PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''CAI O REI DE ESPADA..." *

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Imagens disponíveis na internet (free download).
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(*) Ivan Lins.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

25 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Forças rebeldes já controlam poços de petróleo na Líbia
Arábia Saudita promete elevar produção para garantir oferta mundial

Importantes campos de petróleo no Sul e no Leste da Líbia estão em mãos de opositores, constatam jornalistas que já começam a entrar no país em guerra civil. O controle dos poços compromete a exportação de gás e petróleo. Com seu território cada vez mais reduzido, o ditador Muamar Kadafi enviou milhares de soldados e mercenários num contra-ataque às rebeliões em cidades próximas à capital, Trípoli. E voltou a falar na TV, mas desta vez só por áudio. Ele ameaçou cortar o envio de petróleo se os protestos não pararem e a1ertou que os opositores estão influenciados pela al Qaeda, de Osama bin Laden. Na corrida diplomática para frear Kadafi, a Suíça se apressou a congelar bens do ditador. Segundo o Itamaraty, todos os brasileiros que estavam em Trípoli já deixaram o país. Os que estão em Benghazi, onde milhares de pessoas se aglomeram no porto, devem embarcar hoje. Os conflitos fizeram o preço do petróleo encostar em US$ 120 ontem. Mas a cotação perdeu força após a Arábia Saudita prometer aumentar a produção de óleo para compensar a quebra na Líbia. (págs. 1, 34 e 38 a 41, Nicolas D. Kristof, pág. 6, Luiz García, pág. 7 e Míriam Leitão, pág. 30)

Na terra de ninguém

Já sob o controle dos rebeldes, a cidade de Tobruk, no Leste, perto da fronteira do Egito com a Líbia, é terra de ninguém. Aqui, Muamar Kadafi é proclamado um homem morto, relata Deborah Berlinck, enviada do GLOBO ao país que trava uma guerra civil para derrubar o ditador há 42 anos no poder. O centro de Tobruk parece uma pequena versão da Praça Tahrir, o principal símbolo da derrubada do ditador egípcio Hosni Mubarak, há duas semanas. Jovens líbios armados, hoje no comando da cidade, estão de prontidão, com bandeiras e cartazes, esperando a revolução chegar a Trípoli. Tudo que se refere ao regime líbio - o posto de polícia, as fotos de Kadafi e o seu famoso Livro Verde - foi destruído. (págs. 1 e 38)

Reajuste de 4,5% do IR vai valer em março

Vitoriosa na votação do mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff vai editar, já na próxima semana e sem negociação com as centrais sindicais, medida provisória reajustando em 4,5% a tabela do Imposto de Renda. As centrais avisaram ontem que vão aumentar os protestos contra a decisão de editar a MP. (págs. 1, 3 e 4)

Lotéricas e Correios vão negociar dólar

De olho na Copa e nas Olimpíadas, o Conselho Monetário Nacional autorizou casas lotéricas e postos dos Correios a negociar moeda estrangeira - em espécie ou cheques de viagem - no limite de até US$ 3 mil. (págs. 1 e 34)

Morte violenta de jovens é cada vez maior

A taxa de homicídios de jovens de 15 a 24 anos subiu, em 2008, para 52,9 por grupo de 100 mil habitantes. Nessa faixa etária, 39,7% dos óbitos foram provocados por assassinatos. Alagoas é o estado mais violento. (págs. 1 e 16 a 18)

Economistas, juristas e empresários pedem reforma tributária (págs. 1 e 36)

Com dívida de R$ 80 milhões, Daslu é vendida por R$ 1 mil (págs. 1 e 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo já discute idade mínima de aposentadoria
Proposta é de 65 anos para homens e 60 para mulheres e só para quem ainda não trabalha

O governo discute a adoção de idade mínima para a aposentadoria integral dos trabalhadores do setor privado, informam Natuza Nery e Gustavo Patu.

A proposta mais forte é de 65 anos para homens e de 60 para mulheres no caso dos segurados do INSS. A mudança valeria só para quem ainda não ingressou no mercado de trabalho. (págs. 1 e Poder, pág. A4)

Análise: Para Marcus Orione, professor de direito da USP, a extinção do fator é necessária. (pág. 1 e Poder, pág. A6)

Gaddafi ameaça cortar fornecimento de petróleo

No terceiro discurso desta semana, o ditador líbio, Muammar Gaddafi, recorreu ao seu maior trunfo para tentar reaver o controle do país: ameaçou cortar o fornecimento de petróleo.

A Líbia é o 11º maior exportador mundial da commodity, respondendo por 1,5% do comércio global. (pág. 1 e Mundo, pág. A16)

Mercado

Planalto prepara ações para proteger área exportadora. (págs. 1 e B1)

Leste da Líbia elimina todos os sinais do ditador

Homens com fuzis e vestidos à paisana saúdam quem entra no território líbio na fronteira pelo Egito. Ao lado, a bandeira vermelha, preta e verde da Líbia pré-Gaddafi mostra que o leste do país não está sob controle do ditador. (pág. 1 e Mundo, pág. A17)

Malta recebe voo com os últimos brasileiros à deixar Trípoli. (pág. 1 e Mundo, pág. A19)

Análise: Fábio Zanini

Possibilidade de haver vácuo de poder é o que mais preocupa. (pág. 1 e Mundo, pág. A18)

Folha publica decisão em cumprimento a ordem judicial (pág. 1 e Ciência, pág. C10)

Mercado
Governo autoriza Correios e lotéricas a negociar dólares. (págs. 1 e B3)

Editoriais

Leia “Começo cordial”, sobre as relações entre a presidente Dilma Rousseff e a oposição; e “TV companheira”, acerca da Telesur de Hugo Chávez. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Rebeldes se aproximam de Trípoli; mortos já seriam 2 mil
Forças de oposição a Kadafi tomam cidades estratégicas para a defesa do ditador; 30 mil fogem da Líbia

Os rebeldes líbios que lutam para derrubar Muamar Kadafi tomaram duas cidades ao oeste de Trípoli, região estratégica para manter o ditador no poder. Mercenários a serviço de Kadafi atacaram nas proximidades da capital e teriam matado pelo menos 90 pessoas, segundo testemunhas. Estrangeiros que já deixaram a Líbia relatam que as forças de Kadafi já fizeram mais de 2 mil vítimas. Em quatro dias, pelo menos 30 mil pessoas escaparam pelas fronteiras terrestres da Líbia. As empresas brasileiras que têm negócios no país retiraram ontem, em segurança, parte dos funcionários. (pág. 1 e Internacional, págs. A10 e A18 a A20)

Europa prevê queda

A Europa já trata Muamar Kadafi como passado. A Suíça bloqueou suas contas, e França e Reino Unido ameaçam levar o ditador aos tribunais. “Espero, de todo coração, que Kadafi esteja vivendo seus últimos momentos como chefe de Estado”, disse um ministro francês. (pág. 1 e Internacional, pág. A18)

Ano eleitoral dobra repasse de projeto do Esporte

O Ministério do Esporte dobrou o montante de recursos do programa Segundo Tempo repassados para entidades e ONGs em 2010, ano de eleições. Foram R$ 69,4 milhões, ante R$ 34 milhões em 2009. O Estado revelou que os recursos destinados a entidades vinculadas ao PC do B - partido do ministro Orlando Silva - são mal aplicados, O número de organizações beneficiadas pelo programa também cresceu, de 25 para 42, no ano passado. (pág. 1 e Nacional, pág. A4)

Regulamentação da mídia

A presidente Dilma Rousseff quer um “pente-fino” no projeto que regulamenta as comunicações. Para o ministro Paulo Bernardo, há “grande chance de ter besteira no meio”. (pág. 1 e Nacional, pág. A9)

Ninguém adere a programa que anistia desmate

A três meses do fim do prazo, ainda não houve adesões ao Programa Mais Ambiente, que prevê a suspensão de multas ao proprietário que restaurar área de proteção em seu imóvel. Produtores rurais apostam que as regras mudarão a partir da reforma do Código Florestal, em debate no Congresso. (pág. 1 e Vida, pág. A22)

Dona da Parmalat compra Daslu por R$ 65 milhões (pág. 1 e Economia, pág. B14)

‘Estadão Broadcast’ estreia serviço pago na internet (pág. 1 e Economia, pág. B15)

Violência avança no Nordeste e cai em SP

Entre 1998 e 2008, o Nordeste registrou aumento de 65% no número de homicídios, de 80% nos casos de suicídio e de 37% nos acidentes de trânsito. Na população jovem (15 a 24 anos), os índices são ainda piores: crescimento de 94%, 92% e 49%, respectivamente. Nenhuma outra região teve aumento tão grande de mortes por causas extremas, segundo o Mapa da Violência 2011 - Os Jovens do Brasil, divulgado ontem. No Sudeste, São Paulo reduziu em 62,4% a taxa de homicídios na população em geral e em 68% entre jovens. (págs. 1 e Cidades, págs. C1 e C3)

Visão global: As várias caras de Kadafi

O ditador abandonou as frases floreadas sobre teoria democrática e reassumiu a realidade da supressão brutal, escreve Dirk Vanderwalle. (pág. 1 e Internacional, pág. A15)

Notas e informações: A ‘judicialização’ do salário mínimo

Dilma deve vetar a prerrogativa de tratar do piso por decreto. (págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Instabilidade afeta comércio crescente com países árabes
A onda de insurreições e manifestações no norte da África e Oriente Médio ameaça temporariamente suspender negócios em alguns dos mercados mais promissores para as empresas brasileiras. Em 2010, um quarto do superávit comercial brasileiro, de US$ 20,24 bilhões, veio do comércio com os países da região. O saldo positivo foi de US$ 5,61 bilhões e as vendas atingiram US$ 12,57 bilhões. Do total, mais da metade (61,7%) foi para quatro países: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes e Argélia. Os países da região importaram basicamente carnes, açúcar, minério e cereais.

