A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, março 15, 2012
GOVERNO DILMA [In:] BASE DE APOIO COM RACHADURAS
APÓS TROCA DE LÍDERES, DILMA PERDE APOIO DO PR NO SENADO
UM DIA APÓS CONCLUIR TROCA DE LÍDERES, DILMA PERDE BANCADA DO PR NO SENADO |
| Autor(es): CHRISTIANE SAMARCO, JOÃO DOMINGOS |
| O Estado de S. Paulo - 15/03/2012 |
Contra-ataque. Senadores da sigla, insatisfeitos com a indefinição no Ministério dos Transportes e com a substituição de Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM), anunciam fim do compromisso com o governo, que decide adiar votações decisivas
"Ministra, nós temos uma decisão que vou comunicar agora. Nós, do Senado, não queremos mais negociar com o governo. Nossa posição é não mais apoiar nem acompanhar o governo no dia a dia", disse por telefone o líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), até então cotado para a pasta dos Transportes, à Ideli Salvatti (Relações Institucionais), ontem, precisamente às 17h40. "Estamos há nove meses conversando. Cansei. "PT saudações"." A frase de Maggi resume o sentimento dos parlamentares diante dos recentes movimentos da presidente. Duas horas depois de se reunir com os presidentes e líderes de partidos aliados para se apresentar como o novo negociador do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) sentiu o peso da dificuldade de apagar os incêndios do governo. "Vocês resolvem a vida de todo mundo e não resolvem a nossa", continuou Maggi, que esteve pela manhã com a ministra para cobrar uma definição do governo em relação ao Ministério dos Transportes, tirado do PR em julho. A insatisfação é tanta que o PR estendeu sua revolta à eleição para a Prefeitura de São Paulo. Descartou uma chapa com Fernando Haddad (PT). "Vamos ver em cada Estado como vai ficar o PR. Vamos desembarcar em São Paulo para tratar disso, porque todos os partidos lá nos querem", disse o presidente da legenda, Alfredo Nascimento (AM), ex-ministro, que foi titular do primeiro ministério a ser "faxinado" e inimigo político de Braga, escolhido por Dilma para "pacificar" a base. Ele disse que sem os instrumentos do governo a estratégia de sobrevivência do partido tem de ser montada agora. "Chega. Ninguém aqui é moleque. Sempre demos liberdades às regionais, mas agora vamos intervir", disse, deixando claro que não haverá mais ajuda ao PT nos municípios. Além de rebeliões e rompimentos, o preço pago pelo governo pode ser também uma maior lentidão do Congresso na votação de projetos importantes. O Código Florestal, por exemplo, só será posto em pauta depois da Rio+20, a conferência das Nações Unidas para a sustentabilidade, que será realizada em junho. A Lei Geral da Copa foi guardada para a semana que vem. "Até que choques políticos dos últimos dias passem", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ele se referia à operação de troca de líderes do governo, considerada por todos os partidos da base aliada como "inoportuna" e "truculenta". Novo time. No lugar de Romero Jucá (PMDB-RR), Dilma nomeou o senador Eduardo Braga. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi substituído por Arlindo Chinaglia (PT-SP). Um auxiliar da presidente prevê dias difíceis nas negociações. Jucá e Vaccarezza são qualificados como "duas cobras criadas", que poderão causar problemas nas votações e debates. Contam com forte liderança sobre as bancadas de todos os partidos, pois comandaram negociações complicadas que lhes renderam dividendos. Vaccarezza é desafeto da ministra Ideli Salvatti. Em todos os partidos há críticas quanto ao estilo de Dilma de se relacionar com o Congresso. Alguns chegam a dizer que ela não sabe fazer política. Para um líder da base, as feridas vão cicatrizar e as diferenças serão consertadas. O problema, lembra ele, é a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Essa, todos duvidam de que vá mudar. "Desastre". A substituição de Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) por Pepe Vargas é considerada um "desastre" pelos parlamentares do PT. Acontece que ao levar Vargas para o ministério Dilma tirou o PT da Prefeitura de Caxias do Sul. Vargas era o favorito para vencer a eleição e já tinha fechado aliança com o PP, forte na cidade. Sem ele, o PP vai apoiar o PC do B. Ao contrário do que aconteceu com a substituição de Luiz Sérgio (Pesca) pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a entrada de Vargas não foi feita para abrir espaço a um novo partido aliado. Collor. A presidente Dilma também recebeu um recado do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL). "O diálogo precisa ser reaberto. É fundamental que o Planalto ouça esta Casa e ouça a Casa ao lado. Digo isso com a experiência de quem, exercendo a Presidência, desconheceu a importância fundamental do Senado e da Câmara para o processo democrático e de governabilidade. O resultado desse afastamento meu redundou no meu impeachment." --- |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS |
15 de março de 2012
O Globo
Manchete: Partidos se unem para liberar candidatos com 'conta suja'
Numa união insólita entre partidos governistas e de oposição, representantes de 18 legendas decidiram pedir ao Tribunal Superior Eleitoral que libere candidaturas de políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas no último pleito. O TSE decidiu barrar os registros desses políticos, numa iniciativa que reforça a Lei da Ficha Limpa. O primeiro a recorrer da decisão foi o PT. Ontem, partidos como PMDB, DEM, PSDB e PP assinaram uma moção de apoio aos petistas e vão levar o caso ao TSE. Em apenas 3 estados - Rio, São Paulo e Minas -, 1.756 políticos tiveram contas reprovadas e estariam impedidos de concorrer. Os dirigentes partidários dizem que a proposta não prejudica a adoção da Ficha Limpa. Para especialistas, o TSE não deve ceder à pressão dos partidos, sob pena de prejudicar a lisura do pleito. (Págs. 1 e 3)
Dilma não fará reforma trabalhista
Poupança: juro pode cair abaixo de 6%
EUA suspendem taxação sobre a laranja brasileira (Págs. 1 e 25)
Base aliada suspende votações no Congresso
MEC admite muito atraso em creches
Plataformas: 4 acidentes a cada dia
TCU vê falta de transparência no Itamaraty
Americanas.com na mira da Justiça de Rio e São Paulo (Págs. 1 e 27)
CML investiga "enxoval" de recruta no IME
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo cede à base e aceita veto a bebida na Copa-2014
Diante de possível derrota na votação da Lei Geral da Copa na Câmara, o governo cedeu à pressão da base aliada e aceitou retirar da proposta a liberação de bebida alcoólica nos estádios.
