PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, abril 17, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " PROBOS DOS CARTÕES CORPORATIVO "










CENTRAIS SINDICAIS: "LUTA DE CLASSES?". " 'TAMOS' FORA!"

Centrais querem aumentar filiações

As centrais sindicais querem fixar em 30 de abril a data de referência para medir a representatividade de cada entidade. Com isso, as centrais mais jovens teriam mais prazo para aumentar o número de seus sindicatos filiados e abocanhar uma fatia maior de um bolo de R$ 100 milhões anuais, referente a 10% do total arrecadado com a cobrança do imposto sindical. Os dirigentes sindicais e o Ministério do Trabalho ainda estão debatendo a data no âmbito da portaria que vai regulamentar a lei de reconhecimento das centrais. Uma nova reunião está prevista para hoje.A lei foi sancionada pelo presidente Lula no último dia 1º de abril e exige das centrais um mínimo de 100 sindicatos filiados, distribuídos nas cinco regiões do País. Quanto maior for o número e mais fortes os sindicatos, maior será a participação na arrecadação. A lei exige ainda que cada central tenha no mínimo 5% de trabalhadores sindicalizados no País e a filiação de sindicatos que representem pelo menos cinco segmentos da economia. A central que não alcançar esses requisitos perderá sua parte e essa parcela será repassada à conta do Ministério do Trabalho. O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, explicou que a data servirá apenas para a repartição da arrecadação deste ano. "A partir do ano que vem, a fotografia que conta será aquela tirada em 31 de dezembro", completou. Ricardo Pattah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), criada no ano passado a partir da fusão de três outras centrais, defende a data de 30 de abril como a mais apropriada. "Assim haverá prazo para uma melhor acomodação dos sindicatos", comentou o dirigente sindical.
TAMANHO
As estatísticas do ministério mostram que, hoje, a UGT tem 329 sindicatos filiados e aguarda a conclusão do processo de filiação de outros 188. A central seria uma das mais beneficiadas com o prazo adicional para ampliar suas filiações. A maior entidade em número de filiações é a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que conta com 1.578 sindicatos e outros 31 em processo de filiação. A Força Sindical tem 717 filiados e outros 37 em andamento. O presidente da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes, também defende o final de abril, argumentando que seria um prazo razoável para a realização das assembléias que referendam as filiações. A CTB - a mais jovem das centrais -é uma dissidência da CUT e conta com 128 filiados. De acordo com o ministério, há cerca de 3,5 mil sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos no País.
Isabel Sobral. Estadão, 1704.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

JORNAL DO BRASIL
- Comércio do Rio perdeu R$ 28 bi com a violência
- O comércio do Estado do Rio de Janeiro gastou, de 2002 a 2007, R$ 28,7 bilhões em segurança privada para se proteger da violência, segundo o presidente da Federação do Comércio do Estado, Orlando Diniz. Este valor seria suficiente para gerar 2 milhões de empregos no mesmo período, uma distorção que prejudica mais os jovens que procuram o primeiro emprego. O investimento em segurança consumiu 2,38% do faturamento do setor. O Ministério do Trabalho informa que foram criados, em cinco anos, 621 mil postos de trabalho. (pág. 1 e Cidade, pág. A10).

CÂMARA "DOS" DEPUTADOS: QUEM PRECISA DE CARTÃO CORPORATIVO? [ELEIÇÕES 2008; 2010; ...; (Não dê suas pérolas)]

Aumento de 18% em verba para assessores custa R$ 75 mi à Câmara
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A verba de gabinete dos deputados passará de R$ 50.815,62 para R$ 60 mil mensais, o equivalente a 144 salários mínimos. O aumento, de 18,1%, foi anunciado ontem pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O dinheiro vai beneficiar 9.100 assessores e pode ser usado livremente por cada um dos 513 deputados para contratar no mínimo 5 e, no máximo, 25 secretários parlamentares, com salário variando de R$ 415 a R$ 8.200 mensais.
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O custo estimado dos assessores passará de R$ 417 milhões para R$ 492 milhões anuais, um acréscimo de R$ 75 milhões nas despesas da Câmara, sem contar outros benefícios recebidos, como hora extra e vale-refeição. Segundo Chinaglia, o orçamento da Casa tem recursos suficientes para esse aumento, mas os técnicos do governo questionam a falta de previsão específica na Lei Orçamentária. De acordo com um assessor da equipe econômica, o orçamento do Legislativo "sempre tem gordura", mas isso não garante a legalidade do aumento.Ao contrário de outros temas polêmicos da Câmara, o reajuste da verba de gabinete foi aprovado consensualmente pela Mesa Diretora da Casa e comemorado sem estardalhaço por quase todos os parlamentares, da situação e da oposição. A única voz destoante foi o PSOL. "Entendemos que o reajuste é casuísta e inoportuno, na medida em que fere a própria Lei Eleitoral, que veda o agente público de reajustar salários de servidor a menos de 180 dias da eleição", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). "Cada vez mais o Parlamento brasileiro se afasta de sua tarefa de representar dignamente a população brasileira", completou a líder do partido, Luciana Genro (RS).
PRESSÃO
Nos bastidores, o comentário é de que o reajuste teria saído por pressão do chamado baixo clero da Câmara e do deputado Ciro Nogueira (PP-PI), que é integrante da Mesa Diretora e deve concorrer à presidência da Casa em substituição a Chinaglia, no próximo ano. Na semana passada, Chinaglia chegou a dizer que encomendaria um estudo à diretoria da Câmara para comparar os aumentos salariais concedidos pelo Executivo e pelo Judiciário antes de decidir sobre o aumento. Na prática, no entanto, nenhum estudo foi feito, mas apenas o anúncio de um valor redondo de R$ 60 mil, que representa um aumento de 18,1%. Isso equivale à variação do IGP-M (15,13%) desde fevereiro de 2005, quando houve o último aumento, mais um ganho real de 2,94%. Se for comparado com outros índices de inflação, contudo, o ganho real é maior do que o anunciado.Neste ano, os servidores de carreira da Câmara, que entram por meio de concurso público, também tiveram um reajuste de 26%, em conseqüência do aumento salarial concedido aos deputados no ano passado. São cerca de 1.100 servidores dos chamados cargos de natureza especial. Nesse caso, não é permitida a contratação de parentes de parlamentares.
SUBSÍDIO
Além da verba de gabinete, os parlamentares recebem pessoalmente um subsídio de R$ 16 mil e uma verba indenizatória de R$ 15 mil, que deve ser utilizada para despesas do gabinete. No total, a folha de pessoal da Câmara custa R$ 2,6 bilhões anuais. Em média, cada funcionário (concursado ou assessor) do Legislativo custa R$ 11 mil mensais. Entre 2002 e 2007, a despesa média por pessoa cresceu 62,2%, enquanto a inflação não passou de 40%. No Executivo, no mesmo período, o aumento médio de salário ficou em 46,1%. Ou seja, ao contrário do que Chinaglia pretendia mostrar, os gastos no Legislativo - tanto na Câmara quanto no Senado - crescem acima dos índices registrados no Executivo. Os salários dos assessores nem são os maiores, pois estão limitados a R$ 8.100. O piso da carreira de analista legislativo, por exemplo, é de R$ 9,1 mil. Ou seja, é o menor salário que alguém ganha quando começa a trabalhar na Câmara. Em muitos casos, os rendimentos superam os R$ 20 mil. No Senado, a situação salarial é ainda mais atrativa - em média, a remuneração dos servidores e assessores é 20% maior.
Sérgio Gobetti e Denise Madueño. Estadão. 1704. Charge: Lute.