Exportadores acreditam que a atual turbulência na região não trará grandes danos às vendas brasileiras. Após 18 dias de caos político, que colocaram em compasso de espera importações do Brasil, a situação no Egito normalizou-se rapidamente. Correm maior risco as empresas que têm bases e projetos nesses países, como as construtoras, cujos principais clientes são os governos locais. (págs. 1 e A12)

Despesas dos bancos em ritmo de alta

As despesas administrativas e de pessoal dos bancos deram um salto em 2010 e darão outro em 2011. A ampliação das redes de agências ajudaram a elevar os gastos administrativos dos cinco maiores bancos de varejo do país em 14,3% no ano passado, segundo os balanços publicados. A folha de salários cresceu 9,2%.

O Itaú Unibanco foi quem apresentou o maior crescimento das despesas administrativas, com aumento de 21,1%, para R$ 14,03 bilhões. Em 2011, o banco vai abrir 150 agências e reformar outras 600. Já a dianteira nas despesas com pessoal coube ao Bradesco - aumento de 16,8%, para R$ 9,3 bilhões. Depois de contratar 7,5 mil funcionários, o banco vai admitir pelo menos 1,7 mil pessoas neste ano e abrir mais 183 agências. "Reafirmamos nossa vocação de ser banco de dispersão geográfica", diz Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente. (págs. 1 e C1)

Arvin e Dana investem em fábricas

O Brasil se transformou em novo front da disputa global entre ArvinMeritor e Dana, duas das maiores fornecedoras mundiais de conjuntos de componentes automotivos para as montadoras. Na concorrência cada vez mais acirrada pelo segmento de caminhões e comerciais leves no país, elas reforçaram investimentos.

Em 2010, as vendas de comerciais leves e caminhões aumentaram 28,1% e 43,5%, respectivamente, muito acima dos 6,9% dos carros de passeio. "Todos estão olhando para cá e querem uma fatia do mercado", diz o diretor da ArvinMeritor na América do Sul, Silvio Nogueira de Barros. Enquanto a empresa ingressou no mercado nacional de cardans - peças que fazem parte do sistema de transmissão - com a inauguração de mais uma fábrica em Osasco (SP), a Dana, líder do segmento, fechou parceria com a Sifco para ampliar sua presença no segmento de eixos. (págs. 1 e B12)

Foto-legenda: Doces avanços

Em menos de dois anos, o Brasil se tornou a maior plataforma de produção de açúcar bruto da Shree Renuka, de Narendra Murkumbi, o primeiro indiano a investir no setor no país. Das cerca de 20 milhões de toneladas de cana que a empresa processa, 13,6 milhões estão no Brasil. (págs. 1 e B16)

Carvajal busca mais empresas no Brasil

Depois de controlar 205 empresas nas mais variadas áreas, o centenário Grupo Carvajal, um dos três maiores conglomerados da Colômbia, resolveu concentrar-se em sete áreas de negócios. A família que controla o grupo e que lhe empresta o sobrenome abriu mão do comando executivo, que passou a ser exercido por Ricardo Obregón, contratado com a missão de enxugar os negócios e torná-los mais rentáveis.

Dezenove empresas de pequeno porte foram vendidas, engordando o caixa em US$ 43 milhões. Só no Brasil, foram quatro aquisições em 23 anos - Publicar, controladora das Páginas Amarelas, Caderbrás, fabricante de cadernos, a agência de publicidade Yell e a editora Lund. O Brasil tem peso importante no desempenho do grupo e responde pela maior parcela da receita entre os 17 países onde atua. Agora, a intenção é comprar mais uma empresa por aqui, do setor de embalagens, adianta Obregón. (págs. 1 e B6)

Investidor externo sai da renda fixa

Em janeiro, pelo segundo mês consecutivo, o fluxo de recursos estrangeiros para a renda fixa ficou negativo. Segundo os números do Banco Central, houve saída líquida de US$ 500 milhões. O volume não parece significativo, mas segundo o economista Darwin Dib, da equipe de análise macroeconômica do Itaú, esse movimento confirma a rápida reversão desses capitais como reação a duas rodadas de elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em outubro. O fluxo líquido de investimento estrangeiro oscilava em torno de US$ 1,9 bilhão nos meses que precederam as medidas.

Já o BC alcançou seu objetivo de esfriar a demanda por crédito com medidas tomadas em dezembro. Elas fizeram recuar em 27,2% a média diária de financiamentos para a compra de veículos em janeiro e em 1,7% a do crédito pessoal. A queda no crédito não foi maior porque parte da demanda migrou para linhas mais caras, como as dos cartões de crédito e cheques especiais. (págs. 1 e C14)

Preço de imóveis tende à estabilidade

Começam a aparecer os primeiros sinais de estabilidade nos preços dos imóveis nas principais cidades brasileiras, embora ainda restem dúvidas se os valores chegaram ao limite ou se ainda há espaço para novas altas. Os casos de queda são poucos, mas já existe um consenso de que a escalada de preços dos 18 últimos meses não prosseguirá.

Guilherme Vilazante, analista do Barclays Capital, é um dos especialistas que acreditam na tendência de estabilidade dos preços a partir de agora. "Em 2009 e 2010 a velocidade de vendas estava distorcida para cima". (págs. 1, B1 e B10)

Governo estuda medidas para barrar feijão da China (págs. 1 e B15)

Operações Financeiras
De transações on-line e pelo celular a acompanhamento de recebíveis e outras operações mais sofisticadas, bancos ampliam leque de produtos para atender demanda das empresas por crédito de longo prazo. (pág. 1 e Caderno especial)

Pré-sal na bolsa

A Sete Brasil, empresa criada para construir o primeiro lote de sete sondas de perfuração que serão feitas pelo Estaleiro Atlântico Sul para uso da Petrobras, deverá abrir o capital dentro de três a quatro anos. (págs. 1 e B12)

SP penhora recebível de cartão

A Fazenda paulista passou a requerer a penhora de recebíveis de cartões de débito e crédito em ações de execução fiscal contra contribuintes do varejo. Dezenas de pedidos já foram aceitos pela Justiça. (págs. 1 e E1)

Crédito

Em vigor desde o fim de 2010, por meio da Medida Provisória 518, o cadastro positivo ainda não saiu do papel. Instituições financeiras alegam que falta regulamentação para tornar efetivo o novo instrumento. (pág. 1 e Caderno especial)

Ideias: Claudia Safatle

Muitas dúvidas alimentam a deterioração das expectativas de inflação e só uma certeza: IPCA em 2011 será ao menos de 6%. (págs. 1 e A2)

Ideias: Márcio Garcia

Como o corte de gastos é para auxiliar a política monetária a conter à inflação, não adiantam truques de adiar despesas. (págs. 1 e A15)

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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''RECUERDOS'' & RECUOS ...

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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KADAFI/LÍBIA [In:] PETRÓLEO CARTELIZADO

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PETRÓLEO LÍBIO CAI À METADE E PREÇO DISPARA NO MUNDO

LÍBIA: PRODUÇÃO PARA E PETRÓLEO SOBE


Autor(es): Agência O globo:
O Globo - 24/02/2011

Metade da extração estaria suspensa no país e barril tem novo dia de forte alta, para US$111,73

A notícia, divulgada pelo site do jornal britânico "Financial Times", de que metade da produção de petróleo na Líbia, de cerca de 1,6 milhão de barris diários, já estaria paralisada fez com que os preços do produto voltassem a subir com força ontem. O barril do Brent, referência internacional, ultrapassou os US$111, enquanto o do tipo leve americano chegou a ser negociado a US$100, recuando um pouco depois. Em ambos os casos, os preços estão no maior patamar desde antes do agravamento da crise financeira global, com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, e cada vez mais próximos do recorde histórico de US$147, em julho daquele ano.

Em Londres, o Brent avançou 5,6%, para US$111,73. Já em Nova York a alta foi de 2,8%, para US$98,10. Segundo a Bloomberg News, a cotação do leve americano recuou depois de fontes afirmarem que a Arábia Saudita não esperaria a reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para elevar sua produção.

E há quem espere mais. A corretora Nomura Holdings afirmou ontem em nota que os preços do barril podem chegar a US$220 se, além da Líbia, a produção parar na Argélia. O maior temor é que os protestos cheguem à Arábia Saudita e retomem no Irã.

- Os preços do petróleo não cairão tão cedo - disse à Reuters Shelley Goldberg, estrategista de commodities da Roubini Global Economics. - Não se trata apenas da Líbia, mas do temor de que esses movimentos se espalhem por todo o Oriente Médio e Norte da África. Estamos provavelmente em um nível intermediário das revoltas, com mais pela frente.

Operações afetadas em 9 petrolíferas

Até agora, nove petrolíferas - BP, Eni, Total, Repsol, Royal Dutch Shell, Statoil, RWE, OMV e Wintershall - suspenderam total ou parcialmente suas operações na Líbia e estão tirando seus funcionários no país. A italiana Eni fechou o gasoduto que abastece a Itália, mas assegurou que tem estoque para atender à demanda.

Já a austríaca OMV viu suas ações desabarem até 7,8% depois de anunciar a paralisação de suas atividades na Líbia, onde obtém 10% de sua produção total. A empresa não tem como compensar essa perda na produção.