O texto com a alteração, exigida pela bancada evangélica, deve ser votado na semana que vem - depois seguirá para o Senado. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Haddad promete acabar com taxa de inspeção veicular
A promessa foi interpretada como uma "vacina" contra futuras críticas pela criação na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) de taxas de lixo e iluminação. (Págs. 1 e Poder A8)
Vera Magalhães: Lula entra na campanha da Prefeitura de SP
Em recuperação de uma infecção pulmonar, o ex-presidente Lula voltou à atividade política. Ele telefonou para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar do apoio do PSB à campanha de Fernando Haddad em São Paulo. (Págs. 1 e Poder A4)
USP está entre as 70 mais importantes do mundo
Agora, está na faixa entre o 61° e o 70º lugar e é a única da América Latina. Segundo o THE, a universidade se beneficiou do bom momento econômico do país. Para o reitor João Grandino Rodas, a USP está no caminho certo, mas não pode se acomodar. (Págs. 1 e Cotidiano C6)
Panes em série levam caos a linhas de trem e metrô de SP
Com as falhas, a velocidade dos trens teve de ser reduzida. Houve acúmulo de passageiros nas plataformas, e filas se formaram do lado de fora das estações. Sindicatos apontam falta de investimento no setor. As empresas afirmam que os problemas foram pontuais. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Professores fazem paralisação para cobrar aplicação do piso nacional (Págs. 1 e Cotidiano C7)
Governo quer desonerar folha de pagamento da indústria (Págs. 1 e Poder A9)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Após troca de líderes, Dilma perde apoio do PR no Senado
Menos de 24 horas depois de inflamar a base aliada com a troca de líderes no Congresso, a presidente Dilma Rousseff perdeu o voto dos sete senadores do PR no Senado, um prejuízo equivalente a quase 10% dos 81 senadores. "Nossa posição é não mais apoiar nem acompanhar o governo no dia a dia", disse o líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), até então cotado para o Ministério dos Transportes, à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). “Estamos há nove meses conversando. Cansei. 'PT saudações'." Com a rebelião na base, a votação de projetos importantes, como o novo Código Florestal e a Lei Geral da Copa, deve demorar “até que choques políticos dos últimos dias passem", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). (Págs. 1 e Nacional A4)
Blairo Maggi
Líder do PR no Senado
"Nós, do Senado, não queremos mais negociar com o governo. Vocês resolvem a vida de todo mundo e não resolvem a nossa". (Pág. 1)
Ministra articulou mudança
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foi uma das idealizadoras da troca de líderes no Congresso, considerada um desastre pelos partidos aliados. Eles se queixam de que Ideli tem sido intransigente. (Págs. 1 e Nacional A4)
BB e Caixa vão baixar tarifas para pressionar banco privado
Foto legenda: Um dia difícil no metrô
General critica processo por desaparecidos e vê 'revanchismo'
MEC muda Enade para evitar fraudes
Procon bloqueia vendas de três dos maiores sites (Págs. 1 e Economia B17)
Barack Obama e David Cameron
A aliança entre EUA e Grã-bretanha é uma parceria de corações unidos. Contamos um com o outro e o mundo conta com a nossa união. (Págs. 1 e Visão Global A20)
Celso Ming
Mantega disse que às vezes atira no urubu e pega também o gavião. Algumas medidas do governo tendem a causar mais estragos em vez de curar. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
A guerra dos portos adotada por governadores resulta no solapamento da indústria nacional. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense
Manchete: Carta aberta à Unesco
Ao criar Brasília, Lucio Costa idealizou uma cidade democrática, onde os cidadãos pudessem circular sem barreiras, grades ou muros. O projeto inovador a transformou em um ícone da arquitetura moderna e levou a Unesco à concessão, 25 anos atrás, do título que muito nos orgulha. Hoje, o Correio aponta abusos que ameaçam a concepção original da capital da República. E faz um apelo aos senhores: durante essa visita, voltem seus olhares para os problemas que tanto nos atormentam. Mas, acima de tudo, ajudem a mobilizar a sociedade e o governo para preservar esse patrimônio que não é só nosso, mas de toda a humanidade. (Págs. 1, 27 e 28)
PR deixa base aliada e fará oposição (Págs. 1, 2 e 3)
Confusão total na Lei da Copa
Enade amplia avaliação dos universitários (Págs. 1 e 12)
Servidores: Aumento? Só para a chefia
Contravenção: Cachoeira na mira de Gurgel
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Valor Econômico
Manchete: IOF já afeta fluxo cambial e custo de exportador sobe
Dois movimentos reforçaram a demanda por ACCs que acabaram aumentando seu custo. Um deles é o temor de que novas medidas acabem impondo restrições a essa linha. O outro é a desvalorização do real, que atrai mais operações. Entre janeiro e fevereiro, o movimento de ACCs foi de US$ 6,9 bilhões, com uma média diária de US$ 168 milhões. Na segunda semana de março, a média subiu para US$ 284 milhões. (Págs. 1 e C14)