BRASIL/PETRÓLEO: "BRASIL, MEU BRASIL PETROLEIRO..."

Reserva de petróleo brasileira é uma das dez maiores, prevê governo

Circula nos principais gabinetes do governo uma avaliação de que o petróleo na área do pré-sal, na plataforma continental que vai do sul do Espírito Santo ao norte de Santa Catarina, colocará o Brasil entre os dez maiores detentores de reservas do mundo.
Por essas estimativas, as reservas brasileiras, hoje de apenas 14 bilhões de barris de petróleo equivalente (óleo mais gás), poderão chegar a 85 bilhões. A área do pré-sal teria de 50 bilhões a 70 bilhões de barris. Essa avaliação foi feita no governo após as descobertas dos megacampos de Tupi, de Júpiter e de Carioca/Pão de Açúcar, todos na Bacia de Santos (este último em fase de testes). Os indícios obtidos pela Petrobras foram repassados à Presidência da República e serviram de base para a projeção. O principal argumento é que os poços furados pela Petrobras tiveram resultado positivo. A verdadeira dimensão das reservas ainda será objeto de pesquisas que poderão durar vários anos. Mesmo porque, advertem as fontes, boa parte da área não foi licitada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Assim que o megacampo de Tupi teve as reservas dimensionadas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) excluiu 41 blocos da 9ª rodada da ANP. G1. Ag. Estado, 1704.

BANCO CENTRAL/COPOM: "EU JURO, POR MIM MESMO, POR DEUS, ..."

BC surpreende e juro sobe 0,5 ponto
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) surpreendeu ontem o mercado, ao elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. A expectativa da maioria dos analistas era de uma alta de 0,25 ponto porcentual. Foi o primeiro reajuste desde maio de 2005, quando a Selic passou de 19,5% para 19,75% ao ano. "O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros contribuirá para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado", afirmou o comunicado divulgado após o encontro. A votação foi unânime.Embora projetasse elevação de 0,25 ponto, o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, disse ter ficado "confiante" com o texto. "A sinalização, que ainda precisa ser confirmada na ata, é de que o ciclo de alta da Selic pode ser curto." Ele prevê que a taxa encerrará 2008 em 12,75% ao ano. A consultoria MB Associados estava entre as instituições que projetavam uma elevação de 0,50 ponto. "Para um BC preocupado com a demanda, seria melhor um ajuste mais forte para ancorar as expectativas (de inflação) o mais rapidamente possível", afirmou o economista-chefe da consultoria, Sergio Vale. Ele refere-se ao fato de o próprio mercado financeiro ter elevado, nas últimas semanas, as previsões para a inflação em 2008. O relatório Focus divulgado pelo BC segunda-feira mostrou que os analistas projetavam uma alta de 4,66% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano. O indicador baliza a meta de inflação no País, definida em 4,5%, com margem de erro (para cima ou para baixo) de dois pontos porcentuais. Foi a primeira vez que o mercado, na média, estimou uma variação superior ao centro da meta. Para Roberto Padovani, economista do banco WestLB, ao optar por 0,50 ponto, "o BC quis dar sinais convincentes de comprometimento com a meta". A decisão do BC provocou duras críticas no meio empresarial e entre os sindicatos. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Pereira, considerou a alta "lamentável". O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse estar "perplexo". O BC começou a demonstrar desconforto com a inflação no fim de 2007. No primeiro trimestre, os recados se intensificaram e levaram o mercado a dar como certa uma alta da Selic nesta semana. "A oferta da economia, somada às importações, não tem conseguido suprir a demanda. Com isso, algumas medidas de núcleo da inflação (que excluem energia e alimentos) estão subindo", disse Caio Megale, da Mauá Investimentos. O Copom reúne-se de novo nos dias 3 e 4 de junho.
Estadão. 1704. Leandro Modé, Cleide Silva e Marcelo Rehder. Ilustração: blog do Josias de Souza/Folha.

quarta-feira, abril 16, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " QUEM DIRIA, GRETA GARBO ..."











[Chargistas: Lane, Iotti, Glauco, JBraga, M.Aurélio, Sponholz, Gio, Ivan, Novaes, Waldez].

PETRÓLEO: CHEGAMOS AO NÃO AO "FUNDO DO POÇO"?

Comissão da Câmara quer ouvir Gabrielli e Haroldo Lima

SÃO PAULO - A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 16, por unanimidade, requerimentos para ouvir o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, e representantes de empresas privadas envolvidas com o vazamento de informações sobre o potencial de reservas da área chamada de Pão de Açúcar, na Bacia de Santos. Os requerimentos foram feitos pelo vice-presidente do Partido Democratas, deputado José Carlos Aleluia (BA), que a princípio queria a convocação de todos, convertida pela comissão em convite. Na avaliação de Aleluia, o assunto "é muito grave para ficar por isso mesmo e a Petrobras é uma empresa séria, que não pode ser massa de manobra de interesses escusos". O parlamentar classificou de "tresloucada e sem qualquer argumento técnico" a declaração do diretor-geral da ANP de que a área Pão de Açúcar teria reservas de 33 bilhões de barris de petróleo, cinco vezes mais do que a Petrobras estima para o campo de Tupi. "Isso provocou agitação na Europa e nos Estados Unidos. Sem falar que aqueles que tiveram a informação privilegiada ganharam uma fortuna num único dia", supôs Aleluia. O líder do Democratas observou, ainda, que a Petrobras tem o dever de tornar públicas as notícias relevantes. "Não cabe à ANP fazer tal anúncio. Essa postura demonstra apenas a inconseqüência do governo Lula. Quem lucrou com essa informação?", questionou, complementando que, "com certeza, muitos perderam". Na avaliação de Aleluia, "o diretor-geral da ANP não tem consciência do que é o cargo que exerce. E age como se fosse um quadro do governo Lula".
Informações não são oficiais
Nesta quarta, Gabrielli, afirmou que os dados sobre a área de exploração Pão de Açúcar, na Bacia de Santos, informados na segunda-feira por Haroldo Lima, não são oficiais. "Isso não é um número oficial; pode ter menos, pode ter mais, eu não sei", afirmou Gabrielli, que está no México para participar do Fórum Econômico Mundial da América Latina e discutir uma possível atuação da estatal no país. "Logo que tivermos a informação, anunciaremos ao mercado", disse. "Não podemos responder antes de conseguir a informação." As declarações do diretor da ANP provocaram uma corrida às ações da Petrobras e de suas parceiras nas bolsas de todo o mundo. "Esta é outra razão pela qual devemos ser muito cautelosos com o que dizemos", disse Gabrielli. Na terça-feira à noite o presidente da estatal havia informado que nos próximos três meses será possível saber o tamanho das reservas do campo. "Em geral diria que levaria um ou dois meses para terminar com a perfuração e logo teremos um tempo para a análise, o que significa que provavelmente dentro de 3 meses teremos informação para ver o que é o que está acontecendo realmente", disse. Em sociedade com Repsol-YPF e BG Group, a Petrobras encontrou Carioca ao oeste do campo de Tupi, na Bacia de Santos. Elizabeth Lopes, da Agência Estado. 1604.

CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS: "COM QUE ROUPA EU VOU..."