O "Financial Times" citou nota da consultoria JBC Energy, segundo a qual o mundo "começa a entrar em um verdadeiro choque do petróleo". Já Amrita Sen, analista de energia do Barclays Capital, disse que a gravidade vai além da perda de barris. "A desestabilização no mundo árabe, onde estão as maiores reservas e produção de petróleo e gás do planeta, é de extrema importância".

Os rebeldes que tentam derrubar o governo de Muamar Kadafi têm consciência da importância da indústria petrolífera para o país. Um dos principais ativistas da cidade de Benghazi, que não se identificou por questões de segurança, disse à agência Dow Jones que os rebeldes que assumiram o controle de regiões produtoras não querem atrapalhar a exploração.

- As operações de petróleo e gás devem continuar como estão. Não faremos nada contra as empresas estrangeiras porque elas estão ajudando a Líbia e fazendo seu trabalho.

Segundo a Dow Jones, citando fontes locais, petrolíferas no Leste da Líbia, como Arabian Gulf Oil Company e Marsa Al Brega Refinery, estão sob o controle de rebeldes pró-democracia. Riad Kahwaji, fundador do think tank Inegma, disse à agência que os líderes tribais não vão depredar as instalações porque sabem que o petróleo é sua maior fonte de renda.

A turbulência na Líbia continuou pesando sobre as bolsas internacionais. Tóquio recuou 0,80%. Londres fechou em queda de 1,22%, enquanto Frankfurt e Paris caíram 1,69% e 0,92%. Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,88% e a Nasdaq, 1,21%.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


24 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Petróleo líbio cai à metade e preço dispara no mundo
Ações da Petrobras têm alta de até 4,66% e viram alvo de estrangeiros

Praticamente metade da produção de petróleo na Líbia foi suspensa ontem diante do agravamento dos conflitos no país. Até agora, nove petrolíferas, entre elas Shell, BP, a italiana Eni, a francesa Total e a espanhola Repsol, interromperam suas operações. Com a crise, o barril do petróleo em Londres ultrapassou os US$ 111, com alta de 5,6%, Em Nova York, subiu 2,8%, atingindo o maior patamar desde setembro de 2008, quando estourou a crise financeira mundial. A alta do petróleo provocou forte valorização das ações da Petrobras, de até 4,66%. O papel foi muito procurado por investidores estrangeiros, inclusive da China. (Págs. 1, 25 e 26, editorial “O alerta que vem do petróleo”, Miriam Leitão, Verissimo e Thomas Friedman)

Kadafi e rebeldes em batalha pelo Oeste

Com grandes áreas do Leste do país fora de seu controle, o ditador Muamar Kadafi trava uma batalha desesperada para manter o comando do Oeste. Duas cidades próximas da capital, Trípoli, já estariam sob controle dos rebeldes. (Págs. 1, 35 e 38)

Empreiteiras começam a retirar brasileiros do país (Págs. 1 e 36)

Rei saudita gasta U$ 30 bi em benesses para evitar revolta (Págs. 1 e 38)

Analistas preveem guerra civil após queda de Kadafi (págs. 1 e 37)

Foto-legenda: Pérola recuperada

Presos políticos libertados pelo rei do Bahrein acenam para multidão de manifestantes na mesma Praça da Pérola que, há uma semana, fora ocupada por tanques do Exército. (Págs. 1 e 38)

Foto-legenda: Enquanto isso, na Grécia...

Em Atenas, policial atingido por coquetel molotov pega fogo ao lado de colega, que tenta ajudá-lo. O dia foi de violência na Grécia contra cortes de gastos do governo. (Págs. 1 e 29)

Desligadas Angra 1 e Angra 2 no mesmo dia

Primeiro, uma falha em equipamento deixou Angra 2 fora do sistema nacional interligado. Na noite da mesma terça-feira, um problema no medidor de pressão levou ao desligamento de Angra 1, que só voltou a funcionar ontem. A Eletronuclear disse que foi uma coincidência e não há problemas de manutenção. (Págs. 1 e 26)

Hospitais: fila é igual no SUS e nos privados

Com o crescimento do número de usuários de planos de saúde, hospitais privados passaram a sofrer os mesmos problemas dos públicos. O tempo de espera nas emergências é praticamente igual. (Págs. 1 e 14)

Impasse sobre remédio para emagrecer

Pressionada em audiência pública por entidades médicas e farmacêuticas, a Anvisa adiou a decisão de proibir a sibutramina e outras três drogas para emagrecer. Os remédios são banidos nos EUA. (Págs. 1 e 39)

Direito de TV provoca racha no Clube dos 13

Os 20 membros do Clube dos 13 se dividiram ontem sobre as negociações dos direitos de TV. Os quatro cariocas mais oito times vão negociar separadamente. (Págs. 1 e Caderno Esportes)

Fatura liquidada

Em votação simbólica, o Senado aprovou ontem à noite o texto-base do projeto do salário mínimo, que prevê o valor de R$ 545 e estabelece uma política de reajustes até 2015. Mas o valor final do mínimo ainda iria a voto. (Págs. 1, 3 e 4)

Advogada eleitoral de Dilma entra em lista do TSE e causa polêmica (Págs. 1 e 11)

Escolas pagam por ar-condicionado de 1ª e recebem de 4ª (Págs. 1 e 17)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Cerco a ditador cresce, e Europa teme êxodo árabe
Líbia tem 1,5 milhão de imigrantes ilegais; Gaddafi arcará com consequências da violência, diz Obama

Forças antigoverno fecharam o cerco contra Muammar Gaddafi. Além do leste da Líbia, já tomado, opositores dizem ter dominado cidades do oeste, como Misratah (a terceira maior do país), outras duas no golfo de Sirt e localidades a 50 km de Tripoli.

Difusa, a oposição a Gaddafi atrai da classe média líbia a dissidentes de tribos. Entre as reivindicações, estão uma assembleia nacional para definir o governo interino e uma Constituição. (pág. 1 e Mundo)

Rede de TV chavista diz que há ‘festa’ nas ruas de Trípoli. (pág. 1 e Mundo, pág. A21)

Gaddafi ordenou em pessoa ataque de 88, diz ex-aliado. (pág. 1 e Mundo, pág. A18)

Um nome perdido nas traduções

Transliteração do árabe para o alfabeto gera 112 formas de escrever o nome do ditador líbio. (pág. 1)

Foto-legenda: Em Benghazi (Líbia), turcos aguardam embarque; país já repatriou 429 pessoas por ali. (pág. 1)

Senado confirma valor do salário mínimo em R$ 545 (pág. 1 e Poder, pág. A8)

BB e Camargo Corrêa fecham fusão de elétricas
Com o aval do governo, a construtora Camargo Corrêa fechou acordo com o Banco do Brasil e o fundo de pensão Previ para fundir a CPFL com a Neoenergia.

A união não foi concluída porque a espanhola Iberdrola, acionista da Neonergia, resiste em aceitar que a empreiteira comande a nova operação. (pág. 1 e Mercado, págs. B1 e B3)

Vice de Alckmin seguirá Kassab em novo partido

O prefeito Gilberto Kassab vai deixar o DEM até 30 de março e fundar um partido, que se unirá ao PSB - sigla pela qual quer concorrer ao governo de São Paulo.

A articulação foi fechada com o governador Eduardo Campos (PSB-PE). Também sairá do DEM o vice de Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingos. (pág. 1 e Poder, pág. A4)

Novos aluguéis aumentam 15% e batem recorde

Novos contratos de locação assinados em janeiro em São Paulo tiveram aumento médio de 14,6% em 12 meses, um novo recorde.

O índice mais usado para balizar o valor de aluguéis dos contratos em andamento aumentou 11,5% no mesmo período. (pág. 1 e Mercado, pág. B12)

De cada 4 mães, 1 é maltratada ao ter bebê em hospital

Das mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados, 25% relataram maus-tratos, revela estudo nacional da Fundação Perseu Abramo e do Sesc.

Profissionais de saúde se recusaram a oferecer alívio à dor ou foram grosseiros com as mães. (pág. 1 e Cotidiano, pág. C1)

Disputa entre TVs ameaça Brasileiro a partir de 2012

Com nove times rebelados, o Clube dos 13, que negocia contratos de TV do Brasileiro, pode ser extinto, o que ameaça as transmissões a partir de 2012.

