PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, maio 21, 2007

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Após quase 2 meses, Romário enfim marca o milésimo gol. Depois de quase dois meses de espera e três tentativas frustradas no Maracanã, o atacante Romário, 41, finalmente marcou seu milésimo gol, segundo suas próprias contas, neste domingo. O palco do feito histórico, no entanto, foi o estádio de São Januário, onde o Vasco venceu o Sport por 3 a 1, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.Se não saiu em seu local preferido, o gol de número mil pelo menos aconteceu do jeito que Romário planejou: de pênalti. Folha Online.
Ministro pode estar envolvido no esquema de fraudes em licitações. A Operação Navalha investiga agora o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau. Ele teria recebido R$ 100 mil de propina em troca do favorecimento da construtora Gautama em uma licitação. Veja o site do Fantástico. A fraude no programa 'Luz para Todos', que leva energia para zonas rurais, começou antes mesmo da concorrência pública. A quadrilha, liderada por Zuleido Veras, não tinha como perder. A Polícia Federal afirma que ele conduziu a licitação do início ao fim e contava com ajuda dentro ministério para receber o dinheiro adiantado. Zuleido Veras comandou a fraude com a ajuda de seis funcionários, um empresário e vários servidores, entre eles o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. G1, SP.
STF revoga prisão de dois acusados na Operação Navalha. O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou neste domingo (20) a prisão preventiva do ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Carneiro Tavares, e do presidente do BRB (Banco de Brasília), Roberto Figueiredo Guimarães, que também era consultor financeiro do Maranhão. Ambos são investigados na Operação Navalha. Em sua decisão, o ministro do STF afirma que "como se observa facilmente, as referências contidas ao paciente [José Reinaldo Carneiro Tavares], baseadas em interceptações telefônicas, nenhuma delas realizada em diálogos travados pelo ou com o paciente, mas sempre referências de terceiros à sua pessoa, são todas elas, anteriores à autorização judicial para interceptar os referidos contatos telefônicos. Isso significa dizer que a prova assim obtida, sem nenhuma dúvida, é ilícita", diz a decisão. Folha Online.
Ambíguo e bom de mídia, Evo Morales conquistou os bolivianos. Ele fala duro contra o sistema capitalista e o imperialismo dos Estados Unidos. Mas na prática comanda um governo bem mais moderado do que o seu discurso. É com essa agenda ambígua que o presidente da Bolívia, Evo Morales, conseguiu aumentar sua popularidade no país, após quase um ano e meio de governo. Quando foi eleito, em dezembro de 2005, ele obteve 54% dos votos. Agora, as recentes pesquisas de opinião pública mostram que ele tem o apoio de 60% da população. G1, Daniel Buarque, de Bolivia.
Venda de cervejas deve ultrapassar 10 bilhões de litros. O mercado de cerveja vai romper este ano no País a barreira dos 10 bilhões de litros. A retomada da rota de crescimento do setor, iniciada há dois anos, chega após quase dez anos de estagnação no patamar de 8,5 bilhões de litros e esquenta ainda mais a disputa no setor. Estadão, Marili Ribeiro.
No Paraguai, Lula cobra explicações de Rondeau. No Paraguai, o ministro se reuniu com o presidente Lula por meia hora nesta segunda-feira, 21, na tentativa de se defender das acusações de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de obras públicas. O encontro foi no hotel onde o presidente está hospedado, em Assunção. Segundo fontes do governo, Lula ouviu atentamente a defesa do ministro. O presidente teria assistido na noite de domingo, 20, ao vídeo divulgado pela Polícia Federal, que mostra um assessor do ministro recebendo um envelope da secretária da empresa Gautama, responsável pelo esquema. Rondeau é ministro da cota do PMDB. Estadão.
FIFA parabeniza Romário pelo gol 1000. "Romario de Souza Farias, the footballing world salutes you" (Romario de Souza Farias, o mundo do futebol o saúda).Com essa frase o site da FIFA encerra o texto em que noticia o feito histórico alcançado pelo "fenômeno da área" na noite de ontem, no estádio de São Januário, Rio de Janeiro. Na partida, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, Romário marcou o 3º tento do Vasco da Gama na vitória de 3 a 1 sobre o Sport Recife. ig.minhanoticia.com, Nelson Barão.
Renan Calheiros defende Rondeau e condena especulação política. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta segunda-feira o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público, investigado pela Operação Navalha, da Polícia Federal. É importante que a investigação avance para que os fatos se esclareçam rapidamente e para que as especulações não se sobreponham aos fatos. Não vi nada, absolutamente nada, que comprove o envolvimento do ministro nesse fato", disse Renan. O presidente do Senado, cujo nome foi citado em alguns trechos de conversas telefônicas gravadas pela PF durante a investigação, negou que seja amigo de Zuleido Veras, dono da Gautama, e disse que sua relação com o acusado é "com o dono de uma empresa que faz obras em Alagoas". br.yahoonoticias.

OPERAÇÃO NAVALHA: SILAS RONDEAU [REZA EM BUSCA DE "ENERGIA"]



Em viagem a Assunção, no Paraguai, Lula trocou um telefonema, na noite deste domingo, com um assessor que ligou de Brasília. Falaram sobre o noticiário envolvendo o nome do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia). O auxiliar do presidente disse que, na sua opinião, a situação do ministro tornara-se “muito complicada”. Depois de inteirar-se de tudo o que fora divulgado, Lula disse que pretende discutir o caso do ministro assim que retornar a Brasília. Silas Rondeau foi guindado à Esplanada por indicação do senador José Sarney (PMDB-AP). Sobreviveu à reforma ministerial do segundo mandato graças à renovação do apoio de Sarney. O inquérito da Operação Navalha acomoda-o agora na corda bamba. A documentação enviada pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza ao STJ diz, sem meias palavras, que o ministro recebeu propina de R$ 100 mil. Neste final de semana, a Folha (assinantes) noticiou que o ministro encontrava-se sob investigação da PF. Na noite deste domingo, detalhes do inquérito policial foram divulgados em reportagem exibida no programa Fantástico, da Rede Globo. Rodaram-se diálogos captados pela PF por meio de grampo telefônico. Exibiram-se imagens registradas pelo circuito interno de TV do Ministério das Minas e Energia (assista). A PF logrou documentar, com fotos, áudio e vídeo, toda a trajetória dos R$ 100 mil que teriam sido entregues a Silas Rondeou. A propina que a PF diz ter sido paga a Rondeau serviu para premiá-lo por supostas vantagens oferecidas à Gautama, do empresário Zuleido Veras, numa licitação do programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais. Antes do pagamento, o próprio Zuleido esteve na pasta das Minas e Energia. Reuniu-se com o ministro e com o diretor do Luz para Todos, José Ribamar Santana. A saga da propina começou em Salvador. Os R$ 100 mil foram sacados numa agência da Caixa Econômica Federal na capital baiana por Lourenço Vieira, funcionário da Gautama. Seguido por policiais a paisana, ele voou para Brasília. No aeroporto da Capital, entregou o dinheiro a Tereza Lima, secretária particular de Zuleido Veras, o “chefe dos chefes” da máfia das obras públicas, na definição da PF. No último dia 13 de março, Fátima Vieira, diretora Financeira da Gautama, foi ao Ministério das Minas e Energia. Portava um envelope pardo, recheado com a propina de R$ 100 mil, de acordo com a PF. Entrou pela porta reservada às autoridades. Subiu pelo elevador privativo do ministro. No andar de Silas Rondeau, a emissária de Zuleido Veras encontra-se com Ivo Almeida Costa, assessor especial do ministro, preso pela PF na quinta-feira da semana passada. Filmados, entram por uma porta que, segundo a PF, dá acesso ao gabinete do ministro. Meia hora depois, Fátima e Ivo cruzam a mesma porta. A imagem mostra que, a essa altura, o envelope pardo já estava com Ivo. Despedem-se. Ivo retorna ao gabinete de Rondeau. E sai sem o envelope. Para desassossego de Lula, Silas Rondeau é um dos integrantes de sua comitiva na viagem ao Paraguai, que prossegue nesta segunda-feira. Ouvido em Assunção, o ministro classificou de “mentira” a versão sustentada pela PF no inquérito da Operação Navalha. Disse que vai provar sua inocência. E afirmou que sente-se à vontade para permanecer no cargo enquanto Lula achar que é merecedor de confiança. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto José Cruz/ABr.

domingo, maio 20, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

TORÁ (*)