Dilma exige preço menor de energia
Algo entre 6% e 7% da conta de luz se refere ao uso da rede de transmissão. Para evitar a criação de distorções no preço da energia vendida livremente pelas geradoras no mercado, uma das alternativas em estudo é que as usinas continuem vendendo pelo mesmo valor. A diferença entre o preço de venda e o custo de geração, já descontados os investimentos amortizados, seria alocada para bancar os R$ 7 bilhões por ano que os consumidores finais pagam pelo uso da rede. (Págs. 1 e A3)
Venda casada de seguros na mira do Cade
A SDE também vai apurar se as resseguradoras estão cobrando taxas indevidas de corretagem em seguros obrigatórios e burlando a restrição para transferências de risco entre empresas do mesmo grupo. (Págs. 1 e C7)
Múltis sentem pressão dos salários na Ásia
Poluição do ar volta a ser uma ameaça para Cubatão
Cubatão é a única cidade cortada pelas quatro rodovias do sistema Anchieta-Imigrantes. Com o aumento do comércio exterior e praticamente a mesma infraestrutura de acesso à região, os congestionamentos se tornaram rotina. O tráfego de caminhões chegou a 6,7 milhões no ano passado e é sobre rodas que 85% das cargas movimentadas chegam ao porto de Santos. (Págs. 1 e A16)
Empresas ainda buscam virada no Supremo
Foto legenda: No poder
Crédito continua escasso em Portugal e na Espanha (Págs. 1 e B9)
Mudança nas regras da poupança fica para 2013, a fim de evitar ano eleitoral (Págs. 1 e C9)
Wen Jiabao adverte conservadores sobre necessidade de reforma política na China (Págs. 1 e Al3)
'Lei Seca' na Copa
Seae vê concentração em exames
Viracopos terá projeto holandês
Carros importados desaceleram
Braskem aposta em plástico verde
EUA retiram sobretaxa no suco
Mercosul e as commodities
Ideias
Valorização do magistério deve ser prioridade nacional, mas compatível com o equilíbrio das contas públicas. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Os parlamentares parecem realmente importar-se mais com seus eleitores de menor renda do que no passado. (Págs. 1 e A15)
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quarta-feira, março 14, 2012
XÔ! ESTRESSE [In:] ''CADÊ O GATO?'' *





INDÚSTRIA BRASILEIRA [In:] ''QUO VADIS" ?
'Brasil tem novo paradigma: crescer sem a indústria'
Autor(es): Por Joe Leahy | Financial Times, de São Paulo |
| Valor Econômico - 14/03/2012 |
Quem quer que tenha lido os jornais brasileiros na segunda-feira merece perdão por ter experimentado uma sensação de "déjà vu". Mais um vez o governo aumentou sua temida IOF, o imposto sobre as transações cambiais, desta vez para empréstimos internacionais contraídos por empresas brasileiras e com vencimento em até cinco anos. O IOF e outras medidas do governo para impedir a valorização do real em comparação ao dólar, são bastante complexos. Mas a intenção é simples: proteger a indústria brasileira, uma vez que o real forte encoraja uma enxurrada de importações para o país. Ou, nas palavras da presidente Dilma Rousseff, a política monetária frouxa dos Estados Unidos e da Europa criou um "tsunami" de dinheiro barato cuja principal vítima é o setor industrial brasileiro. É uma ameaça tão grave, aos olhos do governo, que o Brasil corre o risco de ser lançado de volta à idade das trevas, antes da industrialização que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, quando sua economia era pouco mais que uma mina e uma fazenda gigantes. Certamente o Brasil está sofrendo o que está se transformando em uma recessão prolongada que atingiu o coração da indústria pesada. A produção industrial registra uma queda de quase 6% em relação ao pico alcançado em março do ano passado. Mas será que isso significa o fim da história de crescimento econômico do Brasil? Não. Na verdade, um novo paradigma está surgindo no Brasil - crescer sem o setor industrial. Qualquer um que visitar o país verá poucos sinais de uma recessão industrial. Restaurantes, shopping centers e bares estão cheios. Os preços continuam muito altos e regularmente os brasileiros aparecem em pesquisas como um dos povos "mais felizes" do mundo. As taxas de desemprego estão em patamares recordes de baixa. Enquanto os preços das commodities permanecerem altos, o Brasil poderá pagar pelo boom do consumo doméstico, que está sendo conduzido por milhões de tomadores de empréstimos de sua nova classe média. O problema para as empresas do setor industrial é que essas pessoas estão consumindo mais e mais produtos importados, daí o crescimento sem uma indústria dinâmica. Além da retórica da presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda Guido Mantega, que cunhou o termo "guerra cambial" para a batalha do país contra o dólar e o euro fracos, estão tendências estruturais de longo prazo que exigirão mais do Brasil do que apenas manipular o câmbio para garantir a sobrevivência