Convocação de Dilma é novamente rejeitada pela CPI

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos cartões corporativos rejeitou nesta quarta-feira, 16, requerimento do deputado Vic Pires (DEM-PA) convocando a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para depor na CPI sobre suposta elaboração de dossiê sobre gastos do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A comissão já havia rejeitado requerimento anteriormente apresentado à CPI com o mesmo objetivo. Antes de encerrar a reunião, a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), anunciou que deverá convocar os parlamentares para uma reunião administrativa da CPI nesta quinta-feira. Além do pedido para que a ministra fosse à CPI, foi rejeitado requerimento que solicitava informações sobre "despesas com contas tipo B, cartões corporativos, resguardadas por quaisquer modalidades de sigilo ou não", do gabinete do presidente da República durante os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva.O requerimento é da presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Parlamentares da base governista acusaram Marisa Serrano de quebra do acordo de procedimento firmado na terça; Pelo acordo, a CPI teria acesso às auditorias sigilosas feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O impasse surgiu diante do entendimento de Marisa Serrano de que qualquer parlamentar da CPMI poderia ir ao TCU verificar os documentos e com o auxílio de técnicos do tribunal. A base aliada defende, no entanto, que uma comissão pequena tenha acesso aos dados, sem a ajuda de técnicos. “Os deputados e senadores que estão aqui são todos deputados e senadores. Todos foram votados. Não vou dizer que este ou aquele pode ou não pode (ir ao TCU). Ontem, ninguém disse que seria uma comissão. Para mim, qualquer deputado e senador dessa Casa tem direito de ir lá e se informar”, protestou Marisa Serrano. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) discordou e afirmou que o acordo era para que uma comissão fosse ao TCU e examinasse os documentos sem a ajuda de técnicos. “A senhora rompeu o acordo de ontem”, disse. “Só concordo que vá uma comissão de parlamentares com horário marcado”, completou. “Isso é um absurdo. Todas as ações que estão sendo feitas aqui parece que estão sendo feitas para dificultar o trabalho”, protestou a presidente da CPMI. “Absurdo para a gente é a quebra de acordo”, reclamou o deputado Maurício Quintella (PR-AL). Para colocar fim ao impasse, ficou decidido que a questão será resolvida em reunião interna que ainda será marcada. Neste momento, os parlamentares discutem os requerimentos de informação que estão na pauta.
Estadão, 1604.

EXECUTIVA NACIONAL DO PT [In:] "SEM ESSA DE COMPADRE...!"]

Em nota oficial, direção do PT repudia o 3º mandato

Reunida nesta terça-feira (15), em Brasília, a Executiva Nacional do PT decidiu adotar uma posição formal sobre a tese do terceiro mandato. Posicionou-se enfaticamente contra a idéia, que tem como porta-bandeira o deputado petista Devanir Ribeiro (SP), compadre de Lula. Para o PT, a re-reeleição é “manobra antidemocrática” e “casuística”. Um dia depois de PSDB e DEM terem decidido que não votarão nenhuma proposta que verse sobre alterações nas regras eleitorais, o partido de Lula deixou falando sozinhos os petistas que flertam com a idéia prorrogacionista. “Realizamos, em setembro de 2007, nosso 3º Congresso e esta questão não foi proposta por nenhum dos 937 delegados presentes”, diz o partido, em nota divulgada depois da reunião da Executiva. “Por isso, o PT desautoriza qualquer manifestação nesse sentido por parte de seus filiados.” No texto, o PT recorda que, em 1997, “foi contra o casuísmo da emenda da reeleição”, que permitiu ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, renovar o próprio mandato no pleito seguinte, realizado no ano seguinte. E acrescenta: “A aprovação popular ao nosso governo e a extraordinária popularidade do presidente Lula não incentiva a repetir a manobra antidemocrática de FHC, PSDB e PFL (atual DEM) na década passada.” Não há no documento nenhuma menção à nova idéia abraçada por Devanir Ribeiro. O deputado coleta assinaturas para apresentar emenda constitucional prevendo o fim da reeleição e a extensão do mandato do presidente e dos governadores de quatro para cinco anos. Algo que pode abrir caminho para que Lula e os atuais executivos estaduais permaneçam em suas cadeiras por mais um ano. A Executiva do PT também decidiu acomodar no alto do telhado a aliança costurada em Belo Horizonte pelo prefeito petista Fernando Pimentel e pelo governador tucano Aécio Neves. Um acordo que prevê o apoio à candidatura municipal de Márcio Lacerda (PSB), secretário do governo Aécio e amigo do presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE). No âmbito municipal, a aliança já foi aprovada pelo PT. Mas a Executiva nacional firmou o entendimento segundo o qual a deliberação está “em desacordo com as diretrizes da política de alianças”. Em outra nota, a Executiva petista escreveu: “A decisão de Belo Horizonte depende de [...] deliberação da instância nacional.” A decisão final será tomada em encontro do diretório nacional do PT, marcado para quinta-feira (24) da semana que vem. De resto, a Executiva do PT aprovou mais duas notas. Numa, impõe condições para a mudança do rito de votações de medidas provisórias, Noutra, condena aumentos na taxa básica de juros da economia. Esta segunda deve ser ignorada solenemente pelo Comitê de Política Econômica do Banco Central. Reunido em Brasília, o Copom deve anunciar nesta quarta (16) sua decisão acerca da taxa de juros. Todo o mercado aguarda por uma subida. A dúvida é se a alta será de 0,25% ou de 0,5%.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1604.

TCU/HEMOCENTRO: A "DRACONIZAÇÃO" DO SANGUE

TCU aponta novo cartel de hemoderivados

Auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) indica a remontagem do cartel de hemoderivados no País. De acordo com sumário da auditoria, empresas produtoras do medicamento, indispensável para pacientes com doenças de coagulação, apresentam propostas de preços semelhantes. O relatório indica, ainda, a possibilidade de as empresas, a partir de dados sobre estoques do produto no País , adotarem estratégias que permitam posição privilegiada na negociação de novas compras. Estas práticas teriam provocado reflexos imediatos nas contas do programa de hemoderivados. A despesa com medicamentos desta área saltou de R$ 154,3 milhões em 2003 para R$ 231,2 milhões em 2006. "Uma diferença significativa", afirmou o coordenador do estudo do TCU, Paulo Gomes Gonçalves. Problemas com hemoderivados não vêm de hoje. Em 2004, durante a Operação Vampiro, um esquema que fraudava licitações para a compra do produto foi desbaratado, levando à prisão de 17 pessoas e afastamento de uma série de funcionários do Ministério da Saúde. Entre as empresas relacionadas estavam a Octapharma e a Baxter. Ambas continuam como grandes fornecedoras de hemoderivados no País. Semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal propôs ação de improbidade administrativa contra sete pessoas e empresas envolvidas na Máfia dos Vampiros. Segundo a ação, a Octapharma, Fundação do Sangue e Baxter haviam feito acordo para garantir a divisão do mercado de hemoderivados entre elas. "Não há hoje como dizer que há irregularidades nas licitações. Há um esquema do qual o governo acaba sendo refém. Poucas empresas participam das disputas, os preços são semelhantes. Dificuldades são criadas, o que acaba levando o governo a fazer compras de emergência", disse Gonçalves. No relatório, o TCU afirma que o cartel de hemoderivados atuou até 2002, quando o acordo entre empresas aparentemente foi rompido. O sistema teria sido retomado em 2005, um ano depois da Operação Vampiro. De acordo com o relatório, desde então o sistema de compras foi marcado por desistências de empresas, desclassificações, preços maiores do que o limite estabelecido pelo ministério. "São práticas que demonstram claramente que o acerto entre as empresas foi retomado", afirmou Gonçalves. O Estado procurou a Baxter e a Octapharma para comentar as conclusões do relatório, mas as empresas não se manifestaram. Os preços de hemoderivados representaram um dos temas da auditoria do TCU. O trabalho analisou todo o desempenho do programa, entre 2000 e 2006. A equipe de auditores encontrou uma série de falhas. O programa, que movimentou no período R$ 1,3 bilhão, não tinha, até 2005, um registro de pacientes e consumo de medicamentos. Até hoje, o cadastro é impreciso. No relatório, o TCU faz uma série de recomendações ao Ministério da Saúde.
Estadão. Lígia Formenti e Marcelo Moraes, BRASÍLIA. 1604.