Preparativos
A primeiro de Sivan, o primeiro dia do terceiro mês após o Êxodus do Egito, os Filhos de Israel chegaram ao Deserto do Sinai e acamparam perto da montanha.
Durante as poucas semanas de viagem no deserto sob a proteção Divina, com milagres diários, tais como o maná e a codorna, o miraculoso adoçamento da água, a derrota de Amalec e a travessia do Mar Vermelho, o povo judeu havia se tornado mais e mais consciente de D'us.
A fé tornava-se mais intensa a cada dia, até que atingiram um padrão de santidade, solidariedade e unidade, jamais conseguido antes ou depois por qualquer outra nação.
Moshê[1] ascendeu ao Monte Sinai, e D'us disse-lhe as seguintes palavras: "Assim dirás à casa de Yaacov[2], e dirás aos Filhos de Israel: 'Vocês viram aquilo que fiz aos egípcios, e como Eu os trouxe nas asas da águia, e os trouxe até a Mim. Agora, portanto, se ouvirem de fato Minha voz, e se mantiverem Minha aliança, então serão Meu tesouro dentre todos os povos; pois toda a terra é Minha; e serão para Mim um reino de sacerdotes, e uma nação sagrada. '“.
Moshê voltou do Sinai e chamou os anciãos do povo e transmitiu-lhes todas estas palavras de D'us. Unanimemente, com uma voz e uma só mente, o povo respondeu: "Naasê Venishmá" - "Tudo que D'us falou, assim o faremos.”.
Dessa forma, aceitaram totalmente a Torá[3], com todos seus preceitos, sem ao menos pedir uma enumeração detalhada das obrigações e deveres que nela estavam envolvidos.
Quando Israel havia se prontificado a receber a Torá, D'us falou novamente a Moshê: "Vá até o povo, e santifique-os hoje e amanhã, e deixe que lavem suas vestes, e estejam prontos no terceiro dia: pois no terceiro dia o Senhor virá à vista de todo o povo no Monte Sinai. Estabeleça limites para o povo, dizendo: Prestem atenção; não subam ao Monte, ou toquem sua borda, pois aquele que o fizer morrerá."
A Revelação no Sinai
A alvorada do terceiro dia trouxe trovões e relâmpagos que encheram o ar. Pesadas nuvens pairavam sobre a montanha, e os sons crescentes e constantes do shofar fizeram o povo estremecer com temor. Moshê levou os Filhos de Israel para fora do acampamento e colocou-os ao pé do Monte Sinai, que estava todo coberto por fumaça e trepidações, pois D'us tinha descido sobre ele, em fogo.
O toque do shofar intensificou-se, mas de repente todos os sons cessaram, e seguiu-se um silêncio absoluto; então D'us proclamou os Dez Mandamentos desta forma:
1 - “Eu sou o Senhor teu D’us, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos”.
2 - "Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos céus, e abaixo na terra, ou nas águas, abaixo da terra. Não te prostrarás diante deles, nem os servirá, pois sou o Eterno, teu D'us, D'us zeloso, que visita a iniqüidade dos pais aos filhos sobre terceiras e quartas gerações aos que me aborrecem; e mostrarei misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam Meus mandamentos.
3 - “Não jurarás em nome do Eterno, teu D’us, em vão; porque não livrará o Eterno ao que jurar Seu nome em vão”.
4 - "Lembra-te do dia de Shabat para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda tua obra. E o sétimo é o Shabat do Eterno, teu D'us, e não farás nenhuma obra, tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal, e teu peregrino que estiver em tuas cidades; pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar, e tudo o que há neles, e repousou no sétimo dia; portanto, abençoou o Eterno o dia de Shabat e o santificou.
5 - “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a terra que o Eterno, teu D’us, te dá”.
6 - “Não matarás”.
7 - “Não cometerás adultério”.
8 - “Não furtarás”.
9 - “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”.
10 - “Não cobiçarás a casa de teu próximo; não cobiçarás a mulher de teu próximo, e seu servo, ou sua serva, e seu boi, e seu asno, e tudo que seja de teu próximo”.
Moshê recebe a Torá
Todo o povo ouviu as palavras de D'us, e ficaram assustados.
Imploraram a Moshê para ser o intermediário entre D'us e eles, pois se o próprio D'us continuasse a dar-lhes toda a Torá, certamente morreriam. Moshê disse-lhes para não terem medo, pois D'us revelara-Se a eles para que O temessem e não pecassem.
Então D'us pediu a Moshê para subir a montanha; pois apenas ele era capaz de ficar na presença de D'us. Lá Moshê receberia as duas tábuas contendo os Dez Mandamentos e a Torá completa, para ensiná-los aos Filhos de Israel.
Moshê subiu a montanha e lá permaneceu por quarenta dias e quarenta noites, sem comer ou dormir, pois havia se tornado semelhante a um anjo. Durante este tempo, D'us revelou a Moshê toda a Torá, com todas suas leis e suas interpretações.
Finalmente, D'us deu a Moshê as duas Tábuas do Testemunho, feitas de pedra, contendo os Dez Mandamentos, escritos pelo próprio D'us.
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[1] Moshê (hebr.): Moisés.
[2] Yaacov (hebr.): Jacó.
[3] Torá (hebr.): Pentateuco.
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(*) Enviado por Alberto Baggio Neto.

sábado, maio 19, 2007

EDITORIAL: 2010 !

EDITORIAL – 19 de maio de 2007.

2010: O ANO PARA O QUAL JÁ ESTAMOS FAZENDO CONTATO?

Esta semana dois assuntos foram bastante comentados pela imprensa: a primeira entrevista coletiva concedida pelo Presidente Lula, em seu segundo mandato e a nova “operação” comandada pela Polícia Federal (PF), sob o codinome Operação Navalha. Que olhar podemos lançar para esses dois fenômenos? Uma segunda entrevista coletiva desde 2003 e uma nova “empreitada” da PF contra fraudes em licitações de obras da construção civil dos órgãos do Governo, em substituição à Operação Furacão II (“hurricane”) em curso.
O que(m) estaria por trás desses temas tão dispares?
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A primeira entrevista coletiva, cobrada há muito tempo pelos jornalistas e lembrada em várias ocasiões por seus “ombudsman”, finalmente foi agendada e abarcou em torno de quinze assuntos, entre eles, a queda na cotação do dólar, greve no Ibama e greve no serviço público, segurança pública, tributos, dívida pública, aliados e seus partidos políticos, oposição e, principalmente [a “pergunta que não quer(ia) calar”], sobre a disputa na sucessão presidencial ou a hipótese de um terceiro mandato (Lula III). Na entrevista [e em outros momentos nesta semana] o Presidente afirmou categoricamente que não cogitava qualquer hipótese de um terceiro mandato uma vez que ele não brincava de democracia, que ele era contra (e sempre fora) o processo de reeleição e que a Constituição (atual) não permite. De acordo com suas palavras “Acho imprudente alguém apresentar um projeto permitindo um terceiro mandato. A melhor reforma é acabar com a reeleição e definir um mandato de cinco anos. Não cogito qualquer hipótese de um terceiro mandato. Acho uma provocação à democracia”[1]. Contudo, deixou bem claro que ele quer fazer o sucessor, segundo o Presidente, “por razão simples: quero que tenha continuidade o que estamos fazendo no país”, mas que não necessariamente o sucessor devesse ser do PT, uma vez que numa “coalizão” os partidos participam por sua proporcionalidade e o candidato que sairá da base sairá de conversa entre todos. Nestes termos, ele disse: ”quero terminar meu mandato na condição de os candidatos me chamarem para ir ao palanque. Quando chegar na eleição de 2010, quero estar tão afiado, quero que me chamem para ir ao palanque. A base vai ter candidato, deve ser tirado de consenso da base. Não necessariamente alguém do PT”. Isto porque, durante a entrevista ele havia comentado sobre suas derrotas em outras campanhas presidenciais: “Eu perdi três eleições, mas chegou um dia que alguém me convenceu que eu não precisava mais fazer discurso para agradar o PT. Eu precisava ter do meu lado os 15% que faltavam. Eu não fiz acordo com pessoas individualmente, mas fiz com partidos. Eu queria o todo do PMDB, o todo do PR”. E de “olho” no PSDB, via Aécio Neves, Lula disse que sempre manteve “ amizade com FHC e não será por falta de convite que vamos conversar. Quero respeitar o direito de ele fazer críticas. Quero que eles respeitem meu direito de tratá-los como adversários e não como inimigos”. E, ainda em relação à oposição, disse que achava “que PFL vai deixar de ser tão nervoso”.
Do outro lado (da trincheira?) o governador José Serra (PSDB-SP), ainda que de “fuzil” em mira, concordou com as palavras do presidente Lula: "Acho que ele está certo. O PSDB enxerga o atual governo como adversário e não como inimigo". Palavras bem ditas, uma vez que Serra também aprovou o trecho da entrevista em que o presidente Lula defendeu a flexibilização do limite de endividamento dos estados, cujo governador Serra, pleiteia o aumento do limite de endividamento para obter financiamento externo destinado a investir no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde proclamou: "Acho indispensável. Aliás, é um direito dos estados. São Paulo e outros estados como Minas Gerais têm capacidade para aumentar o seu endividamento, tecnicamente, juridicamente, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.
Ainda na busca (?) de um sucessor, Lula há algum tempo manifestou sua simpatia pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pertencente a um dos “partidos da base” (coalizão), e seu ex-ministro de Estado da Integração Nacional (2003-2006). Igualmente, Lula demonstrou interesse em convencer o governador Aécio Neves (PSDB-MG) a “vir” para o PMDB, partido em deferência, entre os “da base”, na ocupação de Ministérios, de Secretarias e Estatais (segundo escalão) no segundo governo do presidente Lula. Esse interesse foi divulgado no início deste mês, quando Lula pediu a dirigentes peemedebistas que tentem convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a trocar o PSDB pelo PMDB. Pedido este para reforçar outros que ele já havia feito em outros encontros com o governador mineiro. Nesse sentido, a imprensa tem evidenciado que o Presidente tem “coberto de elogios” o governador Aécio, entre esses, o de “bom gestor”, “político hábil”, “popular em Minas”, levando-se em conta que MG é o segundo maior colégio eleitoral do País.
Todavia, sabemos que o ex-ministro da Casa Civil continua em “operações”, notadamente garantindo sua aparição pública (e justificativas) através de palestras e conferências aos mais diversos públicos (correligionários ou não) e locais; uma delas em Minas Gerais. Existem fontes que afirmam (exceto em acareações) que o mesmo ocupa agora a função de “eminência parda” [tão criticada outrora] encarregada de fazer com que a “fila ande”, não descartando, obviamente, que ele seja o “primeiro da fila” ou, no mínimo, que volte à condição de “alguém” que se faz ouvir.
Por outro lado, a semana encerrou com idas e saídas de presos da Superintendência, em operações da Polícia Federal (PF). A última delas, a Operação Navalha, realizada nos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e no Distrito Federal (DF), visou desmontar o esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos federais para obras públicas, incluindo as do “Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)” e do programa “Luz para Todos”. As investigações da PF apontaram o desvio de recursos dos ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento, cujo esquema fraudava ainda licitações do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). De acordo com a PF, a quadrilha era estruturada em três diferentes níveis, envolvendo funcionários da Construtora Gautama, com sede em SP, e autoridades públicas. Entre os detidos estão (estavam) prefeitos, deputados, ex-deputado, ex-governador, assessores e outros ligados a setores de obras públicas nos estados citados e no DF.
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De acordo com o título deste Editorial, o presidente Lula já se encontra em campanha sucessória/2010? Ou alguém por ele? Tudo nos leva a crer, desde “notinhas” em colunas sociais, “leituras” em entrelinhas de jornais, fotos nas mais diversas cerimônias religiosas e laicas, “shows” artísticos, ou ainda através de charges.
Por fim, como saberemos? Ou seria mais um caso para as Operações da Polícia Federal?
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[1] Os grifos (destaques em “negrito”) nas citações são nossos.

