PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sábado, abril 21, 2012

EDITORIAL: [In:] CPI MISTA/CACHOEIRA. SÉRIO ???

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Por Eduardo Bresciani, do estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 20/4/2012 17:13

Jaqueline Roriz, mensaleiros e filho de Dirceu não assinaram CPI do Cachoeira



BRASÍLIA - A Mesa do Congresso Nacional divulgou nesta sexta-feira, 20, a lista dos parlamentares que assinaram o requerimento de criação da CPI mista do Cachoeira. Foram 72 dos 81 senadores e 396 dos 513 deputados. Em uma investigação com tanto apoio, chama mais atenção quem não rubricou o requerimento. Neste grupo que não respaldou o pedido de investigação estão alguns personagens de outros escândalos.
Dois réus no processo do mensalão em andamento no Supremo Tribunal Federal não assinaram o pedido: Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). O deputado paranaense Zeca Dirceu (PT-PR), filho de outro réu, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, foi outro que não assinou. O ex-ministro prestou consultoria à empresa Delta, uma das envolvidas no escândalo que levou à prisão do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A última deputada a ser salva pelos colegas foi outra a não apoiar a investigação. Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi absolvida em plenário mesmo depois de um vídeo no qual aparecia recebendo um pacote de dinheiro de Durval Barbosa, o operador do chamado mensalão do DEM.
Um parlamentar envolvido em outro mensalão, o mineiro, não rubricou o requerimento. O tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) não deu sua assinatura. Réu em algumas ações no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador Paulo Maluf (PP-SP) também não apoiou a investigação.
Entre os que ficaram de fora da lista está ainda o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS). Ele ganhou fama ao dizer que 'se lixa' para a opinião pública quando era relator do processo contra o ex-colega Edmar Moreira, o deputado do castelo que gastava recursos da Câmara com uma empresa de sua propriedade.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, também não assinou.
Parentes de ministros também não rubricaram: Garibaldi Alves (PMDB-RN), pai de Garibaldi Alves Filho (Previdência), e Lobão Filho e Nice Lobão, filho e esposa de Edison Lobão (Minas e Energia).
Na Câmara, o presidente Marco Maia (PT-RS) e o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já tinham avisado que não assinariam o requerimento devido aos cargos que exercem. O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), e o presidente da CCJ do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foram outros a não assinar.
Dos parlamentares citados no escândalo que levou a prisão de Carlinhos Cachoeira apenas o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) não rubricou o requerimento. Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Jovair Arantes (PTB-GO), Rubens Otoni (PT-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Necerssian (PPS-RJ) apoiaram a abertura da investigação.
Na 'bancada dos famosos' apenas o deputado Acelino Popó (PRB-BA) ficou de fora. Romário (PSB-RJ) e Tiririca (PR-SP) deram apoio à investigação.
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sexta-feira, abril 20, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] O CHEFE DA POLÍTICA PELO TELEFONE .. *


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(...) Pelo telefone. Donga e Mauro de Almeida (Martinho da Villa).
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA''?


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


20 de abril de 2012
O Globo

Manchete: Congresso cria CPI inédita de todos para investigar todos
Foco é a ligação do bicheiro Cachoeira com políticos e empreiteira do PAC

Depois de idas e vindas, foi criada ontem no Congresso, com a assinatura recorde de pelo menos 385 deputados e 72 senadores,
uma CPI mista para investigar a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira e sua ligação com políticos e empresários. Parlamentares da base e da oposição falaram em passar "o país a limpo", mas, entre aliados, há dúvidas sobre até onde o governo quer chegar. Se de fato for instalada, a CPI do Cachoeira vai apurar as conexões do grupo do contraventor com políticos e com a empreiteira Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema. As investigações mostram que a Delta abastecia empresas fantasmas do grupo de Cachoeira. O PMDB indicou o senador Vital do Rêgo (PB) para presidir a comissão. O Conselho de Ética do Senado manifestou ao Ministério da Justiça preocupação com a segurança de Cachoeira, que divide cela com 22 presos em Brasília. (Págs. 1 e 3 a 9) 

Supremo pé de guerra
Barbosa afirma que Peluso foi tirânico e manipulou julgamentos; Ayres Britto assume

No dia em que Ayres Britto tomou posse na presidência do Supremo Tribunal Federal, o novo vice-presidente da Corte, Joaquim Barbosa, expôs o clima de conflagração entre os ministros da Casa. Em entrevista a CAROLINA BRÍGIDO, Barbosa respondeu as críticas do ex-presidente Cezar Peluso, afirmando que o colega manipulou resultados de julgamentos para impor sua vontade. Para Barbosa, relator do mensalão, Peluso foi tirânico e incendiou o Judiciário com sua obsessão corporativista. Acusou ainda o colega de praticar "supreme bullying" com seu problema de saúde. Ayres Britto advertiu que o Judiciário tem que se impor o respeito. (Págs. 1, 12 e 14) 
Juro pode dobrar valor a ser pago
As novas taxas de juros de financiamento que estão sendo cobradas pelos bancos - após a pressão do governo - não garantem economia para o bolso. Há casos em que o custo de financiar um carro em 48 meses pode variar 87% no mesmo banco, dependendo da taxa utilizada. (Págs. 1 e 23) 
França e Alemanha contra livre trânsito
Os governos da França e da Alemanha propuseram à União Europeia que os países do bloco possam voltar a decidir sobre a imposição de controles internos de fronteiras em casos de fluxo maciço de imigrantes ilegais, quando houver ameaça à segurança. Atualmente, tais casos precisam de aval da UE. (Págs. 1 e 30) 
Baía está pior do que em 2007, diz promotora
Após sobrevoo sobre a Baia de Guanabara, o MP exigirá que a Cedae explique à Justiça as obras de despoluição. Promotora diz que está pior do que em 2007, quando foi aberta ação. (Págs. 1 e 16) 
MP denuncia 32 taxistas do Galeão
O Ministério Público estadual denunciou à Justiça 32 taxistas acusados de integrar a máfia do transporte ilegal de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim. (Págs. 1 e 19)
Rio tem os pedágios mais caros do país
Estudo do Ipea mostra que as estradas estaduais privatizadas do Rio têm o pedágio mais caro do país. Cada l00km rodados custa em média R$ 12,93; a do país é R$ 9,04. (Págs. 1 e 20) 
Foto legenda: No mesmo ônibus
O presidente Barack Obama senta-se num banco do mesmo ônibus de que a costureira Rosa Parks foi retirada pela polícia e presa, em 1955, ao recusar-se a ceder lugar a um passageiro branco, no Alabama. O veículo está no Museu Henry Ford, em Michigan. O gesto de Rosa foi um divisor de águas no movimento contra segregação racial nos EUA.

