A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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domingo, setembro 30, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
sábado, setembro 29, 2007
EDITORIAL: "SEM PALAVRAS !!!"
“EU NÃO BARGANHO ...”.
Desde certo tempo que ficou comum se utilizar a frase de um jornalista, “ombudsman” de televisão, para se demonstrar indignação por um fato vindo ao conhecimento público, principalmente se este fato noticiado venha eivado de mentira. A frase em questão é: “seria cômico se não fosse trágico”.
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Nesta quinta-feira (27), o presidente Lula ao ser questionado, por jornalistas, se o PMDB pediu novos cargos no seu Governo, o Presidente disse que não é homem de fazer barganha para conseguir aprovações de matérias enviadas ao Congresso. Em suas palavras: “Eu não barganho. Eu faço acordo programático, acordo com o partido. Mas não é possível você ficar barganhando votação que vai para o Congresso Nacional. Eu quero dizer que o Senado não pediu nenhum cargo, não existe nenhuma reivindicação” (grifamos). De acordo com a Agência JB, Lula disse que não houve pedidos e que não conversou com senadores. Segundo Lula, questões relativas ao PMDB serão resolvidas pelo líder do partido, Valdir Raupp, do governo, Romero Jucá, e pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
Isto porque, na quarta-feira (26), ou mais especificamente, na “madrugada de quinta-feira”, a Câmara dos Deputados aprovou a emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 31 de dezembro de 2011. A CPMF continua com alíquota de 0,38%, que poderá ser reduzida ou restabelecida por lei, preservando-se os 0,2% destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS). A desvinculação de receitas também continua no percentual de 20% sobre todos os tributos e contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. Segundo o jornal O Estado, para tentar concluir a votação em primeiro turno, o Governo acertou com o PMDB na quarta-feira a entrega de uma diretoria da Petrobras, provavelmente a “Diretoria Internacional”. Ainda dentro da “programação”, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), falou à imprensa que “o ministro Walfrido Mares Guia, das Relações Institucionais, nos disse que o presidente Lula telefonou e pediu que ele garantisse ao PMDB que continuaria as nomeações no sistema Petrobras”, e ainda segundo Alves, “a ministra Dilma Rousseff também foi informada da decisão de Lula” e que a entrega dos cargos ao PMDB e demais partidos da base será feita tão logo a emenda constitucional da CPMF, depois de aprovada na Câmara, seja enviada ao Senado (grifamos).
Com esse “programa” o PMDB da Câmara ficou mais calmo. A sessão foi concluída às 2h31, e manteve o texto aprovado no dia 20 ao rejeitar todas as emendas e destaques à proposta feitos pela oposição.
Para relembrar, na quinta-feira (20) da semana passada ou mais exatamente “no final da noite”, a Câmara dos Deputados aprovou a emenda constitucional que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), como queria o Palácio do Planalto. O placar foi de 338 votos favoráveis à manutenção do tributo, 117 contra e 2 abstenções. Como são necessários 308 votos para a aprovação de uma emenda constitucional, o Governo conseguiu 30 votos a mais do que o mínimo necessário.
Novamente, segundo o jornal O Estado, a vitória ocorreu em clima tenso, onde, para acalmar “a sua própria bancada, que a toda hora se rebelava e ameaçava não votar a prorrogação”, o Governo se viu obrigado a prometer tudo, a todos, na hora da votação, principalmente, a liberar verbas para emendas parlamentares e a efetivar nomeações prometidas em estatais (grifamos). De acordo com a matéria jornalística, foram liberados R$ 21,7 milhões para emendas, entre elas, as que destinavam verbas para prefeituras controladas pelo PT [Niterói/RJ (R$ 626,9 mil) e São Leopoldo/RS (R$ 120 mil)], por aliados como PTB [Itinga/Maranhão (R$452,1 mil)] e PMDB [Patos/PB (R$ 65,1 mil)] e até por partidos de oposição, como o PSDB [Teresina/PI (297,6 mil)]. Nessa esteira “programática”, o Governo fez cinco nomeações: quatro para cargos da diretoria do Banco do Nordeste, com as quais atendeu ao PP, PR, PSB e PTB, e outra para a presidência do Porto de Santos, que foi para José Di Bela Filho, apadrinhado dos deputados Márcio França (PSB-SP) e Ciro Gomes (PSB-CE). Ainda, segundo O Estado, o próprio presidente Lula encabeçou o esforço governista para enfrentar a barganha generalizada, ao saber que o maior número de focos de rebeldia estava no PMDB. Em discurso no lançamento do PAC da Funasa, quando a Câmara estava reunida para discutir a votação, Lula cobrou da direção do partido o voto a favor da CPMF: "Quem é parceiro é parceiro para comer no prato cheio e é parceiro para ficar olhando o prato vazio junto, é parceiro nos bons e nos maus momentos”.