sexta-feira, maio 18, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] METAMORFOSES...





[Chargistas: Henrique, Iotti, Jean].

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Ministro rebate críticas de Zeca Pagodinho. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu as críticas feitas pelo cantor Zeca Pagodinho que acusou de "incompetência" por querer tratar da questão do álcool e não dos hospitais. "Os discos de Zeca Pagodinho tocam todos os dias na minha casa, mas ele tem um contrato de R$ 8 milhões. Não preciso dizer mais nada", afirmou o ministro. Na semana passada, o ministro havia dito que era favorável a que artistas não participassem de propagandas de empresas de bebidas com o risco de estarem incentivando o consumo entre jovens. "É preciso pedir para ele [Zeca] parar. É patético, constrangedor", disse na época. AE.
Navalha: STJ manda PF soltar um dos presos. A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relatora do inquérito sobre a máfia das obras públicas desmontada pela Operação Navalha, da Polícia Federal (PF), suspendeu a prisão temporária de Flávio Conceição de Oliveira Neto, um dos 46 suspeitos presos até agora pela PF. Ex-chefe da Casa Civil do governo de João Alves Filho, em Sergipe, Oliveira Neto é conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe. O advogado dele, Gilberto Vieira, explicou que a revogação da prisão temporária de foi pedida diretamente à ministra-relatora, sob o argumento de que Oliveira Neto necessita de cuidados médicos. Ele fez uma cirurgia cardíaca há poucos dias, segundo o advogado, e a PF não teria condição de oferecer os cuidados de que precisa. Yahoonoticias.
Mudança no português pode acontecer a partir de 2008, diz MEC. RIO DE JANEIRO - O acordo ortográfico discutido pelos países que falam o português pode entrar em vigor já em 2008. Com isso, os brasileiros terão de se acostumar com algumas mudanças que podem parecer estranhas. As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Em vez de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo". Últimosegundo.ig.

MILHO TRANSGÊNICO: "SE É BAYER, É BOM!!!" [sic]

CTNBio ignora audiência pública e aprova milho transgênico da Bayer.

RIO DE JANEIRO – Os transgênicos avançam no Brasil. Na mais polêmica decisão desde sua reformulação pela Lei de Biossegurança, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nessa quarta-feira (16) a liberação comercial do milho transgênico Liberty Link, produzido pela empresa transnacional de origem alemã Bayer. A decisão ainda precisará ser submetida ao Conselho Nacional de Biossegurança, que é composto por 11 ministérios, mas já é festejada como vitória pelos setores favoráveis aos transgênicos. Do outro lado, as organizações do movimento socioambientalista prometem recorrer. O presidente da CTNBio, Walter Colli, vem tentando aprovar o milho desenvolvido pela Bayer desde o ano passado, há pelo menos três sessões da Comissão, mas sempre esbarrou na resistência dos setores contrários aos transgênicos. Dessa vez, conseguiu encaminhar a votação, e o Liberty Link teve sua liberação comercial aprovada por 17 votos a favor, quatro contra e um pedido de maiores informações. Os votos contrários foram dados por representantes dos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Secretaria Especial da Pesca e da sociedade civil para meio ambiente e agricultura familiar. As organizações reunidas na Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos estão indignadas com a pressa da CTNBio em aprovar o milho da Bayer e apontam diversas irregularidades no processo. Seu principal argumento é que a Comissão aprovou o Liberty Link sem ter respondido aos inúmeros questionamentos levantados durante a audiência pública sobre o tema realizada em março. Além disso, a aprovação seria ilegal, pois a CTNBio sequer definiu seus procedimentos internos necessários para avaliar a documentação apresentada pelas empresas ou instituições com pedido de liberação comercial para os transgênicos. A maioria da Comissão cedeu aos apelos de urgência do lobby pró-transgênicos, numa decisão comemorada pelos representantes das empresas. Alguns dos observadores da sociedade civil que assistiram à votação, por outro lado, não gostaram nadinha do que se passou: “Repudiamos a decisão da CTNBio, que deu as costas para a biossegurança brasileira para atender aos interesses do agronegócio e das empresas multinacionais de biotecnologia. A CTNBio vem mostrando um profundo descaso pela Lei de Biossegurança e pelas próprias normas internas na condução de seus trabalhos", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, em nota divulgada pela entidade. O presidente da CTNBio trava desde o ano passado uma queda-de-braço com o Ministério Público Federal e os representantes da sociedade civil que querem assistir as reuniões da Comissão como observadores. Após alguma resistência - chegou a suspender uma sessão por não concordar com a presença de dois membros do Greenpeace -, Walter Colli percebeu que não poderia evitar os observadores, uma vez que eles têm sua presença nas reuniões da CTNBio garantida pela Lei de Biossegurança. O setor pró-transgênicos, então, mudou de tática e decidiu comparecer em peso para observar a reunião em curso, que termina nessa quinta-feira (17) em Brasília. Isso se antevia na convocatória à reunião encaminhada pelo secretário-executivo da CTNBio, Jairon Santos do Nascimento: “Segundo as seguidas manifestações da digna procuradora Maria Soares Cordioli (N.R. representante do Ministério Público), as portas de ambas as reuniões devem ser abertas, entrando os primeiros que chegarem. Como são muitos os pedidos, faremos o possível para acomodar adequadamente a todos”. Segundo especialistas, a capacidade de contaminação do milho transgênico é muitas vezes superior a da soja, para ficar num exemplo de outro grão transgênico liberado no Brasil. Isso preocupa os socioambientalistas: “Não é aceitável que o meio ambiente e a alimentação dos brasileiros sejam colocados em risco para beneficiar apenas algumas poucas empresas de biotecnologia. O mais certo seria suspender toda e qualquer liberação comercial de cultivos transgênicos até que o Brasil tenha uma política séria de biossegurança”, avalia Gabriela Vuolo. A decisão, agora, está nas mãos do Conselho Nacional de Biossegurança, um colegiado de ministros que é coordenado pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que certamente se pautará pela vontade da ministra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será uma batalha decisiva, e os que militam contra a introdução indiscriminada dos transgênicos no Brasil terão que se desdobrar, pois do outro lado a atividade é intensa. A CTNBio já tem em sua pauta outros onze pedidos de liberação de transgênicos feitos por empresas como Monsanto e Syngenta, entre outras.. Maurício Thuswohl - Carta Maior

PF: OPERAÇÃO NAVALHA (NA CARNE!)


Operação Navalha: dois continuam foragidos.