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Folha de S. Paulo

Manchete: CPI do Cachoeira é criada com Collor, Jucá e ficha-suja
Ao menos 17 dos 32 integrantes da comissão têm pendências com a Justiça; trabalhos devem começar na próxima semana

A CPI criada ontem para apurar a relação de políticos com o empresário Carlos Cachoeira terá entre
seus integrantes o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), afastado do cargo por corrupção e hoje senador, e ao menos outros 16 congressistas com pendências na Justiça.

A comissão terá 32 membros, que poderão ser indicados até terça, data prevista para a instalação da CPI. (Págs. 1 e Poder A4)

Foto-legenda: Nó militar
Dilma Rousseff amarra condecoração em estandarte durante a comemoração do Dia do Exército, na qual ouviu queixa do comandante Enzo Peri por mais aparelhamento da Força e melhores salários para os militares. (Págs. 1 e Poder A10)
Dólar tem a 5ª alta, e Mantega fala em novas intervenções
O dólar teve ontem a quinta alta consecutiva e fechou cotado a R$ 1,88. Desde que começou a subir, a moeda acumula valorização de 2,8%. O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou, em Washington (EUA), que o Brasil continuará intervindo no câmbio para forçar a desvalorização do real. (Págs. 1 e Poder A15)

L C. Mendonça de Barros

Nova política cambial pretende enfraquecer o real. (Págs. 1 e Mercado B11)
EUA ampliam estrutura em São Paulo para liberar vistos
A abertura de dois novos centros de pedido de vistos para os EUA no próximo dia 7, em São Paulo (na Saúde e em Pinheiros), deve ampliar de 3.400 para 5.000 (42%) o número de documentos processados por dia na cidade.

A partir do dia 30, a taxa será única - o custo passa de R$ 358 para R$ 300. O prazo para entrevista deve cair de 35 para 20 dias. (Págs. 1 e Cotidiano C1) 
Juiz não pode ter rei na barriga, diz novo presidente do STF a colegas
Ao assumir a presidência do STF, o ministro Carlos Ayres Britto disse que os magistrados não podem ser prepotentes. "Quem tem o rei na barriga um dia morre de parto." Ele também fez referência a críticas, feitas pelo seu antecessor, Cezar Peluso, sobre a tendência da Corte de julgar de acordo com a opinião pública. "Juiz não é ácaro de gabinete." (Págs. 1 e Poder A10)
Editoriais
Leia "As regras do jogo", a respeito de declarações do dono da construtora Delta, e "Os limites do BC", sobre novo corte na taxa de juros de referência. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: CPI do Cachoeira é criada e aliados não sabem como agir
Articulação política do governo é alvo de críticas da base; senador do PMDB será presidente da comissão

No dia em que o Congresso criou a CPI que vai investigar a ligação de políticos e empresas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, a articulação política do governo foi alvo de fortes críticas por parte dos próprios aliados, relata a repórter Vera Rosa. Sem orientação do Planalto, até parlamentares do PT passaram a bombardear o “vazio” na coordenação. "A presidente Dilma está muito bem, mas a articulação política do governo é fraca e amadora", reclamou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Petistas dizem que o PMDB, com o senador Vital do Rego (PB) na presidência da CPI, pode pressionar o governo por mais cargos no primeiro escalão. “Isso não existe. Também somos governo e temos consciência da gravidade de uma CPI como essa", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Entre petistas, é forte a disputa pela relatoria da CPI, que será instalada na terça-feira. (Págs. 1 e Nacional A4)
'Deltaduto' faz governador tucano anunciar auditorias
Beneficiado pelo "Deltaduto", operado por Carlinhos Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pediu ontem uma auditoria nas licitações e contratos feitos entre o Estado e a Delta Construções. A campanha de Perillo foi abastecida pela rede de empresas de fachada que serviam para redirecionar para políticos e laranjas, segundo a PF, recursos da Delta. (Págs. 1 e Nacional A4)
Promotor: 'morte' a quem divulga dados
Indicado pelo senador Demóstenes Torres (GO), a promotor Tito Amaral sugeriu punir com "pena de morte" os procuradores da República que seriam responsáveis pelo vazamento de dados da Operação Monte Carlo. (Págs. 1 e Nacional A7)
Na briga dos centésimos, BB volta a baixar juros
Quase como um troco à concorrência privada, bancos públicos voltaram a agir na briga instalada no mercado de crédito. Na esteira do corte do juro básico da economia decidido pelo Banco Central, ontem o Banco do Brasil reduziu as taxas pela segunda vez em duas semanas. Hoje, a Caixa Econômica Federal fará o mesmo. A diminuição, bem mais modesta que a anterior, já é tratada como “guerra do centésimo" porque os ajustes fazem com que o juro volte a ficar menor que nos privados na segunda casa após a vírgula. (Págs. 1 e Economia B8)

Influência da poupança

O Banco do Brasil analisa uma redução na taxa de administração dos fundos de investimento por causa de concorrência da poupança. (Págs. 1 e Economia B4)
Modelo de licitação da Copa pode ser usado no PAC
Aprovado pelo Congresso para ser usado estritamente em obras da Copa e da Olimpíada, o Regime Diferenciado de Contratações pode ser uma alternativa para as licitações do Programa de Aceleração do Crescimento, diz a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. O instrumento é mais leve em relação às exigências para obras públicas e modifica a Lei de Licitações. (Págs. 1 e Economia B8) 
Código Florestal exclui recuperação
Sem consenso, a reforma do Código Florestal será votada nos próximos dias sem prever a recuperação das Áreas de Preservação Permanente e anistia a desmatadores. (Págs. 1 e Vida A18) 
Chávez é acusado de manipular tribunais (Págs. 1 e Internacional A10)

Pedágios têm reajuste acima da inflação (Págs. 1 e Cidades C1)

Argentina manda acelerar produção
O governo argentino ordenou à expropriada YPF que aumente a produção de petróleo. O plano é mostrar a "eficiência" da gestão de Cristina Kirchner nas estatais. (Págs. 1 e Economia B9) 
Washington Novaes
Faltam estratégias

Qualquer que seja o desfecho da votação do Código Florestal parece não haver razão para otimismo. Faltam estratégias e recursos. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2) 
Nelson Motta
Malfeitos, mal feitos

A palavra "malfeito” tornou-se marca de sucesso do governo Dilma; serve para designar qualquer coisa entre a incompetência e a fraude. (Págs. 1 e Nacional A8) 
Notas & Informações
A reação dos bancos

Só o tempo dirá se a decisão de redução dos juros não passa de jogada de marketing. (Págs. 1 e A3) 
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Correio Braziliense

