bate recorde, diz o IBGE (Págs. 1 e C8)



Governo britânico fecha embaixada do Irã em Londres (Págs. 1 e Mundo A20)


Editoriais

Leia "Nova medida", sobre a mudança no cálculo do índice oficial de inflação, e "Praias sujas", acerca da poluição no litoral de São Paulo e do Rio. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Comissão de Ética pede a Dilma que demita Lupi

Pela primeira vez, grupo que assessora a Presidência recomenda exoneração de ministro sob suspeita

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República sugeriu ontem a exoneração de Carlos Lupi do cargo de ministro do Trabalho. É a primeira vez que a comissão toma esse tipo de decisão. Lupi é suspeito de irregularidades envolvendo convênios firmados pela pasta com ONGs, muitas delas ligadas a integrantes do PDT, partido do ministro. De acordo com a comissão, casos de cobrança de propina no ministério não foram esclarecidos. Para os conselheiros, Lupi deu explicações insatisfatórias sobre as acusações, e suas respostas ao Congresso e à imprensa foram consideradas "inconvenientes", segundo Sepúlveda Pertence, presidente do órgão. Lupi já estava na lista de ministros que serão trocados na reforma programada para o início do ano que vem, e a recomendação da comissão deve apressar sua saída. (Págs. 1 e Nacional A4)

Negromonte sofre revés

Aliados do governo aprovaram requerimento convidando o ministro Mário Negromonte (Cidades) para depor na Câmara sobre fraude em projeto de transporte para a Copa.
(Págs. 1 e Nacional A4)

Foto-legenda: O terminal

Obras no Terminal Remoto do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que será inaugurado no dia 20, às vésperas das viagens de fim de ano; a capacidade anual de passageiros passará de 20,5 milhões para 26 milhões. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)


Para estimular crédito, juro cai e governo fará pacote

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu ontem o juro básico da economia em 0,5 ponto porcentual, levando a taxa a l1%. A queda foi motivada pela desaceleração da economia, cujos sinais fizeram o governo preparar para os próximos dias medidas para estimular o crédito no País. A Fazenda vai reduzir a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de crédito feitas por pessoas físicas. Em abril, o ministério dobrou a alíquota, de 1,5% para 3%, para moderar o consumo. O governo também prepara desonerações tributárias para setores específicos, como fez na crise de 2008. Nessa linha de estímulo, o Conselho Monetário Nacional aprovou nova regra que favorece bancos pequenos e médios nas operações de venda de carteiras de crédito. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)


Acordo entre BCs alivia mercado europeu

O Fed (banco central dos EUA) oferecerá dólares a custo reduzido para que bancos centrais da Europa e do Japão evitem a quebra de instituições financeiras. A medida causou alta nas bolsas e o dólar caiu no Brasil. (Págs. 1 e Economia B8)

Nunca houve tantos divórcios

Em 2010, foram registrados 243.224 divórcios no País, entre processos judiciais e escrituras públicas - 36,8% mais do que no ano anterior, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas pelo IBGE. O recorde é atribuído à mudança na legislação, que acabou com a necessidade de separação judicial prévia e os prazos para o divórcio. Para a designer Therezinha Prado, 50 anos, que se separou em 2010, só a lei não explica o aumento. “As pessoas estão cada vez mais egoístas", diz. Também cresceu o número de casamentos: foram 977.620 uniões, 4,5% mais do que em 2009. (Págs. 1 e Vida A28)


Total de lares chefiados por crianças dobra

O número de lares brasileiros chefiados por crianças e adolescentes dobrou na última década, informa relatório do Unicef. Hoje, 661 mil casas são chefiadas por jovens entre 15 e 19 anos e outras 113 mil, por meninos e meninas de 10 a 14 anos. (Págs. 1 e Vida A28)


Irã é alvo de retaliação diplomática de europeus (Págs. 1 e Internacional A19)




Brasil reforça pressão contra Síria na ONU (Págs. 1 e Internacional A18)


Acidente apressa plano antivazamento de óleo (Págs. 1 e Vida A30)


Eugênio Bucci

Leitor: cliente ou produto?