A debandada é consequência direta de disputa entre Globo e Record pelos direitos de TV. (pág. 1 e Esporte, pág. D2)

Juca Kfouri: Os que saíram não querem mudanças e preferem a Globo

Bem na hora em que o Clube dos 13 trabalhava direito, é sabotado. Nem o Corinthians quer lisura do C13 nem o Flamengo saiu por causa do São Paulo e da Taça das Bolinhas. (pág. 1 e Esporte, pág. D3)

Rodrigo Bueno: Já sei do que preciso para me candidatar à CBF em 2015 (pág. 1 e Esporte, pág. D11)

Editoriais

Leia “Ajuste indefinido”, sobre a demora em detalhar os cortes no Orçamento; e “Energia particular”, acerca de proposta do governo de São Paulo. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Militares aderem à oposição; Kadafi apela a mercenários
Parte do Exército se junta aos insurgentes no leste da Líbia; comunidade internacional isola ditador

O regime sustentado pelo coronel Muamar Kadafi ao longo dos últimos 42 anos na Líbia está desmoronando. Ontem, parte das Forças Armadas se juntou aos insurgentes em grandes cidades do leste do país. Militares e mercenários estariam concentrados em um raio de 40 km de Trípoli, onde tentam garantir a sobrevida da ditadura. Entidades de direitos humanos dizem que os mortos já chegaram a 640. A ferocidade da reação de Kadafi aos opositores fez a comunidade internacional se mobilizar para isolar a Líbia. Ontem, a Europa estabeleceu sanções econômicas, e os EUA caminhavam para fazer o mesmo. A Liga Árabe afastou Kadafi de suas reuniões. (Págs. 1 e Internacional A12 a A16)

Análise: Hamza Hendawi

As milícias do ditador

Muamar Kadafi jamais confiou no Exército. Por isso, o ditador manteve enfraquecidos os militares para evitar qualquer desafio. Ele armou “comitês revolucionários” que são seu último reduto de apoio e devem lutar por ele se o Exército decidir se voltar contra o governo. (Págs. 1 e Internacional A14)

Grandes cidades têm 24 mil crianças de rua

Um censo inédito da Secretaria de Direitos Humanos revela que 23.973 crianças e adolescentes trabalham ou dormem nas ruas de 75 cidades com mais de 300 mil habitantes. As brigas verbais (32,2%) e a violência doméstica (30,6%) lideram a lista de motivos. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Dilma protela pagamento de precatórios e alivia caixa

O governo já começou a definir a lista de gastos a adiar para pôr em prática o aperto fiscal. Diante das dificuldades para decidir onde será aplicado o corte de R$ 50 bilhões, a ordem nos ministérios é “postergar despesas”, fazer contingenciamento na boca do caixa. Um exemplo é a decisão de atrasar o pagamento de sentenças judiciais. Os precatórios somam R$ 7,4 bilhões e serão pagos entre maio e julho. (Págs. 1 e Economia B1)

O 2º pior déficit externo

O Brasil teve em janeiro um saldo negativo de US$ 5,41 bilhões na conta de transações correntes, o pior para o mês e o segundo mais alto desde o início da série, em 1947. (Págs. 1 e Economia B6)

Anvisa adia decisão sobre emagrecedores

Pressionada por médicos e farmacêuticos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recuou e adiou a decisão sobre a intenção de proibir a venda de medicamentos usados para emagrecimento no Brasil. “Não há prazo para definição”, admitiu ontem o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, após audiência pública. A proibição havia sido recomendada pela Câmara Técnica de Medicamentos. (Págs.1 e Vida A19)

Violência mata 103% mais negros do que brancos (Págs. 1 e Cidades C4)

Piso federal de professor tem reajuste de 15,84% (Págs. 1 e Vida A22)

Notas e informações: Da água para o vinho
A Líbia deu a Dilma oportunidade de romper com uma política externa que envergonhou o País. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Vale investe US$ 3 bi em eixo de expansão no Norte

O Norte do Brasil vai garantir a maior parte do crescimento da Vale na produção de minério de ferro nos próximos cinco anos. Para escoar a produção, a empresa vai enfrentar grandes desafios logísticos e terá de investir pesado na ampliação da infraestrutura existente, incluindo mina, ferrovia e porto. O aumento da capacidade de movimentação do minério de ferro, das 115 milhões de toneladas previstas em 2011 para 150 milhões de toneladas no ano que vem, vai exigir investimentos de US$ 3 bilhões, mas o desembolso total, na ampliação da logística do sistema norte, poderá chegar a US$ 7 bilhões a longo prazo. No fim de 2014 a previsão é de que o sistema norte da Vale movimente 230 milhões de toneladas.

Pura garantir o crescimento e evitar gargalos que possam surgir com o aumento da demanda, em especial da China, como já ocorreu no passado, a Vale iniciou obras de duplicação da Estrada de Ferro de Carajás, de 892 quilômetros, que leva o minério das minas no Pará até o terminal marítimo de Ponta da Madeira, que a empresa tem em São Luís (MA), onde as obras para construção de um quarto píer estão bastante adiantadas. (págs. 1 e B8)

Governo já admite alta de 0,75 na Selic

Para recuperar a credibilidade perdida na política de combate à inflação, o governo já admite, em conversas internas, a possibilidade de o Banco Central aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual na reunião da próxima semana. Segundo informações obtidas pelo Valor, o governo reconhece que está perdendo a batalha das expectativas inflacionárias e, por isso, trabalha agora contra o relógio para ganhar credibilidade e reverter o momento ruim.

Avalia-se, em Brasília, que o BC não conseguirá trazer a inflação em 2011 para o centro da meta oficial, de 4,5%. O objetivo é evitar que o IPCA fique acima de 6,5%, limite máximo do intervalo de tolerância do regime de metas, o que caia abaixo de 5,5% ou 5% em 2012. O plano é chegar a dezembro com os agentes econômicos acreditando que, no próximo ano, a inflação cederá a níveis próximos da meta. O IPCA, segundo estimativa média captada pelo Boletim Focus, chegará a 5,79% em 2011 e 4,78% em 2012. (págs. 1, C2 e C3)

Oito aeroportos da Copa estão atrasados

Dos 13 aeroportos que atenderão as cidades-sede da Copa do Mundo em 2014, 8 apresentam atrasos de mais de um ano nas obras: Brasília, Confins, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e Guarulhos. Três projetos de ampliação - em Natal, Recife e Salvador - tem chances de atraso, considerando o estágío atual, pois dependem de licença ambiental ou estão ainda em fase de projeto. Apenas dois aeroportos têm seus empreendimentos dentro do prazo, Viracopos, em Campinas (SP), e o Galeão (RJ).

Há três anos do Mundial, a Infraero busca caminhos para alavancar os ínvestimentos. A estatal confirma os prazos de entrega das obras e afirma que ainda é possível ter os aeroportos prontos até 2013, apesar dos atrasos em relação ao cronograma original. (págs. 1 e A4)

Preço preocupa maior refinaria de açúcar do mundo

Jamal Al Ghurair, dono da maior refinaria de açúcar do mundo, a Al Khaleej Sugar, de Dubai, disse ao Valor que uma de suas maiores preocupações atualmente é o descompasso de preços no segmento. As cotações do açúcar bruto - matéria-prima processada nas refinarias - estão elevadas, o que deixa o refino menos atrativo, já que o preço do açúcar branco, vendido pela Al Khaleej, não sobe na mesma proporção. A refinaria, que o mercado estima faturar mais de US$ 1,2 bilhão, importou do Brasil cerca de 90% do açúcar que usou em 2010. A empresa faz parte de um grupo que atua nos setores de alumínio, cimento, shopping centers, água mineral, financeiro e de seguros. (págs. 1 e B13)

Previ aprova primeiro investimento ligado ao pré-sal (págs. 1 e B1)

Wärtsilä fará motores no Brasil
A finlandesa Wärtsilä fecha acordo com a Nuclep para construção de motores navais nas instalaçoes da estatal. A empresa participa de licitação para fornecer equipamentos a sete sondas da Petrobras. (págs. 1 e B1)

Teka aumenta importações

Tradicional fabricante de roupas de cama, mesa e banho, a Teka vai aumentar de 12% para 30% do portfólio o número de itens importados da China, em resposta à “política de desindustrialização” do governo. (págs. 1 e B6)

Ideias: Ribamar Oliveira

Há consenso, na base aliada do governo no Congresso, de que é necessário arranjar mais recursos para a Saúde. (págs. 1 e A2)

Ideias: Maria Inês Nassif

Bandeiras de reforma política do PT irão pelos ares se o debate ficar só nas mãos das bancadas parlamentares. (págs. 1 e A6)

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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] IDOLATRIA

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/CPMF [In:] ''IN VITRO'' II

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Não à volta da CPMF


Correio Braziliense - 23/02/2011

O Executivo e o Legislativo teimam em não assimilar o princípio republicano de que o orçamento não é apenas uma listagem de receitas e despesas. Antes, configura verdadeiro programa de governo, porque a previsão de recursos e a cobertura de gastos devem contemplar o atendimento a todas as demandas essenciais da sociedade. Constitui expediente contrário ao exercício regular do poder governamental criar fontes adicionais de financiamento para encargos inscritos na lei de meios.


O planejamento orçamentário exige a estimação correta dos recursos vinculados à execução de políticas públicas de natureza estratégica. Até mesmo para a reparação de danos humanos e materiais provocados pela fúria da natureza, por exemplo, o governo dispõe de verbas alocadas sob a rubrica denominada reserva de contingência. Mas, apesar dos provisionamentos financeiros em escala normal, vez em quando ressurge a ideia de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para o custeio dos programas de saúde pública.

Ora, a obrigação do Congresso era de orçar e aprovar as disponibilidades necessárias para a assistência sanitária dos cidadãos. Cabia-lhe assegurá-la pela movimentação orgânica e articulada dos R$ 2,073 trilhões consignados aos compromissos da União. Não se sabe se o fez. Mas se sabe haver considerado suficiente atribuir ao setor R$ 74,25 bilhões. Sinalizou no sentido de que não seria conveniente restabelecer a CPMF, extinta em 2007 com apoio vigoroso dos contribuintes.

Pregar, hoje, a volta do imposto do cheque é assumir afronta aos interesses da coletividade nacional. Alguns governadores do Nordeste, malgrado a reação social, não concedem a menor importância à aversão generalizada a semelhante incidência fiscal. Reivindicaram-na com forte empenho à presidente Dilma Rousseff, em fórum realizado em Sergipe, segunda-feira.