Manchete: Governo vai mudar regras da poupança
A presidente Dilma convocou o ministro da Fazenda Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para uma reunião na segunda-feira. Decidida a reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 9% para 8% até julho, Dilma resolveu mexer também no rendimento da poupança. O mais popular e tradicional investimento do país é corrigido pela taxa fixa de 6,17% ao ano mais a variação da TR. Com a mudança, a correção passará a ser feita com base na Selic. Como está conseguindo forçar os bancos e oferecer empréstimos mais baratos, discurso do governo é de que essa será a cota de sacrifício dos poupadores para que o país tenha juros civilizados. (Págs. 1, 10 e 11)
Poeta assume o STF de olho no Mensalão
Dilma e mais de 2 mil convidados prestigiam a posse de Carlos Ayres Britto como presidente da mais alta corte de Justiça do país. Uma das metas do ministro, que ficará sete meses no cargo, é pôr o processo do mensalão em julgamento. (Págs. 1 e 6)
CPI: Base terá 78% das vagas
Aliados ocuparão 25 dos 32 postos. Indefinição sobre relator expõe divergências entre Dilma e Lula. (Págs. 1, 2 e 3) 
Delta perderá o lixo do DF
Decisão do TRF 1ª região será usada pelo GDF para suspender contrato com a Delta Construções. (Págs. 1 e 4)
Para Irã caso de pedofilia é ‘mal-entendido’
Itamaraty cobra explicações. Embaixada defende diplomata suspeito de molestar meninas num clube, dizendo que denúncia é fruto de “diferenças” culturais. (Págs. 1 e 26)
Míssil nuclear da Índia deixa a China apreensiva (Págs. 1 e 16)

Argentina faz nova estatização. Brasil não teme (Págs. 1 e 13)

Alerta máximo contra silicone com defeito
Cerca de 6,5 mil das 19,5 mil mulheres que colocaram próteses das marcas PIP e Rofil correm risco maior de ruptura do material. A recomendação é de troca imediata. (Págs. 1 e 8)
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Valor Econômico

Manchete: Comércio com a China tem o menor avanço em 5 anos
As exportações brasileiras para a China desaceleraram nos três primeiros meses do ano. Depois de crescerem 32% e 45% no início de 2010 e 2011, o aumento foi de 10,5% neste ano, quando atingiram US$ 7,9 bilhões. O crescimento foi garantido pela maciça antecipação das compras chinesas de soja, que aumentaram 127% em valores. Sem a soja, as vendas do Brasil para a China recuariam 6%.

As exportações brasileiras são basicamente concentradas na tríade soja, minério de ferro e petróleo. Em 2011, somaram 80% de tudo o que foi vendido para a China. Agora, no primeiro trimestre, a queda foi puxada por minério de ferro e petróleo que compunham metade das vendas ao país asiático no ano passado. (Págs. 1 e A4)
Dois milhões já perdem em fundos 'caros'
A redução da taxa Selic para 9% colocou em desvantagem os pequenos investidores em fundos conservadores, mas ainda está longe de desencadear uma fuga maciça de recursos rumo à caderneta de poupança. Fundos DI e de renda fixa com taxa de administração de 0,75%, que ganham da poupança, detêm 94% do patrimônio total dos fundos. Se pelo lado do patrimônio dos fundos a taxa Selic em 9% significa muito pouco, para o pequeno investidor a queda dos juros é fatal. Hoje, mais de 2 milhões de cotistas estão em fundos DI e de renda fixa que rendem menos que a caderneta. Esses 2 milhões, contudo, têm apenas 6% do patrimônio total. Se a taxa cair bem mais, para abaixo de 8,5%, os fundos com taxa de 0,75% também passam a perder. (Págs. 1 e C1)
Foto-legenda: Líder dos importados
Fruto de um plano de expansão iniciado há quatro anos, a vinícola Concha y Toro passou a ser responsável por 24% da importação brasileira de vinhos chilenos, diz Francisco Torres, diretor da VCT Brasil. O país é o principal importador dos vinhos 'Casillero del Diablo'. (Págs. 1 e B6)
BG investe em pesquisa no Brasil
Com planos de investir US$ 2 bilhões até 2025 em pesquisa e desenvolvimento, a BG Group pretende transformar seu centro global de tecnologia num polo de excelência no Brasil para a indústria de petróleo e gás. Com início de construção previsto para o começo do segundo semestre, no Rio, o centro fará a gestão das pesquisas que vão se desenvolver nos laboratórios de universidades e de outras instituições no país. O modelo da BG na área de P&D é o de parceria. "Não estamos interessados na propriedade intelectual, mas sim em poder usufruir da tecnologia", diz Henrique Rzezinski, vice-presidente de assuntos corporativos da BG Brasil. O conhecimento obtido com as pesquisas será compartilhado com as universidades e poderá ser aplicado a outros setores da indústria. (Págs. 1 e B3)
A nova voz do Brasil na geopolítica regional
A reunião da Cúpula das Américas constituiu uma oportunidade para o Brasil, lá representado pela presidente Dilma Rousseff, mostrar-se em seu novo papel na geopolítica latino-americana, agora em posição de proeminência, que o governo dos Estados Unidos, por gestos e palavras - do presidente Barack Obama, também presente em Cartagena, e da secretária de Estado, Hillary Clinton, que visitou Brasília dias depois -, reconhece como fato irreversível.

Do Peru ao México, com as exceções de Venezuela, Equador, Cuba e Nicarágua, os Estados Unidos ainda são a grande referência econômica. O Cone Sul do continente e a Venezuela convergiram para a órbita do Mercosul, onde o discurso predominante é o do Brasil, que consolida sua relevância com o apoio de investimentos de grandes empresas em países vizinhos. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Petrobras encolhe na Argentina
O governo brasileiro não deseja que a Petrobras saia da Argentina, mas o fato é que, devido ao ambiente de negócios no país, a presença da estatal vem sendo reduzida lenta e gradualmente no vizinho, onde chegou em 2002 com a compra da Peres Companc e da petroleira Santa Fé.

Desde 2009 a Petrobras vem enxugando sua estrutura no país. Já demitiu 400 funcionários, vendeu toda a área de fertilizantes e a refinaria San Lorenzo, além de parte de sua rede de 363 postos. O projeto de modernização da refinaria de Bahía Blanca, a única da estatal na Argentina, também não teria sido aprovada pelo conselho de administração. A produção da Petrobras no país, que chegou a ser de 140 mil barris em meados da década passada, caiu para 98 mil barris em 2011. (Págs. 1 e A13)
Moody's rebaixa nota e impõe novo revés à Gol
Depois de registrar o segundo maior prejuízo de sua história - R$ 751,5 milhões em 2011 -, demitir 300 tripulantes e passar pela quarta reestruturação administrativa em três anos, a Gol sofreu ontem mais um revés. A agência de classificação de risco Moody's rebaixou sua nota de crédito de B3 para B1, o que significa que se tornou mais arriscado emprestar recursos à empresa. A agência fez ainda severas críticas aos modelos financeiro e de negócios da empresa.