Dois envolvidos na Operação Navalha continuam foragidos. A Polícia Federal (PF) já prendeu nesta quinta-feira (17) 46 pessoas durante a operação, realizada em nove estados (Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e no Distrito Federal. Ao todo, foram expedidos pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon 48 mandados de prisão e 84 de busca e apreensão. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu a prisão preventiva do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), mas a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, não determinou a prisão em sua decisão. Um avião com 23 dos 46 presos na Operação Navalha, da Polícia Federal (PF), está vindo para Brasília na noite desta quinta-feira (17). Eles foram detidos na Bahia, em Alagoas, no Piauí e no Maranhão. A aeronave saiu de São Luís (MA), passou por Maceió (AL) e irá para Brasília. Assim que chegarem à capital Federal, os presos serão encaminhados à Superintendência da PF. Os outros presos virão em aviões de carreira, exceto os 14 detidos em Brasília. Os cinco presos em São Paulo já chegaram a capital. A ação da PF tem o objetivo de desmontar um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos federais destinados a obras públicas, incluindo as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Luz para Todos. Segundo a PF, a Construtora Gautama, que tem sede em São Paulo, e filiais em diversos estados onde a operação está sendo realizada, comandava o esquema direcionando verbas públicas para obras de interesse da quadrilha. Cerca de 20 pessoas ligadas à Gautama estão entre os presos. As investigações da PF, que começaram em novembro de 2006, apontam o desvio de recursos dos ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento. O esquema fraudava ainda licitações do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). Por envolver autoridades e servidores públicos, o inquérito está no Superior Tribunal de Justiça. As contas dos envolvidos foram bloqueadas e os bens estão indisponíveis. Cerca de 400 agentes foram mobilizados para a Operação Navalha. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha era estruturada em três diferentes níveis. No mais alto nível, estão os funcionários da empresa baiana, abaixo, os chamados "auxiliares e intermediários", apontados como os responsáveis pelo pagamento de propina, e no terceiro nível, autoridades públicas que facilitariam a atuação da quadrilha. As investigações da PF constataram o recebimento de "vultosas quantias" em dinheiro vivo e outras vantagens, como carros de luxo, por autoridades públicas. Entre os detidos estão o deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF); o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT); o prefeito de Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão (PSDB); o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB); e o ex-deputado federal Ivan Paixão (PPS-SE). Também foi preso na ação Ivo Almeida Costa, assessor do gabinete do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau. Em Alagoas, a PF prendeu Adeilson Teixeira Bezerra (secretário de Infra-Estrutura), Denisson De Luna Tenório (subsecretário de Infra-Estrutura), José Vieira Crispim (diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura), Eneas de Alencastro Neto (representante do governo de Alagoas em Brasília) e Márcio Fidelson Menezes Gomes (diretor do Detran de Alagoas). No Maranhão, foi detido Ney Barros Bello (Secretário de Infra-Estrutura). Todos os detidos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A assessoria de imprensa do Ministério das Minas e Energia informou que o ministro Silas Rondeau determinou o afastamento imediato do assessor Ivo Almeida Costa até o esclarecimento dos fatos. A família de Costa informou ao G1 que não irá se pronunciar sobre o assunto por enquanto. O advogado do deputado Pedro Passos, Herman Teddy Barbosa, disse que a PF confundiu atividades empresariais do deputado com prática de corrupção. Segundo Barbosa, gravações telefônicas realizadas no ano passado em que o deputado apareceria cobrando valores de outros detidos pela PF referem-se a dívidas de cavalos vendidos pelo haras de propriedade de Pedro Passos. Os advogados de Ivan Paixão ainda não foram localizados. O secretário-geral do PPS em Sergipe, Wellington Mangueira, afirmou que Paixão, que era presidente do diretório no estado, foi afastado há quatro meses pela direção nacional por ter supostamente "abandonado" seu cargo ao mudar-se para São Paulo. Segundo ele, o partido vai analisar as acusações. O G1 tenta localizar os advogados da Construtora Gautama. Os telefones da matriz e das filiais da empresa nos estados onde a PF realizou a operação não atendem.Na cidade de Camaçari (BA), além do prefeito, também foi preso o secretário de Infra-estrutura, Iran Ferreira. O secretário de Governo da cidade, José Marcelino Jesus Filho, afirmou que a prefeitura tem um contrato de pavimentação firmado em 1999, na gestão anterior, com a Construtora Gautama. "Essa investigação é nacional e o foco da investigação é uma empresa, que teve contrato com a prefeitura na gestão anterior. O prefeito até já fez nova licitação", disse o secretário. Para ele, o prefeito e o secretário de Infra-estrutura devem ser "liberados em breve". José Antônio Almeida, advogado de José Reinaldo Tavares, disse que já entrou com pedido de revogação da prisão, mas que não teve acesso ao teor das acusações. Segundo ele, um dos argumentos da PF seria de que Tavares teria recebido um Citroën da Construtora Gautama em 2005, enquanto ainda era governador. O advogado negou o recebimento do carro dizendo que o ex-governador tem como comprar que o automóvel foi comprado. Em nota, o líder do PSB na Câmara, deputado Márcio França (PSB-SP), disse que o partido somente se pronunciará sobre o caso de Tavares "depois de avaliar a consistência das acusações". "O direito brasileiro considera todos inocentes até que se prove o contrário. Por isso, até que se esclareça o episódio, o PSB recomenda a seus filiados e militantes o acompanhamento dos fatos com atenção e tranquilidade", diz França na nota. A Prefeitura de Sinop (MT) divulgou nota oficial dizendo que o prefeito Nilson Aparecido Leitão (PSDB) prestará esclarecimentos nesta sexta-feira (18), às 8h, na sede da PF em Brasília. Em nota enviada pela assessoria da prefeitura, o procurador jurídico da cidade, Astor Reiheimer, informou que está "sem acesso ao mandado de prisão ou aos autos", mas disse acreditar que o prefeito foi detido "em decorrência da abertura de uma concorrência pública internacional para as obras de esgoto em Sinop". O governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), informou, por meio de nota, que afastou os envolvidos e determinou investigação dos contratos do estado com a Gautama. "Reitero meu firme compromisso com a transparência e com a moralidade pública. As pessoas que foram detidas e estão sendo investigadas deverão ter assegurado o amplo direito de defesa me respeito à lei e à dignidade de todos", informou o pronunciamento. Segundo a assessoria do governo maranhense, o secretário Ney Barros Bello Bello fazia parte do governo anterior e havia sido mantido no cargo pelo governador Jackson Lago (PDT). A assessoria informou que o governador está em Brasília e deve se pronunciar ainda hoje sobre o caso. G1, Brasília, São Paulo.

LULA, GREVE & SINDICALISTAS [In:] "TUDO É ESSENCIAL!"

Lula defende restrições para greve no setor público; sindicalistas reagem.

BRASÍLIA - Entre os diversos temas abordados na entrevista concedida pelo presidente da República terça-feira (15), no Palácio do Planalto, um despertou a reação das organizações sindicais: a regulamentação do direito de greve no setor público. Lula defendeu a responsabilização de grevistas e criticou longas paralisações de servidores federais. “O que não é possível, e nenhum brasileiro pode aceitar, é alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque, aí, deixa de ser greve e passa a ser férias”. Segundo o presidente, a greve no setor público deve ser tratada de maneira diferente do setor privado. Uma das diferenças seria a classificação de diversos serviços como áreas “essenciais”, nas quais o direito de greve é mais restrito do que no conjunto. A greve nestes setores, afirmou Lula, não prejudica os “patrões”, mas a população brasileira. As declarações reafirmaram a disposição do Governo Federal em construir uma proposta de regulamentação para ser enviada ao Congresso. Reportagem do jornal O Globo do último dia 11 já adiantava que uma minuta de projeto foi elaborada pela Advocacia Geral da União e pelo Ministério do Planejamento, e entregue já na última semana para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Em entrevista ao jornal, o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, afirmou que a situação trabalhista no setor público é uma "lei da selva" e que a proposta estabelece requisitos para que uma greve no serviço público seja considerada “legítima”. A Constituição Federal de 1988 consagrou o direito de greve para os servidores públicos, mas não regulamentou seu exercício. Diferente da área privada, onde a arbitragem dos conflitos é feita pela Justiça do Trabalho, no caso do Estado não há regras nem poder específico que resolva os conflitos, em última instância. Para as entidades sindicais de servidores, esta situação deixa os trabalhadores à mercê dos órgãos empregadores públicos. No entanto, a saída encontrada pelo governo para este vácuo não é ampliar os direitos de greve, mas as exigências para a realização desta manifestação.A primeira seria que a paralisação fosse aprovada por no mínimo 2/3 da categoria e fosse previamente avisada ao responsável pelo setor. Nas áreas de serviços inadiáveis e de interesse público, haveria a exigência de manter 40% dos servidores trabalhando, com possibilidade deste percentual variar conforme a necessidade de manter a continuidade do serviço. Isso se a greve for considerada “legal”. Caso um questionamento judicial contra ela seja acatado, os trabalhadores seriam obrigados a descontar o tempo de paralisação. “Todos nós temos direito de fazer greve, mas todos nós sabemos que a gente pode ganhar ou pode perder”, justificou Lula na entrevista coletiva. Entre as áreas “inadiáveis e de interesse público” estariam: atendimento ambulatorial, assistência médica, tratamento e abastecimento de água, tratamento de esgoto, serviços funerários e de necropsia, inspeção agropecuária, defesa e controle do tráfego aéreo, segurança pública, serviços de telecomunicações e de tratamento e lixo hospitalar, e de concessão e pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais. Para o jornal O Globo, o advogado-geral da União admitiu que a filosofia da proposta é que “o serviço público como um todo deve ser considerado essencial”. Críticas durasEm entrevistas e notas públicas, dirigentes de entidades sindicais classificaram o projeto como “autoritário”, “ditatorial” e “intervencionista”. Para Josemilton Costa, da Confederação dos Servidores Públicos Federais (Condsef), na prática a proposta visa “impedir a greve no serviço público”. A posição é endossada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique dos Santos, para quem as exigências colocadas têm como finalidade inviabilizar paralisações no serviço público. “Estipular que uma assembléia só terá direito de aprovar greve se reunir 2/3 da categoria é uma tentativa mal-disfarçada de proibir greve no setor”, afirma. O presidente da CUT exemplifica citando o caso do sindicato de professores de São Paulo, que teria de reunir 100 mil de seus 150 mil filiados em assembléias para deflagrar uma greve. No caso dos servidores federais, seria necessária a aprovação de mais de 670 mil dos 1 milhão empregados. Em relação à definição dos serviços de interesse público, Santos critica a proposta, afirmando que ela “padroniza setores diferentes entre si”. “Num hospital sucateado, com poucos trabalhadores efetivos, podem ser necessários mais de 40%. No setor de energia elétrica, dependendo da unidade de geração ou transmissão, podem ser necessários menos de 40%”. Segundo os sindicalistas consultados pela Carta Maior, hoje as entidades já fazem esta avaliação e mantêm a continuidade dos serviços. Mas é exatamente a iniciativa de o Governo Federal decidir sobre o tema o que motiva as críticas mais ferrenhas dos dirigentes. “Isso é intromissão do Estado na organização dos trabalhadores como na época da ditadura. Me parece que o presidente esqueceu que foi sindicalista. Presidente só vê agora a classe dominante, e não aquele setor que o levou à presidência”, bate Josemilton Costa. Para ele, o governo deveria retomar o compromisso assumido com as organizações de servidores de construir uma proposta de sistema de negociação permanente iniciada junto ao Ministério do Planejamento. Costa afirmou que o processo vinha caminhando até o governo “tirar da cartola” esta nova proposta na ressaca da greve de controladores de vôo. Segundo o presidente da Condsef, se o governo não voltar atrás e retomar a diálogo sobre a propostas de negociação permanente, os sindicalistas vão radicalizar sua reação. “Podemos fazer greve inclusive para combater este projeto”, alerta. Arthur Henrique dos Santos endossa a cobrança. “Exortamos o governo a jogá-la fora imediatamente e a cumprir o que já foi combinado, e apresentar na Mesa de Negociação Permanente a perenização do Sistema de Negociação Permanente”. No próximo dia 22, as entidades têm reunião marcada com representantes do Ministério do Planejamento.
Jonas Valente - Carta Maior