A CPMF é um tributo com inexcedível carga de perversidade. Incide em forma de cascata sobre toda a cadeia das relações financeiras. Bate com a mesma intensidade nas operações empresariais quanto no bolso dos assalariados. É concepção tributária que, por exibir caráter acumulador, é inconstitucional. O artigo 154 da Lei Magna proíbe a União de instituir impostos cumulativos, sem admiti-los quando propostos em emenda constitucional, como imaginam alguns gestores públicos. Mais grave. A CPMF carrega o vício insanável da bitributação, eis que nasce do mesmo fato gerador do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Se são escassos os recursos destinados à saúde, não é o caso de recorrer a solução imprópria e prejudicial à renda dos brasileiros. A saída é a aprovação da Emenda Constitucional nº 29, que obriga União, estados e municípios a gastarem percentual mínimo das receitas em ações na área. Mesmo se limitada a 0,1%, conforme os que a propõem, a CPMF sugará nada menos de R$ 14 bilhões da população. Saque de tamanha proporções é inadmissível num país em que a economia — a da produção e a das famílias — é taxada em quase 37%, o percentual mais elevado do mundo.

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GOVERNO DILMA/SALÁRIO MÍNIMO [In:] TOMA LÁ, DÁ CÁ (sempre ...)

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Primeiro os R$ 545 e depois a tabela do Leão

Pressão pelos R$ 545


Autor(es): Josie Jeronimo
Correio Braziliense - 23/02/2011

Congresso

Planalto prepara estratégia para referendar hoje no Senado o valor aprovado pela Câmara na semana passada. Caso seja sancionado até segunda-feira, salário mínimo começará a valer a partir de 1º de março

Os governistas chamam de poder de convencimento, a oposição reclama de rolo compressor, mas ambos são unânimes ao prever a vitória avassaladora do Planalto na votação de hoje que estabelecerá o salário em R$ 545 e criará regra de reajuste do mínimo. Sem esforço, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), conseguiu ontem a aprovação do requerimento de urgência que levará a proposta diretamente a plenário. O governo repetiu no Senado a estratégia usada na Câmara de evitar que o projeto passasse pelas comissões.

A indicação de petistas para a Comissão de Assuntos Econômicos, que sabatinará hoje dois funcionários do Banco Central, estava parada porque o governo temia que com a CAE em funcionamento a oposição conseguisse levar a proposta para sessão de debate, antes do plenário. “Minha preocupação era passar o salário mínimo na CAE, poderia ter atraso. Não vai passar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nem pela CAE”, afirmou o líder do PT, Humberto Costa (PE).

Oposição e representantes das centrais sindicais não terão nem mesmo espaço para expressar o descontentamento na votação do Senado. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) reclamou que apenas cinco parlamentares foram autorizados para se pronunciar sobre o projeto, antes da análise do plenário. “A Câmara debateu exaustivamente. Aqui é um tema que será limitado a cinco pessoas. Não vou poder expressar o meu voto e dizer por que estou votando contra. Essa manobra de regime de urgência é para impedir o debate aqui, como se fôssemos crianças.” O Senado também vai controlar a entrada de manifestantes nas galerias (leia ao lado). A sessão está prevista para começar às 17h.

Legalidade
Em uma reunião restrita a parlamentares da base, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, fez exposição dos motivos que levaram o governo a rejeitar o pleito das entidades trabalhistas e fixar o mínimo em R$ 545. Barbosa não teve que responder a nenhum questionamento de insatisfeitos com a proposta do Planalto e aproveitou o encontro para defender a legalidade do artigo 3º (veja quadro acima), que indica o reajuste do salário por meio de decreto, até 2015. “É um projeto de lei que fixará o salário mínimo. A lei fixa não dá margem ao Executivo. Não tem nenhuma interferência nesses números, achamos que isso está de acordo com a Constituição”, afirmou Barbosa, acrescentando que qualquer reajuste acima de R$ 545 colocaria “em risco as finanças públicas e os preços de produtos e serviços indexados ao salário mínimo”.

O governo já usa dois argumentos para defender a constitucionalidade do artigo 3º do projeto de lei, que aponta o aumento do salário por meio de decreto. A prática de reajustar as aposentadorias de quem ganha mais de um mínimo por meio de portaria e o projeto de autoria do Judiciário que propôs o aumento do salário de magistrados por decreto funcionariam como jurisprudência contra a Ação Direta de Constitucionalidade (Adin) que a oposição ameaça enviar para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Reforço na segurança

Para proteger os senadores da base governistas de vaias e de xingamentos, como ocorreu durante a votação do reajuste do salário mínimo na Câmara, a Polícia Legislativa do Senado foi escalada para fazer uma triagem (foto) das pessoas autorizadas a entrar na galeria do plenário. Os representantes de entidades sindicais que tentarem entrar hoje no Senado para acompanhar a votação serão vigiados de perto. Ninguém poderá portar faixas. Os policiais permitirão apenas manifestantes com camisetas das centrais sindicais. As galerias receberão no máximo 100 pessoas. Para manifestar apoio ou rejeição durante o discurso dos senadores, os representantes de entidades só poderão balançar as mãos, em movimento simbólico. Quem se manifestar por gritos ou criar confusão nas galerias será imediatamente expulso do Senado. (JJ)

Emenda da oposição

Depois que o PT enquadrou o senador Paulo Paim (PT-RS) para votar com a base pelos R$ 545, as entidades trabalhistas ficaram órfãs de representantes no Senado e tiveram que recorrer aos tucanos para apresentar proposta contrária ao governo na votação de hoje. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), informou que apresentará hoje no plenário emenda criando política de reajuste da aposentadoria de quem ganha mais de um mínimo, a exemplo da regra estabelecida pelo Planalto para o vencimento-base. A emenda de Dias, no entanto, prevê que o índice de reajuste seja calculado levando em conta a inflação mais a média de 80% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. O tucano apresentará também emenda questionando o dispositivo “desconexo” do artigo 6º do texto — que permitiu a votação por urgência — e do artigo 3º, que prevê o reajuste por decreto e proporá mudança para estabelecer o salário em R$ 600.

Enquanto parte do PSDB insiste na apreciação da emenda inspirada na bandeira de campanha presidencial de José Serra, o DEM encampou a proposta que as centrais sindicais defenderam na Câmara e aderiu aos R$ 560 como valor adequado para o mínimo. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi procurado pelas centrais durante a votação do mínimo na Câmara, afirmou ontem que apoiará o mesmo valor para o mínimo deste ano. “É lógico que nós percebemos que somos minoria, mas vamos marcar posição. Nós devemos votar com a proposta de R$ 560, que é das centrais. Nós estamos isolados, temos que ser realistas”, afirmou, sobre a proposta dos R$ 600. Aécio criticou a proposta do governo de reajustar o mínimo por decreto e afirmou que a manobra “mostra uma fragilidade do governo”, ao evitar o debate com o Congresso, nos próximos anos.

Para o valor aprovado hoje no Senado passar a valer a partir de 1º de março, a presidente Dilma Rousseff precisa sancionar o projeto até segunda-feira que vem. (JJ)

GOVERNO DILMA/CPMF [In:] ''IN VITRO''

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Gestão na saúde vem antes de novo imposto



CPMF, não. Por enquanto


Autor(es): Denise Rothenburg
Correio Braziliense - 23/02/2011

EXECUTIVO
Dilma Rousseff descarta a volta do imposto antes do mapeamento dos problemas da Saúde e da implantação de melhorias na gestão do SUS

A presidente Dilma Rousseff tem sido muito clara nas conversas sobre a necessidade de ampliação dos recursos do sistema público de saúde: antes de o governo bater o martelo sobre qualquer projeto que represente aumento de impostos — como, por exemplo, a volta de uma taxa semelhante à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) —, é preciso acabar com os desperdícios e melhorar o gerenciamento do setor. “Há um dever de casa a ser feito em vez de se falar em CPMF”, disse a presidente, segundo relatos de governadores e de outras autoridades que conversaram com ela sobre o tema.



Árdua defensora da fixação de metas de atendimento e qualidade em todos os setores da administração pública, a presidente determinou ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que dedique este primeiro ano para melhorar a gestão da área, especialmente nos postos de saúde, hospitais e enfermarias públicas. Os objetivos também englobam a realização de auditorias na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) pela Fundação Gerdau e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No caso do TCU, um relatório recente da Corte apontou várias irregularidades nos serviços prestados em vários estados e no Distrito Federal.



A intenção da presidente é que Padilha dedique esses primeiros meses a sanar o que for possível nas deficiências da Saúde. Cumprida essa etapa, conforme Dilma antecipou a interlocutores, o governo saberá exatamente onde faltam recursos e quanto seria necessário para resolver os problemas. Enquanto esse trabalho não for concluído, o Planalto não vai empregar sua força política na volta da CPMF, derrubada no Senado em 2007.



Embora Dilma esteja com o pé no freio no quesito aumento de impostos, a fácil votação do salário mínimo deu a sensação de incremento da “musculatura política” do governo e animou alguns defensores da aprovação de um novo tributo para a saúde. O senador Wellington Dias (PT-PI), por exemplo, afirma que é contra a criação de contribuições, mas se julga realista ao dizer que o custeio do Sistema Único de Saúde (SUS) está acima da possibilidade de estados, municípios e União, e só será possível melhorar a área com um novo imposto. “Havendo a necessidade de aprovar uma destinação de recursos na dose certa, tem que se explicar a situação à população. Sou defensor da ideia de quanto menos impostos, melhor. Mas o Brasil tem um modelo que atende ricos e pobres”, alega.