GOVERNO LULA [In:] "AOS APOSENTADOS, TUDO? -- NADA!!!"

Lula quer derrubar na Câmara aumento a aposentado

Os operadores políticos de Lula foram orientados a repassar ao consórcio partidário que dá suporte ao governo na Câmara uma determinação constrangedora. Em pleno ano eleitoral, o presidente encomendou aos deputados a derrubada de um projeto que beneficia algo como 25 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência. Parte dos “aliados” não parece disposta a arrostar o desgaste. Deve-se o constrangimento a uma esperteza da oposição. Na semana passada, DEM e PSDB desmontaram a barricada que haviam erguido no plenário do Senado. Toparam votar as medidas provisórias que travavam a pauta de votações. Na seqüência, com votos favoráveis de tucanos e ‘demos’, aprovou-se um projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), velho defensor da causa dos aposentados. A proposta de Paim é uma espécie de cavalo de Tróia. Invadiu, na forma de emenda, um projeto que o governo apresentara, para fixar em lei a política oficial de recomposição do salário mínimo: reajustes pela inflação, acrescidos de percentuais calculados segundo a variação do PIB. Com o auxílio da oposição, Paim estendeu os reajustes a aposentados e pensionistas da Previdência. O líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), chiou. Em discurso candente, Aloizio Mercadante (PT-SP) alertou aos colegas que as arcas previdenciárias não suportariam a súbita generosidade. Lembrou que a Previdência convive, em 2008, com uma perspectiva de déficit de R$ 44 bilhões. O Senado fez ouvidos moucos. E a proposição do petista Paim foi aprovada sob intensos festejos de governistas e, sobretudo, de oposicionistas. Enviado à Câmara, o aumento aos aposentados converteu-se em embaraço para os deputados governistas. A determinação de Lula é peremptória. Quer o sepultamento da proposta. Um pedido que nem todo mundo parece disposto a atender: “Se é contra, o governo deveria ter agido no Senado”, disse ao repórter um expoente do PMDB, o maior partido do consórcio governista. “Os senadores posam de bonzinho e nós é que vamos ser os carrascos dos aposentados? Não dá. O presidente, se achar que deve, que arque com o desgaste de vetar a emenda do Paim, senador do partido dele.” O governo está debruçado sobre a máquina de calcular. Vai repassar aos deputados que o apóiam uma estimativa do impacto da emenda Paim sobre as contas da Previdência. De antemão, o Planalto avisa que, mantida a encrenca criada no Senado, fica comprometida a estratégia de recuperação do salário mínimo. Se não for atendido pelos deputados, não restará ao presidente senão vetar a proposta nascida do PT. É precisamente o que deseja a oposição, ávida por indispor Lula com o eleitorado. A tática de PSDB e DEM ficou ainda mais cristalina no aluvião de votos que os senadores das duas legendas despejaram sobre uma outra proposta de autoria de Paulo Paim. Aprovou-se a extinção do chamado fator previdenciário. Trata-se de um mecanismo criado sob Fernando Henrique Cardoso. Com votos favoráveis do PSDB e do então PFL e sob oposição cerrada do ex-PT. Submete o cálculo das aposentadorias a um cesto de critérios que inclui a idade, o tempo de contribuição do beneficiário e a expectativa de vida da população brasileira. É outra proposta que Lula deseja ver derrubada na Câmara. Nesta terça-feira (15), informado com ataques que o ministro petista Paulo Bernardo (Planejamento) dirigira ao Senado, Paulo Paim lembrou que, na gestão passada, o PT opusera-se de modo intransigente ao fator previdenciário. Não se conforma com o fato de que, no governo, Lula agora queira preservar o que antes criticava. A bancada governista planeja retardar tanto quanto possível a chegada das propostas de Paim ao plenário da Câmara. Tática arriscada. Quanto mais próxima a votação da dos projetos estiver da eleição de outubro, mais difícil derrubá-las. Argumenta-se que há na Casa um lote de 13 medidas provisórias por apreciar. Elas têm precedência sobre todas as outras matérias. A oposição se diverte. O deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, anuncia aos quatro ventos a disposição de suspender a obstrução, desde que seja para apressar a votação das teses caras a Paim e ao ex-PT. José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, tenta revestir a esperteza de lógica. Argumenta que a oposição deseja apenas permitir ao governo que gaste bem o dinheiro público, destinando-o a causas nobres. Nada mais nobre do que tonificar o orçamento doméstico dos aposentados.

Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 1604.

CPI DOS CARTÕES CORPORATIVO: GASTOS SIGILOSOS

CPI terá acesso a gastos de Lula auditados por TCU

Governo e oposição fizeram um acordo para dar uma sobrevida à CPI mista dos Cartões e para deixar em banho-maria a comissão de inquérito sobre o mesmo assunto integrada apenas por senadores. Pelo acordo, o governo permitirá que os integrantes da CPI formada por deputados e senadores tenham acesso a dados sigilosos de gastos da Presidência da República que fazem parte de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). A CPI vota hoje cerca de dez requerimentos, mas nenhum deles de convocação de ex-ministros dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. "Não se pode gerar uma falsa expectativa. É um recurso do governo para tentar evitar a CPI do Senado. A estratégia do governo é entregar as cabeças mais distantes do centro de poder e preservar os cardeais", afirmou ontem o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). "Não estou preocupado se a estratégia do governo é um expediente para barrar a CPI do Senado. O importante é que a CPI andou", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Pelo acordo, os documentos secretos que estão no TCU não serão enviados para a CPI mista. Uma comissão de parlamentares será formada para ir ao órgão analisar papelada. "Essa comissão terá acesso a todos os dados e notas que estão no TCU", afirmou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). A quantidade de documentos no TCU com gastos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, no entanto, ínfima, pois o órgão faz auditorias por amostragem. O acordo entre governo e oposição foi fechado ontem pela manhã, antes do início da sessão da CPI mista. Além de permitir o compartilhamento de dados com a CPI, o governo também concordou com a criação de quatro subcomissões: fiscalização, sistematização, controle de mecanismos de auditoria e aprimoramento legislativo. Duas dessas sub-relatorias ficarão com a oposição, provavelmente sob o comando dos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ).
REQUERIMENTOS
Na reunião de hoje, os integrantes da CPI pretendem aprovar cerca de dez requerimentos que são consenso entre governo e oposição. O reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, será convocado para explicar gastos com cartão corporativo em viagens ao exterior. Não deverão ser votados requerimentos polêmicos, como a convocação de Lurian, filha do presidente Lula, do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e de ex-ministros como José Dirceu (PT), Raul Jungmann (PPS) e Paulo Renato Souza (PSDB). Pelo acordo, ficou acertado que a CPI vai solicitar ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República a relação do que é sigiloso nas contas governamentais. A comissão também contará com a ajuda de auditores do TCU para analisar as centenas de caixas com documentos que está recebendo. Estadão. Eugênia Lopes e Sônia Filgueiras, Brasília. 1604.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Pai e madrasta serão indiciados no caso Isabella
A Polícia Civil de São Paulo decidiu indiciar o casal Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, sob a acusação de terem assassinado a menina Isabella Nardoni, 5, morta na noite de 29 de março, informa reportagem de André Caramante publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Após o indiciamento, a polícia pedirá à Justiça a decretação da prisão preventiva do casal. A decisão ocorreu depois que a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual confirmaram que Isabella foi jogada do sexto andar do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de SP), pelo próprio pai. Com base em dados preliminares elaborados por peritos do IC (Instituto de Criminalística) e de legistas do IML (Instituto Médico Legal), os delegados e investigadores do 9º DP (Carandiru) responsáveis pelo esclarecimento do assassinato da criança também têm outra convicção: Nardoni jogou a filha do seu apartamento após a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, ter tentado asfixiá-la. Folha Online, 1604.