quinta-feira, maio 17, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] 2010! O ANO QUE FAREMOS CONTATO (*)






[Chargista: Aroeira].
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(*) 2010 (Título original). Um grupo de cientistas parte rumo à nave Discovery para descobrir os segredos do enigmático monolito negro. Continuação de 2001 - Uma Odisséia no Espaço. [www.adorocinema.com.br].

EVO & LULA; BOLÍVIA & BRASIL: "QUEM ERA FELIZ E NÃO SABIA???"

Sem a Petrobras-Bolívia, Brasil vira refém do gás de Evo Morales.

A polêmica estatização das duas refinarias da Petrobras pelo governo boliviano de Evo Morales na semana passada marcou o ápice de um processo que vem ocorrendo há quase uma década: o aumento da dependência brasileira do gás produzido pelo país vizinho. Hoje, especialistas já admitem que o maior e mais rico país da América Latina será refém pelos próximos quatro anos -pelo menos- da produção energética do país mais pobre do continente. Apesar da autosuficiência de petróleo, comemorada meses atrás pelo governo Lula em uma milionária campanha publicitária, o Brasil depende cada vez mais do gás produzido na vizinha Bolívia. Hoje, 52% do gás consumido aqui vem da terra de Morales. Em São Paulo, principal pólo industrial do país, a dependência é ainda mais dramática -o estado importa de lá 70% do gás consumido. (...) Como a economia brasileira continua crescendo e não há previsão de aumento substancial na produção brasileira de gás pelo menos nos próximos quatro anos, a tendência é aumentar essa dependência da Bolívia. Um problema que se agrava até mesmo com um boa notícia da área ambiental: o uso do gás natural em carros, no lugar da gasolina (mais poluente), vem crescendo muito e o combustível já move hoje quase 5% dos veículos leves que circulam no Brasil. "O Brasil está refém da Bolívia. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina têm a Bolívia como única fonte de gás", afirmou ao G1 o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires, que vem acompanhando de perto a questão Brasil-Bolívia. (...) Essa relação bilateral já tem reflexos no bolso dos brasileiros -e eles são negativos. Nesta semana, o preço pago pelo gás usado em uma termelétrica de Cuiabá triplicou. Em uma séria histórica, a situação revela-se ainda mais grave: desde julho de 1999, quando foi assinado o acordo do gás entre Brasil e Bolívia, o preço do produto boliviano já sofreu um reajuste de mais de 300%. Tudo devidamente repassado aos consumidores de produtos industrializados. Para comparar: a inflação brasileira neste período ficou em 75%. Brasil e Bolívia tiveram por anos uma relação de simbiose, com benefício mútuo. A Petrobrás investia no país vizinho e ele se tornava o principal fornecedor de gás para a indústria e a produção de energia elétrica brasileira. Até dois anos atrás, a participação da brasileira Petrobrás no Produto Interno Bruto (PIB) boliviano chegava a 18%, e a empresa respondia por 24% dos impostos recolhidos em todo o país. Mas o radicalismo do presidente Evo Morales -amigo pessoal e seguidor das políticas estatizantes do presidente venezuelano, Hugo Chávez- pesou a balança mais para o lado da dependência brasileira. Ao nacionalizar as refinarias da Petrobrás em seu território e impor aumentos no preço do gás comprado pelo Brasil, a Bolívia transformou essa relação simbiótica num cenário pouco satisfatório para o Brasil. O caso da compra das duas refinarias da Petrobras que operam em Cochabamba e em Santa Cruz de La Sierra é simbólico, ainda que as cifras envolvidas estejam envoltas em mistério. Ambos os lados dizem ter ficado satisfeitos com o negócio. Mas não era o que parecia indicar a reação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ameaçaram levar o caso aos tribunais internacionais. O próprio Lula, que apoiou Morales desde sua posse, em 2006, deu demonstrações de que perdeu a paciência com o amigo e não conversou diretamente com ele durante as negociações. Segundo uma fonte do governo ouvida pelo G1 na época, foi um "sinal de mudança" na postura do governo brasileiro. Os fatos também indicam que o negócio foi mais vantajoso para o governo boliviano do que para o brasileiro. O Brasil havia comprado essas mesmas refinarias da Bolívia em 1999 por US$ 104 milhões. Investiu, desde então, US$ 30 milhões nas duas unidades. E aceitou a oferta de Morales de apenas US$ 112 milhões -apesar de o preço inicial feito pelos diplomatas brasileiros ter sido de cerca de US$ 200 milhões, segundo informações de pessoas que tiveram acesso à mesa de negociação. O impasse com a Bolívia nas últimas semanas fez ressurgir na imprensa brasileira o fantasma do apagão energético no país, logo desmentido pelas autoridades. Mas é fato também que o Brasil retomou seus planos de racionalização de gás natural, a fim de diminuir a dependência. "Estamos à mercê do que a Bolívia quiser fazer em relação ao preço do gás. Qualquer interrupção no fornecimento de gás boliviano poderá trazer o caos ao Brasil", diz Adriano Pires, da CBIE. Para Pires, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o risco a curto prazo é ainda maior pelo fato de a Bolívia ser um dos países mais politicamente instáveis do continente. "A Bolívia está passando por uma situação político-social intranqüila, e a qualquer momento podem haver manifestações sociais ou mesmo movimentos que levem a invasões das instalações da Petrobrás. O movimento boliviano pode se tornar ainda mais radical", acredita o professor. De fato, no final de 2006 uma invasão de manifestantes fez com que a Petrobrás tivesse que parar a operação de um campo petrolífero em Santa Cruz de la Sierra. A empresa ainda teve mais prejuízos há cerca de um mês, quando parlamentares suspenderam o processo de aprovação de prazos de concessão. Essa conturbada política boliviana, algumas vezes pouco responsável, é a causa da atual dependência brasileira, afirmou ao G1 David Zylbersztajn, ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo e membro do Comitê Consultivo da União Européia para Projetos de Energia na América Latina. Para ele, tudo acaba mudando a longo prazo na Bolívia. "O que a Bolívia fez, na realidade, é totalmente inusitado, comparado ao que se faz no mundo. O Brasil não está errado, não é responsável por essa situação de refém. Quem está errada é a Bolívia e ela vai pagar por isso por conta dos rompimentos contratuais. O país apenas criou um problema para si mesmo." Zylbersztajn acha um exagero afirmar que o Brasil é refém da Bolívia. "Se o Brasil é refém da Bolívia, todo país é refém do seu fornecedor, como se a Europa fosse refém da Rússia, por exemplo. Acho até mesmo que quem fornece é mais refém de que quem compra o gás. A principal fonte de divisas da Bolívia é a exportação de gás para o Brasil. É ingenuidade achar que a Bolívia tem capacidade para simplesmente 'fechar a torneira'". Para a coordenadora de projetos na área de energia da Fundação Getúlio Vargas, Goret Pereira, é possível até mesmo inverter esse quadro de dependência e colocar a Bolívia como refém do Brasil. "No caso de não acordo com o Brasil, o grande prejudicado é a Bolívia, porque o Brasil tem alternativas no médio prazo, e a Bolívia não tem. E essa dependência mútua é circunstancial. No médio prazo, o Brasil pode sobreviver sem a Bolívia, mas a Bolívia provavelmente não sobrevive sem o Brasil", afirmou ela ao G1. "No médio prazo, os dois países vão ficar menos dependentes um do outro. O Brasil vai aumentar a oferta doméstica de gás e vai começar a importar o gás liquefeito", disse Pires. Segundo os três entrevistados pelo G1, faltam pelo menos quatro anos para se chegar a este ponto. Segundo Zylbersztajn, a independência passa por uma mudança de atitude do Brasil, que teve de correr atrás de alternativas para o gás natural. "De um ano para cá, em função das decisões da Bolívia, mudou muito o comportamento brasileiro em relação ao gás. No futuro o Brasil vai ficar menos dependente e vai ter mais alternativas de importação de outros países. Teremos mais margem de manobra. Mas hoje é uma bobagem falar em abrir mão da negociação com a Bolívia, que é um bom fornecimento." "Quando Morales anunciou a nacionalização, a Petrobrás criou o Programa de Antecipação da Produção de Gás. É um plano bastante razoável e que vai acabar acontecendo", explicou Pires. O futuro da relação entre Brasil e Bolívia, entretanto, não deve ser de rompimento total de relações comerciais. "Se voltarmos a ter uma racionalidade nas relações entre Brasil e Bolívia, uma relação menos política e mais econômica, continuaremos sendo grandes importadores da Bolívia, pois é uma parceria favorável aos dois países", disse Pires. G1, Daniel Buarque, de Bolívia.