O que fica claro é que, se o público não financiar diretamente com seu dinheiro a atividade da imprensa, não teremos jornalismo independente. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Veríssimo

Paixões e coerência histórica

Um historiador do futuro terá duas grandes dificuldades para entender o que se passou por aqui: explicar o amor ao Lula e explicar o ódio ao Lula. (Págs. 1 e Caderno 2, D12)


Notas & Informações

Pronto-socorro para os bancos

As autoridades monetárias têm coordenado suas ações mais prontamente que os governos. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Comissão da Presidência pede a demissão de Lupi

Integrantes do Conselho de Ética Pública recomendam à presidente Dilma Rousseff que exonere o ministro do Trabalho. Por unanimidade, eles consideraram insatisfatórias as explicações do pedetista sobre as denúncias de corrupção. (Págs. 1 e 2)


Jovens e miseráveis

Cresce no Brasil o número de crianças vivendo em famílias muito pobres. (Págs. 1 e 8)


Tecnologia da CIA com espiões do Senado

A polícia legislativa tem o mesmo programa de cruzamento de dados usado pela central de inteligência dos EUA e por outras agências de espionagem do mundo. O software custa R$ 96 mil por ano aos cofres do Congresso. (Págs. 1 e 4)


Bebês do DF protegidos contra a AIDS

No Dia Mundial de luta contra a doença, uma boa notícia: a diagnóstico precoce do HIV impediu que 60% das gestantes contaminadas transmitissem o vírus. (Págs. 1, 26 e Visão do Correio, 18)


A cada três casamentos, um divórcio

Dados do IBGE de 2010 revelam que o número de separações e maior do que no ano anterior. Além disso, os casais ficam juntos por menos tempo. No DF, a duração dos relacionamentos é menor do que a média nacional. (Págs. 1 e 10)


Natal terá crédito mais farto

O governo vai aumentar a oferta de dinheiro e incentivar o consumo. Um dos instrumentos poderá ser a redução da alíquota do imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3% para 1,5%. O Banco Central derrubou a taxa de juros para 11% ao ano. (Págs. 1 e 11 a 13)


Crise Global: Ação de bancos centrais para evitar quebradeira geral eleva bolsas (Págs. 1 e 14 a 16)



Nações europeias se unem e aumentam ameaça ao Irã. A briga deve piorar (Págs. 1 e 20)


Tragédias e mortes: a sina da BR-020

Nos primeiros sete meses do ano, 20 pessoas perderam a vida na rodovia. Ontem, mais três morreram após o carro em que viajavam bater de frente em dois veículos, entre eles um caminhão. (Págs. 1 e 27)

Foto-legenda: A hora do PAS

Ângelo, Carolina e Bruna fazem neste fim de semana as provas do Programa de Avaliação Seriada da UnB, mas já reduziram o ritmo dos estudos. A ordem é relaxar e se concentrar no conteúdo aprendido nas aulas. Este ano haverá mudanças na distribuição das questões na avaliação. (Págs. 1 e 29)

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Valor Econômico


Manchete: Crise do euro se agrava e BCs agem para dar liquidez a bancos europeus

Diante dos sinais evidentes de asfixia do crédito para os bancos europeus e de elevação drástica dos riscos globais, os bancos centrais da Europa, Japão, Suíça, Inglaterra e Canadá, sob liderança do Federal Reserve americano, agiram para garantir liquidez em dólares na Europa. As bolsas reagiram com altas expressivas - 4,98% em Frankfurt, 4,24% em Nova York, 2,85% em São Paulo -, embora a ação dos bancos centrais, a mesma tomada alguns meses antes da falência do banco de investimentos Lehman Brothers, indique que o nível de tensão nos mercados financeiros se aproxima do insuportável.

O Fed vai sustentar novamente o fluxo de dólares aos bancos do outro lado do Atlântico, que perderam a confiança e os recursos dos mercados de curto prazo americanos. Com o Banco Central Europeu garantindo empréstimos de liquidez cada vez maiores - € 265,5 bilhões nesta semana - o perigo no curto prazo eram as linhas em dólar, raras e de custo recorde para os bancos europeus. A ação preventiva buscou evitar quebras, ampliando o crédito em dólares, ao que tudo indica, sem limites - não há montantes previamente determinados - e reduzindo custos e garantias. (Págs. 1, C1, C2 e C8)

Entraves à mineração no país

São muitos os percalços burocráticos das empresas interessadas em investir em mineração no Brasil, como fica claro em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As investigações feitas nas regionais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia responsável pelo planejamento, concessão e fiscalização do setor, mostram uma situação crítica.

Os problemas começam com a incapacidade do órgão em administrar os pedidos de pesquisas minerais. No DNPM de Minas Gerais, até abril, havia uma fila de 3,8 mil relatórios finais de pesquisa aguardando análise técnica. Entre eles, mais de cem esperam parecer há mais de dez anos. A concessão de lavra, autorização para o aproveitamento industrial da jazida, também enfrenta dificuldades. (Págs. 1 e A4)

Eles vendem vento no Nordeste

Centenas de famílias do Sertão Nordestino, castigadas pelo clima e pelo duro trabalho na roça, começam a receber uma renda elevada - para os padrões da região - com o aluguel de terrenos de suas terras para empresas geradoras de energia eólica. Normalmente desconfiados, esses agricultores se transformaram numa espécie de vendedores de vento.