JORNAL DO BRASIL
Campanha eleitoral irregular já está na rua
-O Tribunal Regional Eleitoral (TER) proíbe que candidatos a vereador façam campanha até três meses antes das eleições. Políticos do Rio ignoram a regra e apostam na autopromoção irregular. Na Rua Alcindo Guanabara, ao lado do Palácio Pedro Ernesto, pelo menos nove veículos tinham adesivos plásticos nos vidros, ontem. Em todos, nomes como o da vereadora Cristiane Brasil (PTB), que havia consultado o TER em fevereiro sobre a prática e, segundo a ata da reunião, recebeu parecer contrário. Fiscais do Tribunal recolheram adesivos com o nome de Lucio Costa, ex-encarregado de reprimir a desordem urbana, que vinham sendo distribuídos a feirantes da Zona Sul, como mostrou o JB. Para a fiscalização, a propaganda eleitoral ilegal ficou caracterizada. (págs. 1, A10 e A11).

O ESTADO DE SÃO PAULO
Anúncio da ANP valoriza petroleiras em todo o mundo
-A possível existência de mais um megacampo de petróleo na Bacia de Santos influenciou bolsas de valores pelo mundo, ontem. Ações de empresas que estão direta ou indiretamente ligadas à área exploratória conhecida como Pão de Açúcar/Carioca dispararam. Até companhias que apenas fornecem material para o ramo petrolífero se beneficiaram. Na segunda-feira, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, disse em seminário que aquela área pode ter 33 bilhões de barris de petróleo - seria o terceiro maior campo do mundo. Em Londres, as ações do BG Group avançaram 5,4% - a companhia tem 30% de participação no Pão de Açúcar/Carioca. Os papéis da Repsol, também parceira da jazida, subiram 9,28% em Madri. A empresa portuguesa Galp valorizou-se 7,9% por ser sócia da Petrobrás em outro campo. Na Noruega, as ações da fornecedora de equipamentos Seadrill subiram 2,8%. Depois da grande valorização de segunda-feira, os papeis da Petrobrás subiram mais um pouco ontem. (págs. 1, B1 e B4)

O GLOBO
MP apura se houve crime com ações da Petrobrás
-O Ministério Público Federal abriu ontem investigação para apurar se houve crime do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, ao anunciar na véspera a descoberta de um megacampo da Petrobras, na Bacia de Santos, com 33 bilhões de barris - seria o 3º maior do mundo- o que causou especulação e as ações da estatal subiram até 9,5%. A empresa não confirmou as reservas. Lima culpou os especuladores: "Isso é um problema da Bolsa". Ontem as ações da Petrobras subiram 1,16% e os papéis de seus sócios no projeto ( a espanhola Repsol e a britânica BG) dispararam na Europa. (Págs. 1 e 29 a 31 e editorial "Temeridade")

GAZETA MERCANTIL
É forte apetite externo por dívida do Brasil
-A crise no mercado norte-americano de hipotecas subprimes foi praticamente ignorada pelos estrangeiros que investem em papéis da dívida pública interna brasileira, hoje de US$ 1,2 trilhão. Apesar dos cancelamentos de alguns leilões por parte do Tesouro Nacional, nas semanas de intensa volatilidade nos mercados dos últimos meses, o apetite pelos títulos continuou forte. O menor interesse por prefixados, um em crises como a asiática (1997) e a russa (1998), não se repetiu agora com a mesma intensidade, segundo a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). Um mês antes da crise asiática, em setembro de 2007, os papéis prefixados eram 56% dos títulos da dívida interna. Um mês depois, com a maior aversão ao risco, o percentual caiu para 36,2%. Na crise russa, na mesma base de comparação, a fatia de prefixados recuou de 51,3% para 7,1%. Na atual, a queda foi discreta, de 38,7% para apenas 36,1%. "O momento é positivo para o País, principalmente com as reservas elevadas que garantem segurança ao investidor estrangeiro", afirma Alfredo Moraes, presidente da Andima. As reservas estão no nível mais alto da história, a US$ 196 bilhões, muito superiores aos US$ 61 bilhões durante a crise asiática. (págs. 1 e B1)

CORREIO BRAZILIENSE
Petrobrás e Furnas vão preencher 6.882 vagas
-Menos de uma semana depois da aplicação das provas de concurso que reuniu mais de 100 mil candidatos no país, a Petrobrás anuncia nova ofensiva para ampliar o quadro de pessoal. Desta vez, a seleção é para o preenchimento de 2.582 vagas em 32 cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários que variam de R$ 1.390 a R$ 4.798. As inscrições estarão abertas de amanhã ao dia 29 deste mês. A outra boa notícia para quem investe em concursos como porta de entrada mo serviço público foi a decisão tomada pelo TST. O tribunal determinou, em caráter irrevogável, que a estatal Furnas Centrais Elétricas demita, em 30 dias, funcionários terceirizados e os substitua por aprovados em concursos. A expectativa é de que a empresa terá de preencher 4.300 vagas. (págs. 1 e 14)

VALOR ECONÔMICO
Bancos enfrentam menor liquidez e fundos perdem
-O aperto na liquidez e a necessidade de captação dos grandes bancos diante do aumento da procura por crédito fizeram subir os juros dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). As taxas no Brasil atingiram os maiores níveis desde o auge da crise das hipotecas de alto risco nos EUA ("subprime"), em agosto do ano passado. O ajuste atingiu em cheio os fundos de renda fixa e até mesmo os DIs, carteiras mais conservadoras, que apresentaram perdas de até 0,17% nos dias 11 e 14, o equivalente a quase uma semana de rentabilidade. Na média do mercado, os DIs perderam 0,01% no dia 11 e novos prejuízos devem ser divulgados nos próximos dias, uma vez que muitos bancos ainda não fizeram a marcação a mercado de seus CDBs.
As perdas variam de acordo com a quantidade de CDBs em cada fundo e com o critério de marcação a mercado do gestor. Essa situação fez a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) emitir um comunicado na quarta-feira da semana passada determinando maior atenção na avaliação dos papéis privados nos fundos. Uma conjunção de fatores fez com que as taxas pagas nos CDBs, inclusive de grandes instituições como Itaú, Bradesco e Unibanco, subissem de níveis próximos a 101% do CDI - juro básico do mercado -, ou 11,12% ao ano no início de março, para até 107% do CDI, ou 11,90% ao ano neste mês. Primeiro, a crise internacional com os papéis "subprime" dificultou a captação dos bancos no exterior. A saída foi buscar mais dinheiro aqui, elevando as taxas. Depois, no início de fevereiro, o Banco Central fixou um compulsório sobre os recursos repassados pelas empresas de leasing para os bancos, que usavam esse dinheiro para financiar empréstimos. O recolhimento começa em maio, equivalente a 5% de uma carteira avaliada em R$ 160 bilhões, o que resultaria em R$ 8 bilhões, chegando a 25%, ou R$ 40 bilhões, em janeiro de 2009. Além disso, em julho os bancos terão de atender às exigências do acordo da Basiléia II, que eleva o capital necessário para operar. Em meio ao aperto de liquidez, as carteiras de crédito continuam crescendo, cerca de 30% ao ano, acompanhando o aquecimento da economia. (págs. 1 e D1)