PF: OPERAÇÃO NAVALHA ("NAS VALAS" DA CONSTRUÇÃO CIVIL?)

PF realiza Operação Navalha e cancela Hurricane II.
A Polícia Federal deu início na manhã desta quinta-feira, 17, à Operação Navalha, contra fraudes em licitações de obras da construção civil dos órgãos do governo. O deputado distrital Pedro Passos (PMDB) foi preso e, segundo a PF, outros servidores públicos estariam envolvidos no esquema de fraudes. Os mandados de prisão foram expedidos pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, já que muitos dos envolvidos no esquema teriam foro privilegiado, como secretários de Estado e agentes públicos. Cerca de 400 policiais federais estão envolvidos com a operação, que está sendo realizada nos Estados do Maranhão, Bahia, Piauí, Pernambuco, Goiás, Sergipe, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. São 40 mandados de prisão e 84 mandados de busca e apreensão. Por conta da Operação Navalha, a polícia suspendeu a segunda parte da Operação Hurricane (furacão, em inglês), que seria realizada nesta manhã. Na Hurricane, deflagrada no dia 13 de abril, a Polícia Federal prendeu bicheiros, delegados e magistrados acusados de crimes como corrupção, tráfico de influência e envolvimento com jogos ilegais. A investigação começou há um ano na 6ª Vara Federal do Rio e, em setembro de 2006, foi remetida pelo procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, para o Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao surgimento do nome do ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina. A partir de então, o inquérito passou a ser presidido pelo ministro do STF Cézar Peluso. Embora todo o caso esteja sendo investigado sob sigilo de Justiça, a Operação Hurricane desbarata uma quadrilha que agia em favor de um esquema de lavagem de dinheiro em bingos e casas de caça-níqueis. Entre os presos estão dois desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio, um juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, um procurador regional da República no Rio, dois delegados federais e o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro Paulo Medina. Contra Virgílio, por exemplo, pesa o fato de ele ter sido flagrado em gravações pedindo propina para intermediar uma liminar de seu irmão a favor dos bingos, o que revela indícios de que no organograma da quadrilha ele serviria de ponte entre a organização e o Judiciário. Também foram presos antigos líderes do jogo do bicho, como Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães - presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Ele foi um dos envolvidos com o jogo do bicho condenado pela juíza Denise Frossard, em 1993. Há também Aniz Abraão David, o Anísio - presidente de honra da Beija-Flor, campeã do carnaval carioca. De acordo com o delegado federal Emanuel Henrique Oliveira, "há fortes indícios" de que o sambista tenha usado recursos do jogo do bicho para manipular o resultado do carnaval carioca. Nos últimos cinco anos, a beija-flor foi campeã quatro vezes. Solange Spigliatti, Estadão.

LULA & PMDB [In:] "O BOM PASTOR..."


Para pacificar PMDB, Lula promete oito nomeações.

Em encontro reservado com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), Lula prometeu entregar ao partido, até a semana que vem, oito vistosos cargos de segundo escalão. Dois deles foram confirmados já nesta quarta-feira (16): o ex-senador Maguito Vilela (GO) será o novo vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil. Luiz Paulo Conde, ex-prefeito do Rio, vai presidir a estatal Furnas Centrais Elétricas. Temer e Lula conversaram a sós, no Planalto, por cerca de meia hora. Depois, o presidente mandou chamar Maguito Vilela. Acertou a ida dele para o Banco do Brasil. E pediu ao ex-senador goiano que procurasse o ministro Guido Mantega (BB), a quem o banco estatal está subordinado, para marcar o dia da posse. À tarde, Lula convocou ao Planalto o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia). Para desassossego do ministro, que se opunha à acomodação de Conde em Furnas, o presidente comunicou que decidira nomear o ex-prefeito. Com esses primeiros gestos, Lula começou a debelar os focos de rebeldia que se armavam contra o governo na bancada do PMDB da Câmara. Aborrecidos com a inércia da caneta presidencial, que se demora em assinar os atos de nomeação de seus apadrinhados, integrantes de bancadas regionais do PMDB ameaçavam revidar no voto. Concentravam-se no Centro Oeste e no Rio os nichos de maior inquietude. O encontro entre Temer e Lula ocorreu seis dias depois de o presidente ter convocado, na quinta-feira (10) da semana passada, uma reunião de emergência com os cinco ministros que o PMDB conseguiu plantar na Esplanada. Informado acerca da rebelião que se armava contra o governo na Câmara, Lula cobrou “fidelidade”. Disse que caberia aos ministros pacificar o partido. Afirmou também que não se envolveria diretamente nas disputas por cargos. Teve, porém, de se envolver. Antes, o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) obteve do PMDB o compromisso de “enxugar” a lista de indicações que encaminhara ao Planalto. Tinha algo como 30 nomes. Caiu para apenas oito, aceitos formalmente por Lula nesta quarta-feira (16). Houve pelo menos um remanejamento. Lula informou a Temer que não vai nomear para a presidência da BR Distribuidora o ex-deputado Wellington Moreira Franco (RJ). Disse que já se havia comprometido a entregar o comando da subsidiária da Petrobras a José Eduardo Dutra (PE), do PT. Prometeu, contudo, arranjar uma "colocação" para Moreira Franco, provavelmente numa vice-presidência da Caixa Econômica Federal. Além Moreira Franco, o PMDB deve injetar no organograma da CEF um apadrinhado da bandada de deputados do Distrito Federal. Chama-se Carlos Antonio Brito. Está na bica de virar diretor de Desenvolvimento Urbano. No BB, afora Maguito Vilela, deve ser acomodado Joanilson Barbosa Ferreira. Foi indicado pela bancada peemedebista de Minas Gerais para a vice-presidência de Tecnologia do banco. A conta de novas nomeações patrocinadas pelo PMDB não inclui nem os postos já controlados pela bancada de senadores do partido, alinhada com o Planalto desde o primeiro mandato, nem os cargos de menor expressão, que estão sendo preenchidos nas cinco pastas controladas pelo partido. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto Ricardo Stuckert/PR.

DOLAR EM QUEDA: "LIVRE" OU "FORÇADA"?

Dólar chega a R$ 1,95; veja como a queda pode afetar sua vida .

O dólar comercial despencou 1,46% e fechou a quarta-feira cotado a R$ 1,954 para venda. A queda refletiu na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que encerrou o pregão com alta de 2,41%, em novo patamar recorde de 51.737 pontos. A desvalorização da moeda norte-americana ante o Real já reflete no bolso do consumidor e faz cair os preços de eletroeletrônicos, produtos alimentícios e passagens aéreas. A queda acentuada desta quarta-feira ocorreu após mais uma agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, ter elevado a nota do Brasil. Na semana passada, a Fitch Ratings já havia aumentado seu indicador. Para tentar deter a alta de hoje, o Banco Central realizou um leilão de 'swap reverso cambial', equivalente a uma compra de dólares no mercado futuro. No meio da tarde, o BC realizou um leilão de compra da moeda, mas não conseguiu deter a queda da moeda norte-americana. No acumulado deste ano, o dólar já sofreu perdas de quase 9%. Entre os fatores que podem explicar a desvalorização estão os sucessivos recordes da balança comercial; o diferencial de juros domésticos e internacionais, que atrai capital financeiro para o país; e a perspectiva de que o país seja considerado mais seguro para investir, à medida em que agências especializadas em classificação de risco de crédito melhorem sua avaliação pública sobre o Brasil. O consumidor tem sentido no bolso as vantagens da valorização do real em relação ao dólar, principalmente no segmento de eletroeletrônicos e em alguns produtos alimentícios. Nos itens analisados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o celular foi o que teve a queda mais acentuada, sob a influência do dólar, com redução de 73% no preço nos últimos três anos, e de 22% nos últimos 12 meses. A depreciação da moeda americana também ajudou a derrubar o preço de outros campeões de venda do segmento, como a TV, que ficou 32% mais barata nos últimos três anos e 14,6% considerando a comparação entre maio de 2006 e o mês passado. As viagens para conhecer a Disneylândia, que foram esquecidas pela classe média por um tempo, voltaram a ficar em alta. Na Trade Tours, uma das representantes oficiais da Disney no Brasil, o valor do pacote, com passagem aérea e seis noites de hospedagem, caiu de R$ 4.778, em 2004, para R$ 4.068 neste ano. O financiamento, com a redução das taxas das administradoras de cartão de crédito, também ficou mais elástico, com o pagamento passando de duas para cinco parcelas. Se a tendência de queda do dólar continuar, a agência prevê crescimento de 40% no fluxo de passageiros para o destino em 2007 no confronto com 2006. No comparativo do ano passado, com relação a 2005, a alta tinha sido de 13%. A Bovespa fechou com forte alta de 2,41% e registrou novo patamar recorde de 51.737 pontos. O volume financeiro movimentado também foi histórico: R$ 4,87 bilhões. A desvalorização do dólar torna a Bolsa mais "cara" para os investidores estrangeiros, hoje os maiores responsáveis pelos recordes consecutivos das ações. Para profissionais do mercado, no entanto, o que pode ter mantido os "estrangeiros" no pregão foi a expectativa de novas valorizações. A queda do dólar também afeta a balança comercial e, portanto, o desempenho de grandes empresas exportadoras, algumas delas entre as principais companhias de capital aberto do país, com forte influência sobre os rumos da Bovespa, a exemplo da Vale do Rio Doce. da Folha Online, Tatiana Resende, da Folha de S.Paulo.