Contudo, já no Senado, ainda na quarta-feira (26), o PMDB promoveu um “levante”. Insatisfeito com as nomeações do Palácio do Planalto e com a demora na liberação de emendas, o partido ajudou a derrubar medida provisória (MP) do governo que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo e mais 660 cargos de confiança, que já funcionava sob o comando de Roberto Mangabeira Unger. Lula foi informado de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), insuflou a rebelião para mostrar força por estar irritado com o Governo e com parlamentares do PT, que agora cobram que ele se licencie do cargo. De acordo com o analista político Josias de Souza (Folha), Renan contou ainda com os quatro “soldados” de sua tropa: Almeida Lima (SE), Wellington Salgado (MG), Leomar Quintanilha (TO) e o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO).
Nesse episódio, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, não escondeu a surpresa: “Foi uma rasteira; Não queremos transformar essa situação num conflito insuperável, mas deve ter havido algum sinal, algum descontentamento que nós não percebemos” (O Estado). Articulador político do governo, Mares Guia foi chamado logo cedo pelo presidente Lula para uma reunião, no Palácio do Planalto. Noticiou-se que o Presidente tentou minimizar a crise, repetindo como mantra que “a derrota faz parte do jogo”. Nos bastidores, porém, afirmou que não conseguia entender a revolta do PMDB. Por esse fato, Lula teme pelo destino que terá a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que ainda precisa passar por mais uma votação na Câmara e duas no Senado. Assim, coube ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), a difícil tarefa de explicar ao presidente Lula os meandros de seu partido, insatisfeito com a distribuição de cargos pelo Planalto. “Vamos ajustar qualquer curto-circuito antes da nova votação da CPMF”, disse Jucá. “Foi uma reação radical e nós entendemos que o governo esperava mais lealdade da base aliada”. Ainda na avaliação de Jucá não houve uma chantagem por parte da bancada do PMDB, que votou contra o governo, e que a tendência em relação a cargos no segundo escalão e liberação de recursos de emendas parlamentares, é que devam ser tratadas pelo líder da bancada, senador Waldir Raupp (PMDB/RO), que terá um encontro separado com Mares Guia, oportunamente (grifamos).
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A quinta-feira (27) foi de fato, um dia para ficar na história; melhor será, se ficar na MEMÓRIA dos eleitores. O resultado da pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) revela que apenas 11,1% da população confiam nos políticos e 16,1%, nos partidos políticos. Segundo o estudo, apenas 12,5% dos entrevistados tem confiança na Câmara dos Deputados e 14,6% disseram que confiam no Senado. Entre as principais conclusões da pesquisa, estão o repúdio ao foro privilegiado (79,8%) e a crença de que a corrupção pode ser combatida (84,9%).
No mesmo dia foram divulgados os resultados de outro estudo. De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, a aprovação na maneira do presidente Lula governar recuou 3 pontos porcentuais: de 66% para 63%. Nestes termos, a desaprovação ao Presidente, subiu de 30% para 33%, de junho para setembro e a nota média para o Governo Lula caiu de 6,7 para 6,6. Igualmente, a confiança no Presidente recuou de 61% para 60%. Entre os entrevistados, 37% disseram que não confiam no presidente ante 35% no levantamento anterior. A pesquisa CNI/Ibope foi realizada dos dias 13 a 18 de setembro, onde foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 142 municípios.
Na inauguração do canal Record News (27), o presidente Lula discursou [logo após (bispo) Edir Macedo] e disse que a imprensa conta hoje com ampla liberdade para exercer suas funções e ressaltou: “o firme compromisso de seu governo em não cercear a liberdade de imprensa no País”. Lula disse ainda que “o maior desafio do jornalismo continua sendo a missão de informar com independência, imparcialidade e a livre atuação dos meios de comunicação”.
Voltando a frase do Presidente: “Eu não barganho. Faço acordo programático”. Não estaria ele, efetivamente dizendo: “Eu faço acordo pragmático” [?].