De acordo com o petista do Piauí, existem três etapas antes de o Congresso avaliar um projeto de recriação do imposto para a Saúde. A primeira é levantar o rombo do SUS. A segunda, avaliar as receitas direcionadas para o sistema e, a terceira, mensurar qual é o complemento necessário para o bom funcionamento do setor. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) também considera que a qualidade do atendimento do SUS só melhorará com mais dinheiro. “O governo não tem alternativa para aliviar a Saúde se não for por um novo recurso”, diz.

LÍBIA/MUAMAR KADAFI [In:] DURO NA QUEDA

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OPOSIÇÃO AVANÇA E KADAFI PROMETE ‘MORRER COMO MÁRTIR’


OPOSIÇÃO AVANÇA NO NORTE DA LÍBIA E KADAFI PROMETE ""RESISTIR ATÉ A MORTE""


O Estado de S. Paulo - 23/02/2011


Em meio ao avanço de forças opositoras, que já controlam praticamente metade da região costeira da Líbia, o ditador Muamar Kadafi foi à TV estatal garantir que ainda estava no país e esmagaria os "ratos e mercenários" que abalaram seu regime. "Não abandonarei esta terra. Morrerei aqui como mártir", prometeu ele diante de uma de suas residências em Trípoli, ainda parcialmente destruída por um bombardeio americano de 1986.

Testemunhas relatam cenas de guerra nas ruas da capital. Automóveis com forças leais a Kadafi disparavam a esmo para intimidar a população. Segundo moradores, o regime aproveitou a madrugada para cometer "massacres". "Eles passavam pelos bairros atirando sem parar, como bandidos. Depois voltavam. Foi um completo terror até o amanhecer", disse um morador.

As batalhas mais violentas estariam sendo travadas no bairro de Fashloum, onde manifestantes montaram barricadas com entulhos e resistiam às investidas das forças de ordem. Do outro lado das barreiras improvisadas, militares e beduínos que apoiam Kadafi, muitos deles armados com AKs-47, montavam guarda.

Baterias antiaéreas teriam ainda sido colocadas ao redor da emissora estatal. "A situação é exasperante", disse um outro morador.

Saif al-Islam, filho de Kadafi, anunciou a jornalistas que pelo menos 300 pessoas morreram em uma semana de distúrbios, incluindo 58 militares. A maioria das vítimas seria de Benghazi, segunda maior cidade da Líbia - que agora estaria sob controle de opositores. Forças que tentam derrubar o regime líbio, porém, falam em mais de 500 mortos.

O ministro do Interior da Líbia, general Abdul Fatah Yunis, abandonou ontem o regime e convocou o restante das Forças Armadas a segui-lo. Segundo a TV Al-Jazira, o general teria afirmado que os protestos estão sendo conduzidos "pelo povo, que tem aspirações legítimas".

"Muamar Kadafi é história, resistência, liberdade, glória, revolução", disse aos berros o ditador à TV estatal, vestido com uma túnica marrom. A emissora do regime mostrou ainda cenas da Praça Verde - palco de violentos conflitos na segunda-feira - dominada por partidários de Kadafi beijando fotos do ditador.

Citando fontes anônimas, a revista Time noticiou ontem que Kadafi teria ordenado a destruição de dutos de petróleo na região de Benghazi. A cotação de petróleo voltou ontem a bater o recorde em dois anos - o barril Brent fechou a US$ 108, 57.

A internet na Líbia continua bloqueada e o sinal de telefonia está intermitente. A crise do regime Kadafi é o episódio mais sangrento da onda de protestos no mundo árabe que já derrubou os governos da Tunísia e Egito. / NYT e REUTERS


Discurso na TV

MUAMAR KADAFI
DITADOR DA LÍBIA

"Não deixarei a Líbia. Morrerei aqui como mártir"

"Os crimes que eles cometeram podem ser punidos com a execução sob a lei líbia"

"Vocês conhecem alguém decente que participe disso? São todos bêbados e drogados"

"Não usamos força ainda, mas usaremos se for necessário"

"Não sou presidente, não posso renunciar. Se tivesse um cargo renunciaria"

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

23 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Ainda mais isolado, Kadafi diz que só deixa poder morto
Rebeldes ampliam controle sobre cidades do Leste; petrolíferas suspendem produção

Apesar de ter sofrido novas baixas em seu governo, com a renúncia de seus ministros da Defesa, do Interior e do chefe de Gabinete, o ditador Muamar Kadafi desafiou os líbios ao garantir que prefere morrer como mártir a deixar o poder. Kadafi manteve o tom ameaçador, advertindo que “limparia a Líbia casa por casa” se os manifestantes não recuassem. Metade da costa líbia já estaria sob o domínio de rebeldes. Opositores controlam várias cidades do Leste e vigiam terminais e oleodutos contra a ação de vândalos. A petrolífera italiana Eni suspendeu parte de suas atividades no país, incluindo o gasoduto responsável por 10% do gás natural que a Itália consome. A empresa, que produz um terço do 1,5 milhão de barris diários da Líbia, assegurou, no entanto, que conseguirá atender aos clientes. Já a espanhola Repsol suspendeu todas as suas atividades. (págs. 1, 27 e 32 a 35)

Brasileiros têm plano de fuga

Saída pelo mar é negociada com rebeldes de Benghazi

Os 123 funcionários da construtora Queiroz Galvão que estão retidos na cidade de Benghazi, um dos principais focos dos protestos na Líbia, serão resgatados por mar até amanhã. A solução foi alcançada após uma negociação com os rebeldes que tomaram a cidade. E, embora a embaixada tenha citado Itália, Grécia e Turquia como possíveis destinos da embarcação, o Itamaraty informou que o navio seguirá para Malta. Outros brasileiros em Tripoli também serão retirados por um navio até o fim de semana. A França ofereceu ajuda ao Brasil no regaste de brasileiros. (págs. 1 e 33)

Foto-legenda: Protesto segregado

Na maior manifestação já realizada no Bahrein, homens e mulheres protestam separados contra a monarquia. O rei fez concessões e prometeu soltar presos. (págs. 1 e 35)

Miriam Leitão: A Europa teme pelo petróleo. A Arábia tem medo do que acontece no Bahrein. E o mundo prende a respiração... (págs. 1 e 26)

Governo distribui cargos a PMDB para garantir mínimo

Líder confirma reajuste de 4,5% na tabela do IR depois da votação de hoje no Senado

Na véspera da votação do mínimo de R$ 545 no Senado, o governo deu ontem sinais aos aliados, em especial ao PMDB, de que será ágil na distribuição dos cargos de segundo escalão. O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, confirmou que será enviada ao Congresso a MP que reajusta a tabela do IR em 4,5%.

O engenheiro Aluizio Meyer de Gouvêa Costa, apadrinhado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi afastado ontem da direção de três empresas que têm Furnas como acionista. (págs. 1, 3 e 4)

Aeroportos: improviso para Copa no Brasil

O Comitê Organizador da Copa de 2014 desistiu de esperar as reformas nos aeroportos brasileiros para o evento. Ontem, o diretor do órgão, Ricardo Trade, disse que prepara, com o Ministério do Esporte, um projeto alternativo de atendimento aos torcedores no Mundial: “Posso fazer uma estrutura temporária, não precisa ser uma intervenção definitiva.” (pág. 1 e Caderno Esportes)

O inferno astral do fiel parceiro do governo

Depois de crescer com as bênçãos do governo, o grupo Bertin está negociando a entrada de sócios em projetos de infraestrutura e revendo investimentos em energia. Em março, precisa depositar R$ 370 milhões ou terá que abrir mão do Rodoanel paulista. (págs. 1 e 25)

Lucro do Itaú Unibanco bate recorde e atinge R$ 13,3 bi em 2010 (págs. 1 e 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Ditador líbio diz que só sai morto
Gaddafi vai à TV e conclama aliados a atacar os “rebeldes” dentro das casas; opositores dominam o leste do país

Em discurso pela TV, o ditador líbio, Muammar Gaddafi, disse que não deixará o país e que morrerá como “mártir”, se for necessário.

No poder desde 1969, Gaddafi conclamou partidários a resistir aos “ratos e mercenários” que tentam derruba-la. “Muammar não é presidente para renunciar, Muammar é o líder da revolução para sempre”, disse. (pág. 1 e Mundo)

Barco para resgatar brasileiros chega até amanhã à Líbia. (pág. 1 e Mundo, pág. A18)

Câmara realiza sessão pelos 90 anos da Folha

A defesa da liberdade de imprensa marcou a sessão especial da Câmara que celebrou os 90 anos do jornal.

“A Folha estabeleceu-se como paradigma da melhor imprensa, mesmo que por vezes discordemos de sua linha editorial”, disse o presidente da Casa, Marco Maia. (pág. 1 e Poder, pág. A7)

'Contrabando' não invalida garantia para importados

O turista que traz ao país produto acima de US$ 500 sem declaração na Receita comete crime tributário, mas isso não invalida o direito à garantia dada no exterior nem a relação de consumo com o vendedor.

O juiz Hamid Charaf Bdine, da 8ª Vara Cível de SP, deu ganho de causa a um consumidor, mas o denunciou à Receita. (pág. 1 e Mercado, pág. B3)

Bairros de SP ficaram mais de 26 horas sem luz

Cortes de energia afetaram ontem e anteontem ao menos nove bairros, como Moema, Liberdade e Santana. Em alguns, a interrupção durou mais de 26 horas.