de sua indústria no longo prazo. A economia da China, o maior parceiro comercial do Brasil, pode estar diminuindo o ritmo, mas ainda se espera um crescimento relativamente elevado a partir de uma base grande. Ela continuará tragando as exportações brasileiras de soja, minério de ferro e outras commodities pelos próximos anos, dando suporte ao câmbio do país. Nas próximas décadas, o Brasil também vai aumentar a produção de petróleo com suas enormes descobertas offshore, o que transformará o país em um grande produtor e exportador de petróleo, fortalecendo ainda mais o real. O outro desafio no longo prazo é como melhorar a competitividade da indústria brasileira. A valorização do real tornou muitos setores praticamente redundantes diante das importações baratas de países como a China. O Brasil não é o primeiro país a enfrentar esses desafios. Outras nações ricas em commodities, como a Austrália, já tiveram que abandonar setores não competitivos e mudar para economias mais baseadas nos serviços, recapacitando trabalhadores redundantes ao longo do caminho. Mas para o Brasil, essa transição é potencialmente muito mais dolorosa. Enquanto país em desenvolvimento e economia continental, a sexta maior do mundo, o Brasil precisa que os setores competitivos forneçam trabalho para milhões e trabalhadores pouco capacitados ou sem capacitação. O país também carece dos recursos disponíveis para os países mais ricos para garantir uma realocação de mão de obra para setores mais competitivos de uma maneira que não seja traumática. A busca dessa agenda é politicamente difícil, e isso está levando o governo a optar pelo protecionismo, como o do setor automotivo, onde ele está tentando aumentar os impostos sobre as importações e ameaça erguer barreiras contra parceiros comerciais regionais como o México. Mas, por mais difícil que seja essa transformação, o Brasil terá de fazê-la. No final das contas, ele terá de enfrentar seus velhos demônios - um setor público inchado e improdutivo, níveis baixos de investimentos e poupança e sistemas de ensino fracos. A retórica em Brasília não deveria estar tão centrada na guerra cambial e sim na guerra de produtividade. Será apenas através da melhoria de eficiência que o Brasil concretizará seu sonho de ser uma potência industrial. --- |
BRASIL e ALEMANHA [In:] TECNOLOGIAS EM COMPARAÇÃO
A tecnologia do Brasil de Dilma na Alemanha de Merkel
Autor(es): Gilberto Lima Jr. |
| Correio Braziliense - 14/03/2012 |
Consultor em negócios internacionais, presidente da Going Global Consulting e membro do Conselho do World Trade Center Hannover, Alemanha, 2001. No emblemático ano da Odisseia, vivi situação no mínimo curiosa envolvendo a imagem do Brasil na Europa. No final de semana que antecedia a participação de uma delegação de empresários brasileiros do setor de software na maior feira de tecnologia da informação do mundo, a CeBIT, em Hannover, resolvemos visitar Berlim. No confortável trem de alta velocidade, a revista de bordo era lida pela maioria dos passageiros, e a matéria de capa era dedicada ao Brasil. Nela constavam duas mulheres muito atraentes, em biquínis minúsculos na praia de Copacabana, posando com copos de caipirinha em mãos. Numa única foto, vários símbolos identificavam nosso país: a sensualidade da mulher, a beleza de nossas praias e a exótica e apreciada bebida nacional. Todo o conteúdo da matéria girava em torno desses símbolos e limitava-se a tratar do modo de vida despojado, festivo e descomprometido de nosso povo. Indaguei-me sobre tantos outros aspectos não retratados na matéria, como as características culturais, industriais, tecnológicas, comerciais e outras que ajudassem a melhor compreender o Brasil. Conversando com amigos brasileiros em sua maioria executivos de destaque residentes na Alemanha, eles foram unânimes em lamentar a imagem de nosso país no Velho Continente, sempre atrelada à marginalidade, ao futebol, à pobreza e ao carnaval, é claro. Na feira, acompanhei um empresário do Rio Grande do Sul em visita ao estande de uma empresa alemã voltada ao segmento de automação de clínicas e hospitais, área de atuação deste brasileiro. Após 40 minutos de monólogo no qual o alemão fez a máxima questão de frisar sua tradição, os 5 mil usuários de sua solução, sua competência tecnológica etc., etc., etc., ouvimos a seguinte pergunta: "Então, vocês têm interesse em nos representar no Brasil? Quais são suas qualificações?" Com muita habilidade, nosso empresário disse ter uma empresa voltada para o desenvolvimento de software na mesma área e que vislumbrava, na verdade, uma parceria entre as duas empresas, visando à comercialização mútua nos mercados latino e europeu. Observamos enorme surpresa de nosso interlocutor, que perguntou em tom de ironia: "Vocês querem me convencer que o Brasil produz software?" No mesmo instante, aquela revista de bordo e os comentários dos executivos brasileiros vieram a minha cabeça e não hesitei: "Sim, o Brasil não apenas produz