Quem está com a verdade? Lideranças políticas, pesquisas, imprensa ou Governo?
sexta-feira, setembro 28, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL127929-5602,00.html
Em seu début, Record News ignora notícia da noite, mas ibope sobe. O Record News se apresenta como um canal gratuito de notícias 24 horas, com a proposta de interromper sua programação com plantões no caso de notícias urgentes. Em seu début, o canal perdeu para a Globonews (canal pago de notícias da Globo), deixando de acompanhar a queda de um prédio no Rio, que provocou pelo menos a morte de duas pessoas, principal notícia da noite.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u332112.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u332211.shtml
Para atender ao grupo, afirmou Salgado, não é preciso muito. "Não é um sapato de cromo alemão que os franciscanos querem, mas um chinelinho novo. Pode ser até usado, o que ninguém agüenta mais é machucar o pé", afirmou. "Chinelinho novo", segundo os próprios peemedebistas, significa cargos no segundo, terceiro e quarto escalões: "Tem senadores que estão sem prestígio no seu Estado e isso não pode acontecer. Se vai ter [do governo] um terço novo, um chinelinho, uma roupinha de franciscano nova não sei, mas o clima é de insatisfação".
BISPO MACEDO/RECORD: O NOVO "PROMETEU" [DESACORRENTADO] *

Edir Macedo- A gente vai cutucando o fígado até cair.
Folha Online- Mas vai cair?
Macedo- Você conhece luta de boxe?
Folha Online - Não, o senhor luta? Edir Macedo não respondeu e saiu andando no Teatro Record, onde foi realizada a cerimônia que marcou a estréia do canal Record News, em São Paulo.
O evento, que começou a ser transmitido às 20h, reuniu autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Também estiveram presentes o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), entre outras personalidades. DIÓGENES MUNIZ, Editor-assistente de Ilustrada da Folha Online.
MIANMAR [BIRMÂNIA]: CORRUPÇÃO À TODOS OS GOSTOS/GASTOS/GESTOS (ESGOTOS/GATOS/GUETOS)
ÁLCOOL & BISTURI COMBINAM? ["SE BEBER NÃO OPERE!!!"]
Foram quatro anos de uso abusivo de um medicamento da classe dos opiáceos (derivados do ópio), com efeitos mais fortes do que a heroína. Duas overdoses e dois acidentes de carro depois, o fundo do poço chegou para o ex-ortopedista R.R., de 32 anos, quando desmaiou em um pronto-socorro durante seu plantão. Há um ano longe do vício (leia ao lado), R.R. faz parte de um levantamento realizado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). A pesquisa traçou um perfil de 365 médicos dependentes de substâncias químicas atendidos pelo Uniad entre 2000 e 2005. Para 48% dos médicos acompanhados pelo serviço da Unifesp - todos residentes - o álcool foi a droga apontada como responsável pelo início do problema de dependência. Em seguida aparecem a maconha (17%), benzodiazepínicos (calmantes, 13,7%) e medicamentos opiáceos (10,9%).Uma vez instalada a dependência, esse quadro muda. Apesar de o álcool continuar na primeira posição, os medicamentos benzodiazepínicos e opiáceos passam a ser mais consumidos, o que sugere uma forte relação entre o consumo e a exposição ambiental. Alguns fatores podem explicar esse padrão de consumo diferenciado com o tempo. Além do fácil acesso a medicamentos de uso controlado, esses profissionais muitas vezes têm a falsa idéia de que o conhecimento técnico que dominam sobre substâncias químicas garante o uso seguro. “Existe essa falsa impressão, o que é um mau uso da informação”, diz o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares Alves, autor da pesquisa.
GLOBO vs RECORD: "O PROGRAMA ESTÁ NO AR..." *

MOTIM DO PMDB: SEGUNDO O NAVEGADOR DOS 'SETE MARES'

quinta-feira, setembro 27, 2007
RENAN CALHEIROS, LULA & UNGER: "LIGAÇÕES PERIGOSAS"
MEDIDAS PROVISÓRIAS: CPMF NO 'CURTO PRAZO'
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a derrota na última quarta-feira com o fim da MP que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo e cargos federais, faz parte do jogo democrático. Lula se reuniu com líderes no Planalto nesta tarde e deve anunciar ainda nesta quarta a nova situação de Mangabeira Unger, indicado para assumir a pasta. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse- após almoço com ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia- que a crise envolvendo o PMDB e o governo no Senado deve ser resolvida antes da votação da emenda constitucional que prorroga a CPMF. "Vamos ajustar qualquer curto-circuito antes da CPMF". Na avaliação de Jucá não houve uma chantagem por parte da bancada do PMDB, que votou contra o governo, e que a tendência em relação a cargos no segundo escalão e liberação de recursos de emendas parlamentares é de serem tratadas pelo líder da bancada, senador Waldir Raupp, que não participou do almoço e terá um encontro separado com Mares Guia. "É preciso procurar uma solução política. O governo não se sente traído, mas esperava lealdade da base", disse Jucá, ressaltando que senadores do PDT e PP também votaram contra o governo. Cida Fontes, do Estadão.