Na quarta, SP teve 2.264 raios, recorde desde o início dos registros. (pág. 1 e Cotidiano, pág. C3)

Procuradoria militar do Rio reabre caso de 4 desaparecidos (pág. 1 e Poder, pág. A4)


Foto-legenda: Devastação

Equipe de resgate procura vítimas em prédio danificado por terremoto em Christchurch (Nova Zelândia); abalo de 6,3 graus matou mais de 70 (pág. 1 e Mundo, pág. A20)

Boa notícia

Universidade no PR combate obesidade em adolescente (pág. 1 e Saúde, pág. C12)

Kenneth Maxwell

EUA se tornaram os retardatários entre industrializados. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

Mercado

Embraer é a empresa de jatos executivos que mais cresceu no mundo em 2010. (págs. 1 e B5)

Editoriais

Leia “A vez de Gaddafi”, sobre a revolta na Líbia e suas consequências; e “Voto distrital”, acerca de propostas em discussão para a reforma política. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Oposição avança e Kadafi promete ‘morrer como mártir’
Ditador líbio acusa ‘ratos’ pela crise; ministro do Interior sai e pede apoio militar a rebeldes

Em meio ao avanço de forças opositoras, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, foi à TV garantir que ainda estava no país e esmagaria os “ratos e mercenários” que abalaram seu regime - ele mandou bombardear os opositores. “Não abandonarei esta terra. Morrerei aqui como mártir”, afirmou. O ministro do Interior, general Abdul Fatah Yunis, renunciou ao governo e convocou o restante das Forças Armadas a segui-lo. Na fronteira com a Tunísia, os sinais são de que o Estado líbio desmoronou, relata o enviado especial à região, Andrei Netto. Saifal-Islam, filho de Kadafi, afirmou que pelo menos 300 pessoas morreram em uma semana de distúrbios, incluindo 58 militares. Já os dissidentes falam em mais de 500 mortos. (pág. 1 e Internacional, págs. A10 a A14)

Petróleo já preocupa

A crise líbia fez o petróleo superar US$ 108 o barril, levando analistas a prever freio na recuperação econômica mundial. A Opep garantiu o fornecimento, e o FMI disse que ainda não vê razão para mudar sua expectativa de crescimento, mas a tensão derrubou as bolsas. (Págs. 1 e Economia B1, B4 e B5)

Brasileiros tentam sair em segurança

O clima entre os cerca de 600 brasileiros que vivem na Líbia é de muita apreensão. Desde que os choques começaram, eles vivem a tensão de conseguir sair do país. “Aqui, a oposição já tomou conta”, relatou ao Estado Jórbelin da Silva Serqueira, técnico da construtora Queiroz Galvão que está em Benghazi, uma das cidades conflagradas. (Págs. 1 e Internacional A12)

Mulher do presidente do TCU ganha cargo do PR

Maria Lenir Ávila Zymler, mulher do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, foi nomeada assessora do PR no Senado. O PR é o partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A pasta é a que tem o maior número de obras com irregularidades graves apontadas pelo TCU. Após ser procurado pelo Estado, Zymler combinou com a mulher que ela não tomaria posse. (Págs. 1 e Nacional A4)

Planalto cobra Orlando Silva

O ministro Orlando Silva (Esporte), depois de cobrança do Planalto, informou que abrirá sindicância para apurar irregularidades no projeto Segundo Tempo, reveladas pelo Estado. (Págs. 1 e Nacional A8)

Embargado gasoduto na Serra do Mar

A construção de um dos maiores gasodutos da Petrobrás no País foi embargada pela Companhia Ambiental de São Paulo na Serra do Mar. A área de várzea do Ribeirão da Estiva, em Rio Grande da Serra, estava sendo drenada pela obra. O córrego abastece parte da Grande São Paulo. (Págs. 1 e Cidades C1)


Produção de transgênico cresce 19% no Brasil (Págs. 1 e Vida A17)


Nova regra encarece contas de luz em R$1 bi (Págs. 1 e Economia B9)


Celso Ming

A inflação assusta

A inflação vai ficando mais virulenta e, pior que isso, a expectativa do mercado se deteriora, tornando ainda mais difícil o seu combate. (Págs. 1 e Economia B2)


Dora Kramer
Só para constar

A pretexto de fazer a reforma política “possível” em tempo célere, os parlamentares deixarão de fora os temas polêmicos. (Págs. 1 e Nacional A6)

Visão global

Acordo ameaçado

A chamada “paz fria” de Israel com o Egito parece mais fria a cada dia que passa, escrevem Edmund Sanders e Batsheva Sobelman. (Págs. 1 e Internacional A16)

Notas e informações

Dilma e a imprensa livre

É com otimismo que se constata que a beligerância do poder contra a imprensa livre é página virada. (Págs. 1 e A3)

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Ditador da Líbia ameaça opositores de morte

No primeiro pronunciamento após oito dias de protesto na Líbia, Muamar Kadafi anunciou que está disposto a lutar “até a última gota de sangue” para se manter no poder. O ditador chamou os opositores de “ratos”, disse que pode intensificar a repressão e que os rebeldes serão punidos com a morte. O discurso ameaçador de Kadafi trouxe mais apreensão à comunidade internacional, que já avalia adotar sanções contra o governo líbio. O Conselho de Segurança da ONU, presidido neste mês pelo Brasil, condenou “a violência e o uso da força contra civis” e pediu para o mandatário líbio cumprir o dever de proteger os cidadãos. Os confrontos na Líbia mataram mais de 400 pessoas, segundo fontes não oficiais. O Itamaraty avançou nas negociações para resgatar os brasileiros. Há uma chance de os 123 reféns saírem de barco da cidade de Benghazi. (págs. 1, 20 e 21)

Mínimo: Primeiro os R$ 545 e depois a tabela do Leão

Parlamentares da base e da oposição apostam que o “rolo compressor” do governo aprovará hoje no Senado o projeto do novo salário. Em meio às negociações, o Planalto confirmou que enviará em breve a proposta de correção do Imposto de Renda em 4,5%. (págs. 1, 2 e 3)

CPMF: Gestão na saúde vem antes de novo imposto

A presidente Dilma Rousseff só aceita discutir a volta da contribuição após o ministro Alexandre Padilha melhorar a administração dos recursos do SUS. Um dos procedimentos é a realização de auditoria na Fundação Nacional de Saúde. (págs. 1, 5 e Visão do Correio, pág. 18)

Foto-legenda: Tragédia e protestos

Moradores de Valparaíso fecharam ontem uma das pistas da BR-040 após um acidente que provocou a morte de uma mulher de 26 anos e deixou a filha dela, de 9, gravemente ferida. Elas foram atropeladas por uma carreta quando estavam na parada de ônibus. Revoltados com a insegurança do trânsito, os manifestantes provocaram um engarrafamento de 7 quilômetros. (págs. 1 e 32)

Emagrecedores: Médicos vão à luta contra a Anvisa

Entidades ligadas a profissionais de diversas especialidades tentam, em Brasília, convencer a Vigilância Sanitária a suspender a proibição da venda de inibidores de apetite. Elas defendem o maior controle na prescrição e na venda, e não o banimento total dos produtos. (págs. 1, 8 e 9)

Copa 2014: Um estádio e muitos sonhos

De olho na abertura do Mundial e na Copa das Confederações, o projeto original para 70 mil pessoas deve ser mantido. (págs. 1, 10, 11 e Super Esportes)

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Valor Econômico


Manchete: Mercados temem efeitos da escalada do petróleo

As cotações do petróleo começam a ficar nervosas à medida que os protestos se alastram na Líbia e chegam perigosamente perto da Arábia Saudita, o maior produtor mundial e o único com capacidade de suprir quantias suficientes de óleo no caso de interrupções no fornecimento pelos países vizinhos. A temperatura dos preços subiu a ponto de criar expectativas de que o limite em que é capaz de causar estragos na economia global pode não estar longe, embora para isso seja necessário algo impensável até há pouco: que a Arábia Saudita mergulhe em uma onda de insatisfação popular.

Com a iminente queda do ditador Muamar Gadafi, na Líbia, que patrocina massacres para se manter no poder, e a persistência de manifestações de descontentamento no Iêmen, Bahrein, Argélia e Marrocos, a crise das autocracias árabes mudou de qualidade, avalia Mohamed El-Erian, CEO da Pimco, maior gestora de fundos de renda fixa do mundo. Para ele, os acontecimentos do fim de semana foram um “ponto de inflexão”. “No curto prazo, os acontecimentos na região serão estagflacionários para a economia mundial”, afirma em artigo ao “FT” reproduzido pelo Valor. A alta do petróleo elevará os custos de produção, a maior estocagem preventiva em todo o mundo intensificará a pressão sobre as commodities como um todo, agravando o impacto de desequilíbrios entre oferta e demanda, e a região será um mercado menor para as exportações de outros países. (págs. 1, A12 e A13)

Bancos aumentam margens no crédito

As margens dos bancos nos empréstímos, que já haviam subido em dezembro, deverão continuar em alta ao longo de 2011, impulsionadas pelo aumento dos depósitos compulsórios, que encareceu as captações, e pela maior exigência de capital para crédito de longo prazo a pessoas físicas. Bancos de varejo projetam um crescimento do spread este ano em ritmo superior à expansão das carteiras de crédito, indicando aumento dos juros para o consumidor final.