BINGOS: QUEM GANHA COM A "REGULAMENTAÇÃO"?

Bingos: 'Ou proíbe ou regulamenta', diz Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (16) a definição da regra para funcionamento ou proibição dos bingos no Brasil. E classificou de "indústria de liminares" as decisões da Justiça que permitem a abertura das casas de jogo. E cobrou uma definição do Congresso sobre os bingos. "Ou proíbe ou regulamenta. O que não pode é ficar com essa indústria de liminares permitindo que funcionem num lugar ou no outro. Defina a regra do jogo: pode, regulamenta; não pode, proíbe", disse Lula ao chegar ao Itamaraty para um almoço oferecido ao colega senegalês Abdoulaye Wade. Nesta quarta (16), milhares de manifestantes participaram de uma manifestação em Brasília, organizada pela Força Sindical, na qual pediram a legalização da atividade. O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou um relatório preliminar de uma comissão de jurisprudência que prevê que é preciso editar uma súmula vinculante sobre os bingos. O texto diz que é competência da União decidir sobre o futuro das casas de jogos. O relatório precisa ainda ser ratificado pelo plenário do STF. Um grupo de deputados e manifestantes se reuniu nesta quarta-feira (16) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir a aprovação do projeto que regulamenta o funcionamento dos bingos no país. Eles estão preocupados com o fechamento das casas de bingo em quase todos os estados e com a demissão dos trabalhadores do setor. Pela proposta, que veio do Senado e está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, os estados é que teriam competência para regularizar os bingos. Arlindo Chinaglia prometeu discutir o assunto na reunião com os líderes dos partidos, na próxima semana. Os manifestantes também se reuniram com o líder do governo na Casa, José Múcio Monteiro (PTB-PE). G1, Tiago Pariz, Brasília.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Delfim propõe tarifa zero de importação para conter dólar. Cortes acentuados dos juros, na base da "canetada", diminuição dos gastos públicos para conter a demanda na economia e redução a zero de todas as alíquotas de impostos de importação. Estes são os ingredientes da receita sugerida pelo economista e ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto para que o governo possa conter o processo, por ele qualificado, de "supervalorização" do câmbio. "A supervalorização só pode ser eliminada por meio de uma ação radical. Claro que isso tem um custo para o País, mas perfeitamente suportável e admissível", disse o ex-ministro, durante o seminário "Economia Brasileira em Perspectiva", realizado pela Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A sugestão foi prontamente rejeitada nesta quarta-feira (16) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Acredito que não há necessidade de um choque de importações. Prefiro não fazer nenhuma surpresa, nenhuma magia. As importações já estão crescendo de forma extraordinária. Na prática, [a queda do dólar] funciona como se estivesse a cada dia reduzindo a tarifa de importação. G1.
Senado instala hoje CPI do Apagão Aéreo. O Senado marcou para esta quinta-feira a sessão de instalação da CPI do Apagão Aéreo. O senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) vai presidir a sessão de abertura da comissão por ser o mais idoso entre os membros indicados para compor a CPI. O atraso na instalação da comissão foi provocado pela intensa pauta de votações no plenário do Senado, trancada por 14 medidas provisórias, e pelo protesto do DEM (ex-PFL) contra a demora na instalação da CPI das ONGs.Ontem, no entanto, o Senado decidiu adiar para o dia 5 de junho a instalação da CPI das ONGs. Folha Online.
Governo enfrentará duas CPIs simultâneas no Senado. A CPI do Apagão Aéreo no Senado será instalada na manhã desta quinta-feira, com 24 horas de atraso na abertura da apuração. A presidência da comissão ficará com o senador Tião Viana (PT-AC) e a relatoria com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Governo e oposição acordaram em manter duas CPIs simultâneas no Senado: a CPI das ONGs será instalada no dia 5 de junho, para investigar a relação das ONGs com o governo federal - embora o objetivo da oposição seja investigar repasses de recursos federais para as organizações ligadas ao PT. Estadão.

PF: OPERAÇÕES BEM-SUCEDIDAS, CONTUDO, LEGISLAÇÃO À DESEJAR!

Em 3 anos, 1,2 mil servidores foram presos.

A participação comprovada em irregularidades no serviço público já resultou na demissão de cerca de 1,2 mil servidores nos últimos três anos, média de quase uma demissão por dia no período. Levantamento realizado pelo "Jornal da Globo" aponta que de cada seis presos em operações conduzidas pela Polícia Federal nos últimos quatro anos, um era funcionário público e o número poderia ser bem maior se não houvesse tanta burocracia nas investigações. Os casos vão desde servidores que recebem dinheiro para prestar informações privilegiadas, favorecer licitações e falsificar documentos até a ligação de funcionários públicos com tráfico de drogas e venda de sentenças judiciais. Em 2003, foram presos 97 servidores. No ano seguinte, o número subiu para 231. Em 2005, a Polícia Federal prendeu 219 e, no ano passado, foram 383. Neste ano, já foram presos 72 funcionários públicos. As operações Águia, Anaconda, Vampiro, Poeira no Asfalto, Sanguessuga e Furacão colocaram atrás das grades funcionários públicos, ex-governadores, ex-senadores, delegados da Polícia Federal e juízes. No Executivo, muitos já começaram a pagar pelos crimes, perdendo o emprego. Entre 2003 e 2006, 1.154 funcionários públicos foram demitidos por justa causa. Um média de quase uma demissão por dia. E 73 servidores tiveram a aposentadoria cassada porque cometeram irregularidades quando ainda estavam em atividade. “No poder Executivo não há a aposentadoria compulsória para quem cometeu irregularidades, o que há é a demissão ou a destituição e se ele já estiver aposentado, nós cassamos a aposentadoria”, diz o controlador-geral da União, Jorge Hage. Mas ainda é grande o número de servidores que não são punidos porque há falhas na investigação. Dezoito mil processos abertos de 2003 até hoje não deram em nada. Outro problema é a morosidade do processo, que dura em média mais de um ano. Enquanto não é punido, o funcionário suspeito de corrupção continua recebendo salário, mesmo se estiver afastado das funções. O Estatuto do Servidor Público é baseado em leis da década de 50. A Advocacia-geral da União prepara mudanças no estatuto. A idéia é simplificar os processos e especializar as comissões de investigação para evitar que os maus servidores consigam a reintegração na Justiça. “Chega ao absurdo de um cidadão que cometeu um ilícito, que foi demitido a bem do serviço público, por algum problema formal ele consegue a sua readmissão e aquela demissão vira um prêmio porque ele é admitido depois de 5 anos, 10 anos e ele vai receber como se estivesse trabalhando”, afirma o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli. A punição mais difícil é de altos funcionários do Judiciário. Suspeitos de envolvimento com a máfia do jogo, o juiz Ernesto Dória, do TRT de Campinas, os desembargadores Ricardo Regueira e Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal e o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, respondem a processo no Conselho Nacional de Justiça. Mas, ainda que sejam condenados, não podem ser demitidos. A lei assegura a eles a aposentadoria integral. O corregedor do Conselho Nacional de Justiça, César Asfor Rocha, quer o fim deste privilégio. “Acho que o magistrado que perde o cargo, ele deve perder todas as prerrogativas da magistratura, inclusive a percepção de salário e de pensão.” G1, Jornal da Globo.

quarta-feira, maio 16, 2007

XÔ!: A SAIDEIRA ["HABEMUS" O QUE QUEREMOS...]





[Chargistas: Clauro, Amorim, Liberati].

XÔ! ESTRESSE: ENTRE"VISTAS" !!!



[Chargistas: Henrique, JMarcos].

DÓLAR: Á VENDA EM "LOJINHAS DE 1,99"

Ministro anuncia política de ´emergência´ a cinco setores.

Com a queda do dólar abaixo dos R$ 2, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou na terça-feira que o governo irá beneficiar cinco setores da economia por uma política industrial de ´emergência´: indústria têxtil e de vestuário, automobilística, naval, de calçados e móveis. Além da redução dos tributos incidentes na folha de pagamento, haverá aumento de alíquotas de importação para proteger alguns produtos. Durante a entrevista coletiva de terça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou seu apoio à política do Banco Central. Ele deixou claro que o câmbio continuará flutuante e vai se ajustar na medida em que houver importação de bens de capital, e os juros vão continuar sendo reduzidos. ´Não tem milagres. O governo fará a sua parte, mas não há mágica.´ Sob o olhar discreto do BC e com uma infinidade de boas notícias vindas do mercado internacional, especialmente dos Estados Unidos, a moeda despencou. Fechou a terça com queda de 1,34%, cotada em R$ 1,982, no menor nível desde janeiro de 2001. O que causou surpresa no mercado foi a tímida atuação do BC para conter o forte recuo da moeda num dia carregado de notícias favoráveis. No início da manhã, quando o dólar já abriu em queda, o BC apenas observou o mercado. Só por volta das 15 horas, o banco fez o tradicional leilão de compra de moeda, quando adquiriu cerca de US$ 425 milhões. ´O BC foi burocrático para conter o dólar, o que deixou o mercado meio perdido´, afirmou o gerente de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer. A expectativa é que o dólar continue oscilando em torno dos R$ 2, com forte inclinação para baixo. Na avaliação do economista do Santander Banespa, Mauricio Molan, a moeda americana deve terminar o ano em R$ 1,90. Os cálculos, diz ele, estão baseados em fatores estruturais, como o robusto crescimento global, que eleva as exportações brasileiras, alta dos preços das commodities, melhora dos fundamentos econômicos internos e a desvalorização mundial do dólar ante outras moedas. ´Como todos esses fatores não têm dado sinais de mudança, a tendência do dólar é continuar recuando, mesmo com atuações do BC.´ (Com Renée Pereira), O Estadão.