software, como tem um mercado superior a US$ 7 bilhões nessa área (na época)". Lembrei-o que nossa automação bancária era (e ainda é) considerada a melhor do mundo e que não usávamos cédulas de papel nas eleições, mas urnas eletrônicas capazes de coletar e apurar mais de 100 milhões de votos em poucas horas, que nossa declaração de Imposto de Renda era feita via internet em minutos e, tomado por uma brasilidade ainda maior, sem perder o tom diplomático, abri uma revista alemã que trazia uma matéria sobre a modernização da Bolsa de Valores de Frankfurt, com o apoio de uma empresa carioca! Confesso que senti o gostinho brazuca de vê-lo estarrecido. Arrematei ao afirmar que a empresa gaúcha não tinha 5 mil pontos instalados, mas 15 mil usuários de suas soluções no Brasil. Notei o seu espanto e o seu respeito e pudemos ser ouvidos com a atenção merecida. Onze anos transcorreram e, na semana passada (6 a 10 de março), saltamos da condição de desconhecidos e estereotipados para a condição de país homenageado da CeBIT. Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; das Relações Exteriores; das Comunicações; da Ciência, Tecnologia & Inovação e de dois governadores, sob o Em onze anos, saímos de um acanhado estande para um espaço de 1.200 metros quadrados distribuídos em quatro pavilhões. Em vez de uma infinidade de nomes e logos, uma identidade visual única estampava a marca: Brasil IT + conferindo seriedade e profissionalismo à presença brasileira organizada pela Sociedade Softex e apoiada pelos diversos órgãos governamentais brasileiros. A saga prestigiada por mais de 130 empresas e organizações nacionais, além da Embraer e da Petrobras, não serviu apenas para colocar o Brasil definitivamente no radar mundial como opção das grandes corporações globais na hora de especificar as demandas por sistemas e soluções de informática, gerou US$ 60 milhões em negócios e a certeza de que o mundo mudou. Afinal, em pouco mais de uma década, os termos terceiro mundo ou país subdesenvolvido que nos rotulavam deu lugar à expressão economia emergente e bola da vez. --- |
CACIQUES EM PÉ DE GUERRA
TROCA DE LÍDERES NO CONGRESSO AMPLIA CRISE NA BASE DE DILMA
TROCA DE LÍDERES NO CONGRESSO INCENDEIA PMDB E DEIXA ALAS DA BASE DESCONTENTES |
| O Estado de S. Paulo - 14/03/2012 |
Tiro no pé. Decisão da presidente Dilma de substituir Jucá (PMDB-RR) e Vaccarezza (PT-SP) não estanca crise nos partidos aliados do governo; para peemedebistas, escolha de Chinaglia ameaça sucessão na Câmara e nomeação de Braga exclui cúpula do partido
O PMDB entendeu as substituições como uma operação contra o partido. No Senado, ao trocar Romero Jucá (PMDB-RR) pelo correligionário Eduardo Braga (AM), Dilma criou uma interlocução paralela com o chamado grupo dos descontentes - conhecido por G8 -, sem passar pelo crivo do presidente da Casa, José Sarney (AP), e do líder da sigla, Renan Calheiros (AL). Na Câmara, a presidente escalou um concorrente do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), na corrida pela presidência da Casa. Nomeado ontem em substituição ao petista Cândido Vaccarezza, o novo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), nunca escondeu a pretensão de retomar o comando da Casa. Embora tenha dito que respeitará o acordo de rodízio com o PMDB, Chinaglia não convenceu os partidários de Henrique Alves. Dilma avisou a ele que sua ida para a liderança excluía a volta do PT à presidência da Câmara, em 2013. "No ano que vem, a presidência da Câmara é do PMDB", afirmou Dilma (leia mais na página A6). O movimento de Dilma, porém, não tranquilizou o PMDB. "O Chinaglia sempre desejou voltar à presidência da Câmara. Se for essa a sinalização do governo, é uma declaração de guerra ao PMDB", resumiu o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). No Senado, Eduardo Braga (AM), o escolhido de Dilma, tentou, sem êxito, tomar a liderança de Renan Calheiros (AL), que também almeja a presidência da Casa em 2013. Especula-se que a escolha do Planalto possa ser uma estratégia política para descartar os dois e insuflar uma candidatura do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) à presidência do Senado, um nome contra o qual nem Sarney nem Renan podem se insurgir. Na tentativa de manter a união do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, chamou Eduardo Braga para catequizá-lo. "Agora você não é representante de um grupo. Você representa o governo e, nessa condição, terá de conversar com Renan e Sarney", disse Temer. Em seguida, convocou Jucá, aconselhando-o a se recompor com o substituto. Renan e Sarney ofereceram a Jucá o cargo de relator do Orçamento de 2013, um dos mais disputados no Congresso. "Esse espaço é do PMDB", justificou Renan. O novo papel de Jucá, na posição chave do Orçamento, preocupa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com Dilma, Lula a alertou: "Cuidado com o Jucá!". Apesar de ter aprovado a troca do líder do governo no Senado, Lula receia a revanche peemedebista