RESULTADOS DE PESQUISA/AMB: [MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO...]
INSS/PF: OPERAÇÃO CÁRCERE ("se gritar pega ladrão...)
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
MENSALÃO TUCANO: ... E POR QUE NÃO ? UAI !!!

Críticas
Parlamentares do PSDB criticaram o fato de Azeredo ter revelado à Folha que o ex-presidente FHC teria usado recursos de caixa dois de sua campanha. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o senador foi longe demais ao envolver o ex-presidente no suposto esquema irregular. "O senador foi infeliz nessa declaração. Eu tenho sido solidário ao senador Azeredo, mas tive que dizer que não aprovei a entrevista [à Folha]. Ele trouxe à baila pessoas que não têm nada a ver com os problemas que o envolvem", disse Virgílio.
Segundo o líder, o ex-presidente não tem qualquer ligação com as denúncias de caixa dois que envolvem o senador tucano. "O mais histérico adversário do ex-presidente não vai achar que ele tem ligação com aquilo. Eu aceito tudo o que é verdade, só não gosto de história de carochinha", afirmou o líder. Gabriela Guerreiro, Folha Online, Foto 25.set.2007/Folha Imagem.
CÂMARA "DOS" DEPUTADOS/CPMF: "NA CALADA DA NOITE NOS DANAMO$..."
+FOTO+ANDRE+DUSEK+AE.jpg)
Centrais: Na operação para concluir a votação da CPMF, o governo apressou a aprovação de projeto de lei nas comissões que reconhece juridicamente as centrais sindicais e permite o repasse de 10% do Imposto Sindical. Em troca, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, retirou três destaques à CPMF, que exigiam votações nominais. O PR do Ceará disse que votaria com o governo, apesar de até hoje o presidente Lula não ter nomeado o ex-governador Lúcio Alcântara para cargo no setor elétrico. Estadão, foto André Dusek/AE. 2709
SENADO: FIM DAS SESSÕES SECRETAS (!?)
quarta-feira, setembro 26, 2007
BRASIL/CORRUPÇÃO: "SUJÔ, MANU !"
De acordo com a Transparência Internacional, a corrupção afeta principalmente os países devastados pela violência, incluindo Iraque e Somália, que se uniram a Mianmar na relação dos mais afetados por este mal, segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira (26) em Londres. Os países "limpos", encabeçados por Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia - todos com nota 9,4 -, também deveriam fazer mais esforços para evitar que suas empresas tentem corromper os políticos de outros estados ou não fazer mais vista grossa para a procedência de fundos suspeitos depositados em suas instituições financeiras, segundo a ONG. A lista dos dez países mais transparentes se completa com Cingapura, Suécia, Islândia, Holanda, Suíça, Canadá e Noruega. Os Estados Unidos aparecem na 20ª posição com a nota 7,2. Além de Iraque (1,5), Somália e Mianmar (1,4 cada), os três últimos países da lista de 180 países, a relação das nações mais corruptas inclui Haiti, Uzbequistão, Tonga, Sudão, Chade e Afeganistão. "Os países do final da classificação devem levar a sério estes resultados e agir já para fortalecer a responsabilidade de suas instituições públicas", destacou Huguette Labelle, presidente da TI. "Porém, as ações dos países bem classificados também são importantes, sobretudo para combater a corrupção no setor privado", acrescentou. Quase 40% dos países com índice abaixo de três - onde se considera que a corrupção afeta todos os setores - são classificados como "pobres" pelo Banco Mundial. O país sul-americano mais bem colocado é o Chile (7,0), com a 22ª posição. A Argentina, com 2,9, aparece como o número 105 na relação. G1, AFP.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


RENAN CALHEIROS ('OUT'): VOTAÇÃO ÀS CLARAS
Sem a participação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e os líderes da oposição acertaram retomar hoje as votações no plenário, pondo fim à obstrução iniciada há duas semanas. Os líderes José Agripino (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) concordaram com o fim da represália - adotada após Renan ter sido inocentado da acusação de ter contas pessoais pagas por um lobista -, desde que haja prioridade à votação de dois projetos de resolução. O primeiro acaba com as sessões secretas nas votações de perda de mandato e o outro projeto determina o afastamento de membros da Mesa Diretora e das comissões envolvidos em processos de quebra de decoro, cujo parecer será debatido na sessão de hoje da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O pacote prioriza ainda a votação da proposta de emenda que acaba com o voto secreto no Congresso, em todas as situações. A sessão aberta, se aprovada, entra em vigência nas votações das outras três representações restantes contra Renan. Quanto à mudança que atinge a Mesa, há divergência quanto à sua adoção retroativa, atingindo o presidente do Senado. Já o fim do voto secreto nas sessões de cassação, se não houver entendimento, só deverá entrar em vigor no ano que vem.Para concretizar o acordo, governo e oposição terão de destrancar a pauta, votando cinco medidas provisórias e um projeto em regime de urgência, que trata do estágio de estudantes nas universidades. Jucá até tentou preservar Renan na conversa com os líderes. Em vez de comparecer à reunião previamente marcada, procurou cada um informalmente, no plenário e no gabinete.