Segundo a agência, por causa do perfil de crédito e da estrutura de capital, a Gol está sofrendo prejuízos com a alta dos preços dos combustíveis. A desvalorização do real, forçada pelo governo para elevar a competitividade do país, também estaria prejudicando a companhia. (Págs. 1 e B4)
Vale 'explora' mina de ferro por controle remoto
A Vale realiza neste ano um teste futurista em uma de suas minas de minério de ferro em Minas Gerais. Uma equipe de funcionários vai comandar caminhões, carregadeiras e perfuratrizes a distância, por controle remoto. É a primeira vez que a empresa terá - ainda que de maneira experimental - o que chama de mina integrada autônoma. O plano é adotar, em algum momento, esse modelo em locais de difícil acesso ou que expõem o trabalhador a riscos.

A Vale não está sozinha. Outras grandes mineradoras estão investindo milhões de dólares em processos semelhantes ou ainda mais avançados. (Págs. 1 e B1)
Crescimento da economia é desafio da eleição francesa (Págs. 1 e A12)

Família Eskenazi pode pagar caro pela estatização da YPF (Págs. 1 e B11)

Brasil defende aporte dos Brics ao FMI, diz Mantega (Págs. 1 e C14)

Cresce a intenção de investimentos
BNDES vê retomada da intenção de investimentos, com aumento de 37% nas consultas apresentadas ao banco no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado. O movimento e puxado pelos setores químico e petroquímico. (Págs. 1 e A2) 
Eclusas demandam R$ 11,6 bi
Ministério dos Transportes elenca 27 projetos para construção de eclusas para impulsionar a matriz hidroviária no país. Até 2018, o custo total das obras chegaria a R$ 11,6 bilhões. (Págs. 1 e A3) 
EUA apertam cerco ao sigilo fiscal
Legislação americana que entrará em vigor a partir de 2013 forçará bancos de todo o mundo a informar ao Fisco dos EUA nomes e valores que cidadãos americanos mantiverem no exterior. (Págs. 1 e A16)
Odebrecht antecipa eólicas
A Odebrecht Energia pretende antecipar em seis meses, para janeiro de 2014, o início da operação de quatro parques eólicos no Rio Grande do Sul, no total de 108 MW, orçados em R$ 400 milhões. (Págs. 1 e B8)
Licitação da Transolímpica
Consórcio formado por CCR, Odebrecht e Invepar venceu a licitação para construir e operar a Transolímpica, avenida que vai ligar a Barra da Tijuca a Deodoro, um dos principais projetos de mobilidade urbana do Rio para a Olimpíada. (Págs. 1 e B9)
Seca castiga o campo na Bahia
A seca que atinge a Bahia desde o início do ano deve provocar perdas de 10% a 15% na produção de soja e algodão, concentrada no oeste do Estado. No noroeste, quase tudo o que foi plantado de milho, feijão, sorgo e mamona se perdeu. (Págs. 1 e B14)
Indenizações de Jirau
Tribunal de Justiça de São Paulo determina que disputa entre o consórcio Energia Sustentável e companhias seguradoras em torno da indenização por danos causados ao canteiro de obras de Jirau deve ser decidida pela justiça brasileira. (Págs 1 e C14) 
STJ facilita retomada de imóvel
Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide que em contratos de alienação fiduciária de imóveis não há necessidade de esperar a realização de leilão para pedir a reintegração de posse nos casos de inadimplência. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Claudia Safatle

Para Nelson Barbosa, tendência do real é de valorização, mesmo com a queda continuada dos juros.(Págs. 1 e A2)
Ideias
André Nassif

A questão cambial não é somente um problema externo, mas principalmente doméstico. (Págs. 1 e A14)
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quinta-feira, abril 19, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ''AI SE EU TE PEGO ..." *

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(*) ... baixando o nível. Em tempos de "Teló".
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


19 de abril de 2012
O Globo

Manchete: Lei da concorrência - Sob pressão oficial, bancos privados reduzem os juros
Analistas alertam que taxas mais vantajosas não serão para todos os clientes

Após pressão da presidente Dilma para os bancos reduzirem os juros, o Itaú Unibanco e o Bradesco, as duas maiores instituições privadas do país, anunciaram o corte das taxas em diferentes modalidades de empréstimos para pessoas físicas e empresas, como financiamento de veículos, crédito pessoal e com desconto em folha. Os dois bancos também vão elevar o volume de crédito disponível, seguindo o caminho iniciado por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. HSBC e Santander já haviam reduzido suas taxas. Segundo analistas, porém, os juros mais vantajosos não serão oferecidos a todos os clientes. Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Miguel Oliveira, as reduções de taxas acontecem em linhas de crédito em que há competição. "É uma estratégia para não perder clientes", diz. (Págs. 1, 27, Míriam Leitão e Flávia Oliveira - Negócios & Cia)
BC também corta; poupança ganha
Citando a fragilidade da economia global, a BC reduziu os juros básicos em 0,75 ponto, para 9%, menor nível em dois anos. Com a decisão, o ganho da poupança já supera o de fundos de investimento com taxa de administração de 1,4% ou mais. (Págs. 1 e 29) 
Fotolegenda: Positivo, operante?
O senador Demóstenes Torres é cumprimentado pelo colega Pedro Taques, no plenário. (Págs. 1 e 4)
CPI: Lula e Sarney orientam blindagem
Ordem aos aliados é controlar investigação para proteger governo Dilma

O ex-presidente Lula, que convalesce do tratamento contra um câncer, e o presidente do Senado, José Sarney, que se recupera de uma cirurgia cardíaca no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, acompanham, mesmo de longe, os movimentos da CPI do Cachoeira. A orientação de Lula a quem o visita é para que PT e PMDB blindem o governo Dilma, indicando pessoas de confiança para a CPI que será criada hoje: 70 senadores e 337 deputados assinaram o requerimento. Os líderes tem até terça-feira para indicar os integrantes da comissão. Ontem, Lula e Sarney receberam no hospital um grupo de políticos do PMDB, entre eles, o vice-presidente Michel Temer e o presidente do partido, Valdir Raupp. (Págs. 1 e 3) 

Outro governador na agenda de Cachoeira: o de Tocantins

Em escuta obtida pela PF, o bicheiro Carlinhos Cachoeira diz ter marcado encontro com o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) - que só admitiu ter sido apresentado ao bicheiro. (Págs. 1 e 9) 