O Bradesco estima um aumento da margem financeira de juro entre 18% e 22% em 2011, ante uma expansão do saldo de crédito de 15% a 19%. Domingos Figueiredo de Abreu, vice-presidente executivo do banco, já observa esse movimento de recomposição de spreads nas linhas de financiamento para veículos. “O mercado todo está repondo, o que nos permite fazer isso também”, disse, em teleconferência a analistas. No Banco do Brasil, a previsão é de ampliação da carteira entre 17% e 20%, e de 16% a 20% para o spread, que em 2010 cresceu 9,7%. No Itaú Unibanco, a margem financeira das operações sensíveis a spreads realizadas com clientes atingiu R$ 9,3 bilhões no fim de dezembro, com alta de 6,2% frente a setembro. (págs. 1 e C1)

Libra prepara expansão na América Latina

O grupo Libra, uma das maiores gestoras de terminais portuários de contêineres do país, planeja expandir-se também para o exterior, particularmente na América Latina. A curto prazo, diz o presidente da holding, Marcelo Araújo, a companhia têm fôlego para dar conta das ampliações já anunciadas: duplicação da capacidade dos terminais em Santos e no Rio de Janeiro e a construção de um empreendimento em Imbituba (SC). (págs. 1 e B10)

BC terá mais um duro teste pela frente

O Banco Central corre o risco de ser fortemente testado em meados do ano, quando a inflação em 12 meses atingir 7%. No terceiro trimestre, a inflação acumulada perderá o bônus da variação zero e tudo indica que romperá o teto estabelecido pelo regime de metas. Essa perspectiva exigirá empenho antecipado do BC, porque elevará o grau de ansiedade nos mercados.

O Valor entrevistou nove credenciados economistas e a maioria vê com preocupação o fato de o BC privilegiar a inflação corrente, colocando as expectativas em posição secundária. Eles entendem que as expectativas inflacionárias não foram desancoradas por capricho do mercado, mas por uma sucessão de eventos que tiveram o BC como protagonista no ano passado. (págs. 1 e C12)

Foto-legenda: Pressão regulatória

O presidente mundial da PwC, Dennis Nally, mostra-se cético quanto à decisão da Europa de regular as auditorias. “Temos que perguntar se as medidas vão melhorar a qualidade do serviço”. (págs. 1 e D7)

Empresas em recuperação ganham Refis

Apesar de as empresas em recuperação judicial terem direito a um parcelamento para dívidas tributárias, até hoje a regulamentação dessa norma não foi aprovada pelo Congresso Nacional. Por isso, muitas companhias têm recorrido ao Judiciário e obtido a inserção em programas como o Refis federal ou mesmo estaduais, ainda que o prazo de adesão tenha expirado ou que a empresa tenha sido excluída por falta de pagamento. Em um caso recente, a justiça de São Paulo permitiu que uma companhia de Campinas dividisse o pagamento de seus débitos fiscais com o Estado em 180 meses, nos moldes do Refis.

Atualmente, o prazo máximo concedido pela Fazenda paulista é de 36 meses. Em situação semelhante, uma companhia do Rio Grande do Sul conseguiu ser incluída no parcelamento de ICMS do Estado dividindo seu débito em 12 anos. O prazo para inscrição no programa estadual já estava encerrado. (págs. 1 e E1)

GM troca de novo o comando no país

A saída de Denise Johnson da presidência da General Motors do Brasil, depois de apenas oito meses no cargo, coincide com uma fase em que a participação de mercado da montadora americana caiu para um de seus menores patamares nos últimos tempos. A companhia saiu de uma fatia próxima a 22% no segmento de automóveis e comerciais leves em janeiro de 2010 para 17,7% na primeira quinzena deste mês, e o ritmo de queda se acelerou em dezembro.

A notícia do pedido de demissão, por razões pessoais, surpreendeu. É tradição no setor automotivo que as mudanças no comando das empresas sejam anunciadas com antecedência de pelo menos seis meses. Denise, a primeira mulher a ser presidente de uma montadora no Brasil e também a que ficou menos tempo no cargo, deixa não apenas o país mas também a companhia. Ela fez carreira inicialmente como engenheira na área de manufatura em fábricas da própria GM, em Michigan, sua terra natal e berço da companhia. (págs. 1 e B8)

Em dez anos, golpes no estilo 'pirâmide' causaram prejuízo de R$ 4 bi no país (págs. 1, D1 e D3)


Fox para mulheres

A partir de 1º de março a Fox Latin America lança no Brasil seu 13º canal na televisão paga, o Bem Simples, voltado ao público feminino, com 24 horas de programação em português sobre moda, estilo de vida, culinária etc. (págs. 1 e B2)

Estratégia antigenéricos

A unidade brasileira da Bayer Schering Pharma vai dobrar o valor investido em pesquisas neste ano. Além de cinco lançamentos, vai focar sua estratégia no relacionamento com a classe médica, principalmente no interior do país. (págs. 1 e B9)

Termômetros imobiliários

Em menos de duas semanas, o setor imobiliário ganhou dois novos índices de preço de imóveis e há pelo menos mais três em estudo, inclusive um indicador oficial, que será elaborado pelo IBGE e a Caixa. (págs. 1 e B9)

Investimentos ferroviários

As concessionárias de ferrovias no país investiram R$ 3 bilhões no ano passado, uma alta de 19,4%, segundo a associação do setor. Desde a desestatização, em 1997, os investimentos totais somaram R$ 24,03 bilhões. (págs. 1 e B10)

Crise da pecuária argentina

As disputas entre o governo dos Kirchner e os pecuaristas tiveram reflexos profundos no país. Produção, consumo e exportações de carne caíram, enquanto países vizinhos avançam no setor. (págs. 1 e B13)

Avanços dos transgênicos

A área cultivada com produtos transgênicos no mundo cresceu 10% em 2010. O Brasil foi responsável por 30% do aumento total, consolidando-se como o segundo maior produtor. (págs. 1 e B14)

Ideias: Cristiano Romero

O governo pode definir quais serviços postais pretende manter universalizados e abrir os demais à competiçao. (págs. 1 e A2)

Ideias: Antonio Corrêa de Lacerda

É hora de um debate mais qualificado e mais honesto sobre os riscos de manter o real sobrevalorizado. (págs. 1 e A14)

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Estado de Minas


Manchete: Execuções na serra provocam pressão pelo fim do Rotam

Deputados e especialistas em segurança pública defendem extinção do batalhão envolvido nos assassinatos.

Mais cinco militares são suspeitos de receber propina de traficantes.

Medo de represálias leva moradores a abandonar aglomerado.

Secretário reconhece ausência do Estado no morro.

Governador se reúne com promotores e pede investigação rigorosa do caso. (págs. 1 e 29 a 31)

Moradia: Deputados não se entendem sobre auxílio

A concessão do benefício a quem têm casa em BH, conforme denúncia do Estado de Minas, divide parlamentares estaduais. Alguns defendem a extinção do auxílio, outros dizem que pagamento está previsto em lei. (págs. 1 e 19)

Farmácias: PF faz cerco à venda ilegal de anfetamina

Policiais federais prendem no Leste de Minas cinco acusados de tráfico da substância usada para emagrecer. Operação se estendeu ao Espírito Santo. Esquema envolve brasileiros que moram nos EUA. (págs. 1 e 32)

Imposto: Tabela do IR será corrigida em 4,5%

Governo enviará proposta como índice ao Congresso após a votação do mínimo no Senado. Na declaração de 2013, relativa ao ano-base de 2012, contribuintes não poderão mais abater INSS de empregado doméstico. (págs. 1, 3, 4 e 23)

Educação: Professor fica sem receber por Enem

Além de todos os problemas com o exame, um dos responsáveis por corrigir as provas se queixa por não ter recebido pelo serviço. Os responsáveis pelos testes não responderam à reportagem até o fechamento da edição. (págs. 1 e 33)

Múmia líbia assombra o mundo

Isolado, ditador Muamar Kadafi diz que só sai morto do poder. Mundo condena matança de civis. Preço do petróleo sobe e derruba bolsas. Brasileiros devem deixar o país em navio. (págs. 1, 26 e 27)

Carnaval ameaçado

Só quatro das 12 escolas de BH confirmam que vão desfilar. (págs. 1 e 34)

Vai um expresso aí?

Mineiros querem vender café à China sem atravessadores. (págs. 1 e 24)

Ciência

Coração virtual da UFJF pode ajudar a salvar vidas. (págs. 1 e 28)

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Jornal do Commercio


Manchete: Membros do PCC capturados no sertão

PF e PM prenderam, em Salgueiro, 13 acusados de tráfico que seriam integrantes da facção criminosa paulista. Cocaína enviada de São Paulo para a cidade pernambucana era distribuída, através de caminhões, no Piauí, Ceará e Bahia. (pág. 1)

Kadafi prefere morrer com mártir à rendição (pág. 1)


Terremoto (pág. 1)


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Zero Hora


Manchete: A fúria do ditador

Kadafi vai à TV, recusa-se a deixar poder, incita aliados a atacar os manifestantes e perde ainda mais sustentação internacional.

“Morrerei como um mártir na terra de meus ancestrais. Vou lutar até a última gota do meu sangue.”

“Capturem os ratos. Tirem-nos de suas casas e acabem com eles, onde quer que estejam.”

Diplomacia líbia sofre deserções em massa.

Retirada de brasileiros será por navio.

Cotação do petróleo é a maior desde 2008.

Petrobras garante que vai segurar os preços. (págs. 1, 4, 5, 8, 10, Indicadores, pág. 28 e Paulo Sant’Ana, pág. 55)

Piso regional: RS propõe cerca de 10% para mínimo

Piratini ouve sindicalistas e empresários e anuncia hoje proposta. (págs. 1 e 22)

Terremoto: Gaúcho relata o pavor na Nova Zelândia

“Eu olhava ao redor as casas balançando”, conta André Nunes. (págs. 1 e 30)

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