Mais de 150 mil hectares estão sendo ou já foram arrendados. Juntas, essas áreas vão abrigar cerca de quatro mil torres eólicas, com capacidade para gerar 5.400 megawatts. Cada uma delas renderá entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por ano aos proprietários dos terrenos, que assinam contratos de 25 a 35 anos. (Págs. 1 e B8)


Fundos de estatais terão de trocar LFTs

Em 90 dias, os fundos extramercados pertencentes a estatais e autarquias federais terão de se desfazer das aplicações em títulos vinculados à taxa Selic e migrar para papéis prefixados, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). A operação será coordenada pelo Tesouro e serão feitos leilões primários específicos para a troca de R$ 61,4 bilhões em Letras Financeiras do Tesouro (LFT). O principal objetivo do governo é provocar uma mudança expressiva na composição da dívida pública no primeiro trimestre de 2012. Esses fundos também foram autorizados a aplicar seus recursos na Caixa Econômica Federal, além do Banco do Brasil. (Págs. 1 e C12)


'Efeito POF' na inflação só em janeiro

O IBGE considera prematuro o debate sobre as novas ponderações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a partir dos dados divulgados segunda-feira com base na Pesquisa Nacional de Orçamento Familiar (POF) de 2008/2009. "A queda ou elevação exata só será conhecida em janeiro de 2012", disse Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE. Os dados mostram um retrato de janeiro de 2009, mas para iniciar a série baseada neles será preciso atualizar cada item ou subitem com suas respectivas variações de preços entre fevereiro de 2009 e dezembro de 2011. (Págs. 1 e A3)


Haiti tenta se mostrar viável para atrair investimentos

País mais pobre das Américas e ainda com as marcas do terremoto que o devastou em janeiro do ano passado, o Haiti prepara seu passo mais ousado: convencer o mundo de que está reaberto para os negócios e que, a despeito do histórico de conflitos políticos e sociais, pode ser uma economia viável. Nos últimos dois dias, mais de mil empresários discutiram oportunidades de negócios em Porto Príncipe, capital do país. "Achei que ia encontrar pessoas arrasadas pela tragédia", disse Wilson Quintella, da Estre, empresa brasileira de gerenciamento de resíduos. "Eles estão com a cabeça erguida". O grande atrativo é a isenção para exportação de confecções aos EUA. (Págs. 1 e A16)


Reação ao vazamento foi um exagero, segundo a Chevron

A Chevron, impedida de perfurar mais poços no Brasil e sob investigação criminal pelo vazamento de petróleo na costa do Rio de Janeiro, acusa as autoridades de reagir de maneira exagerada e "intrigante", e sugere que o clima operacional para as grandes petrolíferas está ficando mais hostil no país.

"Nunca vi um vazamento tão pequeno gerar tamanha reação", disse Ali Moshiri, que comanda as operações da Chevron na América Latina e África. Para ele, essa reação cria a falsa expectativa de que a investida do país em águas ultraprofundas será livre de acidentes. "Se alguém acha que esse tipo de coisa não vai se repetir, gostaria de conversar com ele". (Págs. 1 e A2)

Copom corta juros em 0,5 ponto percentual, para 11% ao ano (Págs. 1 e C12)


Dimension na nuvem

Há quatro anos no Brasil, a sul-africana Dimension Data, empresa de serviços de tecnologia da informação (TI), cria uma unidade de negócios local voltada exclusivamente a projetos empresariais de computação em nuvem. (Págs. 1 e B2)


Brinde garantido

Grandes supermercados e redes especializadas em bebidas preveem vendas até 30% maiores neste fim de ano do que no mesmo período de 2010, graças ao aumento da renda e ao crescimento do mercado de vinhos no país. (Págs. 1 e B4)


Arbitragem

Consolidada do ponto de vista jurídico e bem recebida pelas empresas, a Lei da Arbitragem brasileira completa 15 anos e firma-se como canal alternativo para a superação de conflitos entre companhias envolvidas em negócios complexos e de valores elevados. (Págs. 1 e Suplemento Especial)

Competitividade ameaçada

O presidente mundial da Nissan e da Renault, Carlos Ghosn, prevê o deslocamento das linhas de produção de veículos do Japão para outros países caso a valorização da moeda local não seja contida. (Págs. 1 e B9)


Veremonte deixa gestão da Vanguarda

O Grupo Veremonte, controlado par Enrique Bañuelos, deixou a gestão da Vanguarda Agro, formada pela união da Brasil Ecodiesel com ativos dos grupos Maeda eVanguarda, de Otaviano Pivetta. (Págs. 1 e B12)

Ideias

Roberto Luis Troster

Em 2012, o foco tem de ser eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal.
(Págs. 1 e A10)


Ideias

Alexandre Schwartsman

Só a intervenção divina ou uma crise bem mais séria fariam a inflação retornar à meta em 2012. (Págs. 1 e A11)

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