Infraero contrariou o TCU ao contratar Delta

A Delta Construções foi contratada pela Infraero, sem licitação, para construir um terminal em Guarulhos. O TCU alertou que a empresa dificilmente se habilitaria em caso de concorrência. (Págs. 1 e 10) 
Combate ao câncer tem mais recursos
O governo anunciou investimentos para reduzir a dependência externa do Brasil no tratamento do câncer. O país começará a produzir um importante remédio usado na terapia, bem como equipamentos de radioterapia. O Brasil terá ainda oito centros de célula-tronco. (Págs. 1 e 34) 
Rio+20: Trânsito carioca preocupa segurança
O trânsito carioca, que em 20 anos teve a sua frota mais que dobrada - aumentando de 1,1 milhão na Rio-92 para 2,5 milhões de veículos -, está no centro das preocupações dos militares que cuidarão da segurança da Rio+20, revelou ao GLOBO o general Adriano Pereira Junior, chefe do Coando Militar do Leste (CML). Segundo ele, haverá militares concentrados perto de 41 hotéis. (Págs. 1 e 16)

Entrevista: Jeffrey Sachs

O conselheiro especial da ONU, que virá para a Rio+20, defende taxar ricos e grandes corporações, e eliminar subsídios ao petróleo. (Págs. 1 e 35) 
Favelas do Alemão já têm duas UPPs
O Complexo do Alemão ganhou as primeiras UPPs, nas favelas Nova Brasília e Fazendinha. (Págs. 1 e 22)

Uma ronda do GLOBO por ruas de Niterói constatou apenas um PM a cada 6km, apesar dos reforços de recrutas. (Págs. 1 e 23)
Cármen Lúcia pede ao eleitor o voto limpo
Primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Cármen Lúcia exaltou a luta pelo voto limpo durante a posse. Hoje, Ayres Britto assume o STF. Críticas de Cezar Peluso causam mal-estar. (Págs. 1 e 14)
Ação da YPF despenca após reestatização na Argentina (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Bancos privados cedem a Dilma e barateiam crédito
Banco Central também reduziu a Selic e levou o Brasil a ter sua menor taxa de juros reais já registrada

Os bancos Bradesco, Itaú e Santander cederam às pressões do governo Dilma e anunciaram a redução de algumas de suas taxas de juros para consumidores e empresas. O HSBC já havia feito corte na semana passada.

A reação, duas semanas após os bancos públicos diminuírem as taxas dos empréstimos, foi recebida pelo governo como um gesto dos banqueiros para a reabertura do diálogo sobre redução do custo do crédito. (Págs. 1, Mercado B1 e Poder A10)

Vinícius Torres Freire

Instituições dão esmola com dinheiro alheio. (Págs. 1 e Mercado B4)
Caso Cachoeira: ‘Vou quebrar’
Dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish diz a Mônica Bergamo que o escândalo Cachoeira pode levar seu negócio à falência. (Págs. 1 e Poder A8)
Empresa abastecida por Cachoeira fez doação para governador tucano
Uma empresa que ajudou a financiar a campanha eleitoral do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu recursos de uma firma de fachada controlada por Carlinhos Cachoeira.

Segundo a PF, parte do dinheiro repassado pelo grupo de Cachoeira por meio da empresa de fachada tem como origem a Delta, empreiteira que mantém contratos com diversos governos. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Polo de Cinema de R$ 490 mi vive crise em Paulínia
Após ter consumido R$ 490 milhões, o Polo Cinematográfico de Paulínia (SP) vive situação de abandono, relatam Matheus Magenta e Lucia Valentim Rodrigues.

Cursos foram suspensos, assim como o festival de cinema, e estúdios estão parados (um deles virou depósito de móveis). (Págs. 1 e Ilustrada E1) 
Brasil alertará turistas sobre violência na Venezuela
O consulado do Brasil em Caracas vai alertar turistas sobre a violência na Venezuela, país com a maior taxa de homicídios da América do Sul. No aeroporto Simon Bolívar, sequestros-relâmpago são frequentes.

Multinacionais também temem conflitos caso Hugo Chávez deixe o poder. Uma delas orientou empregados a fazer estoque de comida e água em casa. (Págs. 1 e Mundo A13) 
Alckmin promete triplicar o metrô de SP até 2018
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu que o metrô de São Paulo terá cerca de 200 km em 2018, o que significa quase triplicar os atuais 74 Km. Para atingir a meta, será preciso fazer 21 Km por ano. Desde que chegou ao governo do Estado, em 1995, o PSDB construiu ao todo 25 km. (Págs. 1 e Cotidiano C6) 
Ciência
Cientistas não têm bancada no Congresso, diz chefe da SBPC. (Págs. 1 e C8)
José Simão
PF devia lançar o combo telefone, web e grampo por R$ 39,90. (Págs. 1 e Ilustrada E11)

Editoriais
Leia "Ação e reação", sobre redução das taxas de juros de bancos, e "Casamento conveniente", a respeito da visita de Hillary Clinton ao Brasil. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Selic cai para 9%; País deixa de ser líder em juros reais
No mesmo dia, os quatro maiores bancos privados respondem à pressão do governo e cortam taxas

O Banco Central anunciou ontem o sexto corte seguido do juro básico da economia, que caiu 0,75 ponto porcentual, para 9% ao ano. Com a decisão unânime do Comitê de Política Monetária, o Brasil deixa o primeiro lugar do ranking mundial dos juros reais, posto que ocupava desde janeiro de 2010. Antes do resultado do Copom, os quatro maiores bancos privados responderam às pressões do governo e diminuíram as taxas de juros cobradas dos clientes em financiamentos. Ontem, Itaú e Bradesco anunciaram reduções nos juros para pessoas físicas e empresas. Santander e HSBC já haviam reduzido as taxas. O governo ficou satisfeito com a decisão, mas ainda considera tímida. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)

Análises

José Paulo Kupfer
Incertezas mantidas

O Banco Central não dirime a dúvida sobre o fim no ciclo de cortes da taxa básica de juros. (Págs. 1 e B4)

Celso Ming
Conveniências

Os cortes dos bancos se limitaram a aparar rebarbas. Não parecem disposições reais de baixar os juros. (Págs. 1 e B2)
Rede abastecida pela Delta fez doações eleitorais
Investigação da Polícia Federal mostra que a Alberto e Pantoja Construções, empresa de fachada cuja única fonte de renda identificada era a Delta Construções, repassou recursos a companhias que fizeram doações a campanhas em Goiás, área de influência da organização do contraventor Carlinhos Cachoeira. Duas empresas, que embolsaram R$ 210 mil da Pantoja, doaram R$ 800 mil para candidatos, informa Alana Rizzo. Entre eles, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o deputado federal Sandes Júnior (PP), citados nas investigações da PF por manter relações com o grupo. A CPI do Cachoeira será aberta hoje pelo Congresso. A oposição tem como alvo o Planalto. O governo quer vincular Cachoeira ao PSDB, a setores da imprensa, do Ministério Público e até do Judiciário. (Págs. 1 e Nacional A4)