CPI DO APAGÃO AÉREO: DÚVIDAS? "NONE"!

Reações
A oposição promete reagir ao relatório de Maia. O PSDB e o DEM examinam apresentar um relatório alternativo na próxima semana, uma vez que os deputados aprovaram a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais cinco dias --acabando no dia 5 de outubro. "Esse relatório é de uma frouxidão que eu nunca vi na minha vida", disse o deputado Vic Pires (DEM-PA). Incomodado com o relatório de Maia, o deputado Efraim Moraes Filho (DEM-PB) também reagiu. "Isso é uma das maiores pizzas dessa CPI. Não podemos permitir uma coisa dessas", disse ele.
Acidentes
O relator também evitou em fazer recomendações objetivas sobre o acidente envolvendo o Airbus-A320 da TAM, que se acidentou em julho matando 199 pessoas em São Paulo, quando a aeronave se chocou com um prédio da companhia aérea. Segundo o petista, é necessário aguardar as conclusões técnicas sobre o acidente para apontar responsabilidades e sugestões.
De acordo com Maia, é preciso esperar que o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico) conclua as apurações sobre o acidente da TAM. De forma semelhante, o relator reagiu em relação ao acidente envolvendo o boeing da Gol que se chocou com o jato Legacy caindo em mata fechada e matando 154 pessoas, em setembro do ano passado. Sem entrar em detalhes, Maia pediu apenas o indiciamento dos dois pilotos do Legacy, os norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, além de quatro controladores de vôo que trabalhavam no momento do acidente. Eles são acusados de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Renata Giraldi, Folha Online. Fotos: Maia, 01.ago.2007/Agência Brasil; Denise, 21.ago.2008/Ueslei Marcelino/Folha Imagem.
ANAC: REVOADA DOS PÁSSAROS
Debandada
Três diretores da Anac já haviam pedido demissão desde a posse de Nelson Jobim no Ministério da Defesa: Denise Abreu, Jorge Velozo e Leur Lomanto. Ex-diretora de Serviços Aéreos e Relações com Usuários, Denise Abreu foi a primeira a ceder a pressão e renunciar ao cargo. Ela é acusada de ter encaminhado documentos sem validade legal para a Justiça Federal de São Paulo para liberar as operações de alguns tipos de aeronave no Aeroporto de Congonhas. Em seguida, mais dois diretores - Jorge Velozo e Leur Lomanto - entregaram os cargos. Com a saída de Barat, resta apenas o diretor presidente da agência, Milton Zuanazzi, da diretoria original, muito criticada por sua atuação durante a crise aérea.
Substituições
O brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho, primeiro indicado por Jobim para a Anac, já foi sabatinado pela Comissão de Serviços de Infra-estrutura do Senado. A indicação do brigadeiro para a diretoria de Segurança Operacional da Anac, no lugar de Jorge Velozo, foi aprovada por unanimidade, mas ainda depende da aprovação do plenário. O segundo nome escolhido por Jobim foi o da economista Solange Vieira. O presidente Lula já aprovou a sua indicação para ocupar uma das diretorias vagas. Ela agora precisa ser sabatinada pela comissão do Senado e aprovada pelo plenário. Jobim já indicou o economista Marcelo Pacheco dos Guaranys para um dos cargos vagos na Anac. O nome ainda precisa ser submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.