ESTADO DE MINAS
Senado convoca Dilma para explicar o dossiê.
-Em novo cochilo da base governista, a oposição aprovou ontem a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, dessa vez específica para que ela explique o dossiê dos gastos do governo Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos. Dilma já havia sido convocada pela mesma comissão para falar sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), depoimento que ocorreria hoje, mas foi adiado por ela para depois do dia 29, ocasião em que os oposicionistas já pretendiam inquiri-la sobre o dossiê. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ainda apresentou dois requerimentos para anular a convocação aprovada ontem e transformar a anterior em convite. Mas o presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), rejeitou as iniciativas, alegando que as duas convocações estão de acordo com a Constituição e o regimento da Casa, encerrando a sessão. Jucá reagiu anunciando que recorrerá ao plenário. (PÁGS. 1, 2 e 3).
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm

Justiça de Mônaco autoriza a extradição de Cacciola
PARIS - A Justiça de Mônaco determinou nesta quarta-feira, 16, a extradição do ex-banqueiro brasileiro Salvatore Cacciola, preso há seis meses no balneário de luxo europeu. O parecer favorável à demanda do governo brasileiro foi deliberado pelos juízes do Tribunal de Apelações, onde o caso era analisado desde 15 de setembro de 2007, quando da prisão do empresário. Esperada há mais de 30 dias - quando foi realizada a última audiência do caso -, a decisão ainda não é definitiva, porque precisa ser avalizada pelo soberano do principado, príncipe Albert II. (...) Cacciola foi preso na manhã de sábado, 15 de setembro, quando passeava pela Praça do Cassino, um dos pontos mais tradicionais do principado. Sua localização foi possível graças ao registro que o empresário havia preenchido no hotel Fairmont, onde estava hospedado após ter visitado uma feira em Cannes, balneário francês vizinho a Mônaco. Ao verificar a ficha de identificação, a polícia monegasca deparou com um alerta de prisão expedido pela Interpol a pedido da Polícia Federal brasileira, que o considerava até então o foragido número 1 do País.
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco157647,0.htm
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Lobão: Brasil não deixará de produzir biocombustíveis
BRASÍLIA - O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que o Brasil não deixará de produzir e usar os biocombustíveis por conta das críticas internacionais a esse tipo de energia e acusou os críticos de terem "interesses específicos" sobre o tema. "Não vamos deixar de fazer o que é certo porque estamos sendo criticados por estrangeiros com interesses específicos", afirmou o ministro na chegada ao Itamaraty para almoço em homenagem à presidente da Índia, Pratibha Patil. De acordo com Lobão, o governo brasileiro está convencido de que os biocombustíveis são uma ótima iniciativa, importante para o País e para o mundo e que está dando bons resultados. "Não há nenhum prejuízo para a produção de alimentos. Não seríamos irresponsáveis a ponto de deixar prejudicar a produção de alimentos", disse. LISANDRA PARAGUASSU - Agencia Estado

CPI CARTÕES CORPORATIVOS [In:] "CORPORATIVISMO"

Base e oposição fazem acordo na CPI para "salvar" ministros

Surpreendido por uma rebelião na base aliada e acuado com a ameaça de ter de enfrentar uma nova CPI dos Cartões Corporativos, esta só no Senado, o PT fechou ontem acordo que assegurou à oposição acesso a parte dos dados sigilosos da Presidência da República e que ex-ministros do governo Fernando Henrique não serão convocados a depor se nada for encontrado contra eles.
Em troca, a oposição vai postergar a instalação da CPI do Senado, que teria como foco o governo Lula, e retirar da pauta a votação de requerimentos que obriguem os governistas a se exporem votando contra.
A lista de requerimentos incluía a convocação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dos ex-ministros de FHC Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário), Paulo Renato (Educação) e Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil), além da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro da Silva, e do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). Pelo acordo, todos serão poupados.
"Não se convida ex-ministro de um lado ou ministro de outro. Pode ser que a gente chegue a esse tipo de entendimento em função da possibilidade de andamento dos trabalhos", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).
Em reunião entre a base e a oposição, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), coordenador da base na CPI, deu a senha: "Se é para ir para o enfrentamento, temos o Serra para convocar".
O PT aceitou ainda dividir a relatoria com quatro outros deputados, dois da oposição. As mais importantes -de sistematização e fiscalização dos gastos- ficarão com a base aliada. As de mecanismos de controle e aprimoramento de fiscalização, mais propositivas, com deputados da oposição. Também será pedido ao general Jorge Félix (Gabinete da Segurança Institucional) que defina caso a caso o que é sigiloso.
Esse acerto irritou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que só foi informada do acordo depois de fechado. A Folha apurou que, em reunião com parlamentares da base na CPI, a senadora disse que a divisão da relatoria enfraquece o poder do relator, Luiz Sérgio (PT-RJ), e já criou problemas para o governo em outras CPIs.

Dados sigilosos
O acordo também prevê o acesso da CPI a dados sigilosos da Presidência que estão no TCU (Tribunal de Contas da União). Requerimentos nesse sentido já foram rejeitados pela base, que ontem mudou de posição depois de ter sido informada pela Casa Civil de que não há nada de comprometedor. Além disso, o TCU teria apenas 2,6% dos dados sigilosos da Presidência.
Os documentos referem-se a datas específicas solicitadas pelos técnicos do tribunal do final de 2002 até o início de 2003. "Eles entregaram os anéis", disse a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
O acordão foi costurado em meio a reunião da CPI ontem, sem a presença dos jornalistas.
Antes de fechar o acordão, o PT contornou rebelião na base. Os deputados Carlos Willian (PTC-MG), João Magalhães (PMDB-MG) e Marcelo Melo (PMDB-GO) disseram que não votariam com o governo.
A queixa é que deputados do PT têm definido no Planalto, com o ministro José Múcio (Relações Institucionais) e o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, orientações da CPI, não se expõem para defender o governo, e, depois que os três fazem o serviço, vão ao Planalto "cantar vitória".ANDREZA MATAIS
ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1604.

terça-feira, abril 15, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " EU QUERO SEMPRE MAIS..." (*)











[Chargistas: Tacho, Aliedo, DaCosta, Sponholz, Lane, Lute, Amâncio, M.Aurélio, Bessinha].