Na base do 'jeitinho'

A Justiça apontou que o primeiro grande negócio da Delta no governo Dilma Rousseff - a obra de terminal remoto no Aeroporto de Cumbica, por R$ 85,7 milhões - foi fechado na base do "jeitinho" relata Marta Salomon. (Págs. 1 e Nacional A6) 
Foto-legenda: Mais voos
Avião se aproxima do Aeroporto de na zona sul, que terá mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana, aumento de 15%; "Os transtornos vão se multiplicar", diz Edwaldo Sarmento, da Associação de Moradores do Entorno do Aeroporto. (Págs. 1 e Cidades C1)
Justiça decidirá indenização, não Argentina, diz Repsol
O presidente da Repsol, Antonio Brufau, disse que a Justiça é que fixará o valor da indenização pela expropriação da petrolífera YPF, e não o governo argentino. "Os tribunais são muito obstinados", afirmou. A taxa de risco da Argentina acelerou sua escalada desde o episódio. (Págs. 1 e Economia B10 e B11) 
Câmara aprova área para Instituto Lula
Em sessão tumultuada, a Câmara Municipal aprovou ontem em primeira votação o projeto que autoriza a concessão de um terreno da Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula. (Págs. 1 e Nacional A12) 
Eugênio Bucci
Imprensa transparente

Quanto mais forem visíveis os procedimentos de repórteres que escutam assaltantes do erário, melhor para a instituição da imprensa e o cidadão. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2) 
Veríssimo
Às entranhas

Em países como o Brasil, em que a legislação sobre o aborto não foi modernizada, a intervenção do Estado chega às entranhas das mulheres. (Págs. 1 e Caderno 2, D14) 
Notas & Informações
Quem não queria a 'CPI do PT'

Não resta dúvida de que o cálculo político foi o que mais pesou na decisão de recorrer à CPI. (Págs. 1 e A3)
Negócios
Mais conectados
Em 2017, Brasil terá um computador por habitante. (Págs. 1 e B19)
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Correio Braziliense

Manchete: Senado votará fim de privilégio histórico
Por unanimidade a Mesa Diretora da Casa aprovou ontem a extinção do 14º e 15º salários. O próximo passo será a votação no plenário, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. O clima entre a maioria dos senadores é favorável à aprovação do projeto que acaba com a regalia, bancada pelo dinheiro do contribuinte desde 1946. Mesmo com parecer favorável, a proposta estava engavetada havia um ano na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Voltou à discussão após reportagens do Correio mostrarem o descompasso entre as medidas do governo para evitar uma crise financeira no país e o acintoso recebimento de salários extras pelos parlamentares. (Págs. 1 e 6)
PMDB dá as cartas na CPI
Enquanto um abatido Demóstenes vagava pelo senado, o PMDB decidia: quer pôr Jucá (RR) na presidência da CPI do Cachoeira, que será instalada hoje, e escalar Eduardo Braga (AM) para defender o governo na Comissão. No PT, reinava a indefinição. Um grupo defende que a relatoria seja entregue a Vaccarezza (MG), outro prefere Odair Cunha (MG). (Págs. 1 e 2 a 5)
Crédito: BC e bancos privados voltam a cortar juro
O Brasil já não é mais o país dos juros mais altos do mundo. Com a decisão do Banco Central de reduzir em 0,75 ponto a taxa básica, o incômodo posta passou a ser ocupado pela Rússia. Sob pressão do governo, mais três bancos privados anunciaram corte nos juros. (Págs. 1, 16, 17 e Visão do Correio, 36)
Inflação sobe, vendas caem
Luzenira da Silva se assusta com os preços e pesquisa antes de comprar, o custo de vida no DF está acima da média nacional. (Págs. 1 e 43)
Petróleo: Cresce a pressão contra os argentinos
A Espanha quer denunciar o confisco da petrolífera YPF, decretado esta semana pelo governo da presidente Cristina Kirchner, a Organização Mundial do Comércio. Já o governo argentino planeja ampliar o processo de estatização. (Págs. 1 e 20) 
Pela 1ª vez, uma mulher preside o TSE
A ministra Cármen Lúcia tomou posse ontem e vai comandar as eleições municipais de outubro, o primeiro pleito com a Ficha Limpa em pleno vigor. (Págs. 1 e 13)

Itamaraty apura caso de pedofilia (Págs. 1 e 49)

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Valor Econômico

Manchete: Desempenho das receitas barra novas desonerações
A não ser que haja alguma surpresa positiva na arrecadação tributária, as medidas de desoneração da folha de salários das empresas para este ano se limitarão ao pacote anunciado no mês passado, contemplando 15 setores da indústria, a área de tecnologia da informação, call center e hotéis. Novas demandas pelo incentivo fiscal embutido na troca da contribuição de 20% sobre a folha por uma alíquota de 1 % a 2,5% sobre o faturamento dificilmente serão atendidas agora - como as do setor aéreo e da construção civil.

O foco do Ministério da Fazenda, na escolha das áreas a beneficiar com menos impostos, e a indústria, que está sob forte competição externa. O segmento de tecnologia da informação foi incluído porque o Brasil pretende se candidatar a ser um exportador desses serviços, sobretudo para a América Latina, e, se possível, também para os países desenvolvidos. (Pág. 1)
BC sustenta altas seguidas do dólar
O dólar comercial passou a acumular alta de 0,6% no ano, após quatro dias de valorização. Ontem, subiu 1,18% e fechou a RS 1,88, sua maior cotação desde o fim de novembro. O Banco Central tem constantemente comprado a moeda nos últimos dias, mesmo com o fluxo cambial negativo por duas semanas e com o impulso dado a moeda americana pelo recrudescimento da crise na zona do euro.

“O BC está estressando o mercado com esses dois leilões diários", diz um tesoureiro. Nos últimos cinco dias úteis, o BC fez dez compras à vista, ante 12 compras durante todo o mês de março. Para alguns agentes do mercado, o BC estaria comprando dólares além do fluxo. (Págs. 1 e B2)
A receita de Peluso para o mensalão
O ministro Cezar Peluso deixa hoje a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) com uma proposta concreta para o julgamento do mensalão neste ano: votar tudo em três semanas, de segunda a sexta·feira, usando manhãs e tardes em sequência. “Temos que começar na segunda-feira de manhã e acabar na sexta-feira à tarde", afirmou, pedindo o julgamento na primeira semana de agosto. "Por pior que seja o prognóstico de duração, o julgamento não vai durar um mês", disse Peluso, que se aposenta em 3 de setembro, quando completa 70 anos.