e aconselhou a presidente a aparar todas as arestas antes da substituição. Desafeto. Além de desagradar ao PMDB, a escolha de Braga como líder no Senado também causou uma crise com o PR. Ele é desafeto do presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), com o qual Dilma tenta fazer as pazes desde que o demitiu da pasta dos Transportes, em julho. Na vassourada, saíram ainda outros 26 apadrinhados do PR no setor. A operação de troca de líderes foi interpretada ainda como "estranha" e "desastrada" por líderes da base aliada. Estranha porque foi feita de supetão, como um castigo para a derrota de quarta-feira, quando a recondução de Bernardo Figueiredo à direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)foi vetada pelos senadores; desastrada porque os demitidos ficaram sabendo que sairiam não pela boca da presidente, mas por outras vozes. A maior mágoa de Vaccarezza foi ter tomado conhecimento da demissão pela mídia. Ele atribuiu a substituição a uma decisão política. Anteviu que pode haver algum "estremecimento" na base a curto prazo, por conta da "boa relação" que mantém com todos os aliados. Para o petista, estão em risco projetos importantes como a Lei da Copa, Código Florestal e royalties do petróleo. Chinaglia não foi a primeira opção de Dilma para a vaga de Vaccarezza. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, defendia o nome do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), mas a presidente pensou em chamar Ricardo Berzoini (PT-SP). Por fim, foi convencida de que Chinaglia poderia ser uma solução para evitar um embate entre PT e PMDB mais à frente. O deputado foi relator da proposta de Orçamento da União, no ano passado, e ganhou a simpatia de Dilma. --- |
SAUDOSISMO [In:] CAÇA AOS MARAJÁS
Os 28 mil marajás
28 mil servidores sob suspeita |
| Autor(es): » ANA D,ANGELO |
| Correio Braziliense - 14/03/2012 |
Investigação identifica os servidores do Executivo que acumulam irregularmente remunerações e ganham acima do teto de R$ 26,7 mil
Sistema nacional do governo vai cruzar fichas de 11 milhões de funcionários da União, de estados e de prefeituras para checar quem acumula cargos indevidamente
O governo federal está atrás dos servidores que acumulam mais de um cargo público indevidamente e daqueles que já recebem aposentadoria ou pensão que, somada à remuneração do trabalho, ultrapasse o teto do funcionalismo, de R$ 26,7 mil. Para isso, está concluindo a implantação de um sistema nacional de cruzamento da base de dados dos 11 milhões de funcionários ativos e inativos da União, estados e municípios dos três poderes — Executivo, Judiciário e Legislativo. O projeto-piloto começará pelo Distrito Federal, a partir de julho. Um primeiro levantamento feito como teste pelo Ministério do Planejamento, em 2009, com dados da União e de 14 estados, detectou 198 mil servidores ativos das três esferas acumulando cargo ou benefício previdenciário. Desses, o governo concluiu que 28 mil recebiam duas ou mais remunerações da administração pública irregularmente. Quando o sistema estiver implantado em todo o país, o governo espera economizar pelo menos R$ 7 bilhões por ano com a folha de pagamento do pessoal ativo e inativo das três esferas. A previsão é de que estará funcionando até o fim do ano em todos os estados e nos 50 maiores municípios. O secretário de Políticas Previdenciárias do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim, explica que a quantidade de irregularidades é bem maior, pois, além de se limitar à União e a 14 estados, esse levantamento levou em conta bases de dados precárias, pois cada órgão registra a ficha funcional dos servidores de uma forma diferente. Milhares de registros funcionais ainda estão em papel. Tudo isso dificulta o cruzamento de informações com cadastros dos diversos órgãos. Mesmo assim, foram descobertos médicos e professores com diversos vínculos empregatícios com governos estaduais e a União. Um deles tinha sete. "Quem tem os sete cargos está trabalhando nos sete? Ele não é três para dar conta", espanta-se Rolim. Segundo ele, esses dados nem incluem os dos municípios. Os 28 mil casos irregulares identificados pelo Ministério do Planejamento foram repassados para a Controladoria-Geral da União (CGU), para cobrar dos órgãos correspondentes as providências devidas, que incluem, conforme o caso, a exoneração de um dos cargos, a limitação dos valores recebidos ao teto do funcionalismo e até a devolução do que foi embolsado indevidamente. Compatibilidade Segundo Rolim, o levantamento apontou também servidores de outras áreas acumulando cargos que a lei não permite, como de auditor-fiscal e professor. "Quando o sistema estiver funcionando em todos os estados e municípios, a quantidade de irregularidades detectadas vai aumentar substancialmente", destacou o secretário, lembrando que muitos são funcionários fantasmas, trabalhando efetivamente mesmo só em um ou dois dos empregos. Rolim afirmou ainda que a maior parte da economia prevista de R$ 7 bilhões vai beneficiar os municípios, pois estados e União pagam salários maiores. Assim, o servidor que tem mais de um cargo tende a optar pelo da esfera federal ou estadual. "Assim que o sistema estiver a todo vapor em todo o país, a identificação das irregularidades será automática tão logo o servidor assuma um novo cargo ou passe a receber um benefício previdenciário", observou. Conclusão de acordos ---- |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS |
14 de março de 2012
O Globo
Manchete: Cúpula do bicho sofre o maior golpe em 19 anos
Dezenove anos depois de a juíza Denise Frossard condenar e prender de uma só vez 14 bicheiros, outra magistrada - a juíza federal Ana Paula Vieira de Carvalho - condenou três chefões da máfia dos caça-níqueis, todos contemporâneos de Castor de Andrade: Aniz Abrahão David, o Anísio, de 75 anos; Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, de 70; e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, de 83, além de outras 20 pessoas ligadas ao crime organizado. Somadas, as penas dos três, por crimes como corrupção ativa e formação de quadrilha, chegam a 144 anos de prisão. Cada um ainda foi multado em R$ 11 milhões. Todos vinham respondendo, em liberdade, ao processo decorrente da Operação Hurricane da Polícia Federal, de 2007. Dos três chefões, só Guimarães vai para trás das grades, no Presídio Ary Franco: Anísio ficará sob custódia no hospital onde está internado e Turcão, em prisão domiciliar. (Págs. 1 e 13)
PMDB do Senado desafia Dilma, e rebelião se alastra
Na crise a aberta entre o Planalto e os aliados, o PMDB do Senado, comandado pelo líder Renan Calheiros, desafiou a presidente Dilma e escolheu como relator do Orçamento o nome que a presidente Dilma Rousseff afastou da liderança do governo na Casa: Romero Jucá, também líder de Fernando Henrique e Lula. Renan disse que o PMDB não foi o único responsável pela recusa, no Senado, da recondução de Bernardo Figueiredo para a ANTT. Na Câmara, Dilma trocou Cândido Vaccarezza por Arlindo Chinaglia. (Págs. 1 e 3 a 10)
Ministério Público denuncia Pimentel
'Terras-raras': Japão, EUA e Europa contra a China
Dólar não resiste a nova medida oficial e volta a cair a R$ 1,80 (Págs. 1 e 22)
Anvisa proíbe cigarro com sabor
Heróis ainda insepultos
Curió será denunciado por sequestros
Elio Gaspari
Roberto DaMatta
Zuenir Ventura
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo proíbe venda de cigarro com sabor no país
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de aditivos em cigarros e derivados de tabaco no Brasil. Os fabricantes deverão parar de incluir sabores como menta, chocolate, canela e frutas nos produtos vendidos no país.
Os aditivos funcionam como chamariz para os jovens e mascaram o gosto ruim, ajudando a desenvolver a dependência, segundo a agência. A medida se estende para os importados, que só poderão entrar no país se respeitarem as novas regras. (Págs. 1 e Saúde C10)
Presidente troca líderes, mas não acaba com crise
Para aliados, a saída de Romero Jucá (PMDB) da liderança no Senado e de Cândido Vaccarezza (PT), na Câmara, põe em risco votações de interesse do governo, pois não melhora a articulação política. (Págs. 1 e Poder A4)
Dilma abandona promessa eleitoral para a segurança
Fracassa sistema de julgamento por e-mail no Judiciário de SP
A necessidade de consultar formalmente os advogados em cada processo acabou criando mais uma etapa burocrática. (Págs. 1 e Poder A10)
Belo Monte pode desabrigar 9.000 a mais, diz estudo
MEC vai mudar exame que avalia as universidades
Tostão: Ainda é cedo para festejar a saída de Teixeira da CBF
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Troca de líderes no Congresso amplia crise na base de Dilma
A troca da liderança do governo no Congresso não pôs fim aos atritos na base da presidente Dilma Rousseff. O PMDB entendeu a mudança dos lideres, herdados do governo Lula, como uma operação contra o partido. No Senado, ao substituir Romero Jucá (PMDB-RR) pelo correligionário Eduardo Braga (AM), Dilma criou uma interlocução paralela com as descontentes sem passar pelo senador José Sarney (AP) e pelo líder peemedebista Renan Calheiros (AL). Na Câmara, a presidente escalou Arlindo Chinaglia (PT-SP), que é concorrente do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), na disputa pela presidência da Casa. Embora tenha dito que respeitará o rodízio com o PMDB no cargo, Dilma não convenceu os partidários de Alves. Peemedebistas dizem que uma eventual sinalização de que Chinaglia tentará a presidência da Câmara será vista como uma “declaração de guerra". (Págs. 1 e Nacional A4)
Análise: Dora Kramer
O clube na esquina
Ao trocar líderes do governo na Câmara e no Senado, é nebuloso o nome do jogo que a presidente pretende disputar com profissionais de um ramo no qual ainda é aprendiz. (Págs. 1 e Nacional A8)
Foto legenda: Descida
Ao lado de Marta, Sarney e Temer, Dilma deixa o Congresso após cerimônia pelo Dia da Mulher.