FIDEL & LULA: "YO TENGO TANTOS [MUY...] HERMANOS..."

Fidel usa documentário brasileiro para lançar novo ataque a etanol .

A realidade mostrada num documentário brasileiro sobre as condições de trabalho nos canaviais é o mais novo argumento do presidente cubano, Fidel Castro, na sua ofensiva contra a indústria do etanol. Fidel dedica três quartos de um artigo que escreveu no jornal oficial Gramma, publicado nesta terça-feira, a uma síntese que faz do que acredita ser a "essência" da mensagem que a diretora Maria Luisa Mendonça quis passar no documentário Bagaço (2006). A produção foi exibida em Cuba durante o 6º Encontro Hemisférico de Luta contra os Tratados de Livre Comércio e pela Integração dos Povos, no início de maio, em Havana. "É preciso desmistificar a propaganda sobre os supostos benefícios dos agrocombustíveis. No caso do etanol, a cultura e processamento da cana-de-açúcar contaminam os solos e as fontes de água potável, porque utilizam uma grande quantidade de produtos químicos", afirma Fidel, que já criticou o biocombustível brasileiro em outros editoriais do Gramma.O presidente, afastado do cargo desde julho do ano passado por motivos de saúde, diz que o processo de destilação do etanol produz um resíduo denominado vinhoto que "contamina rios e fontes de águas subterrâneas". Segundo ele, apenas "uma parte" pode ser aproveitada como fertilizante. Mas o aspecto social é mais ressaltado por Fidel, que descreve as condições supostamente precárias e insalubres às quais os cortadores de cana são submetidos. "Trabalham sem um registro formal, sem equipamentos de proteção, sem água ou alimentação adequada, sem acesso aos banheiros e com habitações muito precárias; além disso, eles têm que pagar pela habitação, pela comida, que é muito cara, e precisam pagar por equipamentos como botas e facões e, claro, no caso de acidentes de trabalho, que são muitíssimos, não recebem o tratamento adequado", escreve Fidel, que também reproduz relatos de vários canavieiros entrevistados no documentário. BBC Brasil, Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Mandante da morte de Dorothy Stang é condenado a 30 anos. O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", foi condenado a 30 anos de prisão pela morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, em Anapu, no Oeste do Pará. A sentença saiu às 16h50 desta terça-feira (15). Por cinco votos a dois, os jurados entenderam que ele foi um dos mandantes e mentor intelectual do crime. Cabe recurso. G1.

'Chico Buarque é um gênio', diz Lula. No show de Chico Buarque, todo mundo vira tiete. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, que estavam sentados na terceira fileira do auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, bem em frente ao cantor e compositor. (...) Perguntado sobre o que achara do show, Lula, visivelmente emocionado, declarou: "Maravilhoso." Depois de cumprimentar Chico Buarque no camarim, o presidente disse que, no Brasil, há muitos artistas "fora de série", mas que Chico é "um gênio". "Convidei-o para almoçar comigo amanhã, mas ele está cheio de compromissos e não poderá ir", lamentou Lula. G1.
TCU vota nesta quarta uma auditoria na Petrobras. A pauta da sessão plenária do TCU desta quarta-feira (16) deve incluir um tema incômodo para o governo. O ministro Augusto Nardes (foto) planeja submeter à apreciação dos demais oito integrantes do tribunal uma proposta de abertura de auditoria para apurar a venda das duas refinarias da Petrobras ao governo da Bolívia. Um negócio de US$ 112 milhões. Como estatal, vinculada ao ministério das Minas e Energia, a Petrobras integra o rol de empresas, autarquias e órgãos públicos sujeitos à fiscalização do tribunal de contas. Ao encaminhar o seu pedido ao plenário, Nardes realçará a conveniência de apurar se houve prejuízos à União na transação feita com o governo boliviano. Blogdojosias, Folha Online.
Após adiamento, Senado instala amanhã a CPI do Apagão Aéreo. Depois do adiamento, o Senado marcou para amanhã a sessão de instalação da CPI do Apagão Aéreo. Por conta da intensa pauta de votações no plenário do Senado, trancada por 14 medidas provisórias, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-ex-PFL-BA) propôs a mudança. ACM vai presidir a sessão de abertura da CPI por ser o mais idoso entre os membros indicados para compor a comissão. O atraso também foi provocado pelo protesto do DEM contra a demora na instalação da CPI das ONGs. O partido reivindica a indicação dos integrantes da CPI das ONGs para que as duas comissões sejam instaladas simultaneamente no Senado. Folha Online. Gabriela Guerreiro.
Nicolas Sarkozy assume Presidência da França. Nicolas Sarkozy assumiu nesta quarta-feira a Presidência da França no lugar de Jacques Chirac, no poder há 12 anos. Sarkozy assume o cargo com o desafio de aumentar o crescimento econômico do país, impulsionar a competitividade internacional e reduzir o desemprego e a dívida pública. O novo presidente de centro-direita também terá que enfrentar as desigualdades econômicas e sociais que afetam, principalmente, os moradores de periferias pobres do país e que já causaram revoltas na França. Sarkozy se define como um modernizador e defende uma ruptura com a tradicional elite do poder da França - uma "ruptura tranqüila com a era Chirac", como disse durante a campanha em uma tentativa de seduzir os eleitores de centro, que poderiam se deixar tentar pela rival, a candidata socialista Ségolène Royale. BBC Brasil, Folha Online.
TJ nega transferência e Champinha fica na Febem. A Fundação Casa (antiga Febem) divulgou nota nesta terça-feira (15) informando que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de transferência do jovem Roberto Aparecido Alves Cardoso, de 20 anos, o Champinha, para a Casa de Custódia de Taubaté, a 130 km de São Paulo. A decisão, no entanto, não é definitiva. Agora, o recurso será analisado pela Câmara Especial do tribunal, que julgará o mérito do pedido. G1, SP.

LULA [In:] 2010: ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA...


Lula descarta 3º mandato e quer sucessor dentro da base aliada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou um terceiro mandato presidencial, caso a legislação que hoje só permite uma reeleição seja alterada, mas afirmou que quer fazer seu sucessor dentro da base aliada. "Sou contra a reeleição e não serei candidato em 2010. Não é por nada, não, é porque a lei não permite", afirmou o presidente nesta terça-feira, na primeira entrevista coletiva de seu segundo mandato, a segunda desde o início do governo com a participação de todos os jornalistas brasileiros e estrangeiros credenciados para a cobertura no Palácio do Planalto. Das 15 perguntas permitidas em quase duas horas de entrevista, três foram sobre a sucessão e a possibilidade de um terceiro mandato ou a volta do presidente em 2014. "Acho imprudente alguém apresentar um projeto de lei neste sentido", afirmou Lula, sobre a possibilidade de uma mudança na Constituição. Isso seria "brincar com a democracia", disse o presidente. "Não serei, não pensarei e não cogitarei em ser candidato a um terceiro mandato", acrescentou. Lula disse que quer que a base aliada tenha um candidato único e que espera ser disputado nos palanques em 2010 como um reconhecimento de que seu governo foi bom. "A base deve ter um candidato tirado em consenso, não necessariamente do PT", disse o presidente. "Eu quero fazer o meu sucessor porque eu quero que tenha continuidade o que estamos fazendo", afirmou.Na opinião de Lula, um ex-presidente deve ser "conselheiro de si mesmo" e não "ficar dando palpite". "Vai se recolher, vai cuidar da sua vida, vai cuidar dos netos, vai fazer conferências", disse. Denize Bacoccina, de Brasília, BBC Brasil, foto matéria.

LULA & PSDB: NA "ALÇA DA MIRA" ?


Serra: Lula acerta ao ver PSDB só como rival.

O governador José Serra (PSDB) deu razão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durante entrevista nesta terça-feira (15) defendeu a idéia de que o PT veja o PSDB apenas como adversário, mas não como inimigo. "Acho que ele (Lula) está certo. O PSDB enxerga o atual governo como adversário e não como inimigo", disse Serra. "Quem costuma encarar os opositores como inimigos é o PT, principalmente aqui em São Paulo, que faz uma oposição do 'quanto pior melhor'", complementou o governador. "Não fazemos política com ódio e nem apostando no 'quanto pior melhor'." Serra também gostou do trecho da entrevista em que o presidente Lula defendeu a flexibilização do limite de endividamento dos estados. São Paulo pleiteia o aumento do limite de endividamento para obter financiamento externo destinado a investir no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Acho indispensável. Aliás, é um direito dos estados. São Paulo e outros estados como Minas Gerais têm capacidade para aumentar o seu endividamento, tecnicamente, juridicamente, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Esperamos que o Tesouro possibilite a realizaçao desse direito." G1. Foto Vivi Zanatta-AE.