Ao Valor, o ministro reiterou críticas à presidente Dilma Rousseff, ao avaliar que o momento mais difícil de sua presidência ocorreu quando ela alterou o projeto de orçamento do Judiciário. Para ele, a presidente tomou uma atitude que não poderia ter tomado, pois a tarefa de votar o orçamento e do Congresso. (Págs. 1 e A6)
Foto-legenda: Ação social contra o tráfico
Com mais de 20% dos jovens das favelas sem trabalho e fora da escola, Rio de Janeiro busca alternativas para afastar a juventude do tráfico. "O jovem da favela é tão criativo que inventou a mototáxi", diz Marco Faustini, criador da Agência de Redes para a Juventude. (Págs. 1 e A16)
Lei do Bem começa a dar resultados
Em 2010, 25% da receita da fabricante de produtos de linha branca Whirlpool Latin America veio de bens classificados como inovadores pela empresa. A fatia é oito vezes maior do que a empresa tinha em 2007. Esse é um dos exemplos de companhias que começam a se beneficiar concretamente dos investimentos em inovação.

A Whirpool está enquadrada na Lei do Bem, que permite que a empresa deduza do cálculo do Imposto de Renda despesas em pesquisa e desenvolvimento. Em 2008, 460 companhias se beneficiaram do incentivo fiscal. Os últimos dados disponíveis, de 2010, mostram que o número aumentou para 639. No mesmo período, a renúncia fiscal cresceu de R$ 1,58 bilhão para R$ l,73 bilhão, e o valor dos projetos relacionados aos incentivos ficou praticamente estável em R$ 8,7 bilhões. Somando o setor público e o privado, os dispêndios com ciência e tecnologia evoluíram, mas de forma tímida: de 1,3% do PIB em 2000 para 1,62% em 2010. Parte da evolução é atribuída por empresas e representantes de indústrias a Lei do Bem, instituída em 2006, quando a fatia desses investimentos no PIB era de 1,29%. (Págs. 1 e A3)
Triunfo planeja ampliar negócios com energia
Após vencer o leilão de concessão do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), a Triunfo Participações e Investimentos tem planos para expandir seus negócios. Comprou há menos de dois meses uma área em Manaus para erguer um terminal portuário e cogita disputar o próximo leilão de geração de energia A-5, que deve conceder projetos de usinas de 1.1 00 MW no Mato Grosso, com investimentos previstos de R$ 4 bilhões.

Mas novos empreendimentos em energia, se efetivados, terão de ser custeados com emissão de dívidas a partir de 2013. A companhia não descarta uma oferta secundária de ações se o cenário macroeconômico for "favorável", diz Sandro Antonio de Lima, diretor de relações com os investidores. (Págs. 1 e B9)
CEOs do Brasil se espalham pelo mundo
Neste mês, o brasileiro José Drummond Jr., que ficou três anos e meio no comando da Whirlpool na América Latina, arrumou as malas e partiu para Comério, cidade na região da Lombardia, Norte da Itália. De lá, vai comandar os negócios da maior fabricante de eletrodomésticos do mundo na Europa, Oriente Médio e África.

Esse movimento ilustra uma realidade cada vez mais comum. Talentosos executivos brasileiros são, hoje, mais reconhecidos e demandados no exterior. Como muitas multinacionais estão dando preferência ao mercado latino-americano, ter um brasileiro no comando ou em posição estratégica facilita os investimentos na região. "Há casos de empresas americanas exigindo a apresentação de pelo menos um profissional do país nas indicações para os conselhos", afirma John de Marmon Murray, diretor-geral da consultoria Boyden. (Págs. 1 e D1)
Espanha ameaça guerra comercial contra a Argentina após estatização (Págs. 1 e Al3)

Copom reduz a taxa básica de juros para 9% ao ano (Págs. 1 e C1)

Brasil é 'amado demais', o que já ocorreu com Espanha, Grécia, Portugal e Irlanda, diz Krugman (Págs. 1 e A4)

Avanço digital
A base de computadores em uso no Brasil atingiu a marca de 99 milhões de máquinas, equivalente a um equipamento para cada duas pessoas. A previsão é que o país alcance uma máquina por habitante entre 2016 e 2017. (Págs. 1 e B2) 
Energia eólica no 'varejo'
Regulamentação aprovada nesta semana pela Aneel deve impulsionar projetos de pequeno porte para autogeração de energia eólica, que já começam a surgir principalmente no Ceará. (Págs. 1 e B10)
Produção de leite recua no RS
Além de provocar quebras expressivas na produção de grãos, a seca que atingiu o Rio Grande do Sul durante o verão teve impacto significativo na produção leite do Estado, a segunda mais importante do país, que diminuiu 30%. (Págs. 1 e B13)
Expansão do crédito rural
O desembolso da carteira de crédito rural do Banco do Brasil na safra atual chegou a R$ 35,6 bilhões entre julho e março, com aumento de 24,5% em relação ao mesmo período da safra 2010/11. (Págs. 1 e B14)
BR Frango negocia aportes
A BR Frango, que acaba de estrear no mercado com sua primeira unidade de produção no Paraná, já negocia com fundos de investimentos a venda de cerca de 30% de seu capital para sustentar seus planos de expansão. (Págs. 1 e B14)
Seca atrapalha planos da PBio
Estiagem no Centro-Sul do país frustra projeções da Petrobras Biocombustível (PBio), que espera alcançar 1,2 bilhão de litros de etanol neste ano. A produção deve ficar em 1 bilhão de litros, ainda assim 25% maior que no ciclo anterior. (Págs. 1 e B14)
Ideias
Ribamar Oliveira

Governo deve mudar Lei de Responsabilidade Fiscal para atender exigência do TCU sobre concessão de incentivos fiscais. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Maílson da Nóbrega e Felipe Salto

O excessivo e irresponsável expansionismo fiscal pode trazer de volta riscos para a solvência da dívida pública. (Págs. 1 e A14)
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quarta-feira, abril 18, 2012

XÔ! ESTRESSE [In;] PODRES PODERES (*)

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(*) Caetano Veloso.
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CPI DEMÓSTENES/MENSALÃO [In:] NAVALHA NA CARNE (?)