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(*) Eu Quero Sempre Mais. IRA! (Edgard Scandurra). "A minha vida, eu preciso mudar todo dia/ Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos/Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos/ Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei/Eu quero sempre mais/Eu quero sempre mais/Eu espero sempre mais de ti/Por isso hoje estou tão triste/Porque querer está tão longe de poder/E quem eu quero está tão longe, longe de mim/Longe de mim/Longe de mim/Longe de mim". www.vagalume.com.br

ELEIÇÕES: CASUISMO. UM "CASO DE AMOR ETERNO"


As cúpulas dos dois maiores partidos de oposição reuniram-se nesta segunda-feira (14), em São Paulo. Fixaram regras de convivência para as eleições municipais, refinaram a tática de combate à gestão Lula, avaliaram a conjuntura econômica e fecharam questão quanto a um ponto: não admitirão votar nenhuma proposta que verse sobre alterações nas regras eleitorais em vigor.
O súbito apego à legislação eleitoral em vigor visa evitar a abertura de frinchas que permitam a passagem do terceiro mandato de Lula. Um sonho que o presidente diz não acalentar, mas que é cultivado por uma penca de correligionários. Ao mirar em Lula, tucanos e ‘demos’ acabaram abatendo um plano de dois aliados. Em meio a uma disputa interna pela vaga de candidato do PSDB à sucessão de 2010, os governadores tucanos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas) haviam acertado o seguinte: na hora própria, moveriam os seus exércitos para tentar aprovar no Congresso uma emenda dando cabo da reeleição. Uma maneira de evitar que, decidida a candidatura de um, o outro não tenha de esperar oito anos até que a fila presidencial volte a andar. O bloqueio às reformas eleitorais foi sugerido pelo deputado ACM Neto (BA), líder do DEM. E obteve a concordância instantânea de todos os presentes à reunião. Entre eles Fernando Henrique Cardoso. Foi na gestão de FHC, sob denúncias de compra de votos, que o instituto da reeleição foi injetado na Constituição brasileira. Por convicção ou constrangimento, FHC sempre se declarou contrário à alteração da regra. Além de levantar barricadas contra o terceiro mandato, os dirigentes do PSDB e do DEM acertaram o seguinte:

1. Eleições municipais: tucanos e ‘demos’ lidam com litígios em algumas ds principais praças eleitorais do país. Por exemplo: São Paulo, Rio, Salvador, Recife e Goiânia. Deliberaram que, onde não der para acertar os ponteiros, vão fixar regras de convivência para o primeiro turno. Busca-se uma campanha civibilizada, sem "fogo amigo." De modo que fique mais fácil a a recomposição da parceria no segundo turno. Embora não tenham mencionado especificamente a refrega paulistana, as regras valerão também para Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (PSDB). Parte-se do pressuposto de que ambos serão candidatos. Mas o adversário comum é o PT. Que, em São Paulo, atende pelo nome de Marta Suplicy;

2. Ativismo de Lula: os dirigentes do PSDB e do DEM puseram-se de acordo em relação a uma obviedade. Rendidos às evidências, concluíram que Lula antecipou deliberadamente o debate sobre a própria sucessão. De bem com as pesquisas, o presidente converte atos administrativos em comícios. Testa a aceitação de "mãe" Dilma Rousseff. Para se contrapor ao que um dos presentes batizou de “ativismo” de Lula, PSDB e DEM decidiram expandir sua atuação para além das fronteiras do Congresso. Planejam: a) organizar atos públicos em grandes cidades; b) visitar obras que, embora alardeadas pelo governo, não saíram do papel; c) realçar conflitos agrários produzidos pelo MST, aliado tradicional do petismo;

3. Obstrução e denúncias: decidiu-se também que, no Congresso, a obstrução das atividades dos plenários da Câmara e do Senado será mais seletiva. Vai-se tentar desencavar projetos de interesse popular que, apresentados por congressistas aliados do governo, não têm o apoio do Planalto. Uma maneira de constranger o presidente a mobilizar o seu consórcio partidário contra proposições dos próprios governistas. Deseja-se também caracterizar a obstrução, quando houver, como uma tentativa da oposição de abrir janelas no paredão de medidas provisórias, para arejar o ambiente legislativo com uma agenda positiva. De resto, decidiu-se manter de pé o interesse pela apuração da encrenca dos cartões corporativos. A partir de pesquisa feita por deputados das duas legendas na papelada que o governo enviou à CPI dos Cartões, concluiu-se que há o que investigar. Nessa matéria, vai-se intensificar também a cobrança por explicações sobre o vazamento de gastos sigilosos da gestão FHC;

4. O fim da bonança econômica: Fez-se no encontro de São Paulo uma avaliação da conjuntura econômica. Concluiu-se que, nos próximos anos, o desempenho do PIB não igualará a marca de 2007, quando o crescimento foi de 5,3%. Escorados em avaliações de economistas ligados às duas legendas, PSDB e DEM estimaram que a crise financeira dos EUA terá reflexos na economia da China. E, por tabela, respingará no Brasil. A começar pelo desempenho das commodities agrícolas, que padecerão restrições de preço e de demanda no mercado internacional. Efeitos que, se confirmados, reforçariam o discurso da oposição em favor de ajustes internos. Pretende-se, por exemplo, bater bumbo pelo corte de despesas públicas e incremento dos investimentos.
Participaram do encontro os tucanos FHC, Sérgio Guerra, Arthur Virgílio, José Aníbal e Marisa Serrano; e os ‘demos’ Jorge Bornhausen, Rodrigo Maia, José Agripino Maia, ACM Neto e Marco Maciel. O grupo decidiu repetir o encontro de avaliação da conjuntura. Fixou-se uma periodicidade mensal. Veja abaixo as declarações protocolares feitas à saída da reunião. Deixam claro que, em São Paulo, a oposição fará, ao menos no primeiro turno, um enorme esforço para abrir caminhos para dona Marta. Coisa de cavalheiros. À moda antiga. Com inimigos assim, quem precisa de amigos?
[Josias de Souza, Folha Online, l5-12].

CUBA: SOCIEDADE DE CONSUMO? ("CUBA LIBRE")

Cubanos lotam lojas atrás de celulares

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Ansiosos, dezenas de cubanos fizeram filas ontem em frente dos postos da Cubacel, companhia pertencente à telefônica estatal Etecsa, para habilitar novas linhas de telefonia celular. Foi o primeiro dia em que a população da ilha pôde comprar e habilitar celulares, até então disponíveis apenas para estrangeiros, empregados de empresas não-cubanas e alguns poucos funcionários públicos. As filas chegavam a reunir 60 pessoas. Nas portas das lojas - aparelhos recém-adquiridos em mãos - os cubanos já ligavam para seus parentes na ilha e no exterior para informar o novo número. "A autorização (para a compra de celulares) é muito boa, embora os serviços sejam caríssimos", disse Iluminada Rodríguez, camponesa de 58 anos que recebeu dinheiro de parentes em Miami para adquirir sua linha pré-paga. "Com a minha aposentadoria de 202 pesos mensais (cerca de US$ 9) não podia pagar por um celular, mas sabia que minha família me ajudaria porque até agora para falar com eles dependia do telefone de um vizinho", completou. A medida havia sido anunciada pelo jornal oficial Granma no dia 28 de março, como parte de um projeto do presidente cubano, Raúl Castro, para acabar com "o excesso de restrições" à população da ilha. Ontem, nos 30 postos da Etecsa, os cubanos podiam escolher entre seis modelos de telefones que custavam entre US$ 64,80 e US$ 288,80. A partir de agora, habilitar uma linha pré-paga custará US$ 119,88. Uma chamada local para outro celular sairá por US$ 0,50 o minuto, e para uma linha fixa, US$ 0,60. Ligar para Miami custará US$ 2,91 o minuto, embora receber telefonemas do exterior seja grátis. Como o salário médio da ilha é de US$ 19, só podem comprar celular os cubanos que possuem outras fontes de renda além do que recebem das estatais - por exemplo, remessas de parentes no exterior, atividades no mercado negro ou bônus de empresas privadas. Segundo a estatal telefônica, a maioria dos compradores pretende usar os aparelhos para receber chamadas ou enviar mensagens de texto. Os cubanos também já podem transferir para seu nome os serviços contratados por meio de estrangeiros - uma prática comum até agora para driblar a proibição. No entanto, como até 8 de julho será necessária a presença do estrangeiro para mudar a titularidade da linha, a maior parte dos que compareceram às lojas da Cubacel ontem estava mesmo interessada em adquirir uma nova linha - alguns com celulares próprios e outros dispostos a comprar o aparelho. Segundo a Etecsa, hoje há aproximadamente 200 mil telefones celulares no país "em todas as condições".
OUTRAS MUDANÇAS
A liberalização da telefonia celular foi a primeira decisão divulgada publicamente por Raúl, que assumiu o poder em fevereiro prometendo mudanças. Outras medidas já foram implementadas sem muito alarde. Nas últimas semanas, Havana levantou a proibição para que os cubanos comprem aparelhos eletrônicos como computadores e DVDs. Também anunciou que normalizará as chamadas moradias estatais - um primeiro passo para dar aos cubanos o direito à casa própria. AP/EFE, 1504.