Mantega diz que indústria está 'sofrendo' e promete ajuda
Curió será denunciado por sequestros no Araguaia
Esportes: Sem Teixeira, Blatter vem discutir Copa
Taleban ataca em retaliação a massacre (Págs. 1 e Internacional A10)
Anvisa proíbe cigarro com aroma e sabor (Págs. 1 e Vida A14)
TJ dá 15 dias para juízes explicarem pagamentos
Eliana Cardoso
A supremacia chinesa parece inevitável. Temo pelo declínio do império americano, o que tornaria a cooperação econômica global mais difícil. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)
Notas & Informações
Se escolher um líder em começo de governo já é uma faina, substituí-lo é atiçar um vespeiro. (Págs. 1 e A3)
Roberto Damatta
A morte no trânsito já é tão rotineira e impessoal que virou um símbolo perfeito do poder abusivo de quem não consegue viver a igualdade. (Págs. 1 e Caderno 2, D8)
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Correio Braziliense
Manchete: No país das mordomias
Vejam só: eles têm casa, carro, avião, comida, roupa lavada, os salários mais elevados do serviço público, verba de gabinete para contratar apadrinhados e ainda acham pouco. No Distrito Federal, o capricho da vez são os carros de luxo. Após aprovar lei se presenteando com os veículos, distritais dizem não querer mais o mimo. No Senado, a orgia à custa da população que trabalha para sustentá-los vai muito além dos acintosos 14º e 15º salários. Presidente de comissão promete votar o fim dos extras na terça-feira. (Págs. 1, 2, 3 e 21)
Os 28 mil marajás
Lavanderia F.C.
Entre tapas e beijos no Congresso
Dólar cai. Bolsa sobe a maior nível em 1 ano (Págs. 1, 11 e 13)
Cigarros com sabor são proibidos no país (Págs. 1 e 8)
De olho em Brasília
Ditadura
Gol contra
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Valor Econômico
Manchete: Empresas abertas mantêm mais de R$ 280 bi em caixa
No Brasil, o saldo em caixa representa 11 % do total de ativos das empresas abertas, bem acima do índice visto nos Estados Unidos, por exemplo, que está próximo de 6% e é o mais alto em seis décadas, como apontou o blog "O Estrategista", do Portal Valor. (Págs. 1 e B2)
Governo vai ampliar a desoneração
Tal como ocorre hoje com as empresas de calçados, confecções, call center e software, esses cinco setores deixarão de recolher ao INSS os 20% que incidem sobre a folha de pagamento e passarão a pagar uma alíquota sobre o faturamento bruto, hoje é de 1,5%, mas que deverá ser reduzida para algo entre 0,8% e 1%. Além disso, o segmento de software e TI deve ter sua alíquota, atualmente de 2,5%, reduzida em cerca de meio ponto percentual. (Págs. 1 e A4)
Minoritários testam poder na Petrobras
Índia tenta industrialização acelerada
Gargalos de infraestrutura, rigidez do mercado de trabalho e um ambiente hostil aos negócios são três grandes entraves a um avanço mais firme da indústria. Economistas do setor privado e do governo são céticos quanto à possibilidade de grandes mudanças na legislação trabalhista e na burocracia indiana, uma vez que o país perdeu o ímpeto reformista nos últimos anos. Os investimentos em infraestrutura estão crescendo. (Págs. 1 e A14)
Usinas cortam investimentos em energia
Uma das principais explicações para esse desinteresse é a redução dos preços obtidos pelas usinas na venda da sobra de energia. Segundo dados compilados pela consultoria FG Agro, o preço médio da energia vendida nos leilões realizados em 2008 foi de R$ 152,92 por megawatt médio. Depois de recuos nos anos seguintes, o preço despencou para R$ 102,23 no ano passado. É um valor inferior ao que as usinas calculam que precisam para cobrir os gastos de produção. “O custo da energia produzida por uma unidade de cogeração ‘retrofit ’ (ampliada a partir de uma já existente) é de R$ 140. Por isso, em 2011, não realizamos venda em nenhum leilão”, explica o diretor de cogeração da Raízen, João Alberto Abreu. (Págs. 1 e B12)
Cade tende a exigir que o BB venda carteira rural da Mapfre
O negócio preocupa o órgão antitruste, pois resultou num alto poder de mercado no setor de seguros rurais. O BB lidera esse segmento, com 57%, e o segundo lugar está com a Mapfre, com 11%. A transação levou, portanto, à união do primeiro com o segundo colocado. O domínio atinge 68%. O segundo lugar passaria para a Allianz, com 6,7%. A segunda colocada teria, assim, participação de mercado dez vezes menor que os líderes. (Págs. 1 e C12)
Anvisa proíbe cigarro com sabor e restringe adição de açúcar (Págs. 1 e B6)
De volta ao Brasil, Paulo Leme assume novas funções no Goldman (Págs. 1 e C12)
Reforçador de açúcar
Proteção contra as "cinquentinhas"
Unesp combate tristeza bovina
Bolsas dos Brics
Bens bloqueados no "Refis"
Súmula vinculante
Ideias
Resposta à conjuntura internacional define a política econômica com protecionismo, juros menores e controle de capitais. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Vai levar ainda um bom tempo para escaparmos da maior crise financeira desde os anos 30 e de suas sequelas. (Págs. 1 e A13)
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