Em quem doer




Dora Kramer - Dora Kramer
Autor(es): Dora Kramer
O Estado de S. Paulo - 18/04/2012
 
Os fatos recente e diariamente revelados sobre bicheiros, empreiteiros, políticos e governos falam por si sobre a urgência de que o Congresso instale e leve adiante uma boa de uma comissão parlamentar de inquérito.
Inclusive dentro dos parâmetros considerados ideais pela presidente Dilma Rousseff quando falou a estudantes de Harvard, na visita aos Estados Unidos, a respeito da necessidade de se atacar as ações dos corruptos e, sobretudo, as dos "corruptores".
Nessa categoria já existe até um personagem síntese: Fernando Cavendish, dono da empresa Delta Construções citada como dona dos grandes negócios com governos cuja metodologia de desempenho, se for mesmo a considerada por ele como garantia de presença no submundo do poder - "botar R$ 30 milhões na mão de um político" -, explica a razão do sucesso.
A coisa (a ideia da CPI) começou naquela base já conhecida: meio à vera meio à brinca. Com tanta gente envolvida, com tantas contas em aberto a serem expostas que o cenário parecia o habitual: instala-se a CPI e depois se cuida para que não prospere, produzindo relatórios inconclusivos e votos em separados mais inócuos ainda.
Mas aí Lula enxergou uma janela de oportunidade e, como sempre, mirando no imediato e deixando para lá o permanente, orientou a direção do PT a incentivar as investigações.
Um bom serviço não fosse a valentia produto de pura chicana com a finalidade de "pegar" os oposicionistas envolvidos e revestir de lama o panorama onde há expectativa para breve do julgamento de um processo onde dirigentes do PT (ex e atuais) figuram como líderes de organização acusada de ser "criminosa". Ato contínuo, porém, começou a baixar a prudência, para não dizer paúra, na turma do deixa isso para lá, lembrando que são muitos os telhados de vidro em jogo.
Tarde demais. Os fatos atropelaram as versões e agora não há mais recuo possível sem o risco de um vexame amazônico. Dizer o quê, se os tentáculos de Carlos Augusto Ramos, vulgo Cachoeira, alcançam Chico e também Francisco?
Por ora há as assinaturas necessárias. Faltam as indicações dos integrantes da comissão, a instalação e a definição do roteiro dos trabalhos propriamente ditos que, nessa altura, só têm caminho de ida. Atinjam a quem atingirem.
A propósito, a expressão correta não é doa "a" quem doer. É doa "em" quem doer.
Impressões. Há dúvida no Supremo Tribunal Federal de que o ministro Dias Toffoli, advogado-geral da União no governo Lula, possa vir a se declarar impedido de participar do julgamento do mensalão.
Bem como é corrente no tribunal o raciocínio de que o ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski, não deve atrasar além do estritamente necessário a liberação de seu relatório.
Dado o risco de prescrição de penas menores caso haja condenação, nem ele nem qualquer um dos ministros gostaria de passar à História como "coveiro" - sim, essa é a expressão usada - do processo.
Lewandowski decidiu sair da presidência do Tribunal Superior Eleitoral para se dedicar à elaboração do relatório que liberará o processo para entrar na pauta e o que se diz entre os ministros é que ele já não está mais propenso a considerar, como anteriormente, o prazo de seis meses para concluir o trabalho.
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Atriz convidada. A participação de Marta Suplicy em inauguração de um Centro de Educação Unificado (CEU) em São Bernardo do Campo junto com Lula e Fernando Haddad não quer dizer que a senadora passará a circular com o candidato de agora em diante.
A presença dela foi pontual. Marta só entrará de fato da campanha depois de oficializada a candidatura petista e, ainda assim, mediante correção de rumos que ela considera equivocados. Enquanto isso continuará alegando que o trabalho na vice-presidência do Senado lhe ocupa todo o tempo.
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CACHOEIRA/DEMÓSTENES [In:] ZEBRA NA CABEÇA



A aposta do jogo contra as instituições




O Globo - 18/04/2012
 

As ligações perigosas do contraventor Carlinhos Cachoeira, que estão vindo a público desde que se descobriu no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) uma das pontas da rede de corrupção e cooptação de autoridades montada pelo bicheiro, expõem muito mais que a falência ética e moral de homens públicos que não honram cargos e mandatos supostamente exercidos em nome dos cidadãos que lhes dão votos e lhes pagam pelo exercício da representação. 
A aposta de Cachoeira no pressuposto de que o dinheiro sujo da contravenção abre portas e compra consciências é apenas uma das vertentes de uma gravíssima afronta às instituições oriunda do submundo da jogatina, contra a qual o país precisa se precaver.
Cachoeira é uma parte do jogo. Há um movimento coordenado pela contravenção, em nível nacional, para, ante as lacunas de um Código Penal que não tipifica como crime essas atividades, ganhar espaços e se impor à sociedade. Entre outros recursos, com apelos à legalização da jogatina feitos com argumentos deliberadamente enviesados, falaciosos, para obter o apoio de incautos. As desenvoltas ações do bicheiro goiano fazem parte do mesmo pacote no qual quadrilhas ligadas ao jogo ilegal se juntam , segundo relatórios da Polícia Federal, para fatiar o país, dividindo entre elas o controle das bilionárias bancas. No Centro-Oeste, o capo é Cachoeira; no Rio, com ramificações no Norte, Nordeste e outras regiões do Sudeste, mandam os decanos cariocas do jogo do bicho; no Sul, quem bota banca é o paulista Ivo Noal.
A divisão territorial das áreas de ação do jogo ilegal é uma clara demonstração de que a contravenção se sofistica, adverte a PF. Outra evidência, mais grave, a merecer a urgente revisão do Código Penal, é a associação das quadrilhas brasileiras a máfias internacionais, disso resultando uma conhecida atividade-fim - a exploração das máquinas caça-níqueis - e outras subterrâneas, como assassinatos e atos de violência como método de intimidação de rivais.
O festival de denúncias a que se assiste nas últimas semanas é de estarrecer. Com a força de uma queda d"água, o esquema de Cachoeira arrasta para a vala comum da corrupção agentes públicos dos três Poderes e empresários. Sobretudo, mostra com preocupante cristalinidade a extensão do poder de cooptação da criminalidade. Sabia-se, por episódios regionais, que forças montadas à margem da lei já vinham inclusive eliminando intermediários no jogo montado para lhes abrir portas nas instituições. No Rio de Janeiro, por exemplo, contraventores e grupos de milicianos, não necessariamente distintos, escalaram representantes diretos para disputar mandatos eletivos ou ocupar cargos na administração pública.
Os episódios envolvendo Cachoeira e seus acólitos revelam uma rede mais extensa - portanto, potencialmente mais perigosa, porque estende os tentáculos da contravenção a gabinetes poderosos de Brasília, de alguns estados e a balanços na iniciativa privada. A resposta da sociedade a tais afrontas deve ser à altura: ampla, exemplar e dentro do pressuposto de que afrontas à lei devem ser inquestionavelmente punidas.
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