PF/DOSSIÊ/CARTÃO CORPORATIVO: O NOME É "DOSSIÊ". (e PonTo final)

Para delegado da PF, Casa Civil montou dossiê sobre gastos de FHC

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A base de dados montada dentro do Palácio do Planalto com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso é um dossiê. Essa é a avaliação do delegado da Polícia Federal encarregado dessa investigação. Segundo a Folha apurou, a equipe de Sérgio Menezes concluiu que a Casa Civil não adotou um padrão técnico para o levantamento das despesas tucanas e não respeitou previsões legais relacionadas aos trâmites de documentos.
O material foi vazado a conta-gotas à imprensa em fevereiro, quando o governo Lula tentava impedir a instalação da CPI dos Cartões Corporativos. Há quase um mês, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nega a denominação de dossiê para o trabalho feito por sua equipe. As negativas ocorrem apesar do formato de organização das informações (extraídas sem justificativa do arquivo morto da Presidência), das observações com viés político contidas no documento e de os gastos do ex-presidente terem sido lançados numa base paralela ao sistema oficial de controle de suprimento de fundos. O delegado Sérgio Menezes, que há uma semana investiga o caso, disse a interlocutores que o levantamento feito pela equipe de Dilma constitui um dossiê porque não seguiu o trilho normativo previsto no decreto 4.553, de dezembro de 2002, que dispõe sobre a "salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da administração pública". Em primeiro lugar, a PF buscará saber se, como prevê o decreto, a Casa Civil criou uma Comissão Permanente de Avaliação de Documentos Sigilosos, que deve, entre suas atribuições, analisar periodicamente a documentação secreta produzida na repartição, determinar o destino de tais papéis e autorizar o acesso aos documentos reservados.O decreto também sugere o uso de chaves de segurança (senhas) e de criptografia nos sistemas informatizados nos quais estão arquivados dados considerados sigilosos -o que a PF acredita não ter sido observado no acontecido. Com base no artigo 37 do decreto, a PF vai buscar os responsáveis e definir eventuais punições. Diz o seu parágrafo 1º: "Todo aquele que tiver conhecimento, nos termos deste decreto, de assuntos sigilosos, fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais decorrentes da eventual divulgação dos mesmos". Até a conclusão desta edição, a assessoria de imprensa da Casa Civil não respondeu aos recados deixados pela Folha. O dossiê contém informações sobre gastos com bebidas alcoólicas, entradas de cinema para seguranças que serviam à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, além de pagamentos feitos a Roberta Sudbrack, chefe de cozinha do governo FHC. Antes de definir em qual prática irregular ou ilegal poderá enquadrar os responsáveis por fazer o dossiê e por seu vazamento, a PF buscará desvendar a motivação dos atos. Na semana passada, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que não é crime montar dossiês. Crime, disse, é funcionário público vazar dado sigiloso. Reportagem da Folha informou que o Planalto cogita admitir publicamente que fez um dossiê para comparar gastos do casal FHC com os gastos de Lula e Marisa Letícia para se prevenir contra eventuais revelações incômodas da PF. Hoje deve ficar pronta a perícia nos sete computadores que a PF apreendeu na Casa Civil (cinco laptops e dois de mesa). Ela deve mostrar quem acessou os dados do dossiê, quem o elaborou, trocas de e-mails e até eventual alteração de informações. É com base nisso que a PF definirá a lista de quem será ouvido. A PF tem, no total, 30 dias para concluir o inquérito. Folha, ANDRÉA MICHAEL. DA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1504.

BRASIL/INFLAÇÃO: "COMER COMER, COMER COMER..." (*)

Inflação para baixa renda acelera no 1º tri puxada por alimentos
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RIO - As famílias de baixa renda continuam sentindo mais fortemente os efeitos da inflação no País, que segue pressionada pelos alimentos. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos mensais (R$ 415 a R$ 1.037), e que subiu 2,20% no primeiro trimestre deste ano. O resultado ficou acima do apurado em igual trimestre do ano passado (2,09%), pelo mesmo índice, e foi superior ao apurado pelo IPC Brasil - que mede a inflação entre as famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos (R$ 415 e R$ 13.695), e terminou o período com alta de 1,43%. O índice foi divulgado nesta terça-feira, 15, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ainda segundo a fundação, nos 12 meses encerrados em março de 2008, o IPC-C1 registrou variação de 5,99%. A instituição esclareceu, em comunicado, que nessa taxa acumulada, "a maior pressão de alta sobre o índice foi exercida pelo grupo Alimentação, que avançou 10,83%. Com esta elevação, o grupo respondeu por 69% da formação da taxa do IPC-C1 (acumulado em 12 meses)". Essa é a primeira divulgação do índice IPC-C1, que será anunciado trimestralmente pela instituição. No âmbito do novo índice, das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, cinco registraram acelerações de preços, ou deflação mais fraca, na passagem do primeiro trimestre do ano passado para igual trimestre deste ano. É o caso habitação (de 0,29% para 0,75%); vestuário (-4,34% para -1,37%); saúde e cuidados pessoais (de 0,77% para 0,96%); educação, leitura e recreação (de 1,58% para 2,86%); e despesas diversas (de 0,32% para 1,50%). Os outros dois grupos apresentaram desaceleração de preços, no mesmo período. É o caso de alimentação (de 4,70% para 4,25%) e transportes (de 3,08% para 1,63%). Alessandra Saraiva, da Agência Estado. 1504.
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(*) COMER, COMER [A Turma do Balão Mágico]. Quero acordar bem cedinho/ Fazer um lanchinho/ Laranja, café, leite e pão/ Quero também chocolate, iogurte, abacate, biscoito, presunto e melão/ Quero comer toda hora uma torta de amora, bolinha de anis ou cajú/ Eu gosto mais de torrada e uma baita fritada de carne de cobra e tatu/ Eu gosto mais de torrada e uma baita fritada de carne de cobra e tatu/ Até de tatu?/ De cobra faz mal!/ Mas que comilão!/ Não, Não, não! /Comer comer, comer comer/ é o melhor para poder crescer/ Comer comer, comer comer/é o melhor para poder crescer (...) Se eu não como me dá nó nas tripas/ Me ataca a gripe, não posso dormir/ Incha meus olhos, eu fico tão fraco/ que até um mosquito vai me destruir /Se eu não como não posso brincar,/ Não consigo falar e começo a tremer/ Eu como de uma só vez a comida de um mês/ até minha barriga crescer/ Eu como de uma só vez a comida de um mês/ até minha barriga crescer (...)".